Autor: diogo.almeida1979

  • Hoje tem Orgulho da Nação!

     Duelo de gigantes! Fla e Minas jogam pela recuperação no NBB.           

    Por Bruno Vasconcelos - Twitter: @BruNoCellos_CRF - Para o Mundo Bola Informação

    Jogo brigado em Minas.

    O Orgulho da Nação entra em quadra hoje, ás 19: 30, no ginásio do Tijuca Tênis Clube para tentar sua recuperação no NBB7. O jogo tem cara de revanche, já que o  Minas quebrou a invencibilidade rubro-negra, em novembro do ano passado. Em Belo Horizonte, o confronto foi bastante equilibrado, com o time mineiro conseguindo a vitória nos segundos finais por 78 x 76. Quase três meses depois, o enredo tende a ser o mesmo, pois as equipes vêm de resultados negativos e precisam muito da vitória. O Flamengo tomou um passeio do líder Bauru, enquanto que o Minas, surpreendentemente, perdeu para o Brasília dentro de seus domínios.

    Pelo Minas, o americano Collum tem sido um dos destaques, o ala/armador é o segundo jogador com maior aproveitamento em arremessos de três pontos. No Mengão o destaque também é americano, Jerome Meynisse é um dos jogadores mais regulares da equipe rubro-negra. Na derrota para o Bauru, o pivô fez 21 pontos e conseguiu 9 rebotes.

    O Flamengo vai se manter na quarta posição em caso de vitória, mas um revés na pior das hipóteses colocaria o Flamengo na sexta posição na tabela. Com o Mengão vencendo, e com uma derrota do Mogi, que é o atual terceiro colocado amanhã para o Limeira, o Flamengo rouba a terceira colocação dos Mogianos. Jogo de extrema importância para as pretensões Rubro Negras no NBB.

    O Flamengo deve entrar em quadra com:

    Laprovittola, Marcelinho, Marquinhos, Herrmann e Meynisse

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    Atenção Nação, tem promoção !

    Com dois jogos em sequência no Tijuca Tênis Clube, o Flamengo resolveu fazer uma super promoção. O valor inteiro é de R$40 para os dois jogos e sócios-torcedores pagam valor de meia-entrada, R$20 (R$10 cada jogo). O valor das entradas avulsas é de R$30 (R$15 meia).

    Compre os ingressos online em : http://www.guicheweb.com.br/ ou nas bilheterias do TTC.

    Ginásio do Tijuca Tênis Clube – Rua Desembargador Izidro, 76

    Minas – 3/02, às 19:30

    Uberlândia – 5/02, às 20:00

    Ingressos: R$30 (meia R$15); pacote para os dois jogos R$40 (meia R$20)

    Sócios-torcedores e torcedores com a camisa do Flamengo também pagam valor de meia-entrada.

    MRN vai te deixar informado sobre o jogo, no @Mundo Bola_CRF! 

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    (Foto: NBB oficial)

  • Quarta, 22H

    Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!

    Do ponto de vista do torcedor que não vai ao estádio, mora longe, trabalha na casa do c* e demora horas num trem pra chegar no subúrbio, o horário das 22H está perfeito.

    O operário já chegou em casa, o universitário já cabulou a aula, o bebê dormiu, o cachorro parou de latir, a patroa foi ler revista de fofoca. Depois do banho tomado, depois do jantar, depois de um dia dos diabos, o cidadão rubro-negro no sofá descansa. Escolhe seu amendoim, arranja uns goles. Finalmente os fantasmas se dissipam, apenas o Flamengo existe.

    Que o torcedor que vai ao estádio entenda: já é um privilegiado, espartano, vivendo in loco o novo capítulo. Seu sacrifício é por milhões: 40 mil num estádio, mil vezes mais fora dele, todos de orelha num rádio, numa tevê, com a paz necessária para que possamos torcer juntos.

    Que se brigue por melhorar o sistema de transporte, a segurança e que os estádios lotem sempre. Mas todo jogo do Flamengo é um Super Bowl, é um Especial de Fim de Ano. É um show de Sinatra. Não pode passar na hora do rush, na hora da janta.

    E, quando um jogo resolve ser ruim, com pereba e bola murcha, o pobre do trabalhador flamenguista pode até dormir mais cedo – o país precisa dele descansado.

    Na reflexão sobre o horário ideal para o torcedor torcer, todos eles, em sua concentração máxima, que sejam consideradas as vicissitudes de 99,9% dos torcedores. Dizia o Capitão Spock, sabiamente, “as necessidades de muitos sobrepõem-se às necessidades de poucos… Ou a de um só”.

    Orra, é Mengo!

  • Fechem os portões!

    Os dias que antecederam a estreia do Flamengo no campeonato carioca foram um retrato fiel do futebol fluminense dos anos 90. A instituição era uma verdadeira província, onde o senhor feudal Eduardo “Caixa d’Água” Vianna dava as cartas. Dirigentes fanfarrões, igualmente amadores, eram a tônica de um torneio nitidamente falido, mas ainda alimentado pela TV aberta como o “estadual mais charmoso do país”.

