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  • Partiu, Penta! Um relato de amor e paixão

     


    Ricardo Martins | Twitter: @Rick_Martins_BH


    Eu vivi a era Zico. A impressão que se tinha é que o Flamengo seria sempre forte. Com o Galinho em campo tínhamos a sensação de invencibilidade. Tudo começou em 1972, e amplificou-se após a FAF (Frente Ampla Flamengo).

    O time de 1977 foi o germinal da grande geração vencedora ao longo da década de 80. Chegamos a ficar 52 partidas sem perder entre 1978 e 1979. Mas só ratificamos nossa hegemonia após conquistarmos o primeiro campeonato brasileiro, sobre o Atlético Mineiro em 1980.

    A única decisão que não vi pessoalmente foi justamente essa contra o Galo, por isso nem vou me ater, todavia, estive contra o Grêmio, Santos, Internacional, e na improvável final com o Botafogo em 1992.

    Eu digo improvável, pois o Botafogo era um time apontado como franco favorito, com Valdeir The Flash, Renato Gaúcho e companhia. Porém, o favoritismo foi por água abaixo já primeira partida, sendo atropelado por 3×0 pelo jovem time do Flamengo.

    Imagem Site Oficial

     

    Mas antes de falar sobre a segunda partida, eu faço questão de destacar que 1992 foi um ano mágico para mim. Eu estive fora do País visitando, dentre outros, especialmente Cuba. Foi inesquecível. O Brasil é muito querido por lá. O cubano fala um espanhol que “come” a última sílaba das palavras. O turista é bem tratado e, se faltavam produtos básicos para os residentes, eu vivi dias de rei, de tão bem tratado que fui.

    Fiz belas amizades, e deixei muitas pessoas totalmente alucinadas com uma camisa branca do Flamengo, a qual presenteei numa espécie de sorteio. Meu único sofrimento era não conseguir ouvir ou ver os jogos do Mengão. Lá eu só vi jogos de baseball na TV, mas, acredite, eu joguei até futebol!

    Na volta ao Brasil, muitas histórias na cabeça, e muita saudade no coração. No dia 08 de março ganhei um dos maiores presentes da minha vida, a mãe da minha filha Luísa, e que me atura como esposo até hoje. Ela morava em Belo Horizonte e eu no Rio de Janeiro.

    Eu acredito que um dos motivos que me tenham ajudado a conquistá-la em definitivo foi levá-la para conhecer o Maracanã ocupado pela Magnética no dia 19 de julho de 1992. Foi uma grande aventura. Meu fusca vermelho era o meio de transporte disponível. Mais dois amigos me acompanharam. Só me recordo do apelido de um, Molotov. Lembro que eram dois “armários”, pareciam até seguranças.

    O Maracanã estava lotado. Eu nunca vi o estádio tão cheio. A impressão que passava é que havia mais gente que o público anunciado. O espaço reservado para a torcida do Botafogo era gradativamente reduzido, muitas vezes na base da cacetada policial.

    Nós ficamos em pé devido à quantidade de gente que não conseguia se sentar. Em certo momento, um botafoguense desavisado entrou exatamente no setor em que estávamos. Jogavam bolinha de papel nele, e o vaiavam. Diante de seu constrangimento, eu o abracei e o retirei do local. Para a minha satisfação, todo mundo aplaudiu.

    A preliminar era de um time de masters do Flamengo. A cada “ola” da Magnética eu ficava assustado com a quantidade de torcedores que ficavam do outro lado do estádio, acredito que onde ficava a Raça Rubro-Negra. Repentinamente muitas pessoas desabaram e caíram sobre as cadeiras de cor azul. Uma tragédia! O silêncio tomou conta do Maracanã.

    Acho que um helicóptero pousou no gramado para socorrer vítimas, e nós ficamos apreensivos quanto à realização do jogo decisivo. Mas depois fiquei sabendo que houve uma blindagem ao time que entraria em campo para conquistar o pentacampeonato.

    O jogo até foi interessante. O Botafogo valorizou nossa conquista e o goleiro Gilmar teve grande atuação. O gol do maestro Júnior aumentava a nossa confiança no título, e quando Julio Cesar Imperador marcou o segundo, era quase a certeza. Nem a ajuda do árbitro ao adversário nos abalou.

    O Flamengo era campeão brasileiro pela quinta vez. Daquele time muitos continuaram sendo campeões por outras equipes. A geração que poderia ter sucedido a era Zico foi desfeita posteriormente a preço de banana, e o Flamengo ficaria 17 anos oscilando em decorrência de políticas equivocadas.

    Mas o que importa é que eu vi. Eu estava lá! O Flamengo no topo, e eu tentando ser humilde…

    Eu me emocionei ao rever as imagens daquele dia intenso. Curta novamente comigo:

    https://www.youtube.com/watch?v=WNFq-vf1Xv4

     

    Cordiais Saudações Rubro-Negras!

     

     

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  • Atuações: Guerrero decide novamente, e marca pela 1° vez no Maracanã; notas de Flamengo 1 x 0 Grêmio

    No ataque, Sheik perde boas chances, e Guerrero marca pela primeira vez no Maracanã. No meio, Canteros e Márcio Araújo se destacam por bons desarmes.

     

     


    Hesley Menezes | Twitter: @_hesleymenezes


     

    César: 7 – Quando foi exigido em bolas perigosas deu conta do recado. Está mais confiante.

    Ayrton: 7,5 – Fez o que dele se espera. Ayrton já rodou o Brasil e foi destaque em todos os times que passou exclusivamente pela bola parada. Sofreu a falta e cobrou com muito veneno na pequena área pra Marcelo cabecear. Grohe ainda fez um milagre mas a bola procurou o pé do Guerrero e dali ele não perdoa. Na defesa, um pouco falho na marcação pelo seu setor. O Grêmio atacava por ali, principalmente no 2° tempo, depois da entrada de Fernandinho.

