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  • Gastos com futebol não acompanham crescimento da receita

    Entre 2013 e 2016, a receita líquida do Flamengo aumentou 86%, passando de R$ 259 milhões para R$ 483 milhões. Os gastos com o futebol, carro-chefe do clube e responsável por esse aumento de arrecadação (as receitas do futebol subiram 92%) no período, no entanto, não acompanharam esse avanço – aumentaram apenas 12% no período, de R$ 180 milhões para R$ 201 milhões.

    Se atualizarmos os números do balanço de 2013 com a inflação acumulada no período (26,3% no IPCA), então, o quadro é ainda mais surpreendente – em reais de dezembro de 2016, o Flamengo gasta MENOS com o futebol do que gastava em 2013. Enquanto a receita, já ajustada pela inflação, cresceu 48% no período, os gastos totais com futebol tiveram uma redução de 12% – caíram do equivalente a R$ 227 milhões para R$ 201 milhões.

    Após cair, em valores absolutos, entre 2013 e 2015, a folha salarial em 2016 chegou a R$ 97,8 milhões, um valor 27% maior que os R$ 77,8 milhões do primeiro ano da gestão Eduardo Bandeira de Mello. Se aplicada a inflação do período sobre o valor de 2013, porém, a folha salarial atual é menor do que a daquele ano, que chega a R$ 98,2 milhões em valores corrigidos. (Folha salarial, aqui, inclui apenas o declarado no balanço como tal, que não inclui direitos de imagem pagos aos jogadores).

    A redução relativa dos gastos do futebol fica clara quando considerada a porcentagem da receita líquida total aplicada no futebol. Em 2013, foi de 69%, e desde então vem baixando – 51% em 2014, 43% em 2015 e 42% no ano passado. Se considerada apenas a receita gerada pelo futebol, a porcentagem que foi reinvestida na principal atividade do clube foi de 82% em 2013, 60% em 2014 e 48% nos dois últimos anos.

    O Flamengo aproveitou o dinheiro extra arrecadado no período para fazer acordos para a redução de dívidas, como aconteceu em 2016 com o Consórcio Plaza e os ex-jogadores Romário e Ronaldinho – acordos que somados representaram um desembolso de R$ 84 milhões, ou 17% da receita líquida total de 2016. Alguns críticos apontam que a diretoria deveria alongar o pagamento dessas e outras dívidas para poder investir mais no futebol.

    Veja abaixo tabela comparativa da receita do Flamengo e dos gastos com futebol nos quatro anos da gestão Bandeira de Mello, com os valores da época e também com os números corrigidos pela inflação acumulada no período:

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  • Emprestado pelo Fla, Léo é afastado por indisciplina no Atlético-PR

    O Atlético-PR anunciou ontem o afastamento do lateral-direito Léo, emprestado pelo Flamengo. Insatisfeito com a reserva após a contratação de Jonathan, o lateral-direito teria cometido atos de indisciplina.

    “O Clube Atlético Paranaense esclarece à torcida atleticana que o atleta Leonardo Moreira Morais (Léo), ao contrário do seu discurso nas redes sociais, demonstrou má vontade e teve condutas antiprofissionais, que atingiram não só a Instituição, mas o compromisso que todo atleta deve ter como profissional.
    Em decorrência da constante insatisfação demonstrada pelo atleta com a suplência, assim como visando a preservação de um ambiente saudável no grupo atleticano, a Direção e a Comissão Técnica decidiram pela mudança do projeto desportivo do jogador no Clube. A decisão levou em conta também a insatisfação demonstrada pelo grupo de atletas do Rubro-Negro, com a postura de Léo nos treinamentos e jogos”, disse o clube paranaense em nota.

    Em sua conta do Facebook, Léo negou a indisciplina:

    “Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao torcedor do Atlético Paranaense pela força que tem me dado desde a primeira vez que vesti essa camisa. Sou muito grato por tudo que vivi no clube. Infelizmente não faço mais parte do elenco principal. Não por vontade própria e quero deixar claro isso. Fui comunicado que não serei mais utilizado pela comissão técnica. Respeito a decisão, sem concordar, claro, até porque tenho dado minha vida em cada treino para ajudar o grupo, independente de jogar ou não. Tenho mais de cem partidas com essa camisa e sempre procurei honrá-la em busca do melhor para o clube. Me dediquei para fazer o bem ao Atlético. Nunca discuti ou desrespeitei ninguém. Não tenho esse histórico. Agora é seguir minha vida. Fecho um ciclo no Atlético, com muita tristeza, pois queria fazer um grande ano no clube. Fico na torcida por todos e agradeço pela força de sempre!”

