Autor: diogo.almeida1979

  • Henrique Dourado volta ao Ninho do Urubu para realizar tratamento na perna direita

    Um mês após ser negociado com o futebol chinês, Henrique Dourado está de volta ao Flamengo. O centroavante voltou ao Ninho para se recuperar de uma fratura na tíbia que sofreu na estreia pelo Henan Jianye, no último dia 3. 

    O Flamengo abriu as portas do CT para que o Ceifador consiga se recuperar o quanto antes, o camisa 9 foi recebido pelos antigos companheiros. Dourado só deve voltar a atuar em maio. 

    Antes de sofrer a lesão, o atacante já tinha deixado sua marca na partida, mas foi tudo muito rápido, o gol e a lesão aconteceram no primeiro tempo. 

    Dourado foi vendido por R$ 22 milhões e atuou pelo Flamengo de fevereiro de 2018 até fevereiro de 2019, marcando 15 gols em 46 partidas. 


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais:Alexandre Vidal/Flamengo

  • Fla anuncia novo patrocinador master e Landim comemora: ”Nossa torcida vai abraçar esta parceria”

    É oficial, o Flamengo anunciou na tarde desta sexta-feira (13), que o Banco BS2 é o novo patrocinador master do clube. O contrato só entrará em vigor após análise e aprovação do Conselho Deliberativo, que deve acontecer na próxima semana. O Banco BS2 é digital, tem origem de Belo Horizonte e substituiu o Banco Bonsucesso, que patrocinou o Cruzeiro em 2010.

    Em entrevista ao site oficial do clube, o presidente Rodolfo Landim comemorou a finalização das negociações: “Desenvolvemos esse modelo de contrato com o BS2 porque, além de conhecer a seriedade e a qualidade do serviços do Banco, sabemos a força da Nação rubro-negra. Tenho certeza que a nossa torcida vai abraçar esta parceria“.

    O Fla estima receber um valor fixo anual de R$ 30 milhões, ultrapassando em 20% o contrato que o clube tinha com a Caixa Econômica Federal. E a quantia ainda pode aumentar, através da abertura de contas por parte de torcedores, engajamento nas redes sociais e outras variáveis. O contrato com o Banco BS2 vai até dezembro de 2020.

    O Flamengo já conta com os patrocínios da MRV (R$ 20 milhões – costas acima do número), Multimarcas (R$ 6 milhões – costas abaixo do número) e Universidade Brasil (R$ 3,7 milhões – acima do escudo).

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    *Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Reprodução

  • Em vídeo da Adidas, nova camisa do Flamengo é lançada; confira o clipe

    O Flamengo já tem seu novo uniforme para as temporadas 2019-2020. No início da tarde desta sexta-feira (22), a Adidas publicou um vídeo em seu Twitter oficializando o ”novo manto-sagrado” do Rubro-Negro.

    A nova camisa que deve estrear em uma possível semifinal de Taça Rio, tem listas mais finais e que vão até as mangas. Há ainda a inscrição “Mengo” nas listras vermelhas, com o intuito de combater a pirataria. O novo uniforme de goleiro terá o azul como cor predominante, e a segunda camisa dos jogadores terá como novidade o escudo de remo, mas só será lançada em abril.

    O valor da camisa revelada nesta sexta, será de R$ 250 na linha masculina, e R$ 230 nas linhas feminina e infantil.

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    *Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Twitter do Diego

  • Flamengo Beach Soccer fecha com Paulo Henrique

    Mais um jovem talento das areias chega para reforçar o Mengão na sequência do ano.

    Twitter oficial do Flamengo Beach Soccer

    O Flamengo Beach Soccer retomou suas atividades sob novo comando no início de janeiro, e após bons resultados no Campeonato Brasileiro e no Mundialito de Clubes, sagrou-se campeão do Carioca 2019. O título veio após a Vitória por 7 a 3 diante do Vasco, na Praia de Copacabana. Mas o trabalho não parou por aí e o Rubro-Negro segue se reforçando.

    “Grande expectativa. Jogar em um time grande de camisa pesada. Pra mim é uma nova oportunidade pensando em crescer e evoluir”, disse a promessa do Beach Soccer brasileiro. 

    Paulo Henrique, que coleciona 5 títulos com a Seleção sub-20, é mais um atleta criado no Centro de Formação Geração, que é parceiro do Flamengo Beach Soccer e revelou alguns dos maiores craques do esporte. O capitão do Flamengo, Gil foi revelado pelo Geração, assim como Rodrigo Souto, Ozu (brasileiro naturalizado japonês), e os gêmeos Léo e Bê Martins (Seleção de Portugal) e vários outros.