    Marcelo: 6,5 – Marcelo gosta de dar emoção à partida, porém não brinca em serviço e afasta o perigo da zaga pra qualquer lado sempre que a bola está rondando a área do Flamengo.

    Wallace: 5,5 – Por que Wallace não vira volante logo de uma vez? Ele passa mais tempo no meio campo do que no lugar de onde nem deveria sair. Sai pra dar bote no meio campo o tempo todo, e deixa espaços na defesa sempre. E não é só indo dar bote no meio que ele abre buracos na defesa. Ele também gosta de ir marcar jogador que já está sendo marcado por algum companheiro, principalmente na lateral. Cristóvão precisa se alertar pra isso. No ataque, cabeceou bola no travessão e quase marcou o 2° do Fla.

    Jorge: 8 – Mais uma belíssima partida do garoto Jorge. Muita personalidade e categoria pra partir pra cima do adversário no ataque, e muita esperteza na defesa pra roubar e desarmar. Quase faz um golaço no 1° tempo, quando recebeu de Everton na entrada da área, deixando Geromel no chão e chutando em cima do Galhardo. Já é o dono da lateral-esquerda do Flamengo.

    Márcio Araújo: 7,5 – Partida muito boa do camisa 8 do Mengão. Com a responsabilidade de substituir Cáceres e Jonas (ambos lesionados) na função de 1° volante, deu conta do recado. Colou em Giuliano, e o – também camisa 8 – do Grêmio pouco participou do jogo: anulou o melhor jogador do tricolor gaúcho, não deixando o jogo dos gremistas fluir.

    Canteros: 8 – Melhor jogo do argentino pelo Flamengo no ano. Atuou como 2° volante e seu desempenho subiu muito. Desarmou, roubou bolas, e distribuiu o jogo muito bem. Esbanjou categoria em dois lances: no primeiro, deu lindíssimo passe de letra para a penetração de Ayrton na lateral. No segundo, roubou a bola no meio campo e, com um chapéu, deixou dois jogadores pra trás. Também demonstrou muita raça no segundo tempo. Em um lance que a bola cruzou a área inteira do Flamengo e ele escorregou, não conseguindo afastar o perigo, a redonda chegou aos pés de Fernandinho. O atacante gremista dominou, engatilhou pra chutar… e foi nesse instante que o argentino, sem medo algum, se jogou de cabeça na bola pra evitar que ela chegasse com perigo no gol de César. A finalização foi pra fora, mas se a bola tivesse ido em direção ao gol, com certeza ela pararia no meio do caminho depois do pulo suicida do Canteros. Ato de muita coragem e entrega do argentino.

    Everton: 8,5 – Ótima partida do camisa 22 da Gávea. Lembrou sua ótima fase de 2014, quando era a principal arma do Flamengo. Como coadjuvante pode render ainda mais. Sempre pela esquerda, criou ótimas chances fazendo ultrapassagens. Na primeira chegada com perigo, obrigou Grohe a fazer difícil defesa. Na segunda chegada à linha de fundo, tocou pra trás pra Arthur Maia dividir com Maicon, e a bola passou com perigo sobre a meta. O goleiro gremista ainda fez outra linda defesa em chute frontal de Everton dentro da área.

    Cirino: 5 – Atuou somente os primeiros 45 minutos, e pouco fez no jogo. Se escondeu e pediu pra sair com problemas estomacais já no vestiário.

    Sheik: 7,5 – Deu trabalho à defesa do Grêmio do primeiro ao último minuto. É um jogador inteligente, mas que às vezes peca pelo individualismo. Em duas bobeiras da zaga gremista, Sheik teve duas chances claras de gol. No primeiro vacilo, conseguiu se antecipar ao goleiro, pra ficar com o gol livre e marcar o 2° do Fla, mas chutou fraco, e deu tempo de Rhodolfo se recuperar e tirar a bola quase em cima da linha. No segundo lance, Rhodolfo falhou de novo e deu a bola nos pés de Emerson já cara a cara com Grohe. Ele errou no domínio, e perdeu mais uma chance de ampliar o placar. E deixar o jogo mais fácil.

    Guerrero: 9 – Acabou o caô. O Guerrero chegou. O Guerrero chegou. A torcida deu o papo, e tá todo mundo vendo: o Guerrero chegou! E chegou fazendo mais do que se espera dele. Já são 3 gols em 3 jogos. Os números são impressionantes. Ele faz o time do Flamengo ser totalmente diferente. Era a estreia dele no Maracanã, contra um time bem organizado, que está no G4. Tarefa difícil, já que os últimos jogos contra times de ponta no Maraca acabaram em tragédia. Mas o cara é matador e, mais uma vez – pela terceira vez consecutiva – deixou sua marca e garantiu a vitória do Mengão. O gol foi de um centroavante nato. Daqueles que sentem o gol, que sabem onde a bola vai chegar. O Marcelo cabeceou, Marcelo Grohe fez milagre, mas na hora de tirar a bola do bate-rebate, o goleiro tricolor socou a bola com pouca força, e ela procurou o pé esquerdo do peruano. Ele estava há menos de 1m do gol, e dali ele não perde né? Acabou o caô, rapá!

    Arthur Maia: 5 – Entrou no lugar do Cirino no segundo tempo, e fez perfeitamente o que o técnico pediu: ”faz o mesmo que o Cirino fez no primeiro tempo”. Ou seja, nada. Pelo menos é um jogador obediente.

    Gabriel: (sem nota) – Não jogou tempo suficiente pra ser avaliado.

    Cristóvão Borges: 6 – Escalou bem. Esqueceu os 3 volantes dos últimos jogos, e entrou com o quarteto ofensivo. O resultado do treino fechado na sexta-feira pode ter dado certo. A recomposição do time estava mais rápida. Longe do ideal ainda, mas muito melhor que a dos últimos jogos. Porém mexeu errado ao colocar Gabriel em campo no lugar de Everton. O Grêmio já jogava em cima do Flamengo quando Everton pediu pra sair. Tinha que povoar o meio, e a melhor opção talvez fosse o Luiz Antônio. Morreu de novo com uma substituição.

