O armador Ricardo Fischer, de 25 anos, é o novo reforço do FlaBasquete para a temporada 2016/17. Vindo do Bauru, Fischer é um dos grandes destaques do NBB e da Seleção Brasileira. Após rescindir seu contrato com os atuais vice-campeões do torneio nacional, ele assina com o Fla por um ano.
O jogador se lesionou gravemente na disputa da Liga das Américas e não pôde completar a temporada com o time de São Paulo. Como o tempo de recuperação era previsto em seis a oito meses, o atleta ficou fora da convocação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ele deve ser liberado no fim de agosto.
O jogador de 1,83m tem médias impressionantes, apesar de não ter completado todo clico do ano. Foram 23 jogos, 11.3 pontos, 4.1 rebotes, 5.3 assistências em 28.8 minutos jogados. Ele vem de 6 temporadas no NBB, sendo duas no São José e quatro no Bauru.
Quinta-feira é dia de Flamengo/Marinha em campo. As meninas da Gávea entram em campo mais uma vez e agora é clássico. Contra o Vasco da Gama, o Mais Querido busca seguir invicto no Campeonato Carioca e disparar na liderança. A partida será disputada na Casa do Marinheiro às 14h30.
As duas equipes chegam de vitórias na competição. Invictas e com seis pontos, as rubro-negras venceram por 6 a 1 o Duque de Caxias fora de casa. O Vasco está na mesma situação e bateu a Liga Rio das Ostras por 4 a 0 também longe de seus domínios.
Esta é a primeira vez que Flamengo/Marinha e Vasco se enfrentam. O Mais Querido já enfrentou o rival há 16 anos porém, desde que oficializou a parceria com a Marinha em 2015 será a primeira vez. No primeiro clássico do ano, já que as equipes não se encontraram no Campeonato Brasileiro o Fla tem a chance de seguir 100% no Carioca.
No Flamengo, a escalação deve seguir sendo a mesma e o treinador Ricardo Abrantes poderá contar com todas as suas jogadoras. A principal peça rubro-negra é Tatiane que já marcou seis gols na competição e é a artilheira isolada do estadual. Já no Vasco, o time titular não está confirmado mas a artilheira do time com três gols Lais Veloso está confirmada. A maior dúvida é a atacante Mariana Santos que era titular e sofreu uma lesão, deixando sua escalação como mistério. A equipe cruzmaltina conta com um elenco jovem mas que vem fazendo um bom campeonato.
FICHA TÉCNICA
Flamengo x Vasco
Data: 06/07/2016
Local: Casa do Marinheiro, Rio de Janeiro
Horário: 14h30
PROVÁVEL FLAMENGO: Kaka; Rebeca, Karen, Carol e Patricia; Michele, Juliane e Ana Carla; Syrlaine, Jane e Tatiane.
Técnico: Ricardo Abrantes
Transmissão: Rádio Caxias (Clique no nome da rádio para acompanhar a partida)
As equipes Sub-20 de Flamengo e Vasco se enfrentaram pela terceira vez na temporada. Desta vez não houve vencedor no confronto. Jogando no Estádio Nivaldo Pereira, em Nova Iguaçu, na manhã desta quarta-feira (6), os juniores empataram em 1 a 1 pelo jogo de ida da semifinal da Taça Rio. Os dois gols foram marcados em cobranças de pênaltis. O segundo duelo acontecerá na Gávea, no dia 16/07, e por ter feito melhor campanha que o rival, o Flamengo tem a vantagem do empate.
O JOGO
Com mais preocupações defensivas do que ofensivas, as equipes pouco criaram na primeira etapa do jogo. O Flamengo chegou ao ataque em apenas duas oportunidades. Aos 15′, Matheus Trindade arriscou da intermediária e levou perigo ao goleiro João Pedro. Thiago Ennes também teve a chance de abrir o placar, mas acabou chutando pra fora após deslize da zaga cruzmaltina.
