Depois do anúncio realizado através do Twitter oficial do Flamengo, Bruno Henrique será apresentado de forma oficial, às 15h30 no CT Ninho do Urubu. O atacante já realizou os exames médicos e assinará com o Rubro-Negro por três anos.
Por 90% dos direitos econômicos do atacante, o Flamengo se propôs a pagar R$ 23 milhões em três parcelas e acertou o empréstimo do volante Ronaldo até o fim do ano. Bruno Henrique tem 28 anos, foi revelado pelo Cruzeiro e já passou por Uberlândia, Itumbiara, Goiás, Wolfsburg e Santos.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação/Flamengo
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Apesar das vantagens, entidades esportivas precisam investir cada vez mais nos departamentos de Marketing para obter sucesso neste caminho promissor
Há muito tempo os uniformes dos grandes clubes de futebol deixaram de ser “apenas” um importante adereço, para se tornarem vitais vitrines das equipes profissionais. Ainda que seja através dessas peças que o torcedor visualize as cores que despertam a sua grande paixão, são nessas camisas (calções e meiões) que as entidades esportivas garantem lucros que trazem um significativo impacto nos balanços financeiros dessas equipes.
Ainda assim, não é incomum encontrar dirigente se queixando do relacionamento com esses parceiros comerciais. Pouco importa se estamos nos referindo a uma grande fornecedora de material esportivo multinacional ou uma conceituada empresa brasileira, quase sempre as reclamações giram em torno da distribuição, modelos mais baratos para atender um maior público e combater a pirataria, qualidade e design das peças, que ficam longe do gosto do torcedor, que muitas vezes cobra para que a tradição não seja abandonada em troca de um modelo padronizado por essas gigantes comerciais.
Alguns times brasileiros que apostaram em marca de uniforme própria. Crédito: Bomache / Divulgação
Sendo assim, muitos clubes brasileiros começam a buscar alternativas para que seus lucros possam ser maiores e seus consumidores melhores atendidos. Dentre as soluções encontradas, uma das alternativas que surgem com um desempenho mais promissor são as marcas próprias desenvolvidas pelos departamentos de marketing das entidades esportivas.
Essa ação não pode ser chamada como uma novidade. No país, uma das primeiras experiências registradas entre os principais clubes de futebol aconteceu em 2001, quando o Vasco inovou e criou a marca VG. Apesar da marcante iniciativa, o projeto não obteve o sucesso esperado e acabou sendo substituído em seguida pelo formato tradicional. Porém, nos últimos anos a ideia vem se tornando uma tendência e se estruturando cada vez mais no Brasil.
É de conhecimento geral entre os profissionais que militam no ramo, que o primeiro grande desafio é fazer com que o torcedor compre o projeto e sinta-se estimulado a abandonar uma marca conceituada para, literalmente, comprar uma nova ideia, que poderá dar um lucro muito maior para o seu time do coração.
Para superar esse desafio, exemplos não faltam tanto no Brasil quanto no exterior, onde campanhas publicitárias entram em ação, mostrando que vale a pena aceitar o desafio em busca da geração de mais receita para a entidade. Para que este objetivo seja alcançado, quase sempre ídolos do passado e astros da atualidade são “convocados” para provar que os torcedores serão ouvidos e todo o seu amor será expressado no manto de forma personalizada, fugindo daqueles modelos replicados em todo o globo terrestre.
Um dos clubes que optaram por seguir esse modelo foi o Coritiba, que de acordo com o seu Vice-Presidente de Marketing, Aníbal Mesquita, viu o seu faturamento subir de R$ 260 mil para uma projeção de lucro de aproximadamente 1 milhão de Reais, em 2018.
Diante deste importante incremento, o dirigente não nega que a decisão possa também ser utilizada por outros clubes. Ainda assim ele faz um alerta, já que na sua visão, nem todos podem entender que este caminho seja o mais vantajoso.
“Acredito que cada vez mais os clubes tomem esse rumo. É uma percepção que eu tenho e acho que será uma tendência de mercado. Claro que clubes maiores ainda contam com outros fatores, como luvas e talvez isso ainda não compense para eles. Para Flamengo, Corinthians talvez ainda não seja muito vantajoso, mas clubes do porte do Coritiba, sem dúvida é uma opção muito boa.”, disse Aníbal Mesquita, em entrevista ao programa Esporte S.A. da Rádio Globo, em novembro de 2018.
