Autor: diogo.almeida1979

  • Confira as combinações que classificam e eliminam o Flamengo na fase de grupos da Libertadores

    O Flamengo tinha 100% de aproveitamento até a segunda rodada da Libertadores, porém uma derrota para o Peñarol no Maracanã, não estava nos planos. A equipe comandada pelo técnico Abel Braga caiu para a segunda colocação, e voltou a correr risco de sofrer uma eliminação precoce na fase de grupos da competição. Confira as combinações que classificam e eliminam o Rubro-Negro.

    Tabela de classificação atual

    1 – Peñarol | 6 PTS | 2V | 0E | 1D | 5GP | 2GC | 3SG

    2 – Flamengo | 6 PTS | 2V | 0E | 1D | 4GP | 2GC | 2SG

    3 – LDU | 3 PTS | 1V | 1E | 1D | 6GP | 6GC | 0SG

    4 – San José | 1PT | 0V | 1E | 2D | 3GP | 8GC | -5SG

    (Fizemos as contas abaixo, tomando como base o mínimo que precisa ser feito, para o objetivo ser alcançado)

    Fla classificado em primeiro

    4ª Rodada

    Vitória contra o San José no Maracanã, e empate entre Peñarol e LDU, no Uruguai.

    5ª Rodada

    Empate com a LDU no Equador, e empate entre San José e Peñarol, na Bolívia.

    6ª Rodada

    Empatar com o Peñarol, no Uruguai.

    Fla classificado em segundo

    4ª Rodada

    Vitória contra o San José no Maracanã, e vitória do Peñarol contra a LDU, no Uruguai.

    5ª Rodada

    Empate contra a LDU no Equador.

    6ª Rodada

    Mesmo perdendo para o Peñarol no Uruguai, e a LDU vencendo o San José no Equador, a classificação estaria garantida.

    Eliminação

    4ª Rodada

    Vitória contra o San José no Maracanã, e vitória do Peñarol contra a LDU, no Uruguai.

    5ª Rodada

    Derrota para a LDU no Equador, e vitória do Peñarol contra o San José, na Bolívia.

    6ª Rodada

    Derrota para o Peñarol no Uruguai, e vitória da LDU contra o San José, no Equador.

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    *Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação

  • Torcida critica Abel, e nome de Dorival chega aos trending topics do Twitter

    Com um Maracanã recebendo um público de 66 mil pessoas, o Flamengo perdeu para o Peñarol por 1 a 0, deixou escapar a liderança do grupo D da Libertadores e viu as críticas em cima do técnico Abel Braga aumentar. Durante esta quinta-feira (04), o nome do ex-treinador do clube, Dorival Júnior, esteve nos trending topics do Twitter.

    Grande parte da torcida pede a volta do técnico que deixou o meia Diego Ribas e o goleiro Diego Alves no banco de reservas, na reta final da temporada passada. Abel sofre pressão para colocar Arrascaeta como titular da equipe. Decisivo na final da Taça Rio contra o Vasco, o meia sequer entrou em campo no duelo contra o Peñarol, deixando boa parte da torcida do Flamengo criticando o atual comandante do elenco.

    Neste sábado, o Flamengo enfrenta o Fluminense pela semifinal do Campeonato Carioca, e uma eliminação pode fazer a pressão pela saída de Abel, aumentar de forma considerável. O Rubro-Negro tem a vantagem do empate, e a bola rola às 19h, no Maracanã.

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    *Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação

  • Dez esclarecimentos sobre o BS2, novo patrocinador máster do Flamengo

    Informações adicionais sobre o contrato de patrocínio /Flamengo extraídas da Live da de ontem (link ao final do texto):

    1) R$ 11,25 milhões mínimos em 2019 (R$ 15 milhões pró-rata pelo contrato de abril a dezembro). Valor já pago integralmente;

    2) R$ 15 milhões mínimos em 2020, pagos em três parcelas de R$ 5 milhões (janeiro, maio e dezembro);

    3) Cláusula de saída de apenas R$ 2 milhões por parte do Flamengo, se confirmada até 30/10/2019 (caso o Flamengo consiga algum outro patrocinador para 2020 que pague muito acima);

    4) Liberação de diversos ativos sobre os quais a Caixa possuía exclusividade (calção, master da base e futebol feminino, placas no CT, etc) que podem vir a somar até R$ 5 milhões em novas captações de patrocinadores;

