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  • Ingressos caros e violência: o perrengue (ou drama) do rubro-negro fora do Rio

     

    Thauan Rocha | Twitter @Thauan_R e @flaimparcial Facebook: Flamenguista Imparcial

    Sempre que tem jogo do Flamengo fora do RJ, vejo alguns reclamarem do péssimo tratamento dado aos rubro-negros visitantes. Pensando nisso, resolvi convidar Julio Hofacker James (@JulioJamesJJ), que mora em SP e já frequentou jogos do Flamengo em diversos Estados, para relatar suas experiências. Então, confiram a baixo o texto desse RN.

     

    Caros Thauan, do Blog Fla Imparcial, e amigos do Mundo Bola,

    Agradeço ao convite para falar a respeito da questão do tratamento da torcida do Flamengo na condição de visitante.

    Frequento jogos do Flamengo como visitante desde 1995, quando eu e meu pai saímos de carro do Rio para acompanharmos Flamengo x Cruzeiro pela semifinal da Supercopa. O jogo foi no dia do centenário do Flamengo. Ganhamos de 1 x 0 e fomos muito bem recebidos pela torcida do Cruzeiro que chegou a abrir uma Bandeira do Flamengo na Arquibancada e ainda cantou ‘Parabéns pra Você’.

    Desde então, já frequentei Morumbi, Pacaembu, Parque Antártica, Vila Belmiro, Moisés Lucarelli, Barueri, Canindé, etc. Em 2007, quando passei a morar em São Paulo a realidade de torcedor visitante ficou mais frequente e pude notar uma outra questão: Se o tratamento é ruim pro torcedor do Flamengo que viaja pra ver o time jogando fora de casa, tenha certeza de que é ainda pior para o torcedor rubro-negro que mora na cidade onde o jogo será realizado.

    O Rubro Negro que mora na cidade ou que não vai em ônibus de Torcida Organizada ou excursão do Clube não conta com escolta da polícia para jogos e tempos atrás tinha muitas dificuldades pra conseguir ingressos.

    Não foram poucas as vezes em que tive de comprar ingressos com cambistas para assistir ao jogo do Flamengo em São Paulo.

    • Em 2010, pelas Oitavas de Final da Libertadores, os ingressos foram vendidos somente no Rio e os torcedores de São Paulo tiveram de comprar ingressos fora dos pontos oficiais de venda;
    • Até 2012, nos jogos no Pacaembu, boa parte dos ingressos em bilheteria eram adquiridos antecipadamente por cambistas e outra parte destinadas às Torcidas Organizada do clube. Em várias oportunidades comprei ingressos com cambista que era de titularidade de uma determinada torcida organizada do Flamengo.

    Os problemas não param por aí. A localização da torcida também é ruim. No antigo Parque Antártica a torcida ficava na arquibancada já depois do campo, com vista para as piscinas e assistia ao jogo praticamente de lado. O efeito no Pacaembu é o mesmo, mas com menos intensidade. No Morumbi, atualmente, ficamos na arquibancada vermelha superior, muito longe do campo. Na Vila Belmiro um espaço mínimo atrás do gol para menos de 500 torcedores.

    Há ainda a questão da violência de algumas torcidas. Flamengo x Palmeiras é quase um guerra! Já tive que fugir de garrafadas por parte da torcida alviverde. Ir com a camisa do Flamengo nesses jogos é quase impossível.

    Em 2007,  em um Flamengo x Corinthians, no Morumbi, aconteceu algo surreal e inaceitável: as Torcidas Organizadas do Flamengo brigaram entre si e se uniram às dos adversários. A Raça com a Camisa 12 (Corinthians) e a Torcida Jovem com a Independente (São Paulo) – que foi ao estádio só pra arrumar confusão…

    Tirando os jogos contra a Portuguesa, Barueri e São Paulo, os jogos fora de casa são caros para o torcedor rubro-negro. Em geral se aproveitam da assiduidade da torcida flamenguista para cobrarem preços mais altos nos ingressos. Recentemente contra a Ponte Preta, o ingresso para o torcedor do Flamengo foi de R$ 80,00. Contra o Palmeiras, jogo em que não pude ir por conta da mudança de horário, foi R$ 140,00.