    O tempo cobrou seu preço e devastou o futebol carioca. O Fluminense foi o primeiro a ser atingido; não demorou muito até que o Botafogo fosse também abatido. O Vasco de Eurico Miranda conseguiu mascarar um pouco mais os seus problemas, mas também foi atingido. Por linhas tortas – e com muita sorte, diga-se de passagem -, o Flamengo balançou, viveu anos duríssimos e esteve muito próximo do fundo do poço.

    Flamenguistas de boa fé resolveram dedicar tempo a um plano audacioso, honrado e árduo: resgatar sua paixão e fazer do Flamengo um clube responsável, vencedor e novamente na vanguarda da modalidade no Brasil. Não seria fácil: convencer uma torcida bipolar de que vencer não seria necessariamente o mais importante, limpar a Gávea de suas raposas felpudas e recolocar o clube nos trilhos administrativos seriam as primeiras e mais importantes medidas para fazer do rubro-negro uma potência.

    Nem tudo são flores na administração da Chapa Azul, que entra no seu último ano de mandato com elevada aprovação da torcida, admirada com a serenidade de seus dirigentes. Os elogios na imprensa responsável se proliferaram nos últimos 24 meses e tudo caminhava muito bem. Até que…

    Bem, seria simplista dizer que Eurico Miranda é o responsável por criar todo esse furdunço. Mas a volta do velho dirigente é um ingrediente importante para compreender o cenário. Hábil politicamente, profundo conhecedor de regulamentos e com uma capacidade única de atrair para si os holofotes, o mandatário vascaíno resolveu agitar o ambiente. Convocou o conselho arbitral, encheu o presidente da FERJ (Rubens Lopes) de afagos e anunciou publicamente que o Carioca era o mais importante dos torneios. Levou os cartolas dos clubes pequenos na lábia, vendeu pra imprensa a mentira de que, tabelando para baixo o preço dos ingressos, voltaríamos a ter um campeonato atrativo.

    Flamengo e Fluminense rapidamente se posicionaram contra a prática adotada. Iniciou-se, então, uma guerra velada através de notas oficiais, com a dupla Fla-Flu mostrando-se contrária às decisões tomadas e flertando com a criação de uma Liga para 2016. Um novo arbitral foi convocada e o clima de animosidade foi instalado. EBM abandonou a reunião se dizendo ofendido com uma série de xingamentos e comportamento inadequado do mandatário da FERJ. O que se seguiu a partir daí, provocou sentimentos distintos nos dirigentes e também nos torcedores.

    Boa parte da mídia – a mesma que elogia a diretoria rubro-negra e sua administração – comprou o discursinho mole de preços tabelados; torcedores, aos montes, pediam para que o rubro-negro escalasse times reservas ou juniores. O pior estava por acontecer.

    Sábado, 31 de janeiro, e o Flamengo se dirige à Macaé, onde enfrenta o time da casa pela estreia oficial no Carioca. Minutos antes do início da partida, o goleiro macaense Ricardo Berna aparece com um corte no rosto, reclamando com veículos de comunicação; afirma ter sido agredido por um grupo de torcedores que invadiu o estádio, passando pelos corredores de acesso ao vestiário, agredindo-o e saqueando os materiais do clube local.

    Um repórter do Sportv se aproxima de Eduardo Bandeira de Melo, que acompanhava de perto ao jogo preliminar de juniores e reproduz o relato de Berna. Sem conhecimento do ocorrido, ele desconversa, deixando o caso para a segurança; para muitos, de maneira sonsa. Pra mim, ele deixava o assunto de lado por uma razão simples: embora tenham sido torcedores do Flamengo – e, sim, o clube pode ser punido por isso -, não é da competência do presidente responder por uma questão ainda não apurada de segurança.

    Fato é que o comportamento do presidente foi mal digerido por muita gente. Imagens de TV mostraram, minutos depois, que a confusão foi fruto de um portão aberto sem a devida segurança. Mas ali, já não importava muito o que ocorrera: o técnico do Macaé acusou Vanderlei Luxemburgo de criar um clima hostil; comentaristas de canais fechados desciam a lenha no clube, pedindo punição ao Mais Querido. O caso mais grave veio num programa de mesa redonda, já no domingo, onde o âncora afirmava que o presidente rubro-negro trocara ofensas – teria ele participado da arbitral? – com Rubinho e, que inclusive, merecia uns sopapos. Oi?

    A partida, mesmo com momentos raros no futebol, ficou em segundo plano. EBM veio a público no Redação Sportv se defender de acusações injustas, Ricardo Berna reiterou duras críticas ao clube, que foi alvo de novos ataques dos mais variados veículos da imprensa.

    Há poucas horas, o vice presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, desligou-se da diretoria. Escreveu uma carta simples, sem indicar a razão para ter saído. No campo especulativo, há quem acredite num desgaste de ter que dividir suas atenções entre o clube e seu trabalho, em São Paulo. Para mim – e aqui é mero palpite -, Bap deixa a diretoria por não concordar com a postura moderada e a tentativa de conciliação com a FERJ. Muitas vezes acusado de arrogante, ele sempre foi adepto do discurso “o Flamengo é maior que tudo e os incomodados que se acostumem com a ideia” e acredito fielmente que ele desejasse bater de frente, comprar a briga e reiterar a força que o rubro-negro tem no esporte; pressionar para “mostrar quem manda”. Como eu disse, é mero palpite.

    Depois de dias tão conturbados, é hora de fechar os portões. Já que aquele, escancarado em Macaé, não segurou o ímpeto de alguns torcedores, é nossa vez de segurarmos aquele que podemos: falar menos, afastar-se da imprensa irresponsável que tenta nos desestabilizar, parar de dar munição para essa gente e deixar esse bando de maluco falando sozinho. O Flamengo tem muito mais a perder com esse tipo de evento do que qualquer outro – e, convenhamos, já estamos perdendo muito com a competição nesses moldes…

    Abram os portões!

    Como nosso objetivo é fornecer ao rubro-negro um pouco mais de rubro-negrismo bem intencionado, recomendo a leitura de dois textos ótimos que foram publicados sobre esse cenário.

    Do Vinicius Paiva – http://www.blogteoriadosjogos.com/2015/02/02/tudo-questao-de-elasticidade/

    Do Gustavo de Almeida – http://www.falandodeflamengo.com.br/2015/02/02/o-esforco-de-guerra-do-oceano-azul/

    Os textos têm focos distintos, mas ajudam a complementar muito bem as ideias em torno desse post. Um olhar lúcido e dotado de razão; pros céticos de plantão pararem de olhar simplesmente para o que rola em campo e entender que o nosso futuro é brilhante!

    Abram os portões II !

    Ouvi a ideia no Bate-Bola primeira edição, vindo do jornalista Gustavo Hofman (se alguém sugeriu antes, desculpe-me pela falta de créditos!). Ao fim do Super Bowl XLIX, o dono do campeão New England Patriots disse amar o Brasil – citando a primeira dama do time, a modelo Gisele Bündchen. Mostrou-se entusiasmado com a ideia de trazer a franquia para uma exibição em solo brasileiro.

    Certamente não é simples organizar um evento dessa magnitude, mas imaginem que bacana seria ter o time campeão do torneio mais importante da modalidade enfrentasse o Flamengo FA no Maracanã? Treinos na Gávea, aumento de popularidade, arrecadação recorde e – por quê não? – uma parceria com quem sabe, como ninguém, como organizar um espetáculo. Fica aí a ideia!

    SRN

    Daniel Endebo escreve no Blog Molambo Racional do Mundo Bola Blogs
    Twitter: @danisendebo

    Espaço para debater racionalmente com a Nação Rubro-Negra sobre qualquer assunto que envolva o nome sagrado do  Mengão

  • Valido: O campeão de duas nações

    Agustín Valido nasceu em 31 de janeiro de 1914 na capital Argentina, Buenos Aires Pérola da cantera do Boca do Juniors

    Paty Castelan (Twitter: @PatyCastelan)

    Agustín Valido nasceu em 31 de janeiro de 1914 na capital Argentina, Buenos Aires. Pérola da cantera do Boca do Juniors, o maior Clube do país vizinho, jogou também no time principal, sendo campeão nacional pelo “Azul y Oro” no ano de 1934, tornando-se um ídolo da torcida xeneize que se autodenomina como sendo o “12º jogador” da equipe. E realmente o é. Tal como o rubro-negro que ele viria a conhecer.

      Em 1937, Valido entrou para uma equipe chamada Combinado Becar-Varella, time formado só por jogadores argentinos que se rebelaram em seu país e foram excursionar e fazer jogos no Brasil.  Quando chegou ao Rio de Janeiro, numa partida contra o Flamengo, o futebol precioso, refinado de Valido, chamou a atenção do Presidente rubro-negro que o contratou de imediato. Começava ali uma história de glórias ao rubro-negro Carioca e ao craque argentino.

    Valido é o quinto maior artilheiro estrangeiro da história do Flamengo tendo marcado 45 gols em 143 jogos que disputou com o manto sendo o mais importante e o que o eternizaria como ídolo do rubro negro Carioca, o gol sobre o Vasco na conquista do primeiro Tri campeonato Carioca do Flamengo em 1944 (O Flamengo repetiria a façanha por mais 4 vezes, sendo Penta Tri do Campeonato Carioca).

    A história do primeiro Tri Carioca do Flamengo com Valido impressiona. É daquelas histórias mágicas que só acontecem nos Clubes mais amados de cada país.

    Em 1944, Valido já havia pendurado as chuteiras há um ano e sete meses quando foi até a Gávea para jogar bola sem compromisso. Uma pelada entre amigos.

    Ao ver como Valido ainda jogava muito bem, o atual técnico Flávio Costa, que queria um cabeceador como Agustín, fez o convite surpreendente: queria que Valido voltasse e atuasse no time novamente há dois jogos da final do estadual daquele ano. Valido ficou surpreso, hesitante mas aceitou.

    Para deleite da maior torcida do mundo, marcou na sua reestreia na goleada de 6 x 1 em cima do arquirrival, Fluminense. O próximo jogo seria contra o Vasco da Gama, e a mágica aconteceria.

    Diz  a história, que no dia da final, Valido acordou sentindo-se mal e jogou com 39 graus de febre. Aos 41 minutos do 2º tempo, abriu o placar marcando um belo gol de cabeça, sua especialidade, que deu ao Flamengo o 1º Tri Campeonato do Carioca e decretou o 2º lugar ao Vasco, a freguesia que permanece até os dias atuais.

    Os jornais da época estampavam Valido exultante e o Vasco deprimido, derrotado pelo rubro-negro (também permanece nos dias atuais).  Um deles, imprimiu: “O Tento de Valido. O gol de valido trouxe um Tri em que só o Flamengo não parou de acreditar”.

    O Flamengo havia vencido o Carioca em 42-43-44. Eram tempos difíceis. A Segunda Guerra Mundial assolava o Mundo e trazia muitos imigrantes ao Brasil que recebia a todos, com dificuldades pelas arbitrariedades dos governantes da época mas que nada eram perto dos horrores dos países em guerra. Os imigrantes espalhavam-se pelo Brasil e vendo a exuberante natureza, o povo local acolhedor, descobriram o futebol e o Flamengo pelas ondas de rádio.

    O rubro-negro Carioca não pertencia mais só aos cariocas. Eles tiveram que acostumar-se a dividir seu Clube com diversos sotaques e pessoas diferentes. Nos pés da brilhante geração de 40, o Flamengo passara a ser o Mais Querido do Brasil que já não era só de brasileiros. Os imigrantes tinham o Brasil como um paraíso, o futebol como um bálsamo em suas sofridas vidas e o Flamengo um amor maior que lhes seria imutável e passaria de geração em geração.

    Na década de 60, Valido atual como diretor de futebol do Flamengo onde em sua passagem como gestor, em 63, conquistaria mais um estadual: o Carioca de 63.

    Valido faleceu em 1998. Durante sua vida, não cansou de dizer que seu amor pelo Flamengo era maior que tudo e que “jogar no Flamengo foi sua maior emoção”, como nessa emocionante entrevista

    Cada rubro-negro compartilha o mesmo sentimento de Valido, que faria no último sábado 101 anos. O amor do nosso craque pelo Fla ficou eternizado como ele, na história do “Mais Querido”.

  • O Campeonato Carioca morreu: Viva a Liga Rio-Minas!…

    Há pelo menos duas décadas, o futebol do Estado do Rio de Janeiro vive sob o jugo de uma poderosa força involutiva…

    Gustavo Genovese

     

    Há pelo menos duas décadas, o futebol do Estado do Rio de Janeiro vive sob o jugo de uma poderosa força involutiva. O atual presidente do Vasco, Eurico Miranda, comanda de fato os rumos do futebol carioca, e o faz desde os tempos do lastimável dirigente Caixa D’água, passando agora pelo atual – de difícil adjetivação, pois que corre-se o risco de se resvalar na ofensa pessoal, algo que parece tão ao seu gosto – que atende pela alcunha de “Rubinho”. É fato incontestável que, os últimos presidentes da FERJ outro papel não tem desempenhado do que o de meras marionetes manipuladas ostensivamente pelo poderoso chefão vascaíno.

    A filosofia administrativa que orienta a direção da FERJ espelha, perfeitamente, a perversa cultura enraizada no esporte brasileiro, a qual apresenta as seguintes características: amadorismo primitivo; autoritarismo anacrônico; parcialidade nas decisões; truculência no trato com os filiados; falta de transparência na gestão; inconfessáveis manobras de bastidores; enriquecimento da entidade em detrimento dos clubes e o desprezo pelos seus reais interesses.

    Essa lamentável realidade não mudará, no âmbito do provinciano futebol carioca, ao menos, nos próximos anos, e, talvez, mesmo, nas décadas vindouras, pois que, igual ao câncer, os maus dirigentes geram metástases …

    Num momento em que se discute no Congresso Nacional a edição de uma lei que possibilita aos clubes o refinanciamento de suas dívidas fiscais com a União, exigindo-se para tanto contrapartidas em termos de responsabilidade administrativa e práticas rigorosas em matéria de governança institucional, causa espanto o comportamento da FERJ que busca, deliberadamente, fragilizar economicamente os clubes que não são simpáticos àqueles que a dirigem.

    Em tal contexto, a criação de uma liga de futebol, a qual Flamengo e Fluminense emprestaram o nome provisório de Liga dos Clubes Cariocas, é uma realidade que se impõe. Apenas, faz-se necessária uma ampla discussão acerca do caminho jurídico a ser trilhado, bem como em relação à abordagem mercadológica a ser realizada.

    Sem esmiuçar de forma desnecessária e tediosa, considerando a natureza deste texto, os aspectos legais quanto ao formato jurídico-institucional de uma possível liga a ser criada, vejo como a solução mais viável a constituição de uma associação civil de abrangência regional, uma liga regional (nos termos dos artigos 13, V; 16, § 2°; 20, § 2°/6°, todos da Lei n° 9.615, de 24 de março de 1998 – Lei Pelé -, assim como do Decreto 3.944/2001, que a regulamenta). Esse figurino jurídico, inclusive, não é algo inédito, pois em passado recente teve existência quando da constituição das Ligas Rio-São Paulo, Sul-Minas, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Para a instituição de tal liga, cujo âmbito é regional, faz-se necessária apenas – uma vez observada a legislação aplicável à espécie – a comunicação da criação da respectiva liga às entidades nacionais de administração do desporto, no caso, as relativas ao futebol.

