Após o treino desta terça-feira, o vice-presidente de futebol Ricardo Lomba e o diretor de futebol Carlos Noval concederam entrevista coletiva no Ninho do Urubu para falar sobre o episódio de indisciplina protagonizado pelo goleiro Diego Alves, que se recusou a viajar para Curitiba no último sábado (20), ao saber que seria reserva no jogo com o Paraná.
Segundo os dirigentes, o goleiro seguirá trabalhando com o elenco e cumprirá normalmente o contrato com o Flamengo (o vínculo atual vai até o fim de 2020). O jogador, inclusive, está a disposição do técnico Dorival Júnior para o duelo do próximo sábado, contra o Palmeiras, no Maracanã.
— Houve a conversa. Diego Alves é jogador do Flamengo e cumprirá o contrato. Se apresenta amanhã normalmente para treinar, assim como fez ontem e hoje –, afirmou Lomba.
O vice-presidente não quis divulgar qual punição o goleiro receberá. Sabe-se, porém, que haverá uma nova conversa com o atleta e que qualquer atitude tomada será com base no parecer entregue pelo departamento jurídico do clube.
— Não será externada (a punição). É um problema interno do Flamengo. Faço questão de deixar claro é que atleta do clube, cumprirá suas obrigações — disse Lomba.
Nesta manhã, Eduardo Maluf, empresário do Diego Alves, esteve no Ninho do Urubu para tratar do episódio com o vice-presidente de futebol do Flamengo. O goleiro, entretanto, não participou da reunião. Ele se reapresentou com os companheiros no início da tarde e realizou atividade à parte na academia.
Confira a coletiva
Imagem destacada: Gilvan de Souza/ Flamengo
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A CBF sorteou nesta terça-feira o paranaense Rafael Traci para apitar o decisivo jogo entre Flamengo e Palmeiras, no próximo sábado, no Maracanã. Ele será auxiliado por Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta.
O árbitro apitou apenas um jogo do Rubro-Negro na atual temporada. Foi na derrota para o Grêmio por 2 a 0, em Porto Alegre, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na oportunidade, Traci demostrou certa dificuldade para controlar a partida e acabou apelando para os cartões; foram sete ao longo do jogo: três para o Tricolor Gaúcho e quatro para o Flamengo.
Em relação ao Palmeiras, o juiz esteve nas vitórias sobre o Grêmio (2 a 0) e Bahia (3 a 0).
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Desempenho geral das equipes em jogos comandados pelo árbitro
O Flamengo está em uma crescente no Campeonato Brasileiro desde a chegada do Dorival Júnior. Em pouco menos de um mês, o técnico deu nova confiança para a equipe e conseguiu resolver alguns problemas que por muito tempo afligiram os rubro-negros, como a passividade do time e a pouca eficiência do ataque. Esta melhora tem rendido vários elogios ao trabalho do comandante, o últimos deles partiu do maior ídolo do clube.
No Bicadas do Galinho da última segunda-feira, Zico analisou o momento do Flamengo na luta pelo título e destacou o trabalho de Dorival à frente do clube.
— O Flamengo está em uma subida impressionante. A chegada do Dorival deu outro ânimo ao time. A equipe está jogando bem e conseguindo dominar os jogos. Houve uma mudança de espírito e da forma de jogar. Os jogadores estão mais confiantes e com isso as jogadas acabam saindo –, destacou Zico, que completou.
— O Flamengo tem tudo para terminar o Campeonato Brasileiro bem. Palmeiras, Flamengo e Internacional são sérios candidatos ao título –, concluiu.
Confira o Bicadas do Galinho:
Imagem destacada: Gilvan de Souza/ Flamengo
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No último domingo (21), o Flamengo confirmou o favoritismo e goleou o lanterna Paraná por 4 a 0, na Vila Capanema, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O bom resultado colocou o Rubro-Negro na vice-liderança da competição nacional com 58 pontos.
Nesta terça-feira, o Flamengo divulgou os bastidores da vitória na Fla TV (confira abaixo.
O Flamengo volta a campo no próximo sábado, às 19 horas, para o ‘decisivo’ duelo com o Palmeiras. Em caso de vitória, o Rubro-Negro diminuirá a distância em relação ao atual líder para apenas um ponto.
Na tarde deste sábado, no estádio Luso Brasileiro, o Flamengo fez seu terceiro jogo no Carioca Feminino 2018, e goleou a Portuguesa pelo placar de 4 tentos a 0. Os gols foram marcados por Larissa (2x), Pâmela e Dany Helena.
Avassalador na primeira etapa, o Flamengo abriu logo 3 a 0 nos primeiros 45 minutos de jogo, com a camisa 9 Pâmela, e em duas oportunidades com Larissa, camisa 17. Na segunda etapa, a equipe administrou o resultado e ainda ampliou, com a artilheira Dany Helena, que chegou ao seu 16º gol pela equipe. Com o resultado, a equipe chega aos 9 pontos na competição.
O Mengão continua com 100% de aproveitamento em jogos contra a Portuguesa: agora são 2 jogos e 2 vitórias, com 7 gols marcados e nenhum sofrido. O Flamengo venceu a partida com: Kemelli; Ana Carla, Andressa, Day e Fernanda Palermo; Scarlett, Bia Menezes e Ju; Flávia, Larissa e Pâmela. Entraram no decorrer do jogo: Patricia, Gaby, Dany Helena, Aryane, Camila, Stefane e Débora.
