Por Igor Pedrazzi - Twitter: @Igor_Pedrazzi - Para o Resenha Rubro Negra
Pensa, Luxa.
Começo de temporada, caminhamos pra quarta rodada do Euricão 2015, e o técnico Vanderlei Luxemburgo dá indícios de que irá realizar algumas mudanças no time que vai enfrentar a Cabofriense quarta feira no Maracanã.
O time em formação, buscando adaptação a nova formação orientada pelo treinador, com Márcio Araújo recentemente conquistando a vaga do Paraguaio Victor Cáceres, com Marcelo Cirino começando a se acostumar com essa nova função, com Arthur Maia demonstrando confiança e querendo mostrar serviço, também tem o Pará entrando agora, e o Anderson Pico em busca da forma ideal. Seria a hora de mudar? Seria a hora de fazer rodízio e dar ritmo de jogo ao resto? Ou seria mais sensato acostumar o time titular a essa nova formação? Com apenas uma alteração ou outra, visto que Eduardo e Gabriel retornam aos trabalhos. É a hora de colocar Frauches, Mugni e Luiz Antônio pra jogar, com todo mundo sabendo que dali não sairia nada de bom?
Ou então que fosse feito o contrário, iniciaríamos o Carioquinha com um time misto, dando condições de jogo aos reservas e só depois de algumas rodadas, colocar os titulares de uma vez por todas, com continuidade. O Flamengo chega a quarta rodada necessitando de entrosamento, o time precisa se conhecer melhor. A invencibilidade engana, não jogamos contra ninguém ainda, e estamos longe do ideal. Pra que a movimentação dos homens de frente comece a dar certo, eles precisam continuar nessa batida, jogo atrás de jogo pra tentar alcançar o objetivo traçado. Seria a hora de mudar e quebrar essa sequência, que nos dois últimos jogos já mostrou certa evolução?
Provavelmente, com time misto, reserva ou titular o Flamengo entrará em campo e conquistará os 3 pontos sobre o time da linda Cabo Frio. Mas qual é a serventia desse Carioca, entrosar o time que se pensa ser o ideal pro resto do ano ou deixar todo mundo jogar?
Luxa está pensando nisso, vamos deixar o Pofexô trabalhar. E vamos ver quem vai entrar em campo amanhã.
Vamos escrever sobre como o Flamengo influenciou e vai continuar influenciando a cultura brasileira e mundial. Música, Cinema, Arte, TV, Literatura… Tudo isso visto pela ótica totalmente imparcial de flamengos flanáticos. Também é um espaço aberto para proposições e histórias pessoais.
Aqui a Cultura é manchada de vermelho e preto e o mundo é bem mais feliz!
Lá estava eu, na Espaço Rubro Negro da rua da Quitanda, no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Sexta-feira, final de tarde. O motivo nobre era o lançamento de uma retrô da Braziline, a camisa 9 do Zico, e na expectativa de vê-lo pela segunda vez na vida.
O evento foi perfeito. A galera da @lojasespacorn é demais, é a rede de lojas de clube que mais cresce no Brasil – enquanto as lojas dos nossos rivais sucumbem à crise econômica – eles expandem pelo Brasil.
Claro que o homenageado viria! E também torcedores renomados, escutei histórias da Era Zico jamais ouvidas e presenciei demonstrações de muito amor ao Galo.
Não existe no Brasil idolatria maior. Não existe no Brasil uma massa tão gigantesca de pessoas que adora um jogador de futebol com tamanho fervor e religiosidade. E o Zico se comporta como um verdadeiro enviado messiânico, a verdade é essa. Doa a quem doer, arda a bunda arco-íris de quem for, Zico é irretocável!
Zico autografando a histórica camisa 9 (Foto: Mundo Bola)
Loja na Rua da Quitanda lotada. Irmandade flamenga em volta do Messias (Foto: Mundo Bola)
Zico fazendo seu sermão flamengo: histórias de um tempo impresso no DNA da Nação. (Foto: Mundo Bola)
A fila monstruosa de autógrafo permitia-me acompanhar o passado e o presente do nosso Clube e da nossa Nação. Crianças, bebês, jovens, de meia-idade e os mais-velhos. Todo mundo bem vestido. Todos em estado de Graça, o Salvador estava no recinto, ungindo a todos com sua energia libertadoramente flamenga.
