Autor: diogo.almeida1979

  • Afirmação de Rueda escancara erro de planejamento do Flamengo para 2018

    O ex-comandante do Flamengo Reinaldo Rueda, confirmou, em entrevista ao GloboEsporte.com, que sua negociação com a seleção chilena começou após aval da diretoria rubro-negra. O contrato, que só foi assinado no dia 8 de janeiro, confirma que o planejamento para 2018 não só começou atrasado, mas também atabalhoado.

    “[…] foi algo muito correto. Foi um pacto de cavalheiros pela relação com o Dr. Bandeira, com Fred (Luz), Rodrigo Caetano. Inclusive, meu contrato com o Chile foi assinado na sala da presidência do Flamengo. Até que o Flamengo me desse o aval para sair, não tive nenhum acerto com o Chile”.

    O Mundo Bola entrou em contato com a assessoria de imprensa do clube e recebeu a confirmação da informação:

    “Após comunicar pessoalmente a intenção de deixar o clube, Rueda assinou o termo de rescisão de contrato em reunião na Gávea. Na sequência, acertou vínculo com a seleção chilena, ficando a federação daquele país responsável pelo pagamento da cláusula contratual por ter optado deixar o Flamengo antes do término do contrato. […] Comunicou, rescindiu e documentamos tudo para o pagamento da multa. Por isso ele assinou com o Chile no próprio Flamengo”.

    Passados 9 meses do ano, o rubro-negro vive um momento delicado. Após cair em todas as competições mata-mata (Carioca, Libertadores e Copa do Brasil) e por viver uma queda no desempenho dentro de campo, o clube sabe que precisa conquistar o título do Campeonato Brasileiro se quiser amenizar o sentimento negativo do torcedor. Para isso trouxe Dorival Júnior, o terceiro treinador a comandar a equipe em 2018.

    A contratação de mais um treinador após nova temporada desastrosa realça consecutivos erros no planejamento da equipe. Em novembro de 2017, em entrevista ao canal “Paparazzo Rubro-Negro”, o vice-presidente Ricardo Lomba firmou que já tinha começado a planejar o ano seguinte e que Rueda seria peça chave na construção de uma equipe vencedora:

    “A montagem do elenco do ano que vem vai acontecer a partir de uma conversa do departamento de futebol com a participação especial do Rueda, óbvio. O pontapé inicial é do treinador, ele tem contrato conosco até o final do ano que vem, vai ficar. Ele vai fazer a análise dele, vai passar para a gente as carências. Vamos ver o que é possível fazer, tentar atender pensando num Flamengo melhor ainda ano que vem”.

    O que de fato aconteceu foi completamente contrário à afirmação. Ainda no fim de 2017 começaram a surgir boatos de que a seleção chilena gostaria de contar com o trabalho do treinador e que já havia negociação entre as partes. Tanto Rueda quanto a diretoria se mantiveram reticentes em comentar o assunto.

    Em 8 de janeiro deste ano houve a confirmação de que o colombiano deixaria o Flamengo e assumiria o Chile. A partir de então o que já parecia uma falha de planejamento, pois as partes poderiam ter se acertado antes da virada do ano, se tornou ainda mais grave.

    Mais erros

    O rubro-negro em pouco tempo anunciou Paulo César Carpegiani como seu novo treinador. O comandante do título da Libertadores e do Mundial em 1981 tinha acerto com a cúpula flamenguista para trabalhar como coordenador técnico. Por isso, em coletiva de apresentação, decretou: “Hoje sou o treinador, mas não está afastada a possibilidade de se encontrarmos uma pessoa e tivermos um consenso, entrar no meu lugar depois amanhã ou depois”.

    Não aconteceu. No fim de março, após eliminação no Campeonato Carioca diante do Botafogo, Carpegiani foi demitido e, junto com ele, o diretor de futebol Rodrigo Caetano. Automaticamente, o interino Maurício Barbieri comandou a equipe o diretor da base Carlos Noval assumiu o cargo de Caetano.

    Um treinador sem experiência para dirigir um clube de grandes investimentos e com a necessidade de conquistar grandes títulos não era bem visto pelo torcedor. A sequência do jovem técnico foi boa, levou o time à liderança do Brasileirão, passou da fase de grupos da Libertadores, mas faltou traquejo de alguém acostumado a lidar com quedas de desempenho, calendário apertado e várias competições em disputa. Barbieri também foi demitido.

    Agora, a pouco mais de 2 meses para o fim da temporada, Dorival Júnior assume a missão de tentar levar o Flamengo ao heptacampeonato nacional. O planejamento para 2019, que já poderia ter começado, dependerá do título. Se for campeão, Dorival deve seguir, em caso de insucesso, outro nome deve pintar e, até lá, 2019 estará batendo na porta.


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  • Para levantar a décima terceira taça seguida, o Flamengo visita o Botafogo na decisão do Carioca de Basquete

    É hora de entrar para a história. Nesta quinta (27), às 20h, o Flamengo tenta se consagrar, mais uma vez, campeão carioca de basquete, em um duelo diante do Botafogo. O mando é do Alvinegro, que jogará em General Severiano, e contará com sua torcida exclusivamente. O Orgulho da Nação é o atual campeão da competição, tendo conquistado o titulo nas últimas doze ocasiões, o Mais Querido entra em busca do inédito tridecacampeonato do Estadual. O Rubro-Negro ainda segue invicto no torneio, com nove vitórias nos nove jogos disputados diante dos rivais cariocas, mantendo os 100% de aproveitamento na temporada.

    O Botafogo tenta se reencontrar no confronto, após um primeiro jogo de altos e baixos, o rival carioca ainda tenta forçar o terceiro jogo. A equipe vinha em boa fase após eliminar o Vasco da Gama, vencendo a serie em 2 a 1, conquistando seu sexto triunfo na temporada, além das três derrotas, antes da serie final. Dos revezes do Alvinegro, dois foram sofridos para o Flamengo. No primeiro turno da competição, o Orgulho da Nação venceu jogando em General Severiano, por 67 a 57, com as equipes fazendo suas respectivas estreias no ano. No returno, no Tijuca Tênis Clube, o resultado se repetiu, vitória rubro-negra por 73 a 69.

    O técnico Gustavinho comemorou o triunfo, e fez uma breve analise sobre o primeiro jogo da decisão: “Tivemos alguns momentos atípicos no Tijuca. Conseguimos abrir uma diferença de 22 pontos no primeiro tempo, coisa que não é normal entre Flamengo e Botafogo, nem em uma final de campeonato. Depois eles trouxeram para apenas cinco pontos no início do último período. Tenho que ressaltar a cabeça gelada e garra que tivemos para sair de uma situação difícil. Conseguimos nos recuperar no quarto final, o que é difícil no basquete. O emocional estava afetado, mas conseguimos frieza para abrir uma boa diferença e vencer o jogo”.

    No último confronto, o FlaBasquete iniciou a partida de forma dominante abrindo uma vantagem de mais de 20 pontos ainda no primeiro quarto. Nos quartos seguintes, o Rubro-Negro decaiu de performance e viu o Botafogo colar no placar no inicio do último quarto, com uma diferença de cinco pontos no placar. David Nesbitt e Marquinhos apareceram com tranquilidade e decidiram a partida em 88 a 69, deixando o Mais Querido em vantagem para a próxima partida da decisão.

    Um dos destaques da partida e recém chegado, Deryk, comentou sobre a finalíssima e projetou o próximo confronto: “Esse primeiro jogo foi digno de final. São dois times que querem muito ganhar. O Flamengo conseguiu lidar muito bem com a situação e imprimiu um ritmo forte na defesa. A vitória veio por isso. Já esperávamos um jogo intenso da forma que foi. Todos os jogadores queriam muito ganhar, passando do limite às vezes. Para o próximo jogo, precisamos esperar disso para cima. Mas estaremos prontos”.

     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Staff Images / Flamengo

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  • Flamengo e Gávea: Futebol Feminino segue invencível no estádio em 2018

    “Na nossa casa, mandamos nós!”. Frase muito dita nos vestiários durante os momentos que antecedem os jogos do Flamengo no Futebol Feminino. E que vem acontecendo. O desempenho do Flamengo/Marinha como mandante nessa temporada (mais especificamente, no Campeonato Brasileiro Feminino) vem chamando a atenção. Até o momento, foram nove partidas da equipe realizadas no estádio, com oito triunfos Rubro-Negros e um empate, resultando em 92,59% de aproveitamento.

    Em casa, as ‘Meninas da Gávea’ apresentam um ótimo poder ofensivo e também defensivo. Foram incríveis 25 gols marcados (média de quase 3 gols por partida)  e apenas 4 sofridos (média de 0,44 por jogo). Vamos relembrar os nove duelos?

    #1 Flamengo/Marinha 1 x 0 Ponte Preta

    Após uma dolorida goleada sofrida na estreia, para o Santos, o Mengão somou seus primeiros três pontos na competição vencendo a Ponte Preta, com gol da camisa 10 Bárbara, cobrando falta.

    #2 Flamengo/Marinha 1 x 1 Rio Preto

    Na rodada seguinte, um jogo dificílimo diante do Rio Preto, que resultou no único “tropeço” em casa. Dany Helena marcava ali seu primeiro gol com o Manto Sagrado.

    #3 Flamengo/Marinha 4 x 2 Vitória de Santo Antão

    Pâmela, Fernanda Palermo e Bárbara (2x) anotaram os gols do Mengão na bela vitória diante das pernambucanas.

    #4 Flamengo/Marinha 6 x 0 Portuguesa

    Maior goleada da equipe carioca no estádio nesta temporada. Dany Helena foi o grande destaque, com 4 gols marcados. Ju e Rafa Barros sacramentaram a vitória.

    #5 Flamengo/Marinha 1 X 0 Audax

    Sem dúvidas, a vitória mais representativa. Na raça, as meninas enfrentaram um adversário bem defensivo, e Larissa anotou, de pênalti, nos acréscimos da segunda etapa. Mas o detalhe principal foi a maciça presença da Nação Rubro-Negra, que compareceu em bom público ao local, com direito à sinalizadores e muita festa. O jogo foi realizado em um domingo, o que facilitou demais o comparecimento (a maioria dos jogos é realizada no ‘meio da semana’).

    #6 Flamengo/Marinha 2 x 0 Foz Cataratas/Coritiba

    Dany Helena e Karen, ambas no primeiro tempo, anotaram os gols do quinto êxito do Flamengo na Gávea.

    #7 Flamengo/Marinha 4 x 0 Santos

    Foi a revanche: primeiro êxito do Flamengo diante do Santos, goleada e quebra da invencibilidade das Sereias da Vila na competição (por sinal, única derrota das paulistas na competição). Bárbara, Dany Helena, Nathane e Flávia marcaram os gols da partida.

    #8 Flamengo/Marinha 4 x 0 Kindermann

    O Mengão precisava da vitória para continuar vivo na competição. Na ida, em Santa Catarina, vitória do Kindermann, por 1 a 0. Na volta, nova goleada por 4 a 0: Dany Helena, Bárbara e Flávia (2x) anotaram os tentos Rubro-Negros. As catarinenses haviam sofrido apenas sete gols antes dessa partida.

    #9 Flamengo/Marinha 2 x 1 Corinthians

    Mais uma invencibilidade quebrada: o Corinthians estava invicto desde setembro de 2017. Dany Helena e Flávia, em dois golaços, garantiram a boa vantagem do Flamengo nas semifinais do Brasileiro Feminino.

    Créditos nas imagens: Staff Images/Flamengo

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    RAÇA, AMOR E PAIXÃO! Na tarde dessa quarta-feira (26), o Flamengo deu um passo importante em sua participação no Campeonato Brasileiro Feminino A1 2018, no Estádio da Gávea. As Rubro-Negras iniciaram a fase semifinal da competição vencendo o Corinthians pelo placar de 2 a 1. Flávia e Dany Helena anotaram os gols do Mengão. Adriana descontou para as alvinegras.

    Foi um jogo complicado, como era de se esperar. De um lado, o Flamengo, invicto na Gávea em 2018. Do outro, o detentor da melhor defesa do campeonato, invicto desde setembro do ano passado. Mesmo assim, o Flamengo/Marinha buscou o gol adversário a todo tempo, e chegou ao primeiro tento aos 20 minutos de jogo, com gol da atacante Dany Helena, após cruzamento perfeito de Bárbara. O Mengão ainda ampliou, aos 33, com a atacante Flávia, após lançamento espetacular de Rayanne. O Corinthians descontou, aos 20 minutos da etapa final, com Adriana.

    Escalação – Flamengo

    Pela terceira vez seguida, o técnico Ricardo Abrantes repetiu a escalação da equipe, que consistiu em: Kaká; Rayanne, Day, Andressa (Bia Menezes) e Fernanda Palermo; Ju, Jane (Scarlett) e Bárbara; Flávia, Pâmela  e Dany Helena (Larissa). Técnico: Ricardo Abrantes.

    Gols: Dany Helena e Flávia

    Assistências: Bárbara e Rayanne

    Cartões Amarelos: Dany Helena, Andressa e Day.

    Próximos jogos

    O próximo jogo do Flamengo será realizado no dia 6 de outubro, contra a Liga de Rio das Ostras, às 15h. Será a estreia da equipe no Campeonato Carioca Feminino 2018. Já o próximo compromisso do Mengão no Campeonato Brasileiro Feminino está previsto para o dia 10 de outubro, contra o Corinthians. A partida provavelmente ocorrerá no Parque São Jorge, sendo esse o jogo de volta das semifinais.

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    Créditos imagem destacada: Caio Sertori/Mundo Bola

     

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  • Corinthians 2 x 1 Flamengo: O trabalho de Sisifo

    O Mito de Sisifo

    O mito de Sísifo é um ensaio filosófico escrito por Albert Camus, em 1941.

    No ensaio, Camus introduz a sua filosofia do absurdo: o homem em busca de sentido, unidade e clareza no rosto de um mundo ininteligível, desprovido de Deus e eternidade. Será que a realização do absurdo exige o suicídio? Camus responde: “Não. Exige revolta”. Ele então descreve várias abordagens do absurdo na vida. O último capítulo compara o absurdo da vida do homem com a situação de Sísifo, um personagem da mitologia grega que foi condenado a repetir eternamente a tarefa de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, sendo que, toda vez que estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido.

    Fonte: Wikipedia

    ***

    Mais uma vez vemos o Flamengo rolando a pedra morro acima, para vê-la despencando quase ao chegar no topo. E assim, indefinidamente. Tal como o Sisifo do mito acima.

    Flamengo foi a São Paulo em uma partida decisiva. O que, convenhamos, não é o forte do momento passado e atual deste time. Sete anos sem ganhar de time grande paulista em São Paulo. O ímpeto decisivo não achou ainda o CEP do Ninho do Urubu.

    E o Corinthians? Se defendeu bem, compactando bem as linhas como todo time moderno anda fazendo. Flamengo nem tanto, diga-se. Fez o primeiro gol em belo lançamento na área. Everton Ribeiro, em uma noite não boa, ficou perdido na marcação, e o Danilo aproveitou e fez seu gol.

    Bem, nem deu tempo para sentir muita raiva porque logo em seguida Arão fez um belo lançamento ao Pará, que cruzou a bola, bateu no braço do corintiano e entrou. A bola ultimamente só entra no gol adversário por acidente. Flamengo 1 a 1. E depois passou a, digamos, controlar melhor o jogo. Tentar mais o jogo ofensivo, com Diego enceraderando, Paquetá firulando e Everton Ribeiro perdido. Dourado, como sempre isolado, ficava na área imaginando as bolas que poderiam ser lançadas para ele.

    Final de primeiro tempo. Empate que levaria aos pênaltis. Bem, não sei quanto a vocês, mas minha confiança no Flamengo em disputa de pênaltis é a mesma que tenho do Marlos fazer algum gol. Resultado preocupante.

    E veio o segundo tempo. Flamengo, ao meu ver, melhor na partida mas no clássico esquema arame-liso, consagrado por todos técnicos estagiários que passam pelo clube. Mas Diego pede para sair. Entra Vitinho. Faz uma bela jogada, chuta pro gol, bate em um zagueiro e o goleiro faz uma bela defesa. No Corinthians entra Pedrinho. 38 segundos em jogo. Pega a bola, faz bela jogada, chuta e gol. É a vida. Injusta (ou justa) para uns e outros não. Mas futebol é resultado e bola na rede. A justiça implacável dos números.

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    Flamengo ficou meio perdidão pós o gol, mas entra Lincoln e Marlos. Tem a posse mas a bola sempre trava na defesa do Corinthians. Bolas cruzadas para cá e para lá, passes trocadas na entrada da área. E nada feito. Quase no último minuto da prorrogação, Pará tenta um cruzamento e a bola bate em cheio na trave do Cássio e volta. Certeza que se fosse do lado do Flamengo seria gol para eles.

    Enfim, mais uma derrota este ano. Parafraseando Caramujo, Flamengo agora terá mais tempo para descansar e se dedicar ao Brasileiro, melancolicamente, nossa única opção no momento.

    Que os resultados deste ano e passados sirvam a quem vier a gerir o Flamengo um foco especial na competitividade do time e a busca por qualificação maior do comando técnico da equipe e na seleção dos jogadores a cada temporada, para que formem um conjunto que brigue mais por títulos sendo bem mais incisivo no ataque. Flamengo tem bons jogadores. Mas não tá dando liga. Uma pena. Um Abel cairia agora muito bem, acho eu.
     


    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra aqui no Mundo Bola. Conselheiro do Flamengo e politicamente livre. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Reprodução

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    > A crítica é livre

  • Autoajuda

    Tome um café da manhã reforçado, é a refeição mais importante do dia. Não, não é clichê de aula de ciências, realmente funciona. A diferença é gritante.

    Em geral, alimente-se bem. Coma suas besteiras – ninguém resiste a um bom podrão – mas não exagere. Não zombe de quem tem problema de peso, mas também não romantize obesidade. Faz muito mal à saúde.

    + Blog Mengo, Logo Existo: SPC intangível

    Pratique exercícios, faça algum esporte, corra. Cuide de seu corpo. Estar bem com ele favorece sua autoestima e confiança. Não precisa ser um fitness apaixonado, apenas evite qualquer sinal de sedentarismo.

    Cultive suas amizades, elas são a família a qual você escolheu pertencer. Relacionamentos passam, mas se os amigos forem junto, você está perdido.

    Não guarde rancor. Ok, às vezes é impossível, mas pelo menos saiba o quanto isso é prejudicial a você e a quem o ódio é destilado. Negue a terceira chance. Se não for possível, negue a quarta, mas nunca a segunda.

    Estude. Você só vive uma vez, eu sei, mas pense também a longo prazo. Evite a sensação “eu poderia ter feito mais”. Faça mais, agora.

    Política se discute sim, aprendi por experiência própria. Mas em forma de debate, não agressão verbal. Se discorda do voto daquele cara gente boa, converse e busque entender seu lado. Às vezes é só ingenuidade (que também pode ser sua). Ele pode ter culpa da pouca informação que possui, mas não faz por mal.

    Acerte um taco de beisebol no queixo de qualquer preconceituoso que se manifestar diante de seus olhos. Menos se o preconceito for com cambista ou flanelinha ilegal. Nesse caso, direcione o taco a estes.

    Divirta-se, relaxe, faça o que gosta. Os deveres da vida estressam, e se você não tiver um refúgio que distraia a mente, ela se embola, o que também prejudica sua saúde. Cumpra suas obrigações, mas obrigue-se a agradar a si mesmo. Você merece.

    Guarde dinheiro, mas não para sempre. Use-o para fazer aquela viagem inesquecível aos 30, não para pagar seu enterro. Aos 31, comece a guardar novamente, para aproveitá-lo aos 35.

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    Cumprimente o porteiro, o jardineiro e o empregado, da mesma forma como faz com o advogado, o médico e o engenheiro. Você também nasceu careca, pelado e sem dente. Sua classe social não que define quem você é.

    Não cumprimente o cambista na porta do estádio. Esse, tá liberado mandar… Enfim.

    Ria e faça rir, diga por que está rindo. Tenha seu humor peculiar, mas nunca egoísta.

    Beba água. Diga no cangote do(a) consagrado(a): “Tô hidratado”.

    O mundo é seu. Viva! Leve como verbo ou interjeição.

    E então, não dependa do Flamengo para abrir aquele sorriso na manhã seguinte. Os riscos estão provados e comprovados.

    Eu, (in)felizmente já perdi essa luta. As consequências são dolorosas.

    Posso me tornar o sujeito mais bem sucedido que você conhece, mas numa quarta-feira como essa, minha noite sempre será pior que a sua.

    “Bom” dia. Conselhos válidos até sábado, dia 29 de setembro de 2018.

    Saudações,
     


    Léo Leal escreve no Mundo Bola e participa do programa Mesa Rubro-Negro no YouTube. Siga-o no Twitter: @_LeoLealC

     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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    > SPC intangível
    > O dia mais feliz da minha vida
    > Para todos, para nós, Flamengo
    > Assombração
    > Aconchego da vó
    > Crer
    > Voem alto
    > Vida longa a Zé!

  • Que venha 2019

    Saudações, Rubro-Negros!

    Joguei minha toalha. Cansei desse Flamengo preguiçoso, previsível, confuso, perdido, monótono, sem inspiração, enganador, amarelão e bunda mole. E esse meu desalento não se construiu apenas por causa de mais essa nova fase ridícula que atravessa o time. Ele vem de bem mais longe. O Flamengo vem sendo descaracterizado, perdeu por completo sua identidade, seu DNA, e sobre tudo isso já falamos aqui em diversas outras ocasiões, assim como também já foi discutido por vários outros colegas deste site e de diversos outros veículos. A transformação do Flamengo numa caricatura do que o Flamengo historicamente sempre foi é um projeto de longo prazo, e seus resultados agora estão aí concretizados na forma de atuações ridículas, conformismo com essas mesmas atuações ridículas e na falta de títulos expressivos. O Flamengo, senhoras e senhores, esse Flamengo que aí está, é uma vergonha, um insulto a nossa História e a todos nós.

    Leia também: Sarau dos interinos

    O cenário é desolador. Conseguiram minar até o que nós tínhamos de mais característico: aquela nossa marra que tanto incomodava os adversários, especialmente a arco-íris. Não dá para ser marrento se num ano inteiro não conseguimos vencer o Vasco — o VASCO, porra! — nenhuma vez. Pior: no sábado passado, além de não conseguir batê-los, por pouco não fomos batidos. E teria sido bem merecido, verdade seja dita. E a isso somam-se a vergonhosa e inaceitável derrota diante do Ceará dentro do Maracanã, aquela atuação bizarra na primeira partida das oitavas da Libertadores contra o Cruzeiro, o atropelamento sofrido em Curitiba contra um fraquíssimo Atlético, dentre outros tantos.

    Outro sintoma claro do quanto as coisas no Flamengo anda de mal a pior é a total incapacidade do time de dar a volta aos resultados. Neste ano, apenas uma vez conseguimos vencer após sair atrás no placar. Foi no jogo contra o Emelec, pela Libertadores, lá no Equador. Pelo Brasileiro, nenhuma vez. Vencer fora de casa, então, é quase proibido para esse Flamengo frouxo e desarrumado. Não tenho sequer palavras para definir o quanto isso é decepcionante.

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    São muitas as razões que explicam isso. Elas vão desde o desequilíbrio na montagem do elenco, lotado de atacantes de lado de campo, mas sem nenhum lateral que preste e sem meias em condições de substituir qualquer um dos titulares, passam pelo manjadíssimo jogo que a equipe tenta empreender dentro do campo e também por um (des)comando por parte da cúpula do futebol, outro tema já bastante abordado. Nossos dirigentes têm a cara desse Flamengo.

    Mas vamos aqui nos concentrar no jogo que o time tenta reproduzir dentro de campo. Em primeiro lugar, ele não muda nunca. É outra coisa que se arrasta no Flamengo há pelo menos três temporadas. É sempre a mesma coisa. Bola pra um dos “pontinhas”, como bem os chama meu amigo téo Benjamin, os quais, via de regra, tentam sempre a mesma jogada — trazer a bola para o meio e tentar um chute, tentativas bisonhas de cruzamentos saídos dos pés desses nossos laterais ridículos e bola parada. A isso — e só a isso — se resume o futebol desse Flamengo, se é que se pode chamar algo assim de futebol. Nossos centroavantes penam, seja por serem tecnicamente bisonhos, como é o caso do tal do Henrique Dourado, um dos piores que já vi vestir o Manto em toda minha vida, incapaz de sequer dominar uma bola, ou por simplesmente atuarem num time que ignora solenemente o fato de haver um centroavante lá no meio da área. Nesse Flamengo é muito mais fácil sair gol contra do que de centroavante, como foi contra o Vasco.

    Por tudo isso, amigos, eu cansei. Não tenho mais forças, nem saco, nem tesão de seguir acompanhando o Flamengo até o final da temporada. Seguirei assistindo aos jogos pela TV, continuarei torcendo para as coisas milagrosamente melhorarem, mas deixarei de ir ao Maracanã por tempo indeterminado. A não ser, é claro, que após uma semana cheia para treinar o Barbieri se revele um gênio, acerte tudo o que está errado, o time volte voando domingo contra o Galo, emplaque uma sequência absurda de vitórias, reassuma a ponta do Brasileiro e chegue à final da Copa do Brasil. Se isso acontecer, esqueçam tudo o que leram aqui e me encontrem lá no setor Norte, ali entre as saídas 39 e 40, pra gente se embebedar, torcer, se abraçar e comemorar junto.

    SRN
     

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    Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL. Também escreve no blog Happy Hour da Depressão.
     

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    Saudações flamengas a todos,

    A recente vitória contra o Atlético-MG fez surgir em alguns a esperança pela volta do Flamengo à briga pelo Hepta Brasileiro. No entanto, para tal a equipe precisará demonstrar recuperação técnica, física e tática, voltando a atuar em um nível no mínimo próximo ao que foi capaz de produzir no início do Brasileiro e nas partidas contra o Grêmio pela Copa do Brasil.

    Mas será possível um trabalho em declínio apresentar recuperação? A história recente mostra que, apesar de não ser o provável, há a possibilidade, sim. Resta saber se o elenco, a comissão técnica e a diretoria atuais serão capazes de fomentar essa reviravolta. O jogo de logo mais trará respostas relevantes. Enquanto isso, deixo alguns exemplos de “remontadas” históricas. Algumas com finais felizes. Outras, nem tanto.

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    1988

    O Flamengo realiza um desarme em sua defesa. Passe a Zico, que arranca de uma intermediária a outra. O volante Donizete vem em seu encalço e consegue disputar a bola com o Galinho, que para levar vantagem no lance precisa esticar a perna. É o que basta. O adutor não resiste ao esforço. “Abriu”. 14 minutos de jogo. Zico está fora da temporada.

    A lesão do Galinho é o ponto culminante de uma fase em que tudo parece dar errado. Após um início animador, com três vitórias contundentes e convincentes (das quais em uma não chega a dirigir oficialmente a equipe), Telê Santana sofre com a queda de rendimento decorrente de um elenco heterogêneo, onde os principais reforços trazidos para servirem de espinha dorsal simplesmente não conseguem render. Como consequência, o Flamengo coleciona resultados ruins, e em sete jogos somente logra uma vitória (sofridos 2-1 sobre o Sport, no Maracanã), num aproveitamento de 33%. Alguns vexames em sequência, como a derrota nos pênaltis para um Palmeiras sem goleiro e um revés diante do Vitória, um dos piores times do campeonato, em pleno Maracanã (0-1) arremessam o rubro-negro a uma inusitada e deprimente última colocação de sua chave, a 9 pontos do São Paulo. Nutrindo certa reverência a Telê, a imprensa evita mencionar ameaça de demissão, mas rumores surgem com alguma força. Revistas e jornais falam abertamente em eliminação e decadência. Restam apenas seis rodadas para o final do campeonato, e a distância para o tricolor paulista parece intransponível. Há quem fale em aproveitar os jogos restantes para montar uma equipe para a temporada seguinte.

    Telê resolve mexer. Tira espaço de alguns jogadores improdutivos, como Luvanor, Darío Pereyra, Paulo César e Renato Carioca, promovendo mais intensivamente a utilização de jovens como Rogério, Aldair, Júnior Baiano, Marquinhos e Marcelinho, entre outros. Menos técnico porém mais solidário, veloz e aguerrido, o time melhora. Supera a perda de Zico e vence o Fla-Flu, iniciando uma espetacular sequência de cinco vitórias em seis jogos (aproveitamento de 89%), e, contra todos os prognósticos, arranca a classificação à fase seguinte após derrotar o Atlético-MG por 2-0 no Maracanã. É o epílogo de uma bela história que será retomada, sem o mesmo brilho, após a pausa para as férias dos jogadores.

    1992

    O Flamengo enfrenta o Cruzeiro numa gelada noite de segunda-feira de fevereiro, no último compromisso oficial antes do Carnaval. É a oportunidade de seguir na disputa pela liderança do Brasileiro, após um brilhante início de competição, onde venceu três dos cinco jogos disputados (aproveitamento de 80%), impondo-se ao Palmeiras no Parque Antarctica (2-1) e ao badalado São Paulo de Telê (3-2, em grande atuação no Maracanã). No entanto, atuando de forma apática, um irreconhecível Flamengo é derrotado pelos mineiros (1-2), desgarrando-se da briga pela ponta.

    O que ainda não se sabe é que o revés diante da Raposa, mais do que uma preguiçosa jornada pré-carnavalesca fora da curva, assinala o início de uma terrível sequência de seis jogos sem vitórias (aproveitamento de 17%), derivada de uma assustadora queda de rendimento da equipe, que perde consistência defensiva e força no ataque. Lesões de titulares importantes e perda de confiança com as derrotas são as principais causas apontadas para o mau desempenho. Inconformada, a Diretoria começa a mandar “sinais” de descontentamento, criticando publicamente o esquema e as opções do treinador Carlinhos. Nem mesmo o Maestro Júnior é poupado das críticas. O VP de Futebol (futuro Presidente) insinua que Júnior é um jogador “caro, velho e pouco produtivo para o que ganha”. A gota d’água se dá após a goleada sofrida para o Vasco (2-4), em partida onde ironicamente a equipe realiza a “menos pior” atuação da sequência. Mas, com a derrota, o time cai à 12ª colocação. Um ultimato velado está dado. Ou ganha do Atlético-PR ou a crise será instalada de vez, com consequências (im)previsíveis. Para evitar hostilidades, os treinos são fechados à torcida.

    O Flamengo, jogando muito mal, consegue vencer os paranaenses (2-0). Aliviado, Carlinhos consegue transmitir paz ao elenco. E a crise é definitivamente afastada com uma atuação de gala no Pacaembu, onde o Flamengo derrota categoricamente o Corinthians por 3-1 (após abrir 3-0 com facilidade e tirar o pé, quando o jogo parecia caminhar para uma goleada histórica). O triunfo dá nova motivação ao rubro-negro, que vence três das seis partidas seguintes, desempenho suficiente para chegar em quarto lugar e garantir uma das oito vagas para a fase seguinte. Embalado e solto, o Flamengo arranca para a conquista do Pentacampeonato Brasileiro.

    2008

    A bola trocada de pé em pé aos gritos de “olé, olé” de um Maracanã fervente provoca inusitado constrangimento nas Tribunas, onde os Presidentes de Flamengo e Vasco, numa iniciativa com o objetivo de amenizar as relações entre os dois clubes, contemplam o verdadeiro vareio de bola imposto pelo rubro-negro, que vai fazendo 3-0 e rodando passes com extrema facilidade, o adversário entregue e receoso de uma goleada humilhante. A escovada enfim não vem (ao contrário, o Vasco ainda consegue um inesperado gol de honra), mas o Flamengo crava, com o triunfo, sua quinta rodada consecutiva na liderança do Brasileiro, abrindo 5 pontos do segundo colocado. Com 79% de aproveitamento, um ataque devastador e um futebol reverenciado como, disparado, o melhor da competição, o time de Caio Jr parece caminhar para a conquista de seu sexto título brasileiro. Nada parece indicar o que está por vir.

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    Mas logo surgem os problemas. E a tormenta. E o caos. O Flamengo começa a ver desmantelado todo o sistema ofensivo, de uma só vez. Saem Marcinho, Renato Augusto, Souza. Pouco depois, Diego Tardelli fratura o antebraço e só retornará no final da temporada. O volante Kleberson também está fora, vítima de luxação na clavícula. Por fim, Cristian, outro volante, entra em rota de colisão com o treinador e também deixa o clube. A perda de tantos jogadores-chave logo se faz sentir. O Flamengo amarga um jejum de sete jogos sem vitória, num aproveitamento de inacreditáveis 9,5%, e desaba na tabela. Cai para a 7ª posição, dez pontos atrás do líder Grêmio.

    A Diretoria traz reforços. Chegam Marcelinho Paraíba, Fierro, Sambueza, Everton, Josiel e Vandinho, entre outros. O time volta a melhorar. Vence a duras penas o Atlético-PR por 1-0 no Maracanã, iniciando uma sequência de seis vitórias em dez jogos (70% de desempenho), voltando a sonhar com a liderança (chega a estar a 4 pontos do primeiro colocado). Mas, na reta final, os atritos do treinador com alguns jogadores do elenco, a falta de consistência defensiva da equipe e a perda de concentração em várias partidas (chega a ceder o empate para o Goiás em um jogo que vencia por 3-0) alija a equipe da disputa do título e até mesmo da vaga para a Libertadores. O frustrante quinto lugar custa o emprego de Caio Jr.

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    2009

    2011

    O relógio escorre célere. 44 do segundo tempo. Diego Maurício infiltra em diagonal e tenta a tabela com Botinelli, mas uma bicuda da zaga afasta o perigo. Por enquanto. Ronaldinho apanha a sobra na ponta-esquerda, ginga na frente de seu marcador e cruza uma bola açucarada para a cabeça de Jael, o Cruel. O atacante desfere golpe preciso e mortal, sem qualquer chance de defesa para o goleiro adversário. O Engenhão explode em festa com o gol redentor que dá a suada vitória do Flamengo sobre o Coritiba (1-0). É o clímax do rubro-negro na competição. Após 15 rodadas, o Flamengo de Luxemburgo, ainda invicto, divide a liderança do Brasileiro com o Corinthians. Na rodada seguinte, perde a chance (por deficiências próprias e por uma arbitragem escandalosa de Héber Roberto Lopes) de assumir a ponta isoladamente, ao ceder um 2-2 contra o Figueirense, no Orlando Scarpelli. E a partir daí, começa o inverno. E o inferno.

    Tudo começa da forma mais sobrenatural possível, quando a equipe é inapelavelmente goleada pelo Atlético-GO, um dos últimos colocados, por 1-4 em pleno Engenhão. Inicia-se uma tenebrosa sequência de dez partidas sem vitória, rendimento de 17%, que definitivamente elimina qualquer possibilidade de título, uma vez que a equipe cai para a sétima posição, a 8 pontos da liderança. A brusca queda de rendimento se explica pela desmotivação de Ronaldinho (às voltas com atrasos de salários), pelos atritos de Luxemburgo com algumas lideranças do elenco e pelo deficiente encaixe de alguns reforços, sendo o mais badalado dos quais, o zagueiro Alex “Pirulito” Silva, o responsável pelo desmonte de um sistema defensivo outrora intransponível, agora sujeito a sofrer goleadas com inaceitável frequência.

    Luxemburgo, experiente, promove reuniões, negocia algumas concessões, tenta fazer ajustes na equipe e o rendimento volta a um patamar próximo do razoável. A quebra da tormenta se dá com uma vitória magra sobre o lanterna América-MG (2-1 no Engenhão), mas a seguir a equipe se impõe ao São Paulo em um Morumbi com mais de 60 mil (2-1), voltando à briga pela vaga na Libertadores. No fim, seis vitórias em 13 jogos (algmas marcantes, como um sensacional 3-2 no Fluminense e um acachapante 5-1 no Cruzeiro) e um aproveitamento de 59% acabam sendo o suficiente para a conquista de uma vaga na Pré-Libertadores. Mas não para atenuar os atritos de Luxemburgo com o elenco, notadamente com Ronaldinho. E o Flamengo, em alguns meses, perde ambos.

     


    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     

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  • Zico comenta críticas a Paquetá: “É hora da torcida do Flamengo apoiar”

    Durante mais um vídeo para o Canal Zico 10, o Galinho de Quintino falou sobre a eleição do melhor jogador do mundo, além de ter analisado a postura da torcida do Flamengo com Lucas Paquetá, que acabou criticado e vaiado em algumas partidas recentes.

    Logo no início do vídeo, Zico fez uma brincadeira ao se referir à premiação, que acabou por consagrar Luka Modric, jogador do Real Madrid, como o melhor do ano, superando Mohamed Salah, do Liverpool e Cristiano Ronaldo, que atuava pelo Real Madrid e transferiu-se para a Juventus-ITA. Ao citar o fuso horário do Japão, o Galinho disse que estaria dormindo e deu a missão de comentar sobre o feito a co-apresentador Bruno Torelly, que zico carinhosamente o apelidou de Vegeta.

    Torelly lembra que Zico acertou a previsão feita sobre o melhor jogador do mundo, em vídeo anterior. O Galinho considerou que “o peso maior é a Copa do Mundo”. Zico destacou, ainda, que o jogador foi “muito bem na Champions e na Copa”.

    O Galo também analisou a última rodada do Brasileirão. Ao falar sobre o Flamengo, Zico destacou: “Venceu um grande jogo diante do Atlético e tá lá na disputa pelo título”.

    Zico ainda foi enfático ao opinar sobre a postura da torcida diante de Lucas Paquetá. O jovem atleta, que recentemente foi vaiado pela torcida no Maracanã, recebeu apoio de Zico, que ainda citou Luan ao repercutir o tema: “Uma coisa que a gente tá aí vendo é a torcida do Flamengo no pé do Paquetá, a do Grêmio no pé do Luan. Mas são jogadores jovens, que já mostraram seu valor. Então é hora de apoiar. Às vezes jogarão mal mas são jogadores importantes para os seus times”.

    Por fim, o ídolo rubro-negro falou que, para ele, esse tipo de protesto é pouco eficaz, reforçando a importância da torcida estar ao lado de seu jogador: “Eu acho que isso não leva a nada. Tem que ter o apoio firme do seu torcedor, para que o moleque chegue lá dentro e resolva”.

    Confira abaixo, na íntegra, o vídeo de Zico, que inclui ainda análise do Galinho sobre a situação do Kashima Antlers-JAP, clube onde atualmente desempenha a função de diretor-técnico.

    https://www.youtube.com/watch?v=OCp86WG42wQ
     


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  • Flamengo/Marinha x Corinthians: primeiros 90 minutos serão na Gávea

    Após golear o Kindermann na última semana, o Flamengo receberá o Corinthians nesta quarta-feira (26), no estádio da Gávea, às 15h. O duelo é válido pelas semifinais do Campeonato Brasileiro Feminino A1 2018, sendo esse o jogo de ida, visto que a equipe paulista fez melhor campanha nas fases anteriores. A entrada ao estádio é gratuita. Quem não puder estar presente no estádio, poderá acompanhar o jogo no CorinthiansTV.

    O time titular ainda não foi divulgado pelo técnico Ricardo Abrantes para esse confronto. O XI inicial da partida anterior, contra o Kindermann, foi composto por: Kaka; Rayanne, Day, Andressa e Fernanda Palermo; Ju, Jane e Bárbara; Flávia, Pâmela e Dany Helena. Será a terceira partida entre as equipes no Rio de Janeiro: uma vitória Rubro-Negra e um empate, ambos em 2016.

    O adversário

    Como dito anteriormente, o Corinthians é o único invicto na competição: em 16 jogos nesse Brasileiro Feminino, venceu doze e empatou quatro. É detentor do segundo melhor ataque, empatado com o Flamengo (37 gols marcados) e da melhor defesa do campeonato: sofreu apenas oito gols na competição. Eliminou a Ponte Preta na fase anterior.

    Invencibilidade na Gávea e artilheira do campeonato: Flamengo confiante para o duelo

    Além de possuir a artilheira do campeonato, Dany Helena, autora de 14 gols em 15 jogos, o Mengão buscará executar o fator casa nessa partida. Jogando na Gávea nesta temporada, são oito jogos, com sete vitórias e apenas um empate, além de 23 gols marcados e 3 gols sofridos.

    Arbitragem – Flamengo x Corinthians

    O duelo será conduzido pela árbitra Rejane Caetano da Silva, que já apitou quatro jogos do Flamengo na competição: nas vitórias sobre Audax, Portuguesa e Santos, e no empate com o Rio Preto. A mesma será auxiliada por Andrea Izaura Maffra Marcelino de Sá e Rachel de Mattos Bento.

    Regulamento

    O Flamengo está no grupo 2, juntamente de Vitória-PE, Foz Cataratas/Coritiba-PR, Rio Preto-SP, Santos-SP, Portuguesa-SP, Audax-SP e Ponte Preta-SP. Na primeira fase da competição, as equipes do mesmo grupo enfrentam-se em turno e returno. As quatro melhores, avançam às quartas de finais, após isso, mata-mata com jogos de ida e volta. O campeão, além do troféu, garante vaga na Libertadores da América Feminina 2019.

    Créditos imagem destacada: Staff Images/Flamengo

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