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  • Flamengo em Números: Copa do Brasil

    O Flamengo estreou na Copa do Brasil 2015, jogando no Rio Grande do Sul, contra o Brasil de Pelotas. Vitória por 2×1 que já entra na estatística do tetra! Mas vamos aos números desde então!

    Adriano Skrzypa (@CRF_Adriano)

     

    Será a 19ª participação do Mais Querido na competição, que quer o Tetra. Já chegamos em 6 finais, vencendo 3, ou seja, com aproveitamento de 50%. Traremos mais números abaixo.

     

    Foram 18 Participações:
    152 Jogos
    92 Vitórias
    37 Empates
    23 Derrotas
    290 Gols Marcados
    148 Gols Sofridos
    Aproveitamento de 68,64%

    Será o 21º Jogo do Flamengo contra clubes Gaúchos na competição, até o momento:

    20 Jogos
    7 Vitórias
    7 Empates
    6 Derrotas
    27 Gols Marcados
    29 Gols Sofridos

    Números do Flamengo na Copa do Brasil 2014:

    6 Jogos
    4 Vitórias
    2 Derrotas
    8 Gols Marcados
    7 Gols Sofridos

    Curiosidades:
    O último jogo do Flamengo contra clubes gaúchos na Copa do Brasil ocorreu no dia 20/05/2009, derrota para o Internacional por 2 a 1;
    A última vez que o Flamengo eliminou o jogo de volta (vencendo por 2 ou mais gols de diferença fora de casa) foi no dia 16/03/2011, 3-0 sobre o Fortaleza.

    SRN

  • Geração PlayStation

    Como alguém começa a torcer por um time? Como surge uma paixão tão grande por um clube?

    Thauan Rocha (@Thauan_R)

    Quero começar primeiro “desviando” um pouco o tema para fazer uma analogia.

    Eu tenho um restaurante que é muito conhecido e era bem frequentado pelas pessoas dos bairros próximos, mas a comida começou a ser criticada. Com o tempo, poucas pessoas estavam indo comer lá. Novos clientes? Nem pensar, só alguns fiéis clientes que ainda gostam – ou aturam a comida do local – e alguns arrastados por esses fiéis, mas que raramente voltam. Enquanto isso, os restaurantes dos outros bairros começam a atrair o público do meu restaurante.

    Então, o que fazer? Bom, eu posso começar a culpar os clientes, e arrumar mil desculpas dizendo que o serviço é bom, posso também criticar de alguma forma os meus concorrentes ou eu posso analisar o que afastou a clientela e mudar minha postura para que os antigos clientes continuem gostando da comida, fidelize os poucos novos que chegam e divulgue a nova fase do restaurante, atraindo de volta o prestígio de outrora.

    Analogia feita, vamos seguir em frente…

    Pai flamenguista e filho barcelonista. Imagem: Luiz Filipe Machado

    Muitas vezes o time é uma herança, passada dos pais para filhos. Outras vezes vem por influência de um amigo, primo, tio… Mas, por mais que possamos ser influenciados por aqueles que estão ao nosso redor, o bom futebol é um fator determinante. E, atualmente, o bom futebol é mais facilmente encontrado na Europa.

    Eu sou apenas rubro-negro, não consigo mudar isso nem querendo. Certa vez tentei começar a torcer pelo Asa-AL, até pelo bom momento que vivia, como segundo time, mas não passou sequer do plano das ideias. As vezes vejo o jogo de um time europeu, mas também, mesmo com um bom futebol, não consigo sentir a mesma emoção de um jogo do Flamengo. Sou Flamengo, sem dúvida, pois cresci assim. É quase um dogma.

    Porém, falo do meu caso. Sou novo, mas nem tanto. Nunca tive tanto acesso à internet e tv como tenho hoje. Quando criança, não tinha como ver os jogos de times europeus. Como é na infância que se forma um torcedor e essa nova geração cresce com acesso fácil a internet e tv a cabo, é de se esperar que os mesmos passem a admirar muito mais os times de fora.

    Não importa se o primeiro contato acontece pelo Rádio, TV, estádio, Internet ou PlayStation, é preciso que o primeiro contato impressione de alguma forma, principalmente se comparado com outro clube. Depois do primeiro contato, esse jovem torcedor vai procurar saber mais, vai ver jogos e aí começa a surgir realmente um torcedor. O playstation não é o fator principal, é um meio.

    Por isso não consigo culpar os jovens, culpo os clubes e as federações. Não posso culpar um garoto que vê um jogo do Barcelona, vê um jogo do Flamengo e consegue perceber a disparidade técnica. “Ah, mas ele nunca vai ver o clube de perto” nós podemos transferir esse pensamento para a maior parte da nação rubro-negra que não se encontra nos centros esportivos. Vi o Flamengo no estádio apenas uma vez e, se não tivesse visto, não mudaria meu amor pelo clube.

    Se nós, rubro-negros e/ou brasileiros, queremos mudar esse cenário, precisamos reclamar e criar preconceito contra essa nova geração/clubes ou nos esforçar e pressionar os dirigentes para que a qualidade do futebol praticado aqui melhore? Os nossos maiores problemas podem ser resolvidos com atitudes simples, como investimento em categorias de base. Particularmente, acho que fatores geográficos e também climáticos prejudicam o desempenho dos nossos atletas (caso seja necessário, explico em outro post), mas não significa que não podemos rivalizar com eles.

    Quem sabe, com essa nova diretoria e sua política profissional, o Flamengo volte a atrair os olhares das crianças e adolescentes. Quem sabe isso mude e a geração Playstation consiga se apaixonar pelo Flamengo ou até por outro clube brasileiro. Só digo que precisamos virar esse jogo logo, porque depois vai ficar muito mais complicado.

     

    SRN!

  • Pelotas, Deuses e Monstros

    Walter Monteiro, presidente da Embaixada FlaRS, é o convidado de hoje do Blog Coluna Rubro Negra! Ele esteve no estádio Bento Freitas ontem, e conta para nossos leitores como foi estar onde o Flamengo esteve. E dessa vez vencendo!

     

    Walter Monteiro (@womonteiro)

    “Rezem para que um dia vocês não precisem enfrentar os xavantes. Quando eles vêm a Porto Alegre, nós fechamos todos os estabelecimentos comerciais da estrada para que não sejam destruídos pela torcida”. A recomendação me foi passada por um comandante da Polícia Rodoviária Federal no dia em que nossa Embaixada foi convocada para um evento de preparação da segurança para um jogo de risco máximo, nas vésperas do dia que Ronaldinho Gaúcho enfrentaria o Grêmio no Olímpico.

    “Conhece a cidade Rio Grande? No dia que o Brasil foi lá disputar um jogo de acesso, só 200 xavantes conseguiram entrar. Eram mais de 6 mil torcedores riograndinos, mas os xavantes quebraram tudo o que encontraram pelo caminho desde que cruzaram o pórtico da cidade”. Um colega meu no trabalho tentava me demover da aventura de ir a Pelotas ver a estreia do Mengão.

    “Aos adversários que tem medo de visitar o Bento Freitas, fica aqui no nosso álbum de fotos do caldeirão, para que vocês saibam o que é uma torcida de verdade.” No finado Orkut, esse era o tópico mais movimentado da comunidade de torcidas do Rio Grande do Sul, com dezenas de relatos épicos dos feitos xavantes.

    Vencendo a resistência familiar, os protestos de caminhoneiros e o desabastecimento de combustível, matei o trabalho e parti para Pelotas de ônibus, disposto a enfrentar o chamado “Xavanchester United” (apelido que ganhou depois de derrotar o Grêmio em plena Arena, o que depois se viu que não era tão difícil assim). Mais do que isso, fui encarar a  torcida com fama de braba.

    Não se falava em outra coisa no RS essa semana: o Brasil, time que renasceu das cinzas depois que um acidente automobilístico matou e feriu parte do seu elenco e jogou o time para as mais baixas divisões regionais e locais, estava pronto para repetir o feito de 30 anos atrás e humilhar de novo o rubro-negro original. Fui obrigado a assistir incontáveis reprises dos frangos do Fillol e da pixotada do Leandro.

    Já fui a jogos de Libertadores menos mobilizados do que esse. A cidade inteira – 350 mil habitantes – respirava a partida como se ali ocorresse a final do Super Bowl. Os outros passageiros do ônibus, os balconistas da rodoviária, o taxista que me levou até o hotel, os consumidores no supermercado, todos uniformizados com camisas e adereços do Brasil. Um amigo me ligava apavorado, porque teve a infeliz ideia de ir direto ao estádio trocar o voucher do ingresso com a camisa do Flamengo e foi cercado e hostilizado.

    Tudo caô, como se viu depois!

    Não sei se era a afinidade das cores mais belas do mundo, mas logo que cheguei nas cercanias do estádio notei um clima bem mais ameno. Com a camisa do Flamengo encoberta por uma camisa vermelha, atravessei uma multidão de xavantes até o posto de troca de ingressos, mas encontrei um ambiente familiar e tranquilo. Tão tranquilo que mesmo tendo me perdido dos amigos, resolvi ir sozinho a um bar, pedi uma cerveja, sentei e confraternizei com os bebuns que ali batiam ponto.

    Os xavantes soltaram umas fumacinhas coloridas, encheram uns balõezinhos brancos, bateram umas palminhas e ficou nisso aí…silenciosos na maior parte do tempo, deixaram a gente cantar à vontade.

    Para nós, da FLA RS, foi uma emoção muito peculiar. Fundada em 2007, ainda não tinha sido possível comemorar uma mísera vitória em nosso estado, já que a última vez que o Flamengo vencera aqui fora em 2004, também pela Copa do Brasil. A nossa virgindade, enfim, caiu.

    E teve um lance muito maneiro, que foi a comemoração do gol do Pará. O moço, como se sabe, não tem lá muita intimidade com esse negócio de gol, em 11 temporadas como profissional só tinha balançado a rede 6 vezes, o que dá mais ou menos a média de meio gol por ano. Em três temporadas no Grêmio, só tinha marcado um golzinho solitário – adivinha contra quem? Pois é….

    Perseguido pela torcida de Volta Redonda, Parazinho estava mais solto em Pelotas, a ponto de mandar a caneta com confiança. De forma improvável, a bola entrou. E em uma cena tão rara quanto seus gols bissextos, não foi comemorar fazendo dancinha, sinais para as câmeras, imitação do Cristiano Ronaldo ou abraçando o treinador. Ele saiu desembestado, correndo loucamente em direção à torcida do Flamengo, lá do outro lado do campo. Me senti na obrigação de retribuir e também corri para o alambrado.

    Agora vejam como a vida é irônica e são mágicos os Inexplicáveis Poderes do Manto. Eu amaldiçoei como nunca a vinda do Parazinho, aprés tantos comentários irados de amigos gremistas. Estava certo de que o lateral ambivalente viria para a Gávea para repetir suas insossas e irritantes atuações das bandas do Humaitá. Por isso, cornetei com força e antecipadamente.

    Terminamos ali, eu e Pará, separados por um alambrado, cada um mais feliz do que o outro. Nossa, como ele estava alegre. E eu também. Tanto que tive que ser retirado dali à base de cassetete, que o policial gentilmente bateu na grade e não em mim, agradeço a deferência,

    Fiquei ali pensando, como se criam monstros a partir do nada (os xavantes só gritaram de verdade na hora que o golzinho nascido da falta inexistente garantiu o passeio na Cidade Maravilhosa). Fiquei lembrando como deuses são eternos e infalíveis, porque o simples fato de um dia terem vencido o time de Zico rendeu ontem festa, placa comemorativa e celebrações infinitas.

    E, afinal, como é bom ser Flamengo. Não vi Zico em Pelotas, mas vi Pará! E isso me bastou.

    Pra cima deles!

  • RAIO-X: Jorge

     Amigos Rubro-Negros,

    estou iniciando minha passagem na blogosfera rubro-negra por meio desse espaço que o Mundo Rubro-Negro me concedeu. A proposta da coluna, “Projeto Base”, que não tem periodicidade definida, como o próprio nome já diz, é fazer uma cobertura das categorias de base do Mais Querido do Brasil. Entretanto, o grande diferencial se dá no fato de que a coluna assume caráter opinativo – e não informativo, como nas coberturas tradicionais, embora em alguns momentos seja necessário informar para contextualizar os acontecimentos. Espero então que, entre os muitos erros e acertos que acontecerão na coluna, vocês possam gostar dos pitacos, das análises, das comparações, das histórias, das crônicas, das reportagens e, é claro, das cornetadas que vão surgir ao longo das publicações. Espero, também, conseguir nesse espaço ajudar os leitores a se desvencilharem dos “novos Zicos”, conseguindo identificar as joias verdadeiras e o “ouro de tolo”, escapando daquela frustação anual de esperar o sucessor do Zico e receber um novo Walter Minhoca.

    Saudações Rubro-Negras,

      Homer Fla 


    Encerrado o momento de abertura, vamos à inauguração da coluna. Clamado pela torcida no profissional, o lateral esquerdo Jorge será o primeiro a passar pelo nosso “Scanner Rubro-Negro”.

    Jorge Marco de Oliveira Moraes, ou simplesmente Jorge, assim como a maioria dos jogadores iniciou sua trajetória no futsal. Em 2008, aos 12 anos, fez a transição do futebol de salão para o campo, saindo do Vasco da Gama, onde deu seus primeiros passos no futsal, e incorporando o elenco do mirim (sub-13) do Flamengo.  Nascido em 1996, fez parte da geração comandada pelo treinador Celso Martins que venceu a Lion City Cup – torneio internacional infantil (sub-15), realizado em Cingapura, que contou com equipes como o Everton (ING), Newcastle (ING), Juventus (ITA) e a Seleção de Cingapura – em 2011. Mesmo longe de ser uns dos jogadores mais badalados da equipe – o goleiro Thiago Rodrigues, o zagueiro Lincoln e o atacante Caio Rangel, todos com passagens pelas seleções de base – Jorge atingiu seu ápice na excelente equipe vice-campeã da Copa do Brasil Juvenil (sub-17) em 2013, chamando a atenção por seu ótimo desempenho e a sequência de atuações destacas em seu último ano como juvenil que, ainda assim, não foram o suficiente para fazer com que Jorge fosse lembrado pelas seleções de base, muito pela concorrência do lateral esquerdo Abner, a época no Coritiba (atualmente no Real Madrid), frequentemente listado como o melhor do mundo de sua faixa etária na posição.

    No ano seguinte, foi definitivamente integrado ao elenco de juniores – pelo qual já vinha fazendo algumas partidas anteriormente – e estreou profissionalmente pelo Flamengo no empate por 2 a 2 com o Bangu. Em seguida, reencontrou o treinador Celso Martins, agora como auxiliar técnico de Marcelo Buarque no sub-20, e não demorou para desbancar Marquinhos como dono da posição, mesmo em seu primeiro ano de sub-20. Apesar disso, Jorge demonstrou timidez no início de sua trajetória nos juniores, se dedicando mais a marcação do que ao apoio, sua principal virtude. Ainda assim, sua qualidade técnica se sobressaia ao processo de adaptação e Jorge se consolidava, ao lado de Jajá e Douglas Baggio, como um dos melhores jogadores do time. No entanto, o grande divisor de águas para a performance de Jorge no sub-20 foi a chegada do novo treinador, Zé Ricardo Mannarino. Em passo que a chegada de José Roberto desfez uma parceria de quase 4 anos de Jorge com o ex-treinador Celso Martins, também dispensado, foi com o novo treinador que Jorge conseguiu recuperar o melhor do seu futebol e iniciou um fantástico voo ascendente que deve ser coroado com sua incorporação ao elenco profissional.

    Jorge luta pela posse de bola  (Foto: Site Oficial/Gilvan de Souza)

    Mais livre, Jorge conseguiu demonstrar as características ofensivas que o fizeram ser utilizado como meia esquerdo, principalmente no decorrer da partida, no sub-17. Com bom passe, uma boa leitura espacial, uma excelente condução de bola e uma finalização precisa, Jorge é um lateral muito forte no apoio. Mais do que isso, Jorge tem como um dos pontos fortes de seu jogo a capacidade de fazer o “Ala Invertido”, função que consagrou os últimos grandes laterais da história do Flamengo, Athirson, Léo Moura e Juan, e que o torna um perigo constante à defesa adversária. Explicando, além de ter a opção de chegar a linha de fundo para fazer o cruzamento, Jorge frequentemente faz a diagonal, conduzindo a bola da lateral para o meio campo arrastando a defesa adversária e propiciando ótimas oportunidades para a finalização, tabelas, a passagem de um outro jogador livre pelo lado esquerdo para invadir a área ou cruzar, o famoso “overlapping” que Cláudio Coutinho tentou implantar no Flamengo de 1980, ou passes verticais. Essa característica de preferir o confronto em detrimento da posse de bola o torna um jogador agudo e incisivo em alguns momentos da partida, buscando acelerar o jogo com passes verticais ao invés de cadenciar e, em determinados momentos, tentando encontrar espaços para deixar o companheiro livre na cara do gol.

    Embora sua maior virtude seja o ataque, Jorge também não compromete no setor defensivo – maior deficiência dos últimos laterais revelados pelas categorias de base do Flamengo, Galhardo e Digão. Alto (1,84m) e com bom porte físico, Jorge é capaz de ajudar na bola aérea, além de qualificar a saída de bola e ter um poder de marcação bastante aceitável para um lateral. No entanto, ainda tem de melhorar seu posicionamento defensivo que, por diversas vezes, acaba permitindo o prosseguimento de tramas ofensivas, contra-ataques e lançamentos em sua lateral, carência evidenciada quando enfrenta equipes mais fortes.

    A sorte também é um fator preponderante para Jorge. Após começar o ano como uma espécie de sexta opção, viu a liberação de Léo Moreira para o Internacional, a lesão de Anderson Pico, a antecipação da saída de Leonardo Moura e a discrição de Thallyson, o abrirem o caminho para o lateral esquerdo, que após uma ótima Copa São Paulo e um início arrasador de Campeonato Carioca, pede passagem com uma fome enorme de beliscar a vaga de titular.

    No entanto, embora promissor, é necessária toda a cautela para consolidar uma eventual (merecidíssima) promoção de Jorge ao elenco profissional. Após demorar oito meses para se adaptar e engrenar no time sub-20 do Flamengo, Jorge já é o ‘dono do time’. No entanto, uma eventual promoção ao elenco profissional vai colocar a prova a solidez psicológica, a personalidade e a determinação do lateral esquerdo, uma vez que se quiser brigar por uma vaga precisará demonstrar atitude e gana, buscando contornar o mais rapidamente possível a fase de adaptação, deixando para trás a timidez demonstrada em seu início de sub-20 e apresentando logo do início seu melhor futebol para conseguir suportar a imensa pressão que é jogar no Flamengo.

    As atuais exibições credenciam Jorge, sim, como um eventual candidato à lateral esquerda do Flamengo e, mais do que isso, um atleta que se bem trabalhado pode ser uma solução caseira para assumir a lateral esquerda destacadamente nos próximos anos, além de ser um ativo com um potencial de gerar receitas considerável. Mas a transição de Jorge, mas do que nunca, deve ser feita com toda cautela, uma vez que ainda está em sua segunda temporada de sub-20 e que demonstrou dificuldade na transição dos juvenis para os juniores, o que pode indicar que o atleta precisará de tempo para se adaptar e que, até em função da idade, irá oscilar bastante, mas, se bem conduzida, a ida de Jorge aos profissionais pode não só qualificar o grupo do Flamengo como também render a Jorge a tão sonhada chamada pela amarelinha – mantendo o atual nível exibicional, é questão de tempo para que Jorge seja lembrado por Alexandre Gallo, esteja ele nos juniores ou no profissional.

    Mas para uma transição tranquila é necessário, além de uma dose de paciência da torcida e vontade e determinação do jogador, encerrar o frenesi causado pela grande quantidade de gols que Jorge vem marcando. Uma das primeiras dicas para reconhecer o “ouro de tolo” é justamente não deixar-se levar somente por números. Athirson, o grande espelho para Jorge em termos de laterais revelados pelo Flamengo recentemente, não era lá um grande goleador nas categorias de base. Já Digão, que não se firmou no Flamengo, mesmo jogando como lateral, foi o 4º lugar na artilharia do Campeonato Carioca Sub-20 de 2013, com 8 gols.

    Contribuição especial de @GenoveseGustavo

  • O que é o Flamengo na sua vida?

     Alô, Nação Rubro-Negra! Alguém te enganou falando que o jogo de ontem seria fácil? Estamos na luta…

    Tannacka Fla - Blogueiro da Nação Espírito Santo

     

    Hoje quero tentar contar uma história verídica e sensacional, vivida por mim e por mais 85 Rubro-Negros do sul do Espírito Santo, dia 31 de Outubro de 2009, ano do Hexa. Eu e mais dois amigos, Rafael e Sebastião, vulgo Mercadinho, estávamos organizando uma excursão para o jogo do Flamengo no Maracanã, contra o Santos de Ganso, como sempre programávamos de organizar. Pela fase do “Maior do Mundo” naquela áurea época, Instantaneamente conseguimos a lotação máxima de dois ônibus para seguirmos viagem, fato inédito para nós até então! Tudo certo, organizado, só esperando o grande dia.

    Embarcamos uma grande maioria, logo após meia-noite do dia 30 para o dia 31/10, em Castelo/ES, e iriamos se juntar com mais alguns amigos de Cachoeiro de Itapemirim, terra do Rei Roberto Carlos e do grande Bujica. Viagem programada para durar 7 horas até chegar na cidade maravilhosa, onde chegando lá, iriamos levar todos para um tour na sede do Fla, na Gávea, alguns iriam no Corcovado. Acontece que em todas nossas viagens, e isso até nos dias de hoje, levamos sempre pessoas que estão realizando um sonho, uma vontade de infância, de conhecer o Maracanã e de ver o tal Flamengo. Aí começa a incrível história de Adriel Thomazini de Andrade, conhecido por mim e pelos amigos como Sisquim. Gravem esse nome e esse apelido!

    Adriel é o rapaz de branco, no meio da foto.

    Viagem iniciada, todos devidamente embarcados, extasiados torcedores esperando o momento de gritar pelo nosso Flamengo em um Maracanã que já saberíamos que estaria lotado, noite chuvosa e indo devagar, mas sempre. Pegamos a BR-101 e a primeira parada que iriamos fazer seria em uma parada de ônibus logo após a cidade de Campos dos Goitacazes, já no estado do Rio de Janeiro. Paramos, nos alongamos, lanchamos e recomeçamos nossa saga. Começaria também uma história louca e inesquecível.

    Logo após reiniciarmos a viagem, na cadeira atrás da minha, na parte da frente do ônibus onde eu era o guia, um telefone toca. Até aí nada demais, a não ser pelo fato de que a ligação não era sobre um fato muito comum. Voz embargada, olhos chorosos, expressão meio que de desespero… Era Sisquim recebendo a noticia que seu pai, o Sr Pedro Luiz Nunes de Andrade acabara de falecer por complicações de saúde. Bummmm! Imagina o que virou o interior daquele veículo, e também do outro ônibus que vinha logo atrás, no qual imediatamente avisei do ocorrido por rádio. Paramos tudo! No acostamento de uma BR-101 perigosa, a noite e chuvosa, não sabíamos o que fazer, era algo impensável para uma excursão de futebol né? A lágrima caia do rosto do jovem amigo, todos o consolavam e não sabíamos o que bem fazer. Naturalmente, voltar para casa era o caminho normal a se fazer. Eu como maior responsável pela excursão, segui o ‘protocolo’ e falei o óbvio para aquele momento, estaríamos voltando para Castelo/ES a tempo de nosso amigo poder velar e deixar o último adeus a seu pai. Aí vem a surpresa direto da boca dele:

    – Não volta! Vamos seguir viagem, papai vai me esperar e eu vou dar essa última alegria para ele, porque eu sei que ele ‘ta’ torcendo também!

    Lembro como se fosse hoje, que me abalou muito aquela declaração. Não sabia o que fazer! Chegamos a oferecer passagem aérea para ele voltar da cidade do Rio de Janeiro até Vitória e ele simplesmente ignorou a idéia e achou ruim a nossa insistência para ele voltar pra casa e enterrar seu saudoso pai. Ficamos o dia inteiro ao seu lado, desde na Gávea, passando pelo Cristo Redentor (não poderia deixar de ir, nesse momento), até nas cadeiras azuis do antigo Maracanã, atrás do banco de reservas de Andrade. Êxtase total, gol de Adriano e dois pênaltis pegos pelo Bruno, batidos por PH Ganso. Flamengo em busca da liderança e do tão sonhado Hexa! Festa completa? Não sei como estava a cabeça do Sisquim, mas víamos o sorriso e a alegria estampada no rosto daquele apaixonado olhando para o céu e apontando o dedo em riste depois daquela vitória, como se ele falasse: – É pra você, pai, vai com Deus!

    Maracanã: Jogo épico!

    Sempre achamos que conseguiremos resolver todas as situações que aparecem para resolvermos, mas encontramos barreiras inusitadas, mas que mesmo assim precisam ser resolvidas. Adriel voltou para casa, na madrugada de domingo para segunda, a pouco mais de 1 hora do enterro de seu pai! Trouxe a vitória no colo e a ofertou emocionado à aquele que foi seu exemplo. Como esquecer isso? É para a minha vida toda, e de todos que alí também estavam!

    Menino guerreiro esse! Não sendo suficiente o ocorrido narrado aqui em cima, Sisquim era um dos pouco mais de 30 trabalhadores que estavam na embarcação da Petrobrás que explodiu no norte do Estado dias atrás! Saiu ileso e está pronto para outra!

    Adriel, exemplo de Rubro-Negro! Capixaba persistente e feliz, acima de tudo!

    SRN

  • Vitória esperada e classificação adiada

    Com o estádio Bento Freitas completamente abarrotado de gente. O Grêmio Recreativo Brasil há meses aguardava este jogo e finalmente a hora havia chegado.

    Diogo Almeida (@DidaZico)

    A classificação fica para o dia 18 (Fot: Site Oficial)

    O nosso poderoso Flamengo estava novamente no estádio Bento Freitas. Os torcedores mais antigos do Xavante não paravam de lembrar a maior vitória do time da cidade, um 2×0 pelas quartas de final do Brasileiro de 1985.

    Esperança, fé, euforia. Tudo isso durou apenas até a metade do primeiro tempo.

    O JOGO

    Primeiro Tempo
    A partida começou quente. Lógicamente o Xavante fez pressão.  A partida era feia, nenhuma chance de gol havia sido criada. Todavia o cenário não parecia muito bom. A torcida estava empolgada. Ainda bem que o time conseguiu se segurar.

    Aos 10 minutos, o Flamengo conseguiu tocar um pouco a bola e Alecsandro perdeu chance incrível. Em jogada pela esquerda, Cirino driblou o lateralzinho deles e cruzou rasteiro. O atacante pegou mal na bola, possibilitando que um zagueiro deles salvasse o gol feito.

    PV era constantemente acionado pelos zagueiros. Muitas bolas recuadas parece que deixaram o goleiro um pouco desnorteado. Aos 15 minutos ele soltou uma bola vinda de escanteio, ela quicou alto mas ainda bem que nenhum jogador do Pelotas esta ali para conferir e o nosso camisa  48 voltou a segurá-la.

    O juiz começou a entrar em cena. Aos 18 minutos, mostrando insegurança, em falta completamente despretensiosa e boba, o homem de preto amarelou o zagueiro wallace, injustamente. A falta frontal poderia levar perigo, mas o craque Rafael Foster cobrou de maneira bizonha.
    A essa altura da partida o Fla já tinha cometido 5 faltas contra uma do GEP.

    O Primeiro Gol
    O jogo caminhava morno e a torcida adversária já não exercia pressão alguma, até aos 29 minutos em jogada de ataque mal executada, o zagueirão se enrolou no recuo de bola e Alecsandro tomou e bateu já na pequena área para o gol, Eduardo Martini ainda tocou com a mão esquerda mas não teve jeito! 1 x 0 Mengão.

    A partir daí o time do Brasil recuou suas linha e já não exercia nenhum tipo de poder de fogo. A entrada da defesa do Mengo ainda se mostrou frágil em alguns lances. Aos 45, Nena também recebeu presente de um bate rebate e concluiu pra cima, de cara para Paulo Victor.

    Segundo Tempo
    Sem alterações, a etapa final começou devagar, com o Flamengo comandando o jogo. Não se expunha, trocava passes e deixava o jogo passar.

    O trio de ataque de mostrava mais hábil, Eduardo da Silva se movimentava bastante e Marcelo Cirino dava trabalho na faixa da meia-esquerda.
    O destaque também pode ser dado para Márcio Araújo, que defendia e chegava muita ao ataque, sempre apoiando Pará. Este atuando pela esquerda não fazia um jogo vistoso, porém o lateral seria, por conta de duas faltas um dos personagens do jogo.

    O Golaço de Pará
    O Flamengo era superior e criava muitas jogadas de definição. Já merecia o gol. Em jogada de pivô, Cirino arranca falta na entrada da área do Pelotas, pela direita.

    Boa oportunidade para Arthur Maia, que havia entrado bem no lugar do Eduardo. O homônimo de Zico batel mal, contudo a bola sobrou para Pará, que de longe acertou um raro chute colocado. 2 x 0 Mengão! Aos 29 minutos.

    A Segunda Falta
    A partir daí o fraco adversário teve que correr atrás. Desorganizado , o técnico colocou umas três crianças com mais habilidade para melhorar o poder de fogo.
    Não adiantou. O Flamengo era melhor, Luiz Antônio entrou e ficou de ajudante de Léo Moura. Pouco acrescentou, mostrando-se disperço na marcação.
    Canteros, com uma atitude muito mais interessada do que a que vem apresentando no Carioca, a essa altura já atuava de forma burocrática e o jovem estreante da noite, Jonas, que entrara no lugar de Cárceres, com torcicolo, se mostrou contundente no desarme. O Fla ia bem, Marcelo Cirino poderia ter feito o terceiro gol em contra-ataque puxado por Márcio Araújo e Arthur Maia. No rebote do chute do meia-armador – que foi outro a entrar bem – o atacante se enrolou ao dominar a bola de frente pro gol.
    Inúmeras boas jogadas iam sendo criadas à medida que o GEB se mandava pra frente. Mais uma vez o Flamengo mostrou seu mais longevo defeito: A falta de intensidade: O time poderia ter martelado o adversário, porém se mantém relaxado nas partidas e parece que gosta de chamar o adversário para sua área e foi isso que aconteceu também em Pelotas.

    Então, já nos acréscimos, o árbitro inventou uma falta perigosíssima para o Flamengo. Era tudo que o adversário e a torcida queria! Pará foi dar um chutão pra frente e um candango se fez acertar, abaixando a cabeça displicentemente. Não deu outra: o projeto de árbitro marcou a falta e ainda amarelou o Pará.
    Na cobrança, o time do Flamengo mostrou que não corrigiu o problema sério de entregar a paçoca nos instantes finais. Enfim, gol de Nena, e classificação para o saco.

    Próximo Compromisso
    Flamengo e Brasil de Pelotas se enfrentarão dia 12 de março em local ainda não definido.

    O Flamengo pode perder até de 1×0 que garante vaga para a segunda fase da competição e enfrentaria o vencedor do duelo entre Salgueiro de Pernambuco e o Piuaí, que deve ser mesmo um time piauiense.

    Ficha Técnica
    Pelotas (RS)

    BRASIL DE PELOTAS-RS 1 x 2 FLAMENGO
    Local: Estádio Bento Freitas, em Pelotas-RS
    Data: 25 de fevereiro de 2015, quarta-feira
    Horário: 22 horas (de Brasília)

    Árbitro: Vinícius Furlan-SP
    Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa-SP e Carlos Augusto Nogueira Junior-SP
    Cartões amarelos: Nena e Galiardo (Brasil de Pelotas-RS); Wallace, Pará e Eduardo da Silva (Flamengo)

    GOLS
    BRASIL DE PELOTAS-RS: Nena, aos 46 minutos do segundo tempo
    FLAMENGO: Alecsandro, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Pará, aos 29 minutos do segundo tempo

    BRASIL DE PELOTAS-RS: Eduardo Martini; Wender (Galiardo), Ricardo Bierhals, Fernando Cardozo e Rafael Forster; Márcio Hahn (Diogo Oliveira), Leandro Leite, Washington e Felipe Garcia; Alex Amado (Cleiton) e Nena
    Técnico: Rogério Zimmermann

    FLAMENGO: Paulo Victor; Léo Moura, Wallace, Samir e Pará; Cáceres (Jonas), Márcio Araújo e Canteros; Marcelo Cirino; Eduardo da Silva (Arthur Maia) e Alecsandro (Luiz Antônio)
    Técnico: Vanderlei Luxemburgo

  • Bola Perdida #3 – Brasil de Pelotas 1 x 2 Flamengo, Sócio-torcedor e muito mais

    Bola Perdida é o pré-jogo comandado por Dida (Twitter: @Dida_CRF) e Peralta (Twitter: @CRFlamenguismo). A atração vai ao ar, ao vivo, sempre uma hora antes dos jogos do Mengão de meio de semana.

    Segura os garotos! Bola perdida, 21:00!

    Com informações de dentro do estádio, reportagem do Mundo Bola Informação, a movimentação nos bares e no entorno do estádio: Sempre com muito bom humor mas sem esquecer de discutir os assuntos mais importantes e polêmicos sobre o Clube de Regatas do Flamengo.

    Neste Bola Perdida a gente ficou sabendo tudo sobre o primeiro confronto entre Brasil de Pelotas x Flamengo, pela primeira fase da Copa do Brasil.

    Também debatemos o ST, com o convidado Gustavo Manso (Twitter: @gustavomanso) que acompanha toda a movimentação dos programas de STs e é o editor do site http://historicofutebolmelhor.com.br.

    Também tivemos a presença hilária de Leonardo Fernandes (LeoFernandesCRF), que, dessa vez, viajou aos Estados Unidos só pra conhecer o Strykers, novo time de Léo Moura!

    Adriano Bitti (Twitter: @AdrianoBitti) também esteve na bancada esta semana! Além de seus comentários nada lúcidos e argumentos pouco convincentes, o comentarista foi apontado como o responsável direto pelos probleminhas de som do programa.

    Outros convidados do @Bola_Perdida desta quarta (24/02/2015):

    Igor Pedrazzi

    Diogo Almeida

    Walter Monteiro

    Paulo Sérgio

    Links importantes

    Site do ST do Flamengo

    Vídeo: Brasil de Pelotas 2 x 0 Flamengo – Campeonato Brasileiro de 1985

    Histórico Futebol Melhor

    Clique aqui para fazer o download MP3 Bola Perdida #3 – Brasil de Pelotas 1 x 2 Flamengo, Sócio-torcedor e Muito mais

    Ou assista abaixo:

     


     

  • Primeiro passo difícil?

    O que o Flamengo pode encontrar amanhã, contra o Brasil de Pelotas?

    Por Luiza Sá - Para o Mundo Bola Informação

    Os primeiros passos do Flamengo na Copa do Brasil de 2015 serão no sul do país, mais precisamente em Pelotas. O adversário é o Grêmio Esportivo Brasil, mais conhecido como Brasil de Pelotas.

    A equipe adversária não toma mais de dois gols em partidas oficiais há mais de 3 anos. O que o Flamengo encontrará no Estádio Bento Freitas?

    Acanhado, porém um caldeirão. (Foto: GEBrasil Oficial)

    O clube centenário receberá o Fla em seu estádio, o Bento Freitas ou Baixada. O Xavante subiu para a série C do campeonato brasileiro no ano passado e ficou em terceiro no campeonato gaúcho – sendo assim campeão do interior e garantindo vaga para a Copa do Brasil 2015. No Gauchão desse ano, conseguiu uma vitória simbólica contra o Grêmio, mas ocupa apenas a quinta posição. Até agora foram 3 vitórias, 3 empates e 1 derrota.

    A escalação ainda é dúvida. Graças a uma confusão em Londrina, quando os pelotenses enfrentaram o Aimoré em um amistoso de preparação para o Gauchão no dia 23 de Janeiro, o Brasil tem 6 jogadores suspensos – Cirilo, Marcio Jonatan, Nunes, Gustavo Papa, Eder e Brock. Mas o recurso vai ser julgado sexta-feira e, caso haja jogo de volta, talvez os atletas estejam liberados.

    Apesar disso, o jogo deve ser bem difícil para o Flamengo. A pressão que a torcida Xavante faz em casa pode complicar a vida dos cariocas, que ainda não estão 100% entrosados. Alguns meios de comunicação até dão os pelotenses como favoritos, já que o Brasil não toma mais de dois gols em partidas oficiais há mais de três anos.

    A provável escalação é: Eduardo Martini; Wender, Ricardo Schneider (Cirilo suspenso), Ricardo Bierhals (Fernando Cardozo saiu machucado no último jogo) e Rafael Forster; Leando Leite, Washington, Márcio Hahn e Diogo Oliveira; Alex Amado e Nena.

    Fanática torcida Xavante lotará o Bento Freitas amanhã. (Foto: GEBrasil Oficial)

    Quem pode dar trabalho:

    O atacante Alex Amado tem velocidade, porém não finaliza bem, já Nena é aquele tipo de centroavante que normalmente só dá um toque certeiro na bola. Rafael Forster pode levar perigo na bola parada e Diogo Oliveira é um ótimo meia.

    Curiosidades:

    O Brasil foi primeiro clube do Rio Grande do Sul a ter um representante na Seleção Brasileira e o único clube da cidade que cedeu jogador para a seleção canarinho.

    Felipão treinou o rubro-negro pelotense em 1983 e foi vice do campeonato gaúcho, que teve o Internacional como campeão.

    O último confronto entre as duas equipes foi em 1985. O Flamengo era muito forte na época, já que no início da década ganhou três títulos nacionais, uma Libertadores e um Mundial. Na penúltima rodada do Grupo F na segunda fase do brasileirão, os cariocas lideravam com 6 pontos, um a mais que o Brasil, e uma vitória sobre o Xavante colocaria o clube do Rio de Janeiro nas semifinais. Mas os gaúchos surpreenderam e venceram por 2×0, contando com uma incrível pressão de sua torcida e, no final, acabaram ficando com a vaga nas semifinais.

    Foram quatro partidas entre os dois até hoje, com duas vitórias para cada lado.

    SRN!

     

    @Mundo Bola_CRF

  • A Voz do Bom Senso F.C. – Entrevistamos Ricardo Borges Martins

    No começo o projeto de refinanciamento das dívidas dos clube se chamava Proforte, pois incluiria como contrapartidas investimentos em esportes olímpicos…

    André Amaral (Twitter: @Ninhodanacao)

     

    A chance disso acontecer era zero, pois eram obrigações subjetivas para os clubes e muitos destes se quer tem histórico em formação de atletas olímpicos.

    O Proforte foi enterrado e surgiu a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Foram oito meses meses de discussão em comissões, reuniões e tentativa de colocar o projeto em pauta para ser deliberado. Nada aconteceu.O governo enterrou a LRFE, assumiu a responsabilidade de fechar um texto que financia as dívidas dos clubes com contrapartidas claras e rígidas e promete apresentar via Medida Provisória, que tem força imediata de Lei, porém precisar ser convertida em Lei pelo Congresso por no máximo 60 dias, renováveis por mais 60. Caso contrário a pauta é trancada até que a Medida Provisória seja aprovada ou não.A promessa e de que até a primeira quinzena de março a MP seja assinada pela presidente. Veremos.

    Ricardo Borges MartinsDiretor Executivo Bom Senso F.C. (Foto: Arquivo Pessoal)

    O blog entrou em contato com Ricardo Borges Martins, Diretor Executivo do Bom Senso FC para destrinchar o assunto. Confira:

    Diversas reuniões foram realizadas entre Bom Senso e clubes, porém nunca conseguiam chegar a uma pauta mínima. Quais os pontos de divergência e consenso?

    Existe sim algum nível de consenso entre BSFC e clubes. De maneira geral, todos defendem que o refinanciamento seja acompanhado de contrapartidas que obriguem os clubes a adotar novos parâmetros de gestão. As divergências são com relação a quais serão esses critérios. Nós do BSFC defendemos por exemplo, um limite de 70% ao custo de futebol, ou seja, uma espécie de teto salarial que impediria os clubes de gastarem mais de 70% do seu orçamento com a folha de seu departamento profissional de futebol. Os clubes – em sua maioria – são contrários a isso.

    Existem divergências também com relação ao modo de fiscalização. O BSFC defende que as entidades de administração do esporte (CBF e federações, no caso do futebol) precisam criar órgãos que fiscalizem as finanças dos clubes e sejam capazes de punir desportivamente os clubes inadimplentes; defendemos que essa obrigatoriedade conste na lei. Já muitos clubes argumentam que as entidades de administração não precisam de uma lei para fazer tal fiscalização.

    Mas há sim consensos. Como exemplo, vale citar que tanto clubes quanto o BSFC acreditam que é necessário refrear a antecipação de receitas de mandatos futuros.

    Já foi sinalizado pelo governo a inclusão de contrapartidas no financiamento. Pelo diálogo que o Bom Senso está tendo com o governo, o que já está concretizado, fechado mesmo, de contrapartidas / punições?

    Sim, o refinanciamento não sai sem contrapartidas. Essa é a palavra do Governo com o BSFC e com a sociedade. Clubes e dirigentes que não paguem seus tributos, que sejam recorrentemente deficitários e, principalmente, que não paguem o salário de seus profissionais (incluindo aqui o direito de imagem), serão rigorosamente punidos. Resta ver, no entanto, de que maneira a lei deve articular os critérios e as punições.

    O Regulamento Geral da CBF instituiu o fair play financeiro. Ainda são linhas gerais. Como o grupo enxergou esse gesto da Confederação?

    A bem da verdade, a CBF publicou isso de última hora como uma sinalização ao governo federal para que sancionasse o artigo 141 da MP 656/13, artigo que refinanciava a dívida sem nenhuma contrapartida. Lembrando sempre que se a CBF assim o quisesse, o fair play financeiro já teria sido implementado. O grande receio da CBF é ser engessada por uma lei federal. Como a indicação da CBF ainda é muito vaga, isto é, não prevê de forma clara “como será punido um clube que descumprir determinado critério por tanto tempo”, ainda não dá para dizer que fair play financeiro é esse que eles têm em mente.

    A Comissão que vai avaliar o cumprimento da legislação é um dos pontos mais importantes, a meu ver, para a efetivação da LRFE. Evidente que esse Comitê precisa ficar longe dos mandos da CBF e do seu braço jurídico, o STJD. Como estão sendo as conversas sobre essa ponto.

    Sem dúvida esse ponto é crucial. A ideia original é a criação de um órgão independente, formado por atletas, treinadores, dirigentes e membros técnicos na área de finanças e direito, que fosse custeado pela CBF, mas cujas decisões fossem autônomas e diretamente vinculadas ao regulamento das competições. A grande dificuldade para criação de um órgão com tais características é conseguir impor sobre a CBF ou sobre as federações a a obrigatoriedade de sua criação, sobretudo uma vez que os beneficiários do refinanciamento são os clubes e não as entidades de administração. Este é um dos grandes empecilhos técnicos ao avanço da LRFE.

    O Bom Senso continua sendo a favor de impor 80% da receita dos clubes com gastos com o futebol? A imposição de déficit não seria suficiente? Não poderia correr o risco dos clubes optarem por impor um teto salarial como resposta?

    Na verdade, a ideia original é de 70%. Acreditamos que a margem de 30% não apenas garante o orçamento para o pagamento de suas dívidas (mesmo que a longo prazo), mas também cria incentivos para investimento nas categorias de base, em infraestrutura e até mesmo em outras modalidades. Os clubes de futebol com gestões mais sérias já trabalham com uma meta parecida de orçamento. Na prática, o limite ao custo de futebol pode por si ó ser considerado um teto salarial, mas em vez de ser fixo e individual é relativo ao orçamento do clube e coletivo.

    Aqui no Rio vivemos uma situação delicada onde a FERJ / Eurico de forma autoritária instituiu um tabelamento de ingressos para afetar diretamente os sócios torcedores de Flamengo e Fluminense. Na primeira rodada do Estadual apenas o Flamengo, além da FERJ, não pagou para jogar. Como o Bom Senso enxerga essa situação aqui no Rio?

    Caro André, embora pessoalmente eu possa responder a essa pergunta. Não posso falar pelo movimento sobre temas em que não houve discussão e consenso dentro do grupo. Peço desculpas.

    O Flamengo conseguiu suas Certidões Negativas, conseguiu aprovação do seu estatuto para adequar à Lei Pelé, recebe receita governamental para investir em seus esportes olímpicos, reduziu seu déficit trabalhista, foi premiado como o clube mais transparente de 2014, teve superávit e com muito custo vai mantendo suas contas em dia. O Flamengo é a prova de que ter uma gestão séria e profissional é possível?

    Sem dúvida. O trabalho de Eduardo Bandeira de Mello e sua equipe são elogiáveis sobre esse ponto de vista, assim como a sua postura sempre aberta ao diálogo com os atletas e membros do BSFC.

    É possível estender essas exigências de gestão, transparência para as Federações e Confederações?

    Algumas sim, outras não. O fair play financeiro tem como foco os clubes, mas nós temos trabalhado na LRFE para estabelecer critérios claros sobre a chamada gestão temerária, para que dirigentes tanto dos clubes quanto das entidades de administração prezem por uma gestão transparente e responsável.

    SRN

    Foto do Slide: http://www.diaadiarevista.com.br/Noticia/10927/em-obras/

  • Vocês que Fazem Parte Dessa Massa…

     

    É triste ver, ler, ouvir sobre as cenas que aconteceram na última quinta-feira, quando o Flamengo enfrentou o Boavista no Maracanã.

    Luiz Filho (Twitter: @lavfilho)

     

     Mais uma vez os torcedores foram tratados como gado pelos RESPONSÁVEIS PELO EVENTO. E não importa se a carga era de 500, 15 mil, de 30 mil ou de 200 mil pagantes, a torcida deve ser tratada com o máximo de respeito ela está ali para ajudar e é CONSUMIDORA do produto ofertado, está pagando pelo “espetáculo, não pode entrar com 40 minutos do primeiro tempo. Filas gigantescas para a compra de ingressos, acesso interno dificultado pelos 15 mil ingressos a ser vendido em 2hs, coisa que o Consórcio disse ser impossível conseguir vender.

    Como assim? Na década de 1990 se vendia muito mais com as 4 bilheterias abertas, não com bilheterias fechadas. A cultura do “chegar em cima do jogo” também pode ser diminuída, mesmo com engarrafamentos, horário não tão bom e outros fatores. Se o ingresso fosse à distância, com facilidade? Fosse eu dirigente tentaria urgentemente rever os contratos de venda e fabricação de ingressos, se possível melhorar o contato entre os torcedores e o clube.

    Para os jogos no Maracanã, caberia uma revisão no contrato ou uma pressão, cobrança para que mudanças sejam feitas. Elas não me parecem complexas, muito menos onerosas. Pelo contrário. Desde que sejam tratadas como investimento, fidelização dos clientes, da torcida que comparece aos jogos para apoiar o time, na boa e “na ruim”. Tudo passa primeiramente pela comercialização dos ingressos. Palmeiras e Botafogo venderão suas entradas em casas lotéricas, a partir do sistema de casas lotéricas da Caixa Econômica Federal, que por sinal é patrocinadora máster do clube e não patrocina nem a Palmeiras, nem a Botafogo.

    A parceria dos rivais se dará pela empresa que comercializa os ingressos dos clubes. O Flamengo também é parceiro, penso que deva entrar numa segunda fase do projeto. Vejo como algo normal, já que o Palmeiras tem seu estádio novo e o Botafogo uma demanda menor no RJ. A anormalidade, a meu ver, se dá na forma em que a parceria foi formada. Faz tempo que digo que algo deveria ser executado no sentido de se vender ingressos em casas lotéricas. Se não me engano, postei sobre o assunto em 2012, repeti em 2013 e 2014 e tão logo o Flamengo assinou sua parceria com a Caixa.

    Como é “comum” no futebol brasileiro, precisou um intermediário para promover a “ousadia” de vender ingressos em casas lotéricas… (o Flamengo poderia ter fechado a parceria antes da empresa que vende seus ingressos, diretamente), nenhum clube agiu isoladamente. Passando deste “problema”, a venda dos ingressos por CPF, em qualquer lugar do Brasil, daria suporte ao clube para planejar pacotes de ingressos e vendas antecipadas, de certo modo, democratizando o acesso, como créditos de telefones celulares.

    Para funcionar plenamente, bastaria o clube utilizar uma plataforma disponível, que parece pouco utilizada até o momento, o Cadastro Rubro-Negro. Foram mais de 800 mil Rubro-Negros cadastrados, incluindo os mais de 65 mil Sócios torcedores (contando os inativos). O torcedor cadastrado ganharia um cartão torcedor, como o que já existe para o sócio torcedor, como os do sistema de transportes, o “bilhete único”. O “cartão ingresso” dá acesso direto, reduzindo exponencialmente o cambismo, já que a compra seria praticada através do CPF, partindo diretamente do próprio cadastro.

    Basicamente, todo torcedor do Flamengo que queira entrar em um estádio de futebol para torcer pelo clube teria de portar seu cartão, com seus dados já cadastrados no clube. Ajudaria, entre outras ações, em casos de polícia também. Neste sistema seria possível a conferência por amostragem, assim quem fosse pego com um cartão de alguém (o cartão serviria como uma “identidade do cidadão rubro-negro”), estaria impedido de assistir ao jogo, sendo entregue ao JECRIM, denunciado por falsidade ideológica e crime contra a economia popular (cambismo). Caso o portador queira repassar o bilhete a um irmão, familiar, amigo, outrem, por exemplo, terá de avisar com no mínimo 48hs de antecedência da partida. Na revenda do ingresso o clube ganharia uma porcentagem do valor repassado e o dono da entrada reduziria o prejuízo pelo ingresso comprado e reutilizado. Seria uma maneira de evitar fraudes na entrada e cadeiras vazias.

    O Flamengo tem amplo conhecimento do sistema que ponho em questão, porque já o pratica, na entrada da sede social, onde só é permitida a passagem de sócios com suas carteirinhas. E o detalhe que faria toda a diferença contra fraudes: ao passar o cartão na roleta de entrada, aparece a foto do associado (como ocorre nas portarias da Gávea), portanto só entrará no estádio o dono do cartão-ingresso.

    Caso o Clube deseje tratar o aspecto do cadastro e do relacionamento com o torcedor, trazendo facilidades e evitando problemas, pensando em novas práticas de facilitação como investimento, e não como custo, só enxergo vantagens para adoção desse sistema. Atualmente com a tecnologia utilizada em sistemas de cartões, como o RioCard, em consonância com o cadastro Rubro-negro, poderia se disponibilizar e enviar para os já cadastrados ou recadastrados 1 milhão de cartões, tranquilamente. Cartões não são caros, mesmo que se cobre na primeira fase (cadastro e entrega) custa menos de UM REAL, que poderia ser cobrado do próprio torcedor, inclusive. Quem se negaria a pagar por seu cartão?

    Os mecanismos estão por aí, é só querer acabar com a farra dos ingressos, estádios vazios e aproximar-se de sua torcida, seu consumidor. Para que fazer o torcedor sofrer e o clube perder dinheiro achando que tudo é custo, nada é investimento? Evita filas, ativa o cadastro, ativa patrocinadores, atrai novas fontes de receitas, produz comodidade ao torcedor/consumidor, as recargas se dariam por CPF/cartão, reduziriam fraudes quase “zerando” o cambismo. Isso sem falar em Sócio Torcedor, já que esta “solução” não seria para ele e certamente aproximaria o torcedor comum do programa de ST. É só trabalhar com os dados que se tem para avançar no ST.

    Ressalvo que não é fácil, porém é preciso um pouco mais de “boa vontade”, ousadia. Não consegui pensar em outra coisa que não fosse a famosa música de Zé Ramalho, principalmente depois de relatos sobre o funcionamento dos trens, na volta, depois do mesmo jogo. Mas isso daria uma outra música, ops, outro post.