O evento acabou. Zico conseguiu sair. Eu consegui declarar meu amor, literalmente pronunciei estas palavras: “Zico, eu te amo”. Achei-me um panaca na hora! Mas a espontaneidade estava em mim. Na presença de pessoas como Zico, você só consegue ser quem é. Eu não fiz gênero, não poderia. Falei, como dizem, o que vinha do coração.
Então, ao apagar das luzes do evento de lançamento da camisa 9 (#AprimeiraDoZico) eu estava de posse de uma (obrigado, Marcelo, obrigado, Carlo!). E minha ideia era ofertá-la aos leitores do Mundo Bola através de um sorteio. A camisa é linda. O pessoal da Braziline arrebentou!
Fizemos a promoção pelo Twitter. Para concorrer, o rubro-negro teria que seguir os perfis envolvidos e dar um retweet da mensagem O engajamento foi espetacular!
#APrimeiraDoZico – Com o 9 às costas. Oferecimento das Lojas Espaço Rubro Negro
Mais de 100 pessoas concorreram! (Foto Divulgação)
Centenas de novos seguidores para o @Mundo Bola_CRF, para o @Braziline e para o @lojasespacorn e muitos RTs depois, finalmente a sorteamos, dia 23. O ganhador foi Mauricio Pellegrino, morador de Campo Grande, bairro aqui do Rio. O legal é que eu poderia pessoalmente entregar.
E é agora que começa a parte aventuresca dessa história.
A agenda permitiu que fosse sábado, dia 07. Um amigo da faculdade, o Jefferson, me contou que precisava pegar os resultados de uns exames na casa dos seus pais no mesmo bairro. A carona surgiu! Campo Grande, pra quem não conhece, é longe da minha Zona Norte…
Seguimos eu e o Jefferson trocando ideia no carro. Barra, Recreio adentro, o jogo contra o Resende já começara, o sinal do rádio estava péssimo… até que chegamos à primeira parada.
Depois de uma conversa rápida na casa do “Seu Luiz”, rumamos para o endereço do sortudo Maurício Pellegrino.
Sem dificuldades chegamos. O jogo estava escamado, Maurício estava no portão e nos convidou para assistir ao jogo na TV. Eu e o Jefferson até tentamos ser educados… Contudo não teve jeito, aceitamos o convite. E assim que chegamos à sala, o Anderson Pico abriu o placar!
E papo vai e papo vem, descubro que o Maurício é colunista do ótimo flaeterno.com, e irmão do ícone Imprensa Vendida Para SP (isso mesmo, esse é o nome!), administrador do blog citado.
Outra história interessante: O tio do Maurício prestou um favor ao Celso Garcia, que agradeceu presenteando a família com um pôster autografado do Zico. Meu novo camarada me contou (feliz da vida, já vestido com #AprimeiraDoZico para a uma premente foto) que quando criança literalmente ajoelhava diante do pôster pregado na parede, e pedia para Zico o proteger. Blasfêmia nenhuma.
A sinergia foi total, rubro-negro não se sente sozinho, eu ganhei uma referência a mais. Um amigo a mais. Um local a mais pra ver um jogo. Uma companhia a mais no Maraca e no TTC.
Não temos torcida, isso está desatualizado.
O Flamengo tem uma Irmandade.
Jefferson, @PELLEGRINO444 com a #APrimeiraDoZico e @DidaZico
Agradecimentos especiais ao pessoal da Espaço Rubro Negro, da Braziline, para a equipe toda do Mundo Bola Informação e a todos que participaram da promoção.
O autor, conhecido pela alcunha de @DidaZico no Twitter, agradece pelo seu comentário!
Em mais um jogo fora de casa, Flamengo encara Pinheiros
Por Igor Pedrazzi - Twitter: @Igor_Pedrazzi - Para o Mundo Bola Informação
Tá jogando fácil!
O Flamengo vai ter mais um desafio fora de casa pelo NBB. Vindo de importantíssima vitória contra o Franca no ginásio Pedrocão, o Orgulho da Nação continua em São Paulo para enfrentar a equipe do Pinheiros, comandada por Marcel.