    5) R$ 10 por conta aberta no banco geral e R$ 10 por conta no futuro aplicativo “BS2/Flamengo” (nos moldes do “Meu Corinthians/Vasco/Atlético BMG”). A diferença é que os citados só ganham no ambiente da parceria, enquanto o Fla ganhará no BS2/Flamengo mas também no BS2 geral;

    6) BS2/Flamengo será muito importante para os rubro-negros que residirem em São Paulo e Minas Gerais, pois nestes lugares o Fla não receberá R$ 10 por conta geral, só no ambiente próprio. Isto, ao menos no caso mineiro, porque o banco é de lá e já possui 200 mil contas no estado;

    7) Os R$ 10 por conta terão limite de R$ 7,5 milhões (pró-rata) em 2019 e R$ 10 milhões em 2020 – o que representaria a adição de 750 mil contas em 2019 e 1 milhão de contas em 2020. Bastante ousado. Mas o banco Inter, patrocinador do SPFC há mais tempo, possui 1 milhão de contas;

    8) Aqui, DE LONGE o maior diferencial na parceria: o Flamengo ganhará 50% da receita recorrente (ganhos em tarifas bancárias) de qualquer serviço financeiro contratado nas modalidades BS2 Flamengo ou no banco geral (exceto MG e SP);

    9) Repasses baseados no compartilhamento de tarifas não terão teto – como no caso dos R$ 10 por conta aberta. É aí que a parceria com o Fla deve facilmente gerar bônus adicionais fazendo da mesma extremamente lucrativa, pois bancos são o que são muito por conta de juros e tarifas;

    10) Por fim, caso o abra seu capital em bolsa (IPO) durante a vigência da parceria, o Flamengo ganhará novamente (ou seja, serão valores extras) R$ 10 por conta existente nas ferramentas BS2 geral e BS2 Flamengo.
     

    Perguntas e respostas:

     
    – O que se poderia fazer, bem resumidamente, pra ajudar o Flamengo nisso?

    Abrir conta, ter no mínimo R$ 100 e movimentá-la – procedendo pagamentos, transferências, tudo o que se faz num banco normal.

    – E o que eu achei?

    Inédito, sem precedentes e possivelmente muito lucrativo para o Flamengo.

    – Esse bônus é só sobre as tarifas ou a receita com o spread de juros também será compartilhada?

    Segundo entendi, tarifário mesmo.

    – Como quem mora em São Paulo pode efetivamente ajudar?

    Esperando o lançamento da plataforma Fla/BS2. É nela que a sua conta e sua movimentação gerará repasses para o clube. Deve demorar algo como um mês.

    Você pode já ir abrindo conta no banco e depois solicitar migração pra plataforma do Fla. Mas me parece mais garantido entrar direto

    – 1 milhão e 800 mil contas em dois anos me parece muito ambicioso, mesmo pra nossa torcida. De qualquer forma, não tem muito como comparar os 15 milhões fixos do Bs2 com a Caixa, porque a quantidade de propriedades deles era bem maior.

    Concordo com esta afirmação. De qualquer maneira, não se trata de um mercado “físico” e com barreiras à entrada – como no caso da Carabao. É digital, virtual, podendo ser do tamanho do engajamento da torcida.

    Obviamente, trata-se de um mercado extremamente segmentado e competitivo.

    – O Fla vai receber mais do que o patrocínio da caixa? Foi bom para o clube?

    Definitivamente, acho. Há a possibilidade de o mercado ficar boquiaberto.

    – Torcedores de fora do Rio, BH e São Paulo beneficiarão o Flamengo se abrirem conta no App do BS2 Flamengo?

    Sim.
     

    O conteúdo desta thread veio da live da , com a minha participação, além dos apresentadores e . O programa acontece todas as terças e promete ter cada vez mais informações exclusivas.

    Veja o vídeo: https://www.facebook.com/flasampa/videos/2332563863648147/

     Vinicius Paiva é economista e escreveu em diversos sites, como Globoesporte.com e Teoria dos Jogos

  • Um Flamengo x Peñarol decisivo e decidido no cara e coroa

    Alto verão.

