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  • Prontos pra voltar

    Anderson Pico, após artroscopia e Paulinho, depois de grave lesão, estarão a disposição no amistoso de hoje.

    Igor Pedrazzi - Para o Mundo Bola Informação
    
    

    Anderson Pico voltará a ser relacionado antes do previsto. (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

    No amistoso de despedida do lateral Leonardo Moura logo mais, contra os reservas e juniores do Nacional(URU), o Flamengo terá o retorno de dois jogadores importantes. Falo do atacante Paulinho, e do lateral Anderson Pico. Os dois estão relacionados para a despedida de Léo Moura, que vai jogar na terra do Mickey.

    Anderson Pico, sofreu uma lesão no menisco do joelho direito na partida contra a Cabofriense, pelo Campeonato Carioca e passou por uma artroscopia no local, voltando aos treinos antes do previsto, já que sofreu lesão no dia 11 de fevereiro e já está apto para jogar após 21 dias do ocorrido. O caso de Paulinho foi muito mais grave. Paulinho sofreu séria lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito ano passado, no dia 3 de setembro, na partida contra o Coritiba pela Copa do Brasil. Foi operado, e veio participando com certas limitações da pré temporada em atibaia, aos poucos foi readiquirindo ritmo e confiança.

    O Flamengo entra em campo hoje, às 22:00 contra o Nacional(URU) em amistoso que encerrará a passagem de Leonardo Moura pelo nosso querido Clube de Regatas do Flamengo.

     

    @Mundo Bola_CRF

  • O dia em que amarelei perante Deus

    Como sempre atrasado – já que textos sobre o Natal Rubro-Negro pipocam desde as primeiras horas do dia…

    Este sou eu, Vinicius Paiva, por trás da áurea de “economista certinho” – pecha da qual discordam todos os que me conhecem pessoalmente.

    Uma das minhas novas amizades (embora ainda virtual) é o competente Diogo Almeida, criador do site Mundo Bola. Dele, partiu o seguinte pedido: que eu escrevesse um texto sobre Ele (com “e” maiúsculo mesmo), pois seria legal me ler falando de algo além de números. Missão dada…

    A história que venho contar é anterior ao Blog Teoria dos Jogos (www.blogteoriadosjogos), pelo qual me tornei conhecido especialmente pelos tempos de Globoesporte.com. Na verdade, remete a quando eu era integrante do saudoso Blog da FlamengoNet, época em que me especializei na temática do marketing esportivo.

    Certa vez tive uma ideia: escrever uma coluna cujo título seria “o marketing acerca de Zico”. O objetivo seria um levantamento de todas as marcas até hoje atreladas ao Galinho, desde camisas do Flamengo até o “Jogo das Estrelas”. Tentaria descobrir quanto Arthur Antunes Coimbra movimentaria em dinheiro e peças vendidas mais de duas décadas após sua aposentadoria. O problema é que eu não possuía qualquer informação que se tornasse ponto de partida para a elaboração deste texto. Fui, portanto, até seu site oficial (www.znr.com.br) e enviei uma mensagem, certo de que receberia um feedback da assessoria de imprensa.

    Eis que pouco tempo depois, quem responde ao meu e-mail? O próprio Zico em pessoa! Com uma simplicidade impressionante, ME PASSOU SEU CELULAR e pediu que eu o ligasse e conversássemos a respeito do tema.

    Vários de vocês conhecem o Zico, tiraram fotos com ele ou participaram de eventos ao seu lado. Eu não. Pra mim, o Galinho segue sendo aquela divindade intangível com a qual sonho um dia me encontrar. Como assim ele me passa o celular??? Fiquei tão emocionado que mostrei para amigos – eu tinha o celular do Zico na agenda telefônica! Mas confesso que minha petulância parou por aí. Eu, que desde aqueles tempos corria atrás de informações mesmo tendo que ir ao Papa, amarelei diante do maior ídolo da minha vida.