Os donos da casa vem de derrota pro Brasília, num jogo emocionante que só foi decidido na prorrogação e com diferença de apenas um ponto, 106 x 105. O Flamengo vem de vitória sobre o Franca no último domingo, adversário direto na briga pelo G4 da competição, 80 x 72. O Mengão quer emplacar a quarta vitória seguida na competição, pra se afirmar de uma vez por todas como postulante as primeiras colocações. O Pinheiros hoje ocupa a décima posição na tabela, o que lhe deixaria de fora dos playoffs. O Flamengo está em quarto, com exatos 70% de aproveitamento com 14 vitórias em 20 jogos. E o Flamengo também vai jogar pra quebrar um tabu que incomoda. Nas últimas 3 partidas contra o Pinheiros fora do Rio, o Flamengo foi derrotado nas três.
Uma rivalidade antiga e extremamente equilibrada. No histórico do confronto, são 15 jogos com 7 vitórias do Pinheiros e 8 do Flamengo. E o jogo de amanhã tem tudo pra ser equilibrado e seguir a risca a história do duelo.
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Flamengo:
Laprovittola, Benite, Marquinhos, Herrmann e Meynisse.
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QUE FASE!
Benite anotou 16, 22, 22 e 25 pontos nos últimos quatro jogos do Flamengo, média de 21,25 pontos por partida. Excelente!
DE MOLHO
Depois de ato de indisciplina, Marcelinho ainda continua de fora do elenco. Só retornará daqui dois jogos.
ABRE O OLHO!
Os irmãos Joe e Jason Smith, anotaram mais da metade dos pontos do Pinheiros nas duas últimas rodadas.
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Pinheiros x Flamengo – Ginásio Poliesportivo Henrique Villaboim, em São Paulo (SP) – Terça-feira – dia 10 de fevereiro, às 19 horas. Acompanhe o jogo pelo nosso tempo real no @Mundo Bola_CRF
Flamengo treina nesta segunda, Luxa dá indícios de mudanças
Por Igor Pedrazzi - Twitter: @Igor_Pedrazzi - Para o Mundo Bola Informação
PV retornará ao time.
Depois de vencer o Resende no sábado e descansar no domingo, hoje foi dia de retornar aos treinos, já que quarta feira já tem jogo contra a Cabofriense. Foi de leve, mas treinaram. Os jogadores que entraram em campo pela última rodada, só correram em volta do campo e depois fizeram um trabalho físico na academia.
E mesmo com o treino em apenas uma parte do dia, ainda sobrou tempo para um coletivo contra o time sub-20. E o time titular contou com Paulo Victor; Frauches, Marcelo, Bressan e Thallyson; Cáceres, Jonas, Luiz Antônio e Lucas Mugni; Gabriel e Eduardo. Luxemburgo já vem falando que realizará mudanças no time de quarta feira, visando dar ritmo a outros jogadores do elenco, que contará com os retornos de Paulo Victor, recuperado de uma concussão, além de Gabriel e Eduardo, que vinham com problemas musculares.
Nessa corrida em volta do campo dos titulares, participaram Leonardo Moura e Paulinho. O lateral recupera-se de uma mialgia e o atacante se encontra em fase final de recuperação de uma contusão no joelho. Léo retornará na próxima quinta ao time. Já Paulinho só tem retorno previsto para o início de março.
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NOVIDADE
O meia Jonas, que ao que tudo indicava precisaria de mais tempo de treino para estar a disposição, treinou bem e será relacionado para o jogo de quarta.
Só nos resta esperar e ver o que Wanderley Luxemburgo irá mudar pro time de quarta.
Represento o terceiro estado da Nação com mais rubro-negros.
Somos maioria esmagadora no Espírito Santo.
Vamos falar aqui de histórias, viagens, passeios e afins! Sempre com e pelo Mengão!
Começo me apresentando para todos os 40 milhões de Rubro-Negros desse mundo:
Meu nome é Watson, só conhecido como Tannacka (apelido de infância, hehe), Resido na pequena cidade de Castelo/ES, sou Embaixador da Nação, Sócio Off-Rio e Sócio-Torcedor do nosso Mengão! Fui convidado para representar o povo Rubro-Negro do Espírito Santo, e assim espero corresponder.
Capixaba? Rubro-Negro? Agora teremos um canal legal para todos nós!
Uma experiência nova, mas que com a ajuda de todos conseguiremos muitos frutos!
Começo dizendo nessa primeira postagem, que nós capixabas, somos parte importantíssima do contexto Flamengo!
Você sabia que somos o 3º estado em participação no programa de Sócio-Torcedor do Clube? Somos pouco mais de 1.700 sócios! Ainda muito pouco para o que podemos, claro! Mas isso demonstra nossa importância.
Quero muito interagir com os amigos do Espírito Santo, trocar idéias e informações!