    Época em que fervem balneários litorâneos como a espevitada Punta del Este, que recebe levas maciças de turistas, notadamente brasileiros e argentinos, que desembarcam em busca das festas ferventes, do glamour de seus cassinos e do agito frenético das praias. Tempo em que a cidade uruguaia, abarrotada, percebe-se feliz e irradiada, plena de alegria, ardor. E vida.

    Ocasião, também, para iniciativas que aproveitem esse afluxo de gente. Afinal, nunca é tarde para faturar uns trocados.

    A ideia “do momento” neste início de 1981 é promover um torneio internacional de futebol, ainda na esteira do estrondoso sucesso do Mundialito de Seleções realizado poucas semanas antes em comemoração aos 50 anos da Copa do Mundo, vencido pela Seleção do Uruguai, após uma campanha impecável (duas vitórias categóricas por 2-0 sobre Itália e Holanda e um intenso 2-1 sobre o Brasil de Telê na Final).

     

    Será no Carnaval, no final de fevereiro. Um quadrangular entre duas equipes brasileiras e duas uruguaias digladiando-se em verdadeiros clássicos continentais, que serão possantes chamarizes de público, proporcionando momentos inesquecíveis. E, naturalmente, arrecadações suculentas.

    A escolha dos times uruguaios é natural. Virão o Peñarol, base da Seleção, campeão de 5 das últimas 7 edições do Campeonato Uruguaio (e que vencerá as duas seguintes), e o Nacional, que, em estado de graça, acaba de conquistar o Mundial Interclubes em Tóquio, ao bater por 1-0 os ingleses do Nottingham Forest (pouco antes, conquistara a Libertadores após se impor ao Internacional de Falcão). Duas equipes fortíssimas, que atestam o fulgurante momento do futebol charrua.

    O critério para a escolha das equipes brasileiras também é objetivo. O Grêmio atende ao desejo de se contar com um representante do Sul do País, por uma questão geográfica, em função do grande contingente de turistas egressos dessa região. Ademais, é o atual Campeão Gaúcho e já começa a montar a base do time que enfeixará, dali a pouco, as maiores conquistas de sua história.

    O outro convidado é o atual Campeão Brasileiro, o Flamengo.

    O rubro-negro não vive o que se pode chamar de grande momento. Desfalcado de Zico, Júnior e Tita, que estão servindo à Seleção Brasileira em disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo, e ainda buscando reencontrar o rumo após a inesperada saída de Cláudio Coutinho, o time, agora sob o comando de Modesto Bría, termina sua participação na Primeira Fase do Campeonato Brasileiro com uma campanha pálida, sem em nenhum momento apresentar algo que se assemelhe ao futebol que seu elenco já foi capaz de mostrar. Encontrando enorme dificuldade para se impor a equipes do nível de Sampaio Correa, CRB e Itabaiana, os de Bría chegam a protagonizar um vexame histórico contra o Paysandu em Belém (0-3, jogo em que Raul evita uma goleada ainda maior). O Flamengo se solta apenas contra o Fortaleza, disparando um portentoso 8-0, algo que soa como ponto fora de uma curva que ainda registra chochos empates contra Cruzeiro, Santos (ambos 0-0) e Santa Cruz (2-2 num Maracanã às moscas). Dentre os poucos destaques, o ponta-de-lança Peu que, substituindo Zico, enfim consegue uma sequência de jogos para mostrar seu talento.

    Os jogos acontecerão exatamente no intervalo de uma semana antes do início da Segunda Fase do Brasileiro (em que uma Repescagem definirá os últimos classificados). Uma vez que Punta del Este não dispõe de um estádio de bom porte, as partidas serão disputadas na cidade vizinha de Maldonado. Grêmio x Peñarol e Flamengo x Nacional são os confrontos definidos pelo comitê organizador. Tudo parece caminhar bem. Nada pode dar errado.

    Ledo engano.

    A confusão se inicia quando o Nacional desiste da participação do torneio, irritado com as exigências dos promotores (algo assustados com os relatos sobre o péssimo comportamento de alguns jogadores em terras japonesas). Para substituir os uruguaios, pensa-se no Talleres-ARG, já tendo em vista um confronto com o Flamengo, no que seria a estreia, na equipe argentina, do ponta-esquerda Júlio César “Uri Geller”, que acaba de ser negociado pelos cariocas. No entanto, o Talleres, após considerar a proposta, acaba por desistir praticamente na véspera do torneio. As coisas começam a sair do controle.