    Além de Paulo Henrique, Alejandro também representou a Seleção sub-20 na Copa Sul-Americana. Thanger foi o representante do Mengão na Seleção Principal.

    O Flamengo Beach Soccer segue em busca de um calendário mais extenso no esporte, e aguarda a confirmação da Liga Brasileira para o mês de maio.

    Ficha Técnica 
    Nome: Paulo Henrique Saldanha Borges
    Idade: 20anos 
    Nascimento: 25/07/1998
    Times: geração, Vasco, Cerro Porteño e  Flamengo
    Posição: Ala/Pivô

  • Em Los Larios, Flamengo/Marinha fará seu primeiro jogo como mandante em 2019

    Após uma grandiosa vitória sobre o Iranduba no último domingo, o Flamengo/Marinha volta aos gramados na tarde deste sábado (23), no Estádio Los Larios, para receber o Vitória de Santo Antão-PE. O jogo é válido pelo Brasileiro Feminino, iniciará às 15h e terá entrada franca dos torcedores.

    O jogo será apitado por Beatriz Oliveira Dantas, auxiliada por Andrea Izaura Maffra Marcelino de Sá e Beatriz Geraldini de Sousa. A árbitra apitou três jogos da equipe no Brasileirão 2018: 4 x 2 Vitória, 2 x 0 Foz Cataratas e 4 x 0 Kindermann.

    Retrospecto – Flamengo x Vitória-PE

    Este será o 4º jogo entre as equipes na história do Brasileiro Feminino, e o retrospecto é favorável para a equipe carioca: 3 jogos e 3 vitórias (1 em 2016 e 2 em 2018), além de 11 gols marcados e 4 sofridos.

    Regulamento

    As equipes formam um grupo único e enfrentam-se em turno único, onde as oito melhores avançam para a fase seguinte.

    Após a primeira fase, as oito equipes disputam as quartas de final, sobrando quatro para as semifinais e até que as duas melhores enfrentam-se na grande final. Desde as quartas, são realizados jogos de ida e volta.

    O elenco do Flamengo/Marinha

    O Futebol Feminino do Flamengo conta atualmente com 29 atletas, sendo 27 delas remanescentes da temporada passada, além de Carol Matos e Sâmia Pryscila, que chegaram no início do ano ao Rubro-Negro.

    Créditos imagem destacada: Tasso Marcelo/ALLSPORTS

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  • Do Ninho para o mundo: Paquetá é o novo camisa 10 da Seleção Brasileira

    O Brasil terá um novo camisa 10 no mês de março. Com a ausência do atacante Neymar, lesionado, o técnico Tite escolheu o ex-meia do Flamengo, Lucas Paquetá, para vestir o místico número da Seleção Brasileira.

    O jogador que atualmente está no Milan, é titular no clube italiano e vem se destacando pela criação de jogadas, assistências e até já marcou com a camisa rossonera. Paquetá saiu do Flamengo no final de 2018, e é cria da base do Ninho do Urubu. O atleta chegou no Fla com 8 anos de idade, e ficou mais de 10 anos no Mengo. O meia foi vendido ao Milan por 35 milhões de euros, e 70% deste valor ficou com o clube da Gávea.

    Lucas Paquetá jogará com a camisa 10 da Seleção nos jogos contra Panamá (neste sábado às 14h) e República Tcheca (na próxima terça, às 16h45), todos no horário de Brasília.

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    *Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação

  • O horário ideal: o dilema entre a novela e o futebol

     

    Ao escolher priorizar o horário da novela e do jornal, a emissora oficial prejudica o público nos estádios e o nível do futebol brasileiro.

    Por Thauan Rocha – Twitter: @thauan_R

    Ao longo dos anos vemos, ouvimos e fazemos reclamações em relação aos horários dos jogos marcados pela CBF. Parece lógico que, durante a semana, um jogo muito tarde prejudicará o público presente, pois a imensa maioria precisará acordar cedo para trabalhar ou estudar. Além do cansaço gerado, existem diversos problemas de locomoção pelas cidades brasileiras, então quem morar distante do estádio pode chegar em casa às 2h da madrugada após um jogo que acabou às 23h45.

    O que então faz a organização marcar diversos jogos em horários tão ruins? É claro que o motivo principal é a emissora de televisão, que não abre mão de passar a novela e o jornal no mesmo horário de sempre.

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    A grande conquista dos times brasileiros

    Apesar do pouco número de jogos do Brasileirão serem marcados a partir das 21h (51 jogos, ou 13,4% das partidas), os jogos da Copa do Brasil são, em sua maioria, nesses horários. O mesmo ocorre com as competições internacionais.

    Indo aos números, podemos ver na tabela abaixo o padrão de ocupação dos estádios:

    Tabela 1: Ocupação dos estádios no Brasileirão 2018 por horário. Crédito: Thauan Rocha / Mundo Bola.

    Como alguns horários são exceções, abaixo temos na tabela abaixo a % dos jogos realizados de acordo com o horário:

    Tabela 2: Porcentagem de jogos no Brasileirão 2018 por horário. Crédito: Thauan Rocha / Mundo Bola.

    Descartando o horário de quarta às 20h por ter um só jogo, podemos ver que há um resultado melhor para este horário na quinta, com 10 pontos percentuais a mais de ocupação. Essa melhora de público já não é verificada no horário das 19h30, muito provavelmente por ficar mais apertado para quem sai do trabalho. Logo, é importante chegar em um horário de equilíbrio, que me parece ser às 20h no meio da semana.

    Analisando agora os fins de semana, podemos ver que a estratégia de colocar jogos às 11h nos domingos foi muito bem recebida pelo público. Apesar da dificuldade de adaptação dos jogadores em um primeiro momento, o ganho de valorização do produto e, consequentemente, econômico, compensa bastante esta dificuldade – que logo deve ser superada.

    Podemos notar um ganho de público entre os jogos às 16h e às 17h – penso que a exposição ao sol é uma das explicações para esse aumento da ocupação. Talvez esteja na hora da CBF testar um adiamento dos jogos não só em períodos com horário de verão.

    Aos sábados é possível perceber que não há prejuízo ao marcar jogos para 19h, ou até um pouco mais tarde às 21h, já que o dia posterior pode ser usado para descansar.

    Para concluir, deixo aqui a sugestão de horários ideais para a realidade brasileira:

    • Durante a semana: 20h;
    • Sábados: 19h-21h;
    • Domingo: 11h ou 17h.

    Sabemos que a Globo é a maior patrocinadora dos campeonatos da América do Sul, porém de nada valerá para ela se o produto não for valorizado, por isso precisamos mudar. Aos domingos não teriam resistência com relação a mudança, mas o mesmo não será notado no meio da semana. A emissora precisa pesar qual produto gera mais audiência e levar em conta que o desempenho do futebol pode aumentar se tivermos jogos mais cedo, seja pela facilidade de ver o jogo ou pela qualidade que aumenta com a valorização do campeonato.

    E aí, você prefere um futebol ou uma novela na quarta?

    Os dados utilizados nessa série de análises estão à disposição do público leitor, para obtê-los basta solicitar nos comentários com um endereço para contato ou através do @thauan_r no twitter. Ao publicar o seu texto, referencie o blog e/ou o Mundo Bola.



  • Aplaudido na terça, Arão comemora momento, elogia Abel e diz: ”Ele me ligou quando chegou”

    O volante Willian Arão vem tentando recuperar o prestígio com os torcedores do Flamengo, e ”avançou mais uma casa” nesta semana. O atleta saiu aplaudido quando foi substituído por Hugo Moura, na vitória por 2 a 0 contra o Madureira, da última terça-feira.

    Em entrevista ao site GloboEsporte.com, o jogador comentou sobre seu momento: ”Sou um cara autocrítico, sei quando joguei bem. Sei que alguns torcedores fazem uma crítica construtiva ou são levados pela emoção, e a gente tem que entender isso também. Outros não gostam de mim porque simplesmente não gostam, e a gente tem que saber diferenciar. É entender quando jogo bem ou mal, converso com algumas pessoas também que entendem de futebol. O mais importante é que tenho jogado bem e quero dar continuidade.”

    Arão ainda falou acerca de Abel, e fez uma revelação sobre o que o treinador fez, quando chegou ao Flamengo: ”Ele me ligou quando chegou, não me prometeu nada, mas disse que gostaria de contar comigo. Fiquei feliz pela ligação, pela importância que demonstrou que eu teria para o time. Vindo do Abel, do profissional e ser humano que ele é, receber um elogio e às vezes até uma bronca também. Você sabe que não é por maldade, não é de sacanagem, é para o seu crescimento. Fico muito feliz de estar podendo trabalhar com ele no dia a dia, sem dúvida meu futebol vem crescendo porque ele tem me ajudado muito, assim como meus companheiros. Ele vem fazendo um grande trabalho, dando confiança para todos os jogadores. Acho que estou no caminho certo, evoluindo, crescendo”.