    Expostas estas exemplificações, entendo que, fundamentalmente, temos algumas questões a serem resolvidas nos jogos fora-de-casa. E até aponto algumas soluções:

    • Venda de Ingressos – Possibilitar a venda pela internet para os Sócios-Torcedores e em pontos físicos no Rio e na cidade do jogo para quem não for Sócio-Torcedor;
    • Carga de Ingressos – Exigir o cumprimento mínimo do Regulamento do Campeonato, 10% da carga. Caso não seja possível, atuar com reciprocidade e no jogo em casa disponibilizar a mesma carga de ingressos;
    • Localização da Torcida – Exigir um setor aceitável para a alocação dos rubro-negros. Havendo impossibilidade, alocar a torcida visitante na parte mais superior do Setor Sul do Maraca, de forma a ficar mais distante do campo;
    • Preço dos Ingressos – Constantemente o torcedor do Flamengo paga mais caro pelo ingresso do que o torcedor local. A reciprocidade deve ser adotada. Há uma desculpa de que o ingresso é precificado por setor e no caso seria todo o setor sul. Eu sugiro uma simples mudança de nome e criação de um setor “Sudoeste” de forma a permitir a precificação diferente. Além disso, podem ser testadas promoções que já funcionam no basquete como preço diferenciado pra quem for com a camisa do Flamengo, por exemplo;
    • Setor Misto – Infelizmente, em nenhum outro estádio do Brasil existe o setor Misto. O que é uma pena. Entendo que no Maracanã, exceto nos jogos contra equipes do Rio de Janeiro, o setor misto deve ser abolido. A justificativa é simples, com o setor misto não há como limitar a venda de ingressos para o torcedor visitante. Lógico que existem exceções e entendo que o Setor Misto deve ser respeitado nos jogos com adversários que ajam da mesma forma conosco. Mais uma vez entra a questão da reciprocidade.

    Espero não ter me estendido muito. Saudações Rubro-Negras!

     

    Também quero destacar o relato da Thais Basseti (@thaisbapm) numa conversa no Twitter sobre o último jogo contra o Palmeiras:

    Por ordem da polícia paulista, os ingressos para visitantes são vendidos apenas no dia do jogo. No último jogo contra o Palmeiras, eles só começaram a ser vendidos pouco tempo antes do jogo começar, sendo que 1h antes do início os PMs já queriam que os rubro-negros estivessem dentro do estádio, mesmo com filas enormes nas bilheterias.  Ao fim do jogo, a torcida flamenguista teve que esperar 40 minutos para ser escoltada por apenas um quarteirão e depois… dar de cara com a Mancha Verde logo em seguida!!! As escoltas das TOs são feitas bem próximo dos estádios, mas no RJ ela começa a ser realizada na Dutra.

     

    Opinião do Blog:

    Claro que os times não podem ser responsáveis pela segurança fora do estádio, mas é dever do clube e torcida exigir proteção policial em locais públicos que concentrem grande quantidade de pessoas, principalmente quando esses encontros tem potencial para gerar violência.

    Já na parte de responsabilidade dos clubes, independente de quem é o adversário, o cliente deve ser bem tratado. Porém, esse é um mercado um pouco diferente. O cliente do meu concorrente também é meu cliente em algumas oportunidades, e vice-versa. Sendo assim, devemos tratá-los bem e exigir tratamento igual. Se não o fazem, primeiro deve ser usada a diplomacia. Caso não tenha solução, é preciso dar o mesmo tratamento a eles (ou até pior) até que uma medida seja tomada. Olho por olho, dente por dente.

     

    SRN!

    Veja também:

    Wesley Kovic: As aventuras (e desventuras) de um rubro-negro paulista

    Respeito é bom e o torcedor gosta, Flamengo!

     

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  • BIOGRAFIA RUBRO-NEGRA – Capítulo 12: As férias e pré-temporada de 1980


    Gustavo Roman | Twitter @guroman

    Depois da eliminação para o Palmeiras, a diretoria resolveu cancelar os amistosos que ainda estavam marcados e deu férias antecipadas ao grupo. Coutinho iria se reunir durante o descanso para discutir as dispensas. A lista de reforços ficaria para o início de 80.

    A primeira contratação para a nova temporada foi o lateral direito Carlos Alberto, do Joinville. A contratação dele aconteceu por empréstimo até o fim do ano, com o Mengo pagando 1 milhão de cruzeiros. Essa posição era uma prioridade para o clube, já que Toninho era o titular da Seleção Brasileira e Leandro, seu reserva, passava muito tempo lesionado. Outro que interessava era o zagueiro Marinho, do Londrina.

    A Diretoria Rubro-negra queria que Coutinho deixasse a Seleção e se dedicasse exclusivamente ao clube. Ele disse que dependia da decisão da CBD em mantê-lo ou não como treinador da equipe nacional.

    Enquanto isso, a equipe ia se reforçando. Anderson, volante do Remo chegou de graça. Marinho, finalmente acertou por cinco milhões. Júnior e Júlio César iniciaram a discussão para renovação dos contratos. Zico, mesmo com as lesões, foi o artilheiro do país em 79, marcando 89 gols. Apesar disso, o treinador queria ainda um atacante.