    Enquanto a organização do Torneio de Punta del Este bate cabeça para resolver o imbróglio dos participantes, o Flamengo define a delegação que viajará ao Uruguai. E há pesadas baixas. Além de Zico, Júnior e Tita (na Seleção), estão fora Fumanchu e Nunes, lesionados, e Carpegiani, que permanecerá no Rio de Janeiro recuperando a forma física, após voltar de longa contusão. Não é um quadro dos mais animadores para Modesto Bría, que já começa a dar sinais de desgaste com os rumores que apontam para sua demissão. Um mau resultado poderá inclusive, dizem, custar o cargo do experiente paraguaio.

    Tenta-se o Olimpia-PAR e algumas outras equipes de menor expressão, mas nenhuma definição clara se apresenta. Como resultado, o Flamengo embarca para o Uruguai sem saber qual será o seu adversário. Já há rumores de que, caso falhem as tratativas para se fechar o quarto participante, um combinado local será improvisado para enfrentar o rubro-negro. No entanto, na chegada a Delegação flamenga se deparará com uma inesperada mudança de planos.

    Um dia antes do torneio, define-se que um Combinado de Maldonado “tapará o buraco” deixado pelo Nacional. Esse catado enfrentará o Grêmio e, no dia seguinte, Flamengo e Peñarol completarão a rodada que, portanto, é invertida. À boca pequena, comenta-se que uma final entre Grêmio e Peñarol seria mais atrativa em termos de público, até porque o Flamengo está mandando um time muito desfalcado. Irritado, o Chefe da Delegação do Flamengo brada: “não temos culpa se os organizadores não conseguem montar um torneio decente. Mas não há problema. Vamos ganhar do Peñarol e de quem aparecer na nossa frente. Só volto pro Rio com essa taça.”

    Menos boquirroto do que preocupado com seu pescoço, Bría monta uma equipe cautelosa, orientada para atuar em contragolpes. Não por acaso. O Peñarol alinha em sua equipe nada menos que oito jogadores da Seleção Uruguaia. Os destaques são o goleiro Alvez, o vigoroso lateral-direito Diogo, o zagueiro Olivera, o volante Saralegui, o arisco ponta Venancio Ramos e a estrela da companhia, o ponta-de-lança Rubén Paz, eleito o craque do Mundialito que acaba de se encerrar. Paz, mais do que o melhor jogador do Peñarol, é a grande atração de todo o torneio.

    O improvisado Flamengo vai a campo com Raul, Leandro, Luís Pereira, Marinho e Carlos Alberto; Andrade, Adílio e Peu; Lino, Anselmo e Carlos Henrique. E posta-se atrás, como pede Bría. Os uruguaios tentam tomar a iniciativa, mas esbarram no eficiente sistema defensivo montado pelo rubro-negro. Inteiramente anulado por Andrade, Rubén Paz começa a perder a calma, do que se aproveita o experiente Luís Pereira para desestabilizar ainda mais o craque uruguaio. A cautela do Flamengo dura pouco mais de trinta minutos. Percebendo que o adversário não consegue funcionar, o rubro-negro, aos poucos, vai retendo a bola e avançando suas peças. E, em menos de três minutos, cria três chances claríssimas. Na primeira, Peu acerta a trave de Alvez. Logo depois, Andrade, com um balaço, obriga o goleiro uruguaio a realizar uma defesa espetacular. Mas na terceira, não há o que fazer. Numa cobrança de escanteio, Anselmo fulmina, de testa, abrindo o placar. Aos 42’ do primeiro tempo, o Flamengo faz 1-0.

    Na segunda etapa, o rubro-negro, muito mais confiante, entra com atitude bem mais agressiva. E, em apenas 9 minutos, marca os dois gols que definem os números finais. Lino, escorando cruzamento rasteiro de Peu, e depois o próprio Peu, numa belíssima cabeçada, cravam os 3-0 que assombram o baixo público que acompanha a partida. Após o terceiro gol, o Flamengo se limita a fazer a bola rodar, enfurecendo os carboneros, que apelam para algumas jogadas mais ríspidas, aumentando a temperatura da partida, que termina com dois expulsos pelo lado do Flamengo (Carlos Henrique e Luís Pereira, este após um entrevero com R.Paz) e um do Peñarol. No fim, Flamengo 3-0 Peñarol, fora o chocolate e o baile. O rubro-negro está na final do torneio.