O Vasco voltou melhor para a etapa complementar. João Lopes salvou o Mais Querido do Brasil de levar o primeiro gol num chutaço de Andrey. Os Garotos do Ninho ficaram desfalcados após a expulsão do capitão Matheus Sávio. O jogador recebeu dois cartões amarelos num intervalo de dez minutos.
Mesmo em desvantagem numérica em campo, foi o Flamengo que abriu o marcador. Fabrício foi derrubado na área por Arthur e a penalidade foi assinalada. Cafu cobrou e converteu para o Mengão. Fla 1×0 Vasco. O gol sofrido só fez aumentar a pressão vascaína, que obrigou o arqueiro rubro-negro a trabalhar bastante. Arthur foi de vilão a herói. O jogador foi derrubado na pequena área pelo zagueiro Dener. Pênalti para o Vasco, cobrado e convertido por Mateus Vital. Fla 1×1 Vasco.
Com o resultado, o Flamengo avança à final com um simples empate no jogo de volta. Já o Vasco terá que derrotar o Rubro-Negro na Gávea para decidir a Taça Rio com Botafogo ou Fluminense. A partida está marcada para sábado (16/07), às 10h.
Crédito imagem destacada: Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco
O pistoleiro apertou o passo, finalmente atingindo um verdadeiro trote acelerado e logo ultrapassando-o. Ela estava espantada com a agilidade dele, agora que a dor no quadril havia passado. Podia ouvir sua respiração, assim como podia senti-la no subir e descer das costas: rápida, ofegantes sugadas de ar seguidas de ásperas expulsões que soavam quase como gritos de irritação. Susannah daria qualquer coisa para poder correr ao lado dele com suas próprias pernas, as fortes, que Jack Mort lhe roubara.
Na última vez que escrevi aqui, Muricy estava começando seu trabalho no Flamengo. Isso foi em março e todos sabemos no que deu. Ou melhor dizendo: no que não deu. No texto, meu foco não era o desempenho do time. Meu foco era os jogadores do Flamengo.
Muito bem. De lá pra cá, tenho ouvido cada vez mais críticas à gestão do Eduardo de Mello. As críticas são, em sua maioria, justas. A cada derrota do time, boa parte da torcida elenca os pontos onde a diretoria tem falhado. E é razoável que seja assim. A derrota nos faz refletir onde estamos errando, dentro e fora de campo, e nos faz querer corrigir o que está errado. E tome cobrança.
Enquanto lia as diversas críticas aos jogadores, ao técnico e ao presidente do clube, percebi que uma grande disputa de narrativas surge a cada derrota, questionando as prioridades da diretoria e o trabalho ruim do departamento de futebol. Jogadores que custaram muito dinheiro e que estão no banco, indefinição de elenco e indefinição sobre o técnico, fora o resto.
Eu concordo com a maioria dessas críticas. Não posso deixar de notar que estamos em julho e o Flamengo ainda não fechou seu elenco, não decidiu em que local vai mandar os jogos no campeonato brasileiro e ainda não definiu se o técnico interino será efetivado ou se irá contratar outro técnico. Isso em julho (!!). Porca miséria, quanta incompetência.
Mas meu ponto é outro. Por mais trágica que seja a inépcia da diretoria do Flamengo no departamento de futebol, a idéia de levar sempre a discussão para a escala gerencial é muito tentadora — e, admito, muitas vezes necessária. Mas, antes de baixar o sarrafo na diretoria, gostaria de perguntar: o que os jogadores estão fazendo para levar nosso amado Flamengo de volta ao topo da tabela?
O que eu sempre vejo (eu e a torcida do Flamengo) é a incapacidade de diversos jogadores. Melhor dizendo: as incapacidades, no plural. Incapacidade de raciocínio, incapacidade de executar um passe longo, incapacidade de realizar uma jogada mais elaborada, incapacidade de finalizar, incapacidade de se expressar nas entrevistas, incapacidade, enfim, de representar o Flamengo em campo e honrar todos aqueles que torcem pelo clube.