    Assim, uma liga regional de clubes, a qual abarcasse mais de um Estado da Federação, por exemplo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, passaria a compor o Sistema Nacional do Desporto, mediante o atendimento da legislação em vigor, conectando-se juridicamente à CBF, que é o ente que integra o sistema FIFA. Nesse contexto, a forma de inserção do Flamengo no sistema organizacional da FIFA se daria através dos vínculos da liga regional criada, e do próprio clube, com a CBF, deixando de existir o liame existente por meio da FERJ, da qual, em momento oportuno (após a criação da liga regional e o reconhecimento pela CBF da sua adequação às exigências legais e regulamentares), o Flamengo se desfiliaria.

    As vantagens para o cube seriam de diversas ordens. Algumas imediatas e evidentes, como: auferir maiores receitas através de contrato de TV, sem a participação parasitária da FERJ; poder fixar em valores muito inferiores as taxas cobradas pela liga a ser criada a título de despesas administrativas (a FERJ, por exemplo, cobra 10% sobre as receitas de bilheteria); incorporar as receitas oriundas das placas publicitárias (valor hoje abocanhado pela FERJ); disputar partidas em outras praças pelo Brasil afora, com ganhos de bilheteria e de fidelização de mercados; além de aprofundar a abordagem profissional em relação aos sócios-torcedores e à política de precificação dos ingressos. Isso tudo sem contar com o ganho em termos de lisura e credibilidade que um campeonato organizado fora da estrutura decrépita da FERJ imediatamente significaria.

    Restam, ainda, por acrescentar, algumas breves considerações sob o ponto de vista mercadológico do que poderia representar a fuga desse verdadeiro atoleiro esportivo-econômico em que o campeonato carioca, nos moldes em que é disputado, se transformou. É preciso que tenhamos consciência que essa marcha ininterrupta de fracassos promovidos e organizados pela FERJ não terá fim. O Flamengo, que hoje é referência em gestão administrativa, não pode, passivamente, tomar parte nessa tragédia apregoada. É preciso que se adote uma atitude mais pró-ativa, buscando-se conquistar novos mercados para o campeonato que ocupa os primeiros meses do calendário esportivo anual do clube.

    Tendo presente essa realidade, entendo que a estratégia de mercado mais adequada seria tentar cooptar clubes de outros estados – até porque, a liga a ser criada teria necessariamente âmbito interestadual -. A minha percepção é de que os clubes mineiros (Cruzeiro, Atlético e América-MG) seriam extremamente receptivos à ideia da criação de uma liga regional – dependendo da quantidade de clubes que viessem a participar, talvez nem precisassem deixar de disputar o campeonato local -. Esses clubes teriam um enorme ganho em termos, inclusive, de repercussão, nem se fale no aspecto econômico, pois participariam de um campeonato de expressão nacional, o que só a presença do Flamengo é capaz de possibilitar.

    Enfim, com a criação de uma liga regional, com a participação de clubes de grande expressão no cenário nacional – com o obvio ganho em termos financeiros que isso significa -, e o abandono do campeonato organizado pela FERJ, o Flamengo também estaria, além de tudo, frustrando a desprezível estratégia do chefe da organização vascaína de fomentar, na base do rancor insano, a rivalidade entre os clubes; e, assim, jogar por terra os delírios megalomaníacos do iracundo dirigente que acalenta o sonho de reconstruir os escombros de São Januário (com o apoio do prefeito Eduardo Paes, seu aliado político), usando a alavancagem dos mandos de campo administrados pela FERJ, assim como pelo fato de que tanto o Maracanã, quanto o Engenhão, não poderão ser usados em boa parte do primeiro semestre de 2016 em função das obras relativas ao jogos olímpicos.

    Esperemos que a atual direção do Flamengo, mais uma vez – e como tem feito nesses dois anos de profícua administração – honre as tradições de coragem e hombridade do clube, e leve os interesses da instituição até as suas últimas consequências.

  • Bap pede desligamento da diretoria do Flamengo

    Em comunicado, Bap decide deixar seu cargo na diretoria do Flamengo

    Por Igor Pedrazzi - Twitter: @Igor_Pedrazzi - Para o Mundo Bola Informação

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    Um dos pilares nessa nova fase do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, anunciou seu desligamento da função de vice presidente de marketing do Flamengo. Abaixo segue o comunicado do próprio informando a decisão, na íntegra:

     

    “Carta aberta à Nação Rubro Negra

    Meus Caros,

    Dirijo-me aqui a todos os rubro negros para comunicar que decidi desligar-me da gestão do Clube Regatas Flamengo.

    Devo dizer à toda a Nação que, servi-los, foi acima de tudo a realização de um sonho, uma honra da qual jamais me esquecerei e que tenho enorme orgulho de minhas contribuições.

    Peço desculpas pelos erros, ainda que, como na vida, sejam (e foram!) as sementes do aprendizado.