    Não, eu não liguei. “O marketing acerca de Zico” segue até hoje uma abstração. Eu não saberia o que dizer. Paralisaria.
    A história aconteceu em 2010, se não me engano. De lá pra cá, minha carreira deu uma guinada, com entrevistas para rádios importantes, cursos e palestras. Mesmo diante disso, é provável que eu paralisasse ainda hoje! Porque é Zico, gente. É simplesmente o Zico…
    Sábios os criadores da mitologia grega, que denominaram “Zeus” aquele que consideravam “O Rei dos Deuses”. Zico, para mim, é isso. É Deus com “Z”VINICIUS PAIVA (www.twitter.com/vpaiva_btj)

    Leia a última postagem do Vinicius no excelente Teoria dos Jogos: “Homenagem do blog Teoria dos  Jogos a Zico: O Maior de Todos”

  • O aniversariante Julio César e o seu espetacular drible social

    O dia 3 de março marca não só o aniversário de Zico, mas também de um cara muito importante para o futebol rubro-negro. Julio César da Silva Gurjol, ou apenas “Uri Geller”…

    Mariana Sá (@imastargirl)

     

    Nasceu em 1956, e fez parte da geração mais importante da história do Flamengo. Conhecido por seus dribles desconcertantes e por “entortar as pernas” dos laterais, o ex-jogador nunca sempre será lembrado no dia 3 de março!

    A história de Julio com o Flamengo começou cedo, mas nem ele sabia ainda. Aos seis anos o garoto mais talentoso dos campinhos cariocas já chamava atenção e foi dessa forma que acabou conhecendo Adílio, com quem mantém uma bonita amizade até hoje. Os dois pularam os muros da Gávea atrás de uma chance de entrar no time e assim tudo começou.

    Ganhou o apelido de Uri Geller por causa de um mágico que dizia que podia entortar garfos. Seus dribles e cruzamentos sensacionais fizeram jus à escolha.

    Foi integrado ao time principal por Cláudio Coutinho junto com outros grandes nomes da grande geração do clube. Em seis anos de Flamengo (1975-81), o carioca fez 134 partidas, marcou 10 gols e deu inúmeras assistências. Conquistou três Cariocas (1978 e os dois Estaduais de 1979), um Brasileirão (1980) e a Libertadores de 1981. Não esteve no Mundial graças a uma lesão, quando rompeu o ligamento. Depois de sua saída, passou por clubes argentinos, mexicanos e portugueses, além de jogar por América, Remo, Grêmio e até Vasco.

    – Eu usava o drible para esquecer da dor da pobreza, da humilhação da favela. Muitas das vezes a irreverência do drible se voltou contra mim. O apelido que eu trouxe comigo da Comunidade para os campos – Julinho Maluco – foi encarado como pecha de atleta irresponsável – Confessou o jogador à reportagem do Mundo Bola.

    Luiz Filipe Machado (@luizfilipecm) traduziu o futebol plástico, de dribles e grandes assistências do eterno 11

    Julio pode ter encerrado a carreira em 1990, mas nunca deixou de estar próximo ao futebol. Ele se formou em educação física e hoje dá aula no Centro de Futebol Zico. Além disso, ex ponta esquerda ainda joga pelo FlaMaster e está sempre ligado aos projetos rubro-negros. Nas últimas semanas têm se reunido com a diretoria rubro-negra para formatarem um projeto social nas favelas. Seu eterno amigo Adílio também participa da Ação.

    – A ideia é que o clube venha a ceder o segundo ônibus (dos profissionais) para a gente pegar as crianças diretamente nas favelas e trazê-las para a Gávea, onde participarão de atividades sócio-esportivas. Imagina esse ônibus do Mengão, todo bonito, entrando na favela? Vai ser o máximo! Mas estamos ainda no embrião. – Disse, Júlio, com um olhar típico de quem sabe que só nos campinhos de bairros que surgirão os novos craques do Mengo.

    O Mundo Bola não vai parar por aqui com as homenagens ao Entortador de Zagueiros, o Paranormal dos Dribles! Ainda em março o Mundo Bola Entrevistão teve a honra de receber, depois da estreia com a Luisa Parente, o nosso eterno ponta-esquerda! Aguarde!

    Aguarde o emocionante Mundo Bola Entrevistão com o Uri Geller

  • Um domingo de invasão rubro-negra no Maracanã

    Domingo, dia 01/03/2015. Aniversário de 450 anos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Dia também da despedida de Léo Moura em jogos oficiais pelo Flamengo, em um clássico contra o Botafogo.

      George Castro (@George_CRF)

     

    E se dentro de campo os jogadores vacilaram e perderam por 1×0, fora de campo a nação rubro-negra deu um show a parte.