    Na parte das dispensas, André foi cedido ao Londrina. Beijoca voltou para o Bahia, por 4,25 milhões. Esse foi um mau negócio para o Fla. O prejuízo foi de 1,25 milhões.

    Como a base da equipe permanecia a mesma, os jogadores tomaram uma decisão. Era hora de ganhar um título nacional. E a oportunidade não tardaria a aparecer. O Campeonato Brasileiro de 80 seria disputado no primeiro semestre.

    Pré Temporada 80
    Na reapresentação, Toninho, Cláudio Adão e Carpegianni não aparecem e irritam Coutinho. Logo no primeiro dia, chega mais um reforço. Gérson Lopes, atacante do Operário de Várzea Grande.

    No primeiro coletivo do ano, visando o amistoso diante do São Paulo, vitória dos titulares, por dois a zero. Zico e Adílio marcaram.

    A partida contra o Tricolor paulista comemorou o aniversário da cidade e marcou a despedida de Bezerra. O empate, sem abertura de contagem não disse o que foi o jogo. Raul operou verdadeiros milagres e salvou o Fla de uma derrota.

    A má atuação do time não era o único problema de Coutinho. A Diretoria acertou uma excursão ao norte do país que iria render mais de cinco milhões de reais aos cofres do clube. Só que Tita, com uma fisgada na coxa, Cantarelli, com estiramento muscular e Toninho, a espera de uma proposta do Inter, não viajaram.

    No último coletivo antes da viagem, goleada dos titulares, por sete a dois. Zico (3), Cláudio Adão (2), Adílio e Carlos Henrique marcaram. Gérson Lopes e Nelson descontaram.

    Enquanto o Flamengo ia ganhar seu dinheiro, a CBD divulgava os grupos da primeira fase do Campeonato Nacional. O Mengo estava no Grupo C, junto com Inter, Santos, Ponte Preta, Náutico, Mixto, Itabaiana, Botafogo-PB, Ferroviário e São Paulo-RS. Dos 10 integrantes, sete avançavam a próxima fase.

    Voltando a excursão, o time deu uma goleada de seis a zero em cima do Ferroviário, de Porto Velho. Zico (2), Cláudio Adão, Reinaldo, Júnior e Gérson Lopes anotaram os tentos.

    Depois, a equipe foi para Manaus, onde enfrentou e foi derrotado pelo Vasco, por um a zero. Contra o Nacional, triunfo de dois a zero (Andrade e Adílio).

    Na sequência, o time foi para Mato Grosso, onde goleou o Mixto, por sete a um. Zico marcou quatro vezes. Os outros três foram marcados por Gérson Lopes, a grande surpresa do amistoso. Coutinho já cogita o escalar de início no certame nacional.

    Nos bastidores, Raul recebe uma proposta do Grêmio. O valor é de 2,5 milhões. O Flamengo aceita a proposta e deixa seu goleiro discutir as bases salariais com o tricolor gaúcho.

    No último amistoso antes da estreia no Campeonato Brasileiro, o Flamengo vai até o Mineirão e é derrotado por dois a um pelo Atlético-MG. Adílio foi o autor do gol de honra.

    De volta ao Rio, Júnior renova o seu contrato por mais um ano. O Inter vem buscar Toninho, mas o acerto salarial não acontece e o colorado acaba desistindo da negociação. Agora, o tricampeão nacional quer Leandro para a lateral. Raul também não chega a um acordo com o Grêmio e continua no clube.

    Na sexta-feira, Coutinho comanda o coletivo apronto antes da viagem para São Paulo, onde a equipe estrearia diante do Santos. Os titulares voltaram a jogar bem e venceram os reservas por cinco a dois. Zico (2), Reinaldo, Adílio e Tita (recuperado da contusão) marcaram para o onze inicial. Gérson Lopes (2) anotou os gols da equipe reserva.

    No próximo texto: O Brasileiro de 80 e a primeira conquista nacional do clube. Até breve!

     

    Leia a Saga do Penta – BIOGRAFIA RUBRO-NEGRA

    Biografia Rubro Negra: Capítulo 13 – O Campeonato Brasileiro de 1980 Parte 1

     

     


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros No campo e na moralFlamengo campeão brasileiro de 1987, Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte? e 150 Curiosidades das Copas do Mundo. Conhecido como um dos maiores colecionadores de gravações de jogos de futebol, publica toda quinta-feira, aqui no Mundo Bola, a série “Biografia Rubro Negra 1978-1992”, onde conta a saga do período mais vitorioso da história do clube mais querido do mundo.


     

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  • A recorrente falta de planejamento do Departamento de Futebol do Flamengo


    Fabiano de Morais | Twitter @BobdeMorais

    Flamengo está novamente diante de mais uma troca de técnico, desta vez o escolhido é Oswaldo de Oliveira. Não quero entrar no mérito se foi boa ou ruim a escolha, só o tempo dirá se houve acerto ou não.

    O que fica claro com tantas trocas de comando no futebol, seja por técnicos ou dirigentes é que o planejamento não vem sendo bem feito. Depois de um 2014 em que o clube mais uma vez teve como objetivo principal se manter na séria A (já tinha sido assim em 2013) o que se imaginava era um ano de 2015 mais tranquilo, principalmente com aumento significativo de investimento na montagem do elenco.

    Infelizmente, mais uma vez houve erros graves no planejamento. Enquanto a maioria dos clubes montavam seus elencos em dezembro/janeiro, Flamengo seguia pouco ativo no mercado, contratando jogadores de pouca expressão, e renovando de forma pouco criteriosa alguns contratos como do zagueiro Wallace – que tinha feito uma péssima temporada em 2014 -, assim como de Anderson Pico, por incríveis 2 anos, não levando em conta o histórico desse jogador. Sem contar alguns atletas oriundos da base que pouco jogaram no profissional e que jamais tiveram grande destaque.

    O resultado disso parece meio que óbvio, enquanto grande parte das equipes chegam para disputa do Brasileiro com 4 meses de preparação, realizando pequenos ajustes antes de iniciar o campeonato, Flamengo sofre tendo que montar mais uma vez o time dentro da competição.

    Sinceramente, gostaria de entender o que faz o clube por 3 anos seguidos utilizar a mesma fórmula de planejamento. Os resultados são sempre os piores possíveis e a culpa recai sempre sobre o treinador. Se for para ter o mesmo desempenho, não vejo razão para onerar ainda mais o clube com um executivo de futebol, cujos resultados até agora não foram vistos. É preciso analisar de forma objetiva o custo benefício de um executivo no futebol com a atual modelo gestão, em que as decisões são tomadas por um colegiado.

    Presidente EBM tem feito um trabalho notável na recuperação financeira e de credibilidade do clube, mas é preciso mudar os rumos do futebol. Torcedor abraçou a causa, mas até quando?

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  • Seleção da CBF ficou irrelevante!


    Gerrinson. R. de Andrade | Twitter: @GerriRodrian

    Quem se importa com a CBF?

    Seleção Brasileira é atualmente irrelevante.
    Já é há algum tempo.
    Joga apenas no Hemisfério Norte,
    com jogadores que não acompanhamos.
    Só tem amarelo na camisa por dados de certidão de nascimento,
    não é nem unidade nem representação.
    Ou a Seleção volta a jogar aqui, com os jogadores que jogarem por aqui,
    ou acabará no esquecimento.

    O flamenguista quer ver o Jorge na lateral, o corintiano quer Renato Augusto com a 8,
    o atleticano quer torcer por Guilherme. O santista quer a 10 com Lucas Lima.
    Jogador convocado lá de campeonato do outro-lado-do-mundo é um escalabro.
    Do campeonato francês, do Sri-Lanka ou do Azerbaidjão.

    Técnico convoca, mas a opinião pública deve ter o direito de discutir merecimentos.
    Dois “estrangeiros”, no máximo. Como era mesmo antes dos anos 90.
    A discussão em-tempo-real de quem formará a Seleção é um patrimônio cultural,
    uma responsabilidade/divertimento que não temos mais. Tudo é “nos mistérios”.
    Ninguém é contra o rapaz que joga longe, tem seus motivos.
    Mas a Seleção deveria ser o prêmio por se manter e contribuir aqui, um direito patriótico.

    E se não estiverem aqui no Brasil os melhores e mais caros, ainda desta forma a Seleção Brasileira será nossa preocupação e por ela faríamos torcida.
    Time seria forte da mesma forma, sem 7 a 1. E seria bom pra mídia, pra torcida e para os clubes.

    Hoje a equipe da CBF tem lá uma rapaziada azeda.
    Tem um técnico anedótico.
    Chegarão as eliminatórias em outubro. Quem estará em campo?
    Fulano lá da Alemanha, outro lá da Rússia, outro dos USA.
    Sem chance. A gente se dá conta que nem se importa mais, nem torce.

    Essa tal seleção canarinho mudou de finalidade, não passa de um interesse comercial.
    Serve para enriquecer meia-dúzia e se mostra inútil para o futebol brasileiro.

    Orra, é Mengo!

     

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  • RAIO X – Oswaldo de Oliveira


    Felipe Henriques | Twitter @Lipe_Henry

     

    Oswaldo de Oliveira é o novo técnico do Flamengo. O treinador de 64 anos que há dois meses deixou o Palmeiras, seu último clube, foi anunciado na tarde dessa quinta-feira pelo rubro-negro através do Twitter, poucas horas após a saída de Cristóvão Borges do comando técnico do Flamengo.

    Mas quem é o irmão de Waldemar? O que podemos esperar do favorito da cúpula rubro-negra a partir de agora, 12 anos depois de sua primeira passagem pela Gávea? E o atual retrospecto?

    Em 2013, Oswaldo levou o Botafogo de volta à uma Libertadores após 18 anos sem que o alvinegro disputasse a principal competição interclubes da América do Sul. Ao todo, foram 133 jogos, 64 vitórias, 38 empates e 31 derrotas.

    Aproveitamento de 57,6% entre DEZ/11 e DEZ/13, claro que aquele time tinha o craque holandês Clareence Seedorf, mas sofreu um desmanche de jogadores importantes enquanto liderava o Campeonato Brasileiro e mesmo assim conseguiu terminar em 4º.

    Poderia ter feito uma frente maior ao Cruzeiro, sem contar o título carioca conquistado de forma incontestável no primeiro semestre. Porém não nos esqueçamos que esse mesmo Botafogo (O melhor dos últimos 10 anos, sem dúvida), foi eliminado pelo próprio Flamengo, até então treinado de forma interina por Jayme de Almeida, nas quartas de final da Copa do Brasil: 4-0, com direito a hat-trick do Brocador.

    Em 2014, Oswaldo assumiu o Santos sendo contratado para ir até o final da temporada. Chegou a final do estadual, mas perdeu a decisão para o Ituano. O resultado pareceu abalar o time que não começou tão bem o Brasileirão, gerando a demissão em Setembro por motivos desconhecidos até aqui, mistérios que somente o próprio Oswaldo deve saber.

    O mais curioso é que o aproveitamento dele durante os menos de 10 meses de Santos foi parecido com o aproveitamento final no também alvinegro carioca: 56,8%, com 25 vitórias, nove empates e 10 derrotas num total de 44 partidas.

    Oswaldo de Oliveira retorna ao Flamengo | Foto Divulgação

    No começo dessa temporada, Oswaldo foi uma das inúmeras contratações do Palmeiras para esse ano. A expectativa era montar um time forte com as peças adquiridas e levar o alviverde à conquista de um título, já que o centenário não deixaria nenhuma saudade com o quase retorno à recém deixada segundona.

    Muitos jogadores contratados, fora os que já haviam. E mesmo com alguns bons resultados contra São Paulo e Corinthians, a perda do título na decisão contra o Santos pareceu pesar – e muito! – na demissão que viria em junho, ainda mais com o fraco início de Brasileirão: 6 pontos em 18 disputados e 15º lugar na tabela.

    Foram 31 jogos comandando o Palmeiras, 17 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, com aproveitamento de 62,4%.

    Ao todo na carreira iniciada em 1999 no Corinthians, foram 13 títulos:

    Paulistão e Brasileirão (1999) e Mundial de Clubes (2000) – Corinthians

    Supercampeonato Paulista (2002) – São Paulo

    J LEAGUE (2007, 2008 e 2009)
    Copa do Imperador (2007 e 2010)
    Supercopa Japonesa (2009 e 2010)
    Copa da Liga Japonesa (2011) – Kashima Antlers

    Campeonato Carioca (2013) – Botafogo

    Curiosidade: Oswaldo de Oliveira foi o primeiro e, até aqui único técnico a treinar os quatro grandes do RJ e de SP.

    Estilo de jogo: Baseia-se no 4-2-3-1, com subida constante dos laterais e é adepto da posse de bola, diferente do que vem sendo o estilo de jogo desde a chegada de Luxa, onde o contra-ataque era o ponto forte, explorando a velocidade de Everton e, eventualmente Gabriel pelos flancos.
    Gosta de trabalhar com a garotada e mesclar com os experientes, um ponto positivo para quem tem César, Samir, Jorge, Jajá e Douglas Baggio. Inovador, corajoso e disposto a voltar aos títulos, com o desafio de já estrear bem contra São Paulo, domingo no Maracanã e eliminar o Vasco nas oitavas da Copa do Brasil, após o revés de 0-1 na noite de ontem.

    Boa sorte, Oswaldo!

     

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  • Venda de Cáceres ajuda a pagar dívidas do Flamengo com o atleta


    Diogo Almeida | @DidaZico

     

    Após semanas de negociações, Cáceres não é mais jogador do Flamengo. A demora para a confirmação da ida do jogador para o Al-Rayyan se deu por conta de vários fatores. O principal deles, a exigência do Flamengo em receber adiantado – nada mais lógico e natural, visto que outro clube do oriente médio, o Al Nasr, foi acionado pelo próprio Fla na FIFA pelo não pagamento da transferência de Hernane Brocador.

    A confirmação do depósito na conta veio nesta quinta-feira e as partes oficializaram o negócio. Com o valor recebido o clube pôde finalmente quitar dívidas de luvas e salários atrasados que perduravam desde a Gestão Patrícia Amorim. Além da economia com salários futuros do atleta – que tinha contrato até julho de 2016 -, o clube lucrou cerca de R$ 1 Mi na transação.

    O volante atuava desde 2012 pelo clube e viu uma oportunidade financeira interessante. Víctor Cáceres completa 31 anos em março de 2016 e viu uma boa oportunidade financeira pra sua carreira. Após uma boa Copa América este ano, o volante não teme ser preterido por Ramón Díaz nas próximas convocações para a seleção paraguaia nas Eliminatórias. O jogador não era titular no time do Flamengo, mesmo assim a saída de um bom marcador é vista com muitas críticas.

    O fato é que a vontade do jogador e o senso de oportunidade dos dirigentes pesaram para a saída. Pelo Mais Querido, Cáceres conquistou a Copa do Brasil de 2013 e o Estadual de 2014, marcou 3 gols e deu 7 assistências nos 90 jogos que participou pelo Mais Querido. Ele fica no Al-Rayyan por três temporadas.

    Indagado sobre a vinda de um novo jogador para a vaga aberta no elenco, Rodrigo Caetano foi categórico em afirma que não vem mais ninguém.

     

    Cáceres assina com o Al-Rayyan | Foto Divulgação

     

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  • Meu dia inesquecível


    Danillo Rafael Melo | Twitter @DanilloRafa

    No último sábado acordei muito mais cedo que de costume. Na verdade, nem consegui dormir direito. Afinal iria ver de perto meus ídolos Mengão. Embora não seja mais um menino, meu pai me levaria ao Albertão para assistir ao jogo do Flamengo. FlaMaster x Flamengo do Piauí.

    Seria questão de tempo para ver meus ídolos. Lendas como Adílio, Rondinelli, Cláudio Adão, Ronaldo Angelim… todos que fizeram história no Mengão.

    Ensaiei umas frases, pensei sobre o que dizer, mas quando cheguei lá, deu um branco em minha mente, abracei eles, então meu coração Rubro Negro falou que aquele era o melhor dia da minha vida e que eu nunca iria esquecer o que eles fizeram por mim e por toda a torcida do Flamengo.

    Dos que eu mais me emocionei foi com o Adílio, agradeci por tudo que ele fez pelo Flamengo, mesmo não tendo assistido seus jogos na época de profissional, não tendo a emoção de acompanhar ao vivo, ainda sim me emociono vendo os vídeos e as histórias, vendo o legado que ele construiu no Flamengo.

    Angelim autografando meu manto. Que emoção!

    O nervosismo me dominou quando vi o Angelim, encontrá-lo me deixou também muito emocionado. Tremi tanto na frente dele que deixei minha camisa cair, nesse momento, enxerguei de perto que todos falam sobre ele. O próprio se inclinou, pegou ela e disse: “Você deixou cair seu manto sagrado!” Chorei nessa hora, o Magro de Aço é muito ídolo. Demonstrou que realmente é o cara humilde que sempre imaginei.

    Chegando em casa, ainda sem acreditar que aquele dia tinha acontecido, olhei as fotos pra ter certeza que aquilo tudo era verdade. Tudo tão inesquecível e emocionante que passou rápido e embora eu esteja aqui tentando descrever esse momento, sei que nenhuma palavra vai ser suficiente pra narrar esse dia. Não conheço formas de mostrar o meu sentimento ao ver grandes Ídolos do passado e presente do Flamengo.

     

    SAUDAÇÕES RUBRO NEGRAS
    @DanilloRafa

    Agradecimentos especiais para a colaboração de Raony Furtado (@UrubuMatuto)

     

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  • ATUAÇÕES: Jogadores abaixo da crítica, técnico apático; NOTAS de Flamengo 0 x 1 Vasco


    Hesley Menezes | @_hesleymenezes

    César: Melhorou sua atuação em relação ao último jogo. Chute indefensável do Jorge Henrique. NOTA 6,5.

    Pará: Ficou limitado ofensivamente e sofreu com as subidas do Vasco ao ataque. Não deu bote no lance do gol vascaíno. Não acerta os cruzamentos. NOTA 4.

    Marcelo: Vinha bem até o Flamengo tomar o gol. Por uma indecisão sua, deu a chance do Jorge Henrique finalizar e marcar o gol. NOTA 4.

    Wallace: Já vinha muito inseguro e falhou em diversos lances. Árbitro aliviou ao não dar o vermelho direto. Uma de suas piores atuações pelo Flamengo em muito tempo. Ao ser expulso, deu chilique e jogou a faixa de capitão no chão. Merecia até um negativo. NOTA ZERO.

    Jorge: Assim como nosso lateral-direito, sofreu bastante com as subidas do adversário e, por ali, saiu o lance do gol adversário. Atuação bem limitada da revelação, mas ainda com uma ou outra chegada no ataque. NOTA 5,5.

    Márcio Araújo: Quando ele não toca pra trás, a chance de ele errar o passe é de 99%. Incapacidade total de fazer o meio-campo do Flamengo jogar bola. NOTA 3.

    Canteros: Péssimo no jogo. Mas a história podia ser diferente se Guerrero tivesse feito o gol em que o argentino deixou o atacante na cara do goleiro. Depois de o time estar perdendo, errou muitos passes, fez muitas faltas e mereceu até ser expulso. O juiz aliviou. NOTA 3.

    Ederson: Não apareceu muito pro jogo. Jogou sozinho no meio campo. Seus parceiros de ataque pouco se movimentaram, e o jogo ficou truncado. Cansado, pediu pra sair. NOTA 4,5.

    Everton: Inutilidade do começo ao fim do jogo. NOTA 2.

    Sheik: Bom primeiro tempo. Foi caçado em campo. No segundo, um desastre. Além de errar tudo com o time perdendo, ainda quis fazer lances de efeito no meio campo. Individualizou muito. NOTA 3.

    Guerrero: Totalmente anulado pelos zagueiros do Vasco. Na chance que teve cara a cara com Martín Silva, errou gol FÁCIL. Comprometeu totalmente o resultado da partida. NOTA 1.

    Samir: Entrou após Wallace ser expulso e, com o time jogando com um a menos, o Samir ainda se arriscava em ir ao ataque. Defesa de time de várzea é mais organizada que a do Flamengo. NOTA 4.

    Jajá: Não era jogo pro moleque entrar. Errou o passe que resultou na expulsão do Wallace. Mas pode e deve ser totalmente isento desse jogo. NOTA 2.

    Cristóvão*: O time que o técnico Cristóvão Borges treina toda semana simplesmente não conseguiu fazer gol na pior defesa do Brasil. A defesa que o técnico Cristóvão Borges treina também conseguiu levar gol do pior ataque da Série A. O técnico Cristóvão Borges coloca o meia-atacante Gabriel quase todo jogo e dessa vez resolveu “inventar” a entrada do Jajá em um jogo completamente pegado e truncado! Um mata-mata de Copa do Brasil, com o time completamente perdido em campo, é o cenário ideal pra colocar um menino de 19 anos em campo? NOTA ZERO.

    Vasco conseguiu anular todos os jogadores ofensivos do Flamengo com facilidade | Foto Gilvan de Souza/Flamengo

     


    *As notas das atuações dos jogadores são computadas sempre ao final do jogo. Só tivemos tempo hábil de postar nesta tarde (já com Borges fora do clube), por problemas técnicos.

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  • Flamengo faz jogo ruim e perde vaga para a final do Brasileiro Sub20


    Diogo Almeida | Twitter @DidaZico
    Com a colaboração de Leandro Fernandes | Twitter @angelufernandes

     

    Os nossos juniores não conseguiram imprimir um ritmo de jogo necessário para quem precisava da vitória e não estarão presentes na final do Brasileiro 2015 da categoria. O Fluminense, apontado como favorito e jogando pelo empate foi melhor durante boa parte do jogo e não sofreu para vencer a partida por 2 x 0, mesmo jogando nas dependências rubro-negras.

    O jogo até começou bom para o Flamengo, Cafu e Felipe Vizeu tiveram boas chances, porém um pênalti bobo cometido pelo volante Ronaldo em Matheus Pato e convertido por Douglas que abriu o marcador a favor da equipe tricolor. A força da equipe do armador Matheus Sávio, necessária para virar a partida, não foi suficiente contra a tranquilidade do adversário.