    Contratado pelo Flamengo em 2014 por R$ 2 milhões, Léo disputou apenas 11 jogos pelo clube, e foi sucessivamente emprestado ao Internacional, onde não foi bem, e ao Atlético-PR. Em 2016, foi titular no clube curitibano, que quis prorrogar o empréstimo. O Flamengo acabou aceitando reemprestar o jogador, mas para isso estendeu o contrato por mais um ano – ele agora se encerra no fim de 2018. Com o afastamento no Atlético-PR, Léo volta a causar dor de cabeça ao Flamengo.

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  • Fla passa a ter 100% dos direitos de Muralha

    O balanço publicado hoje pelo Flamengo revela que o Flamengo passou a ter 100% dos direitos econômicos do goleiro Alex Muralha. Quando ele foi contratado, no início de 2016, as informações da imprensa eram de que o Flamengo tinha adquirido 50% dos direitos do ex-goleiro do Figueirense. Os balancetes de março, junho e setembro, no entanto, não listaram o jogador entre aqueles sobre os quais o Flamengo detinha porcentagens.

    Já o balanço de hoje mostra que o Flamengo detém 100% dos direitos de Muralha, que em um ano de Flamengo barrou Paulo Victor e chegou à seleção brasileira, além de comandar a defesa mais sólida do time em Campeonatos Brasileiros nos últimos 27 anos.

    O bom desempenho fez o Flamengo estender o vínculo do goleiro no fim do ano passado até dezembro de 2020. Aparentemente, a negociação de extensão também incluiu a compra total dos direitos econômicos do jogador.

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  • Flamengo tem 100% dos direitos de Vinicius Júnior

    Ao contrário de versões divulgadas na imprensa que colocaram o Flamengo como detentor de entre 80% e 90% dos direitos econômicos de Vinicius Júnior, que desponta como maior revelação das categorias de base do clube em muitos anos após ser artilheiro e melhor jogador do último campeonato Sul-Americano sub-17, o balanço oficial de 2016 divulgado hoje revela que o Flamengo detém 100% dos direitos do jogador de 16 anos.

    Vinicius Júnior tem multa contratual estimada em 30 milhões de euros e tem contrato com o Flamengo até julho de 2019 – a Fifa só reconhece contratos de até três anos com menores de idade. O Flamengo estaria negociando um novo contrato com o jogador para se blindar do interesse de clubes europeus.

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  • Fla arrecada R$ 483 mi e tem lucro de R$ 153 mi em 2016

    O Flamengo acaba de divulgar o balanço de 2016. O clube teve uma receita líquida recorde de R$ 483 milhões, R$ 144 milhões a mais do que em 2015, e um superávit no exercício de R$ 153 milhões. A dívida caiu de R$ 447 milhões no fim de 2015 para R$ 390 milhões. Pela primeira vez, a gestão Eduardo Bandeira de Mello conseguiu cumprir a meta de ter uma receita anual maior do que a dívida.

    O grande motor da arrecadação no ano passado foi o novo contrato com a TV Globo referente às temporadas de 2019 a 2024, que garantiu bônus de assinatura de R$ 120 milhões. Com isso, mas o aumento já previsto no contrato anterior do pagamento de 2015 para o triênio 2016-2018, de cerca de R$ 120 milhões para cerca de R$ 170 milhões, pelos direitos do Campeonato Brasileiro, o Flamengo teve um salto em receita com televisionamento de R$ 127 milhões para R$ 297 milhões, o que compensou a queda de arrecadação em todas as outras principais fontes de receita.

    Sem jogos no Maracanã a maior parte do ano, o Flamengo teve queda na receita com bilheteria e com o programa de sócio-torcedor. Os R$ 39 milhões arrecadados em bilheteria representaram o menor montante dos quatro anos da gestão Eduardo Bandeira de Mello e uma perda de cerca de R$ 5 milhões em relação a 2015. O programa de sócio-torcedor também teve a sua menor arrecadação em um ano completo, já que foi lançado em meados de 2013 – R$ 26 milhões, contra R$ 30 milhões em 2014 e 2015.

    O maior recuo, porém, foi nos patrocínios. Com vários espaços na camisa desocupados ao longo de boa parte da temporada, a perda foi de cerca de R$ 19 milhões em relação a 2015: R$ 66 milhões contra R$ 85 milhões.

    Para 2017, porém, o Flamengo já garantiu quase R$ 30 milhões em novos patrocínios.