    Foram quase 50 mil pessoas presentes no Maracanã, a grande maioria de Flamenguistas. E engana-se quem pensa que todos eram residentes da cidade maravilhosa. Embaixadas rubro-negras e grupos de vários estados brasileiros se mostraram presentes no jogo de comemoração e despedida. As embaixadas Fla-Castelo, Fla-Cachoeiro, FlaCaju, Fla-Muriaé, Fla-Vitória, Fla-Guarapari, entre outras regiões, levaram seus integrantes e alegria ao jogo da despedida do capitão moicano.

    O consórcio que administra o estádio do Maracanã mostrou mais uma vez o seu total despreparo em jogos de grande público, e muitas pessoas só conseguiram entrar no segundo tempo da partida. Como o mando de campo era do Botafogo, os sócios torcedores do Flamengo tiveram que retirar seus ingressos na bilheteria do estádio, mas apenas um guichê estava realizando a troca. Filas quilométricas se formaram antes mesmo do início da partida.

    Mas nem mesmo esse problema diminuiu o clima de festa e alegria dentro do estádio. A torcida queria demonstrar seu carinho pelo clube e pelo agora ex-capitão rubro-negro, que vestiu o nosso manto por 10 temporadas. Cantoria, gritos e aplausos marcaram a atuação da torcida durante quase todo o jogo. O jogo da despedida oficial de Léo Moura será nesta quarta-feira, dia 04/03, em um amistoso contra o Nacional-URU. E pelo visto teremos um bom público novamente.
     
     
    AGRADECIMENTO: Fotos de depoimentos do nosso Blogueiro da Nação, Watson Tannacka (@TannackaFla)

  • Com as duas mãos nas finais!

    Flamengo domina Brasília, e praticamente assegura vaga no final four do LDB

    Por Igor Pedrazzi - Para o Mundo Bola Informação

    Vindo de uma estreia avassaladora contra o Paulistano , onde venceu por 89 x 68, o Flamengo entrou em quadra hoje mais uma vez pelo octogonal do LDB para encarar o Brasília. O octogonal é a ultima fase do torneio antes do final four, onde 8 equipes se dividem em dois grupos com e se enfrentam, garantindo classificação aos dois melhores de cada. O Fla se encontra no grupo B, ao lado de Paulistano, Brasília e Basquete Cearense.

    Paulo Chupeta dá instruções aos jogadores (Foto: LNB)

    A vítima de hoje foi o Brasília, velho freguês do Mengão na Liga de Desenvolvimento. Um verdadeiro passeio do Orgulho da Nação, que contou com as excelentes atuações do pivô Cristiano Felício e dos alas Chupeta e Diego, comandantes do time rubro negro nesse triunfo. Esses três jogadores somaram 50 dos 90 pontos do Flamengo na partida. A equipe comandada por Paulo Chupeta conquistou a sua 19ª vitória em 25 jogos. Uma vitória tranquila, 90 x 58. E o time cada vez mais forte, pronto pra defender o título que conquistou na última edição do torneio e pronto pra ser bi campeão.

    Com o passaporte praticamente carimbado mesmo sem jogar o terceiro jogo do grupo, o Flamengo irá garantir o acesso pras finais caso o Basquete Cearense conquiste uma vitória contra o Paulistano, sendo assim, na última rodada do grupo Flamengo e Basquete Cearense duelariam pra ver quem passaria em primeiro e segundo no grupo.

    Flamengo x Basquete Cearense entrarão em quadra amanhã, às 14:00 no ginásio do E.C. Pinheiros.

     

    @Mundo Bola_CRF

     

  • Zico, ídolo maior do futebol


    Dida | Twitter: @Dida_CRF


     

    Qual o maior jogador de futebol de todos os tempos?” Eu respondo seco, na lata: ZICO.

    Embora como todo rubro negro eu também seja pouco humilde e até ligeiramente arrogante é evidente que essa é uma questão controversa, futebol tem uma longa lista de craques em cento e tantos anos.

    Entretanto a questão que proponho hoje é outra. “Qual o maior ÍDOLO de futebol de todos os tempos?” Refletindo sobre o significado da palavra ídolo, respondo novamente Zico sem o menor medo de errar.

    De acordo com o Michaelis:

    ídolo 
    í.do.lo
    sm (lat idolu1 Estátua, figura, ou imagem que representa uma divindade e que é objeto de adoração. 2 Objeto de grande amor, ou de extraordinário respeito.

