Autor: diogo.almeida1979

  • Fla aplica maior goleada da Taça BH: 9 a 0 no Nacional

    A geração 2000 da Base do Fla segue enchendo o torcedor rubro-negro de esperanças para um futuro de muito sucesso. Os comandados de Márcio Torres entraram em campo na noite desta terça-feira (12/06) pela segunda rodada da fase de grupos da Taça BH de Futebol no estádio Soares Azevedo e golearam o Nacional de Muriaé por 9 a 0 na casa do adversário. A goleada foi a maior da Taça BH 2016 até o momento. Com o resultado o Mais Querido assumiu a liderança do Grupo F e precisa de um simples empate na próxima rodada para avançar de fase. Já o Nacional, com dois jogos e duas derrotas, está eliminado da competição.

    O time juvenil do Fla não tomou conhecimento dos donos da casa e logo na primeira etapa deixaram tudo bem encaminhado para uma vitória sem grandes problemas. Bill, Lincoln e Vinicius Júnior anotaram duas vezes cada. Luiz Henrique, Matheus Thuler e Rafael Carvalheira também deixaram os seus.

    O JOGO

    Após o empate em 2 a 2 com o São Paulo na primeira rodada da Taça BH, o Flamengo voltou ao estádio Soares Azevedo para enfrentar o time anfitrião. Já sabendo do resultado da partida preliminar (São Paulo 5×2 Porto Vitória), o Mengão desde o início procurou imprimir o seu estilo de jogo e logo envolveu o adversário. Bill abriu o placar em Muriaé. Luiz Henrique aproveitou o cruzamento de Vinicius Jr e ampliou para o Fla. O camisa 11 também conferiu para o Fla. O oportunista Bill deixou o segundo dele e Lincoln fechou o placar na primeira etapa.

    O Nacional fazia um jogo equilibrado até o segundo gol do Fla, mas acabou se perdendo em sua estratégia. A equipe de Muriaé se lançou ao ataque tentando diminuir o marcador e deixou sua defesa desguarnecida. Vinicius Jr aproveitou os espaços e pelo lado esquerdo criou as jogadas mais perigosas do Flamengo.

    A marcação sob pressão do Fla continuou na segunda etapa e em roubadas de bola e contra-ataques em velocidade que os gols continuaram saindo. Vinicius Jr marcou o sexto, Lincoln o sétimo e o zagueiro Matheus Thuler o oitavo. Sem qualquer chance de recuperação na partida, os jovens jogadores do Nacional perderam o espírito esportivo e passaram a dividir as jogadas mais rispidamente. O árbitro Paulo Cesar Zanovelli percebeu a intenção dos jogadores mineiros e em diferentes momentos expulsou três jogadores do Nacional.

    Com a sacola cheia e três jogadores a menos, o Nacional tentou se fechar para que o vexame não fosse ainda maior. Não adiantou muita coisa. No último minuto da partida Rafael Carvalheira marcou o nono do Fla, fechando o placar e confirmando a maior goleada da Taça BH de Futebol.

    Pela última rodada da fase de grupos, o Rubro-Negro volta a jogar na quinta-feira (14/07) às 18h, no estádio Soares Azevedo, diante do Porto Vitória. O próximo adversário ainda tem chances de classificação pois venceu o Nacional na primeira rodada. Então o Flamengo não pode só contar com o farto saldo de gols que construiu. O São Paulo pega o já eliminado Nacional e não deve ter muitas dificuldades para se classificar.

    Crédito Imagem destacada: Site da Rádio Muriaé 

     

  • Fla Nação Oficial finaliza campanha com Zico para gramado no Ninho do Urubu

    Aconteceu no último sábado (09), no Centro de Formação Zico (CFZ), o último evento da ação Top Fla. A campanha realizada pelo Fla Nação Oficial, teve como objetivo arrecadar R$ 232.000.000 para a construção de um campo de grama sintética no Ninho do Urubu, para ser usado pela Base e pelos profissionais.

    Valor total do Campo R$ 232.000,00
    (140.000,00 em Dinheiro 92.000,00 em Permuta)

    Permuta:
    – Placa no Campo do Centro de treinamento durante 1 ano
    – Logo no rodapé do Site como parceiro durante 1 ano
    – Uma matéria no site do Flamengo
    – 15 Camisas

    A ação consistiu na realização de cinco partidas de futebol, que contaram com as ilustres participações de Zico, Adílio e Julio Cesar Urigeller. Torcedores que se inscreveram através do site da campanha tiveram a felicidade de jogar ao lado dos eternos ídolos do Flamengo. Sandro Rilho, um dos organizadores da campanha, comentou sobre como surgiu a ideia.

    “Como o Flamengo estava precisando construir um campo de grama sintética para ser usado pela Base e pelo profissional, então o Fla Nação Oficial, que é uma campanha totalmente voluntária e que tem 100% de sua arrecadação destinada ao Flamengo e ao objetivo do momento, se propôs a ajudar. Conversei de início com o Zico para ver se ele nos ajudava e ele de primeira aceitou. Houve a possibilidade porque o Flamengo tinha a necessidade”.

    Sandro Rilho também comemorou o êxito da ação.”A missão foi cumprida. Só tenho a agradecer todos que nos ajudaram. Ao todo foram mais de 160 contribuintes que vieram do Brasil inteiro, junto com Zico, Adílio e o Julio Cesar Urigeller que foram espetaculares. Todos esses contribuintes, além de conhecer nossos ídolos, tiveram a oportunidade de jogar ao lado deles e contribuíram com o Flamengo. Foi uma ação histórica”.

    O Fla Nação Oficial é uma continuidade do programa “Flamengo da Nação“ e tem o apoio e parceria do Clube de Regatas do Flamengo. O programa usa de ações diretas para mobilizar o torcedor e assim arrecadar recursos para serem aplicados na estrutura do clube.

    “Nós já fizemos campanha para montar a sala do Master, fizemos toda a obra e compramos a mobília também, o placar eletrônico no campo da Gávea, equipamentos para o Centro de Inteligência do Flamengo e ajudamos também na compra do Matheus Sávio e do Dener, que  hoje estão no Sub-20”, pontuou Rilho. 