Iremos sempre na medida do possível, contar histórias, fatos, repassar informações e trocar muitas idéias para o blog prosperar e atingir seu objetivo. Sei e adianto para quem não sabe que histórias desse povo seguindo o Maior do Mundo não faltam!
AVANTE POVO CAPIXABA!
A quem interessar, só me seguir:
Tannacka Fla-Castelo (Facebook)
@TannackaFla (Twitter)
tannacka@gmail.com (e-mail)
E deixe seu comentário abaixo!
Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!
Não é raiva do sistema, miséria, falta de vitamina C. É uma necessidade daquelas incrustadas no DNA, por milhões de anos o mamífero bípede se desenvolvendo na marra, na porrada. Hoje ainda está nas veias do bicho humano gritar grito de guerra, fazer de arma o que encontrar no chão, derrotar a tribo vizinha, escalpelar o inimigo, beber o sangue e tragar o espírito.
A civilidade faz sua parte para conter a ancestralidade, transformar o homem bélico em homem pacífico, mas em alguns momentos de relapso, o indivíduo experimenta um gosto de vida do Paleolítico Inferior, sai na porrada, sai mordendo e urrando.
Há mais de 4 décadas se discute a violência de torcedores, nenhuma solução surgiu e não deve surgir tão cedo. Assim, por falta de outra resolução, temos mais é que promover a virtualização de tudo, botar um grande chroma key por tudo o que é lado do campo e programar em animação uma torcida perfeita, sem palavrão, sem mulher feia, sem vaia para atrapalhar o time, todos uniformizados, sem bug, em 1080p, em 3d side by side.
Pode conectar com rede social, cada um com o seu avatar, chat ao vivo e, no lugar da obsoleta narração, uma voz feminina vem nos avisar do placar e do tempo. Se alguém quiser ouvir comentário de algum avatar que faça comentários, que libere o áudio. E na versão plus, vem com plugin pra escolher os tipos de torcida, com vuvuzela, caxirola ou Charanga.
Todo mundo vê pela TV, no PC, no celular. No estádio-estúdio, somente a comissão e os jogadores, árbitros, seguranças, médicos, fiscais, técnicos, pessoal da maquiagem, figurinos, o backstage da produção.
Os pessimistas diriam que os valentes voltariam para a briga, noutro momento. Mas isso é outro problema, para outra solução. Ao menos, o espetáculo da partida, aquilo que tanto nos importa, estaria relativamente preservado. Ninguém mais botaria nos ombros dos times essa culpa por deslocar pra rua tantos sujeitos primitivos.
Eu tenho duas paixões: Flamengo e Faroeste. E vou mostrar pra vocês como as histórias do velho oeste estão entrelaçadas com o nosso Mengão. Sempre que possível iremos fazer paralelos entre um momento específico do Flamengo e uma obra de Western, seja um bom livro, seja um filme premiado!
— Olhe bem para Russel. Nunca mais em sua vida você verá outro como ele.
No romance de faroeste Hombre, de Elmore Leonard, essas são as palavras usadas por um dos personagens para explicar John Russel. É ele o ‘Hombre’ do título da história. Russel é um mestiço, meio branco, meio apache, que pouco se importa com o destino dos outros, basta o seu. Ele precisa viver entre dois mundos, entre duas culturas, e sobreviver num ambiente hostil e repleto de desconfianças. Assim é John Russel.
Assim é o Flamengo.
Sim, o Flamengo. Meio branco, meio índio, meio preto, meio amarelo, sempre vivendo em todos os mundos e culturas. Mas ao contrário de Russel, que em determinado ponto da história tenta rejeitar uma de suas “metades”, o Flamengo não rejeita ninguém. O jornalista Mário Filho, que dá nome ao templo do futebol, já explicava para os sem malícia que o Flamengo era o clube mais amado do Brasil pelo simples fato de que ele, Flamengo, se deixava amar à vontade. O Flamengo não está divido entre o índio e o branco, o preto e o amarelo. O Flamengo aceita o amor de todos e segue adiante.
