Autor: diogo.almeida1979
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A curva de desempenho: porque o elenco rubro-negro é mais forte, mesmo sem grandes reforços
Por Daniel Endebo (twitter: @danisendebo)O rubro-negro que abrir um jornal esperando ver uma contratação de impacto realizada pelo Mengão nesse início de ano, se decepcionará. Além de Marcelo Cirino, que chega cercado de expectativas, apenas jogadores de apoio chegaram para integrar o elenco. Conca e Jádson, nomes de peso que foram especulados com mais força, tudo indica, não virão. A ideia de iniciar outra temporada mais sem um legítimo camisa 10 apavora parte da Magnética. Mas não há razão para desespero.Primeiro porque nunca há garantias em torno de uma contratação. Por mais talentoso que seja o seu reforço, ele pode, por exemplo, arrebentar o joelho no primeiro treinamento e aí a busca por alguém que preencha tal função se fará aberta novamente. Segundo, porque nem todo jogador é capaz de atuar no nível que, um dia, já atuou.Um dos mais comuns equívocos cometidos por torcedores de futebol é acreditar que um atleta é um ponto qualquer em uma reta. É a famosa “contratação de nome”. Quantas vezes não vimos nomes como Riquelme, Diego (aquele que era parceiro do Robinho) e Montillo serem especulados para reforçar o Mengão? Não que não sejam bons jogadores, mas, sejamos sinceros… há quanto tempo você não vê o Riquelme jogar? Não falo de uma partida isolada, mas de acompanha-lo regularmente. Jádson, por exemplo, foi um promissor armador no Atlético-PR, atingiu sua maturidade no Shakhtar e… caiu. Não por acaso, suas passagens por São Paulo e Corinthians, até aqui, são discretíssimas.Jádson não caiu de produção porque é um mal profissional. Ele simplesmente é um atleta de alto rendimento e, como qualquer outro, tem uma curva de desempenho que pauta sua carreira. Isto é: todo e qualquer jogador profissional tem seu momento de ascensão, seu auge e uma queda. Naturalmente, há imprevistos que modificam essa curva. Uma lesão grave, uma mudança radical de mercado – que, em geral, requer um tempo de adaptação -, entre outros. Esse erro não é exclusividade de torcedores, pelo contrário. Jádson é uma mera ilustração dessa tese. Veja só o Lúcio, do Palmeiras. Você ainda acredita naquele que, um dia, foi um dos melhores zagueiros do país? É claro, também, que cada jogador tem uma curva: alguns despontam mais cedo, outros ficam por mais tempo no auge, cada um tem suas peculiaridades.A oportunidade de ter um camisa 10 renomado depois te tanto tempo, cegou os rubro-negros. Jádson, como falei acima, já deu claros indícios de que está entrando na descendente de sua curva. Poderia voltar a atuar em alto nível? Sem dúvidas. Mas longe do seus melhores momentos, vividos na Ucrânia. Conca, a julgar pela última temporada, ainda tem mais lenha pra queimar, mas a que preço?Na direção contrária, vai a maior parte do elenco rubro-negro. Mugni, por exemplo, teve uma temporada de altos e baixos, mas tem 22 anos, veio de um clube periférico de outro país. Nada mais natural que oscile e, só agora, comece a evoluir. E na mesma toada que o meia argentino, estão jogadores como Canteros, Marcelo Cirino, Éverton, Samir, Paulinho, Bressan, Gabriel e Nixon. Todos com 26 anos ou menos e que serão a espinha dorsal do time. Jogadores que não atingiram seu ponto máximo e ainda buscam um lugar ao sol.Se esse elenco conseguiu ser semifinalista da Copa do Brasil, terminar o Brasileiro sem sustos, ser campeão carioca, ganhar reforços, e, ainda assim, tem tantos jogadores em evolução, é perfeitamente possível imaginar que teremos um 2015 competitivo. Reforços? Não precisamos agora. É melhor investir certo, antes do início do Brasileiro, a contratar agora pelo nome. -
Entrada de novos conselheiros será votada no dia 22 deste mês pelo CODE
Por Thiago Felix (@Thiago_Fellix)
Conselheiros do Flamengo foram convocados pelo Conselho Deliberativo para uma reunião extraordinária no dia 22 deste mês, com o fim de debater assuntos gerais e a ata da última sessão, além disso, o parecer da Comissão Jurídica sobre a solicitação de sócios proprietários no corpo permanente do Conselho Deliberativo será analisado e votado pelo CODE.