    Em sua estreia no Maracanã, Guerrero marca seu 3° gol pelo Flamengo. | Foto Gilvan de Souza/Flamengo

     

     

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  • Acabou o caô! Guerrero estreia no Maraca vestindo o Manto Sagrado

    Hoje é dia de Flamengo e Grêmio! O jogo válido pela 14ª  rodada do Campeonato Brasileiro ganhou ainda mais importância com a estreia de Guerrero.



    Bruno Vasconcellos | Twitter: @BruNoCellos_CRF


    Pois é hoje que o peruano Paolo Guerrero fará sua estreia no Maracanã vestindo o Manto Sagrado. Mobilizada, a Nação Rubro-Negra já garantiu mais de 32 mil ingressos. O que nos leva a crer em um bom público no Estádio Mário Filho. Os momento das equipes são distintos. Enquando o tricolor gaúcho está no G4 brigando pelo título, o Mengão flerta com a zona de rebaixamento.

    O Mais Querido ganhou uma sobrevida nesta semana após derrotar o Náutico por 2 a 0, em Pernambuco, e obter a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil. Pela mesma competição o Grêmio saiu de campo derrotado para o Criciúma, time treinado por Petkovic, e a gora vai pretender buscar o resultado fora de casa.

    A Semana Rubro-Negra

    Ele promete sacudir a torcida com gols! | Foto Gilvan de Souza/Flamengo

    Depois de uma vitória histórica no Beira-Rio após 13 anos, o torcedor do Flamengo esperava ver o time repetir a atuação que tivera em Porto Alegre que, sem as presenças de Emerson Sheik e Paolo Guerrero, não foi páreo para o Corinthians no Maracanã.

    Ciente de que precisava mostrar-se presente após o catastrófico resultado diante da equipe paulistana, o presidente Eduardo Bandeira de Mello participou do Programa Futebol de Verdade, da Rádio Globo. O mandatário descartou a possibilidade da demissão do técnico Cristóvão Borges. O maior Ídolo da História Rubro-Negra, Zico, que também participava do programa, mostrou seu profundo descontentamento com a maneira que o Flamengo vem jogando. Após o treinamento de terça-feira no Ninho do Urubu, Sheik saiu em defesa de Cristóvão e pediu mais carinho com César.

    Na Arena Pernambuco, o Flamengo manteve a escrita de nunca ter ficado de fora das oitavas de final e jamais ter perdido para um time pernambucano na Copa do Brasil. Vitória de 2 a 0 sobre o Náutico! Dias de tranquilidade aos jogadores e comissão técnica. Jorge, o lateral-esquerdo de apenas 19 anos, marcou o primeiro do Flamengo, e seu primeiro gol como profissional. Emocionado, falou sobre o momento:

    “Não consegui dormir, vim pensando a viagem toda na emoção que estava sentindo no jogo. Não consegui segurar a emoção no meu primeiro gol pelo Flamengo no profissional. A emoção foi sensacional. Vinha fazendo gols no juniores, me destacando, não só com gols no Flamengo, mas também na Seleção. É uma sensação maravilhosa. Sempre que tiver oportunidade, tem que aproveitar da melhor maneira possível”.

    Questionado nos últimos jogos, César fechou o gol contra o Náutico. PV já treina com bola! | Foto Gilvan de Souza/Flamengo

     

     

    César foi outro que saiu aliviado da Arena Pernambuco. Fechou a meta rubro-negra e o sentimento é que jogue com mais tranquilidade hoje.

    A novidade de quinta-feira foi o anúncio da contratação do zagueiro César. O jogador chega do Benfica por empréstimo de um ano e sem custos ao Flamengo. O treino de sexta-feira foi fechado à imprensa e Cristóvão Borges mantém mistério de como vai montar a equipe sem Jonas, lesionado. O que se sabe é que Ayrton voltará para a lateral-direita, já que Pará, vinculado ao Grêmio, não poderá enfrentar o ex-clube.

    FICHA TÉCNICA
    Flamengo x Grêmio
    Local: Maracanã- RJ
    Horário: 18h30 (Brasília)
    Transmissão: SporTV e PFC

    FLAMENGO: César, Ayrton, Marcelo, Wallace e Jorge; Cáceres, Márcio Araújo (Marcelo Cirino), Canteros e Everton; Emerson e Guerrero.
    GRÊMIO: Marcelo Grohe; Galhardo, Pedro Geromel, Rhodolfo e Marcelo Hermes; Walace, Maicon, Douglas e Giuliano; Pedro Rocha e Luan.

  • É Penta!



    Patrícia Castelan | Twitter: @patycastelan


     

    Em 12 de julho de 1992, o Brasil parou para ver o “Mais Querido” massacrar o rival Botafogo, na primeira partida válida pela final do Brasileiro. Com gols de Júnior (15/1º); Nélio (34/1º) e Gaúcho (38/1º), o Flamengo resolveu a questão com propriedade ainda no 1º tempo.

    19 de julho, dia da grande final. Com o Botafogo de mandante e um Maracanã lotado vestido de rubro-negro, Júnior (42/1º) e Júlio César Imperador (55/2º) fizeram os gols flamengos. Pichetti (83/2º) e Valdeir (88/2º) foram os autores dos gols botafoguenses. Como o Flamengo já tinha construído o resultado na goleada da primeira partida, foi o legítimo campeão do Campeonato Brasileiro de 1992. O primeiro Pentacampeão do Campeonato Nacional.
    O Flamengo campeão foi com o seguinte time a campo:

    GOL: Gilmar Rinaldi
    ZAG: Wilson Gottardo
    ZAG: Gélson Baresi
    LAT: Charles Guerreiro
    LAT: Piá
    MEI: Maestro Júnior
    MEI: Júlio César Imperador
    MEI: Zinho
    MEI: Fabinho (Mauro)
    MEI: Uidemar
    ATA: Gaúcho (Djalminha)
    TEC: Carlinhos

    O Flamengo terminou com o campeonato com 7 vitórias, 10 empates e foi o maior marcador de gols, 30 (média de 1.4 por jogo).
    Nesse 19 de julho, 23 anos após o penta do Flamengo, vale saudar esses campeões e reviver essa emoção:

     

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  • Fla goleia a Chapecoense e avança na Taça BH

    Time Rubro-Negro se classificou em primeiro lugar do Grupo 7 


     Bruno Vasconcellos| Twitter: @BruNoCellos_CRF


     

    O Flamengo deixou para dar espetáculo em sua última partida na primeira fase da Taça BH. Na tarde desta sexta-feira, no estádio Paulo Campos, em São João Del Rei, o Rubro-Negro goleou a Chapecoense, até então líder do grupo, e avançou para segunda fase da Taça BH.