Mas volto para Russel. Assim como ele, o Flamengo também precisa sobreviver num mundo hostil. Ambos se importam tão somente com seus destinos. Ao Flamengo é desimportante a falência moral e financeira de seus rivais. Talvez o Flamengo até perguntasse a cada um deles, em tom de blague, se não queriam tomar vergonha na cara e honrar o futebol do Rio, sabendo que nenhum deles aceitaria. Nossos rivais que sempre tentam se definir como a torcida que não tem esse tipo de gente, que não tem aquele tipo de sujeito. O Flamengo os recolhe, os rejeitados, os desprezados. Cada John Russel hostilizado pelo mundo que clama por pureza e linearidade é abarcado pelo Mais Querido. Talvez por isso o torcedor arco-íris nunca possa compreender o Flamengo. Apenas conhecê-lo.
O Flamengo faz o que acha que deve ser feito, como Russel. Durante toda a história John Russel não se altera, não confunde seus sentimentos, embora quem o conheça nunca mais volte a ser a mesma pessoa. Assim também acontece ao torcedor rubro-negro: após o primeiro contato com o Clube de Regatas do Flamengo, provavelmente proporcionado por um pai também rubro-negro; após presenciar o primeiro gol flamengo num Maracanã lotado; após se sentir como que apunhalado ao ver o ai-Jesus sofrer um gol; após o primeiro contato com o Flamengo, repito, o rubro-negro se altera para sempre.
As palavras que descrevem John Russel poderiam também ser usadas por um rubro-negro para explicar o Flamengo para algum gringo que por aqui estivesse:
— Olhe bem para o Flamengo. Nunca mais na vida você verá outro como ele.
E não se trata de mera aparência, fique entendido.
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Sérgio Vieira é Mengão, fã de velho oeste e escreve histórias de faroeste no seu blog http://poeiraepedra.blogspot.com
Com cautela, planejamento aponta volta do lateral pra depois do carnaval.
Por Igor Pedrazzi - Twitter: @Igor_Pedrazzi - Para o Mundo Bola Informação
Salgueiro? Grande Rio? Portela?
Léo Moura se contundiu sozinho na partida de estreia do Flamengo no campeonato carioca, frente ao Macaé, e ficou de fora das duas últimas partidas do Flamengo no Euricão, e vai ficar de fora da próxima na quarta feira contra a Cabofriense.
O que era tratado com medo e apreensão, após os exames caiu por terra. A lesão mais séria virou apenas uma mialgia, que são dores constantes no local da lesão. O veterano lateral é observado com cuidado pela comissão técnica, e sua volta está sendo preparada só depois da festa da carne, na quinta feira depois do carnaval o Fla volta a jogar para enfrentar o Boavista, no Maraca.
Pará vai se manter titular por enquanto, e vem jogando sem comprometer. É pra ficar no sapatinho hein! Nada de Marquês de Sapucaí em Léo!
Patrocínio da Caixa, a princípio, continuará no Manto
Por Igor Pedrazzi – Twitter: @Igor_Pedrazzi – Para o Mundo Bola Informação
Mesmo com toda fase que atravessa o mercado financeiro do País, com ajustes e mais ajustes sendo feitos, depois de alguns veículos divulgarem que a CEF abandonaria os patrocínios aos clubes, a instituição avisou que seguirá patrocinando os clubes aqui no Brasil.
Atualmente, a Caixa patrocina 14 clubes pelas séries A,B e C.
E com tudo isso somado, a gente ultrapassa a casa dos 105 milhões por ano. Porém, a CEF exigiu uma condição para que os clubes seguissem com o patrocinador, manter as CND’s em dia, ou seja, quem andar fora da linha vai perder a grana.
O patrocínio atual com o Flamengo vai até maio, mas a CEF já sinaliza com uma possível renovação. O acordo atual prevê pagamento de 25 milhões de reais por ano.
2014 foi uma temporada de sonhos para o Orgulho da Nação. O tricampeonato no NBB foi ofuscado pela conquista da Liga das Américas; a disputa do Mundial Interclubes – aclamado oportunamente pela mídia como “intercontinental” – contra o Maccabi Tel Aviv, em casa, teve a emoção que uma grande final pede. Depois de perder o primeiro jogo, o Mengão precisava não só vencer, como emplacar uma vantagem de, no mínimo, 4 pontos para sagrar-se campeão.
Presente na HSBC Arena, não tive dúvidas de que venceríamos o jogo. Com a Magnética ao lado, o ginásio virara um verdadeiro caldeirão. Exceção feita à Jeremy Pargo, o time israelense sentia o calor da Nação em seu cangote e os heróis flamengos conseguiam impor o placar necessário para erguer o mais importante troféu da história do clube na modalidade.