Ainda que esteja de acordo com o VP do Coxa Branca, lembro que um movimento parecido já foi tomado pelo Flamengo, em 2009. É verdade que essa ação não foi tocada no departamento de futebol, porém o resultado mostra bem como o processo pode trazer bons frutos para os clubes.
Quando estive no comando do Departamento de Esportes Olímpicos do Flamengo e nossa equipe constatou que para colocar os salários dos atletas de basquete em dia precisaríamos ter uma nova receita, decidimos criar uma campanha para chamar o torcedor para custear essa vitoriosa equipe. Em troca, desenvolvemos camisas exclusivas que teriam o seu lucro revertido para cobrir esse rombo, que poderia decretar o fim de um time com um imenso potencial.
Projeto FlaBasquete em parceria com a Braziline Crédito: Braziline
Em parceira com a empresa Braziline criamos esses modelos e permitimos que os Rubro-Negros pudessem ver onde esses recursos estavam sendo investidos, já que uma conta exclusiva foi aberta para este fim e com o seu balanço publicado na internet. O resultado não poderia ser melhor, já que as camisas se espalharam pela cidade, as dívidas puderam ser quitadas e o time acabou se tornando campeão da primeira edição do NBB, Novo Basquete Brasil, que naquele ano ganhava o status de principal Liga Nacional.
Outra experiência positiva neste segmento foi quando ajudei na consultoria do Avaí, em 2010. Naquela temporada, o clube havia lançado a marca Fanatics numa parceria com a empresa Piere Sports que durou 4 anos. Sendo assim, buscamos a aproximação dos anseios dos torcedores do Leão, e com isso conseguimos fechar importantes patrocínios para o clube, como da Intelbras.
Mais recentemente, tive a oportunidade de participar da negociação de um dos maiores contratos do futebol brasileiro e mundial, entre Flamengo e Adidas no final de 2012.
Para os clubes não resta dúvida de que o movimento tende a ser vantajoso, caso seja bem administrado. Mas como as fornecedoras de material esportivo se posicionam diante deste cenário? Qual é a fórmula para que a operação seja lucrativa? Com a palavra, Alexandre Dalla, Diretor comercial da Bomache, empresa responsável pela produção de uniformes de diversos clubes que buscaram este caminho, como América-MG, Paysandu, Fortaleza, entre outros.
“Existe um volume mínimo para a coisa ser viável. Como a marca é do clube, ele compra tudo. Mas só com royalties de vendas ele já consegue cobrir esse custo. Como se trata de agremiação esportiva sem fins lucrativos, quem vende para o varejo parceiro é a Bomache. Então, combino com ele valores de royalties, que variam entre 25% e 35%, e aí sim eu repasso esse valor de volta. Por exemplo, um clube como o Paysandu em três meses, já conseguiu pagar todo o enxoval dele só com os royalties. Fora a operação pronta de loja dele. Para se ter uma ideia, a partir de 30 mil peças, um clube já consegue colocar no bolso cerca de 400 mil reais, livres”, revela.
Seja como for, a experiência tende a crescer no mercado nacional, porém requer um profissionalismo cada vez maior por parte dos profissionais de marketing dos clubes, já que deixarão de ser meros clientes para também se tornarem parceiros das fábricas responsáveis pela produção e distribuição do material nos pontos de vendas. O lucro pode ser muito mais interessante caso seja seguido este modelo, porém para que se tenha êxito, será preciso muito trabalho. Caso contrário em pouco tempo os clientes voltarão a reclamar e naturalmente o projeto será considerado um fracasso.
Com 4 pontos conquistados em 6 possíveis, o Flamengo irá enfrentar o Botafogo neste sábado podendo encaminhar a classificação para a semifinal da Taça Guanabara. E após o empate contra o Resende, o técnico Abel Braga confirmou em entrevista coletiva que quer ter força máxima no duelo.
”Vai dar todo mundo. Os que ficaram lá e os que começaram hoje vão estar à disposição. É prematuro falar em colocá-os ou não. Importante é que nisso tudo você cria um grupo. Que a gente não possa ter medo. Claro que existe uma ou outra carência, isso aqui é Flamengo, tem um peso muito grande.
Comecei com Arrascaeta por dentro, depois botei para o lado, rendimento cresceu. Se bem que deu uma ou duas metidas inacreditáveis pelo meio… Depois troquei pelo Thiaguinho, ficamos com dois agudos pelos lados, junto com Vitinho. Vamos somando. Depois vou dizer: vocês provam que eu estou errado ou certo. Por enquanto ainda não dá para definir. Mas a equipe que vai jogar sábado deve ser outra”.