    Com mais uma meta alcançada, o Fla Nação Oficial já projeta novas campanhas. “A nova campanha será para ajudar o patrimônio histórico, que está precisando de muita ajuda nesse momento e acreditamos que será um sucesso. Contamos com a contribuição de todos, a colaboração mesmo quem não possa financeiramente, mas possa divulgar a campanha para que outras pessoas possam conhecer e participar”, declarou Sandro Rilho.

    Conheça o FLA NAÇÃO OFICIAL e ajude o Flamengo a se tornar ainda mais forte dentro e fora dos gramados.

  • Precisamos falar sobre Jayme (ou sobre auxiliares e treinadores)

    Texto escrito por Homer Fla (Twitter: @Homer_Fla)

     

    Quando, em meados dos anos 2000, a brilhante Lionel Shriver escreveu o thriller extremamente bem trabalhado que inspira o título desse post, a até então desconhecida autora ofereceu ao mundo uma crônica onde o suspense e o drama não se manifestam nos resultados, mas sim na angustiante tentativa de compreender o que levou a situação a esse ponto, assim como na busca por entender e identificar o impacto isolado de cada uma do longo conjunto de influências individuais e coletivas que levou a tal circunstância. Então, sob a ótica da obra, da busca de causas, circunstâncias e consequências, não apenas de resultados, precisamos falar sobre (Kevin) Jayme.

    Domingo, com o técnico Zé Ricardo cumprindo suspensão automática, Jayme de Almeida voltou a sentar no banco de reservas como treinador do Flamengo, dando continuidade a uma relação de altos e baixos no posto evidenciada pela discrepância entre seus dois resultados mais recentes, a derrota por 4 a 0 frente ao Corinthians e a vitória por 2 a 0 contra o Galo. Mas de qual Jayme estamos falando? De um dos 9 campeões nacionais pelo Flamengo ou o senhor que não vêm conseguindo fazer com que a equipe tenha bom rendimento em suas últimas passagens?

    Jayme de Almeida: O vilão

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    Foto: Flamengo

    É factual que a malconduzida saída de Jayme do comando do Flamengo, em 2014, causou uma série de rusgas e desgastou sua relação não só com a diretoria, mas também com a torcida. Até por isso, seu retorno, em 2015, pouco antes da saída de Vanderlei Luxemburgo, foi bastante questionada.

    Questionou-se sua postura ao sair do clube, que tendeu desnecessariamente para a beligerância em detrimento de valorizar o carinho de outrora, sua qualificação para o cargo, seus métodos de treinamento. E tudo com razão. Mesmo que o currículo de Jayme mostre algumas experiências no próprio Flamengo, em clubes menores do Rio, Espírito Santo e Paraná, e até mesmo no Japão, ora como técnico, ora como auxiliar, isso somente não era o suficiente num momento em que o Flamengo já ambicionava dar um passo à frente no caminho da modernização e da profissionalização.

    Embora pouco tempo depois, paradoxalmente, a torcida tenha sido iludida pelo canto da sereia, comprando e defendendo Muricy como reciclado, graças a uma semana em Barcelona e um par de entrevistas, sem questionamento, até que fosse confrontada com a dura realidade, o questionamento sobre Jayme naquele momento era totalmente necessário e válido e, se expandido e exaurido por discussões e análises, a contratação de Jayme talvez nem tivesse ocorrido.

    No entanto, mais de um ano depois, o que vimos, isto é, o resultado, foi uma sequência de insucessos e uma desconstrução no imaginário coletivo que deve ser estudada. Desde seu retorno, Jayme de Almeida comandou o Flamengo em 7 oportunidades (8, se contabilizado o jogo contra o Corinthians), obtendo o temerário desempenho de 4 (5) derrotas, 2 empates e apenas uma vitória, com um aproveitamento desastroso de 24% depois de seu retorno, muito inferior ao seu aproveitamento de 62,7% enquanto técnico do Flamengo.

    Mais do que isso, sua relação com a torcida se deteriorou com a apatia do time nos jogos comandados por ele, relembrando e acentuando os velhos erros que levaram a torcida à loucura e causaram sua substituição no início de 2014, como a demora para substituir, a dificuldade em fazer a correta leitura do jogo e de seu time imprimir intensidade, a insistência com um esquema improdutivo e com jogadores questionados e problemas defensivos recorrentes com bola aérea e bola parada, chegando ao ápice com a apatia da equipe no último domingo, onde não foi capaz de evitar a  – ou foi corresponsável pela –  goleada, gerando a ira da torcida.

    Nem mesmo a vitória por 2 a 0 sobre o Atlético Mineiro pareceu reparar a empatia da torcida com o ex-treinador. De maneira quase que irreparável, nenhum mérito da vitória é creditado ao auxiliar, em passo que qualquer falha ou derrota, como a goleada sofrida contra o Corinthians, entra diretamente na conta do Campeão da Copa do Brasil de 2013.

    Jayme no Imaginário Coletivo

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    Foto: Flamengo

    Os maus resultados, o desgaste com a torcida e as falhas consecutivas transformaram Jayme em uma entidade caricata. O time está com problemas na bola aérea? A culpa é do Jayme, que é responsável por treinar a defesa. Problemas de Bola Parada? Mais uma vez, falha do Jayme, que não arruma o posicionamento. O treinador insiste em não escalar os melhores jogadores? Sem sombra de dúvida é influência do Jayme. As substituições são erradas ou tardias? Ele anda escutando os conselhos do Jayme. O treinador abdica de uma tática que vem dando certo, retornando para o datado esquema com pontas limitadas? É evidente que o Jayme fez sua cabeça.

    Tudo isso sem a presença de uma única reportagem que comprovasse influência direta ou sequer que os fatos relatados são parte da atribuição do auxiliar técnico, ou especificamente dele– em geral, as comissões técnicas do Flamengo têm dois auxiliares, um permanente (Jayme) e outro trazido pelo treinador em exercício –, e não apenas mais um devaneio ou delírio coletivo, na tentativa de escolher heróis ou vilões.

    Dessa maneira, atribuir erros recorrentes inerentes aos diversos treinadores que aqui passaram a figura de Jayme de Almeida sem nenhuma evidência de sua participação concreta, apenas por serem erros que também foram cometidos por esse em sua passagem, se torna um grande erro recorrente, preferir escolher heróis e vilões em detrimento de visualizar seu significado verdadeiro: todos os demais técnicos que passaram por aqui vêm cometendo erros inadmissíveis, dignos de auxiliares. Erro esse que não consiste apenas em blindar treinadores tentando transferir responsabilidades, mas ocultar essa discussão sobre o desempenho, infantilizando um dos temas mais complexos do debate recente sobre o Flamengo.