    Despesas

    O Flamengo continua muito abaixo do limite estabelecido pelo Profut no que diz respeito ao investimento máximo com a folha salarial do futebol, de 80% da receita bruta do futebol. Dos R$ 421 milhões arrecadados com o carro-chefe do clube, só R$ 200 milhões foram revertidos para a operação do departamento (ou 48% do total). Se considerada apenas a folha salarial mais os “serviços de terceiros”, onde entram os direitos de imagem dos jogadores, o número fica na casa de R$ 124 milhões, ou apenas 29%. Se não tivesse parte tão grande do seu orçamento engessada com o pagamento de dívidas, o Flamengo poderia legalmente ter investido R$ 336 milhões na folha de futebol, ou quase três vezes o que gastou.

    Além das dívidas, o excedente do futebol também financiou um buraco de R$ 5,9 milhões nos esportes olímpicos. Em entrevista em fevereiro ao Mundo Bola, o diretor de Esportes Olímpicos esclareceu que parte do rombo se deve a uma questão contábil, de recursos de projeto do incentivo fiscal referentes a atividades de 2016 que só seriam pagos no início de 2017. Ele admitiu, porém, que o remo é deficitário e dificilmente deixará de ser. Em 2014, no entanto, os esportes olímpicos chegaram a dar lucro de mais de R$ 3 milhões e o clube saudou a autossustentabilidade da pasta.

    O futebol também pagou um déficit de R$ 22 milhões nas atividades do clube – que inclui em grande parte, porém, o dinheiro investido na construção do módulo profissional do Ninho do Urubu.

    Empréstimos

    O Flamengo reduziu em mais de R$ 50 milhões suas dívidas com empréstimos, que baixaram de mais de R$ 161 milhões para cerca de R$ 111 milhões. O clube zerou a dívida com o Consórcio Maracanã e também com a CBF e a Ferj, tendo agora somente empréstimos feitos por instituições financeiras.

    Dos R$ 111 milhões, R$ 92 milhões vencem este ano e o restante até 2018 – mas o Flamengo prevê no orçamento a tomada de R$ 50 milhões de novos empréstimos em 2017.

    Direitos econômicos

    O balanço revela que o Flamengo entrou o ano tendo que pagar cerca de R$ 19 milhões pela compra parcelada de jogadores. Isso sem incluir o acerto para a compra de 50% dos direitos de Marcelo Cirino, pelo qual a Doyen tem que recuperar seu investimento de 3,5 milhões de euros até o fim do ano ou ser ressarcida. O saldo devedor inclui R$ 4,6 milhões por Mancuello, R$ 4,4 milhões por Cuéllar e R$ 2,4 milhões por Rodinei. As contas a pagar incluem ainda R$ 26,6 milhões em direitos de imagem — as luvas diluídas no contrato a jogadores como Guerrero e Diego.

    Na outra ponta, além da dívida por Hernane, avaliada em R$ 15,5 milhões, o clube tinha a receber em dezembro R$ 2,2 milhões do Grêmio pela venda do zagueiro Wallace.

    Romário e Ronaldinho

    O balanço confirma ainda o acordo com Romário para o encerramento da dívida estimada em mais de R$ 11,8 milhões com o pagamento à vista de R$ 6,8 milhões. Já com Ronaldinho, o acordo foi de R$ 15,8 milhões, dos quais o último R$ 1,2 milhão será pago este ano.

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  • Palestra de Bandeira na PUC: uma abordagem à luz da Teoria da Burocracia de Max Weber

    Por Daiana Azevedo – convidada

    Em uma palestra realizada na última terça-feira do mês de março (28), no departamento do curso de Administração que é conhecido como Escola de Negócios da PUC-Rio (IAG), Eduardo Bandeira de Mello falou sobre a Governança no Futebol: Tendências e Novos Padrões.

    Para uma platéia flanática que lotou o auditório do IAG e mais duas salas do departamento, Eduardo falou das boas práticas administrativas que o Clube de Regatas do Flamengo vem adotando desde o início da sua gestão (iniciada em 2013). Fazendo com que o clube se tornasse pioneiro e referência em administração profissional de clube de futebol no Brasil.

    Bandeira apresenta palestra. Foto: PUC-Rio/IAG

    Segundo Bandeira, o cenário do futebol mudou muito desde os anos sessenta para cá. Hoje, o futebol é um negócio complexo e de difícil administração. Um clube não mais depende apenas de bilheteria como antigamente. Voltar a ter credibilidade no mercado foi fundamental para conseguir parcerias e patrocínios de diferentes setores do mercado.
    Porém, iniciar esse processo de profissionalização de um grande clube não foi fácil. Como o “carro chefe” de uma instituição deste porte é o futebol, direcionar poucos recursos financeiros a essa modalidade seria certamente o fim da sua gestão. Mas a nação, que é o maior patrimônio do clube, entendeu e apoiou.