Na coletiva no Raulino de Oliveira, Abel comentou o desempenho de Gabigol e a chegada de Bruno Henrique.
Gabigol
”Ele tem um temperamento diferente (agitado), tem uma visão tática muito boa. Mudei os dois (Gabigol e Dourado) de posição. No primeiro tempo, para não cansá-los, joguei com eles soltos e o Arrascaeta por trás, deixei a carga pesada para o Jean Lucas e Piris.
No segundo tempo coloquei o Jean Lucas de um lado, o Arrascaeta do outro, e o Gabigol atrás do Dourado. Aí que ele cresceu. São jogadores de qualidade”.
Bruno Henrique
É uma situação um pouquinho diferente do Gabriel e Arrascaeta. O Bruno vinha treinando, já jogou contra o Corinthians naquele amistoso semana passada. Parou por dois, três dias, o que para a posição dele não vai afetar nada. Vamos ver como ele vai se encontrar para já colocar para a arena. O negocio é colocar na arena (risos).
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação
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Nas estreias de Gabigol e Arrascaeta, nesta quarta-feira, em Volta Redonda, o Rubro-Negro ficou só no empate frente ao Resende, o técnico Abel Braga em entrevista coletiva minimizou o empate contra o alvinegro.
“A equipe não venceu hoje, mas acho que merecia. Teve um domínio grande, principalmente no segundo tempo. No primeiro, nós procuramos entender o jogo com um meio de campo mais cheio. É uma equipe que ainda não fez 90 minutos, com duas estreias, jogadores que ainda não estão no seu melhor, sem conhecer as características dos colegas”, analisou o treinador.
Em avaliação dos estreantes da noite, o comandante do time se diz satisfeito com o desempenho devido a falta de entrosamento.
“Foram duas estreias, jogadores que ainda não estão no seu melhor e ainda não conhecem as características dos colegas. Foi uma surpresa muito boa. Gabriel terminou o jogo com cãibras, Dantas também. Mas valeu porque o adversário é bom, exigiu, mas acho que no geral merecíamos um pouquinho mais“, finalizou.
Com o empate, o Flamengo chega aos quatro pontos e fica na vice-liderança do Grupo C da Taça Guanabara. O próximo adversário é o Botafogo, no sábado (26), às 17h (de Brasília), no Nilton Santos.
Gabigol também analisa sua estreia
“É injusto. A gente foi muito superior, não deu chance para o time deles. Criamos muitas chances. Talvez tenha faltado um pouquinho do último passe, um pouco de entrosamento. Mas creio que foi um bom jogo”, finalizou.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal/Flamengo
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O confronto entre Flamengo e Resende, na noite desta quarta-feira em Volta Redonda, não foi como o torcedor rubro-negro esperava. 14 mil pessoas lotaram o Raulino de Oliveira para as estreias de Gabigol e Arrascaeta, mas viram um golaço de bicicleta de Henrique Dourado e nada mais. Placar final: 1 a 1.
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Primeiro tempo
Os primeiros 45 minutos iniciais da partida foram de muita correria, mas o desentrosamento rubro-negro já era esperado. Completamente alterado da equipe que venceu o Bangu por 2 a 1, o Flamengo encontrou dificuldades na parte defensiva, e aos 18 minutos Joseph de cabeça abriu o placar após falhas de Piris da Motta e César.
O Mengo conseguiu responder minutos depois, e aos 22 saiu um golaço. Em jogada com a participação dos estreantes Gabigol e Arrascaeta, Trauco cruzou para Henrique Dourado emendar de bicicleta. Lindo gol!
Foi a jogada mais bem sucedida de um time que teve dificuldades para encontrar espaços, na bem postada defesa do Resende.
Segundo tempo
Na etapa complementar, as luzes do Raulino de Oliveira se apagaram aos 6 minutos e só obteve o retorno aos 18.
Quando a partida foi reiniciada, o rubro-negro encontrou as mesmas dificuldades do primeiro tempo. O time rodava a bola com os volantes Piris da Motta e Hugo Moura, mas sem efetividade. Arrascaeta cansou e a bola não chegava a Gabigol e Dourado.
Abel Braga fez três alterações: Saíram Arrascaeta, Jean Lucas e Dantas para as entradas de Thiago Santos, Vitinho e Cuellar. Quase deu resultado.
Em uma jogada pelo lado direito, Vitinho cruzou na cabeça de Henrique Dourado que sozinho, cabeceou para fora. Foi a melhor chance do Fla no segundo tempo.