    Deixo aqui o meu sincero “muito obrigado”, àqueles que contribuíram de alguma forma com o meu sonho, a saber:

    – à minha esposa e à minha família, que sempre apoiaram a minha dedicação ao Flamengo;

    – aos meus amigos rubro negros ,aos companheiros de chapa AZUL ,aos profissionais que aceitaram o meu convite e se juntaram ao clube-além do que eu aprendi com vocês- por acreditarem e jamais terem faltado com dedicação,competência e apoio;

    – à minha fantástica equipe de Marketing! Nunca antes na historia deste se clube se fez tanto com tão poucos abnegados(5??);

    – aos patrocinadores, por acreditarem em mim quando só tínhamos um discurso e muita vontade, por jamais faltarem com apoio,transformando o nosso clube na maior arrecadação de Marketing do Brasil em menos de 2 anos;

    – aos mais de 54.000 sócios-torcedores que, podendo, se engajaram e contribuíram para o que o programa Nação Rubro-Negra tenha se transformado em menos de 18 meses no maior sucesso financeiro dentre todos os planos de ST’s do Brasil;

    – aos empregados e fornecedores do clube-antigos,que permaneceram ,e aos novos que trouxemos- por sua permanente paciência,fé e dedicação de, a cada dia, servirem melhor;

    – aos sócios do clube, pela paciência conosco e confiança que depositaram em mim;

    – Aos meus companheiros de Conselho Diretor, que, com o seu apoio, paixão, seriedade, dedicação, cumplicidade e competência, trouxeram contribuições que possibilitaram resultados fantásticos e enormes avanços para o nosso Flamengo;

    – Aos inúmeros rubro-negros anônimos que me abordam com frequência, em diferentes lugares do mundo, sempre com uma palavra de incentivo, agradecimento, apoio, sugestões e críticas, sem terem nenhuma noção de como estes momentos sempre tiveram o dom de alimentarem a minha alma;

    – Por fim, agradeço aos milhões de rubro-negros que apoiam e acreditam no que pregamos, no sonho por trás do Projeto da chapa ‘Flamengo Campeão do Mundo’.

    Eu sempre estarei com vocês.

    ‘Tudo pelo Flamengo, nada do Flamengo.’

    Saio do Flamengo, mas o Flamengo jamais sairá de mim.

    Saudações rubro-negras,

    Bap”

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    Muito obrigado Bap, e boa sorte!

    SRN!

  • “Barca: expectativa x realidade

    Aqui vamos comparar a lista dos dispensados, ou negociados, com a pesquisa realizada pelo blog, além da minha própria opinião sobre alguns jogadores.

    Por Thauan Rocha (Email: @flaimparcial@outlook.com) - Mundo Bola Blogs: Flamenguista Imparcial

    Erazo foi emprestado ao Grêmio depois de muita negociação (Foto: Site Oficial)

    Serão colocados jogadores que foram mal avaliados na pesquisa, por minha opinião ou que até foram bem avaliados e mesmo assim saíram.

    Felipe

    Situação: dispensado.
    Particularmente, acho um jogador que não vale o custo-benefício, por isso gostei de sua dispensa. Já na pesquisa feita pelo blog, não houve rejeição (95,7% optariam pela sua permanência).

    Chicão
    Situação: dispensado. Atualmente no Bahia.
    Seu problema maior é a idade. Hoje não tem mais fôlego para ser nosso zagueiro. É importante destacar sua saída que, apesar da dívida da diretoria, foi pela porta da frente elogiando o Flamengo como um todo e dizendo confiar que os nossos gestores vão pagar o que devem. Esse caso não deve ser um problema.

    Erazo
    Situação: teve seu empréstimo repassado ao Grêmio com o Fla pagando parte do salário.
    Suas diversas falhas fizeram seu status de craque equatoriano ser contestado. O que fez 46,74% dos entrevistados ficarem felizes com sua saída do Flamengo.

    João Paulo
    Situação: dispensado. Atualmente é jogador do Palmeiras.
    Fraco tecnicamente. Não pode ser o dono da lateral esquerda do Flamengo. 80,44% dos entrevistados ficaram felizes com sua saída.

    Léo
    Situação: emprestado ao Internacional.
    Suas repetidas lesões não permitiram que mostrasse seu futebol. Apesar disso, a torcida ainda tinha esperança nele para que voltasse a apresentar o bom futebol que mostrou no Atlético-PR (85,87% queriam sua permanência).

    Amaral
    Situação: aprestado ao Vitória em troca pelo Artur Maia.
    Após a final da Copa do Brasil, desandou a chutar do meio da rua achando que tem habilidade. Erros e mais erros defensivos. Não voltou a ser o cão de guarda da defesa e por isso 87,78% aprovam sua saída.

    Recife
    Situação: emprestado ao Atlético-GO
    Resolveu acompanhar seu amigo Rafinha e foi ganhar experiência em Goiás. 75% dos entrevistados concordam com seu empréstimo.

    Mattheus 
    Situação: emprestado por seis meses ao Estoril, de Portugal.
    Marcado recentemente pelo jogo da semi-final da Copa do Brasil contra o Atlético-MG, não apresenta bom futebol há muito tempo. Para falar a verdade, não lembro de um jogo que justifique sua subida ao profissional. 85,56% dos entrevistados ficaram felizes com seu novo rumo.