    Até mesmo porque as características atribuídas à Jayme, o Grande Vilão, renderiam não só um grande roteiro como também a construção de um dos vilões mais perversos da história de Hollywood, o Grande Jayme de Almeida, o maquiavélico vilão que, com a capacidade de articulação digna do Imperador Palpatine, consegue consumir rapidamente consumir a mente dos treinadores contratados para que escalem Márcio Araújo, insistam no 4-5-1, demorem a substituir e, quando o façam, errem, e não consigam reparar os problemas com bola aérea. Tudo isso realizado de maneira tão fria e calculista que daria inveja à Don Michael Corleone e Dr. Hannibal Lecter, visando unicamente acabar com o Flamengo, movido por um desejo de vingança por sua demissão cristalino e transparente, com ímpeto que aterrorizaria até mesmo Darth Vader.

    Não. Jayme não é o vilão da descrição que, dado seu estilo sereno, não passa de um grande deboche. Como todos nós, tem acertos e erros e, possivelmente, tem sua parcela de contribuição no insucesso atual do futebol – embora considere essa seja difícil de aferir, visto que não acompanho os treinos para saber qual sua função específica –, do mesmo modo que não vem se mostrando uma opção válida como interino, dado o desempenho pueril do time sob seu comando, mas sem dúvida sua influência não é tão grande quanto pintam. Tampouco, Jayme é o inimigo.

    Jayme de Almeida: O herói

    Foto: Flamengo
    Foto: Flamengo

    Do mesmo jeito que Jayme teve um caminhão de erros em sua passagem como treinador, que acabaram culminando numa eliminação precoce da Libertadores e um péssimo início de Brasileirão, com o time jogando em péssimo nível, Jayme também teve bons momentos e virtudes que devem ser avaliadas.

    Calmo e motivador, usou seu perfil conciliador para promover uma rápida reação do elenco à saída conturbada de Mano Menezes, capitalizando o desejo do elenco de provar o erro de Mano com a necessidade de reação imediata, conduzindo o Flamengo à conquista da Copa do Brasil mais difícil de todos os tempos e de um final tranquilo de Brasileirão por meio de mudanças pontuais – a troca de Cáceres por Amaral deu mais liberdade a Elias e mais poder de marcação ao meio, que ficou mais leve, enquanto a entrada de Paulinho pela esquerda no lugar de Rafinha diminuiu os problemas defensivos e se tornou uma válvula de escape letal as dobradinhas com André Santos, além da barração de Marcelo Moreno para o retorno triunfal de Hernane, que sob seu comando se tornou o impiedoso Brocador, comandante de um ataque letal que garantiu o 10º título nacional na nossa sala de troféus.

    Tudo isso sem esquecer da inexplicável química daquela equipe, composta por uma dezena de jogadores limitados, com a magnética, que encheu o Maracanã para assistir que um Flamengo que até então postulava na segunda metade da tabela passasse impiedosamente por cima de todo o G4 do Campeonato Brasileiro, conquistando um título maiúsculo e improvável.

    Em geral, estudamos casos de sucesso para identificar seus acertos e tentar replicá-los. Atribuir todo sucesso à sorte (ou analogamente todo insucesso a falta dela) – que é um fator que nunca pode ser desconsiderado ou desprezado –, porém, é não só dispensar um material vasto de experiências, informações e acertos que poderiam ser assimilados pela mentalidade do clube e replicados, embora possa e deva ser avaliado qual a importância fundamental do treinador nesse processo e se algo que foi feito não poderia ser feito por outros profissionais, visto que no futebol, assim como na vida, o custo real é na verdade o custo de oportunidade.

    Falando sobre Jayme

    Foto: Flamengo
    Foto: Flamengo

    Mediante tudo que foi exposto, acredito que chegou o momento de Jayme de Almeida ter seu papel reavaliado. Não só pelos resultados, mas possivelmente pela análise das causas: A repetição dos mesmos erros que cometera enquanto técnico, o desgaste com a torcida e eventualmente com o elenco, mas sobretudo, a falta de capacidade de reação, que fora a tônica do time sob seu comando.

    Se enquanto técnico uma de suas grandes virtudes foi fechar o elenco e conseguir capitalizar e motivar o time, no momento Jayme parece desgastado e desconfortável, o que fica transparecido por dois pequenos episódios. Após o empate por 2×2 com a Chapecoense, sua esposa recorreu ao Facebook para tecer um par de críticas sobre o comportamento do time. Antes disso, ainda em 2015, havia sido revelado seu desconforto após a demissão de Vanderlei Luxemburgo, sendo cogitada inclusive sua substituição por Petkovic.

    Jayme tem méritos que permitiram que seu nome ficasse marcado permanentemente na História do Flamengo como um dos 9 treinadores campeões nacionais, numa galeria que contempla nomes como Cláudio Coutinho, Carlinhos Violino e Zagallo. No entanto, por essa circunstância de constante desgaste, seja com a torcida, seja com o elenco – ainda existem vários jogadores remanescentes de sua passagem como treinador –, não parece haver grande perspectiva de que a equipe consiga ter um bom rendimento em suas intervenções como interino.

    Aliado a isso, Zé Ricardo inicia na Gávea uma nova trajetória e, confirmada sua efetivação – a qual acredito ser a melhor escolha –, o momento seria perfeito para uma mudança de função de Jayme, abrindo espaço para a chegada de um novo auxiliar técnico, em consonância com os métodos de Zé Ricardo e, sobretudo, sem nenhuma espécie de vínculo ou rusga com o elenco, me pareceria interessante.

    Não. Infelizmente, Jayme não é nem de perto o que seria o caricato vilão hollywoodiano das escalações ruins ou do time apático, o que torna o problema muito mais complexo e difícil de ser resolvido. Tampouco me parece ter qualquer parcela maior de contribuição nos resultados do que a de um simples auxiliar. Mas, exceto se vem realizando algum tipo de performance ou trabalho excepcional na preparação da equipe – e, se isso vem acontecendo, Jayme na verdade é um grande injustiçado, o que também não acredito –, sua permanência como auxiliar parece ser uma tentativa insensata de prolongar um casamento infeliz.