    O atacante Matheus Iacovelli foi o destaque da partida com quatro gols anotados sobre o time catarinense e já se tornou um dos vice-artilheiros da competição. Com o resultado o Mengão se classificou em primeiro lugar no grupo 7. A Chapecoense acabou ficando de fora, já que o Coritiba venceu o Social-MG e levou a melhor nos critérios de desempate. Nas oitavas de final o Fla enfrentará o Grêmio, segundo colocado do grupo 5. O jogo acontecerá no próximo domingo, às 11h, no estádio do Sport em Juiz de Fora.

    O Fla estreou na Taça BH empatando com o Sport. Na sequência enfrentou o Social, time da cidade sede dos jogos do grupo e venceu pelo placar mínimo. Em seguida, um novo empate. Num jogo bastante movimentado, Fla e Coritiba ficaram no 2 a 2. Já na rodada derradeira o Fla corria o risco de ficar de fora da fase mata-mata caso não vencesse a Chapecoense. Porém o time treinado por Gilmar Silva de Oliveira não tomou conhecimento do adversário.

    Pressionado, o Fla foi quem tomou a iniciativa do jogo. O empate classificaria o Verdão de SC. O volume maior de jogo do Fla gerou resultado e aos 18 minutos Antonio Carlos marcou o primeiro do Mengão. O gol desequilibrou os jovens jogadores da Chapecoense que começaram a fazer faltas desnecessárias e reclamaram da atuação do árbitro Rodrigo Gomes Lúcio. Numa dessas reclamações, o Montanha, camisa 20 da Chape se exaltou além da conta e foi expulso por ofender moralmente o árbitro com a seguinte frase “Já começou a roubar”, se referindo a algumas faltas marcadas à favor do Flamengo.

    Com a desvantagem no placar e numérica em campo, o time catarinense sucumbiu. Ainda no primeiro tempo Matheus Iacovelli ampliou o marcador e na etapa complementar se tornou o grande nome do jogo, fazendo três gols. Goleada por 5 x 0, fora o baile. Mengão classificado!

    Matheus Iacovelli- Destaque do jogo com 4 gols. Foto: Instagran do jogador (_Iacovelli9)
     

     

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  • Na batida do Manguetown! FlaRecife sob as asas do Urubu na Arena Pernambuco


    Marco Quintanilha | Blogueiros da Nação | Pernambuco

     

     

    “Esta noite sairei, vou beber com meus amigos… ha!
    E com as asas que os urubus me deram ao dia
    Eu voarei por toda a periferia”

     

    Marco Quintanilha é da Embaixada FlaRecife

    Foi ao som da música de Chico Science que encerrei a noite de quarta, na verdade a madrugada do feriado de quinta na Manguetown, feliz como um caranguejo na lama.
    Nossa aventura começa no momento em que percebemos que o site da Arena Pernambuco não vendia meia entrada on line. Como é que é? Uma ferramenta que deveria facilitar a vida do torcedor cria um enorme obstáculo? Quer dizer que terei que me deslocar por 30 km para poder adquirir a meia entrada e somente no dia do jogo às 19 hs, ou seja, 3 hs antes da partida? É amigos, vida de torcedor no recife não é fácil.

    Graças a Deus o pessoal do Náutico teve um bom senso que a Arena não teve e vendeu em sua sede que fica dentro da cidade e 1 dia antes. Como sempre o time dos Aflitos gentil com a torcida do Flamengo.

    Superado este obstáculo, junto os amigos na FlaRecife e seguimos para o estádio numa van encarando a chuva contínua, coisa do inverno “rigoroso” nordestino de 21ºC, e um imenso trânsito, pois além de ser hora do rush (19h) era véspera de feriado, rumo a longínqua porém confortável e segura Arena de Pernambuco.

    Ao chegar sinto aquele clima de Maracanã: Torcedores do Mengão em tudo que é lado. Nada como torcer para o time de maior torcida no mundo. Em qualquer lugar estamos em casa.

    Arena Pernambuco | Foto: Arquivo Pessoal

    Dentro do estádio festa total, uma torcida que não para de cantar e cala a do anfitrião. Uma torcida que está acostumada a momentos decisivos mesmo com um time que não anda jogando bem mas que comparece em massa nesta noite chuvosa.

    Começa o jogo tensão de ambas as torcidas, a do Náutico querendo sobreviver num campeonato primordial para suas finanças e a do Mengão querendo ver seu time voltar aos momentos de glórias que andam escassos.

    Um 1º tempo morno mas que ao fim deste quase Guerrero marca. Bola rente a trave onde metade de nossa torcida gritou gol. Parecia o prenúncio do que viria no 2º tempo.

    O canto rubro-negro entoa pela Arena. Pudemos matar saudades daquelas tardes maravilhosas no Maracanã, estando há 2.500 km de nossa terra natal. Que alegria!
    No segundo tempo enfim pudemos soltar o grito engasgado que só quem mora distante de casa consegue entender e a festa toma conta de todo setor norte superior do estádio. Gol de Jorge! Salve Jorge!

    Flamengo é a religião da amizade! Obrigado FlaRecife! | Foto: Arquivo Pessoal

    Começa a pressão do Timbu dono da casa. Dono da casa ? Mas como é possível só se ouvir a torcida do Urubu? Só o Sobrenatural de Almeida explica.

    De repente no auge da pressão, Pará tira em cima da linha e a bola espirra para um contra-ataque mortal e gol do novo ídolo da torcida; Paolo Guerrero!

    A cidade do frevo se rende aos cantos da Nação. A do Timbu se retira silenciosa. O carnaval começou mais cedo este ano. Começou no dia 15 de julho.

    São 3 da manhã , enfim nossa van nos deixa na sede da FlaRecife e os soldados enfim podem dormir com a certeza do dever cumprido.

     

    “Fui no mangue catar lixo
    Pegar caranguejo
    Conversar com urubu”

     

     

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  • Poucas oportunidades e eleito o melhor da rodada na Champions, César chega para ser titular


    Diogo Almeida | Twitter: @DidaZico


     

    Na segunda quinzena de junho do ano passado, o zagueiro César deixava a Ponte Preta rumo ao Benfica, de Portugal. Pretendido também pelos italianos da Juventus e da Internazionale, assinou com os Águias por 5 temporadas em transferência que custou 3 milhões de euros aos cofres do atual campeão português.

    Ao chegar em Lisboa, César conheceu Luisão, ídolo brasileiro, titular absoluto da zaga benfiquista por 13 temporadas, e o experiente Jardel, revelado pelo Avaí com passagens por Santos e Estoril. A dupla Luisão e Jardel terminaria o ano consagrada como titular inquestionável na temporada 2014/2015, encerrada com o título da I Liga e da Taça da Liga (equivalentes aos Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil).

    Aos 22 anos, os portugueses não contrataram César para substituir Garay, que naquela mesma semana acertara sua ida para o Zenit. O jogador era a quarta ou até quinta opção do técnico Jorge Jesus em seu plantel de defensores, que ainda contava com Lisandro López (ex-Arsenal de Sarandí), Steven Vitória e Victor Lindelöf. César teve poucas oportunidades – disputou apenas 9 jogos – com bons e maus momentos, típico quadro de um jovem que inicia em outro clube.

    Na derrota por 2-1 para o Olympique de Marseille, César foi batido pelos adversários nos dois gols e eleito com razão o culpado pelo revés. A torcida do clube também reclama

    César em treinamento no CT do Benfica | Foto Benfica/Divulgação

    muito de uma jogada ocorrida justamente contra o maior rival, o Sporting: no lance do gol de André Martins (partida válida pela Taça de Honra), César deixou o jogador do Sporting  sozinho para tentar cortar a bola cruzada por Carrillo, mas errou a interceptação. A sequência de dois jogos com 3 gols ligados a falhas suas  pesou para que César não fosse mais convocado para as preleções do longevo técnico do time, antes dos jogos.

    A redenção veio, ironicamente, na maior competição disputada pelo clube na “época”. Com o departamento médico lotado, Jesus foi obrigado a utilizar o jogador contra o Bayern Leverkusen pela sexta e última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Terminado o jogo sem gol e com a sua equipe eliminada, César tinha não apenas surpreendido comissão técnica e torcida como entrou para a seleção da rodada junto a grandes jogadores que se destacaram naquela semana, como Neymar, Podolski, Arbeloa e Nasri. 2015 chega esperançoso para o jovem e novamente surge outra oportunidade de atuar. Dessa vez o adversário foi o Arouca, pela Taça da Liga. A atuação era boa, partida segura era um indicador que a fase de adaptação estava chegando ao fim. Todavia, aos 23 minutos do segundo tempo sofreu lesão muscular na face posterior da coxa direita e foi para o departamento do clube lisboeta. À época Jorge Jesus declarou em entrevista coletiva: “Felizmente já teremos o Lisandro e o Luisão recuperados. O César tinha jogado bem no último encontro, e hoje também estava bem. Está cada vez mais competitivo, e taticamente perfeito”. A lesão atrapalhou o jogador, que findo o tratamento, não teve maiores oportunidades.

    A surpresa e ponto alto em 12 meses de Benfica: Seleção da UEFA | Foto UEFA/Divulgação

    Na excursão de pré-temporada do Benfica na América do Norte (5 jogos no Canadá, EUA e México – International Champions Cup e Eusébio Cup) o jogador não foi relacionado para a viagem. Com a demissão de Jorge Jesus e a reformulação promovida pelo novo comandante Rui Vitória, o clube decidiu que era hora de rodar mais o jogador. Com a janela brasileira fechando o momento exigia decisão rápida. O Troyes, recém garantido à Liga 1 francesa, esteve interessado no brasileiro, mas com a chegada do Flamengo no circuito, o staff do jogador decidiu que uma volta ao Brasil, defendendo as cores mais fortes do nosso futebol, seria mais interessante para todos.

    Poucas oportunidades: Benfica acredita no potencial do jogador | Foto Benfica/Divulgação

    O jogador chega ao Flamengo para disputar lugar no time que vai à campo. Teve muito destaque na Ponte e não é um refugo português, nem jogador de Benfica B. Destro, suas maiores qualidades são a tranquilidade, movimentação (no confronto contra o Bayer – Benfica já eliminado – ele correu incríveis 11 quilômetros) e qualidade na bola aérea.

     

     

     

     

     


    Conheça o zagueiro César, o novo reforço do Flamengo |  por @MathheusRamos |


     

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  • Conheça César, o novo zagueiro do Flamengo

    Flamengo acerta a contratação do zagueiro César – Atleta vem por empréstimo até meados de 2016.



    Por Matheus Ramos

    O Flamengo acertou a contratação do zagueiro César, que estava no Benfica (POR). O zagueiro de 22 anos chega por empréstimo de um ano, sem custos ao rubro-negro. Com uma boa passagem pela Ponte Preta entre 2013 e 2014, onde foi vice-campeão da Sul-Americana, sendo derrotado pelo Lanús, o talentoso zagueiro que tem como ponto forte o jogo aéreo, despertou o interesse de clubes do Brasil e alguns da Europa, inclusive o Benfica, para onde se transferiu. César não fará parte dos planos do treinador do Benfica, Rui Vitória, recém-chegado aos “Encarnados”, e nem viajou com o restante do grupo que fará a pré-temporada nos Estados Unidos.

    O jovem zagueiro de boa estatura chega para ajudar a resolver um problema que vem atormentando os torcedores rubro-negros, e que com certeza é uma grande dor de cabeça para Cristovão: a defesa. O treinador já não conta com Samir, lesionado e Bressan, que está com a Seleção Brasileira no Pan de Toronto, Canadá. César chega ao Rio neste sábado. A data da apresentação ainda não foi definida.

    Nome: Cesar Henrique Martins

    Data de nascimento: 28/12/1992

    Altura: 1,90  Peso: 83 kg

    Natural de: Mairinque, no estado de São Paulo

    Clubes: Atlético de Sorocaba, entre 2011 e 2013, disputou 18 jogos;

    Ponte Preta, 2013 e 2014, disputou 51 jogos;

    Benfica, 2014/2015, com passagens também pela equipe B. No clube português, César disputou 11 jogos. Venceu o Campeonato Português 2014/15 e a Taça da Liga.

     


     

  • Capítulo 10: O 3º turno do Campeonato Carioca de 79



    Gustavo Roman | Twitter: @guroman


     

    Por ter vencido os dois turnos anteriores, o Flamengo entrou no derradeiro com dois pontos de vantagem sobre os demais sete rivais. Era uma dianteira considerável, considerando-se que apenas sete partidas seriam disputadas e a inegável qualidade do elenco rubro-negro.

    Antes da estréia, mais um reforço chegou a Gávea. Por empréstimo até o fim do ano, o clube contratou o zagueiro Boca, da Francana.

    No último coletivo antes do jogo com a Portuguesa, os titulares venceram por 5 a 3, gols de Cláudio Adão (2), Adílio, Júlio César e Tita. Luisinho (2) e Boca. Nesse treino, ficou decidido que Andrade seria o lateral direito, já que Toninho estava suspenso e Leandro, sem ritmo de jogo. Para completar o clima de otimismo, Júnior, em entrevista a O Globo, diz que prefere o tricampeonato pelo Flamengo a Copa América pela seleção.

    Apesar disso e da vitória de três a zero (Tita, Reinaldo e Leandro), o time não esteve bem e deixou o gramado sob vaias. Diante da fragilidade do oponente, a torcida queria mais gols!

    A próxima partida seria frente ao Goytacaz, novamente no Maracanã. No coletivo apronto, goleada dos titulares por cinco a zero em cima dos juvenis. Tita (3), Júnior e Adílio marcaram.

    Se na rodada anterior, o time não esteve bem, no confronto contra o time de Campos, a equipe se acertou. A goleada veio, por cinco a um, com gols de Cláudio Adão (2), Tita (2) e Adílio. Dessa vez, a torcida não reclamou.

    Na terceira rodada, uma difícil vitória sobre o Bangu, por apenas um tento a zero, deixou a equipe rubro-negra com 100% de aproveitamento. Tita, o autor do gol, mostrou que vivia grande fase. Atuando em sua real posição (a mesma que Zico), ele desandou a marcar gols e jogar bem.

    O que ninguém esperava era o tropeço que se seguiria. Uma acachapante derrota para o Fluminense, por três a zero, em um dia que nada funcionou na equipe. Zico, ainda sentindo a lesão, entrou no segundo tempo, perdeu um pênalti e agravou a contusão.  Mesmo assim, o time seguiu na liderança da competição, já que entrou com dois pontos de bonificação. Após o jogo, Coutinho, disse que um tropeço era possível e que a vantagem de ter conquistado os turnos anteriores havia causado certo relaxamento. Agora, era voltar a vencer para conquistar o Tri!

    A preocupação de todos na Gávea era como o time ia reagir a essa derrota. Para sorte de todos, a semifinal da Copa América, diante do Paraguai desviou o foco e deixou o clube se preparar para os três últimos compromissos em paz.

    Na quinta rodada, o Flamengo se recuperou. Zico, mais uma vez tentou forçar a sua escalação. Saiu jogando e teve que ser substituído no intervalo. Ele não voltaria mais a atuar no campeonato. Mesmo assim, jogando no Maracanã, o time bateu o Americano, por três a zero. Todos os gols foram marcados por Tita, em forma exuberante.

    Pela mesma rodada, o Botafogo goleou o Fluminense (4×0). Com isso, Flamengo e Vasco lideram o turno final sem pontos perdidos. Botafogo e Fluminense vinham a seguir, com dois pontos perdidos. Faltando duas rodadas para o fim, a briga estava boa.

    No clássico da sexta e penúltima rodada, o rubro-negro iria enfrentar o Vasco, em jogo que poderia garantir o Tricampeonato antecipado ao clube da Gávea.

    Na rodada, o Botafogo bateu o Goytacaz e o Fluminense, a Portuguesa, mantendo as chances de ambos no campeonato.

    Flamengo 3×2 Vasco

    Taticamente, Coutinho mantinha o time e o esquema habituais. Carpegianni e Adílio jogavam um pouco mais recuados, marcando e organizando o time. Tita era o ponta de lança, substituindo Zico. Reinaldo atuava aberto pela direita. Cláudio Adão era o centroavante e Júlio César, o extrema esquerda. O Vasco atuava no clássico 4-3-3 da época.

    Aos cinco, Adão ajeitou de calcanhar para a penetração de Adílio. O neguinho bom de bola invadiu a grande área e bateu rasteiro. A bola passou raspando a trave direita de Leão.

    Aos 11, o primeiro gol rubro negro. Para variar, nascido de um contra ataque mortal. Adílio lançou Júlio César em profundidade, nas costas de Orlando. Na base da velocidade, Uri Geller foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Ivã se antecipou a Cláudio Adão, mas acabou marcando contra. Flamengo um a zero.