    Élton
    Situação: dispensado. Deve assinar contrato com o Vitória.
    Péssimas apresentações lhe renderam apenas 14 jogos e 2 gols. Apesar do time não ter um armador para ajudá-lo, é de fraquíssimo nível para o que o Flamengo merece. 93,48% assinariam a sua rescisão contratual.

    Negueba
    Situação: emprestado ao Coritiba.
    Alegria nas pernas só se for no Sub-20. 80,44% concordam que ele deve ir fazer companhia ao Welinton, que renovou o empréstimo com o Coritiba.

    Artur
    Situação: retornou ao Londrina.
    Ninguém entendeu como esse cara conseguiu enganar o Flamengo. Até demorou muito para retornar ao Londrina.

    Caio Quiroga e Darlan foram emprestados ao ASA-AL após parceria firmada durante a negociação pelo lateral Thallyson.

    O Flamengo fez um pacote e emprestou 3 jogadores jovens ao Bragantino. São eles: Fernando (73,03% de rejeição); Muralha (91,21% de rejeição) e Igor Sartori (39,13% de rejeição). Como podemos ver, a torcida ainda tem mais esperanças com o último, mas essa pode ser uma oportunidade de ganhar experiência e ter espaço para jogar.

    Bruninho, Rafinha, Val e Tomas foram emprestados mais uma vez.

    Frauches: no começo da pré-temporada já tínhamos notícias de queriam que ele fosse negociado, mas o tempo vai passando e ainda permanece na Gávea, frustrando 68,13% dos entrevistados.

    Léo Moura: 67,74% queriam sua despedida do Flamengo, mas isso foi adiado para o fim do Campeonato Carioca – segundo afirmação do EBM, mas essa informação já tinha sido apurada por diversos jornais há certo tempo.

    Luiz Antônio: ser altamente rejeitado pela torcida não é o suficiente para ser emprestado. Wrobel chegou a falar na TozzaCam, que alguns times sondaram sua situação, mas nada evoluiu, o que deixa 84,62% dos entrevistados tristes.

    Esses são os jogadores que tiveram rejeição pela torcida e/ou foram negociados. Esperamos agora que os contratados possam suprir nossas necessidades e que ainda cheguem os dois reforços que o Rodrigo Caetano tanto fala que ainda busca.

     

    SRN!”

  • Fora de combate: Paulo Victor e Léo Moura vão desfalcar o Flamengo contra o Barra Mansa

    O Flamengo já tem duas baixas certas para o confronto contra o Barra Mansa, na próxima quarta no Maracanã. Falo de Paulo Victor e Léo Moura.

    O goleiro sofreu uma pancada na cabeça após disputa de bola com o atacante Aloísio, do Macaé, e precisou de nove pontos na testa. Por se tratar de uma lesão na cabeça, o goleiro nem dos primeiros treinamentos da semana participará, apenas ficando em total observação. PV teve alta no hospital ontem, e não apresentou nenhum tipo de complicação. A princípio, ficará sem realizar atividades de grande impacto físico.

    Já o lateral direito, sentiu um incômodo na parte posterior da coxa direita ainda na primeira parte do jogo, e por se tratar de um atleta de 36 anos, a comissão técnica decidiu poupar o jogador para lhe orientar em algum trabalho de fortalecimento e recuperação muscular. O caso não é grave. Não devemos ter mistérios, César e Pará são os substitutos imediatos e vão pro jogo.

    Vale lembrar que já temos Eduardo da Silva e Gabriel em fase final de recuperação muscular. Porém, ainda não foi definido se os dois estarão a disposição de Wanderley Luxemburgo para o jogo de quarta.

    .

    (FOTO: Gilvan de Souza/Flamengo)

  • Entrevista com Fred Mourão

    Fred Mourão, gerente de marketing e relacionamento do Flamengo, esclareceu pontos importantes sobre o a área no Rubro-Negro e convida STs para o clube esta semana

    Por Diogo Almeida - Twitter:@Dida_Zico - Para o Mundo Bola Informação
    Por Igor Pedrazzi - Twitter:@Igor_Pedrazzi
    

    Neste domingo, na Gávea, em evento para homenagear o campeões da copinha de 1990, o gerente de marketing e relacionamento do Flamengo, Fred Mourão, concedeu entrevista ao Mundo Bola Informação e falou a respeito dos eventos e projetos envolvendo os sócios torcedores. Segue abaixo o relato:

    Sócios torcedores tendo acesso aos bastidores da Gávea.

    SOBRE OS ENCONTROS E PALESTRAS COM DIRIGENTES

    “Na verdade, a ideia é criar uma interação entre os sócios torcedores e dirigentes do clube. E também com os ídolos do passado. A gente tem feito o bate papo do Nação, do programa Nação Rubro Negra. Já fizemos com o Paulo Henrique e Silva Batuta, já fizemos com Adílio e Julio César, anteontem fizemos com Paulo Henrique e Ananias. E agora estamos fazendo com os dirigentes: Semana passada com o Tostes e com o Dutra, que é nosso diretor financeiro. Nessa segunda feira agora (hoje) tem com o Bap, vice presidente de marketing e o vice presidente de comunicação que é o Gustavo. 