    Ainda segundo Bandeira, as mudanças não foram só financeiras. O clube adotou uma estrutura profissional, com profissionais qualificados que são perfeitamente remunerados pelos serviços prestados ao clube. Também, o Flamengo passou a usar uma série de práticas como os princípios da Governança; adotou os princípios de gestão e transparência que exigem as regulamentações e reguladores do mercado da bola como PROFUT, Pacto pelo Esporte, Licenciamento de Clubes e Prêmio de gestão AMBEV.

    Já no seu segundo mandato, Bandeira expõe os benefícios da gestão profissional adota. O clube hoje já possui um Centro de Treinamento de primeiro mundo, faz planejamentos e investe de maneira consciente, possui uma equipe de futebol qualificada e competitiva, continua investindo em estrutura para outras modalidades, possuiu poder de barganha junto ao mercado, voltou a investir na base, possui maior autonomia financeira para investir em um estádio próprio e, conseqüentemente, vem sendo premiado pela boa administração.

    Auditório lotado. Foto: PUC-Rio/IAG

    No meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), apresentado em Junho de 2016, fiz uma análise da gestão Bandeira baseado em uma teoria do Max Weber. Esse trabalho analisou, através de uma teoria administrativa (Teoria da Burocracia), como estava à gestão Bandeira no que diz respeito à profissionalização de sua estrutura administrativa e as práticas adotadas pela mesma.

    O principal objetivo desse estudo foi identificar as transformações administrativas na nova gestão do Clube de Regatas do Flamengo, com ênfase no processo de racionalização implantado. Além disso, identificar as principais características da burocracia; investigar as práticas administrativas antes da gestão de Eduardo Bandeira de Mello; analisar a abrangência dessas práticas administrativas – se são usadas em todos os setores do clube estudado; investigar as práticas administrativas na gestão do Bandeira e propor análises no processo de modernização das práticas administrativas.

    Para analisar essas questões levantadas, foram feitas entrevistas com quatro pessoas ligadas diretamente ao clube e que fizeram/fazem parte desse processo de modernização do clube. As perguntas foram elaboradas com base nas características da Teoria da Burocracia.

    Em relação à primeira característica da Teoria da Burocracia, o clube já possuía normas e regulamentos que são agrupadas em um estatuto do clube. Porém, esse estatuto não era adequado. Essa adequação veio a partir da gestão de Eduardo Bandeira que, desde o estudo realizado, se adequou as exigências de gestão.

    Leia matéria sobre minha monografia publicada aqui mesmo no Mundo Bola

    A segunda característica se refere à departamentalização do clube. Segundo os entrevistados, a gestão era amadora antes da chegada de Bandeira. Após a chegada dele, foi implementado um modelo de gestão empresarial, norteando diretores responsáveis pelos mais diversos setores do CRF.

    Com base nas respostas dos entrevistados, no que diz respeito à evidência de hierarquia, com a nova gestão houve melhora significativa em relação a essa característica. Assim como a departamentalização, a cadeia de comando ficou mais nítida.

    Por fim, o processo de contratação e plano de carreira, segundo o estudo, era o ponto a ser melhorado, apesar das mudanças feitas estava aquém do ideal. Desde a realização do estudo para cá, esse ponto foi melhorado. Principalmente em relação aos atletas da base que pouco eram aproveitados e rapidamente eram vendidos sem ter uma carreira de atleta profissional no clube.

    Comparando o estudo que foi apresentado em Junho de 2016 e a palestra do presidente, podemos concluir que o clube estava no caminho certo e que hoje esse processo de profissionalização/modernização está concluído. Porém, mesmo com a “casa arrumada”, o trabalho não acabou. Agora, o objetivo é atingir nível de excelência, otimização de performance, inteligência de mercado e voltar a investir na base do futebol; buscar fonte permanente de recursos, auto-suficiência e foco na formação de atletas dos esportes olímpicos e, também, melhorias para os sócios/atletas, arena poliesportiva, estádio de futebol e auto-suficiência para o clube da Gávea.

    Saiba mais

    Para saber mais sobre Max Weber: Wikipedia, Etcetera – O Blog Humanista.

    Conheça melhor a Teoria da Burocracia: Wikipedia, Estudo Administração.

    PDF com a palestra apresentada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, na PUC

    Monografia – Daiana de Oliveira Azevedo – Mudanças Administrativas na Gestão do Clube de Regatas do Flamengo: uma análise à luz da Teoria da Burocracia
    Daiana Azevedo formou-se em Administração pela PUC-Rio e em sua monografia traçou paralelos entre o pensamento de Max Weber, jurista e economista alemão, considerado o pai da Sociologia, e o atual modelo de gestão do Clube de Regatas do Flamengo. Para saber mais, leia matéria publicada no Mundo Bola: bit.ly/1XpbyMr. Siga-a no Twitter: @DaianaAzevedo9
     


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

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  • Últimos campeões do Brasileiro Feminino, Rio Preto e Flamengo/Marinha se enfrentam nessa quinta

    Nesta quinta, dia 6, às 15h30, o Flamengo/Marinha enfrentará as meninas do Rio Preto-SP, em jogo válido pela 6ª rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino A1 2017. O duelo será realizado no Estádio Anísio Haddad, em São José do Rio Preto, em SP.

    O Flamengo/Marinha vem de vitória no Campeonato Brasileiro Feminino, diante da Ponte Preta: 3 x 0. Assim, em 5 jogos, soma 3 vitórias e 2 derrotas, anotando 8 gols e sofrendo três. Já o Rio Preto é o líder isolado do Grupo 2, com 5 vitórias em 5 jogos, 13 gols marcados e 2 sofridos.

    Será o duelo dos últimos campeões do Brasileiro Feminino. Em 2015, o Rio Preto sagrou-se campeão, já no ano passado, o Flamengo/Marinha conquistou o título, curiosamente sobre o próprio Rio Preto. No jogo de ida, vitória das paulistas, no RJ, por 1 a 0. Na volta, as cariocas se redimiram e, mesmo fora de casa, venceram por 2-1 e levaram o título!

    Informações sobre ingressos não foram divulgadas pelo clube mandante, mas a princípio, a entrada será gratuita.

    Arbitragem e escalação

    O duelo será conduzido pela árbitra Adeli Mara Monteiro, auxiliada por Fabrini Bevilaqua Costa e Leandra Aires Cossette. O time titular para esse jogo ainda não foi definido pelo técnico Ricardo Abrantes. A escalação do jogo contra a Ponte Preta foi: Kaka; Rayanne, Tânia Maranhão, Ana Carol e Roberta Emilião; Juliana, Diany, Jane e Bárbara; Gaby e Pâmela. 

    O Flamengo/Marinha está no grupo 2, com Ferroviária-SP, Foz Cataratas-PR, Ponte Preta-SP, Rio Preto-SP, Santos-SP, São José-SP e Vitória-BA. Os times de cada grupo se enfrentam em turno e returno, totalizando 14 partidas. Os quatro melhores se classificam às quartas de final, os vencedores dos confrontos avançam às semifinais e estes, à grande final. A partir das quartas de final, sempre jogos de ida e volta. Atualmente, estamos na terceira colocação do grupo, empatados com a Ferroviária, com 9 pontos. Rio Preto lidera, com 15, seguido pelo Santos, com 12 pontos.

     

    Siga-nos no Twitter: @FlamengoMarinha

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  • Djalminha e a geração rubro-negra que encantou outras torcidas

    O jogo se aproxima do final. Quarenta e quatro do segundo tempo.

    Um Fla-Flu melancólico, aliás ultimamente tem sido praxe haver Fla-Flus melancólicos. Enfim, tarde de terça-feira, Caio Martins, 4 mil pagantes, jogo por um Rio-São Paulo com cara de caça-níqueis. Flamengo abre 2-0, parecendo que vai golear, um tricolor é expulso e de repente, do nada, em 9 minutos o adversário vira o jogo e vai vencer a partida.

    Última volta do ponteiro. Meio na base do bumba-meu-boi, uma bola é lançada na área. Um zagueiro antecipa Renato e ganha na cabeça de Djalminha, afastando o perigo. Súbito, o bate-boca. A troca de empurrões. O dedo na cara. O te pego lá fora. As vias de fato que por pouco não se cristalizam diante da atônita lente da câmera que enfim consegue sua pauta.

    José Roberto Wright, logo depois, trila o apito. A porradaria, antes latente, parece que vai explodir. Renato investe atrás de Djalminha, a intenção é de correr sopapos. O garoto não se intimida, parece que quer iniciar a coisa ali mesmo, no gramado. Outros jovens, como Marquinhos e Marcelinho, conseguem, a custo, empurrar Djalminha para o vestiário, enquanto o resto do time tenta conter Renato, um touro enfurecido. Todos descem, enfim. E vai saber o que acontece lá dentro.

    Quarta-feira. Enquanto a Seleção Brasileira, às portas de estrear contra o Equador pelas Eliminatórias da Copa, vence (sob vaias) o Paraguai por 2-0 em São Januário e praticamente monopoliza as atenções e os holofotes, uma reunião é realizada às portas fechadas, quase em silêncio, na Gávea. O Presidente e seu Departamento de Futebol estão reunidos para avaliar o grave incidente da véspera, e resolver o que fazer com Renato e Djalminha. O Treinador, Evaristo de Macedo, iniciando seu trabalho no clube, é cauteloso. Manifesta-se contrário ao afastamento (não quer enfraquecer o elenco), mas pede que algum tipo de punição seja aplicada. “Há muito tempo não via nada parecido”, frisa.

    Pesa contra Djalminha a reincidência. O esquentado meia já arrumara confusão semelhante no Brasileiro de 1992, ao trocar empurrões com Uidemar numa partida contra o Atlético-MG, no Mineirão. Há poucas semanas, na despedida do Estadual (3-0 São Cristóvão), Djalminha trocara ofensas e cusparadas com Wilson Gotardo. A avaliação interna é que Djalminha, dotado de imenso talento, simplesmente não decola por conta de seu temperamento irascível e de uma suposta falta de dedicação e disciplina. Com efeito, apesar de ter sido o craque do título de uma Copa SP cuja lembrança já se esvai a três anos, Djalminha, ao contrário de outros companheiros como Júnior Baiano, Nélio, Piá, Marquinhos, Marcelinho e Fabinho, entre outros, jamais conseguiu se firmar, a sério, como uma opção sólida para a equipe titular. Tido como desligado e pouco participativo, vive entrando e saindo da equipe e acumulando momentos iluminados com exibições opacas. Marrento e encrenqueiro, acumula confusões, como no episódio em que, num treinamento, fora admoestado por ninguém menos que o Maestro Júnior, que lhe cobrara mais aplicação num lance. “Não corro pra ninguém. Nem pra você”, foi a resposta. Por conta do acúmulo de incidentes desse tipo, Djalminha não desfruta necessariamente de muito prestígio entre vários de seus companheiros.

    No entanto, se Djalminha é considerado reincidente em casos de indisciplina, a situação de Renato não é muito distinta. Contratado a peso de ouro pelo Presidente recém-eleito, após terminar 1992 como, seguramente, o melhor atacante em atividade no território nacional (defendendo o Cruzeiro), Renato até aqui pouco devolveu em campo o investimento realizado. Marcou, pela Libertadores, o importante gol da vitória contra o Atlético Nacional, em plena Medellín (após falha clamorosa do goleiro Higuita, que tentou driblá-lo). Depois, sofreu grave lesão, permanecendo fora dos gramados durante três dos seis meses de contrato. No retorno, foi expulso contra o Grêmio, depois perdeu um pênalti contra o Itaperuna, selando o empate que virtualmente eliminou o Flamengo do Estadual. Aliás nessa partida Renato ainda bateu boca com Nilson, após reclamar de um lance em que o companheiro não lhe passara a bola. A discussão, forte, por pouco não terminara em uma briga mais séria.

    Os dois jogadores são convocados pela diretoria e aguardam, do lado de fora, o desfecho da reunião. Mais calmos, dão suas versões para a briga da véspera, “fui pedir pra ele voltar pra marcar e ele partiu pra cima de mim. Não quero brigar com ninguém, não sou Mike Tyson.”, esquiva-se Renato. “O cara abriu o braço e me ofendeu, me xingou. Pedir pra marcar é uma coisa, chegar ofendendo é outra. Ainda bem que conseguiram nos apartar”, reconhece Djalminha.

    O Flamengo vive um momento de incertezas. A nova Diretoria assumira o clube com o discurso de “voltar a Tóquio” ao final do ano, mas até aqui somente conseguira colecionar uma inusitada coleção de fracassos. O time acumula, em apenas seis meses, eliminações no Estadual, Libertadores e Copa do Brasil. Já avança para o seu terceiro treinador (Carlinhos durou apenas 13 jogos, saiu para Jair Pereira, que, com as eliminações, agora dá lugar a Evaristo). Apesar do elenco reconhecidamente forte, foram contratados Renato, Nilson e Andrei. Os dois últimos já estão de saída, juntamente com Gaúcho, vendido ao futebol italiano, Uidemar e W.Gotardo. O Maestro Júnior enfim resolve parar. Um perigoso processo de desmanche começa a ganhar contornos mais sólidos. Mesmo assim, o time ainda é forte. Bastante forte.

    Mas há o caso de Renato. Seu contrato está prestes a expirar. Há o interesse na prorrogação, mas o clube precisa quitar os meses de atrasos no salário do jogador. A Diretoria contava com a renda do amistoso contra o Cruzeiro, no Maracanã, que marcaria a estreia de Renato e a entrega das faixas ao clube mineiro, mas uma chuva torrencial ocorrida mais cedo afastou o público da partida. De qualquer forma, perder Renato agora trará péssimos dividendos políticos, pois o jogador fora utilizado como “moeda de campanha” na acirrada eleição do final do ano passado.

    A porta da Sala da Presidência se abre. O primeiro a ser chamado é Renato. Depois, Djalminha. Ambos são notificados da decisão, em caráter irrevogável e irreversível, tomada pela Diretoria do Flamengo.

    É o Presidente quem explica, loquaz, aos microfones: “Precisávamos tomar uma atitude, porque a autoridade da instituição foi posta à prova. O Flamengo é maior que todos. E foi necessário sermos duros, agirmos com mão de ferro, mesmo contrariando interesses. Não queremos prejudicar ninguém. Mas o Flamengo está acima de tudo.” E continua, “Renato não agrediu ninguém. Foi um coadjuvante da cena. Toda a confusão foi iniciada por Djalminha. Que, além de tudo, é reincidente.”

    Após a arenga, enfim o anúncio. Renato está suspenso por tempo indeterminado. E Djalminha tem seu contrato rescindido.

    Djalminha reage com indignação e incredulidade. “Nunca vi disso, nós dois brigamos, erramos, tudo bem. Mas punições diferentes? A corda arrebentou do lado mais fraco. Enfim, tenho que refazer minha carreira. Se não for aqui, será em outro lugar.”

    A reação de Renato é mais discreta, quase irônica, “estou indo pra casa. Se precisarem de mim, é só chamar.”

    No dia seguinte ao anúncio, a Diretoria se reúne com Renato e, após várias tratativas, enfim se anuncia que o contrato do jogador é prorrogado até dezembro. Renato segue no Flamengo para a disputa do Estadual e da Supercopa. A decisão é recebida com ironia. Com efeito, não é todos os dias que se vislumbra a prorrogação de um contrato que está suspenso. De qualquer forma, a prorrogação contratual não cessa os efeitos da suspensão. Renato segue afastado por tempo indeterminado.

    Dura seis dias.

    O Flamengo, na sequência do Rio-SP, derrota o Palmeiras (3-1) no Maracanã e assume a liderança de seu grupo. Vai à Vila Belmiro disputar a vaga da Final. É a última rodada. E o time irá com força máxima. Renato é reintegrado e volta a treinar com os companheiros. Estará em campo na derrota (3-4, com o time quase transformando uma goleada história em um inacreditável empate) e em mais uma eliminação, mas marcará gols e ninguém mais falará em punição. Será o principal jogador do Flamengo no segundo semestre. E seguirá em sua relação de amor e ódio com o clube.

    Enquanto isso, é preciso resolver o que fazer com Djalminha. O contrato está rescindido, mas o jovem ainda é jogador do Flamengo, com a Lei do Passe em vigor.

    Edu Lima. Ponta-esquerda, 29 anos. Jogador de força, com um temido e potente chute de esquerda. Revelado pelo Cruzeiro, projetou-se no Vitória-BA. Depois, atuou no Internacional, onde chegou à Final do Brasileiro-88 e às Semifinais da Libertadores-89. Agora no Guarani, vive talvez o melhor momento da carreira, marcando vários gols. As atuações do jogador despertam o interesse de vários clubes do país. Entre eles, o Flamengo.

    A negociação é rápida. O Flamengo consegue o empréstimo de Edu Lima por seis meses. Em troca, manda Djalminha para o clube de Campinas, por nove meses. Passe fixado, US$ 700 mil.

    Djalminha começa, nesse exato momento, a se tornar realidade.

    * Djalminha, comandado por Carlinhos, torna-se destaque no Guarani, que termina o Brasileiro na sexta colocação. No final de 1993, o Guarani compra em definitivo o jogador junto ao Flamengo. Djalminha segue atuando em alto nível pelo Bugre, de onde sairá para o futebol japonês e depois para o Palmeiras, onde brilhará intensamente, e para o Deportivo La Coruña, onde será peça fundamental para a conquista do Campeonato Espanhol de 1999-2000, único da história do clube. No entanto, seu temperamento o impedirá de construir trajetória sólida na Seleção Brasileira.

    * Edu Lima, após passagem apagada pelo Flamengo, será devolvido ao Guarani ao final da temporada de 1993.