    Em desvantagem no marcador, o Vasco se perdeu. Dois minutos depois, Tita ficou cara a cara com Leão, depois de uma bola mal cortada por Marco Antônio. O camisa 10, entretanto, acabou tocando para fora e desperdiçando ótima chance de ampliar o marcador.

    Aos 21, Júlio César passou por dois e tocou para Cláudio Adão. O atacante ganhou a dividida com Gaúcho e saiu na cara de Leão. Porém, ao tentar driblar o goleiro, acabou perdendo a bola. A sobra ficou com Júlio César, que acabou desarmado. Na seqüência da jogada, a redonda chegou até a ponta direita, para Reinaldo. O bigodudo finalizou fraco, mas com muito efeito. Leão falhou e bateu roupa e Tita, oportunista como sempre apenas teve o trabalho de tocar para as redes. Com menos da metade do primeiro tempo jogado, o fla já vencia por dois a zero.

    O rubro negro tinha tudo sob controle. Tocava a bola, marcava bem e não era ameaçado pelo Vasco. Até que aos 38, Orlando cobrou lateral, Guina cruzou, de maneira despretensiosa. Roberto cabeceou para baixo. Toninho tentou cortar, mas errou a cabeçada e ainda desviou a bola, tirando qualquer chance de defesa de Cantarele. Dois a um.

    O apagão do Flamengo continuou. Aos 42, Guina bateu por cima, depois de uma bela ajeitada de Dudu. Um minuto depois, não teve jeito. O Vasco cobrou uma falta rápida. Wilsinho foi a linha de fundo e cruzou para trás, rasteiro. Roberto fez o corta luz. Guina ajeitou de calcanhar para Catinha, que, de três dedos mandou a pelota para o fundo das redes. Num piscar de olhos, o clássico dos milhões estava empatado. Dois a dois.

    No intervalo, Coutinho, revoltado disse no microfone da TV Globo que time que quer ser tricampeão não pode dar bobeira como deu o seu time.

    A etapa final começou de maneira cautelosa. Afinal, se o empate não decidia nada, a derrota praticamente alijava o perdedor da disputa pelo título. Aos 12, Guina bateu de longe e obrigou Cantarele a espalmar para escanteio.

    A partida estava equilibrada quando aos 20 minutos, Toninho cruzou da direita. Titã subiu demais e cabeceou no alto, fora do alcance de Leão. Um golaço! Flamengo três a dois. No mesmo momento, Coutinho sacou Júlio César do time, fazendo entrar Andrade e rearmando a equipe numa espécie de 4-1-2-1-2.

    Aos 24, Tita, novamente de cabeça, perdeu ótima oportunidade de aumentar a vantagem rubro-negra. Precisando pelo menos do empate, o Vasco mudou. Paulinho entrou no lugar de Wilsinho, para tentar dar mais força ofensiva ao time da cruz de malta.

    Faltando oito minutos, o Vasco foi pro tudo ou nada. O atacante xaxá substituiu o meia Dudu. De nada adiantou, a torcida do Flamengo começou a gritar “Tricampeão! Tricampeão”! No fim das contas, deu rubro-negro, três a dois.

    De fato, o tri estava muito próximo. Até Coutinho entrou na onda, dizendo já se considerar tri. Entretanto, o confuso regulamento do certame diz que só haverá jogo extra se dois clubes terminarem empatados. Em caso de três ou mais clube empatarem em primeiro lugar, o campeão será o clube que tiver o maior somatório de pontos no geral (Flamengo).

    O mengo era o líder isolado, sem pontos perdidos. Em seguida, vinham Vasco, Fluminense e Botafogo, com dois pontos perdidos. Isso queria dizer que, se houvesse um vencedor na partida de sábado, entre Vasco e Fluminense, o clube da Gávea seria Tricampeão por antecipação, mesmo que perdesse para o Botafogo (se essa hipótese acontecesse, Fla, bota e o vencedor do jogo de sábado terminariam empatados, com dois pontos perdidos e o Flamengo seria o campeão por ter somado o maior número de pontos nos turnos anteriores).

    No sábado, o Vasco venceu o Fluminense, por três a dois e garantiu o título antecipado da equipe de Zico, Júnior e Coutinho. O clássico diante do Botafogo passou a ser um mero amistoso, ou como disse Zico “o jogo de entrega das faixas”.

    Flamengo 0x0 Botafogo

    Mesmo sendo um “amistoso”, o Flamengo começou em cima. Aos cinco minutos, Júnior, deslocado pela direita, tentou a finalização, mas Borrachinha fez uma ótima defesa e salvou o alvinegro.

    Adão perdeu uma boa chance de cabeça, aos 12. Aos 13, Renato Sá foi expulso, por reclamar e xingar o bandeirinha. A tarefa rubro-negra ficava, pelo menos em tese, facilitada.

    Só que o mengo pareceu se acomodar em campo. Só foi ameaçar de novo aos 35, quando Cláudio Adão, sozinho, cabeceou para fora um cruzamento perfeito de Toninho. Sem inspiração de parte a parte, nada mais aconteceu no primeiro tempo.

    Na volta do intervalo, em entrevista a TV Globo, Coutinho foi preciso em sua análise “O time precisa tocar a bola e virar o jogo com maior rapidez. Estamos segurando de mais a bola e perdendo velocidade. Precisamos explorar o fato de termos um homem a mais”.

    Na verdade, além da preguiça, o treinador rubro-negro sofria com os desfalques. Zico e Tita, os melhores jogadores durante a competição não puderam jogar. Assim, Coutinho escalou o time com Cantarele, Toninho, Rondinelli, Manguito e Júnior. Andrade, Carpegianni e Adílio, Reinaldo, Cláudio Adão e Júlio César.

    Outro empecilho foi a tarde muito ruim de alguns atletas. Adão, por exemplo, irritou tanto o torcedor presente ao Maracanã que a galera começou a pedir a entrada de Beijoca, que se encontrava visivelmente fora de forma. Adílio era outro que não rendia bem fora de sua posição.