O Flamengo precisa, urgentemente, fugir desse mar de mediocridade. Como o Pistoleiro, apertar o passo, atingir um verdadeiro trote acelerado e logo ultrapassá-lo e fugir. As linhas em negrito que abrem esse texto falam disso, de fuga. Como estamos num saloon, sempre teremos algum pistoleiro nos guiando pelo texto. Roland é o nome do pistoleiro em questão. Ele é o protagonista da série A Torre Negra, do escritor Stephen King, e o pequeno texto em negrito está em um dos livros da série. Não vou dizer em qual deles na esperança de que você fique curioso e leia todos.
Às vezes, a sua única chance de sobreviver é disparar numa corrida insana na escuridão e no vazio.
Roland e Susannah estão fugindo através de um túnel sob o Castelo Discórdia. Susannah daria qualquer coisa para poder correr ao lado de Roland com suas próprias pernas, pois ela não tem pernas. Bem, não tem parte delas. Foram amputadas pouco abaixo dos joelhos. Por isso Roland a carrega com a ajuda de uma espécie de arreio feito com cordas. O túnel é iluminado por várias lâmpadas e em determinado ponto, ao mesmo tempo em que notam que estão sendo seguidos por alguma coisa gigantesca que não conseguem enxergar, as lâmpadas que funcionam começam a ficar cada vez mais raras, até o ponto em que ficam na mais completa escuridão.
E é aí que as coisas se complicam. Na mais completa escuridão, os dois, Roland e Susannah, continuam não enxergando a coisa gigantesca, mas começam a ouvi-la se aproximar cada vez mais, acompanhada de um cheiro inimaginável. E, mesmo imersos na escuridão, Roland começa a correr, contando os passos para não cair nos lances de escada que aparecem a cada 100 metros, correndo, descendo outro lance de escada, correndo… dezessete… dezoito… dezenove… Escada! Ao mesmo tempo em que Susannah procura em sua mochila alguma fonte de luz para afastar o monstro que se aproxima.
Eu imagino o Flamengo na figura de Roland, e o presidente da vez (e os funcionários, e os jogadores) na figura de Susannah, sempre apoiada no Flamengo. Para o Flamengo conseguir fugir da mediocridade, nosso presidente e jogadores não podem ser um fardo para o clube. Eles precisam ajudar. Jogadores não podem cometer erros infantis em todos os jogos. Eles devem treinar fundamentos sempre. E exaustivamente. Se inspirar nos grandes atletas do passado do clube e aprender cada fundamento necessário. Tomar café, almoçar e jantar futebol. Todos os dias.
O monstro da mediocridade e da falta de responsabilidade pessoal é como o monstro que ameaça o Pistoleiro e sua companheira: não se pode vê-lo, apenas sentir sua ameaça e seu cheiro podre. E para que o Flamengo fuja desse monstro, é preciso que todos tenham o que Roland e Susannah tiveram ao disparar numa corrida insana na escuridão e no vazio: inteligência, coragem e agressividade.
O futebol é repleto de possibilidades, belezas, perigos e riscos. Os jogadores têm de estar preparados para eles.
Sérgio Vieira é Mengão, fã de A Torre Negra e quer responsabilidade.
Gosta de faroeste? Eu escrevo contos no meu blog ‘Poeira e Pedra’. Entra lá: http://poeiraepedra.blogspot.com.br/
O primeiro jogo de futebol profissional da Arena Botafogo será do time da casa contra o Mais Querido do Brasil, no dia 16 de julho, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Será o primeiro clássico carioca disputado no Brasileirão 2016 no município do Rio de Janeiro, visto que o Maracanã e o Engenhão estão disponibilizados para as Olimpíadas.