O goleiro César ainda se redimiu do gol sofrido, defendendo uma bola cara a cara com o atacante Zambi do Resende. E ficou por isso mesmo.
Escalações das equipes
Resende: Ranule; Filipi, Rhayne, Lucão, Jeanderson; Joseph, Vitinho, Leo Silve e Arthur Faria; Zambi e Maxwell.
Flamengo: César; Rodinei, Dantas, Léo Duarte e Trauco; Piris da Motta, Hugo Moura e Jean Lucas; Arrascaeta, Gabigol e Henrique Dourado.
Situação do grupo C
O Flamengo é o vice-líder do Grupo com 4 pontos. O Boavista lidera com 6. Na próxima rodada, o rubro-negro tem o clássico contra o Botafogo (que é o lanterna). Já o líder de Saquarema encara o Bangu.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação
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Bruno Henrique foi anunciado oficialmente pelo Flamengo e se tornou a quarta contratação para a temporada de 2019. Ao lado de Rodrigo Caio, Gabigol e Arrascaeta, o atacante ex-Santos foi um pedido de Abel Braga e teve sua venda vinculada ao empréstimo do volante Ronaldo ao Peixe.
O atacante chegou na terça-feira ao Rio de Janeiro após passar por exames ainda em São Paulo. Por 90% dos direitos econômicos de Bruno Henrique, o Flamengo vai desembolsar R$ 23 milhões em três parcelas. Após o anúncio oficial, o atacante se pronunciou através do Instagram e agradeceu o carinho da torcida.
https://www.instagram.com/p/Bs_JsTFFjf6/
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução/Internet
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A temporada mal começou, mas a torcida rubro-negra está
empolgada e não é para menos. Com as contratações feitas na janela do início
desse ano o Flamengo eleva ainda mais seu patamar e cada vez mais se distancia
dos seus rivais cariocas e nacionais.
Semanas atrás, durante a apresentação do meia Giorgian De Arrascaeta, o uruguaio brincou ao dizer que Abel Braga teria “dor de cabeça” para montar um time com tantos jogadores qualificados no elenco.
“Jogador tem que brigar sempre para jogar, dar o máximo que tem. Isso fortalece nosso elenco. Vai ser uma dor de cabeça boa para o treinador. É uma motivação extra. […] Temos que ir passo a passo para ficarmos pronto para o ano. Conhecer o grupo para mim é fundamental, e aí quando eu estiver pronto, dependerá do treinador”, comentou o uruguaio.
Apesar de parecer clichê, Arrascaeta está certo. No atual Flamengo, considerando a permanência de um esquema com dois volantes, existem quatro vagas do meio para frente – um meia centralizado, dois pontas e um atacante.
O próprio treinador Abel Braga revelou em entrevista que pretende ter dois times, a exemplo do Palmeiras, para disputar as competições de forma menos desgastante. A “dor de cabeça” de Abel será para encontrar o equilíbrio entre os times, além de lidar com cada jogador e montar o melhor Flamengo possível.
Meio-campo: Diego, Éverton Ribeiro ou Arrascaeta
Diego renovou seu contrato e foi um dos destaques do time na Flórida Cup. (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
O Flamengo acostumou-se a jogar com Diego centralizado enquanto Éverton Ribeiro fazia o lado direito. A “dor de cabeça” para 2019 é definir quem será o maestro de cada um dos times que Abel quer montar. Na vaga de meia centralizado tanto Diego, quanto Éverton Ribeiro e Arrascaeta podem aparecer por ali, mesmo que com características diferentes.
Pontas: Éverton Ribeiro, Bruno Henrique, Berrío, Vitinho, Gabigol, Thiago Santos e até Trauco
No lado direito, além de Éverton Ribeiro e Berrío, Abel pode usar Gabigol na função, para liberar espaço no ataque para que Uribe seja o centroavante. Em diversas entrevistas, Gabigol disse que se sente à vontade jogando pelos lados do campo, principalmente pelo lado direito, setor em que surgiu no Santos.
Apresentados oficialmente, dupla Gabigol e Arrascaeta devem estrear hoje diante do Resende. (Foto: Divulgação/Flamengo)
Já pelo lado esquerdo, Abel terá Vitinho, Arrascaeta e agora Bruno Henrique. Considerando que a melhor fase de Arrascaeta no Cruzeiro foi pelo lado esquerdo, as duas contratações mais caras da história do Flamengo podem disputar apenas uma vaga no time principal. Chegando agora, Bruno Henrique pode disputar vaga de igual para igual com seus companheiros – o jogador foi uma exigência de Abel.