Próximo jogo do Flamengo
O próximo compromisso do Flamengo/Marinha está marcado para o próximo sábado, às 15h. O duelo contra a Liga Desportiva de Arraial do Cabo/ACCEL será realizado no CEFAN.
Equipes participantes
Flamengo/Marinha – Búzios – Brasileirinho – Liga de Volta Redonda – Vasco – Jacarepaguá – Duque de Caxias – Portuguesa – Liga de Rio das Ostras – LRB/Bonitão – LDAC/ACCEL.
Formato da competição
O Campeonato Carioca Feminino 2018 será disputado em quatro fases:
PRIMEIRA FASE: As onze equipes foram divididas em dois grupos (A e B). O grupo A possui seis times e o grupo B, cinco. Nessa fase, os times do grupo A enfrentam os do grupo B (e vice-versa), em turno único. O Rubro-Negro está presente no grupo A.
SEGUNDA FASE: os quatro melhores colocados de cada grupo classificam-se para a segunda fase, que será em formato de mata-mata: o primeiro colocado de cada grupo enfrenta o quarto, e o segundo enfrenta o terceiro. Jogo único, em caso de empate, decisão nas penalidades máximas. O primeiro e segundo colocado de cada grupo possui a vantagem do mando de campo. Foram denominados grupo C, D, E e F.
TERCEIRA FASE (SEMIFINAIS): os quatro classificados da segunda fase realizarão as semifinais. O mando de campo será da equipe que fez a melhor campanha na primeira fase. Novamente, em caso de empate, os finalistas serão definidos nos pênaltis.
QUARTA FASE (FINAL): o campo será neutro, determinado pela FFERJ. Como de costume, em caso de empate, o campeão será definido nas penalidades.
Créditos imagem destacada: Divulgação/Flamengo
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A magia que existe no surgimento e na afirmação de um jogador criado no próprio clube, o chamado “prata da casa”, se dá pela identificação do jovem torcedor com sua trajetória e sua admiração por ela. Quantas crianças e adolescentes rubro-negros já não se projetaram no craque que despontava, como se o jogador fosse um deles, que saísse das peladas de rua direto para brilhar no Maracanã, realizando esse sonho tão popular quanto o Flamengo?
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Arílson, ponta-esquerda rubro-negro das décadas de 1960 e 1970 completou 70 anos nesta última quinta-feira (18/10), foi, em seu tempo, um desses jovens craques com quem a multidão de moleques se identificou. Atacante habilidoso, de drible fácil, que o tempo transformou num jogador solidário, incansável. Que fez gol que valeu taça ao Flamengo e chegou à Seleção Brasileira. E que tem sua história com o Manto Sagrado contada aqui.
O INÍCIO
Nascido em Bonsucesso e criado na Ilha do Governador, Arílson Pedro dos Santos começou a jogar nos campinhos de terra batida que haviam no extinto bairro Itacolomi, na Ilha (hoje engolido pelas obras de expansão do aeroporto do Galeão), e logo chegou à base da Portuguesa carioca, firmando-se na ponta-esquerda com seu futebol de habilidade e dribles. Em 1965, o Flamengo pagou dez milhões de cruzeiros e o levou para sua equipe de juvenis.
No ano seguinte, formava uma promissora linha ofensiva na base ao lado do ponta-direita Zequinha (mais tarde negociado com o Botafogo), o meia Rodrigues Neto (que passaria por várias posições até ser fixado na lateral-esquerda), o centroavante Dionísio (um de seus grandes companheiros no clube) e o ponta-de-lança Luís Carlos (que depois seguiria para o Vasco).
Arílson na base: o último agachado, da esquerda para a direita. Também na foto, o goleiro Ubirajara Alcântara, o futuro lateral Rodrigues Neto (penúltimo em pé) e o atacante e futuro técnico Jair Pereira (penúltimo agachado).
No início de 1967, Arílson foi convocado pelo técnico Zagallo para a seleção carioca juvenil que jogaria o brasileiro da categoria em Belo Horizonte. Na apresentação dos atletas, o repórter José Castelo, do Jornal dos Sports, assim definia seu futebol: “É esperança rubro-negra para 1967 e da própria seleção carioca com vistas ao penta brasileiro. Titular, tem a velocidade, o drible fácil e a potência de chute, qualidades exigidas de um bom ponteiro”.
Considerado então um jogador-chave nos juvenis do clube, Arílson tinha praticamente certa a sua promoção ao time de cima para o lugar do veterano Osvaldo “Ponte Aérea”, em vias de deixar a Gávea e retornar ao futebol paulista de onde viera. Mas na metade do campeonato da categoria de base, o garoto sofreu uma violenta entorse no tornozelo direito que o tirou de ação por vários meses, adiando seu melhor aproveitamento.
Arílson disputa o lance com Jairzinho: técnica e dedicação.
Mesmo assim, de pé gessado, vestiria a faixa de campeão carioca de juvenis em junho. A lesão e as frequentes trocas de comando no time de cima foram minando as chances do garoto. Chegou a treinar como lateral e a ser oferecido como moeda de troca na tentativa de contratação do veterano ponteiro Dorval, ex-Santos, que estava no Atlético-PR. Só no fim de 1968, durante o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ele ganharia uma certa sequência na equipe – retribuída com passes e assistências, aparecendo bem apesar da campanha fraca do Fla.