    O adversário, para surpresa de ninguém, é o Grêmio, que na véspera aplicara 4-0, em ritmo de treino, sobre o Combinado de Maldonado. É um desfecho que, a se manter a tendência verificada nos primeiros jogos, será garantia de estádio vazio. Com efeito, o jogo entre Flamengo e Peñarol somente contou com um público pouco menos que razoável, quase todo de uruguaios. A partida do Grêmio, nem isso. Os desfalques dos times brasileiros, a desorganização na definição das equipes participantes e a baixa divulgação ajudam a soterrar o êxito da iniciativa. No entanto, ainda há uma final a ser jogada.

    Mas ainda virá mais. Na noite seguinte, Flamengo e Grêmio estão prontos para a decisão, aquecendo no vestiário do acanhado Estádio Universitário de Maldonado. É quando rebenta um temporal de índole diluviana, extinguindo de vez a já tênue hipótese de uma renda minimamente digna. Os promotores do torneio chamam os dirigentes dos dois clubes e, após alguma discussão sobre o destino da cota de US$ 25 mil, decide-se postergar a final do torneio, que será, agora, disputada no Brasil. A questão é: quando.

    Passam-se três meses.

    Fins de maio. Após o término do Campeonato Brasileiro (do qual emergiu Campeão justamente o Grêmio), um novo hiato no calendário nacional possibilita a realização de amistosos pelo país. A Seleção Brasileira, já classificada para o Mundial, está na Europa assombrando público e crônica (atropela, de uma vez, Inglaterra, França e Alemanha). É a oportunidade para encerrar o assunto Torneio de Punta del Este/Maldonado.

    O Flamengo passa por mudanças. Bría (que não resistiu a uma goleada sofrida para o Colorado-PR) dá lugar ao temperamental Dino Sani, que vai tentando dar mais competitividade à equipe enquanto coleciona atritos com alguns jogadores. São negociados Luís Pereira e Fumanchu, chegam o ponta-esquerda Baroninho (ex-Palmeiras), o ponta-direita Chiquinho (revelação do Olaria) e o lateral-direito Nei Dias (XV de Jaú). Após alguns amistosos no interior de Minas Gerais, o rubro-negro embarca para Porto Alegre, local escolhido para a decisão do torneio (o Flamengo tentou levar o jogo para o Maracanã, mas foi convencido que o jogo no Olímpico teria mais apelo, até pelo momento de euforia vivido pela torcida gaúcha).

    Tal como no embate de fevereiro, o rubro-negro apresenta vários desfalques. Estão fora Zico e Júnior (servindo à Seleção), Tita (com uma mialgia), Raul (dores lombares) e Adílio (renovando contrato). Dino Sani, irascível, trata de complicar o quadro já precário: Andrade chega atrasado no último treino antes da partida e é sumariamente afastado. Após a péssima repercussão do caso (Andrade não tem histórico de indisciplina e alegou ter se atrapalhado com o horário), Dino volta atrás e escala o volante. E o time alinha com Cantarele, Nei Dias, Rondinelli, Marinho e Carlos Alberto; Andrade, Leandro (improvisado) e Carpegiani; Chiquinho, Nunes e Baroninho. Uma formação notavelmente defensiva, para enfrentar um Grêmio também desfalcado (Baltazar, Paulo Isidoro, Newmar, Paulo Roberto e Odair estão fora, por motivos diversos). É um jogo que já nasce esvaziado.

    E a atmosfera de esculhambação insiste em seguir irrigando o que brotou errado. A 15 minutos do início, uma queda de energia deixa o Olímpico às escuras. O problema somente é resolvido pouco mais de uma hora e meia depois, quando enfim as equipes iniciam a partida. O Grêmio, como esperado, pressiona bastante, mas esbarra na incompetência em suas finalizações. Mesmo assim, abre o placar, com o zagueiro uruguaio De León. Na segunda etapa, Dino Sani coloca Peu em campo, o Flamengo melhora, equilibra as ações e, já no final, acaba premiado com um gol de Nunes. O empate provoca uma decisão por pênaltis. E o epílogo de uma ópera-bufa.