    Por parte do Flamengo, que na história recente tem uma taxa de alta rotatividade de treinadores, fazendo com que auxiliares comandem a equipe com alguma frequência, existe um auxiliar que não parece trazer os resultados de outrora, implicando em resultados ruins sob seu comando e insegurança em caso de expulsões ou demissões dos técnicos – muitas vezes, a pressão causada por uma sequência relativamente curta de derrotas após demissões força a contratação apressadas ou afobadas.

    Por parte de Jayme, suas virtudes, como o perfil conciliador, a capacidade motivacional, o conhecimento do clube e do espírito de sua torcida e o estilo ‘Paizão’ poderiam ser melhor aproveitados em outra função, tirando tanto Jayme do desgaste constante e frequente com o elenco, em passo que encerra de vez as especulações sobre sua eventual influência sobre as diversas áreas, já que também vem sofrendo pressão da torcida.

    Desse modo, acredito que, por mais que os jogos dirigidos por ele venham sendo bem espaçados, existe necessidade de reavaliar a colocação de Jayme, bem como de entender a causa do baixo rendimento, visto que o resultado vem sendo infrutífero para os dois lados e gera nada além de desgaste. Assim, o Flamengo poderia analisar a necessidade, se houver, de alguém com o perfil e as virtudes e a qualificação de Jayme em outra área, definindo assim sobre uma eventual recolocação ou deliberando sobre sua permanência, evitando que essa relação de desgaste se acentue ainda mais, enquanto extrai o melhor de seu profissional em uma área mais própria e dá mais um passo na tão sonhada profissionalização da Comissão Técnica.

    Tudo isso ao perceber e reconhecer um indicativo que parece evidente de encerramento de ciclo, evitando assim que um casamento que agora parece infeliz e pouco produtivo evolua para mais um divórcio longo, doloroso e litigioso.

    Assim, as análises sobre Jayme nos conduzem a uma discussão profunda que implica em um conjunto de questionamentos: A que podemos atribuir o insucesso recente do Flamengo sob o comando de Jayme? Qual o tipo de interferência do auxiliar no trabalho dos treinadores? Quais fatores devem ser levados em conta na escolha dos membros da comissão técnica? Jayme poderia contribuir em alguma outra área ou deveria permanecer como auxiliar técnico? Seu trabalho deveria continuar? O que causa a rejeição recente da torcida a seu nome?

     

    Crédito imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

     

    Fontes:
    1. http://blogs.odia.ig.com.br/nabola/2016/05/26/mulher-de-jayme-de-almeida-critica-time-do-flamengo-em-rede-social/
    2. http://extra.globo.com/esporte/flamengo/trazido-de-volta-por-luxemburgo-jayme-fica-desconfortavel-no-flamengo-corrente-tenta-emplacar-petkovic-como-auxiliar-16279529.html

     

  • A grama do vizinho é mais verde: impressões sobre 2016

    Na minha visão, a versão 2016 do Flamengo, ao contrário do que se imaginava (os mais pessimistas) se mostra forte. É o time/elenco mais forte de muitos anos. Como a grama do vizinho sempre parece mais verde, as criticas se fazem necessárias, mas logo digo que a grama do vizinho não está,  quanto se imagina, tão verde do que a nossa.

    Logicamente existem alguns cocôs de cachorro em nossa grama (desculpem-me pela expressão). Nada de anormal, pois até Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique têm suas fragilidades. O Flamengo é um parque, não um jardinzinho… e como um “grande parque”, precisa de investimento e manutenção. Não é perfeito, longe disso. T

    Feita a introdução, tentarei avaliar as peças do elenco para traçar um rápido panorama atual e projetar para o futuro.

     

    Goleiros: Muralha, Paulo Vítor, Thiago, Daniel

    • Muralha – É o titular com justiça. Foi contratado para tal e tem dado conta do recado (bom investimento). Com virtudes notáveis, além da segurança que traz à defesa (e a torcida), sai com os pés ajudando a não rifar a bola, quando preciso.
    • Paulo Vítor – Reserva, fraco, moeda de troca. Não fez os 7 jogos. Capitão da barca de 2017. Serve para espelho em 2016 ou moeda de troca. Qualquer lugar, menos no gol.
    • Thiago (Copinha) – O promissor goleiro da Copinha tem personalidade forte. Vai aguardar a chance.
    • Daniel – Das poucas vezes que vi, não agradou.

     

    Laterais: Rodinei, Pará, Jorge e Chiquinho

    • Rodinei – Disputado com Cruzeiro e Grêmio, que quase o contratou, valeu o investimento. É rápido e importante no apoio, não compromete na defesa. Precisa cruzar melhor. Titularíssimo.
    • Pará – Não estou entre os maiores críticos, acho que não compromete, é um bom reserva. Pode farrear, mas dentro do campo sempre demonstrou vontade. Conta com a má vontade de parte da torcida por substituir Léo Moura e pelo Bonde da Stella (realidades). O problema é maior fora de campo. É uma boa peça de reposição. Elenco.
    • Jorge – Talentoso e presunçoso na mesma medida. Passa a impressão de blasé. Falta um bom reserva ou jogador que dispute a posição com força. Falta fome.
    • Chiquinho – O primeiro grande erro no planejamento do elenco. Veio por conta de um pedido de Muricy, que não está mais no clube. Fraco. Nem preciso me alongar. Barca no final do ano.

     

    Zagueiros: Juan, Rever, Donatti, Rafael Vaz, Léo Duarte, Rafael Dumas

    • Juan – Experiente e liderança técnica. Veio sob desconfiança geral e se provou uma peça útil dentro e fora de campo. Conexão em todas as pontas: elenco (jovens e estrangeiros), diretoria, comando técnico e torcida. Elenco.
    • Rever – Aposta arriscada que se mostrou bem-vinda. Era companheiro de zaga do Juan no Inter. Chegou e mostrou-se útil, com experiência e liderança. Elenco.
    • Donatti – Vem com fama de xerife, zagueiro-zagueiro, líder. Status de titular, espero que se adapte rápido, mas prefiro aguardar. Sua contratação é claramente projetada para o ano que vem, onde não se sabe sobre o rendimento de
    • Rever e Juan (pode se aposentar). Boa contratação, útil. Elenco.
    • Rafael Vaz – Veio sob desconfiança geral, por motivos (óbvios). Analisando com frieza, era reserva da zaga do Vasco. Único setor do rival que realmente é bom. Luan e Rodrigo tem entrosamento fora do comum, era reserva por “falta de espaço”. É um jogador útil, com certa técnica e autoconfiança. Aí está o problema, essa confiança produz lambanças como a que vimos contra o Fluminense. É rápido, talvez seja o titular do lado esquerdo neste momento. Elenco.
    • Léo Duarte – Promissor zagueiro da base, de onde tem projetadas esperanças em seu nome. Pode esperar mais um pouco. O movimento de protegê-lo me parece bom. Vai conquistar seu espaço ao longo do tempo. Os mais velhos e o calendário cheio darão chances para que jogue. Joia.
    • Rafael Dumas – Sem chance. Nem dá pra avaliar. Histórico frágil e não tem a confiança do departamento nem da torcida. Barca.

     

    Meias: Cuéllar, Márcio Araújo, Arão, Mancuello, Alan Patrick, Canteros, Ronaldo

    • Cuéllar – O volante mais talentoso da equipe. Um grande achado. Multifuncional, seria meu titular absoluto. Vai encontrar sua vaga neste time. Somente treinos ruins e algum problema extracampo explica essa não-titularidade atual. Era o primeiro da lista do Celta de Vigo (que levou Diaz, o segundo da lista) e do Cruzeiro, atravessado por nós. Titular.
    • Márcio Araújo – Um dos grandes mistérios da humanidade. Quatro anos de titularidade no Atlético-MG (odiado), quatro anos de titularidade no Palmeiras (odiado), três anos de titularidade no Flamengo (odiado). É útil no elenco, mas não pode de forma alguma ser titular. De jeito nenhum! Sua renovação já foi ruim, mas aceitável do ponto de vista do elenco que precisava ser grande, além do pedido do treinador (Muricy). Chega, né? Obrigado e barca de 2017.
    • Arão – Um grande achado. Particularmente não o conhecia o suficiente e pensei que seria reserva de Canteros. Chegou, tomou a vaga e é uma liderança no elenco, inclusive técnica. Excelente jogador, o mais regular do Flamengo em 2016. É o capitão do time. Isso diz muito.
    • Mancuello – Outro bom investimento. Tem atitude positiva, vontade de acertar aqui, fez força para vir para o Flamengo. Irá se sobrepor tecnicamente durante a temporada, como Cuéllar. Ótimo reforço, ganho em batalha contra o Atlético-MG que pretendia contratá-lo. Elenco forte.
    • Alan Patrick – Capitão do bonde da Stella, é útil, ótimo jogador. Andava desligado, mas vem se apresentando bem. Só desliga quando cansa. Estava em seu melhor momento no Flamengo até essa ultima contusão. Elenco forte. Dificilmente fica para 2017.
    • Canteros – Veio como grande reforço, chegou e jogou. Depois, sumiu. Ainda acho que pode ser aproveitado durante a temporada. Trabalhador e tem técnica. Talvez com Exos e um treinador que confie em seu futebol possa ajudar. Ainda está na prateleira das moedas de troca, mas é elenco. Provável que não fique para 2017.
    • Ronaldo – Joia da base, também terá seu tempo para maturação. Infelizmente não este ano. Talvez tenha sido o grande prejudicado na rodagem do elenco (com Léo Duarte), deveria ter disputado mais partidas no carioca. Encontrará seu espaço, faz trabalho especial de fortalecimento, treina no profissional. deve ter maior frequência de jogos em 2017, tem qualidades.

     

    Meias-atacantes: Éderson, Gabriel, Éverton, Fernandinho, Paquetá

    • Éderson – Nosso melhor meia-atacante. Em minha visão o crescimento da produção ofensiva passa diretamente por sua entrada na equipe titular. A bola parou mais no ataque e ele tem mais qualidade em todos os fundamentos do que os outros.  Taticamente também é superior aos outros meias e atacantes. Precisa de sequencia, e foi uma pena que mais uma contusão por trama o tirou dessa sequência, que era boa. Muito útil no elenco.
    • Gabriel – Útil na rodagem do elenco, tem certas qualidades, mas nunca alcançará o nível esperado para um clube como o Flamengo. Irrita a torcida como um todo, inclusive quem torce por um acerto… Sempre suou a camisa. É moeda de troca, barca 2017.
    • Éverton – Segue a linha do Gabriel, só que canhoto e pouco melhor. Multifunção, mas corre muito mais do que deveria com a bola. Útil no elenco. Não consegue apresentar seu melhor no Flamengo. Foi destaque em 2014, mas deve ir pra barca de 2017.
    • Fernandinho – Idem, Éverton. Falta explosão, por incrível que pareça. Vem até melhor do que eu imaginava. Barca 2017.
    • Adryan – Chegou “de costas”. Provável que esteja de saída, vai gerar renda. Caso fique, evoluiu com a experiência europeia, passando por 3 países. Vai ajudar, será útil ao elenco. Mais uma opção para a armação.
    • Paquetá – Como Ronaldo e Léo Duarte, pode esperar seu espaço, que chegará com naturalidade. Vem fazendo trabalho especial para fortalecimento, vai crescer em todos os aspectos. Talentoso.  Joia.

     

    Atacantes: Guerrero, Vizeu, Damião, Cirino, Sheik, Nixon, Thiago Santos

    • Guerrero – Nosso melhor atacante, ainda que alguns questionem. Obviamente, vale menos do que “é pesado”, mesmo assim consegue elevar o nível de atuações de seus parceiros de ataque, a bola circula mais na frente, não “bate e volta”. Estava se dando bem com Ederson. Quanto melhor for o coletivo, melhor crescerá seu nível de jogo. É o 9, mas é “atacante” não “centroavante”. Titular, mas deve sair em algum momento. Não acredito que cumpra o contrato até o fim. Torço para que dê certo aqui.
    • Vizeu – Joia bem utilizada na rodagem do elenco. Particularmente, o acompanho desde sua estreia no Flamengo, numa partida televisionada do sub-17. É 9 farejador. Tem técnica, busca o gol a todo instante. Falta-lhe um pouco de experiência, mas em princípio é o melhor atacante formado no clube na última década. Útil e deve se desenvolver.
      Damião – Surgiu como um 9 clássico, decepcionou quando saiu do Internacional a peso de outro para o Santos. Não era o que se imaginava, nem um bonde completo. Pode e deve render. Está chegando à idade de maturação. Será muito útil. Elenco.
    • Cirino – Atual titular, foi disputado à tapas com Corinthians, Cruzeiro e São Paulo. Parece perdido, alheio. Além disso, sem forças para desempenhar sua função ofensiva. Fui um dos poucos a imaginá-lo como Luxemburgo o imaginou, como centroavante. Pode funcionar futuramente na função, mas teria de melhorar a finalização. Não acredito que seja aqui, no Flamengo. Moeda de troca. Barca 2017. Útil no elenco, mas não tem clima. Não acredito que renda muito mais do que o habitual por aqui. Sentiu o peso do Flamengo.
    • Sheik – A renovação foi o maior erro do planejamento. Caro, encrenqueiro, embuste. Fim.
    • Nixon – Evoluía antes da contusão em seu joelho. Voluntarioso, esforçado, com a cara do Flamengo. Nunca foi dotado de técnica, mas compensava com suor, não era nenhum craque. Merece buscar espaço em outro clube, recomeçar sua carreira.
    • Thiago Santos – Dentre os jogadores campeões da copinha é o menos talentoso e terá de compensar com treino e esforço. Pode render esportiva e financeiramente. Necessita de espaço. Deve jogar o carioca de 2017. Útil. Entrará aos poucos numa transição tranquila.

     

    Este ano foi um ano “longo”, com deslocamentos, mais partidas e tende a permanecer assim, já que disputaremos a Copa Sulamericana. É preciso um elenco grande e mais forte, acho que estamos preparados para isso, mesmo que ainda precisemos de uma ou outra peça. Cogita-se a contratação de Diego Ribas. Seria um upgrade que nos colocaria em patamares altíssimos na temporada, mesmo “sem casa” até outubro. Disputaremos todos os títulos. Falarei sobre o treinador.

    Acredito demais no Zé Ricardo, em sua efetivação, no seu trabalho. Sim, é um cara que trabalha muito e já tem o respeito de seus comandados. Notem pelas entrevistas. Uma delas ficou em minha cabeça, quando Fernandinho o comparou a Roger do Grêmio. É promissor e nota-se facilmente pela organização da equipe. Comparem o time de Muricy com o atual. Não enxergo como “xenofobia” a escolha das peças, neste momento. Penso que no médio prazo as peças mudarão, questão de segurança e de conhecimento dos jogadores. Confiança, gestão do elenco.

    Isso me leva a crer que Donatti não chegará jogando. Deve conquistar a vaga nos treinos. Cuéllar, jogará. Acontece algo nos treinos que nós não temos como enxergar, por isso Marcio Araújo e sua voluntariedade é o titular. Outro exemplo é a disputa entre Alan Patrick e Mancuello. O Time cresceu de produção com Alan Patrick, sua contusão abriu brecha para a entrada de Mancuello. Bom pro elenco.

    O Flamengo de 2016 é o mais forte desde 1990, no papel e no campo. Passando por 2009 e 92, inclusive. Lembro de 2009, de um time muito forte, que atropelou no returno, que jogava junto desde 2007 e que encaixou algumas peças importantes, mas enxergo que esse elenco é mais forte do que aquele. Os elencos de 92, 95, 97, 2001 e 2009 eram fortes no papel, porém desequilibrados. O elenco atual é melhor equilibrado. Veremos se O TIME se mostrará forte em campo. A base para os próximos anos está sendo montada agora, isso é visível. Nos restarão as contratações pontuais e as trocas por possíveis vendas na janela.

    Vale lembrar que não estamos excluídos de uma venda ou negócio durante a janela, pelo contrário. Inclusive, não estamos vulneráveis na janela pela primeira vez. Tirando Muralha e Jorge, qualquer outra posição estará coberta dentro do que se imagina para o ano de 2016. Nada do que disse acima transforma o Flamengo num clube perfeito, falhamos demais no planejamento, na demora para as contratações, em algumas opções erradas e na falta de uma casa no Rio de Janeiro.

    Saindo do muro, meu time atual é: Muralha, Rodinei, Juan, Vaz, Jorge; Cuéllar, Arão, Mancuello, Diego (Alan Patrick); Ederson e Guerrero. Reservas: Paulo Vítor, Pará, Donatti, Réver, Chiquinho; Márcio Araújo, Canteros, Everton, Alan Patrick (Fernandinho); Cirino e Vizeu. Rodagem: Léo Duarte, Ronaldo, Gabriel, Fernandinho, Adryan, Paquetá, Damião e Thiago Santos. Barca imediata: Emerson, Nixon, Dumas. Barca 2017: PV, Dumas, Chiquinho, Márcio Araújo, Canteros (talvez), Everton, Alan Patrick (talvez), Cirino, Gabriel, Fernandinho, Emerson e Nixon. Essa barca depende de novas contratações e de grana. Talvez não dê pra mandar todo mundo pra rua…

    Precisaremos de quatro ou cinco contratações que elevariam o nível de fato, muito menos do que no início deste ano, nem se fala em 2013. Não se trata de defesa de ninguém, é apenas minha visão sobre os fatos. Se com todos os contras relacionados o time se mantiver competitivo até Outubro, será difícil segurar (DCF). Tenho o costume de ver o copo meio cheio (sempre!), 2016 parece ser o ano do renascimento do nosso futebol competitivo. Vamos, Flamengo!

     

    Flamengo Hic et Ubique

  • Tá tudo errado. Mas tá certo.

    Eu olhei a tabela do Brasileirão e levei um susto.

    Vi o Flamengo em quinto lugar.

    Acompanhando as notícias pelas redes sociais e ela ~imprensa especializada~ eu podia jurar que o Flamengo estava beirando o Z4.

    Não paro de ver reclamações por escalações e substituições do Zé Ricardo. Mais do que elogios, ao técnico iniciante que conseguiu organizar o time melhor que medalhões como Luxa e Muricy.

    Quando o Flamengo só tinha Guerrero e Vizeu no ataque, era um grande problema. Não dava pra deixar essa pressão toda nas costas de um garoto, que não estava em grande fase (durante a Copa América) e era muito criticado. Aí contratam o Damião e reclamam que ele vai roubar espaço do Vizeu (que fez dois gols e virou solução).

    Brasília é cidade amaldiçoada. Não pode jogar nunca mais lá. O elenco do Flamengo tem alergia a churros. Aí vai, ganha do Atlético Mineiro, no Mané Garrincha.

    O Jorge é um inútil, o Rodinei não joga bem faz tempo, o Guerrero não sabe fazer gol, o Alan Patrick  some nos jogos, o Éverton só sabe ficar impedido, o Cirino é burro, o Éderson é de vidro, o Sheik é canalha, o Fernandinho é refugo do Grêmio, o Márcio Araújo foge da bola e mesmo com todas essas reclamações o Flamengo tá lá na beira do G4.

    Então alguma coisa tem que estar certa pro time estar em quinto lugar.

    Sim, eu também reclamo de um monte de coisa no twitter, inclusive de várias que critico aqui, mas a gente tem que parar pra avaliar quando estamos exagerando na corneta. Acho errado não ter estádio pra jogar no Rio, reclamei de contratações e renovações de contratos… Sou FlaTT, eu faço isso. Mas estou me policiando pra reclamar do que realmente está muito errado. Não daquelas coisas que eu só não acho o ideal.

    Estamos tão acostumados a nos indignar com tudo que dá errado que nem conseguimos curtir a boa fase.

    Se for reclamar, reclama. Mas tenta avaliar bem. E aproveita pra comemorar as vitórias. A galera tá tão pra baixo que é capaz de curtir mais a fossa da derrota que quando o time ganha. Inacreditável.

    Mais Rumo a Tóquio e menos contagens regressivas para os 48 pontos.

  • Um domingo de Mengo

    Passada toda a euforia do jogo contra o menor de Minas é chegada a hora da resenha.

    Admito que temia pelo pior, ainda mais vindo de uma sonora derrota lá em SP, mas o time se comportou muito bem diante de um dos melhores elencos do Brasil e mostrou estar com vontade.

    A cada jogo que passa fica nítido que Zé Ricardo conquistou o elenco e conseguiu implantar seu estilo. Não concordo com a titularidade de alguns jogadores, mas olhando para o time tri-eliminado e para o time de G4 fica evidente a mudança.

    O time está bem treinado e a maior prova disso foram os desfalques, que pouco mudaram a característica de jogo do time.

    O time foi pra cima no início, pressionou bastante pela direita, pressionou a saída de bola adversária e fez um gol cedo no jogo. Isso deu uma tranquilidade maior ao time, que impôs seu ritmo na partida. O atlético só conseguiu sair pra jogar depois da parada técnica aos 30 do primeiro tempo.

    No segundo tempo eles voltaram melhor e chegaram a assustar por duas vezes, mas isso até o segundo gol do Flamengo. A partir daí tivemos um ou outro lance de susto mas o Flamengo não deixou de jogar e continuou tendo chances. Felipe Vizeu poderia ter feito o terceiro dele na partida mas faltou perna.

    Vitória maiúscula e importante demais para o moral e para os planos no campeonato. Atlético fez a sua pior partida ofensiva acertando apenas dois chutes no gol, não tiveram chances desde o início.

    O campeonato não está exigindo muito e as forças flamengas entraram em ação, esperamos que a diretoria saiba aproveitar isso e monte um elenco à altura de brigar por algo. É o mínimo que pode fazer para salvar esse ano.

    Vizeu tá aí. Foram dois gols de artilheiro, faro de gol. E acho que a concorrência do Leandro Damião não será tão prejudicial, até porque temos duas ótimas competições para fechar o ano e eu quero brigar pelo topo das duas. Os 3 centroavantes terão oportunidades para jogar.

    E pra finalizar eu vou dizer algo que todos sabem: Mancuello não é banco nesse time.

    O argentino foi pro jogo com febre, jogou com raça, movimentou bem, deu toque pro primeiro gol, manteve a posse de bola nos momentos necessários e complicou a vida da defesa atleticana. Jogou à frente do Arão mas sem fazer a função do Alan Patrick.

    Se o time é feito dos melhores jogadores que existem no elenco o Mancu certamente tem a vaguinha dele nessa lista aí.

    Até a próxima, SRN.

  • Brasileirão 2016: Flamengo 2 x 0 Atlético Mineiro

    O Flamengo superou os desfalques, venceu o também desfalcado Atlético Mineiro por 2 x 0 e foi dormir entre os quatro melhores do Campeonato Brasileiro.

    Foi a primeira vitória por mais de um gol de diferença e justamente contra uma das melhores equipes do Brasil.

    Os reservas da Gávea fizeram diferença com bom jogo do Vizeu, Mancuello e Canteros, além da zaga e goleiro seguros.

    Mesmo sem diversos titulares, o Flamengo manteve o padrão das últimas partidas, o que demonstra um princípio de consistência tática e organização.

    A equipe Rubro Negra não finalizou muitas vezes, porém foi cirúrgica quando chegou, dominou quando precisou e viu a zaga tirar as inúmeras bolas lançadas na área.

    Sem Cazares e Fred, a equipe mineira perdeu muita qualidade no meio de campo, sofreu com a forte marcação e fez sua pior partida ofensiva no campeonato: apenas duas finalizações corretas.

    O começo foi bem interessante. O Flamengo avançou a marcação, dominava o meio de campo com boa participação dos meias e rondava a área do galo mineiro.

    O gol saiu após uma tabelinha vertical entre Arão, ótima deixada de Mancuello para o Vizeu que finalizou com categoria.

    A partir da metade da etapa inicial, com o Flamengo já mais recuado, o adversário equilibrou o jogo com o Robinho tendo mais espaço, chegou a fazer dois gols impedidos, porém abusava dos cruzamentos e a zaga Rubro Negra e o Muralha cortavam todas a bolas.

    No segundo tempo o Atlético começou melhor, incomodou mais a defesa Rubro Negra e Muralha fez boas intervenções.

    O segundo gol saiu logo no começo, em boa jogada com Fernandinho – que antes havia errado tudo, e Vizeu, sempre bem posicionado, marcou o segundo.

    O Flamengo tentou algumas escapadas no contra-ataque, mas errava demais. Melhorou com a entrada do Canteros no lugar do Mancuello e o Rubro Negro passou a dominar o meio de campo e segurar a bola no ataque.

    O Flamengo controlou, Vizeu teve chance de matar a partida, mas não tinha mais pernas.

    A vitória foi garantida sem grandes sustos contra um dos melhores do campeonato.

     

    Postagem compartilhada com o Blog Ninho da Nação (link).

  • Botafogo descumpre regulamento e deve ser acionado pelo Flamengo

    Para o clássico deste sábado (16), entre Botafogo e Flamengo, que marca a estreia do remodelado estádio da Portuguesa da Ilha,  o alvinegro divulgou a tabela de preços para o setor Sul D, destinado para a torcida do Flamengo, em claro desacordo com o regulamento da CBF.

    Em descumprimento ao artigo 79, parágrafo 4º, que diz:

    Os preços dos ingressos para a torcida visitante deverão ter necessariamente, nos
    respectivos setores do estádio ou equivalente, os mesmos valores dos ingressos cobrados
    para a torcida local.

    Como o Setor Sul D é o equivalente ao Setor B Norte, conforme tabela abaixo, o mandante do jogo está cobrando o dobro do preço legal para a torcida do Flamengo:

    Norte B: R$ 50 (R$ 25 meia) – BOTAFOGO
    Leste C: R$ 60 (R$ 30 meia) – BOTAFOGO
    Oeste (social) A: R$ 100 (R$ 50 meia) – BOTAFOGO
    Sul D: R$ 100 (R$ 50 meia) – Visitante

    A reportagem apurou que o Flamengo, já ciente, vai tomar as providências cabíveis. As vendas começam amanhã.

    ATUALIZAÇÃO:

    Na manhã desta terça (12), o Botafogo corrigiu os valores para o setor Sul D.

    SETOR SUL D: R$ 50 (R$ 25 MEIA)

     

    Links

    Regulamento completo
    Site do Botafogo com os preços

     

    Crédito imagem destacada: Reprodução/Site Botafogo

  • Ingressos – Botafogo x Flamengo

    No próximo sábado (16), às 16h, o Flamengo entra em campo pela 15ª rodada do Brasileirão 2016 jogando no Rio de Janeiro, em clássico contra o Botafogo no Estádio Luso Brasileiro (ou Arena Botafogo). A última partida do Mengão pelo Brasileiro jogando no RJ foi na 5ª rodada, no triunfo por 1-0 diante o Vitória.

     

    Informações dos ingressos para a Nação Rubro-Negra:

    Localização: SETOR SUL (D)

    Ingressos disponibilizados à Nação Rubro-Negra: cerca de 1.800 (10% do estádio)

     

    ATUALIZAÇÃO:

    Apenas sócios do Flamengo poderão adquirir o ingresso;

    Na manhã desta terça (12), o Botafogo corrigiu os valores para o setor Sul D.

    SETOR SUL D: R$ 50 (R$ 25 MEIA)

     

    Torcida do Flamengo ficará localizada no Setor Sul, à direita das cabines de rádio e TV.
    Torcida do Flamengo ficará localizada no Setor Sul, à direita das cabines de rádio e TV.

    Pontos de venda – torcida Flamengo

     

    O ingresso destinado à Nação Rubro-Negra só será vendido pela Internet, no site Guichê Web, tendo início na quarta-feira (13), a partir das 10h. Dificilmente quem não é Sócio Torcedor conseguirá adquirir ingresso para o clássico.

    Retirada do ingresso: na Gávea

     

  • Com a chegada de Diego, Flamengo alcançaria outro patamar

    Segundo parte da imprensa turca, o Flamengo está interessado na contratação do meia Diego Ribas, de 31 anos, que atualmente joga no Fenerbahçe. De acordo com dois grandes veículos de comunicação da Turquia (Aspor e Ajans Haber), o jogador aceitou reduzir seu salário para voltar ao Brasil e o Rubro-negro será seu destino. Vale lembrar que o atleta é especulado no Flamengo há muito tempo, mas o negócio nunca se concretizou.

    Diego é formado no Santos e ganhou projeção nacional ao participar das campanhas dos títulos nacionais de 2002 e 2004 pelo alvinegro praiano. O Santos ainda foi finalista da Libertadores em 2003, mas acabou derrotado pela equipe do Boca Juniors. No final de 2004, Diego iniciou sua jornada na Europa ao se transferir para o Porto, clube em que permaneceu até maio de 2006.

    Depois da passagem por Portugal, Diego acertou com o Werder Bremem, da Alemanha. O clube germânico pagou seis milhões de euros pelo jogador. Foi nessa passagem que o meia viveu um dos melhores momentos da sua carreira, sendo até elogiado por um dos maiores ídolos do futebol alemão, Franz Beckenbauer. Com a boa fase de Diego, a Juventus da Itália contratou o jogador, em 2009, por 24,5 milhões de euros.

    Divulgação/fenerbahce.org
    Divulgação/fenerbahce.org

    Sua passagem pela Itália foi marcado por altos e baixos e o ex-santista não conseguiu manter a regularidade que apresentou na Alemanha. Com a chegada do novo treinador Luigi Del Neri, Diego acabou sem oportunidades e foi negociado com o Wolfsburg, mas não conseguiu repetir o sucesso de outrora no futebol alemão.

    Ineficiente, o meia acaba sendo emprestado para o Atletico de Madrid na temporada 2011-2012, sagrando-se campeão da Liga Europa. A passagem pela Espanha foi posivita e o jogador retorna ao Wolfsburg como titular para as temporadas 2012-2013 e 2013-2014. Já no começo de 2014, Ribas volta ao Atlético de Madrid por empréstimo até o fim da temporada, sendo determinante na campanha que levou os colchoneros à final da Liga dos Campeões. Após a derrota para o Real Madrid, Diego foi negociado com o Fenerbahçe, clube que defende até hoje.

    Caso Diego seja contratado, o Flamengo mudará de patamar e será definitivamente candidato ao título do Campeonato Brasileiro. Diego é o jogador que pode fazer várias funções no meio de campo, entre elas a do armador Alan Patrick, único jogador da posição. Vale lembrar que Ribas já teve várias passagens pela Seleção Brasileira, tanto de Base como a principal, ostentando nada mais nada menos que dois títulos da Copa América.

    Embora existam rumores, a diretoria do Flamengo, como de praxe, afirmou que não comenta sobre negociações e só dará maiores explicações caso o negócio tenha desfecho positivo.

    Crédito imagem destacada: fenerbahce.org/divulgação