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A barca tá passando!
A barca tá passando!
#Mundo Bola_Informação
Por @igor_pedrazzi
—-Mais um que vai rodar o Brasil. Muralha será emprestado ao Bragantino em 2015. Após não concretizar empréstimo com o Náutico, o Bragantino entrou na história e se acertou com o Flamengo.
Amanhã mesmo o volante já estará em Bragança a disposição.
@Mundo Bola_CRF
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Em busca da recuperação, Flamengo enfrenta Bauru na Arena da Barra.
O Orgulho da Nação volta a quadra hoje para mais uma pedreira. Enfrentará o Bauru, segundo colocado na tabela, procurando a vitória após um revés fora de casa contra o Limeira.
Um confronto de peso hoje, no qual serão colocados frente a frente o campeão da liga das américas, o Fla, contra o campeão da liga sul-americana, Bauru. Com o caldeirão do Tijuca Tênis Clube interditado, o Flamengo por um tempo terá sua casa na Arena da Barra, palco de suas maiores conquistas. O Bauru pra essa temporada investiu pesado no elenco, e tem nomes como Alex Garcia, Rafael Hettsheimeir, Murilo e Larry Taylor. Um confronto cercado de recordes, pois em quadra hoje estarão os 7 dos 11 maiores cestinhas do NBB.
Na Arena, o Fla tem 32 vitórias em 35 jogos. Na história do confronto já são 20 jogos, como 16 vitórias do Flamengo e 4 dos Paulistas. Um duelo que promete, e muito! São os dois melhores ataques do NBB, e sem dúvida nenhuma teremos um excelente jogo. E que vença o FLAMENGO!
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Analisando a garotada do Mengão
A fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou ao fim e o Flamengo conquistou a vaga para o mata-mata da competição com tranquilidade e relativa facilidade. 3 vitórias em 3 jogos, 10 GP e apenas 1 gol sofrido, bons valores apresentados, preocupações expostas e também aquela velha pergunta: Quem pode ser aproveitado no time principal?
Vamos analisar o desempenho do time setor por setor, começando pela defesa:
Sendo assim, pelo goleiro. Daniel é bom. Mostrou qualidade quando exigido na primeira fase. Tudo bem que foram poucas vezes, mas foi possível ver sua elasticidade e agilidade quando acionado, apesar de não ser muito alto. A altura pode ser um fator determinante na carreira, porém Júlio César, nosso goleiro nas duas últimas Copas do Mundo, também não é nenhum gigante…
Na retaguarda, a garotada rubro-negra não mostrou segurança. Por algumas vezes nos três jogos, a zaga apresentava dificuldade em sair jogando, tendo que apostar no chutão ou na válvula de escapa pela esquerda: Jorge, um dos principais destaques individuais do time. O miolo de zaga, Rafael Dumas e Léo Duarte, não conseguiam se impor, mesmo quando o adversário era muito fraco tecnicamente. Era a opção por cobrir, proteger, ao invés de limpar o lance com qualidade. O único gol sofrido na competição até aqui, contra o Sampaio Corrêa, foi dessa forma: Falha na cobertura e na marcação individual e a escolha errada por cobrir ao invés de cortar o lance. Perde-se na velocidade porque além de tudo, a zaga é lenta, e o gol foi sofrido.