Sua virada aconteceria pelas mãos do técnico Tim. O experiente treinador, que chegou ao Fla no início de 1969, transformou o ponta o qual considerava indisciplinado taticamente – embora de inegável talento individual – num jogador solidário, que se sacrificava pelo time. Assim, Arílson passou a ajudar a preencher o meio-campo e ajudar na cobertura do lateral, e ao mesmo tempo, aparecer mais bem colocado na frente para dar passes e até marcar mais gols.
A GRANDE VIRADA
Seu futebol cresceu a olhos vistos, e ele viveu a primeira grande fase da carreira, senão a melhor. O ano começara com uma excursão ao Suriname e ao Pará e Amazonas, nas quais o Flamengo levava como atração o velho Mané Garrincha, 35 anos, contratado em novembro do ano anterior. Arílson, na outra ponta, fez bons jogos e alguns gols, mantendo o crédito conquistado pelas atuações no Robertão, mas sofreu uma distensão na coxa no fim de março, perdendo parte do turno do Carioca, em que o Fla acumulou alguns tropeços.
O Flamengo no Campeonato Carioca de 1969. Em pé: Murilo, Domínguez, Rodrigues Neto, Onça, Guilherme, Paulo Henrique e Jayme de Carvalho, fundador da Charanga. Agachados: Doval, Liminha, Fio, Dionísio e Arílson.
Sua volta coincidiu com a recuperação da equipe na competição. Voltou aos titulares no Fla-Flu de 1º de maio, pela nona rodada do turno, que terminou num empate sem gols. Dali em diante, o Fla enfileiraria seis vitórias consecutivas, passando a brigar pelo título. A série começou com um 4 a 1 diante da Portuguesa, com Arílson fechando o placar na sua velha conhecida Ilha do Governador. O time ainda bateu o Vasco por categóricos 3 a 0, derrotou o America e enfim se vingou do Bonsucesso, sensação da época, o qual não derrotava há três jogos.
Mas o jogo mais simbólico e marcante foi a vitória diante do Botafogo, em 1º de junho. Há quatro anos o Flamengo não derrotava o rival pelo Campeonato Carioca. Mas Tim havia preparado uma arapuca tática para os alvinegros. Antes do jogo começar, um presságio: dois torcedores rubro-negros soltaram um urubu que sobrevoou o Maracanã diante do êxtase e da incredulidade gerais. Na época, o termo “urubu” era frequentemente usado pelos rivais para tratar a massa flamenga, composta em sua maioria por negros e pobres, moradores dos subúrbios e favelas, de forma pejorativa.
Em campo, o tabu começou a cair graças a Arílson, logo aos nove minutos: Doval cruzou da direita, Dionísio chutou, o goleiro Ubirajara Mota não conseguiu segurar, e o ponta-esquerda pegou o rebote e mandou para as redes. Mais tarde, aos 23, Doval recebeu de Rodrigues Neto e marcou o segundo gol rubro-negro. O Botafogo descontou num gol de pênalti de Paulo César Caju no segundo tempo e partiu para a pressão, mas o Fla segurou a vitória bravamente. E o urubu acabou definitivamente adotado como símbolo do clube.
O Flamengo não levaria o estadual, porém: perderia a chance de título ao ser derrotado pelo Fluminense por 3 a 2 na penúltima rodada do returno, em jogo da polêmica expulsão do goleiro argentino Rogelio Domínguez. Mas aquela equipe renovada, com Liminha e Rodrigues Neto no meio, mais a linha de frente com Doval (trazido durante o torneio), Dionísio, Fio (ou Luís Cláudio) e Arílson, havia mostrado um futebol empolgante, de velocidade, técnica e muita luta.
Passado o Carioca, no entanto, os bons ventos foram se dissipando e, no Robertão, o Flamengo voltou a fazer campanha fraca. Arílson, porém, seguia em alta: estava em campo nas três vitórias do time no torneio e, em duas delas (ambas no Maracanã), balançou as redes: abriu o placar nos 2 a 1 diante do futuro campeão Palmeiras e anotou o gol de empate que impulsionaria a vitória de virada sobre o Vasco por 3 a 1. O terceiro triunfo viria diante do Internacional no recém-inaugurado estádio Beira Rio por 2 a 1.
Considerado muito permissivo do ponto de vista disciplinar pela diretoria rubro-negra (ainda que taticamente brilhante), Tim não continuou no comando do time para 1970. Seu sucessor foi seu oposto radical: Yustrich, ex-goleiro rubro-negro nos anos 30 e 40, treinador da linha dura, mas sem a mesma argúcia tática. Para Arílson, a troca não influiu em seu futebol. Pelo contrário: de início, ele se entendeu bem com o novo técnico e manteve o bom desempenho.
NO AUGE, A SELEÇÃO E O MAIOR DRAMA
Com efeito, Arílson começou o ano de 1970 voando. Fez o primeiro gol do time na temporada, no empate em 1 a 1 com o América-MG num amistoso em Belo Horizonte. E fez três partidas memoráveis no Torneio Internacional de Verão, quadrangular conquistado pelo Fla em fevereiro. Na estreia, uma folgada goleada de 4 a 1 sobre a seleção da Romênia, ele marcou dois gols – um em cobrança de falta na gaveta e outro numa inteligente tabela com Dionísio – e arrancou muitos aplausos entusiasmados da crônica esportiva, como na avaliação do Jornal dos Sports:
O time do Fla que derrotou o Vasco no Torneio Internacional de Verão de 1970. Em pé: Murilo, Sidnei, Washington, Tinho, Zanata e Tinteiro. Agachados: Doval, Liminha, Dionísio, Fio e Arílson.
“Arílson começou o jogo como se fosse um pugilista a estudar os pontos fracos de seu adversário. Plantado no meio-campo, dominava a bola e fazia lançamentos para Fio e Dionísio. Depois de meia hora de jogo e principalmente do gol de empate, feito por ele próprio, veio um verdadeiro show de bola do ponteiro esquerdo. Ele fez de tudo em campo. Seu gol de falta foi um primor. E seu segundo gol, o último do Flamengo, foi de placa. Arílson correu o campo todo. Deu combate na defesa, lutou como nunca no meio-campo, cobriu seus companheiros, deu o passe para o gol de Doval e fez os dele. Foi o dono do jogo, o melhor de todos no campo”, escreveu o JS.
No segundo jogo, outro massacre: 6 a 1 diante do forte Independiente, da Argentina. Arílson não balançou as redes, mas fez um lindo lançamento para Dionísio anotar o terceiro gol e foi apontado como o melhor do ataque pela imprensa, por sua eficiência e facilidade de jogar. E no terceiro, a vitória por 2 a 0 sobre o Vasco que valeu o título, o ponta criou com Dionísio a jogada do primeiro gol, marcado por Liminha, e anotou ele mesmo o segundo, cabeceando cruzamento de Ademir da direita, sendo novamente escolhido o destaque.
Bastante elogiado também por treinadores de outras equipes que compareceram ao Maracanã para observar o torneio, Arílson caiu também nas graças de Zagallo, que em 18 de março daquele ano substituiria João Saldanha no comando da Seleção Brasileira. Ele próprio um ex-ponta-esquerda rubro-negro e de estilo algo semelhante ao do jovem talento de 21 anos, o treinador surpreendeu ao incluí-lo, logo no dia seguinte ao que assumiu o cargo, na convocação de cinco novos nomes para os treinos de início de preparação para a Copa do Mundo do México.
Carteado na concentração da Seleção em 1970: Arílson ao centro, ladeado por Carlos Alberto Torres, Gerson, Félix, Fontana e Piazza.
Disputando um espaço com os mais experientes Paulo Cézar “Caju” e Edu, Arílson representava um meio-termo entre o estilo de ponta recuado, mais armador, do botafoguense e o jogo mais veloz e ofensivo do santista. Porém, teve poucas chances de mostrar seu jogo. Nas semanas em que treinou com a Seleção, disputou apenas dois amistosos não oficiais por uma equipe B (contra a seleção amazonense B e o Olaria) e atuou até fora de sua posição, prejudicando sua observação. Acabou cortado em 27 de abril, a dois dias do amistoso contra a Áustria no Maracanã.
Reintegrado ao Flamengo, reforçou o time na reta final da Taça Guanabara, na época ainda um torneio separado do Estadual – e naquele ano disputada em três turnos, estendendo-se de março a maio. Arílson chegou às vésperas do turno final, quando a equipe encaminhou o título batendo Vasco (2 a 0), Bangu (3 a 1, com dois gols seus), Botafogo (2 a 1) e America (2 a 0), finalizando com um empate em 1 a 1 diante do Fluminense que valeu o ponto necessário para a confirmação da conquista. Só que, em meio à festa, começava um drama.
O time que conquistou a Taça Guanabara de 1970, a primeira da história do clube. Em pé: Murilo, Adão, Washington, Tinho, Zanata e Paulo Henrique. Agachados: Ademir, Liminha, Adãozinho, Fio e Arílson.
Durante o jogo, Arílson dividiu uma bola com o lateral tricolor Oliveira e levou a pior, mas seguiu no jogo. Mais tarde descobriria: havia estourado os meniscos do joelho esquerdo. Veio então uma primeira cirurgia, que o deixou de molho por vários meses, com o mineiro Caldeira, trazido por Yustrich de suas andanças pelo futebol daquele estado, ocupando seu lugar na ponta-esquerda. O Fla fez um Carioca decepcionante, mas se recuperou com uma boa campanha no Robertão – e Arílson assistia a tudo de um leito hospitalar.
Foi quando, ao tentar voltar, o ponteiro descobriu que havia sido operado do menisco errado – o interno, em vez do problemático externo. Foi um escândalo, que o levou novamente à mesa de operação em janeiro de 1971 e o tirou de ação por mais alguns meses, interrompendo seu auge de forma abrupta. Voltou no fim de maio, na reta final do Carioca, com boas atuações, embora naquele momento a equipe já estivesse afastada da disputa pelo título.
RECUPERADO, MAS SEM LUGAR CATIVO NO TIME
Arílson fez o gol no 1 a 0 sobre o America em 6 de junho e participou de outro jogo memorável contra o Botafogo, uma semana depois, quando o Fla venceu por 2 a 0 (gols de Buião), quebrou a invencibilidade do rival que vinha desde o início do campeonato e ajudou a tirar o título quase ganho do time da Estrela Solitária. Mas os problemas físicos voltaram a tirá-lo do time. Só no fim de outubro, já na reta final do Brasileiro, é que ele voltou a ter sequência. Marcou o único gol numa vitória sobre o Ceará em Fortaleza e se mostrou pronto para resgatar a titularidade.
De camisa branca, o time do Fla para o início da temporada 1972. Em pé: Aloísio, Ubirajara, Fred, Reyes, Liminha e Rodrigues Neto. Agachados: Rogério, Doval, Fio, Paulo Cézar Caju e Arílson.
Só que o time seria bastante remodelado para 1972 buscando apagar a desastrosa temporada anterior. A começar pela chegada de Zagallo, técnico da Seleção, para sua primeira passagem como treinador rubro-negro. Doval retornou de seu exílio por empréstimo ao Huracán argentino (para onde fora após brigar com Yustrich) e Caio, do America. O goleiro Renato, cria da Gávea, retornava comprado ao clube após ter sido campeão brasileiro com o Atlético-MG no ano anterior. O volante Zé Mário, destaque do Bonsucesso, também foi contratado. E jogadores recuperados de lesões sérias, como Zanata e Dionísio, voltavam a treinar.
Mas a maior contratação para aquele ano impactaria decisivamente nas ambições de Arílson: nada menos que Paulo Cézar Lima, com quem o rubro-negro havia disputado posição na Seleção em 1970. De início, os dois chegaram a jogar juntos, com o novo reforço atuando na ponta de lança, tendo ainda Caio e o ponteiro Rogério completando o ataque. Arílson chegou a marcar o gol da vitória de 1 a 0 sobre o Santos de Pelé em amistoso no Maracanã.
Mas com a confirmação do retorno de Doval, o “Caju” foi deslocado para a ponta, e Arílson acabou sacado do time, sem entrar em campo nenhuma vez ao longo da campanha vitoriosa na Taça Guanabara de 1972 (pela primeira vez valendo como turno do Carioca). Depois de já ter vencido também o Torneio Internacional de Verão e o Torneio do Povo no início do ano, o Fla se sagraria campeão estadual em setembro, mas Arílson jogaria apenas sete partidas.
O elenco posa na Gávea com as faixas de campeão carioca de 1972. Arílson é o primeiro no chão, da esquerda para a direita.
EM 1973, O GOL DO TÍTULO DA TAÇA GUANABARA
No Brasileiro, quando o Flamengo teve maior necessidade de rodar o elenco pelo desgaste com viagens e jogos a cada três dias, Arílson atuou em 16 das 28 partidas do time (sendo 11 como titular) e marcou dois gols – um deles, o da vitória de virada sobre o Vasco por 2 a 1. E seria em outra vitória diante dos mesmos cruzmaltinos que o ponta-esquerda entraria de vez para a história rubro-negra: a decisão da Taça Guanabara de 1973.
Flamengo e Vasco chegavam à última rodada do turno empatados em pontos, ambos invictos, com oito vitórias e dois empates. Caso o confronto direto também terminasse em igualdade, um jogo extra decidiria o título. Mas a expectativa era grande para o duelo daquele domingo, 6 de maio. Tanto que mais de 160 mil pagantes passaram pelas bilheterias do Maracanã. Arílson, que havia sofrido entrada dura do tricolor Denílson no Fla-Flu da rodada anterior, era dúvida no time do Fla devido a uma entorse na perna esquerda. Mas foi confirmado naquele dia.
O jogo seguiu equilibrado até os 30 minutos, quando Dario, o “Dadá Maravilha”, cruzou rasteiro para a entrada da área do Vasco. O ex-rubro-negro Zanata, que trocara a Gávea por São Januário no início daquele ano, dominou a bola de início, mas escorregou. Arílson se aproveitou e invadiu pela esquerda, batendo cruzado na saída de Andrada para marcar o único gol do jogo, o que valeu ao Fla o bicampeonato da Taça e a vaga na decisão do Carioca.
Aquela, porém, seria a última alegria daquele ano para o jogador e para o clube: logo depois do turno, houve uma longa pausa no campeonato para excursão da Seleção. Quando os jogos recomeçaram, os rubro-negros haviam perdido o embalo, e Arílson voltaria a entrar e sair da equipe. O Fla perderia a final do Carioca para o Fluminense, com o atacante entrando durante o jogo no lugar do ponteiro direito Vicentinho. No Brasileiro, Arílson fez apenas sete jogos, com o Fla cumprindo uma de suas piores campanhas na história da competição.
Mas com a virada do ano, as coisas melhorariam: preparando a Seleção para a Copa de 1974, Zagallo deixaria o time nas mãos do auxiliar Joubert. Alguns medalhões do ano anterior seriam dispensados ou menos utilizados, abrindo espaço para bons valores dos juvenis. Foi quando jogadores como Zico, Geraldo e Rondinelli se firmaram. E Arílson voltou a viver boa fase: titular de um Fla que fez ótima campanha na primeira fase (a segunda melhor entre 40 clubes), antes de sucumbir a desfalques na reta final, o ponteiro balançou a rede quatro vezes.
Seu último campeonato com a camisa rubro-negra seria o Carioca daquele ano, disputado no segundo semestre – e conquistado pelo Flamengo. Arílson disputaria apenas seis partidas, antes de parar até o fim do ano devido a uma fratura de clavícula. No ano seguinte, deixaria a Gávea seguindo para o Corinthians, onde não teria muitas chances. De lá, voltaria ao estado do Rio defendendo o Americano e o Volta Redonda, onde pendurou as chuteiras.