    Os jogadores começam a executar suas cobranças. E a convertê-las, inapelavelmente. Tiro forte, fraco, colocado, no canto, no meio, no alto, rasteiro, tudo que é pênalti entra no gol. Os goleiros Leão e Cantarele demonstram notável incapacidade de defender os arremates que lhes vão à meta. O tempo vai escoando, e com ele a paciência dos poucos gatos-pingados que insistem em permanecer nas geladas arquibancadas do estádio, e especialmente dos dirigentes. Quando o placar já assinala um exótico 7-7, os Presidentes dos dois clubes invadem o campo e comunicam ao árbitro Roque Gallas que irão resolver a coisa de outra forma: na moeda.

    O árbitro esbraveja, mas é emparedado pelos dirigentes e pelos representantes de Maldonado, que também estão loucos para acabar logo com aquilo. E, como no mais autêntico faroeste western-spaghetti, os Presidentes Dunshee de Abranches e Hélio Dourado põem-se em duelo, frente a frente. Cara, dá Flamengo. Coroa, Grêmio.

    Cara.

    E, por volta da 1 da manhã, o Flamengo vence o Torneio de Punta del Este. Disputado em Maldonado e Porto Alegre. Iniciado em fevereiro e encerrado em maio.

    E, assim, o Flamengo conquista seu primeiro troféu do ano da graça de 1981.

  • Flamengo negocia renovação de Renê; contrato deve ser de três temporadas

    Mesmo com interesse em trazer Filipe Luís, o Flamengo tenta renovar o contrato de Renê, o titular da posição está vivendo o melhor momento com a camisa rubro-negra. O vínculo do lateral-esquerdo com o Fla vai até o fim de 2020, o clube pretende renovar com o atleta por mais três temporadas.  
     
    As partes se reuniram no fim da última semana e a negociação deve ser feita sem dificuldades.  
     
    O lateral foi contratado em fevereiro de 2017, junto ao Sport. Ele já atuou pelo clube em 108 oportunidades, com 4 gols marcados.  
     
    Na última quarta-feira,  Renê foi o autor do primeiro gol do Flamengo no Fla-Flu da semifinal da Taça Rio. 

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal/Flamengo

     

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  • San José e LDU empatam em jogo que teve três gols contra

    San José e LDU se enfrentaram, hoje (2), em Oruro pela 3ª rodada da Libertadores, a partida ficou marcada pelos lances bizarros e o show de gols contra. Só o zagueiro do time da casa, César Mena, marcou contra a própria meta duas vezes e entrou para a história da competição. 

    Como se não bastasse, ainda deu tempo do lateral Christian Cruz, da LDU, marcar contra o próprio patrimônio também.

    Gols contra:

    Aos 40 minutos da primeira etapa, após falta cobrada da esquerda, o camisa 3 tentou tirar de cabeça, mas errou o tempo da bola, que bateu em seu ombro e entrou na meta defendida por Lampe.

    Na segunda etapa, Mena recuou a bola para Lampe, mas não viu que o goleiro saiu em sua direção. O zagueiro entrou para a história da Libertadores, ao ser o primeiro jogador a marcar dois gols contra pelo mesmo jogo na competição.

    Com o empate, a LDU fica em segundo lugar no grupo D, com 4 pontos ganhos e aguarda a partida entre Flamengo e Peñarol amanhã, no Maracanã. Em caso de vitória rubro-negra, o Fla vai a 9 pontos e abre cinco dos equatorianos.

    Já os bolivianos somaram seu primeiro ponto na chave.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução/Conmebol

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  • Flamengo leva vantagem no confronto contra o Peñarol

    Ao todo foram 13 jogos entre brasileiros e uruguaios em toda a história. O confronto é equilibrado, de acordo com o Fla Estatistica, site especializado em números do rubro-negro, foram seis triunfos do Flamengo, cinco do time aurinegro e mais dois empates. O Flamengo marcou 20 gols, o clube de Montevidéu, 15. 

    A última partida realizada entre as equipes, foi em 2006, jogo válido por um torneio local e o Peñarol venceu por 2 a 1.