Contra o Vilhena, adversário mais fraco do grupo, também houveram falhas, mas nada que comprometesse. Os laterais, Ronaldo e Jorge, apresentaram bons valores. Na direita, mais vantagens defensivas e na esquerda, ótimos valores ofensivos. Jorge aliás, poucas vezes apareceu na defesa, porém no ataque é uma arma poderosa e valiosa. Habilidoso, cruza bem, sabe chutar de média distância, além da ótima velocidade. Sem dúvida, um dos principais jogadores desse time, se não for o principal. Resta esperar se Luxa o promoverá para o time principal, que atualmente possui Anderson Pico e Thallyson para a lateral-esquerda.
Avançando com a bola dominada da zaga para o meio de campo, encontramos um bom jogador com a camisa 5: Luan Felipe, volante que sabe marcar forte e sair jogando, com bom passe para iniciar as jogadas ofensivas. Um bom nome para ser observado, já que não há muitos nomes no time principal que tenha essa qualidade na função.
Jackson, seu companheiro na “volância”, é rápido, sabe desarmar, porém é afobado. Por muitas vezes opta por dar um bote precipitado, erra passes bobos, apesar de ser bastante dedicado e sempre brigar pela bola. Um cara para ser lapidado, mas longe de estar pronto para o time de cima. Quem talvez esteja pronto para subir é Jajá, camisa 10 e que foi muito bem na primeira fase.
Jajá tem uma visão de jogo muito boa. Sabe passar com qualidade, colocar os companheiros na cara do gol, chuta bem de fora, mas não é muito rápido. Jajá é um jogador estilo clássico. Para, olha a situação do jogo, o companheiro melhor posicionado e fazer o passe, ou lançamento. Alguma semelhança com o argentino Canteros? Apesar de usar a 10, vejo Jajá muito mais como um segundo volante, do que como um meia, um 10 propriamente dito, apesar de ter uma técnica realmente apurada com a bola nos pés. Olho nele!
No ataque, encontramos o autor do gol da vitória sobre o Osasco, aos 47′ do segundo tempo e que confirmou os 100% de aproveitamento na primeira fase: Cafu, sensualizando você com a dança desse gol.
Cafu talvez seja o único com físico para brigar pela bola com os adversários nesse time. Com a maioria sendo no estilo franzino, ele tem essa vantagem, porém longe de ter muita qualidade com a bola. Ele sabe finalizar, abrir espaço para os companheiros, mas a afobação resulta em lances bizarros, com chutes sem direção alguma e passes totalmente errados. Podemos dizer que ele é uma incógnita até mesmo pela oscilação. Muito mal no segundo jogo, porém bem no primeiro, onde ele foi o autor do primeiro gol do Flamengo na competição. Inconstante, será que vinga?Quem torcemos para vingar é Douglas Baggio. Artilheiro do time na competição com 4 gols, sabe finalizar com muita qualidade, tem habilidade, velocidade… Sabe jogar. Porém, seu maior problema é a altura para jogar de centroavante. Tudo bem que um dos mais geniais dessa posição era baixinho, mas era justamente sua genialidade que o fazia diferente, um dos maiores da história do futebol, sem dúvida nenhuma.
Ainda falando sobre Baggio, vemos que ele também tem raça. Briga pela bola até o fim e apesar da pouca altura, quase fez um gol de cabeça contra o Osasco, parando em uma bela defesa do arqueiro adversário. Vejo-o atuando muito mais como um segundo atacante, vindo de trás, do que como um futuro camisa 9 do Flamengo, mas essa é a diferença dele para os outros atacantes do time. Ele vai virar jogador, vingará. Baggio é diferente.
Finalizando o 11, temos Thiago Santos que conseguiu a vaga de titular durante a competição, já que na estreia, o titular era Nathan, que foi sacado e não voltou mais ao time, sequer entrando no decorrer dos jogos. Thiago é rápido e sua velocidade talvez seja realmente sua principal qualidade, além de também jogar com raça. Porém, longe de estar pronto para subir ao time principal. Ainda falta muito. Nathan pode ser uma boa opção para a bola área pelo porte que possui.