Muito tempo depois, Arílson foi chamado para trabalhar no Flamengo como olheiro e treinador da base. Durante quase 20 anos tornou real o sonho de outros garotos rubro-negros de se tornarem jogadores profissionais. Porque é preciso alimentar o ciclo para que a magia da identificação perdure.
Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.
Imagens utilizadas no post e redes sociais: Reprodução
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Após o fiasco da eliminação na primeira fase no ano passado, o Flamengo estreou com vitória na Liga Sul-Americana de Basquete, ao derrotar o Libertad Sunchales por 98 x 86.
Apesar da diferença de 12 pontos, o jogo foi duríssimo.
Deryk, que começou errando absolutamente tudo, foi o destaque com 24 pontos (6/15 na linha de três pontos), além de seis assistências. Balbi, que também iniciou bisonhamente – levando inclusive uma sonora bronca do treinador durante o pedido de tempo, foi o segundo mais eficiente da noite anotando 18 pontos.
Gustavinho iniciou o quinteto com Balbi, Deryk, Marquinhos, Nesbitt e Varejão.
E o primeiro tempo foi péssimo. Diante de um Flamengo sonolento, rapidamente os argentinos abriram frente: 9 x 2 e depois incríveis 16 x 2. De nada adiantou o tempo técnico pedido pelo treinador e os esporros proferidos em alto e bom som. O Libertad fechou em 29 x 19.
No segundo período o Flamengo ainda não conseguia se encontrar. Praticamente todo ataque argentino resultava em cesta. A diferença seguia na faixa dos dez pontos, baixada para oito com uma cesta de Balbi: 47 x 39.
O vestiário deve ter pegado fogo, porque o Rubro Negro voltou avassalador no segundo tempo.
Deryk, que não fez boas partidas pelo NBB, inaugurou o período com uma bola de três. Com uma sequência de 9 x 0 o Flamengo virou a partida: 48 x 47. E o jogo seguia lá e cá, com as duas equipes alternando a liderança. Na última bola, Varejão confirmou a liderança: 69 x 68.
No quarto final, o equilíbrio perdurou. Nenhum dos times conseguia abrir grande vantagem.
Com o placar apontando 84 x 83, o Flamengo finalmente acertou uma boa sequência no final: 92 x 85. E com boas jogadas de Olivinha e Deryk, o Rubro Negro conseguiu fechar com boa vantagem: 98 x 86. A maior diferença que conseguiu em toda a partida.
O Flamengo enfrenta os donos da casa, Atletico Goes, nessa terça-feira, às 21 horas.
André Amaral comanda o Ninho da Nação, um dos blogs rubro-negros mais importantes da internet. Siga-o no Twitter: @Ninhodanacao.
Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
Centro de Treinamento, que sempre foi um sonho de consumo, não é mais um desafio. Enfim, o Flamengo tem o seu, após décadas de infrutíferas iniciativas que fracassaram. E não há só um, há dois! Moderníssimos. Um para o profissional e outro para as divisões de base. As dívidas impagáveis deixaram de ser um pesadelo, embora ainda sejam uma realidade, mas já não mais acompanhadas do adjetivo impagáveis. Por si só, dois grandes feitos! Memoráveis. Monumentais! Mas falta muito mais…
Plataforma de Gestão 2019-2021 para a presidência do Flamengo:
1. FUTEBOL PROFISSIONAL FORTE
1.1 – TÉCNICO: calcanhar de aquiles das Gestões de 2013-2018, não há mais tempo para aventuras com treinadores mais baratos, menos experientes, ou que conheçam pouco o futebol brasileiro. O Flamengo precisa de um técnico cascudo e experiente, com perfil vencedor no futebol brasileiro, que chegue para fazer um trabalho completo de janeiro a dezembro, que saiba rodar elenco e poupar jogadores para extrair o máximo de um grupo, que ofereça diferentes opções táticas, que tenha visão para mudar a forma de jogar do time quando necessário no meio de um jogo, que tenha liderança. Dentre os nomes que tiveram melhor desempenho na média das últimas dez edições do Campeonato Brasileiro: Abel Braga, Renato Gaúcho, Cuca e Marcelo Oliveira (excluídos Muricy Ramalho já aposentado e Tite que está na Seleção Brasileira). Entre os de melhor desempenho nas últimas cinco edições, somam-se: Mano Menezes, Dorival Júnior e Fábio Carille. Qualquer outro brasileiro fora estes, não tiveram desempenho recente melhor. Para fugir disto, o argentino Jorge Sampaoli seria uma aposta a ser considerada. Fora deste grupo, mais nenhum outro.