    Com apenas poucas chance de gol – as melhores em bolas paradas – o primeiro tempo acabou e a esperança de chegarmos ao título brasileiro estava bastante comprometida. Para o segundo tempo, Zé Roberto trocou o volante Trindade pelo atacante Paquetá. Logo aos 5 minutos um susto: Daniel, recebe livre, bate colocado mas a bola foi na trave, quase o segundo do Fluminense no começo do segundo tempo.

    A partir dai o Flamengo não conseguiu criar muitas chances. Thiago Ennes deu belo chute mas a bola voou por cima do travessão. Aos 20 Alan, meia, entrou no lugar do amarelado Ronaldo. O Fluminense colecionava gols perdidos e o Fla não se encontrava. A torcida no Estádio da Gávea tentava ajudar através de cantos e gritos de coragem, mas os jogadores pareciam cansados. O treinador do Flamengo resolveu fazer sua última substituição assim que viu seu lateral-esquerdo Marquinhos ser expulso depois de entrada dura no ataque: entrou Rafael Santos no lugar de Matheus Sávio, que não conseguiu, assim como contra o Palmeira, ir bem.

    Aos 48′ Matheus Pato faz o segundo. João Lopes, que colecionou boas intervenções ao longo da peleja, falhou. Foi o fim do sonho de chegar à final do Brasileiro 2015.

    O time sub20 acaba a competição entre os 4 melhores. 20 equipes começaram a competição. Os garotos merecem os parabéns pela excelente jornada, assim como toda Comissão Técnica comandada pelo técnico Zé Ricardo!

     

    Fluminense confirmou o favoritismo venceu o Flamengo na Gávea | Foto Leandro Fernandes @@angelufernandes

     

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  • Fla x Flu decisivo para o primeiro título brasileiro do Flamengo no Sub20

     

    A garotada do nosso Sub20 tem mais um novo desafio nesta quarta (19), à 15h, na Gávea. O time que sagrou-se campeão estadual no último domingo vai medir forças com o Fluminense, no estádio José Bastos Padilha, na sede social.

    O Flamengo precisa da vitória para garantir a vaga de finalista pelo Grupo E da segunda fase classificatória, já que tem um ponto a menos  que o rival de Xerem (13 pontos). O jogo é válido pela sexta e última rodada. Na outra chave, pelo Grupo F, Vitória-BA e Cruzeiro ainda brigam pela vaga nas finais. O time baiano, que joga contra a Ponte Preta no Barradão, depende de uma derrota do Cruzeiro perante seu arquirrival Bahia, no Pituaçu, para chegar as finais. O Cruzeiro tem 10 pontos contra 7 do rubro-negro baiano.

    O Flamengo deve ir a campo com o mesmo time que enfrentou o Botafogo, no Nilton Santos.

    A Gávea estará de portões abertos para receber a torcida, mas atenção: a arquibancada comporta menos de 1000 torcedores e o clube dará prioridade de entrada aos Sócios-Torcedores. Ultimamente, os jogos do Sub20 na Gávea não estão recebendo grande público.

    GRUPO E

      Classificação P J V E D GP GC SG VM VV DM DV CA CV %
    Fluminense – RJ 13 5 4 1 0 9 2 7 3 1 0 0 10 1 86
    Flamengo – RJ 12 5 4 0 1 7 2 5 2 2 0 1 7 0 80
    Palmeiras – SP 4 5 1 1 3 4 6 -2 1 0 1 2 8 1 26
    Vasco da Gama – RJ 0 5 0 0 5 2 12 -10 0 0 2 3 16 1 0

    P pontos – J jogos – V vitórias- E empates – D derrotas – GP gols pró – GC gols contra – SG saldo de gols – VM vitória  andante – VV vitória visitante – DM derrota mandante – DV derrota visitante – CA cartões amarelos – CV cartões vermelhos – % aproveitamento

    GRUPO F

      Classificação P J V E D GP GC SG VM VV DM DV CA CV %
    Cruzeiro – MG 10 5 3 1 1 6 2 4 1 2 1 0 8 2 66
    Vitória – BA 7 5 2 1 2 6 6 0 1 1 1 1 13 2 46
    Ponte Preta – SP 6 5 2 0 3 6 8 -2 1 1 2 1 16 1 40
    Bahia – BA 6 5 2 0 3 5 7 -2 2 0 0 3 15 1 40

    P pontos – J jogos – V vitórias – E empates – D derrotas – GP gols pró – GC gols contra – SG saldo de gols – VM vitória  andante – VV vitória visitante – DM derrota mandante – DV derrota visitante – CA cartões amarelos – CV cartões vermelhos
    % aproveitamento