A informação foi confirmada por Manoel Flores, diretor geral de competições da CBF. Para conceder autorização da partida, a Confederação recebeu laudos do Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), bombeiros e vigilância sanitária. Além de uma inspeção da Polícia Militar que afirmou que neste primeiro jogo, a capacidade do estádio será de pouco mais de 17 mil espectadores. Apenas 1.622 deles serão disponibilizados à torcida rubro-negra.
O comandante do Gepe (Grupamento Especial de Policiamentos em Estádios), Major Silvio Luis, afirmou que todas as exigências foram cumpridas e não há nenhum impeditivo para que aconteçam clássicos na Arena. Vale lembrar que o Fluminense está apto a negociações pelo estádio, já o Flamengo, pelo imbróglio jurídico do caso Willian Arão não deve ter a mesma oportunidade.
A Arena Botafogo, na verdade, é o Estádio Luso Brasileiro, da Portuguesa da Ilha do Governador. Em parceria com o alvinegro, os donos da casa cederam o estádio, que foi reformado e recebeu investimentos, até dezembro.
Crédito imagem destacada: Foto: Divulgação/Site Oficial
No comando das categorias de Base do Flamengo desde junho de 2010, Carlos Noval se emociona a cada nova conquista dos meninos da Gávea. No último domingo (3) não foi diferente. O time Sub-17 foi campeão invicto da Taça Guanabara em cima do Botafogo. Após a partida, Noval conversou com o Mundo Bola e não escondeu a felicidade por mais um triunfo dos garotos.
“Eu acompanho esses meninos desde que eles eram do pré-mirim, então a gente vê a evolução deles a cada ano e a felicidade é muito grande de ver o que eles estão conquistando. É um grupo de muita qualidade e o Flamengo terá muitas alegrias com eles”, declarou Carlos Noval.
O dirigente também falou sobre o atual momento das categorias de Base do Flamengo. Em janeiro o Rubro-Negro foi campeão da Copa São Paulo e neste final de semana da Taça Guanabara nas categorias infantil e juvenil.
“O trabalho geralmente é uma continuidade. Estamos fazendo isso desde 2010 e estamos evoluindo. A cada ano os meninos vão pegando mais conhecimento e mais conteúdo. O ano de 2015 já foi muito bom, chegamos entre os quatro primeiros colocados em todas as competições nacionais e esse ano estamos coroando o trabalho com essas conquistas”, completou o diretor da Base.
Por conta dos problemas de saúde, Muricy Ramalho teve que deixar o comando do time profissional. Zé Ricardo, até então treinador do Sub-20, assumiu interinamente o time na disputa no Campeonato Brasileiro. Com isso, algumas mudanças ocorreram na Base. Carlos Noval comentou sobre o caso e disse ser favorável à acessão dos técnicos.
“A nossa filosofia sempre foi qualificar os profissionais que estão no clube. Eu sempre fui a favor dessa escadinha. Todos os profissionais, por meritocracia, tem capacidade de subir de categoria. Com a saída de Zé Ricardo para o profissional, o que muito nos engrandeceu, o Gilmar Popoca foi para o Sub-20, o Marcinho que já era treinador do Sub-16, assumiu o Sub-17 e assim os de baixo foram subindo. A gente procura sempre qualificar nossos profissionais para, quando tiverem a oportunidade nas categorias de cima, estarem preparados”, finalizou Noval.
Crédito imagem destacada: Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
É um dia difícil para o torcedor rubro-negro. Com o fim da temporada de basquete, chegou o momento em que o Flamengo começa a definir suas peças para o próximo desafio e, infelizmente, perdemos hoje uma de nossas principais armas e um dos grandes símbolos de uma grande geração vencedora. Jerome Meyinsse, o Grandão, se despede do Mais Querido do Brasil após três anos maravilhosos.