Outro que pode ganhar chance este ano é Thiago Santos, cria da base do Flamengo, mas que não desencantou no profissional. No início do ano, Abel pediu que Thiago não fosse negociado porque enxergava que o atleta poderia ter chance no time. Na coletiva de apresentação do técnico, quando falava de uma possível venda de Trauco, Abel revelou que entende que o lateral-esquerdo também pode fazer a função de meia aberto.
Centroavante: Uribe, Gabigol, Dourado e Lincoln
Uribe foi o artilheiro da competição e eleito MVP; colombiano deixa Dourado para trás na disputa pela posição. (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Em boa fase desde o fim do ano passado, Uribe larga na frente. Apesar das boas atuações, do MVP na Flórida Cup e das declarações de Abel em que disse o treinador disse que “jogadores não seriam escalados por nome”, Uribe vê Gabigol como uma sombra. O novo atacante do Flamengo chegou com status de estrela, salário milionário e de quebra foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro em 2018 jogando na mesma posição que o colombiano.
Dois centroavantes que perdem espaço com a chegada de Gabigol e a boa fase de Uribe são Dourado e Lincoln. Contratado por R$ 15 milhões, Dourado teve sua melhor fase na carreira sendo dirigido por Abel, e tanto jogador quanto treinador confiam um no outro. Lincoln hoje está com a seleção para a disputa do Sul-Americano Sub-20, e deve ficar de fora de boa parte do Carioca.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais:
Alexandre Vidal/Flamengo
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O Flamengo anunciou nesta quarta-feira (23) a contratação do atacante Bruno Henrique, que estava no Santos. O jogador é o quarto reforço oficializado pelo rubro-negro na temporada e chega com respaldo de Abel Braga.
O clube carioca vai pagar ao Santos o valor de R$ 23 milhões, parcelado em três vezes por 90% dos direitos econômicos do atleta. O volante Ronaldo foi envolvido na negociação, e será emprestado ao clube da Vila Belmiro até dezembro (sem passe fixado).
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Bruno Henrique tem 28 anos. O atacante de 1,84m e ambidestro, se destacou pelo Goiás em 2015. Após uma boa temporada no esmeraldino, o jogador se transferiu ao Wolfsburg, da Alemanha. Após 1 ano de Europa, o atleta foi vendido ao Santos em janeiro de 2017.
Além de Bruno Henrique, o zagueiro Rodrigo Caio, o meia Arrascaeta e o atacante Gabigol já desembarcaram na Gávea.
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Quando o Flamengo sofreu o primeiro gol do Bangu domingo passado, certa sensação de déjà-vu me passou pela cabeça. Algo como: “já vi esse filme antes”.
Saudações flamengas a todos.
Quando o Flamengo sofreu o primeiro gol do Bangu domingo passado, certa sensação de déjà-vu me passou pela cabeça. Algo como: “já vi esse filme antes”. Com efeito, após o final da partida fui consultar meus alfarrábios e constatei que minha memória não me havia traído. Pois. O enredo usual dos encontros entre Flamengo e Bangu tem sido marcado por um favoritismo claro dos nossos e a expectativa de um placar elástico sempre quebrada por aquele golzinho inoportuno, que ao menos é incapaz de evitar o final feliz. E nisso lá vai 2-1 pra lá e pra cá. Nada, nada, ao menos ano que vem, quando de novo encontro entre as duas equipes, os que apreciam apostar em bolões e quetais já dispõem de um bom palpite.
Segue breve histórico da saga.
* * *
BANGU 1-2 FLAMENGO, 2009
Raulino de Oliveira, Volta Redonda-RJ
Reprodução
Partida válida pela segunda rodada da Taça Guanabara. O Flamengo busca nova trajetória após o traumático desfecho da temporada anterior. E, ainda assimilando a forma de jogo do novo treinador Cuca, o rubro-negro quase se trai pelos nervos diante do frágil Bangu (recém-promovido da Série B). Diante de uma torcida ainda ressentida das frustrações de 2008, e por isso mesmo já disposta a vaiar qualquer lance errado, o time, nervoso, constroi e desperdiça inúmeras oportunidades de gol, especialmente com Obina, que, visivelmente fora de condições atléticas, não consegue dar sequência aos lances. Ainda assim, o baiano protagoniza o principal lance da primeira etapa, ao acertar um belo chapéu em um zagueiro e emendar pela linha de fundo. No entanto, Obina enfurece o torcedor ao mandar na trave uma cobrança de pênalti. Na volta do intervalo, o Flamengo aperta a pressão, mas quando o gol parece iminente o Bangu, num contragolpe, abre o marcador, por meio de Rafael Soeiro, aproveitando um rebote que espirra ainda no atacante Somália (em impedimento). O revés descontrola a equipe, que passa a pressionar de forma desgovernada. No fim, quando a partida parece caminhar para um desastre, Maxi saracoteia na frente de um zagueiro e é derrubado. Pênalti, que o controverso Marcelinho Paraíba (que contesta o clube por atrasos de salários e já entra em rota de colisão com Cuca, que o barra) cobra com categoria e empata. E Marcelinho, que entrara no jogo na segunda etapa, cobra escanteio na cabeça de Ronaldo Angelim, que manda no canto, sem defesa para o arqueiro Diogo. Aos 45 da segunda etapa, o Flamengo vira para 2-1 e se livra da primeira crise do ano. Mas não irá demorar.