    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo.
    Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72

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  • Diego se diz “disponível e motivado” para enfrentar Vasco

    O meia Diego mostrou que, no que depender dos jogadores, o Flamengo enfrentará o Vasco com força máxima no próximo sábado, apesar de a partida não valer nada para a disputa do título do Campeonato Carioca e o Flamengo ter um jogo importantíssimo contra o Atlético-PR, pela Libertadores, na quarta-feira seguinte.

    — Eu estou disponível, sem dúvida, motivado, disponível, assim como a grande maioria. Acredito que temos pouquíssimos jogadores no departamento médico. O Zé pode contar com todo grupo. Ele que vai decidir quem começa jogando, mas nós estamos preparados e motivados.

    O meia afirmou que o fato de ser um clássico é motivação suficiente para a partida, mesmo que ela valha pela semifinal da Taça Rio e o Flamengo já esteja garantido na semifinal do Campeonato Carioca independentemente do resultado do turno.

    – O que traz um diferencial pra esse jogo é o fato de enfrentar o Vasco, ser um clássico. Isso independente da situação, de ser primeiro, segundo turno. É um jogo à parte e nós vamos encará-lo com muita seriedade, e nós vamos com tudo em busca da vitória. Vencer é sempre importante, traz confiança, principalmente contra o Vasco. Esse tipo de jogo é muito bom de se jogar, e estamos nos preparando para repetir aquele resultado (da semifinal da Taça Guanabara, quando o Flamengo venceu por 1×0 com gol de Diego). Não vamos levar o histórico para campo, mas sabemos a vontade que o torcedor tem de que a equipe vença um jogo como esse, e na nossa cabeça não é nada diferente.

    Diego afirmou também que o fato de o jogo acontecer no Maracanã, onde Flamengo e Vasco não se enfrentam desde 2015, é outro fator de motivação para a partida:

    – Eu e meus companheiros estamos muito felizes de saber que esse jogo vai ser no Maracanã. Além de a logística ser mais fácil, é um estádio especial, um palco perfeito, e estamos muito animados com isso.

    Diego disse que o momento não é de pensar em poupar energias para a Libertadores.

    – Eu gostaria de ganhar do Vasco sábado. Nós temos que aproveitar aquilo que nós temos em mãos. As decisões do Carioca chegarão antes da Libertadores, apesar dos jogos da Libertadores também serem decisivos. Então realmente o que eu quero é aproveitar as oportunidades que temos agora. Não adianta poupar energias pensando lá no futuro, na Libertadores. Nós temos sonhos e objetivos, obviamente, isso é claro. Mas temos que nos concentrar no que está mais próximo. E o que está mais próximo é esse jogo do Vasco, que dá sequência no Campeonato Estadual, e é um objetivo que nós temos, de ser campeões.

     
     
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  • Setor fechado no Maracanã pode custar caro ao Flamengo

    Mais de 8.500 lugares e quase R$ 600 mil de renda. Esse é o tamanho da perda que representará para o Flamengo o fechamento do setor Leste Superior para a partida contra o Atlético-PR, medida tomada pelo Corpo de Bombeiros após a abertura da venda de ingressos para o confronto pela terceira rodada do grupo 4 da Libertadores.

    A ESPN noticiou nesta quarta-feira que o Corpo de Bombeiros determinou a interdição do setor por conta da falta de cadeiras que não foram recolocadas após os Jogos Olímpicos. Segundo a ESPN, o Corpo de Bombeiros concluiu que “não há como impedir que o público ocupe os espaços onde onde não há cadeiras, assistindo à partida de pé e alterando a quantidade de pessoas permitidas no local, além dos planos de fuga, em caso de necessidade”.

    A interdição do setor, porém, provocará uma sensível perda de arrecadação para o Flamengo. Na partida contra o San Lorenzo, o Flamengo arrecadou R$ 582.040 com a venda de ingressos para o setor, o equivalente a 16% da renda e 78% do lucro líquido que o Flamengo teve com a partida. Mesmo com a Odebrecht diminuindo o preço cobrado pelo aluguel do estádio para a partida contra o Atlético-PR, a perda financeira será grande.

    Além disso, foram comercializados para o jogo contra o San Lorenzo 8.582 ingressos no Setor, o que equivale a 15% da carga total de 55.804 ingressos.

    Antes do jogo contra o Atlético-PR, o Flamengo ainda enfrenta o Vasco no Maracanã, mas nesse caso as perdas devem ser menores, já que os ingressos ainda não tinham começado a ser vendidos e o Maracanã não tinha perspectiva real de lotar para a partida.

    O Flamengo informou que a venda de ingressos para o setor prosseguirá normalmente – numa demonstração de que acredita que pode reverter a decisão dos bombeiros.