    Confira os confrontos:

    10/07/1955 – Flamengo 2×1 Peñarol | Torneio Charles Miller de Futebol (Maracanã-RJ)
    23/01/1959 – Flamengo 0x2 Peñarol | Torneio Hexagonal do Peru (Nacional do Peru/Lima)
    01/03/1970 – Flamengo 0x0 Peñarol | Amistoso Internacional (Maracanã-RJ)
    26/02/1980 – Peñarol 0x3 Flamengo | Torneio Internacional Punta Del Leste (Campus Municipal-URU)
    19/10/1982 – Peñarol 1×0 Flamengo | Copa Libertadores da América (Centenário de Montevidéu-URU)
    16/11/1982 – Flamengo 0x1 Peñarol | Copa Libertadores da América (Maracanã-RJ)
    30/06/1983 – Flamengo 3×0 Peñarol | Mundialito de Clubes Campeões (San Siro-ITA)
    25/11/1999 – Flamengo 3×0 Peñarol | Copa Mercosul (Maracanã-RJ)
    09/12/1999 – Peñarol 3×2 Flamengo | Copa Mercosul (Centenário de Montevidéu-URU)
    08/02/2006 – Peñarol 2×1 Flamengo | Taça Cidade de Montevidéu (Centenário de Montevidéu-URU)

    Para os mais supersticiosos vale a lembrança de que o último título continental do Fla, conquistado em 1999, teve o Peñarol pelo caminho, nas semifinais.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação/O Globo

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  • Lucas Paquetá machuca o tornozelo em empate do Milan contra a Udinese, pelo Campeonato Italiano 

    Milan e Udinese se enfrentaram, nesta terça (2), pela 30ª rodada do Campeonato Italiano. Aos 41’ da primeira etapa, Paquetá torceu o tornozelo em disputa de bola e foi substituído sentindo muitas dores.  
     
    O clube não se manifestou sobre a gravidade da lesão, na próxima rodada o Milan encara a Juventus e é provável que Paquetá seja desfalque do time de Gattuso. O jogo será em Turim e é crucial para o rossonero, que luta para conquistar uma vaga na próxima Liga dos Campeões. 
     
    Vale lembrar que o meia foi convocado recentemente para os amistosos da seleção brasileira frente ao Panamá e República Tcheca e marcou um gol, no empate em 1 a 1 contra os panamenhos.

     

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: AFP / Miguel Medina

     

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  • Flamengo entra em acordo com pai de Rykelmo, vítima na tragédia do Ninho do Urubu

    O Flamengo acertou nesta terça-feira com a segunda família das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, que aconteceu no dia 8 de fevereiro. Trata-se de Rykelmo. O clube ainda mantém conversas com as famílias de Vítor Izaias, Samuel, Bernardo e Gedson. 

    Rykelmo tinha pais separados e ambos buscaram o clube para conversas. De acordo com a Justiça, o pai e mãe têm direito por danos morais após a tragédia. 
     
    A negociação com a mãe da vítima foi encerrada na última quinta, pela advogada Gislaine Nunes. A representante prometeu entrar com pedido de intervenção no Ministério Público, além de ações nas áreas cível, contra o Flamengo, e criminal, contra o presidente do clube, Rodolfo Landim. 
     
    “Não teve acordo, não chegamos a um bom termo, e vou entrar com ação, vou entrar com o processo. E não serei boazinha, não.”, declarou a advogada da mãe de Rykelmo.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação/Flamengo

     

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  • Peñarol chega ao Rio e lateral uruguaio elogia Arão, Diego, Bruno Henrique e Arrascaeta

    O Peñarol desembarcou no Rio de Janeiro na tarde desta terça-feira (2), para enfrentar o Flamengo nesta quarta, às 21h30 no Maracanã. E na chegada do clube uruguaio, o lateral-direito Giovanni González conversou com a imprensa e citou alguns pontos fortes da equipe rubro-negra.

    Seu volante central Willian Arão, Bruno Henrique, Arrascaeta, Diego. Vimos um pouco de tudo e no geral sabemos que são uma boa equipe. Deixam os laterais e os volantes muito em cima, que são muito ofensivos. Também se preocupam muito em jogar entre linhas”.

    Os uruguaios treinam ainda nesta terça no local da partida, para realizarem o reconhecimento do gramado. O Flamengo lidera o grupo C com seis pontos, enquanto o Peñarol é o segundo colocado, com três.

    Uma vitória, coloca o Fla muito próximo da classificação. A equipe de Giovanni González precisa vencer para se distanciar de San José e LDU e se aproximar dos brasileiros. Mais de 55 mil ingressos já foram vendidos para a partida.

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    *Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação