Autor: diogo.almeida1979

  • Um erro que a torcida rubro-negra não pode cometer novamente

    A Copa São Paulo de Futebol Júnior abre a temporada do futebol brasileiro. Embora tenha perdido sua essência ao longo dos anos — deixou de ser uma competição, cujo objetivo principal era revelar jogadores, para ser tornar um balcão de negócios — continua despertando o interesse dos torcedores, já que nesta época do ano, os times profissionais estão em período de pré-temporada.

    Ávidos para voltarem a respirar futebol, alguns torcedores acabam transferindo os seus sentimentos, sejam eles de contentamento ou insatisfação, do time principal, para os juniores. Os garotos são colocados no fogo e julgados como se veteranos fossem. Os elogios são proporcionais às críticas, criando um paradoxo terrível para os atletas que ainda estão em formação.

    A expectativa dos torcedores rubro-negros para a Copinha não era das melhores. Depois de ser campeão em 2011, as melhores campanhas do Flamengo aconteceram nas duas últimas edições da competição, sendo eliminado por Corinthians e Atlético Mineiro, respectivamente, nas oitavas de final. Somou-se ao retrospecto ruim, o final da temporada 2015, onde o time fora eliminado na primeira fase da Copa RS.

    Definitivamente o Fla não era favorito, e ainda que velado, existia um temor de que o Mengão nem passasse da primeira fase, quando o time ainda nem havia entrado em campo. A estreia, embora vitoriosa, reforçava esse tipo de pensamento. Frases do tipo “Esses jogadores não vão longe”, foram disseminadas nas redes sociais.

    Um pouco mais tranquilo, o Fla mostrou o seu potencial nos jogos seguintes. Bem armada por Zé Ricardo, que soube fazer a integração de alguns jogadores do time juvenil para os juniores, a equipe conseguiu mostrar um bom futebol e derrotar até com uma certa facilidade os seus adversários. O quadro que até então era anunciado como trágico, foi completamente revertido. Ao invés de temer a eliminação, a torcida já começou a imaginar o Pacaembu tomado de flamenguistas no dia 25 de janeiro, como aconteceu em 2011.

    Por falar em 2011, não há melhor exemplo do quanto a torcida pode ser nociva à Base Rubro-Negra. Os bicampeões rubro-negros foram alçados ao patamar de craques. Lembro do Adryan sendo chamado de “O novo Zico”. Quanta petulância! Cinco anos após a conquista, NENHUM jogador conseguiu se firmar com o Manto Sagrado.

    Embora a Copinha só esteja em sua terceira fase, já temos novos “Adryans, Muralhas, Neguebas, e Thomázes”. Jogadores que muito prometiam, mas por conta da empolgação descomunal da torcida e um erro de avaliação da comissão técnica, que subiu os jogadores sem terem a rodagem necessária, estão tendo uma carreira bem diferente da que imaginávamos.

    A torcida rubro-negra não pode repetir esse erro. Novamente, alguns jogadores despontam com boas chances de terem um futuro promissor no Mengão. Ronaldo, Felipe Vizeu, Lucas Paquetá e Patrick são bons jogadores e, se bem trabalhados, podem render excelentes frutos. Mas é preciso ter paciência! Eles não vão jogar no profissional da mesma forma que jogam na Base. O nível é completamente diferente. Pensar que ao subirem de categoria, os jogadores vão resolver os problemas do Flamengo, é tolice.

    É melhor, ou menos pior, ver o Márcio Araújo no time principal, do que queimar um jogador talentoso como o Ronaldo.

    Ronaldo, um dos destaques do Fla na Copinha

     

    Fazendo justiça aqui, a torcida não é a única culpada quando um jogador não vinga no time profissional do Flamengo. Leia mais em: Por que o Flamengo não revela bons jogadores como o Santos?


     

  • O Céu Pode esperar

    Imagem: Divulgação

     

    Quando eu era garoto nunca dei bola para a Taça São Paulo de Juniores, atual “de Futebol Junior”. Eu era ligado ao time titular do Flamengo, e via as equipes de base de maneira pontual. Ou seja, eu enxergava cada jogador da base conforme a imprensa o divulgava.

    Em uma das poucas vezes em que joguei pelada na Gávea, eu fiquei próximo a um recreativo da base rubro-negra. Esse dia foi muito engraçado, eu ficava olhando para os jogadores. Em certo momento fui para o gol. Aí eu fiquei conversando com um jogador que eu perguntei o nome, um tal Adílio. O mais engraçado é que chutavam as bolas e, mesmo com a minha total distração, os gols não saiam…

    Pouco tempo depois eu fui ao Estádio na Gávea para ver uma partida de juniores, onde a Magnética ficava gritando: “Ei! Ei! Ei! Leandro é nosso rei!”. Acho que era contra o Olaria, e o placar deve ter sido 2×0. Na memória, apenas fragmentos.

    Do mais distante que me recordo é Zico. Meu pai falava dele em 1972, durante uma campanha desastrosa no Campeonato Brasileiro. Ele lamentava que o jovem craque estivesse contundido. Nem posso atestar se isso era verdade. Afinal, mesmo se destacando, Zico foi se consolidar como craque a partir de 1978, juntamente com um time que se tornaria o maior que eu vi jogar.

    Durante um longo tempo acompanhei o surgimento dos novos valores nas preliminares no Maracanã. Vi o goleiro Milagres, o atacante Gaúcho, também tive o privilégio em ver Djalminha, Bebeto, Marcelinho Carioca…

    Mas me recordo com orgulho de ouvir jogos do Flamengo na Copa São Paulo de 1990. Se bem me lembro perdemos uma partida para o Santos, mas eu estava viajando e não consegui captar toda a peleja. O bom daquela edição é que formamos uma base que estaria na conquista do Brasileirão de 1992.

    Eu já ouvi muitas críticas em relação ao não aproveitamento desta base após se tornarem profissionais. Isso é uma falácia. Não obstante os erros de gestão pós 1993, a base de 1990 não apenas trouxe alegrias ao torcedor flamenguista, como foi consolidar conquistas a outras grandes equipes brasileiras. O Flamengo após 1995 que passou a sofrer por opções equivocadas de seus dirigentes. Endividamos-nos, e os times rubro-negros ficaram deveras instáveis.

    Não estou com nenhum rigor histórico. Apenas desejo compartilhar algumas lembranças. Hoje eu gosto muito de assistir aos jogos das categorias de base. Não espero o surgimento de um novo Zico, mas sim que o Flamengo retome o caminho da formação de bons valores.

    O que me motivou a escrever sobre esse assunto foi um comentário que li em um grupo de torcedores do Flamengo, de que esse time que está disputando a atual edição da Copa São Paulo é ruim. Na ocasião, do primeiro jogo contra o RB Brasil, eu questionei: como avaliar uma equipe com 30 minutos de jogo?

    E hoje, vejo que o problema nem é de avaliação, mas sim de uma expectativa equivocada de ver as coisas. Afinal, muitos defendem que a base não é para conquistar títulos, que ela deve ser para revelar jogadores. Porém, basta o time sub alguma coisa perder, para logo as cornetas do apocalipse já determinarem a existência de “latas da casa”, um deboche com a conhecida expressão “pratas da casa”, da retórica “Craque o Flamengo faz em casa”.

    Então, o Flamengo Sub-20 que disputa a Copa São Paulo 2016 apresenta uma significativa consistência. Até o momento são quatro jogos, 100% de aproveitamento, três gols sofridos e mais de dez marcados. Repentinamente fortes elogios são rasgados, com destaque para o versátil Ronaldo.

    O que mais me chamou a atenção ao Ronaldo nem foi sua qualidade técnica, que acredito até que tenha, mas sim a disciplina tática, que é algo que não vejo com tanta frequência no futebol brasileiro. Méritos prováveis ao treinador Zé Ricardo (que vi jogar!!!).

    Confesso que esse time do Flamengo da Copinha era uma incógnita para mim. Outros que acompanham mais de perto a base demonstravam certo ceticismo. Mesmo assim, eu torço. Torço pelo time vencer, torço para revelarmos jogadores. Torço pelo Fla ser campeão.