    Aos 18, Coutinho atendeu o apelo da arquibancada e pôs em campo Beijoca no lugar de Cláudio Adão.

    Com tanta falta de inspiração assim, foi o Botafogo quem assustou. Aos 24, Gil escapou sozinho pela ponta direita, invadiu a área e bateu firme. Cantarele conseguiu desviar e Manguito despachou de vez o perigo.

    Aos 38, Adílio recebeu de Beijoca na entrada da área. Ele gingou na frente dos marcadores e bateu no ângulo esquerdo. Borrachinha voou e conseguiu espalmar para escanteio.

    Apesar de tudo, a festa do Tricampeonato foi linda e merecida. O Flamengo terminou o turno final com apenas um ponto perdido. O Vasco foi vice, com dois. O Botafogo, foi o terceiro, com três. Em quarto, ficou o Fluminense, com quatro.

    No próximo texto: O Campeonato Brasileiro de 79. Até breve!


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros No campo e na moralFlamengo campeão brasileiro de 1987, Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte? e 150 Curiosidades das Copas do Mundo. Conhecido como um dos maiores colecionadores de gravações de jogos de futebol, publica toda quinta-feira, aqui no Mundo Bola, a série “Biografia Rubro Negra 1978-1992”, onde conta a saga do período mais vitorioso da história do clube mais querido do mundo.


     

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  • Atuações: César fecha o gol, e Jorge marca seu 1° gol pelo profissional; notas de Náutico 0 x 2 Flamengo

    Crias da base, César e Jorge se destacam em vitória rubro-negra. Enquanto um fechou o gol, o outro apareceu bem dentro da área pra marcar seu 1° gol no time profissional.


    Por: Hesley Menezes (twitter: @_hesleymenezes)


    César: 9 – Fechou o gol. Se estamos classificados pras oitavas de final da Copa do Brasil, pode colocar uma fatia dessa conquista na conta do César. Ele vinha falhando bastante, e não passava segurança pra torcida. Mas depois da atuação de hoje, talvez não só a torcida, como ele mesmo, tenham mais confiança pra próxima partida.

    Pará: 7 – Voltou ao time titular depois de um bom tempo na reserva. E voltou fazendo o feijão com arroz de sempre. Consistente na defesa, pouco apoio no ataque. Quando apoiou, cruzou na medida pra Guerrero tirar o placar do zero mas o peruano perdeu. É melhor que Ayrton, contudo perseguido pela torcida. Que no sábado, contra o Grêmio, não o vaiem se entrar em campo.

    Wallace: 4 – Mais uma partida horrorosa do zagueiro rubro-negro. Dá espaços, sai pra dar bote no meio campo abrindo sempre um buraco na defesa, não tem bom passe na saída de bola e, pra piorar, tem passado insegurança à defesa do Flamengo. E é o capitão do time.

    Marcelo: 5 – Junto com seu parceiro de zaga, fez uma péssima partida também. É preocupante a situação da defesa do Flamengo hoje.

    Jorge se emocionou ao marcar | Foto Gilvan de Souza/Flamengo

    Jorge: 9 – Salve, Jorge! Que moleque atrevido, hein? Vestiu a camisa, assumiu a lateral-esquerda e colocou um jogador de seleção no banco. E no seu 5° jogo em sequência pelo Flamengo, conseguiu marcar o 1° gol de sua carreira profissional. O futuro desse menino é brilhante. Salve, Jorge!

    Jonas: 7 – Vinha bem até o momento da sua lesão. Não brinca em campo e estava seguro na partida, tirando bolas importantes da área do Flamengo. Saiu com uma luxação no braço direito, que se recupere rápido.

    Cáceres: 6,5 – Dormiu com a bola pelo menos umas 3 vezes e forneceu o contra ataque ao Náutico. Mas também foi importante na contenção da defesa. No segundo tempo, pediu pra sair. E não demorou muito pra que a saída do paraguaio tivesse resultado ruim dentro de campo: o meio ficou exposto e o Timbu veio pra cima. Passamos um sufoco desnecessário.

    Canteros: 5 – Desligado em campo, errou muitos passes e pouco ajudou na marcação no 1° tempo. Na volta do intervalo, jogou como 2° volante, posição onde rende mais, e melhorou seu desempenho ajudando bastante na saída de bola.

    Everton: 6 – Se movimentou bem pelo campo todo e correu bastante no jogo de hoje. Tanto que pediu pra sair no 2° tempo. Foi dele a assistência pro primeiro gol do Flamengo.

    Sheik: 8 – Que saúde, meus amigos! Quem vê o Emerson em campo, correndo pra lá e pra cá, do primeiro ao último minuto, até acha que é um jovem de 25 anos. Mas daqui a 2 meses, ele já completa 37 anos. Disposição e entrega em campo que todo flamenguista gosta de ver.

    Guerrero: 8,5 – Segundo jogo com a camisa do Flamengo. Segundo gol com a camisa do Flamengo. Ainda perdeu 2 gols na partida, mas na chance mais clara que teve de marcar, colocou a bola pra dentro.

    Cirino: 8 – Clareou o lance do primeiro gol com um belíssimo passe de calcanhar, e deu assistência perfeita pra Guerrero matar o jogo. Participou ativamente dos dois gols da partida.

    Márcio Araújo: 5 – Entrou em campo e já no primeiro toque, perdeu a bola. Deu pouco auxílio à defesa como 1° volante.

    Artur Maia: 6 – Entrou bem, se movimentando e tentando criar jogadas. Sem Jonas pra partida de sábado, pode ser uma boa opção pra começar jogando.

    Cristóvão Borges: 5,5 – Continua escalando mal. Jonas teve que sair lesionado de campo, pro esquema com 3 volantes acabar. Pelo menos dessa vez utilizou todas as substituições que tem por direito. Ponto pela volta de Pará.

    César fecha o gol para evitar o gol do Náutico. Com defesas importantes, foi eleito o melhor do jogo pelo Mundo Bola.

     

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