    Além de levar em conta o significado literal de ídolo, acrescento outros aspectos que um jogador precisa contemplar para se tornar ídolo no futebol:

    Zico é amado e endeusado pela maior torcida do mundo: A torcida do Flamengo não é uma torcida qualquer. É uma nação que flerta com a loucura, que ama incondicionalmente ao mesmo tempo que cobra implacavelmente. Zico dribla nossa bipolaridade e é unanimemente idolatrado pelos seus súditos.

    Zico é exemplo de caráter: reconhecido por todos com quem conviveu, trabalhou ou enfrentou. Um ÍDOLO, assim em letras maiúsculas, tem que ser sinônimo de retidão, postura e ética. Poucos foram. Zico sempre foi.

    Zico inspira: Gerações e mais gerações de pequenos “Arthur” nascem Brasil afora para reverenciar o ídolo maior da Nação.

    Zico é vitorioso: desde títulos de menor expressão, passando por títulos estaduais, nacionais, sul americanos e o inesquecível mundial em Tóquio. Zico, ao lado de uma geração fantástica, conquistou absolutamente tudo pelo Flamengo.

    Zico era genial: dentro do campo tinha passes perfeitos, conclusões certeiras, dribles desconcertantes. Batia falta com brilhantismo.

    Não há palavras pra descrever um gol de Zico”, berrou Luciano do Valle após gol magistral contra a Iugoslávia mas não há palavras é para descrever Zico, o maior ídolo da história do futebol.

    Parabéns, Galinho.

     

     

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  • Quem leva?

    Os quatro participantes do final four da LDA dizem querer sediar as finais do torneio. E agora?

    Por Igor Pedrazzi - Mundo Bola Informação
    
    

    Dias 13 e 14 vão ser realizados os jogos do Final Four da Liga das Américas de 2015, o Flamengo enfrentará o Pioneros de Quintana(MEX), equipe que foi a culpada pelo único revés do Mengo na competição, e na outra partida o invicto Bauru enfrentará o Peñarol(ARG). Desses dois confrontos sairão os finalistas que se enfrentarão no dia 14, mas ninguém ainda sabe aonde isso tudo vai acontecer.

    Ano passado o Maracanãzinho foi a sede das finais, e recebeu bom público!

    As quatro equipes presentes na fase final do torneio se dizem interessadas em sediar essa fase da LDA, porém em comunicado, a FIBA diz só ter recebido as propostas de Bauru e Peñarol, enquanto o Flamengo ainda finaliza a sua proposta, estando pronto para entrar na disputa. O prazo para o envio de propostas se encerra hoje às 14:00(horário de Brasília).

    Vale lembrar que ano passado, o Rio foi a sede do final four nos dias 21 e 22 de março, onde Flamengo, Aguada(ARG), Pinheiros e Halcones Xalapa(MEX) se enfrentaram e na final entre os dois clubes Brasileiros, o Mengão venceu por 85 x 78 e se sagrou campeão. Tudo ocorreu dentro da normalidade, sem problemas em compra de ingresso ou filas, além de contar com a excelente estrutura do ginásio. Será que vamos defender o caneco em casa? Vamos acompanhar os próximos capítulos dessa novela.

     

    @Mundo Bola_CRF

  • Eterno ídolo, Zico

    A paixão pelo Flamengo vem de família. Cresci indo ao Maracanã e ouvindo histórias sobre os tempos gloriosos do clube, onde os jogadores vestiam o manto por amor e, principalmente, ouvi histórias sobre um camisa 10…

     

    Luiza Sá (@luizasaribeiro)

     

    Na verdade, O camisa 10. Zico marcou gerações e, mesmo que eu não tenha tido o privilégio de vê-lo jogar, ele é e sempre será um dos maiores ídolos que tenho.

    Em 1979, quando tinha apenas 8 anos, minha mãe foi perguntada sobre o que queria de presente de aniversário. Ela poderia ter pedido uma boneca ou qualquer outra coisa que a maioria das crianças escolheria, mas não, pediu para conhecer Zico. Até hoje é possível sentir uma emoção diferente em sua voz quando conta isso.

    O Flamengo começava a ter um timaço, mas ainda não tinha conquistado nem metade do que viria a conquistar, mas o Galinho já era o grande nome do clube. Naquela época os jogadores frequentavam o clube com suas famílias, mas naquele dia ele estava sozinho na piscina, parou o que estava fazendo e a recebeu com um sorriso que até hoje não sai de sua memória.

    “Já existia o fanatismo pelo time na família e, fora isso, vivi o auge, onde muita gente se tornou Flamengo por causa dos jogadores daquela geração, mas principalmente por Zico. Hoje em dia não existe um jogador idolatrado como ele, pra mim aquilo era muito mais importante do que qualquer presente material, tanto é que hoje tenho 44 anos e ainda lembro nitidamente, é a imagem mais forte daquela época,” ela diz.

    O tempo não mudou em nada a forma como minha mãe vê o Galinho. “Quando o vejo me emociono, porque me lembro de todas as emoções que vivi por causa dele. Dentro do Maracanã, meus aniversários, você querer sempre ter a camisa 10 do Flamengo. Fala em Flamengo e a primeira figura que vem na minha cabeça é o Zico, mesmo eu tendo outros ídolos, mas não tem ninguém como ele.”

    Quando anunciou que sairia do Flamengo, Zico deixou um buraco que nunca mais voltaria a ser preenchido, não só por ter mudado tudo, mas por ele ter sido da última geração de jogadores em que sua história se confunde com a do clube. Hoje em dia é quase impossível, não adianta achar que teremos um novo Zico, o mundo é outro. Nunca existirá alguém como ele.

    “Sensação de vazio, você vai pro Maracanã um dia e não tem o Zico… Você acordava domingo, ou nem dormia de ansiedade, sabendo que haveria um espetáculo, que ele mudaria o jogo, que Deus existe. E quando ele foi embora ficou o vazio.”

    Como na música Saudades do Galinho, famosa na voz de Moraes Moreira: “E agora como é que eu fico nas tardes de domingo sem Zico no Maracanã.”.

    Não tive o prazer de conhecer o Rei pessoalmente, mas já estive perto dele e senti minhas pernas tremerem, os olhos encherem de lágrimas. É como se eu tivesse o visto em campo. Ele não é só um jogador, é um símbolo e sei que esse sentimento ainda vai durar por muitos e muitos anos no coração de todos os torcedores. Zico marcou por sua ética, sua liderança, sua simplicidade e, principalmente, por seu amor pelo Flamengo. E nós só podemos agradecer por ter alguém como ele.

    Feliz Natal, rubro-negros, aproveitem esse dia, porque com certeza é especial para todos nós. Feliz aniversário, Zico, obrigada por ser esse ser humano incrível, que influencia não só quem te viu jogar, mas todas as gerações que ainda virão. Vamos pintar as ruas de vermelho e preto e celebrar!

  • Zico pesa 10 toneladas

    Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!
    
    

    Nem Zeus, nem Zozó, nem Zuzu. Zico.

    Torcedor é até tudo igual, mas é evidente que cada time tem lá suas particularidades, o que acaba formando a identidade da torcida. O corintiano tem aqueles 23 anos encalacrados. E mesmo um torcedor jovem acaba mimetizando uma autoafirmação bem própria, dos mais velhos, da “cultura”, dos “memes”. Cada time e torcida, ao longo de 100 anos, vivenciando de tudo, vai ganhando e perdendo um punhado de trejeitos.

    Pensemos no Flamengo. Tem o maior ídolo que um time brasileiro já teve. Zico é o mais respeitado jogador brasileiro, homem raro na genialidade e na honestidade. Nem Pelé é unanimidade. São-paulino com Rogério Ceni é uns 44%. E olhe lá.

    Não é ganhar Libertadores e Mundial e erguer troféu e brilhar nas estatísticas. É ter um momento de Máquina do Mundo, um êxtase prolongado e profundo, uma droga forte e desgraçadamente boa.

    “A droga agora é outra, é o time”, diz o triste saudosista. O rubro-negro é aquele que viveu em harém, com duzentas panicats, e hoje tem que se virar nas coxas da tísica. É chorar de alegria quando o Nixon acerta um chute. É vibrar atônito quando Márcio Araújo consegue o desarme.

    A tísica põe batom, põe rouge e fio dental, o sujeito até gosta, mas fecha os olhos é pra se lembrar das 200 panicats.

    Com traços tão fortes, poucas torcidas são tão insatisfeitas e irritadiças como a do Flamengo, capaz de vaiar o time quando está ganhando, capaz de vaiar estreante, capaz de vaiar capitão erguendo a taça.