Meyinsse não deixa o Mengo com problemas com a diretoria, relação desgastada ou mágoas. É o completo oposto disso. O Grandão encerra sua história rubro-negra levando na bagagem nossa eterna admiração e deixando seu nome para sempre marcado na história do Clube de Regatas do Flamengo. O jogador foi tudo que a Nação Rubro Negra sempre quis que aqueles que vestem o Manto Sagrado fossem e, por tudo isso, nosso agradecimento nunca será suficiente.
Como Alexandre Póvoa disse em sua carta aberta, publicada no site oficial do Fla, “você foi “Grandão” na acepção da palavra, desde o primeiro dia que pisou em solo brasileiro e se tornou carioca e flamenguista por opção. “Grandão” não somente como jogador, mas, sobretudo, em termos de caráter, que ajudou a personificar o perfil que transformou-se hoje em exigência número 1 para vestir a camiseta do “Orgulho da Nação”.”
Jerome deixa o Flamengo com três campeonatos cariocas, três NBBs, uma Liga das Américas, um Campeonato Mundial, uma porta sempre aberta e o eterno amor de 40 milhões de rubro-negros. Ele deixa um exemplo a ser seguido por cada profissional que vestir o Manto: acima de tudo, você precisa entender o que é esse clube e o que é ser flamenguista. E Meyinsse entendeu como poucos.
Em sua declaração final, Jerome publicou: “Não consigo achar palavras para descrever como meu tempo no Flamengo foi especial e nunca conseguiria imaginar que meus anos aqui seriam tão maravilhosos. Eu nunca vou esquecer esses anos no Flamengo e sempre vou estar torcendo de longe. Um grande beijo e até logo“. Prometo, nós também nunca lhe esqueceremos. Adeus e muito obrigada, Grandão.
A espera acabou. Após semanas de muita especulação, o Flamengo anunciou oficialmente a contratação de Alejandro Donatti, que estava no Rosário Central. O zagueiro se apresentou no Ninho do Urubu na manhã desta quarta-feira (6), conheceu o grupo e já treinou com o time. Em entrevista coletiva depois das atividades, Donatti falou sobre seu estilo de jogo, o clube e a torcida rubro-negra.
Com contrato de três anos, o “zagueiro prometido”, como brincou Eduardo Bandeira de Mello, chega para lutar pela vaga no time titular. Donatti falou sobre seus companheiros de time e a vontade de jogar: “Os jogadores já estão fazendo um grande trabalho, se sacrificando no dia a dia. Vim ajudar, somar. Depois é o técnico que decide quem está melhor. Quero estar bem o quanto antes para competir, mas são jogadores impressionantes. Estou muito contente pelos companheiros e pelo grupo, é uma defesa que ajuda bastante. Vamos nos completar bem“.
O argentino chega no clube com ótimas impressões. Mancuello, que chegou em 2016, foi a principal fonte de informações e fez questão de dar dicas a Donatti, como o próprio zagueiro afirmou. “Falei com Mancuello há seis meses da possibilidade de vir jogar no Flamengo, perguntei como era o clube. Ele disse que era uma maravilha, um clube impressionante. Agora a vontade é mostrar dentro de campo meu futebol e ajudar ao máximo o Flamengo“, disse.
Perguntado sobre a Nação Rubro Negra, Donatti foi só elogios: “Com certeza a torcida do Flamengo me encanta, é a maior do mundo. Vim para desfrutar das coisas lindas do futebol brasileiro“.
Essa será a primeira experiência de Alejandro Donatti fora da Argentina. Sobre as diferenças entre o futebol brasileiro e o de sua terra natal, o zagueiro afirmou que fará tudo para se adaptar da melhor forma: “Estou vendo as partidas do Flamengo. É um pouco diferente do futebol argentino, mas estou muito bem. É tratar de deixar o melhor em campo, ajudar os companheiros. Que o clube possa ganhar o campeonato e as coisas possam se sair bem. Aqui é mais rápido, se dribla muito. No futebol argentino tem mais pausa, tem mais a bola. Foi grande o esforço para vir aqui. Estou mentalizado para dar o melhor e ajudar o time“.