Finalizando, vemos Matheus Sávio, quase um 12º jogador desse time, entrando em todos os jogos com bastante velocidade, movimentação pelos flancos, habilidade e 1 gol marcado na competição, contra o Vilhena. É o mais novo do time, tem muito futuro e muita gente aposta nele como uma das principais promessas do clube nos últimos anos. É esperar e ter paciência com ele, pois demonstrou realmente ser um jogador para ser trabalhado com esperança.
Eu, particularmente, aposto mais em Jorge, Jajá, Luan Felipe e Douglas Baggio como garotos que podem vingar futuramente no Flamengo, e você? Qual jogador chamou mais a sua atenção até aqui?
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Devemos contratar Conca. Mas não agora
Por Daniel Endebo (twitter: @danisendebo)A notícia mais quente da Fla-twitter na última semana tratou sobre uma possível transferência de Darío Conca, craque e ídolo do Fluminense, para o Mengão. Os boatos de que o rubro-negro desejava o camisa 11 argentino ganharam força, passando do campo especulativo para tratativas reais com o clube das Laranjeiras e o ex-mecenas do clube, Celso Barros, detentores dos direitos econômicos do armador de 31 anos.Acompanhei um pouquinho dessa onda magnética que fez do twitter tricolor um verdadeiro inferno e li/ouvi notícias de diversas fontes para apresentar um raciocínio aos molambos de boa fé: devemos contratar Conca, mas não agora. Não se trata de querer ou não o atleta com o Manto Sagrado, mas de esperar o momento certo para dar o bote.Antes de mais nada, os valores que giram em torno da contratação são muito elevados. R$ 12 milhões por 80% dos direitos econômicos de um jogador com 31 anos é muito – e aqui não estamos medindo se vale ou não a pena. O Flamengo acena com o pagamento de R$ 9,6 milhões; a seu favor, a guerra de egos entre Celso Barros e Peter Siemsen, e a vontade do ex-patrocinador em reaver a grana investida. Por outro lado, vejo torcedores comentando “se pode 9,6, então dá pra fazer um esforço e pagar 12”. Ora, quem sabe disso é o dirigente, que vê as contas do clube e conhece a real capacidade de investimento da instituição. Tenho total convicção de que a diretoria não comprometerá as contas do Flamengo para agradar os torcedores, mas nunca é demais fazermos ressalvas, depois de anos de trevas financeiras.Além disso, o cenário é óbvio: o Fluminense é detentor dos direitos federativos e, portanto, é quem define se o atleta sairá ou não do clube. Para não passar o constrangimento de gastar energia e não ser exitoso na empreitada, o melhor a fazer é esperar pelo desgaste – que no atual cenário, se desenha cada vez mais real. A situação financeira do Fluminense é delicada e o clube precisará de muita competência para conseguir manter todos os seus astros sem entrar no buraco. Um adendo: diferentemente de Wagner ou Cícero, Conca é um ídolo tricolor, fato que inflaciona o atleta para o Mengão – em outras palavras: é perfeitamente possível que o tricolor venda o jogador por menos para outro clube só para não ter que vê-lo jogar com no maior rival.Outro aspecto importante: o fim da parceria é recente e não é possível medir as sequelas que trará ao rival. Os jogadores ainda estão com valor de mercado alto e, sinceramente, nenhum deles vale quanto se pede. Quanto mais a corda apertar para o Flu, maior será a pressão para se livrar dos atletas. E a tendência é que a diferença da capacidade de investimento do Mengão para os rivais aumente.Por fim, repito o exercício que fiz com Leonardo Moura recentemente. Não precisamos tê-lo agora para sermos extremamente competitivos no primeiro semestre. Prefiro que o clube invista em apostas, mesmo com os conhecidos riscos, de modo a entrar com o elenco mais farto de opções na segunda metade do ano – que é quando o bicho efetivamente pega. E Conca não é o tipo de jogador que precisa se ambientar. É macaco velho, calejado, que chega pra pegar a camisa 10 e ser referência técnica do time.Enquanto desenvolvo este raciocínio, é possível que a negociação tenha seu desfecho e, naturalmente, ficarei muito feliz se o Mais Querido amanhecer com o craque argentino confirmado como novo reforço. Do contrário, não vejo razões para desânimo. Manter o padrão de contratações com potencial de revenda e retorno técnico, como tem acontecido no clube nesses últimos dois anos, é o segredo para aumentar nossa vantagem sobre os adversários. E justamente o que nos permitirá, quando for o momento, ter Conca no nosso time. -