De volta ao segundo tempo, o endiabrado armador americano recolocou os campeões europeus de volta no jogo, anotando, em sequência, mais de 10 pontos. Era necessário para-lo. Benite, melhor marcador de perímetro do time, chamou para si a responsa. Fez faltas, é verdade, mas protagonizou o lance que me deu a certeza de que conquistaríamos aquele troféu.
O placar marcava 68-63 para o Mais Querido; Pargo conduzia seu time ao ataque, quando veio o lance: o camisa 8 rubro-negro bateu a carteira do craque adversário, partiu pra dentro da cesta e ainda buscou o contato, na famosa jogada de três pontos. O ginásio foi abaixo e o resto é história.
Com o troféu de melhor time do mundo (NBA é, sim, um mundo a parte), o rubro-negro foi se aventurar nos EUA. Enfrentar grandes adversários, testar seu potencial, estreitar relações entre os basquetes brasileiro e americano e aprender um pouquinho com os melhores organizadores de eventos esportivos do mundo. A participação do Orgulho da Nação foi honrada, mesmo com 3 derrotas na bagagem. A diferença física e os minutos extras (na NBA são quartos de 12 e não 10 minutos) foram determinantes para que o Flamengo não tivesse melhor sorte. E aí veio a temporada 2015.
Menos tempo de treinamento, problemas físicos de alguns jogadores e a saída de outros fez com que o início de temporada fosse irregular, mesmo com o título carioca. A queda de produtividade de Laprovittola e Marquinhos, principalmente, deixaram o Flamengo mais vulnerável; a melhora sensível de alguns adversários – especialmente do Bauru – também tirou um pouco do destaque da equipe que dominou o basquete brasileiro nas temporadas anteriores.
Aos resultados ruins, somaram-se especulações para debater o real motivo de o time ter perdido seu protagonismo. Teria José Neto perdido o comando do time? A equipe se acomodou depois de tantas glórias? Mesmo em quarto lugar no NBB e classificado às semifinais da Liga das Américas, houve quem duvidasse do potencial desse time. Certo, mesmo, é que uma chacoalhada se fazia necessária.
A principal crítica residia na defesa: o garrafão estava esvaziado e o perímetro permitia muitos chutes longos. A primeira mudança promovida por Neto foi testar Olivinha, jogador de muita energia e vibração, no lugar de Hermann. Surtiu efeito, mas ainda havia ajustes a serem feitos.
A mudança era óbvia: Marcelinho Machado, ídolo da torcida, atleta mais longevo do elenco e capitão do time, não tinha mais condições de atuar por tanto tempo com a mesma intensidade; ao mesmo tempo, a má performance de Nico exigia um apoio maior na construção ofensiva. Era batata: sai Marcelinho, entra Benite.
Um comportamento inadequado do capitão rubro-negro facilitou a vida de Neto. Lançado como titular, Benite trouxe impacto imediato ao rubro-negro. Nas últimas três partidas, três vitórias. A defesa, que vinha cedendo quase 80 pontos de média nos últimos 4 jogos, melhorou drasticamente: sofreu média de 63 por partida nos últimos jogos. O time permite menos arremessos de três dos adversários, Marquinhos se desgasta menos com a defesa – explorando seu extraordinário arsenal ofensivo – e Nico Laprovittola fica menos sobrecarregado na armação.
Combinando 23 pontos e mais de 50% de aproveitamento nos arremessos de 3 de média nessas partidas, o ala-armador recolocou o Flamengo em destaque. Com Hermann e Marcelinho vindo do banco, o rubro-negro ganha em pontuação com sua rotação – fato valiosíssimo no basquete.
Restando apenas 9 rodadas para o fim da fase de classificação do NBB, é pouco provável que o Flamengo consiga fechar em primeiro. Lutar pela terceira colocação, hoje, é o mais viável, já que Limeira e Bauru vêm em campanhas muito consistentes. Mas o “efeito Benite” é real. E ele faz com que o Orgulho da Nação sonhe novamente em conquistar tudo que temos pela frente.
—
Toda moral do mundo ao Orgulho da Nação!
Amanhã, dia 10 de fevereiro, o Fla-Basquete entra em quadra para mais um desafio: enfrentar o tradicional Pinheiros, atual 10º colocado, fora de casa. Na quinta, novo desafio contra o Palmeiras, também fora de casa.
Os campeões do mundo merecem toda a nossa atenção e torcida! Acompanhe conosco via twitter!