    Com Willian Arão em campo, o Flamengo enfrenta o Fluminense neste domingo, pela última rodada da Taça Rio, em busca da classificação para a semifinal do turno. Na semi do Estadual, o Rubro-Negro já está garantido pela classificação geral. O jogo será às 16h, no Maracanã.

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    *Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação

  • Entre erros e acertos

    Prestes a completar três meses, a gestão do Flamengo é o centro de nova análise do blog Pedrada Rubro-Negra

    Por Flávio H. Souza – Twitter: @PedradaRN

    A nova gestão já acumula alguma gordura. Final do terceiro mês, já podemos verificar algo de sua “cara”, que formará sua identidade até o final de seu mandato. Como teve inúmeros apoios políticos para vencer a gestão anterior, cujo principal grupo de apoio se viu isolado, esta tem que bancá-los agora, os colocando em postos-chaves de dirigentes. Alguns deles até remunerados. Um dos problemas que vemos neste tipo de abordagem, tão ao gosto da política brasileira em relação às suas estatais, é a potencial perda qualitativa significativa dos serviços. No momento, nota-se esta perda na comunicação do clube em relação às suas mídias sociais. Há uma flagrante percepção da queda da qualidade no setor.

    Do mesmo autor: Damon Hill

    Quanto ao marketing, é difícil analisar visto o trágico acidente no início do mandato que mancha a imagem do clube e evidente dificulta demais o trabalho. Mas estamos ainda sem o patrocínio master, embora pareça estar encaminhado no modelo parecido com a Carabao. O patrocínio tem um valor maior a ser pago diretamente ligado ao consumo. Em termos da Carabao, esta sofreu com um mercado dominado por marcas gigantes, que podem ter dificultado sua distribuição, neste sistema econômico em que o grande capital domina. Como a proposta atual seria adesão a contas de banco “on-line”, pode ter maior sucesso dependendo do valor que cobre por seus serviços. Mas o valor mínimo do patrocínio de 15 milhões (segundo a reportagem), é inferior o que pagava a Caixa (25 milhões). O que pode afetar nosso fluxo financeiro.

    Quanto a sua atuação em relação a tragédia, consta uma certa dificuldade de acerto com as famílias afetadas, que também estão sendo orientadas por advogados que ganham, certamente, um percentual em cima do valor da indenização obtida, o que os fazem “esticar a corda” tornando a negociação mais dura.

    Mais uma vez não vemos comunicação eficaz do clube explicando o andamento destes tipos de tratativas, visando melhorar a imagem arranhada do clube neste episódio. Com isto temos ainda nosso CT, dos melhores, ou melhor do Brasil, ainda sem poder hospedar os jogadores nos módulos definitivos. Pelo menos já conseguiu se livrar dos contêineres. Aguardamos o resultado da investigação policial e da perícia para levantamento técnico e criminal das causas do acidente. Através disso o clube poderá, creio eu, abrir sindicâncias internas para busca das responsabilidades, eventual punição dos envolvidos e melhoria dos procedimentos de segurança.

    Quanto ao futebol, um time muito qualificado tecnicamente mas com seu potencial tático comprometido pela atual comissão técnica, com seu futebol reativo. Falta ainda compactação, formação de linhas defensivas, jogadas ensaiadas, proteção melhor de entrada da área, deslocamentos mais intensos e  finalizações de meia-distância.  Se vê o time muito parado em campo, com alguns jogadores se deslocando mais no setor da bola. O time ainda peca pela incapacidade de fazer o tempo passar em jogo quando em vantagem.

    Mas, evidente, está bem na Libertadores. Até o momento enfrentou dois adversários fracos, embora o primeiro tenha sido na difícil altitude. E LDU a nível do mar é quase um Madureira. O bom nisso tudo é que sabemos que este time, que tem até melhorado ultimamente, tem espaço para ser bem melhor que está. E isto é ótimo para quem almeja os títulos relevantes que a torcida espera há tempos.



  • As despedidas de um Flamengo 2 x 0 Madureira

    Com despedidas importantes, a partida diante do Madureira não marca apenas mais uma vitória no confronto com o time da zona norte do Rio

    Saudações flamengas a todos,

    Terminado o joguinho muquirana, em que o Flamengo, após criar e desperdiçar cerca de três dezenas de oportunidades de gol, derrotou o famélico Madureira EC por 2-0, eis que me ponho a perceber que a noite de hoje assinalou algumas despedidas.

    Despede-se o verão, que se vai levando com ele as festas de Carnaval, os Festivais, a praia, o sol, as férias, e, felizmente, excrescências como o interminável Big Brother, enfim.

    Do mesmo autor:
    Volantes do Flamengo que foram os pontos de desequilíbrio

    Vai-se embora a fase preliminar do dito Carioquinha, ou Ruralito, ou Rubão, entre outras alcunhas pouco altaneiras dedicadas àquele que já foi o principal campeonato do país. Não mais aqueles joguinhos enganosos contra possantes equipes incapazes de figurar na Série D do Brasileiro, não mais aquelas goleadas edulcorantes que fazem os torcedores mais festivos celebrarem feitos de jogadores medianos em embates pouco competitivos.

    Não que não tenha sido animado. Teve gol de bicicleta (aliás, dois), teve goleada com futebol-arte, teve virada sob quarenta graus, teve a já corriqueira arbitragem carioca exibindo seu notável despreparo com erros grotescos, teve Maracanã recebendo públicos de 40, 50 mil pra jogos periféricos, teve futebol bom, futebol ruim, teve o caro time do Flamengo começando a mostrar sua cara para o resto do ano.

    Essa chuvosa noite de terça ainda pode ter marcado a despedida de Juan. Um dos últimos jogadores do século passado ainda em atividade, nosso “zagueiro de terno” recebeu a oportunidade de desfrutar, talvez, de seus derradeiros minutos como jogador de futebol. O torcedor aplaudiu, ovacionou, reconheceu o significado e a expressão deste que se tornou um dos grandes zagueiros da história mais recente do futebol brasileiro, com largo currículo de títulos nacionais e internacionais por vários clubes e pela Seleção. Que, ao retornar ao Flamengo, ainda pôde desfilar sua classe e seu talento até que suas limitações físicas lhe cobrassem o derradeiro preço. Felizes aqueles que puderam apreciá-lo em campo.

    Enfim, voltando ao jogo. Ah, ia me escapando recordar que é provável que essa tenha sido a última partida do Flamengo com o Manto atual, uma vez que se espera o anúncio da nova camisa (de listras bem estreitas) para o final dessa semana, ou seja, com estreia no Fla-Flu de domingo. Ou seja, mais uma despedida.

    O que falar desses 2-0? Essas partidas contra sparrings normalmente têm o condão de enervar e irritar enquanto o time não começa a empilhar os esperados gols. Tentos marcados e a vitória garantida, aí vira entretenimento. O momento de sorver goles de uma gelada cerveja enquanto as caneladas do Pará (aliás, Parazim escreveu a bala seu nome. Um dos piores em campo, fácil) viram motivo para divertidos xingamentos. Ou os gols perdidos pelo Gabigol se tornam objeto de teses extravagantes.

    Pausa para falar de Gabigol. É veloz. É rápido. É inteligente. É difícil de marcar. Possui uma capacidade ímpar de criar caudalosas chances de gol. O problema é que inapelavelmente as desperdiça. É bom ficar atento. Porque centroavantes com ótimos números já foram carbonizados por nossa torcida, justamente por perderem muitas e  muitas chances de gol. Edmar, Baltazar, Nilson, Deivid, mesmo Nunes. Por ora, esses gols não estão fazendo falta (até porque ele mesmo está consertando o problema). Mas é bom que a bola siga entrando. Do contrário…

    Madureira entrou pra perder de pouco, mostrou uma zaga com razoável desempenho no jogo aéreo, o que atrapalhou um tanto as já clássicas bolas alçadas por Diego & Cia, mas de resto mostrou o mesmo repertório semi-amador de praticamente todas as equipes deste Estadual. O Flamengo, mesmo em uma noite particularmente infeliz nas finalizações (mas não inédita, o que é preocupante), não encontrou a menor dificuldade para impor um placar que se mostrou até famélico. Um ataque mais eficiente e/ou concentrado teria enfeixado, por baixo, um cacho de uma meia-dúzia de gols, sem o menor favor.

    Enfim, pouco resta a acrescentar. Éverton Ribeiro, apesar de certa displicência, seguiu mostrando ser o jogador de técnica mais sofisticada da equipe, Diego alternou momentos de dinamismo com seu já tradicional jogo arame-liso, Bruno Henrique se atrapalhou com as firulas e Ronaldo fez cinco minutos interessantes quando foi adiantado no final do jogo. Fora isso, somente ficará na memória o registro de uma noite de despedidas.

    A competição, agora, não terá mais descanso.