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
O jogador ainda não pode atuar pelo Mais Querido na partida contra o Atlético-MG, mas o clube espera poder contar com o zagueiro já no clássico contra o Botafogo, dia 16/07, às 16h na Arena Botafogo. Donatti falou sobre o assunto durante a coletiva: “Minha última partida foi há bastante tempo. Para jogar, creio que contra o Botafogo, vou tentar acelerar os trabalhos. Mas isso vamos ver, tentarei estar à disposição contra o Botafogo, depois vamos ver o que o técnico diz“.
Hoje eu queria falar de esporte, mas não aquele que é jogado correndo com uma bola no pé ou com arremessos em direção a cesta, não, hoje vamos falar de eSports.
Apesar de ser dessa nova geração (tenho 20 anos), nunca tive muito contato com jogos nem computadores potentes, mas já estou muito mais familiarizado com esse mundo e vejo o apelo que tem entre os mais jovens. Mas o que isso tem a ver com o Flamengo? Bom, antes vamos entender o que é um eSport e a situação no mercado mundial.
As primeiras competições de jogos eletrônicos começaram lá na década de 70 no EUA, mas só agora no século XX elas começaram a ganhar o devido destaque na Coréia do Sul e em outros países asiáticos e europeus. Porém, nem todos os jogos podem gerar competições, geralmente são feitos campeonatos com aqueles que demandam o uso de estratégias em tempo real, como League of Legends, DotA 2, Counter-Strike, Starcraft e outros. Tornar um jogo online competitivo se tornou o desejo de muitas produtoras, pois isso agrega muito valor à marca.
Os maiores torneios são transmitidos ao vivo via internet, tem grande presença de público no local – a final do mundial de League of Legendes de 2015 aconteceu em um estádio da Alemanha – e agora também vem ganhando destaque nas TVs, que estão perdendo espaço para o mundo online e veem isso como uma forma de conquistar o público jovem. Para participar desses torneios internacionais é preciso viajar e alguns jogadores já conseguem vistos de viagem para modalidades esportivas. Com esse destaque dado a equipes/jogadores, é normal que sejam patrocinadas por marcas relacionadas aos games e/ou tecnologia, além dos próprios jogadores já terem suas marcas, fama e legião de fãs.
“De acordo com um estudo divulgado pela SuperData em 2015 sobre o crescimento do segmento, mostrou uma categoria com 134 milhões de praticantes e que movimenta cerca de US$ 612 milhões, divididos em: Ásia (US$ 374 milhões), EUA (US$143 milhões), Europa (US$ 73 milhões) e demais países (US$ 24 milhões).
Para se ter uma ideia, no ano passado, o torneio The International 5 chegou a distribuir um total de US$ 18 milhões em prêmios. Sobre o interesse do público, temos algo espantoso!
Em uma espécie de Copa do Mundo da modalidade, a Worlds, a edição 2015 bateu todos os recordes possíveis. Realizado em diversas cidades da Europa, como Berlim, Londres e Paris, o torneio registrou um total de 360 milhões de horas assistidas e 36 milhões de espectadores únicos, um aumento de 65% em relação a 2014.” (Trecho retiro do MKT Esportivo)
Final do CBLoL no Allianz Parque (Foto: Felipe Vinha / TechTudo)
Sendo um mercado com potencial de crescimento ainda maior, alguns clubes e esportistas já começaram a se envolver diretamente com os eSports. Alguns exemplos são:
Percebam que esse não é um mundo completamente novo para os clubes, ainda está no começo, mas já vem sendo explorando. O Santos começou a investir para atrair o público jovem, esse também pode ser um caminho para internacionalizar a marca e ainda possui um potencial de licenciamento muito bom. Convidei o Luiz Filipe Machado, blogueiro do Mundo Bola e publicitário por profissão, para fazer um comentário sobre esse assunto.