BANGU 1-2 FLAMENGO, 2010
Engenhão-RJ
Reprodução
Terceira rodada da Taça Guanabara. O Flamengo vive dias de festa, ainda na ressaca do Hexacampeonato conquistado pouco mais de um mês antes. E, como se não bastasse, celebra a chegada do atacante Vágner Love que, hostilizado pela torcida palmeirense após a perda do Brasileiro, tem seu empréstimo junto ao CSKA-RUS repassado ao rubro-negro. A expectativa pela formação de um ataque devastador com Adriano faz o torcedor sonhar com a conquista da Libertadores e do Mundial. Surge o Império do Amor. No entanto, a realidade mostra uma equipe desfigurada em relação à que conquistou o Brasileiro. Com jogadores negociados, devolvidos ou lesionados, e repostos por outros reforços de nível duvidoso, um Flamengo bastante diferente daquele que povoa o imaginário inicia sua caminhada na temporada. Após duas vitórias mais difíceis que o esperado, o rubro-negro alinha para enfrentar o Bangu, na estreia do seu poderoso ataque. E Vágner Love não decepciona. Mostrando muita raça e uma genuína vontade de defender o rubro-negro, o novo Camisa 9 é, com sobras, o melhor em campo. O Bangu (lanterna da competição) começa assustando, mas o Flamengo, comandado por Love e Adriano, logo passa a controlar as ações. E, num chute de Fernando que o goleiro Marcos Leandro solta, Vágner Love leva ao delírio os 15 mil torcedores presentes no Engenhão, abrindo o marcador. Embalado, o Flamengo ainda pressiona, acerta várias vezes a trave do Bangu e chega ao segundo gol já aos 46 da primeira etapa, quando Adriano ganha uma disputa pelo alto e na sobra um Vágner Love completamente sozinho apenas tem o trabalho de se livrar do goleiro e empurrar para o gol vazio. No entanto, o que parecia desaguar em uma goleada tem seu curso mudado ainda nos descontos do primeiro tempo, quando um esbaforido Vinícius Pacheco derruba o banguense Abílio dentro da área. Pênalti, que Tiano converte, trazendo indesejáveis momentos de sufoco e apreensão na segunda etapa, em que o goleiro Bruno é forçado a intervir para garantir a estreia vitoriosa do Império do Amor. Mais uma vez, o Flamengo vence, mas não convence. O desequilíbrio da equipe cobrará seu preço mais tarde.