    O que mais me preocupa é o determinismo, a falta de paciência, a incoerência dos milhares de especialistas e videntes de nossa Torcida, com destaque particular para os que opinam nas redes sociais. Se na época do Zico as cornetas tivessem tanta amplificação, eu tenho dúvidas se ele seria aproveitado. Afinal, Zico tinha físico raquítico, talvez inferior ao de Douglas Baggio.

    Eu não sugiro quaisquer comparações em termos técnicos. Mas uma coisa eu tenho certeza: nada está definido! O aproveitamento dos jogadores no time profissional depende muito mais de estrutura do que da sorte. Jogador da base não pode ser salvador da pátria. Neste domingo nós tivemos a oportunidade de ver o jovem Adryan jogando no Campeonato Francês. Fez uma partida razoável, demonstrou bom passe, movimentação, participou do gol de empate do Nantes. Mesmo assim, muitos sequer suportam ouvir o nome dele. Injustamente, a meu ver.

    Ocorre que todos os jogadores que conquistaram a Copa São Paulo em 2011 são duramente criticados. Duramente! Eles acabam pagando muito mais do que suas próprias derrotas. Jogador da base do Flamengo não tem vida fácil. Nem mesmo Samir ou até mesmo o lateral Jorge.

    Todavia, quando começam a fazer bons jogos, parte da Magnética os promove diretamente do inferno ao céu. E como não são anjos ou deuses, a tendência é de que sejam cobrados além de suas capacidades, e sintam a pressão. Oscilar na juventude é normal. Mesmo Neymar apresentou variações no Santos.

    Se quisermos melhor aproveitar os jogadores formados nas categorias de base há que se ter paciência e planejamento. Por mais que rasguem elogios a revelações como o Ronaldo, o tempo será o senhor da razão, não nossas opiniões e vontades. O céu pode esperar.

    Cordiais Saudações Rubro-Negras!

  • O primeiro passo rumo ao tetra

    Mundo Bola infO primeiro adversário do Flamengo na Copa do Brasil 2016 será o Confiança (SE). Em busca do tetra-campeonato, o Mais Querido tem pela frente uma equipe pouco conhecida em âmbito nacional, mas muito tradicional no futebol sergipano. O “Gigante Operário”, como é conhecido, já conquistou 20 vezes o campeonato local e é o atual campeão.

    A partida de ida será realizada em Aracaju, e a de volta, se necessária, no Rio de Janeiro. O sorteio, além de definir o adversário, também marcou uma grande oportunidade para a Nação Rubro Negra do Nordeste: em caso de classificação, o Flamengo enfrenta Fortaleza (CE) ou Imperatriz (MA). Chance de ouro para o torcedor que raramente pode acompanhar o Mengão de perto.

    Foto: Flamengo

    Flamengo e Confiança já se enfrentaram apenas uma vez, pelo Campeonato Brasileiro de 1977, no Maracanã. O Mais Querido venceu por 3×1 com gols de Zico, Cláudio Adão e Manga (contra), e Hélio Sururu marcou para a equipe sergipana. Na ocasião, o time que encantou o mundo na década de 80 estava sendo montado, e o treinador era Jaime Valente.

    Com um primeiro semestre “vazio”, o Flamengo terá um bom tempo para se preparar para a Copa do Brasil. A Primeira Liga e o fraco Campeonato Carioca servirão para Muricy Ramalho testar todas as opções e definir uma equipe titular (diferente das temporadas passadas, quando o time foi sendo montado ao decorrer do ano). Assim como em 1990, 2006 e 2013, o Mengão não entra na competição como favorito, mas tem totais condições de conquistar mais um caneco e se igualar a Grêmio e Cruzeiro, clubes mais vitoriosos do torneio.


    Luiz Felipe Borges faz parte da equipe Mundo Bola Informação.

  • Em noite de gala, Fla goleia e avança na Taça São Paulo

    Vizeu brilha, Paquetá se redime após pênalti perdido e Fla passa por cima do Brasília


    Momento do gol de Felipe Vizeu, o segundo do Fla no duelo. Foto: Adriano Skrzypa/Mundo Bola

    Flamengo e Brasília se enfrentaram pela fase 28 avos de final da Copa São Paulo de Juniores no estádio Nogueirão, em Mogi das Cruzes.

    A bola rolou e logo com 3 minutos de jogo, Felipe Vizeu foi abraçado pelo zagueiro adversário dentro da área, gerando pênalti para o Flamengo. A cobrança não foi das mais felizes, Lucas Paquetá mandou por cima da baliza, isolou.

    O Flamengo manteve a bola no pé, sufocando o Brasília. Após escanteio batido por Matheus Sávio, Denner aparou com precisão e Lucas Paquetá, o mesmo que perdeu o pênalti, se redimiu mandando uma bomba no ângulo do arqueiro Fábio, abrindo o placar para o rubro-negro: 1×0.

    O Flamengo administrava o jogo, Vizeu teve boa chance de cabeça, mas sem sucesso. O Brasília chegava de forma pouco perigosa, mas tentava o seu gol.

    Quando menos se esperava, aos 30 minutos, Trindade achou um lançamento magistral para Felipe Vizeu que protegeu bem dos zagueiros e estufou com gosto a rede Brasiliense fazendo mais um pro Fla: 2×0.

    O Flamengo errou mais passes após o segundo tento, fazia o jogo correr e acabava forçando erros, mas manteve o placar até o juiz decretar o fim da etapa inicial.

    O segundo tempo começou e o Brasília só tinha uma opção, se alçar ao ataque, e fez isso. Em cabeçada de Klisman, Thiago operou uma defesa monumental no Nogueirão, evitando o primeiro tento do adversário. O Flamengo respondeu rapidamente com Paquetá, mas aí foi a vez de Fábio operar uma grande defesa.

    O Flamengo foi pra cima de novo. Lucas Paquetá enfiou uma bola ótima para Felipe Vizeu, que foi impedido de marcar seu segundo gol no jogo pelo arqueiro Fábio, que fez outra boa defesa.

    O jogo ia se amornando, mas o menino Patrick, que tinha acabado de entrar, tratou de resolver isso. Kleber fez boa jogada e tocou para Cafu que parou no goleiro Fábio, na sobra Patrick estufou a rede adversária. Flamengo chegava ao terceiro gol e praticamente selava a vaga na próxima fase.

    Logo depois Patrick puxou um bom contra-ataque e fez a bola chegar pra Cafu, que cara a cara com Fábio acabou perdendo.

    O Flamengo buscava toques de bola e explorava os contra-ataques e assim a partida chegou ao fim. Flamengo 3×0 Brasília.

    O próximo duelo do Fla na Copinha é contra seu primeiro adversário na competição. O Mais Querido voltará a enfrentar o RB Brasil, agora pela fase 16 avos de final.

    FICHA DO JOGO:

    Flamengo 3×0 Brasília

    Local: Estádio Nogueirão – Mogi das Cruzes (SP)

    Horário: 20h30

    Flamengo: Thiago, Thiago Ennes, Léo Duarte, Dener e Arthur Bonaldo; Ronaldo, Trindade (Kléber) e Lucas Paquetá (Hernique); Cafu, Felipe Vizeu e Matheus Sávio (Patrick)

    Brasília: Fabio, Robson (Raíke), Klisman, Luís Felipe e Guilherme; Tom, Danrley, Matheus Carneiro, Pedrinho e Kaio Nunes; Samuel (André)

     

  • Embalado pela ótima campanha na primeira fase, Flamengo busca a classificação diante do Brasília

    Com força total, Flamengo quer afastar a zebra e avançar de fase sem correr riscos

     

    Última corrente antes da partida contra o U. Mogi.               Foto: Adriano Skrzypa

     

    Neste domingo o Mengão volta ao estádio Nogueirão para mais uma partida da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O Mais Querido chega à segunda etapa da competição, com uma das melhores equipes da fase de grupos. O time comandado por  Zé Ricardo vem, até aqui, apresentando um futebol envolvente e ofensivo, mesmo ainda tendo muito a evoluir. A partir desta fase os jogos são eliminatórios, portanto, se Flamengo x Brasília empatarem no tempo normal, a decisão será nas penalidades.

    Na última quinta-feira (07), o Flamengo encarou o União Mogi. Já classificado, o time da Gávea entrou em campo com apenas dois jogadores titulares (Léo Duarte e Ronaldo) e, após um começo bastante movimentado, conseguiu sair com a vitória. Arthur Bonaldo e Patrick foram os nomes do primeiro tempo, após marcarem um golaço cada, fazendo vibrar o torcedor que foi ao estádio prestigiar. Thiago Ennes, que entrou no decorrer da etapa final, marcou o terceiro do Flamengo e o seu segundo gol na competição após uma bela finalização de cabeça. O Rubro-Negro terminou com 100% de aproveitamento a fase de grupos da Copinha.

     

    |Leia: Com golaços, Fla confirma primeiro lugar de grupo na Copinha   |Time reserva bate o União Mogi, mas não deixa boa impressão

     

    A trajetória do Brasília foi bem diferente do Mais Querido. O time da Capital Federal estreou a Capinha empatando sem gols com o Atibaia-SP. Na rodada seguinte o aviãozinho do cerrado foi derrotado pelo Goiânia pelo placar de 3 a 1, e viu suas chances de continuar na Copinha por um fio. Além de vencer a última partida do grupo, o Brasília teria que torcer por um empate ou derrota do Atibaia diante do Goiânia. Jogando contra a Portuguesa, o BFC fez sua parte e derrotou os paulistas por 2 a 0. Mas o sofrimento não terminou aí. Jogadores e comissão técnica tiveram que aguardar por duas angustiantes horas para comemorar a classificação. No outro jogo da chave, Goiânia e Atibaia empataram por 0x0 e o Brasília seguiu no torneio.

    Quem vencer o duelo terá pela frente o ganhador do confronto entre Goiânia e Red Bull Brasil – times que Flamengo e Brasília conhecem bem, pois enfrentaram na primeira fase do certame.

     

    Confira os números do Flamengo na primeira fase da Copa São Paulo de Juniores

           

    FICHA TÉCNICA

    Flamengo: Thiago; Thiago Ennes, Léo Duarte, Dener e Michael; Ronaldo, Paquetá e Matheus Sávio; Cafu, Luã e Felipe Vizeu. Técnico: Zé Ricardo

    Brasília: Fábio; Robson, Klisman, Luís e Guilherme; Ton, Carneiro, Kaio e Danrley; Pedrinho e Samuel. Técnico: Klesio Borges

    Arbitragem: Márcio Henrique de Gois. Auxiliares: Leandro Almeida dos Santos e Rodrigo Fondatto Rodrigues

    Estádio: Francisco Ribeiro Nogueira (Nogueirão)/ Mogi das Cruzes
    Horário: 20h30 (Brasília)

    TRANSMISSÃO

     SporTV e TV Brasil.

    O @Mundo Bola_CRF fará o Tempo Real no Twitter.

    A radioweb RPC vai transmitir a partida. Clique no ícone.

     

    Ronaldo, o escolhido da galera no Tempo Real de Fla x União Mogi, pelo @Mundo Bola_CRF.

     

     


    Matheus Soares faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @mathheusoares
    Adriano Skrzypa escreve no Blog Flamengo em Números, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @FlamengoNumeros

     

  • O Carioca 2016 e a promessa não cumprida


    Por Thauan Rocha | Twitter @Thauan_R e @flaimparcial Facebook: Flamenguista Imparcial

    O que aconteceu para o Flamengo recuar em sua postura? Porque prometeram se não poderiam cumprir?

     

    Talvez não seja nem necessário expressar aqui o quanto eu acho errado disputar o Carioca 2016, mas não é pelo campeonato em si, é pela Ferj e pelo Eurico. Ambos ajudam a destruir o futebol do RJ. Ambos fazem do outrora torneio de futebol mais charmoso do Brasil o atual campeonato longo e deficitário, que atende pelo nome Euricão, reacionário e antipático conforme o homem que conseguiu personificar a imagem do nosso Estadual. O de pior desempenho do Brasil, se considerarmos o potencial e os resultados financeiros e esportivos.

    Então vocês já devem imaginar como fiquei feliz ao ouvir do EBM que o Flamengo não jogaria com o time titular. Fui ingênuo. Talvez eu acreditei demais na força do Mengão.

    Claro que não teria como ficar sem usar os titulares completamente. Prejudicaria o ritmo de jogo pro Brasileirão. O antídoto contra esse problema seria fecharmos amistosos, todavia Rubens Lopes não iria permitir que fizéssemos uma série de amistosos fora (somos filiados à FERJ, temos que ter o aval dela. Péssimo, mas é assim que funciona, não tem jeito!). Porém, esperava que os mesmos só fossem usados nos clássicos, na reta final e em alguns poucos jogos contra os maiores entre os nanicos. Realmente seria para aproveitar o pouco de lucro que esse campeonato poderia dar e para nos preparar para o objetivo maior.

    Fato é que EBM prometeu por muito tempo, inclusive em sua campanha presidencial que não existia a possibilidade de entrar com o time titular por exigência externa. Sabia do risco da Globo recuar? Então o grande erro aí foi não deixar claro o risco de não poder cumprir o que prometeu.

    O Fluminense arregou. Era esperado. O apoio dele foi necessário em alguns momentos, mas não faz tanta diferença para a Rede Globo. Lembro que em 2014 o Botafogo jogou com time reserva e não teve carta da TV Carioca. O problema é que o time que dá audiência afirmou de forma categórica que estava pulando fora e isso prejudicou os negócios da emissora. Parece claro que a Vênus Prateada está com dificuldade de fechar patrocínios e por isso pressionou o Flamengo para que soltasse uma nota que deixasse clara sua participação com o time titular. Maneira concreta de tranquilizar sua carteira de anunciantes. Isto me parece ter ficado evidente em um trecho da nota.

    “Entretanto, nesta sexta-feira, 8 de janeiro, o C.R. Flamengo recebeu comunicado formal da Rede Globo determinando que a posição adotada pelo clube fosse revista, com fundamento no contrato de transmissão do Campeonato Estadual assinado pela FERJ e pelos clubes em 2010 e que se encerra neste ano de 2016.”

    Indo além dos patrocínios a esse campeonato falido, a Globo também pode ter feito isso por causa da aproximação entre Esporte Interativo e Flamengo. Talvez, e é mais provável, seja algo entre os vários pontos dessa questão ou a união deles. A ameaça de um concorrente (EI), um fornecedor que não está facilitando nas negociações (Flamengo) e dificuldades financeiras no campeonato (produto desvalorizado) foram elementos que apontaram arma na nossa cabeça e não tivemos o que fazer. De certa forma, nosso gigantismo e protagonismo na cadeia voltou-se contra nós. Pode ser até um passo importante no relacionamento com a emissora já que teremos negociações para 2017 e isso pode mudar o campeonato, mas dói ver o recuo.

    Talvez (e assim espero) 2017 seja o ano que Rubens Lopes terá que se render ao Mengão, fazendo as nossas vontades, pois, se o Fla não quiser assinar o contrato com a Globo, o campeonato não terá valor e o único jeito será mudar a fórmula de disputa e as regras absurdas.

    Nesse jogo de xadrez político-econômico, talvez o Flamengo perdeu uma uma torre para desferir um xeque na próxima rodada. O término do jogo está longe de acabar, e passa por uma reestrutura total do futebol brasileiro.

     

    Indicação do blog:

    Texto “O Carioca 2016 já era. Vamos brigar pelo de 2017.“, do blog CRF & ETC.

     

    SRN!

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    Thauan Rocha escreve no Flamenguista Imparcial, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.
  • Meyinsse fala sobre novo reforço e expectativa para o ano


     

     

     

    (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

     

    O Flamengo começou 2016 da melhor forma possível. Uma vitória arrasadora por 96 a 66 sobre o Macaé engata uma sequência de cinco vitórias consecutivas e traz, sem dúvidas, mais confiança para o elenco. Após a partida, o Mundo Bola falou com Jerome Meyinsse, ou ‘Grandão’, como ficou conhecido pela Nação.

    Sobre o confronto, ele comentou dos treinamentos na parada do campeonato (para as festas de fim de ano) e como isso foi importante. “A gente estava treinando muito nas férias. A comissão técnica falou disso antes porque sabiam que a gente ia voltar com jogos duros, daqui a pouco tem Liga das Américas. Aí a gente entrou se sentindo bem, demorou um pouquinho para achar o ritmo, mas já no terceiro quarto a gente defendeu bem, jogou bem ofensivamente e abriu a diferença”.

    Com o início do novo ano, começa também a parte mais importante da temporada. Além da fase final do NBB 8, o FlaBasquete também inicia sua caminhada na Liga das Américas buscando deixar para trás o terceiro lugar na edição passada e voltar a levantar o troféu. Sobre o ritmo acelerado que o time enfrentará agora, Meyinsse comentou da necessidade de aproveitar enquanto ainda há tempo.

    A gente está aproveitando o tempo agora para treinar, daqui a pouco vão ter muitos jogos em poucos dias e não vai ter muito tempo para treinar. A gente já voltou das férias treinando muito forte, agora chegou Ramon (Ronald Ramon, novo reforço) e ele vai ajudar a gente e vamos tentar conquistar nossos objetivos”, disse.

    Jerome não poupou elogios para a nova e importante peça do Orgulho da Nação, Ronald Ramon. Conhecido dos rubro-negros, o ex-Limeira traz um conhecimento muito importante para essa fase da temporada. “Ele é um bom jogador, o conhecemos muito. A gente jogou contra o Limeira no ano passado nas semifinais também e ele vem com experiência, conhece o Brasil e os outros times da Liga das Américas. Então vai ajudar a gente com essa experiência e jogando muito. Só melhora nosso time”.

    O próximo desafio do Fla é contra Bauru, segundo colocado na tabela de classificação e mais um grande adversário da competição. O ‘Grandão’ comentou a expectativa para a partida. “É sempre difícil contra Bauru. Eles estão empatados com a gente e para conseguirmos o que queremos precisamos jogar bem nesse jogo. Estamos focados”.

  • O Carioca 2016 já era. Vamos brigar pelo de 2017.


     

    Vou partir do princípio que estava tudo certo pro Flamengo jogar este ano com os reservas no Carioca, e a Globo obrigou a colocar o time principal. E que tal contrato com estes poderes termina esse ano, como dizem.

    Isso posto, não adianta chorar pelo leite derramado. 2016 já era, vai ser como tá no contrato.

    Mas já estão discutindo o novo contrato, que começa a valer em 2017. Por algum motivo, a FFERJ é quem negocia. Não os próprios times. Sendo assim (se não for possível mudar isso) o problema é conseguir convencer a FFERJ a mudar alguma coisa.

    Aliás, convencer não, chantagear. Já que não tem papo com Rubinho/Eurico.

    Quem é a entidade mais poderosa do futebol brasileiro? Não, a CBF não, a Globo. Gostem ou não da emissora, é quem tem dinheiro pra fazer o que quiser no futebol brasileiro. Se ela quiser que um time formado por animais de circo dispute o campeonato Carioca, a FFERJ só vai perguntar se querem que eles joguem em casa.

    Não dá pro Flamengo brigar com a Globo. Mas ele pode deixar a FFERJ em uma situação complicada. Vamos supor que o Bandeira ligue pra Globo e fale “Esse ano não tem jeito. Mas se o Carioca continuar assim, à partir de 2017 só os reservas vão pra campo”.

    Ou a Globo bate o pé e faz alguma ameaça pior, ou a emissora vai pra cima da FFERJ. Como existem outras emissoras cada vez mais interessadas no futebol, acho que a Globo vai achar mais simples ir pra cima da FFERJ. Duvido que a emissora esteja feliz com a audiência atual do campeonato. Não pra acabar com o Carioca. Mas, no mínimo, enxugando o campeonato. Menos times, menos datas, mais atratividade. E mais datas livres para excursionar, fazer amistosos e pré temporada.

    Me desculpem os antis, mas sem o Flamengo, o Campeonato Carioca não tem 50% da atratividade atual, fora do Rio.

    Se a FFERJ não mudar o campeonato, o Flamengo vai com os reservas mesmo, e passa o resto do tempo com amistosos e excursões. Com isso, pode faturar o que perdeu fazendo a cota do Carioca diminuir. Sem ter que aturar a Federação.

    Caso a Globo não queira comprar a briga com a FFERJ, vai tudo continuar como está.

    Como diria o Tiririca, pior que está não fica.

    Brigar com a Globo não é bom nem pro Flamengo nem pra emissora. Ambos ganham mais juntos. E, atualmente, a Federação Carioca tem sido uma pedra no sapato de ambos. Já que o Campeonato vem perdendo audiência com essa fórmula inchada e sem graça.

  • Fla embala 5ª vitória consecutiva no NBB

     Contra Macaé, Fla dá show e embalado pelo torcedor vence de forma incontestável



    Fla e Macaé se enfrentaram na Gávea. Foto: Rafael Lisboa/Mundo Bola

    O Flamengo recebeu o Macaé no ginásio Hélio Maurício pela última rodada do primeiro turno do Novo Basquete Brasil, o NBB.

    A bola subiu na Gávea e o Flamengo se viu encurralado pelo Macaé, logo de cara os visitantes já abriram 4×0 no placar. O Flamengo não se intimidou e logo virou o jogo pra 6×4, contando com a ajuda do pivô Jerome Meyinsse, que fez cesta de 2 e ainda sofreu a falta, na qual converteu o lance livre.

    O Flamengo se manteve na frente e Robinson de três, fez o Fla abrir 11×9 no placar. O Flamengo tinha dificuldade, o Macaé trabalhava bem no ataque, mas na defesa, não parou a belíssima enterrada de Meyinsse, que levantou o torcedor presente na Gávea. O Flamengo administrou bem o resultado no decorrer do primeiro quarto até o fim. Fla 21×16.

    O segundo quarto veio e nada mudou, o Macaé incomodava e o Fla tentava manter a vantagem. JP Batista contribuiu com bela cesta de dois pontos. Mineiro cravou dois também e obrigou o time do norte fluminense parar o jogo.

    Nada parou o Fla, Marcelinho, ídolo do Mais Querido, cravou três pontos, que levaram o ginásio a loucura. Robinson, que fazia uma partida brilhante até então, anotou mais dois e botou o Fla com folga no placar: 35×24 pro rubro-negro.

    O segundo quarto chegou ao fim com o Flamengo vencendo: 39×32.

    O intervalo marcou a entrega da camisa 10 ao ala Ronald Ramon, entregue pelo vice-presidente de esportes olímpicos Alexandre Póvoa. O dominicano é o novo reforço do Fla pro restante da temporada.

    O início do terceiro quarto foi tenso, brigas, reclamações e após isso, o técnico José Neto foi expulso, assim como o fisioterapeuta Diego Falcão. Passada as confusões, o Mengão foi pra cima para ampliar a vantagem, e Marquinhos ajudou com cesta de dois pontos e converteu o lance livre da falta sofrida no ato do arremesso.

    Com muita dificuldade, o Fla buscava de alguma forma aumentar a vantagem que se encurtava a cada minuto. Gegê em dois lances livres anotou dois pro Flamengo, que abriu 54×46 no placar.

    Marcelinho incendiou mais ainda o torcedor com uma bola maravilhosa de três pontos e a falta sofrida, na qual converteu seu lance livre. Meyinsse anotou dois lances livres também.

    Meyinsse gigante, levava o Flamengo ao ataque na base da raça, como gosta o torcedor. Assim o pivô rubro-negro anotou dois pontos pro Fla: 64×50 pros donos da casa.

    O terceiro quarto chegou ao seu fim com o placar de 66×51 pro Flamengo.

    O Flamengo voltou voando pro último quarto, literalmente. O Mais Querido abriu espetaculares 23 pontos com direito a bola de três do Olivinha. Robinson também anotou bola de três e o Fla abriu 25 pontos: 89×64.

    Rafa Luz levou a galera no Hélio Maurício com uma bola linda de 3 pontos. Marquinhos também anotou dois pontos.

    Fim de jogo. Flamengo 96×66 Macaé.

    O próximo duelo do Mais Querido é na próxima quarta-feira às 21h no Tijuca Tênis Clube contra o Bauru.

    DESTAQUES DA PARTIDA:

    Cestinhas: Meyinsse com 17 pontos pro Fla e Caleb Brown com 14 pro Macaé.

    Assistências: Gegê com 5 foi o maior assistente do duelo.

    Rebotes: Meyinsse com 8 rebotes comandou o quesito.

  • Agenda Mundo Bola 2016

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