“Como no Brasil o futebol é o esporte mais popular, disparadamente, sempre que um Clube abraça uma nova modalidade, ele leva muita influência, e dinheiro, junto. No basquete, a presença do Flamengo aumenta muito a visibilidade do NBB. Ainda mais com os títulos. No vôlei, o Cruzeiro faz o mesmo. São ‘empresas’ tradicionais investindo em novos mercados.
Investir nos e-sports pode ajudar muito na conexão com as gerações mais novas. Que, muitas vezes, acompanham mais o Barcelona que os times nacionais. Além disso, amplia o leque de parcerias possíveis. Por mais que modalidades olímpicas gerem visibilidade, o mercado é bem parecido com o do futebol. Em grande parte, os parceiros e patrocinadores são os mesmos. Com esportes eletrônicos, você se aproxima de um mercado gigantesco, e muito rico, que pouco se importa com os esportes tradicionais. Você dificilmente vai ver um time de futebol vendendo um mouse de R$ 500. Mas um time de esportes digitais é o ideal para conseguir esse tipo de patrocínio.
Apesar de jogos eletrônicos serem muito caros no Brasil e os consoles, jogos e computadores necessários também terem um preço muito alto. Raramente vemos qualquer tipo de propaganda desses produtos. Ficam praticamente restritas a banners e anúncios no YouTube. Além de criar novas mídias direcionadas para os gamers, você ainda vai ter ídolos, para explorar a imagem.
Para os e-sports seria ainda melhor. Com parcerias de times de futebol, eles aumentariam muito o alcance e interesse nacional. Já ganhariam torcidas gigantescas e teriam até mais facilidade em conseguir patrocínios.
Claro que todo tipo de parceria tem que ser muito bem planejada. Mas conseguindo chegar em um ideal, só vejo vantagens para os gamers e os times de futebol.”
Esse texto não tem como objetivo fazer o Flamengo criar um time de eSport agora, só quero mostrar que é sim um mercado a ser explorando. Imagino que teria muita resistência dentro do Conselho, até por ter várias pessoas mais velhas que não tem noção de como esse mercado e a nova geração funciona, mas o Flamengo precisa ter a mente aberta e pensar no melhor para ele e para seus torcedores. É preciso se adaptar e remar conforme a maré em alguns momentos.
SRN!
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Thauan Rocha escreve no Flamenguista Imparcial, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.
Nome: Alejandro César Donatti
Data nasc.: 24/10/1986 (29 anos)
Altura: 1,91
Local: Rafaela – Argentina
A novela envolvendo Alejandro Donatti teve um final feliz. Demonstrando muita vontade de defender as cores do Mais Querido do Brasil, o defensor de 29 anos chega com muito prestígio após fazer uma boa Libertadores 2016, levando o Rosário Central às quartas de final da competição.
O atleta já está integrado ao grupo e será apresentado na tarde desta quarta-feira no Ninho do Urubu.
Donatti começou a carreira em 2004, no 9 de Julio de Rafaela, clube da província de Santa Fé. Foi emprestado ao Tiro Federal em 2006 e também não teve muitas chances. Voltou ao 9 de Julio em 2007 e logo em seguida foi contratado pelo Libertad de Sunchales, clube onde conquistou o acesso ao Argentino A (equivalente à 4ª divisão).
Em 2008, acertou sua ida para o Boca Unidos, onde subiu do Argentino A para a Primera B Nacional (3ª divisão).
Após rodar por clubes menores na Argentina, Donatti se transferiu para o Club Atlético Tigre em 2012, onde chegou à final da Copa Sul-Americana, sendo derrotado pelo São Paulo, e participou da Copa Libertadores no ano seguinte.
Com o término do contrato com o Tigre, deu início ao melhor momento da sua carreira, no Rosário Central. Com ótimas atuações e gols decisivos, foi especulado em vários clubes sul-americanos. Vamos aos números:
Sem muitas partidas oficiais nos clubes anteriores, Donatti só começou a ter chances a partir de 2008.