    Talvez este seja o preço a se pagar por se ter um Zeus, um cabra que mereça indiscutivelmente o título de herói. Assim, o flamenguista tem um exemplo elevado demais.

    Diante de Zico, somos todos uns fracotes.

    Quão menos pesado é alimentar fantasia por um Neto, um Ronaldo, um Edmundo, exemplos bem mais terrestres, gente comum, daquele tipo que a gente vê toda hora – por aí.

    Orra, é Mengo!

  • Zico é


    Luiz Filho | Twitter: @lavfilho


     

    Infelizmente não vi Zico jogar em seu auge, não assisti o Flamengo campeão da Taça Libertadores e do mundo, vi pouco do fim daquela geração. Quem não reverencia sua História, não terá bom futuro. Zico é sim um ídolo! Meu de meu pai e meu tio, os “culpados” por eu ser tão amante do futebol, tão Flamengo!

    Assisto a muita coisa, de campeonatos europeus até divisões subalternas do nosso futebol e listaria muitos jogadores que vi jogar no campo, em tapes e vídeos no Youtube, sendo eles jogadores do Flamengo ou não. Sei que seria injusto com outros de tantos times e de outras épocas. A muitos nunca vi um vídeo: Puskas, Di Stefano, Zizinho, Leônidas entre outros. Isso não diminui o meu respeito por eles, porque respeito a História do futebol.
    Ouvi estórias do meu avô, ex-combatente da segunda guerra, testemunha ocular da construção do Maracanã e penso que o respeito aos processos, respeito ao passado é fundamental para formar as próximas gerações dentro e fora de campo. Vi Romário (o melhor que vi em um estádio de futebol), vi Zidane (o melhor que vi jogar), vi Ronaldo, vi um genial Maradona, vi Dennis Berkamp (o que mais gostei de ver jogar), vi Petkovic, vejo Messi, vejo Xavi, vejo Cristiano Ronaldo, vejo Rogério Ceni, por que não, Vejo Neymar e muitos outros. Nenhum desses é maior do que Zico para mim.

    Todos que listei têm grande significação no futebol, mas não interessa, não são maiores que Zico! O Galinho emocionou e emociona com sinceridade marcante, palavras objetivas e fundamentadas, que mostram seu caráter e porque é o que é. Quem teve a oportunidade de ver Zico jogar, mesmo que em partida beneficente, o jogo das estrelas, irá entender o que digo. Quando vi Zico entrar em campo com seu primeiro neto, ouvindo a torcida gritar QUEM ERA AQUELE CARA, quase um rei medieval com poderes divinos, senti o que era a História do Flamengo, o que era Flamengo, o que era Zico, a era Zico.

    Marejei, ao lado de um amigo suíço, que estava sendo apresentado ao Maracanã. Ver Zico em campo era mágico, foi mágico para mim. Recado: quem o atacou injusta e covardemente não sabe o que é a identidade Flamenga, quem é Zico, o que ele representa e o que é o Flamengo. Sempre digo de brincadeira, com certo tom de seriedade, que o cara que me fez me tornar Flamengo foi Renato Portalluppi, pois minhas memórias de Maracanã e Flamengo estão, sim, ligadas aquele time de 87, 88 e Renato, o gaúcho, era uma das estrelas daquela constelação. Acho que é mais para provocar meu pai.

    Em minha memória mais remota da infância tenho Renato, Zinho, Leonardo, entre outros, de seleção, craques, jogadores que fizeram a diferença. Que geração! O melhor deles, sem dúvida, Zico, Arthur Antunes Coimbra. Imaginem se tivesse vencido a copa de 1982? Se Zico tivesse feito o gol de pênalti contra a França em 1986? Se Zico não tivesse machucado o joelho? Problema do futebol! Azar da copa, como diria Fernando Calazans. Zico nunca foi para mim uma pessoa do “SE”, Zico é e pronto! Um grande homem, um grande atleta, uma pessoa cuja História está e sempre estará ligada ao Clube de Regatas do Flamengo que sempre será do Futebol de Zico, Rei Arthur da “Bola Redonda”!

    Obrigado por tudo! Feliz Natal!


    P.S.: Essa coluna foi escrita no Buteco do Flamengo em homenagem a Zico, que tinha sido escorraçado do Flamengo, na gestão anterior. Não que ela seja grande coisa, mas não sei se conseguiria escrever algo melhor.

     

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