    Em breve faremos com o Rafael Strauch e o Pedro Iotti, que é vice presidente de secretaria geral do Flamengo. E a gente vai continuar fazendo com os ídolos também, e ídolos do esporte olímpico, a gente fechou agora com a Luísa Parente, só falta definir a data, tentando sempre fazer um por semana.  E não é só pra sócio torcedor! Quando o evento acontece no clube ele também gera acesso aos sócios do clube, logicamente com vagas limitadas pelo espaço que a gente tem.

    E é uma ação contínua. Sempre vamos trazer ídolos, mas pela agenda deles, tende a repetir alguns. Qualquer pessoa de qualquer estado pode se inscrever e vir. Por enquanto a gente não tem orçamento pra fazer evento de marketing, e enquanto isso a gente faz o que pode, o torcedor de fora do Rio que quiser vir, infelizmente é por conta própria, a gente ainda não pode bancar.”

    Vantagens em ser ST!

     

    FIDELIZAR O SÓCIO TORCEDOR

    “Queremos valorizar todos os ídolos do passado,  valorizar a história do Flamengo. A gente não tem a melhor maneira, pois não temos orçamento para fazer essas coisas. Porám fizemos o aniversário do Júnior aqui na Gávea, a gente faz o aniversariante do mês no Maracanã, claro que isso vai ajudar a trazer mais sócios torcedores para o programa, eles vão querer participar disso e vão acabar entrando. Isso é mais uma vantagem.

    A interação com o sócio-torcedor é uma busca sim. Os que já estão como sócios-torcedores se sentem privilegiados, pois eles tem uma outra vantagem. Então o que a gente quer é mais uma fidelização, a gente faz esses programas pra fidelizar quem já é sócio-torcedor, e , claro, se você é sócio torcedor, acaba falando pros seus amigos que isso ou aquilo está acontecendo, sai na mídia e as pessoas se interessam e viram sócios-torcedores porque vêem a oportunidade de estar em contato com seus ídolos.”

    PAGAMENTO EM BOLETOS NO SÓCIO TORCEDOR

    “Pelo histórico de trabalho e de relacionamento com pagamentos mensais, a gente já sabia que o boleto não ia dar certo. Mas as pessoas insistiram tanto que mais ou menos em julho de 2013 nós lançamos o boleto. Deu 75% de inadimplência, então não tem condições de manter o boleto co pagamento mensal.

    O que buscamos é uma solução para poder atingir as pessoas que não tem cartão, se bem que hoje em dia muita gente tem, até alguns cartões que você tira com facilidade. Mas, a gente está vendo isso sabendo que muita gente não tem ou que não quer usar.  Estamos tentando desenvolver o débito em conta, via conta de luz, mas as próprias concessionárias para aceitarem isso no débito direto na conta de luz, tem que ter um volume muito grande pra que se compense pagar as altas taxas, e ainda não temos isso. Quanto a boleto mensal, isso não vai voltar. O cartão de crédito só quando o cara é roubado dá algum tipo de problema.”

     

     

     

    @Mundo Bola_CRF

     

     

  • Notícia da Grande São Paulo

    Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!

    A Grande São Paulo anda depressiva. Sofre por sua seca, sua chuva, seu trânsito, pelo mau humor. Aqui, se mata por troco errado, por esbarrão. Um celerado com bala na agulha, só precisando de um motivo, vê o transeunte de camisa errada: a gota d’água, é tiro.

    Perigoso ser torcedor por aqui, a discrição é a melhor defesa. Cada vez mais raramente se vê torcedor saindo à toa, vida tranquila, com a camisa de seu time, com o filho pequeno no colo. As mães aconselham seus filhos. Algumas imploram. Esposas escondem as camisas de seus maridos. Alunos até evitam cadernos com estampas – pois se sabe mesmo que tudo é motivo para desavença.

    No trabalho, alguns nem mais assumem o que são, usam metáforas, pra evitar discussão no setor. Tudo é comedido, só uns mais chegados ficam de cochicho, tudo muito discreto, entreolhando.

    Só flamenguista ignora os perigos aqui. Este não tem par com o ódio alheio. Caminha descontraído – como quem pisa num calçadão de praia. O Rubro-Negro não é rival, é outra coisa além disso. É quase um distante torcedor de um Boca Juniors, um time com a qual a rivalidade tem hora e lugar.

    E como não se implica com sujeitos vestidos de camisa do Barcelona, do Chelsea, da Seleção Italiana, o Urubu também vai impune, permitindo-se propagar o Rubro-Negrismo. Com globalização e internet, essa geração sem fronteiras culturais tem hoje um acesso ao Flamengo jamais visto – um acesso que ainda tenta ser negado pela imprensa local, mas agora sem sucesso. Hoje o mundo é outro e, com a maior liberdade de escolha e como opção (ligeiramente) mais segura, cada vez mais torcedores escolhem o Flamengo nesta Grande São Paulo.

    Segundo alguns, o Flamengo tem a quinta maior torcida. Mas tem hora que parece mais que isso. Mesmo com toda a descortesia da imprensa esportiva da região, o inevitável acontece.

    Orra, é Mengo!