Marcelo Cirino chegou: mais do que um reforço, uma mensagem
Por Daniel Endebo (Twitter: @danisendebo)Acabou a espera. O primeiro grande reforço do Flamengo para a temporada 2015 foi apresentado oficialmente nessa sexta-feira, dia 2 de janeiro, e, claro, merece nosso destaque – o clube ainda tem engatilhado o famoso “pacotão” para apresentar e, prometo, falarei desses atletas nos próximos dias.Marcelo Cirino, de 22 anos, chega procedente do Atlético-PR e cercado de expectativas. Atacante de velocidade, recebeu suas primeiras oportunidades em 2009, então com 17 anos e demonstrou enorme potencial. Emprestado por uma temporada ao Vitória (2011), adquiriu experiência e voltou pronto para assumir a titularidade no clube que o revelou.Em 2012, foi um dos destaques do time no acesso à série A, marcando 16 gols na campanha que recolocou o time paranaense na elite. Na temporada seguinte, formou parceria de sucesso com Leo (lateral-direito, atualmente na reserva do Flamengo), marcou gols e foi o principal companheiro de ataque do artilheiro Éderson. Naquele ano, o Furacão foi finalista da Copa do Brasil – perdendo justamente para o Mengão – e terminou o Brasileiro na zona de classificação para a Libertadores; Marcelo, foi eleito a revelação do futebol brasileiro e despertou o interesse de diversos gigantes do futebol canarinho.Na temporada recém-terminada, Marcelo adicionou Cirino ao seu “nome de guerra”. Teve rendimento instável, mas conquistou a braçadeira de capitão e, à sua maneira, contribuiu para que o ano do Furacão terminasse com dignidade. Curitiba ficou pequena para o atacante e, temendo uma desvalorização de seu patrimônio, Petraglia topou negocia-lo. O Grupo Doyen – investidores que compraram os direitos econômicos de Leandro Damião, entre outros jogadores – adquiriu 50% dos direitos do atleta e, antes da virada do ano, entrou na operação que o colocaria no Flamengo.Antes de projetar se Marcelo terá ou não sucesso como jogador do Mais Querido, vale ressaltar algumas mensagens dessa negociação.A primeira delas: nem bem vestiu o Manto Sagrado e Marcelo já deu o recado: “quero agradecer ao sócio-torcedor por permitir que eu vestisse essa camisa”; as palavras do atleta foram endossadas pelo presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, que assumiu um compromisso de trazer outro reforço de impacto, caso o programa superasse a barreira de 80 mil adeptos até o fim do primeiro semestre. O programa, que sempre sofreu questionamentos sobre contrapartidas que oferecia ao torcedor, agora é notado em campo. O atleta pode até não corresponder, mas o torcedor sabe pra onde exatamente está indo sua contribuição. O bom desempenho do jogador certamente alavancará as receitas do clube, permitindo que outros “Cirinos” vistam o Manto.A operação também demonstra a força rubro-negra no mercado. O Flamengo pode não entrar em leilão, nem ter muito para investir. Mas recuperou credibilidade, de modo a ser visto por empresários e jogadores como um destino interessante em solo brasileiro. As contratações extravagantes deram lugar aos jogadores “esfomeados”, que buscam seu lugar ao sol. Assim, o Flamengo gasta com prudência e, mesmo quando as cifras são mais elevadas (como agora), o sentimento é de que o negócio foi bem feito, indo na direção contrária de seus principais rivais.Por fim, o acerto indica que o Flamengo está, enfim, pronto para ter um dos melhores elencos do país. A base do time que foi campeão carioca, semifinalista da Copa do Brasil e terminou o Brasileiro sem sustos, começa a ganhar peças com condições de elevar o rubro-negro a um outro patamar.Marcelo é, até o momento, a grande contratação do futebol brasileiro para 2015. O elevado número de opções que Luxemburgo tem para a posição obrigará o atleta a evoluir e jogar em seu máximo rendimento; seu discurso, sereno e consciente, mostra que o jogador está pronto para dar um passo adiante. Com a casa arrumada e o elenco cada vez mais forte, é hora de iniciar a volta ao topo.SRN -
Marcelo Cirino desembarca no Rio, o novo reforço do Mengão.
Em julho ele estava no Corinthians, em dezembro no Grêmio, mas chega janeiro e logo no segundo dia de 2015, Marcelo já sabe qual vai ser sua segunda casa. É isso Nação, o atacante de 22 anos vestirá o Manto Sagrado pelas próximas 3 temporadas, conforme já explanado pelo Mundo Bola.
De um estilo incisivo em campo e muito veloz, Marcelo reeditará a parceria de muito sucesso em 2013 com Éverton, quando foram primordiais na campanha do Atlético PR no Brasileiro daquele ano, terminando dentro da zona de classificação para a libertadores, e chegando a final da copa do brasil do mesmo ano, sendo nosso vice.
E nessas fotos, ele aparece ao lado da ilustríssima Rubro Negra @Cissa_morena !
Boa sorte, Cirino ! Estará com você !
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Flamengo e Leo Moura: uma reflexão para a torcida
Por Daniel Endebo (Twitter: @danisendebo)
Momentos antes de 2014 se encerrar, a Nação Rubro-Negra foi surpreendida com a informação de que o contrato de Leonardo Moura, jogador mais antigo do atual elenco, ainda não foi renovado. A novela que se arrastou ao longo de todo o mês de dezembro, supostamente, ganhou contornos de prorrogação por conta de um texto – “O Ingrato” – publicado pelo atleta em uma rede social.
A decisão de renovar o contrato do atleta só será oficializada no início de 2015, mas ainda divide opiniões entre torcedores. Boa parte da torcida vê no lateral um grande ídolo, jogador que honrou o Manto Sagrado e que defendeu em mais de metade de sua carreira (um feito notável no futebol atual). Outra ala da Magnética entende que o tempo do jogador passou, que é hora de renovar o elenco. O debate é intrigante e, naturalmente, não possui um gabarito. O ponto central desse texto é, portanto, propor uma reflexão. Elencar uma série de argumentos que nos afaste de uma análise simplista e passional. E, com isso, aceitar com leveza qualquer que seja a decisão envolvendo o atleta.
Ponto 1: Leo Moura é o maior ídolo do atual elenco rubro-negro?
Após quase 10 temporadas como jogador do Flamengo, mais de 500 apresentações pelo clube e uma série títulos conquistados na Gávea, Leo Moura é o último dos moicanos de um grupo de jogadores (não dá pra chamar de geração, né?) que marcou época no Flamengo. É natural que os torcedores vejam no atleta um símbolo de sucesso – afinal, são 8 títulos. A longevidade também dá ao fã uma tolerância maior aos erros do capitão.Mas Leo Moura não é primeiro, nem único ídolo da história do clube. Não é sequer o maior lateral-direito em todos os tempos. Enverga a braçadeira pelo tempo de casa e nitidamente não é o jogador com perfil para o cargo. Ídolos vêm e vão, e o torcedor sabe reconhecer o jogador que merece seus aplausos. A ausência de uma referência é sempre campo fértil para o nascimento de outras.
Ponto 2: Leo Moura não é o mesmo de antigamente
O lateral-direito ofensivo, veloz e insinuante que desfilou no Maraca entre 2005 e 2009 deu lugar a um jogador menos participativo e mais vulnerável. Apenas para ilustrar: desde 2010, Leo marcou apenas 13 gols – mesmo número do total feito em 2008. O número de assistência também despencou em mais de 50% no mesmo período. A defesa, histórico ponto fraco do jogador, fica cada vez mais evidente.Mas isso não faz do moicano um jogador dispensável. Leo Moura não se desespera em grandes jogos (como já aconteceu, por exemplo, com Rafael Galhardo e Leo, potenciais substitutos do capitão) e, apesar da idade, ainda atua em um número elevado de partidas – em 2014, foram 50 apresentações. Se usado em doses homeopáticas, pode oferecer um pouco mais dos ótimos momentos que teve em seus primeiros anos.
Ponto 3: Um alto custo que não se justifica?
Tantos anos como titular do Flamengo deram ao atleta o direito a um contrato vantajoso. No atual elenco, Leo Moura certamente está entre os maiores vencimentos. Em uma fase de ajustes financeiros, o clube necessita prudência para não meter os pés pelas mãos. E o debate passa a ser: devemos despender tanto em uma posição que pode ser ocupada por um jogador menos custoso? Reduzir o salário do jogador é complicado e encontrar denominadores comuns nessa altura de sua carreira, é tarefa árdua.A opção de propor um contrato curto é interessante do ponto de vista financeiro; o Flamengo termina o estadual e, com ou sem título, se despede do atleta. A questão é que o Carioca não dá retorno e, portanto, gastar tanto com o jogador beira a irresponsabilidade. Um caminho, entendo, é um plano pautado em ações de marketing e royalties de produtos oficiais. Desse modo, a diretoria potencializaria suas receitas e exploraria o carinho que os torcedores têm pelo jogador, justificando o valor investido.
Ponto 4: O clube defenderá sempre seus interesses
Uma questão das mais complicadas para o torcedor entender é: o Flamengo não pode, simplesmente, aposentar compulsoriamente um jogador – talvez em um caso de comprovado problema de saúde, o que não acontece com o lateral rubro-negro. Se o jogador decidir seguir profissionalmente por mais 5 anos, o Flamengo deve renovar pela manutenção do sorriso do torcedor? Aqui, não vale debater se o jogador “merece pois está há muito tempo no clube”, mas sim se ele é capaz de produzir tanto quanto o clube precisa. Isso já se passou com dezenas de monstros do esporte – inclusive no Flamengo. O caminho é um só: ou o jogador prova que vale cada centavo investido ou se reinventa de modo a conciliar os seus interesses particulares com os da instituição. Os dois maiores laterais do clube passaram por isso e o resultado, todos sabemos.O debate se estenderá pelos próximos dias (ou semanas). O melhor que podemos (pra não dizer a única coisa) fazer é refletir. Pensar em como 2015 pode ser bom para o Flamengo. Tendo ou não a mesma camisa 2 em campo.
SRN e um feliz ano novo!
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Da engenharia à austeridade: o que podemos esperar da mudança de política financeira do Flamengo
Nas últimas duas décadas, a torcida do Flamengo se acostumou a ver a expressão “engenharia financeira” sempre presente na página de contratações do time nos principais jornais do país.
O termo significa, em bom português, que um novo elemento será acrescido à equação de contratações. Um agente externo – um grupo de empresários, por exemplo – determinante para o sucesso da empreitada. Foi nessa toada que o Flamengo apresentou nomes como Ronaldinho, Vampeta, Romário, Edmundo, e tentou, sem sucesso, trazer o Robinho.
O prazer de assistir à grandes astros com o Manto Sagrado dura até o primeiro atraso salarial.
O amor acaba, a relação se desgasta e, pouco depois, time e atleta rumam por caminhos diferentes.
A conta, porém, só chega para o clube, que é acionado na justiça e, não raro, cede jovens promessas para bancar o prejuízo. É claro que nem todo negócio é ruim.
Adriano, em 2009, não só foi protagonista do título brasileiro, como fez a venda de camisas disparar. Mas a alegria durou pouco mais de um ano. Muito pouco para um clube como o Flamengo, não?
A gestão Patrícia Amorim ficou marcada pela irresponsabilidade e pelo caos financeiros, como se descobriria meses depois; foi ainda ridicularizada pelo tempo investido na recuperação do “parquinho” e pelas medidas populistas (como a apresentação de Vagner Love). Depois de anos de maus tratos, era hora de recuperar o clube.
Foi com essa filosofia que um grupo de empresários se reuniu para resgatar a credibilidade do Flamengo e recoloca-lo em seu devido lugar.
Primeiramente na figura de Wallim Vasconcelos, a Chapa Azul reuniu rubro-negros de boa fé, sedentos em ajudar o Mengão e dispostos a construir, junto a esse grupo, o clube mais forte do país.
O início não foi fácil. O buraco indicava uma dívida quase 100% maior do que a publicada. Os jornais estampavam que o Flamengo celebrava a conquista das CND’s, enquanto alguns torcedores se perguntavam “em que posição ele jogava”.
As medidas impopulares despertaram a ira da oposição, que se habituou a praticar contratações megalomaníacas e a ceder ingressos às torcidas organizadas; despertou também certo receio nos torcedores, que não entendiam como o clube pretendia ser competitivo com um time que não era capaz sequer de manter o Vagner Love, então artilheiro do clube.
A ordem era uma só: daqui pra frente, seremos uma instituição sustentável, responsável com suas contas. Doa a quem doer.
O Flamengo abria mão oficialmente da política das engenharias financeiras para assumir a austeridade como carro-chefe. Entre erros e acertos, o time sagrou-se campeão da Copa do Brasil, anunciou o pagamento de 100 milhões de reais em dívidas e celebrou não ser lembrado como um time que atrasa salários.
Em 2014, o elenco encorpou-se e, mesmo com as campanhas decepcionantes – especialmente na Libertadores da América -, o torcedor, antes desconfiado, agora endossa o discurso da diretoria, liderando, inclusive, campanhas que ajudam o clube a pagar dívidas.
A política de responsabilidade foi premiada por instituições financeiras, elogiada por jornalistas de todos os cantos e até mesmo temida por cartolas de outros clubes.
2015 não será um ano farto. Se as contratações de Marcelo Cirino (Atlético-PR) e Jádson (Corinthians) se confirmarem, é muito provável que sejam as maiores da temporada. Sinceramente? Eu acho ótimo. Com um elenco menos talentoso do que o atual, o Flamengo ganhou sem sustos o estadual – e a tendência é que os rivais diretos estejam enfraquecidos nesse início de ano.
A manutenção da base de um elenco razoavelmente jovem, em busca de um lugar ao sol, é uma grande notícia. A maior parte dos nossos atletas está na fase ascendente da carreira e o futuro é promissor.
Se conquistaremos grandes títulos esse ano? Não sei. Não somos favoritos e nem seremos aclamados pela imprensa como tal. Não importa. Enquanto nossos rivais descobrem as engenharias e são celebrados por isso, nós vamos, de mansinho, fazendo o que é certo. Pagando dívidas, ajeitando a casa, construindo um futuro vencedor.
Não desanime se não anunciarmos um selecionável nessa janela de transferências. O futebol brasileiro precisa de um choque e, uma vez mais, é o Flamengo quem está na vanguarda. Pra cima deles, Mengão!