Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo faz proposta de R$ 20 milhões e se aproxima de Bruno Henrique

    O Flamengo avançou na negociação com o Santos pela contratação do atacante Bruno Henrique. A informação foi divulgada pelo jornalista Mauro Cézar, da ESPN.

    De acordo com Mauro, o clube rubro-negro fez uma proposta de R$ 20 milhões a equipe da Villa Belmiro, e ainda cederia um jogador por empréstimo. A negociação avançou, e pode ser selada ainda neste fim de semana.

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    Bruno Henrique tem 28 anos. O atacante de 1,84m e ambidestro, se destacou pelo Goiás em 2015. Após uma boa temporada no esmeraldino, o jogador se transferiu ao Wolfsburg, da Alemanha. Após 1 ano de europa, o atleta foi vendido ao Santos em janeiro de 2017.

    O atacante seria a segunda contratação do Flamengo para 2019, já que o clube carioca anunciou ainda em 2018 a chegada do zagueiro Rodrigo Caio. Bruno Henrique era um pedido especial de Abel Braga, e chega com status de titular na equipe rubro-negra.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Santos/Divulgação

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  • Vice de futebol do Cruzeiro estipula preço para contratar Arrascaeta

    Flamengo, Cruzeiro e Arrascaeta protagonizam uma verdadeira novela nos últimos dias. O jogador e o clube mineiro publicaram notas oficiais dando suas versões sobre o caso. Porém, depois de tantas especulações, o Vice de futebol da Raposa, Itair Machado, admitiu que o Cruzeiro aceita negociar o uruguaio com o Flamengo.

    “Se ele liberar a dívida que temos com os dois clubes laranjas dele (Atenas e Defensor, do Uruguai), que dá entre 3,5 milhões a 4,5, milhões de euros, ficando 10 milhões de euros líquidos, eu libero por 10.”, disse o dirigente.

    Itair também disse que a aceitação por negociar o meia, é por causa de uma ligação feita por Marcos Braz nesta sexta-feira.

    “A novidade maior é que o Flamengo me ligou hoje. A gente tem um bom relacionamento. O Marcos Braz me ligou, me contou que a negociação iniciou na gestão anterior, que o Bruno (Spindel, CEO do Flamengo) foi ao Uruguai e que realmente fez uma proposta. Agora ele quer consertar e perguntou se há possibilidade de a gente sentar e conversar. Eu disse que há, que tirando o Dedé, o Cruzeiro vende qualquer jogador. Está para marcar (a reunião), mas eu avisei que o Cruzeiro só conversa depois que o jogador se apresentar na Toca. O Cruzeiro não pode negociar sobre pressão, o Cruzeiro não pode ser refém.”, finalizou.

    O uruguaio ainda não se reapresentou ao Cruzeiro. A diretoria do clube multou o jogador pela ausência nas atividades. Arrascaeta tem contrato com a Raposa até 2021.

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    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Bruno Haddad/Cruzeiro

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  • Novela Arrascaeta: em nota, Cruzeiro avisa que irá tomar medidas contra assédio

    O caso Arrascaeta vem tomando conta do noticiário do futebol brasileiro nesta semana. Com a proposta do Flamengo em mãos, e a pressão do empresário do jogador pela liberação, o Cruzeiro emitiu uma nota oficial em seu site, avisando que irá tomar medidas contra o assédio do clube rubro-negro.

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    Na declaração, o clube mineiro também falou sobre o comunicado que Arrascaeta fez na manhã de hoje (04).

    Confira a nota da diretoria do Cruzeiro

    1. Em razão das declarações públicas do atleta Giorgian de Arrascaeta, informamos que, em momento algum da reunião ocorrida na última quinta-feira, o Cruzeiro EC ou seus representantes utilizaram expressões que pudessem gerar qualquer tipo de conflito com o atleta ou seu representante, reunião esta que contou com a participação de várias outras pessoas que testemunharam o ocorrido. Ao contrário, foi o Sr. Daniel Fonseca que a todo tempo instigou a desarmonia e desrespeitou a instituição e seu próprio representado, ameaçando retirar o atleta do Clube, como de fato vem tentando fazer. Nada houve entre Clube e atleta, o que nos causa surpresa em sua declaração.

    2 . Entretanto, ao que parece, a intenção já manifestada pelo procurador do atleta é promover o rompimento forçado do seu contrato de trabalho com o Cruzeiro EC, onde cria circunstâncias, faz ilações e deturpa fatos, a fim de criar um inexistente clima de hostilidade entre Clube e jogador, com o mau propósito de se valer indevidamente de fatos mentirosos para mover ações judiciais que poderiam lhe retirar do Clube. Mas o Cruzeiro EC confia na justiça e nas leis brasileiras, que não se curvarão a essas mentiras.

    3. Admira-nos também a ilação feita de que ao final da reunião de quinta-feira, o atleta e seu procurador teriam recebido vários telefonemas e ameaças, com suposta relação entre o insucesso da reunião e o vazamento do número de seu telefone. Como é fato público, foi o próprio atleta que divulgou em entrevista recente que concedeu em 29/11/2018, de que seu número de celular já havia vazado ao público há bastante tempo (https://youtu.be/g4A1mwBCJUI?t=770 – começa no minuto 12:50), ou seja, demonstração de que não há verdade na ilação feita.

    4. Nesse sentido, entende o Cruzeiro EC que o atleta De Arrascaeta vem sendo vítima de ação nefasta e parasitária do empresário Daniel Fonseca, que é conhecido no mercado internacional e no seu próprio país, conforme noticiam várias agências, como procurador controverso e desonesto, tendo sido acusado de calote contra atletas, e inclusive sendo proibido por grandes clubes de representarem seus atletas, o que apenas exemplificadamente se apresenta:

    – http://ecos.la/2/deportes/2017/04/17/13003/los-trancazos-fuertes-de-daniel-fonseca-suarez-cavani-lodeiro/

    – https://www.futbol.com.uy/Deportes/Liverpool-prohibio-a-sus-jugadores-que-sean-representados-por-Daniel-Fonseca-uc345878

    – https://www.teledoce.com/telemundo/deportes/futbol-uruguayo/rodrigo-amaral-corto-relacion-con-su-ex-representante-daniel-fonseca-y-quiere-volver-a-nacional/

    5. O Cruzeiro EC informa que já está tomando as medidas legais contra os clubes que ilegalmente assediam o jogador, bem como contra as pessoas que mentem e prejudicam o Clube e que não querem o bem do futebol, do atleta e do Cruzeiro.

    6. O atleta Arrascaeta é hoje um ídolo da nossa torcida, possui o respeito da instituição e de seus colegas de trabalho, sendo que sempre foi tratado com respeito, dignidade e como o ídolo que é.

    7. O Cruzeiro EC tem a absoluta convicção de que as declarações feitas não foram de autoria do atleta, que tem no Clube absoluta e inarredável confiança e credibilidade, sendo inequívoco que o Cruzeiro continuará contando com sua competência e capacidade ao longo desta temporada que se inicia, que certamente será novamente vitoriosa, com integral cumprimento do seu contrato de trabalho, com respeito às leis e aos contratos em vigor.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Cruzeiro/Divulgação

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  • Flamengo deseja contar com Rafinha a partir de julho

    De forma muito ativa no mercado, o Flamengo mira em um reforço para a lateral-direita. E o nome de Rafinha ganha força na Gávea.

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    O jogador que tem contrato até 30/06 com o Bayern de Munique, já demonstrou interesse em vestir a camisa rubro-negra, e o vice presidente de futebol Marcos Braz, iniciou contatos com representantes do atleta.

    Uma negociação na janela de início do ano seria muito difícil. O clube alemão conta com Rafinha até o fim do calendário europeu, e por isso o desejo da equipe da Gávea é contar com o jogador a partir de julho.

    O lateral atuaria no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil normalmente. E caso o Fla se classificasse para o mata-mata da Libertadores, existiria tempo hábil para a inscrição do atleta.

    Rafinha tem 33 anos e está no futebol europeu desde 2005. Revelado pelo Coritiba, o lateral passou pelo Schalke 04 e Genoa, antes de se transferir para o Bayern em 2011. O jogador participou de 15 jogos da atual temporada – 10 como titular.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: BayernDeMunique/Divulgação

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  • Diego Alves explica atrito com Dorival e critica antiga gestão

    No segundo dia de treino no CT Ninho do Urubu, o goleiro
    Diego Alves concedeu entrevista coletiva entre um treino e outro – time treinou
    pela manhã e a tarde volta aos gramados. Ao lado de Marcos Braz, o goleiro fez questão
    de deixar claro que escolheu o Flamengo e não se recusou a viajar.

    “Eu quis vir para o Flamengo. Quero deixar isso claro. Construí uma carreira de dez anos na Europa dentro de campo. Por isso hoje estou aqui. Estou aqui por que quero. Vim para ganhar títulos e entrar na história desse clube […] Nunca recusei uma viagem na minha vida. Sou profissional. O clube está acima de qualquer jogador. Nunca tinha passado por isso. Levaram a notícia completamente distorcida”, declarou Diego.

    O goleiro também foi bastante duro ao falar da antiga
    diretoria, encabeçada por Eduardo Bandeira de Mello, e comentou sobre uma
    conversa com o ex-treinador Dorival Júnior. Confira:

    “Vocês sabem muito bem quem é da diretoria passada. Desviaram o foco da venda do Paquetá para mim. […] Tive uma conversa franca com o Dorival antes dele ir e tive ainda mais certeza que quem fez essa coisa suja fez tentando denigrir minha imagem. Recebi porrada de tudo quanto é lado, de pessoas que nem me conhecem”, disse.

    “Tudo foi muito mal gestionado. Ao contrário da diretoria passada, as pessoas hoje aqui tratam os assuntos de frente. Jogar no Flamengo é uma grande pressão. Polêmicas e críticas fazem parte, sei lidar com isso. Mas à partir do momento que envolve o caráter…”, completou o goleiro.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo

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  • “O Basquete do Flamengo agradece – 7”, por Alexandre Póvoa

    Saiu a sétima e, infelizmente última carta do ex-vice-presidente de esportes do Flamengo, Alexandre Póvoa.

    Publicamos as seis primeiras aqui no Ninho:

    A primeira foi pelo título do NBB 2013
    A segunda foi pelo título da Liga das Américas em 2014
    A terceira foi pelo bicampeonato do NBB em 2014
    A quarta foi pelo histórico título Mundial em 2015
    A quinta foi pelo tricampeonato do NBB em 2015
    A sexta foi pelo tetracampeonato do NBB em 2016

    E agora acaba de sair do forno a sétima carta. Confira na íntegra:


    Caros amigos rubro-negros, O “Orgulho da Nação” – vitória no Super 8 e vaga na Liga das Américas 2018/2019 – Já estava com saudades de um título importante do Flamengo no basquete. Dois anos é muito tempo de jejum para a nossa grandeza. Desde da NBB 8, “só” ganhamos títulos estaduais, conquistando o tridecacampeonato carioca (que esse ano foi até mais difícil, com o Vasco e Botafogo participando). Por isso, o sabor especial dessa conquista. A última dessa minha fase no Flamengo, da qual vou sentir muita saudade.

    Lembrando que os seis primeiros textos nasceram de quatro conquistas da NBB, uma Liga das Américas e um Campeonato Mundial.

    Diria que esse título do Super 8 começa na desclassificação no Sul Americano de 2017, quando sediamos a fase semifinal em casa. Ali, depois de uma era de ouro, o grupo vitorioso começava a dar sinais de desgaste. Reconheço que talvez tenhamos errado no timing de mudança da Comissão Técnica, que poderia ter ocorrido seis meses antes. Mas, mesmo assim, cabe lembrar que aquele grupo se recuperou e acabamos a primeira fase novamente em primeiro lugar. Porém, o grupo já não estava unido como em outros campeonatos. Sentimos isso já nas quartas de finais contra o Minas e, definitivamente, na semifinal que perdemos contra Mogi, mesmo com a vantagem do mando de quadra. O clima e a postura no vestiário, apesar de muitas conversas, não era de um grupo com sangue nos olhos para vencer.

    Era o final de um ciclo que por ser considerado super-vitorioso de uma comissão técnica muito competente. Decidimos por não renovar o contrato do José Neto e companhia, mas o final da relação se deu de forma completamente profissional e amistosa. Aliás, o Neto é um grande cara, merece a felicidade em qual clube estiver.

    Aqui abro um parêntese para falar da contratação do Anderson Varejão. Foram cinco meses de muita conversa e convencimento. Estamos falando de uma negociação de um jogador que tem uma carreira muito vitoriosa de 16 anos fora do Brasil. Ele comprou o nosso projeto, em um processo que demandou paciência. Na sua volta às quadras, é interessante lembrar ele estava há um ano sem jogar. Era natural que não rendesse tudo que podia na primeira temporada, dada a longa inatividade. Nada que não estivesse nos planos. O Anderson é um baita profissional e é o jogador de basquete mais carismático do Brasil. A volta dele ao nosso país e à Liga Nacional de basquete foi importante não somente para o Flamengo, mas para o basquete brasileiro. Agora, depois da adaptação, ele começa a fazer a diferença para o nosso time.

    Fomos então atrás de um novo técnico. Conversamos com três técnicos (inclusive um estrangeiro), mas a meta final sempre foi o Gustavo de Conti. A forma de jogar basquete mudou e, no Brasil, o Gustavinho está um passo à frente da maioria dos treinadores. Me impressionou muito a intensidade com que o Paulistano ganhou o NBB10. Cabe ressaltar que não é verdade que tenhamos feito qualquer proposta oficial a outro técnico que não seja o Gustavinho. Aliás, vários técnicos ligaram se oferecendo. Nesse mercado, as “cavadas” em cima do nome do Flamengo são usuais. Tivemos uma ótima conversa com o Gustavo em São Paulo, fizemos a proposta e ele aceitou como o maior desafio da carreira.

    A formação do time foi bastante seletiva. Era o momento de de renovar e trocar a maior parte do time, algo que não havíamos feito nas cinco temporadas anteriores, quando sempre mantínhamos a maior parte da equipe. O Marcelinho, também líder do grupo, havia se aposentado. Depois de muitos anos mantendo pelo menos a metade da equipe do ano anterior, era hora de fazer ajustes mais profundos. Ficamos apenas com três atletas: o Anderson tinha contrato em vigor, o Olivinha como símbolo da raça rubro-negra e nosso melhor jogador, o Marquinhos (esteve muito próximo de sair, mas resolveu ficar pela confiança que tinha na diretoria). Aliás, Olivinha e Marquinhos completam seis anos conosco.

    A partir daí, formamos o resto do time, com a seguinte base: trocaríamos os jogadores clássicos por atletas mais intensos. Isso explica a saída do JP Batista (grande cara, ótimo jogador) e a troca pelo Mineiro, por exemplo. Escolhemos a dedo (como sempre fazemos) o jogador argentino – Franco Balbi – para a armação pelas excelentes referências que tínhamos de técnica, habilidade e sobretudo caráter. Três atletas vieram do Paulistano, já acostumados com o Gustavinho – Nesbitt, Deryck e Jonathan – e ainda trouxemos o David do Basquete Cearense (o Pecos havia recebido uma proposta muito boa de Mogi). Para completar, também trouxemos, analisado com lupa, um jogador de um time que havia sido rebaixado (Liga Sorocabana) e que fizemos uma aposta – Kevin Crenscenzi.

    Quero destacar também a contratação do gerente de basquete Diego Jeleilate, que vai ser responsável, além da categoria adulta, por reformular todo o basquete de base do Flamengo. Alguns frutos já começaram a aparecer, mas acredito que estaremos, a partir de agora, a voltar a formar vários jogadores na Gávea – o que foi uma falha de nossa gestão. Aguardem.

    A nossa atuação no jogo contra o Orlando na pré-temporada da NBA foi aquém do esperado. Não jogamos o que podíamos e a derrota de 30 pontos desagradou a todos. Não a derrota em si, mas pelo fato de o time ter jogado bem abaixo do potencial.

    Começou o NBB11 e, conforme era esperado, o time ainda sentiria o desentrosamento. Perdemos três jogos no primeiro turno, um a mais do nosso planejamento original. O desgaste foi enorme, com 17 jogos disputados em pouco mais de um mês. A falta de tempo para treinamento para foi fatal para o nosso insucesso na Sul Americana. Mais uma vez fomos eliminados dentro de casa por um time argentino.

    Foi o primeiro momento de correção de rota. Por mais que o time fosse novo, não poderíamos ter perdido a classificação dentro de casa. Logo depois da última partida do Sul Americano contra Bauru, tivemos uma dura conversa no vestiário para demonstrar a insatisfação do clube com a má performance da equipe naquele começo de trabalho.

    Dezembro chegou e o time ganhou tempo para treinar. A evolução física, técnica de cada jogador e tática, foi nítida. Jogamos melhor os jogos restantes do primeiro turno do NBB e chegamos para o Super 8 muito confiantes. Ganhamos bem do Minas em um ótimo jogo e depois do Botafogo (que vem crescendo muito) em uma partida dura. Restava a final com Franca, na casa do adversário

    Pouca gente sabe, mas Franca estava engasgada na nossa garganta. Na vitória deles sobre a gente, também em Franca, pelo primeiro turno do NBB, a TV filmou o banco deles, alguns dando risada e brincando. Isso foi usado na preleção. Jogamos uma “partidaça” e fomos campeões lá dentro. No intervalo, vi que o sangue nos olhos havia voltado ao Flamengo. Com a nossa camisa e com esse espírito, fica difícil nos vencer. Vencemos com autoridade em um ginásio lotado e bastante hostil.

    Tenho convicção absoluta que esse time vai ganhar o NBB11 e fazer um bom papel (ganhar é circunstancial) no Mundial que ocorrerá em fevereiro no Rio. Me arrisco a dizer (mesmo correndo o risco de estar me precipitando) que esse grupo é o segundo melhor que montamos nesses últimos seis anos, só perdendo, por enquanto, da equipe que ganhou tudo, inclusive o Mundial, em 2014/15.

    Todos já sabem que estou me despedindo do cargo de VP de Esportes Olímpicos do Flamengo. Me emociono muito em relembrar que, no basquete adulto, chegamos à 12 finais – 4 NBBs, 5 Cariocas (em um ano não houve o torneio), 1 Liga das Américas, 1 Mundial e agora o Super 8 – e ganhamos todas. O “Orgulho da Nação” foi mais orgulho do que nunca. Com essa camisa, deixou chegar, é duro de ganhar da gente.

    Além disso, tivemos a honra e o privilégio de jogarmos nada menos que cinco partidas contra franquias da NBA, fato inédito no Brasil, comprovando que o Flamengo tem o respeito não somente no Brasil, mas também a nível internacional. Aliás, exportamos jogadores para a Europa e até para a NBA.

    Melhoramos toda a infraestrutura do basquete rubro-negro, com ginásio reformado (piso, iluminação e vestiários), centro de força de primeiro mundo e o Centro Cuidar, para acompanhar nossos atletas desde a pré-temporada, desde a prevenção até a recuperação. Tenho clareza em dizer que temos hoje a melhor estrutura de treinamento do Brasil, comparável a de clubes da Europa.

    O trabalho de base não evoluiu na mesma velocidade, mas estamos no caminho certo com a atual estrutura que montamos. Vários jogadores de outras equipes já estão aceitando propostas do Flamengo, mostrando a nossa credibilidade.

    No mais, como VP de Esportes Olímpicos, foram 260 títulos em 6 anos (média de um título a cada oito dias). Foram investimentos da ordem de R$ 26 milhões nas arenas esportivas da Gávea e mais R$ 112 milhões em equipes. Os recursos vieram de projetos incentivados – Lei de Incentivo Federal (incluindo o Anjo da Guarda), Lei de Incentivo Estadual e Lei Pelé – além de patrocínios privados. A profissionalização dos Esportes Olímpicos foi completa. Encontramos a área em uma situação dificílima e estamos devolvendo a mesma completamente pronta para saltos ainda maiores. Somos, atualmente, no feminino, campeões brasileiros de Nado Artístico, Pólo Aquático e Ginástica Artística. Voltamos ao cenário nacional do vôlei ao disputar a Superliga B feminina. No judô, para reiniciar a construção, trouxemos a campeã olímpica Sarah Menezes. Na natação, voltamos a figurar entre os cinco primeiros no ranking nacional (dois atletas formados no Flamengo – Breno Correa e Luiz Altamir compuseram a equipe recordista mundial do 4×200 livre em piscina curta).

    Minhas duas maiores frustrações: Primeiro, apesar do hercúleo esforço de passar por todas as etapas infernais da burocracia brasileira, ver o patrocinador da nossa Arena da Gávea desistir do projeto. Apesar de haver interessados, parece que a nova diretoria já declarou que não vai construir a arena, usando o “espaço nobre” para outras coisas (possivelmente, na cabeça deles, “mais nobres que os esportes olímpicos”).

    Além disso, a falta de um público cativo no basquete é algo que me incomoda demais. Depois de tudo que fizemos e conquistamos nos últimos seis anos, ter uma média de público de 500 pessoas é muito duro. Vivemos essa situação mesmo jogando em um ginásio olímpico, climatizado, preços populares e estacionamento de graça. Incrível como os rubro-negros, mesmo depois de campanhas vitoriosas nos últimos seis anos, não prestigiam o basquete rubro-negro da forma que deviam.

    Apesar das bobagens oportunamente eleitoreiras que foram faladas durante as eleições, saio feliz com o legado deixado. Volto para a arquibancada. Foram 12 anos como atleta do Flamengo (laureado), 32 anos como conselheiro nato e seis anos como VP de Esportes Olímpicos (Benemérito). Eu saio do Flamengo hoje, mas o Flamengo não sairá nunca de dentro da minha alma. Volto em breve, podem ter certeza.

    Desejo toda a sorte ao novo VP de Esportes Olímpicos e à nova diretoria do Flamengo. O sucesso deles será o sucesso do nosso clube. No entanto, espero que não haja retrocessos. Vitórias, profissionalização completa, busca de receitas para voos maiores. Estaremos sempre por perto.

    Para terminar, gostaria de agradecer inicialmente à Deus pela persistência, à minha família pela paciência, à torcida do Flamengo pelo apoio e à Chapa Azul original, que me deu a oportunidade de participar e colaborar na virada histórica do nosso clube. Agradeço também aos blogs e à imprensa, que publicaram matérias sobre os esportes olímpicos, desafiando a triste monocultura esportiva brasileira.

    Muito obrigado a todos. Abraços, saudações rubro-negras por mais um título no basquete. Um até breve

    Alexandre Póvoa


  • Em nota, Arrascaeta explica saída de reunião e ausência nos treinos

    Após a reunião de ontem (3) entre Itair Machado, Daniel Fonseca e Arrascaeta, para apresentação
    da apresentação da proposta de transferência para o Flamengo, o jogador se recusou a se apresentar no campo junto com o restante do time. Hoje pela manhã o atleta também não compareceu a Toca da Raposa, centro de treinamento do Cruzeiro. Em nota o jogador explicou o motivo da não-reapresentação. Confira:

    Tradução: “Em atenção aos fatos de notoriedade pública quero colocar em conhecimento dos meus seguidores que ontem acompanhei meu representante no final da reunião com o Cruzeiro em resposta ao Sr. Itair Machado, que usou expressões infelizes que foram razoavelmente tomadas como intimidatórias. Na sequência dessa reunião e por algum motivo que desconheço, mas que coincidiu com o fim da reunião, meu celular e do meu representante se tornaram públicos, o que motivou que ambos recebêssemos milhares de mensagens com insultos e ameaças. Neste cenário, estou avaliando com meu representante, meu advogado e assessores o mais conveniente para minha segurança e meus direitos legais e contratuais. Agradeço seu o apoio e compreensão.”


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação/Cruzeiro

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  • Flamengo segue como clube mais rico do Brasil; veja os números

    Com o início do ano, a maior parte dos clubes já aprovaram o orçamento para a temporada de 2019 e o Flamengo é um deles. É importante frisar que como é uma previsão, não segue à risca. Os dirigentes pensam de forma diferente, ou seja, as previsões estão sujeitas a alterações. 

    Segundo Rodrigo Mattos, do UOL, esses são os orçamentos e previsões dos clubes brasileiros para o ano de 2019.

    O Flamengo tem a maior receita estimada para a temporada de 2019 entre todos os times da Série A, com um total de R$ 750 milhões. Existe uma projeção de aumento de televisão com o novo contrato do Campeonato Brasileiro, mas a renovação com a Caixa é incerta – assim também como a de outros patrocínios. O Rubro-Negro prevê cerca de R$ 100 milhões só para contratações. 

    Já os outros clubes do Rio de Janeiro, vivem um momento bem diferente do Fla. O Vasco estima uma receita bruta de R$ 238 milhões e despesas em torno de R$ 152 milhões. Fluminense e Botafogo não anunciaram os orçamentos para o ano. 

    O Tricolor informou pela assessoria que não divulgaria números, mas o clube passou o ano com problemas para pagar os salários dos jogadores, ao final de abril do ano passado o clube tinha a terceira maior dívida: R$ 560 milhões. 

    Já o Botafogo no último relatório financeiro de 2018, mostrava que o clube arrecadou R$ 75,6 milhões até o meio do ano. Números mostram que o clube tem a maior dívida entre os grandes do Brasil, e há antecipações de cotas de televisão em torno de 10%.

    São Paulo

    O Palmeiras nada de braçada, o alviverde tem o segundo maior orçamento do país com R$ 561 milhões, vale ressaltar que esses números não contam com o pay-per-view. Caso o clube assine contrato com a Globo a previsão vai aumentar mais ainda. 

    O São Paulo tem uma previsão de receita em R$ 471 milhões, o clube arrecadou cerca de R$ 120 milhões com a venda de jogadores. Porém, o Tricolor Paulista estima que R$ 50 milhões será o valor gasto na temporada e parte desse valor já foi pago na aquisição do atacante Pablo.

    O Corinthians estima um orçamento em torno de R$ 399 milhões, o alvinegro ganhou oxigênio com o novo contrato de televisão que chegará à R$ 240 milhões, mas ainda continua com um peso nas costas: a Arena. O Timão prevê despesa em torno de R$ 387 milhões.

    A menor receita entre os quatro paulistas fica com o Santos, com R$ 379 milhões, mas o Peixe fecha o ano com superávit de R$ 135 milhões por conta de uma parcela já recebida pelo Real Madrid na venda do Rodrygo, o clube ainda vai receber a maior parte do dinheiro em junho de 2019. As despesas previstas serão de R$ 210 milhões.

    Minas Gerais

    Em minas, o Atlético fecha o ano com um pequeno superávit: A receita prevista pelo Galo é de R$ 304,8 milhões, com despesas de R$ 302,1 milhões. E almeja um ganho de R$ 70 milhões com a venda de jogadores.

    Já o Cruzeiro não disponibilizou seu orçamento, o clube passa por uma crise financeira, em 2017 o clube devia em torno de R$ 400 milhões, sendo as mais preocupantes as ações que o clube respondia na Fifa. Como a compra do Abila junto ao Huracán. 

    Rio Grande do Sul

    No Sul, o Grêmio tenta enxugar as dívidas montando bons times, essa tem sido a política do clube nos últimos anos. A receita será de R$ 307,4 milhões e as despesas previstas de R$ 222 milhões.  

    O Inter tem uma dívida em torno de R$ 700 milhões e tenta diminuir a exemplo de seu maior rival. O Colorado não divulgou ainda seu orçamento para 2019, segundo a assessoria do clube, será divulgado na próxima quinta-feira (3).


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação/Flamengo

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  • Festa das traças

    Publicado originalmente em https://medium.com/@matheusberriel_

    Como jornalista e torcedor assumido do Flamengo (o que nunca me impediu de tratar com a mesma seriedade os demais clubes no exercício profissional), não sou defensor de diretoria. O meu Flamengo, pelo menos, sempre foi rubro-negro. Não azul, verde, rosa ou roxo. Inclusive, sou crítico de algumas questões do futebol profissional nos últimos anos, apesar de elogiar publicamente a reestruturação financeira do clube e a reformulação nas categorias de base. Mas, preciso comentar sobre algo que vem incomodando desde a corrida eleitoral: as críticas — injustas — aos esportes olímpicos.

    Para começar, no Flamengo, não é possível misturar o remo com as demais modalidades, uma vez que é esporte fundador e tem vice-presidência própria. Já acabam por aqui vários dos ataques feitos às pastas, como se fossem apenas uma, por pessoas que sequer sabem que o Rubro-Negro foi campeão brasileiro de barcos curtos em 2018 e teve atletas conquistando medalhas de ouro em competições internacionais, entre elas etapa de Copa do Mundo, além do Mundial Indoor. Pesa, obviamente, a seca de títulos no Campeonato Carioca, permitindo uma hegemonia nunca antes obtida pelo Botafogo.

    Voltando à tão comentada pasta dos esportes olímpicos, o título inédito da Copa Super 8 de Basquete, em pleno dia 29 de dezembro, veio para coroar o trabalho feito por Alexandre Póvoa, Marcelo Vido e companhia. Foram 12 finais e 12 troféus em seis anos, com destaque para a Liga das Américas e o Mundial, levando em conta que, a níveis estadual e nacional, o Flamengo virou a potência a ser batida.

    Alexandre Póvoa comandou os Esportes Olímpicos do Flamengo

    Até aí muita gente sabe, porque o basquete tem transmissão televisiva ou pela internet toda semana. O que pouca gente acompanhou foram os atuais títulos brasileiros conquistados pela ginástica artística feminina, o nado artístico e polo aquático feminino; o retorno do vôlei adulto ao cenário competitivo; e a formação de dois recém-campeões mundiais na natação (Luiz Altamir e Breno Corrêa, hoje no Pinheiros).

    Na canoagem, que por muito tempo teve o campeão olímpico Isaquias Queiroz, foi necessário o recomeço, algo parecido com o que aconteceu na própria natação, modalidade esta que conta com a piscina mais moderna do mundo, na Gávea, para impulsionar a revelação de novos atletas.

    Em tempos de crise financeira, chegou dinheiro pelo Comitê Brasileiro de Clubes, através de projetos apresentados, bem como pelo Anjo da Guarda Rubro-Negro. Este, um recorte de algo que sempre foi sonhado para o futebol: a torcida doando dinheiro para o clube.

    Marcelo Vido manteve-se à frente como diretor-executivo em todo o período

    A lista seria grande se fossem incluídos todos os feitos, mas estes já são suficientes para explicar que Póvoa e equipe não olhavam apenas para o basquete. Você, crítico, é quem parece não se importar com as demais modalidades, apenas quando elas te servem como munição em período eleitoral, alcançando outros menos informados por falta de interesse ou simplesmente desconhecimento. Se os esportes olímpicos estão entregues às traças, sorte delas, que se acostumaram a levantar taças, com a licença da rima.


  • Caso Arrascaeta: empresário pressiona Cruzeiro; Fla acompanha de perto

    A negociação entre Flamengo e Arrascaeta esquentou de vez. Após o vice de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, dizer em coletiva de imprensa que não aceitou a proposta rubro-negra, o agente do jogador, Daniel Fonseca, emitiu um comunicado pedindo para que às vaidades que o dirigente da Raposa tem (ao saber que a oferta vem da Gávea), seja deixada de lado.

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    Daniel ainda admitiu que o melhor a ser feito é se concentrar no que é bom para os clubes e investidores envolvidos – que seria no caso a negociação ser realizada.

    O Flamengo ofereceu uma proposta salarial que iria triplicar o que Arrascaeta recebe no Cruzeiro. O jogador tem vontade de defender o rubro-negro, e a novela promete muitos capítulos nos próximos dias. A proposta do Fla segue de pé, e o clube ainda sinaliza com um possível aumento no valor da oferta.

    De acordo com o jornalista Mauro Cézar, da ESPN, o clube mineiro chegou a quase aceitar os R$ 40 milhões, mas ao saber que era do Flamengo, voltou atrás no negócio.

    Nascido em 1° de junho de 1994, Giorgian De Arrascaeta tem 24 anos. Ambidestro, o ”baixinho” meia (1,72m) disputou a última Copa do Mundo com a Seleção Uruguaia. O jogador foi revelado pelo Defensor, e está no futebol brasileiro desde 2015.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Cruzeiro/Divulgação

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