1.2 – INVESTIMENTO: não é mais tempo para a mega contratação, como foi com Paolo Guerrero em 2015, com Diego Ribas em 2016, com Everton Ribeiro em 2017 e com Vitinho rm 2018. Não é mais tempo para o grande investimento, o que é necessário agora são vários investimentos médios em jogadores que encorpem o elenco e não cheguem necessariamente para serem titulares. Por três temporadas consecutivas o Flamengo brigou entre as 6 maiores forças do Campeonato Brasileiro, desde os Anos 1980 o clube não disputava três temporadas consecutivas na ponta da tabela, um elenco forte o bastante para brigar pela ponta já existe e precisa apenas terminar de ser moldado para virar um grupo campeão. Para encorpar elenco, deveriam ser buscadas peças em Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Atlético Mineiro ou Santos (nos clubes da capital paulista a pedida financeira seria maior, não precisa ser completamente descartada esta hipótese mas poderia ser evitada). Nomes para todas as posições: laterais, zagueiros, meias, atacantes. Exemplos de nomes para balizar esta referência: Edilson, lateral do Cruzeiro, Maicon, do Grêmio, Bruno Silva, do Cruzeiro, Michel Bastos, do Sport Recife, Camilo, do Internacional, Guerra, do Palmeiras, Robinho, do Cruzeiro, Léo Valencia, do Botafogo, Cazares, do Atlético Mineiro, Bruno Henrique, do Santos, Nico López, do Internacional (obviamente não todos estes, mas uns cinco ou seis dentre estes ou jogadores de nível similar). Não é mais hora para investimento de 8 ou 10 milhões de euros, mas para 6 ou 7 contratações que juntas saiam a 8 ou 10 milhões de euros, jogadores que não são baratos mas que não são tão caros quanto as “mega contratações”).
1.3 – PLANEJAMENTO: há que se saber o que se quer, que é aquilo que mais se precisa, e o que o Flamengo precisa mais que qualquer coisa neste momento? Um grande título que consolide o momento de estabilidade financeira e maior capacidade de investimento. A escala deste grande título: Campeão Brasileiro ou Campeão da Libertadores. Outros títulos não atendem, porque não acalmam estas exigências. Partindo-se do atendimento à necessidade de um elenco forte: em jogos da Copa do Brasil e eventualmente da Copa Sul-Americana não deve ser utilizado nunca o time titular, sempre um time alternativo (possível de ser revisto em caso de jogos válidos por semi-final ou final). No 1º semestre, foco total em avançar no mínimo até às quartas de final da Libertadores. No 2º semestre, foco total no Campeonato Brasileiro, com um planejamento de pontos a serem atingidos a cada grupo de rodadas visando a liderança. Com base nas metas de pontos obtidos por grupo de rodadas, eleger rodadas estratégicas para rodar o elenco. Fazer um rodízio de utilização de jogadores, não precisa ser “oito ou oitenta”, um jogo poupar três ou quatro, outro jogo outros três ou quatro, alguns jogos deixar as peças mais importantes como opção de segundo tempo, nos jogos do Brasileiro não tem porque colocar o time inteiro reserva quando se quiser preservar fisicamente o elenco.
2. FUTEBOL DE BASE COM ALTO INVESTIMENTO
O Flamengo adotou durante a Gestão 2016-2018 uma estratégia bastante acertada de contratar revelações Sub-20 em outros clubes formadores. Com um CT exclusivo para a base, investimento em potenciais jóias, e um trabalho forte de peneirar talentos nas categorias Sub-15 e Sub-17, os resultados virão. Entre 2016 e 2018, o Flamengo foi duas vezes Campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, e pela primeira vez em sua história chegou à semi-final do Brasileiro Sub-20. O rumo está certo, há apenas que intensificar o trabalho, e definir esta como uma das principais diretrizes do Departamento de Futebol.
3. USO DO MARACANÃ
O Maracanã não é e nunca será a casa unicamente do Flamengo. Isto não quer dizer que o Flamengo deva partir para uma estratégia de não jogar nunca mais no Maracaná e focar apenas num estádio seu. Que seja negociado com o “dono” do estádio um pacote de jogos por ano a serem disputados no estádio, visando utilizá-lo apenas para partidas com potencial de público superior a 50 mil pagantes.
4. CONSTRUÇÃO DO ESTÁDIO DO FLAMENGO
O Flamengo precisa de um estádio para chamar de seu. Não serve soluções para menos de 25 mil pagantes. É necessária uma casa própria com capacidade para um público de 40 a 50 mil torcedores. Politicamente já está claríssimo que não há qualquer intenção de se deixar que o Flamengo tenha seu estádio nos limites do município do Rio de Janeiro, ou aparecerão pontes, estradas, ruas, planos de reordenamento público cruzando o terreno escolhido. Que se olhe para algum município da Baixada Fluminense, qualquer um deles entenderá a importância para os cofres da Prefeitura de um investimento desta magnitude nos seus limites (fora desta hipótese, o conluio de corrupção entre Governo do Estado, do Município do Rio e do “dono” do Maracanã jogará pesado em evitar a todo custo a concretização deste projeto). Chega de se iludir! O Flamengo pode ter três estádios: jogos para mais de 50 mil no Maracanã, jogos num estádio próprio para menos de 50 mil, e jogos com expectativa de receber menos de 15 mil sendo realizados em Volta Redonda.
5. ESPORTES OLÍMPICOS COMPETITIVOS
A diretriz usada entre 2013 e 2018 foi corretíssima: só manter esportes olímpicos que tenham capacidade de buscar patrocínio suficiente para mantê-lo (a famosa auto-sustentabilidade). O principal esporte olímpico foi o basquete, que já tem uma trajetória consolidada de protagonismo no Brasil e na América do Sul. Que assim siga por muitos anos mais! O Flamengo precisa ser mais agressivo na captação de recursos para viabilizar o vôlei e a natação, levando o clube a brigar na ponta, no cenário nacional e continental, da mesma forma que faz o basquete. Assim foi erguida a história rubro-negra, como maior potência poli-desportiva do Brasil, e assim deve ser.
6. CONCLUSÃO DO MUSEU DO FLAMENGO
O FlaMemória tem que ser expandido, tem que virar Museu do Flamengo, e tornar-se um dos principais pontos turísticos de visitação da cidade do Rio de Janeiro. O Museu do Boca Juniors é um ponto de referência em Buenos Aires. Ter um museu, além de ser uma celebração da história do clube, é um investimento na marca e exposição internacional, dado que o Rio de Janeiro ainda é o principal ponto turístico no recebimento de estrangeiros que chega/ ao Brasil.
7. MANUTENÇÃO DA REDUÇÃO DAS DÍVIDAS
Financeiramente equilibrado, hoje já não é mais impossível se falar em ou fazer grandes investimentos ou pagar para reduzir a dívida. O Flamengo já consegue fazer os dois! E manter um viés de austeridade é fundamental para manter o Flamengo, a longo prazo, na ponta do futebol brasileiro. A meta rubro-negra deveria ser manter sua dívida abaixo de R$ 200 milhões. É possível, não há porque ser diferente, principalmente por se estar num país que cobra os juros mais altos do mundo sobre o endividamento. Reduzir dívida, significa liberar recursos usados com encargos para que possam ser utilizados em ainda mais investimentos.
Marcel Pereira é economista e escritor rubro-negro, autor do livro “A Nação – Como e por que o Flamengo se tornou a maior torcida do Brasil” (Editora Maquinária). Este post é publicado originalmente no blog A Nação
Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
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A gente te admira, cara. Você é um goleiraço, nos salvou várias vezes. Inclusive, Barbieri deve mais a você do que à defesa aqueles tantos jogos sem sofrer gol antes da Copa. Você fazia um milagre em cada um deles.
Além de tudo, vimos em você um espírito de liderança que esse elenco carecia. A campanha para a faixa de capitão ir pro seu braço era considerável.
Tá pensando que é quem, meu amigo? O Raul? Pois saiba que nem ele teria moral pra isso. Aliás, nem o Zico. Ninguém é maior do que essa instituição que você defende – e ganha muito bem para tal.
Dorival veio pra tiro curto, dar uma chacoalhada no elenco e buscar esse título na marra. Assumiu em meio ao caos pra doze jogos, não tem absolutamente nada a perder. Além disso, ele não afrouxou nem pro melhor jogador que o futebol brasileiro produziu no século. Você pensou mesmo que ele ia arregar pra sua bagagem de time médio num campeonato de dois times?
Seu reserva não é o Muralha. É um rapaz que, apesar de ter menos potencial que você, está longe de ser descartável. Tem a confiança do grupo, da torcida, é cria nossa e já segurou a marimba em momento bem pior que o atual. Respeite-o.
Estamos bem. Conseguimos a recuperação num campeonato que já se desenhava perdido e ainda temos esperanças. São sete jogos invicto, dez gols nos últimos três, não somos vazados há quatro. Os quatro, com César.
Você é importantíssimo, mas não o único.
Não vamos cair nesse oportunismo da imprensa paulista pra te entregar assim de bandeja pro São Paulo. Mas não espere encontrar advogados que abracem essa sua conduta de fanfarrão. Se mostrar orgulho besta, paciência, arrumamos outro. Grana pra isso o clube tem, inclusive por isso foi te buscar lá na Europa.
Manda um Sandra de Zap pro seu xará, bate um papo cabeça com ele. O cara, assim como você, foi barrado. Não esperneou, acompanhou o grupo e ainda participou de um gol quando entrou.
Pede desculpas pro Dorival, pro elenco, pra torcida e principalmente pro César. Todos irão perdoar, afinal nossa prioridade é outra e ainda contamos contigo para buscá-la.
Ponha-se em seu lugar, ainda acima de muitos ali, mas sempre abaixo da camisa que você veste.
O domingo foi maravilhoso. Time realmente fazendo valer a superioridade técnica e massacrando o fraquíssimo adversário. Além da goleada, o recado ao líder de que ainda há Brasileirão.
Ainda dá.
Queira você ou não, com você ou não, seguimos na luta. E isso, pra gente, é muito mais importante do que seu ego.
Cabe a vocês dois decidirem se ainda querem fazer parte dela.
O César quer.
Saudações,
Léo Leal escreve no Mundo Bola e participa do programa Mesa Rubro-Negro no YouTube. Siga-o no Twitter: @_LeoLealC
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O FlaVôlei recomeça o caminho rumo à elite do vôlei nacional na próximo terça-feira (23), o time rubro-negro estreará na Superliga C contra o Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF), às 17h, em Recife. Essa é a competição que da acesso a Superliga B, “segunda divisão” do vôlei brasileiro.
O torneio começou nessa segunda-feira (22) com 12 equipes divididas em quatro grupos, com três times em cada um deles. Todos jogarão entre si e os primeiros colocados de cada grupo garantem o acesso para a Superliga B, que será disputada em Janeiro de 2019.
O FlaVôlei faz parte do grupo que terá como sede o ginásio da UniNassau, em Recife (PE). APCEF (DF) e Ass. Gestores de Esp. Entretenimento serão os seus adversários.
23.10 APCEF (DF) x C R Flamengo, às 17h.
25.10 C R Flamengo x Ass. Gestores de Esp. Entretenimento (SP), às 17h. Imagem destacada: Gilvan de Souza/ Flamengo
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