BANGU 1-2 FLAMENGO, 2011
Cláudio Moacyr, Macaé-RJ
Reprodução
Taça Rio, segunda rodada. O Flamengo, no embalo da conquista da Taça Guanabara, enfrenta o Bangu buscando consolidar a liderança de seu grupo também no Returno do Estadual. A equipe comandada por Ronaldinho Gaúcho começa a mostrar um futebol competitivo e eficiente. E que sufoca o adversário nos primeiros quinze minutos. Mas o gol não sai, por conta dos erros de finalização (efeito colateral de não contar com um atacante de referência, em função do deslocamento de Ronaldinho para a posição de “falso nove”). O Bangu, espremido, tem seu desafogo no inusitado atacante Pipico, que começa a infernizar a defesa rubro-negra, levando à loucura o (criticado) zagueiro Wellinton. Mas a primeira palavra é mesmo do Flamengo. Aos 24, Léo Moura (em grande atuação) arranca pela direita e se trança dentro da área com o lateral Fabiano Silva. O árbitro Djalma Beltrami assinala o duvidoso pênalti, que Ronaldinho converte com precisão. Gol e Bonde do Mengão Sem Freio, para festa da torcida. Mas não dá para comemorar muito. Dois minutos depois, Pipico, sempre ele, saracoteia na frente de Wellinton e se esbarra nas pernas do zagueiro. O árbitro, para “compensar”, também marca o pênalti inexistente. Pipico, o nome da noite, cobra e empata. O gol desnorteia o Flamengo, que somente se reencontra na segunda etapa. O treinador Vanderlei Luxemburgo coloca os atacantes Diego Maurício e Wanderley (o amuleto da equipe) em campo, mas o Flamengo não consegue transpor a defesa banguense. Acerta a trave, faz o goleiro Thiago Leal trabalhar com grandes defesas, mas o tempo vai passando e o 1-1 resiste teimosamente no placar. Para piorar, Pipico segue encontrando espaços e levando perigo em contragolpes mortais. É somente nos descontos que o Flamengo consegue exercer uma pressão insana, ao limite do insuportável. Cria e empilha uma chance de gol atrás de outra. E, aos 50 minutos, tem enfim seu esforço recompensado, quando Diego Maurício, após cobrança de escanteio, consegue mergulhar de cabeça para o gol, soltando o grito que estava entalado na garganta do torcedor. O Flamengo mostra estrela, vence mais uma partida nos minutos finais e segue sua caminhada para o título que conquistará invicto.
FLAMENGO 2-1 BANGU, 2012
Cláudio Moacyr, Macaé-RJ
Reprodução
Sexta rodada, Taça Rio. O início de 2012 é envolto em crise e turbulência. A demissão de Vanderlei Luxemburgo, as revelações sobre o comportamento extracampo de Ronaldinho Gaúcho, a contratação de Joel Santana, que jamais conta com o apoio de uma torcida de redes sociais cada vez mais estridente, a corrosão do prestígio da Diretoria e, principalmente, os resultados erráticos dentro de campo fazem o Flamengo viver algo semelhante a um inferno astral. E é assim que o rubro-negro vai a Macaé enfrentar o Bangu. O ambiente é tenso. A derrota para o Olimpia-PAR, na quarta-feira anterior, torna real o risco de eliminação da Libertadores ainda na Primeira Fase. Mas o time de Moça Bonita, que briga contra o rebaixamento, parece o adversário ideal para uma reabilitação. Espaçado e lento, o alvirrubro concede ao Flamengo os espaços suculentos para as evoluções de Ronaldinho, Deivid e Vágner Love. E as chances se multiplicam. Aos 16 minutos, após belíssima tabela com Ronaldinho, Vágner Love abre o marcador. O Flamengo segue pressionando e perdendo uma chance atrás da outra (numa delas, Ronaldinho, sem goleiro, escora sobre o gol), mas chega aos 2-0 num contragolpe em que Deivid serve Vágner Love. O goleador das tranças anota seu segundo tento e a goleada parece iminente. Mas a displicência nas finalizações impede que o placar seja alterado. Na segunda etapa, o Flamengo, preocupado com a viagem para o jogo crucial de Guayaquil, reduz o ritmo e com isso um desesperado Bangu avança suas linhas e começa a pressionar. Dá certo. Após algumas defesas espetaculares de Felipe, o alvirrubro enfim chega a seu gol, quando Sérgio Júnior sobe mais que Gonzalez e cabeceia para as redes. Os últimos quinze minutos são de um jogo franco, em que o empate chega a se tornar palpável. Mas o Flamengo (que também desperdiça inúmeras chances de ampliar), consegue manter os 2-1 que lhe alçam à liderança de sua chave. A tormenta parece debelada. Mas logo voltará. Ainda mais forte.
BANGU 1-2 FLAMENGO, 2013
Raulino de Oliveira, Volta Redonda-RJ
Reprodução
Taça Rio, terceira rodada. Vivendo forte crise, o Flamengo precisa desesperadamente de uma vitória que traga paz ao trabalho do novo treinador Jorginho. Mas, sofrendo com desfalques, Jorginho é obrigado a improvisar o volante Luiz Antonio na lateral-direita. E justamente Luiz Antonio, aos três minutos de jogo, chega atrasado na marcação ao atacante Sérgio Júnior, que escora um cruzamento rasteiro e abre o marcador para o Bangu. O gol prematuro esfacela o controle mental do rubro-negro, que não consegue criar rigorosamente nada. Apenas o meia Gabriel mostra alguma movimentação, mas em duas oportunidades desperdiça a chance do empate com finalizações erradas. O primeiro tempo termina com o placar adverso e o Flamengo descendo para o vestiário ostensivamente vaiado pelos 1.600 espectadores, que escolhem o apático e desinteressado Carlos Eduardo como seu alvo principal. Jorginho saca Carlos Eduardo e Luiz Antônio, desloca o volante Elias para a lateral-direita e manda o jovem Rodolfo a campo. Rodolfo, egresso do Madureira, muda radicalmente os rumos da partida. Mostrando mobilidade, dinâmica e um jogo curto, faz o Flamengo amassar o Bangu em seu campo e enfim impor um futebol superior. Aos 20, recebe de Rafinha e acerta um chute espetacular no ângulo de Getúlio Vargas, um golaço sensacional que empata a partida. O Flamengo se anima e passa a acossar a meta adversária, mas somente chega à vitória aos 42 minutos, numa cobrança de falta de João Paulo que atravessa toda a área, resvala num zagueiro e vai às redes. Esse jogo marcará uma espécie de relação platônica entre a torcida e Rodolfo, que jamais voltará a atuar nesse nível. Por fim, os 2-1 trarão um breve hiato de alívio, logo sobreposto por dias difíceis. São tempos difíceis.
FLAMENGO 2-1 BANGU, 2015
Maracanã-RJ
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Taça Guanabara, 12ª rodada. O Flamengo de Vanderlei Luxemburgo segue buscando encaixar suas peças. Mas, em um Maracanã para 6 mil presentes, o rubro-negro segue encontrando dificuldades para fazer seu jogo fluir. Numa primeira etapa de nível técnico muito baixo, onde são dignos de registro apenas duas bolas mandadas na trave pelos flamengos e um gol do Bangu corretamente anulado, o 0-0 maltrata os olhos dos espectadores. Na segunda etapa, Luxemburgo promove a entrada do jovem lateral-esquerdo Jorge, em substituição ao inoperante Thalyson. Mas é pela direita que o Flamengo consegue imprimir uma blitz que resulta em dois gols relâmpago, ambos protagonizado por boas jogadas de Marcelo Cirino. Na primeira, o atacante encontra Alecsandro livre dentro da área, aos 6 minutos. E, aos 8, Cirino aciona Pará, que invade a área e coloca na saída do goleiro Márcio. Mas o Bangu não desiste e, comandado pelo experiente meia Almir, começa a explorar os espaços deixados por Jorge. Num desses lances, Almir recebe na esquerda, corta pro meio e manda rasteiro, diminuindo a desvantagem. Mas o alvirrubro sente o desgaste e não consegue pressionar. O Flamengo cadencia o jogo e mantém a vitória sem dificuldades. A atuação de Almir lhe renderá uma (contestada) contratação pelo Flamengo. Luxemburgo, por sua vez, jamais conseguirá dar o desejado padrão à equipe, e será tragado pelo desfecho do semestre. E sairá atirando.
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Amistoso será último desafio do Mengão antes do Campeonato Brasileiro
Falta pouco para a disputa do Campeonato Brasileiro de Beach Soccer, que se iniciará no dia 30 de janeiro, no Guarujá, em São Paulo. E o Flamengo segue se preparando para chegar voando na competição, primeiro objetivo do ano. E o último teste será contra a tradicional seleção japonesa, que conta com Ozu, brasileiro naturalizado japonês.
Já o Rubro-Negro tem no gol sua maior esperança. O paredão Elinton Andrade, eleito em 2018 pelo segundo ano consecutivo como o melhor goleiro do mundo no Beach Soccer, é o grande líder da equipe. Na seleção brasileira, Igor está fora do amistoso e será uma ausência sentida. Mas a mescla entre juventude e experiência é justamente o ponto forte do Mais Querido. E um dos atletas mais experientes, o defensor Gil disse o que espera do amistoso diante dos japoneses.
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“O Japão é uma Seleção muito forte. Com certeza será um adversário muito difícil, até pelo fato do nosso time ainda passar por uma momento de formação. Temos uma mescla muito boa com jogadores como Elinton e Léo Martins da seleção de Portugal, Igor Rangel da seleção brasileira e Thanger que jogou na seleção brasileira e foi destaque no campeonato russo do ano passado ao lado de jogadores de muita qualidade vindos da base que darão muitos bons frutos para o Flamengo”, analisou.
Flamengo e Japão se enfrentam nesta quarta-feira (23), às 17h (de Brasília), na Praia de Copacabana (em frente ao Copacabana Palace). O jogo terá transmissão ao vivo pelo Youtube da Web Esporte TV. O projeto tem novo perfil no Twitter: @FlamengoBeachS.
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