Autor: diogo.almeida1979

  • Torcida de momento: a relação do público e dos resultados do clube

    Quais torcidas só comparecem nos bons momentos? Essa relação é complexa e todos os clubes estão reféns do sentimento do torcedor.

    Por Thauan Rocha – Twitter: @thauan_R

     

    É comum vermos torcedores se acusando, dizendo que a torcida X só vai aos jogos quando o time está bem. Pensando nisso, resolvi analisar os 380 borderôs do Brasileirão 2018. Para essa análise, calculei o aproveitamento de cada time nos 4 jogos anteriores a cada partida do Brasileirão, depois foi feita a média de público em cada grupo de pontução, assim podemos entender o quanto o bom momento influencia diretamente no público total. Abaixo segue um exemplo para facilitar a compreensão:

    Tabela 1: Exemplo de aproveitamento anterior aos jogos do Brasileirão 2018. Crédito: Thauan Rocha / Mundo Bola.

    Esse aproveitamento é calculado dando 3 pontos pela vitória e um pelo empate, independente da competição e característica da partida. Não foi levado em consideração o peso de cada competição, pois seria difícil mensurar um valor para cada uma delas. Nesse exemplo significa que o Flamengo obteve 7 pontos nos 4 jogos anteriores ao da 27ª rodada, assim se enquadrado no segundo grupo (4 a 7 pontos). Também foi analisado em relação a posição ocupada no Brasileirão – neste caso, os dados começam à partir da 4ª rodada.

    Partindo então aos números:

    Tabela 2: Relação entre resultados anteriores e público presente no Brasileirão 2018. Crédito: Thauan Rocha / Mundo Bola.

    É de se esperar que a ocupação melhore para quem está em boa fase. Negar esse fato é se enganar. Claro, certas torcidas tem um perfil de dar apoio mesmo quando está em péssima fase, para tentar mudar a realidade do time, porém, mesmo nessas, a queda de público deve ser percebida após algum tempo em tal condição. O resultado geral, com uma diferença grande entre os três grupos (quase 10 pontos percentuais entre cada), mostra bem esse perfil.

    Olhando cada clube, podemos ver que Athletico-PR, Bahia, Internacional, Palmeiras e Vitória tem ocupações constantes. Já América-MG, Atlético-MG, Botafogo, Ceará, Chapecoense, Corinthians, Flamengo, Grêmio, Paraná, Santos, São Paulo e Sport tendem a mostrar o comportamento de melhora com o histórico de resultados.

    Algumas distorções são criadas por motivos diversos. O único jogo em que o Flamengo havia marcado apenas 3 pontos de 12 possíveis, obteve 66,8% de ocupação graças a despedida do ídolo Júlio César. Já o Fluminense teve uma queda quando obteve melhores resultados, isso ocorre porque 2 jogos foram contra Bahia e Paraná, adversários menos interessantes para a torcida tricolor, e o outro, contra o Grêmio, ocorreu no Engenhão.

    Os bons resultados constantes do Palmeiras, e um programa de Sócio-Torcedor muito forte, permitiu ao clube obter um resultado estável, independentemente dos resultados. O Internacional se manteve estável, porém seu pior resultado foi quando estava com uma sequência ruim, na 16ª posição e contra um adversário menos interessante (Chapecoense).

    O Vasco também tem um resultado distorcido, porém isso é explicado pela venda de mando ao Mané Garrincha, onde a torcida Rubro-Negra foi maioria absoluta. Sem este jogo, o resultado seria 48,5%, assim mantendo o resultado estável.

    Claro que o padrão poderiam ser alterado se tivesse como levar em consideração o peso de cada resultado, sejam pelo tempo que passou ou pela competição. Uma vitória há 4 jogos pode não ser tão relevante quando uma derrota há 1 jogo. Assim como o resultado de um jogo de Libertadores é muito mais impactante do que um estadual ou do próprio Brasileirão.

    Agora vamos ver como as torcidas se comportam quanto a posição do seu time no campeonato.

    Tabela 3: Relação entre posição na classificação e público presente no Brasileirão 2018. Crédito: Thauan Rocha / Mundo Bola.

    Novamente podemos ver que o comportamento geral segue o esperado. Claro que ter Flamengo, Palmeiras e Internacional fazendo a maior parte de seus jogos no topo ajuda bastante para que a média geral aumente.

    Nesta visão, os clubes que se mantiveram estáveis foram: Atlético-MG, Athletico-PR, Fluminense, Sport e Vitória. Alguns permaneceram estáveis por quase não saírem (ou não saírem de fato) do mesmo grupo no campeonato inteiro, são eles: Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Paraná e São Paulo. Os que seguiram o perfil de crescimento foram: América-MG, Bahia, Botafogo, Ceará, Grêmio, Internacional e Palmeiras.

    Apesar do Internacional ter feito apenas dois jogos em grupos de posições diferentes, entendo que representam bem o crescimento por posição graças a grande diferença de ocupação entre os grupos. A Chapecoense fez a maior parte dos seus jogos no 4º grupo, mas quando estava entre o 11º e o 15º jogou contra Bahia e Santos, equipes que não geraram tanto interesse.

    No caso do Corinthians, essa melhora da média alcançada nas últimas rodadas pode ser por três fatores: clássico contra o São Paulo na 33ª; jogos aos sábados às 19h; e redução de 18% no preço médio dos ingressos em relação as rodadas anteriores. Já o Santos teve uma queda, apesar de terem dois clássicos entre as rodas no 2º grupo, devido à realização de jogos no Pacaembu (maior capacidade e público presente, porém baixa ocupação), resultados anteriores ruins e horário diferenciado – o jogo contra a Chapecoense foi realizado numa segunda no Pacaembu.

    De forma impressionante, o Vasco obteve um resultado inverso do esperado, porém cabe destacar que na 5ª rodada, quando estava em 2º lugar, jogou contra o Vitória. Já na rodada 25 foi realizado o clássico contra o Flamengo em Brasília quando o time estava em 16º, sem este jogo a ocupação média seria 56,4%, valor próximo da média geral.

    Determinar o que levou a torcida ao estádio é extremamente difícil, são diversos parâmetros subjetivos e outros mais pragmáticos. O objetivo aqui não é encontrar uma verdade absoluta, é ter uma noção do perfil de torcedor do brasileiro e trabalhar com isso para melhorar as ocupações. Se o time está em mau momento, talvez seja a hora de baixar o preço do ingresso e de fazer campanhas de marketing, o que não podemos é deixar os estádios vazios.

    E, por fim, se falarem que sua torcida só vai na boa, saiba que todas são assim, em maior ou menor grau.


     

    [box type=”bio”] Thauan Rocha, 23, é estudante de engenharia química, alagoano e gosta de analisar números para entender o Flamengo e o futebol brasileiro. [/box]

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  • Ainda lesionado, Flamengo adia despedida de Juan para o Brasileiro

    Em reunião que ocorreu na última segunda-feira, ficou definido que o zagueiro Juan se aposenta dos gramados na partida frente ao Cruzeiro, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O veterano de 40 anos tem contrato até o fim de abril. O jogo será realizado no próximo dia 27, às 21h, no Maracanã.

    Coincidentemente, Juan fez sua primeira partida oficial pelo Flamengo contra um adversário de Minas Gerais. Em 8 de agosto de 1996, o Flamengo venceu o Atlético-MG por 2 a 1, pela segunda rodada do Brasileirão daquele ano, a partida ficou marcada pela estreia de um dos maiores zagueiros da história do clube: Juan.

    “Na época, eu já estava contente apenas pelo fato de estar integrado ao grupo profissional, eu ainda era muito novo. Devido a alguns problemas de contusão no elenco, acabei recebendo minha oportunidade nessa partida, e jogos como esse são sempre importantes. Foi um dia muito especial e fiquei feliz por ter feito minha estreia com uma vitória”, recordou o zagueiro.

    A priori, Juan disputaria a última partida da carreira no segundo jogo da finalíssima do Carioca, mas o veterano sofreu nova lesão e por isso a programação será parecida com a de Júlio César. O goleiro disputou apenas uma partida no Campeonato Brasileiro do ano passado, contra o América-MG, no Maracanã. 

    Na ocasião, Juan se emocionou bastante ao lado do amigo e já dizia: 

    – Está chegando a minha hora também. 

    Maior zagueiro-artilheiro da história do Rubro-Negro, ao lado de Junior Baiano, com 32 gols, Juan soma 331 jogos pelo Fla. Em 23 anos de carreira, o zagueiro vestiu apenas outras quatro camisas: Bayer Luverkusen, Roma, Internacional e da Seleção Brasileira.  

    Ficha Técnica:

    Nome: Juan Silveira dos Santos
    Nascimento: 01/02/1979
    Altura: 1,83m
    Pé: Destro

    Títulos:

    Pelo Flamengo: 1 Copa Mercosul, 1 Copa Ouro Sul-Americana, 1 Copa dos Campeões, 5 Estaduais, 4 Taça Guanabara, 3 Taça Rio.

    Roma:  1 Copa Itália e 1 Supercopa Italiana.

    Inter: 3 Estaduais.

    Seleção: 2 Copa América e 2 Copa das Confederações.

     

     

    Créditos na imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo


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  • Flamengo recebe o Corinthians pelo segundo jogo das quartas de final do NBB

    O Flamengo pega o Corinthians, nesta quarta-feira, às 20h, no segundo jogo da melhor de cinco nas quartas de final do NBB. O jogo será no Tijuca Tênis Clube, e em caso de vitória, o Fla pode conseguir a classificação para as semifinais em casa, já que a terceira partida também ocorre no Ginásio. 
     
    Os clubes se enfrentaram em apenas três ocasiões no NBB, todas na atual temporada e o Mais Querido venceu todos os duelos. No primeiro, vitória por 72 a 64, o destaque ficou com Marquinhos que na ocasião anotou 16 pontos. 
     
    O segundo embate foi em São Paulo, no Ginásio Wlamir Marques. Mesmo assim o Flamengo não tomou conhecimento do Alvinegro e venceu por 91 a 68, Marquinhos com 22 pontos e Balbi com 19 foram os destaques daquele jogo.  
     
    O terceiro e último jogo foi o primeiro desta série. A partida também aconteceu em São Paulo e o Flamengo também venceu com um placar mais dilatado: 92 a 73. Mas, desta vez, o destaque não ficou com os conhecidos Varejão, Marquinhos, Olivinha ou BalbiNesbitt foi o nome do jogo.  

    A partida terá transmissão do Fox Sports.

    Você pode adquirir o ingresso para a partida acessando o link:

    https://www.guicheweb.com.br/flamengo

    Quem passar neste duelo encara o vencedor de Botafogo e Pinheiros, o Alvinegro lidera a série por 1 a 0.

    Créditos na imagem destacada: Divulgação/Beto Miller

     

     


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  • Bruno Henrique iguala marca de Diego Ribas no Flamengo

    Que Bruno Henrique vem sendo intitulado como o ‘Rei dos clássicos’ neste início de temporada, todo mundo já sabe. O atacante atingiu marca impressionante no Campeonato Carioca 2019: em sete clássicos, marcou seis gols, sendo dois em cada rival. Na sua estreia, entrou no intervalo e marcou dois no Botafogo. Contra o Fluminense, mais dois, pela Taça Rio. E agora, na final do Carioca, mais dois tentos, contra o Vasco.

    https://twitter.com/FlamengoNumeros/status/1117950593383968768

    Além do camisa 27, apenas mais um jogador do atual elenco do Flamengo fez gol nos três principais rivais cariocas. Trata-se do camisa 10, Diego Ribas. O meia, em 2017, marcou gols contra o Vasco (1×0, no Carioca), Fluminense (2×2 no Brasileiro e 3×3 pela Sul Americana) e Botafogo (1×0, pela Copa do Brasil).

    Créditos na imagem destacada: Alexandre Vidal/Flamengo

     


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  • Em busca de volantes, Fla tem interesse em Ramires e mira mais três jogadores; confira

    O Flamengo irá buscar para o segundo semestre as contratações de um segundo volante, um zagueiro e um lateral-direito, e para a posição de meio-campista o nome do volante Ramires, ex-Chelsea, é o desejo da diretoria rubro-negra. De acordo com o jornalista da ESPN, Mauro Cézar, o atleta que já foi campeão da Champions League e atualmente está no Jiangsu Suning-CHI, ficará livre no mercado no final do ano, mas os cartolas do Fla esperam que Ramires possa ser liberado em julho, e sem custos. A expectativa é que a situação seja parecida com a de Diego, que em 2016 obteve liberação do Fenerbahce, com o clube turco concordando com a rescisão de seu contrato aproximadamente uma temporada antes do previsto. Ramires tem 32 anos.

    Plano B, C e D

    Caso a negociação com Ramires não evolua, o Fla tentará avançar nas conversas com o Eric Ramires, do Bahia, Richard, do Corinthians ou Thiago Mendes, do Lille. A informação é do site GloboEsporte.com.

    Com o volante do Bahia já houve sondagem, porém o clube baiano pediu um valor de 10 milhões de euros para negociar sua promessa de 18 anos. O Tricolor tem interesse no lateral Rodinei do Fla, com isso, este valor pode ser abatido se o jogador rubro-negro for envolvido na negociação.

    Sobre Richard, o jogador chegou no Corinthians nessa temporada contratado junto ao Fluminense, clube que Abel Braga treinou na temporada passada. O atual comandante do rubro-negro indicou o atleta, por conhecer suas características. Com 25 anos, o volante é reserva no clube paulista.

    Já a situação de Thiago Mendes é um pouco mais complicada. O jogador atua no Lille, da França e não tem interesse no momento em voltar ao futebol brasileiro. Thiago tem 27 anos e já jogou no Goiás e São Paulo.

     

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    Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Chelsea/Divulgação

  • Próximo do título, Flamengo chega a 11 jogos de invencibilidade contra o Vasco

    O Flamengo está muito perto de ser Campeão Carioca pela trigésima quinta vez em sua história. O Rubro-Negro venceu no último domingo (14), o seu rival Vasco por 2 a 0 na partida de ida da decisão, ampliou sua invencibilidade no confronto e encaminhou o título. A equipe de Abel Braga pode empatar ou até perder por um gol de diferença, que levantará o troféu no domingo de Páscoa.

    Na última vez que o Vasco venceu o Flamengo, o Cruz-Maltino aplicou o placar que necessita neste ano para levar a decisão para os pênaltis: 2 a 0. A partida marcou a semifinal do Estadual de 2016 e foi disputada em Manaus. De lá para cá, foram 11 jogos, com três vitórias do Fla e oito empates.

    Herói do primeiro jogo da final com dois gols, Bruno Henrique está suspenso por ter recebido seu segundo cartão amarelo e desfalcará o Rubro-Negro na partida de volta, no Maracanã. A tendência é que o novo quarteto seja formado por Everton Ribeiro, Arrascaeta, Diego e Gabigol.

     

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    Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação

  • Vasco 0 x 2 Flamengo: o que os comentaristas falaram sobre a decisão

    O Flamengo largou na frente nos primeiros 90 minutos da decisão do Campeonato Carioca. Com grande atuação do seu quarteto ofensivo e Bruno Henrique fazendo história. Saiba o que os principais comentarista do rádio e da televisão falaram a respeito da partida.

     

    Eraldo Leite (Rádio Globo)

    O Flamengo venceu demonstrando o que foi sua superioridade. Podia ter saído mais um gol. Ficou de bom tamanho esse dois a zero. Tem segundo jogo. Tudo pode acontecer. A gente já viu de tudo no futebol. Ainda que houvesse uma goleada do Flamengo sobre o Vasco, seria possível inverter a situação. O Flamengo foi muito superior o tempo inteiro. No primeiro tempo até finalizou menos. Teve poucas oportunidades reais de gol. Mas essa superioridade comprovada pelos números, resultou no seu poder de pressionar o adversário e criar oportunidades de gol.

     

    Mauro Cézar Pereira (ESPN Brasil)

    Esse jogo foi marcado por obviedades. Número 1: o Flamengo tem obrigação de ser campeão carioca. Clássico uma pinoia. Time do Vasco é fraquíssimo e sob um comando ruim do Alberto Valentim. Mal treinado, sem repertório nenhum, sofrível. Chegou à final porque alguém tem que chegar. O Flamengo com o investimento que tem, tem a obrigação de ser campeão em cima desse time do Vasco. O Arrascaeta titular é óbvio também. Não acontece há mais tempo pela teimosia do técnico. No jogo mais difícil do ano, contra o Peñarol, ele não jogou. O Diego tem que ser no Flamengo o que o D’Alessandro é no Internacional: um jogador experiente, um camisa 10 que vai entrar em alguns jogos. Começa a haver uma boa combinação entre o Arrascaeta e o Everton Ribeiro. O jogo não foi fácil como parece. Por incompetência do Flamengo o primeiro tempo. Chutou uma bola no gol apenas. E o último lance do primeiro tempo. O Flamengo pressionou a saída de bola e o Vasco não consegue trocar três passes para sair dessa marcação. É um time sofrível.

     

    Paulo Nunes (Premiere/Sportv)

    Foi o melhor jogo do Flamengo na temporada. Não foi que o Vasco não conseguiu jogar. O Flamengo que não deixou o Vasco jogar. Adiantou a marcação desde o começo da partida. Adiantando o Arão para marcar o Lucas Mineiro, que não conseguiu sair com a bola, e o Raul menos ainda. Os laterais do Vasco não passaram, principalmente o Cáceres, que ficou muito preso porque tinha o Bruno Henrique do lado, às vezes o Arrascaeta e o Gabigol. Essas mexidas que o Flamengo teve na partida tiveram a cara do Abel.

     

    Washington Rodrigues (Rádio Tupi)

    Não gostei do primeiro tempo. O Flamengo teve mais a bola mas não houve objetividade. Em 45 minutos, tivemos um chute no alvo, dado pelo Everton Ribeiro. O futebol está sendo jogado assim. Nessas decisões de 180 minutos é sempre um com medo do outro. Nós estamos jogando um futebol aqui no Brasil em câmera lenta. Uma rotação diferente. Hoje assisti Liverpool x Chelsea numa intensidade os 90 minutos. Aqui a gente não vê. É furada, passe errado de dois metros. Futebol brasileiro parece que só tem 45 minutos. Segundo tempo foi totalmente diferente do primeiro. Esquentou. Não foi um baita jogo, mas tem o seguinte: só o Flamengo jogou. O Vasco não jogou nem mal nem bem. O Vasco não jogou. Uma decisão e o Diego Alves não fez uma defesa. Tomou o primeiro gol e parece que foi um soco na ponta do queixo. Parou de jogar. Podia ter sido três a zero se um não tivesse sido mal anulado. Se o Flamengo insistisse poderia ter feito mais. O Vasco simplesmente abandonou o jogo.

     

    Gian Oddi (ESPN Brasil)

    Indiscutivelmente, a gente tem visto já nos últimos clássicos o Flamengo tomando a iniciativa, indo pra cima, fazendo o que tem a obrigação de fazer, com os jogadores que tem, com a diferença de elenco que tem em relação aos seus adversários no Rio de Janeiro. Flamengo dominou o jogo e mereceu a vitória. O Vasco foi muito mal e não conseguiu causar perigo em momento algum. O 2×0 ficou de bom tamanho e acho que poderia ter sido mais. E aí a gente parte, depois dessa avaliação coletiva do Flamengo, pra avaliação individual. E aí não tem gente. Nem acho que o Arrascaeta tenha feito um primeiro tempo tão bom mas no segundo cresceu muito e foi determinante para os gols e acaba saindo como destaque porque havia um holofote muito grande em cima dele. talvez tenha ganhado essa posição que não dá nem para dizer que é a posição do Diego, né? A gente viu o Arrascaeta jogando mais pela esquerda com o Everton jogando centralizado na posição que é do Diego. Gabigol pela direita e o Bruno Henrique de centroavante. Tinha muita gente reclamando da posição do Bruno Henrique, mas ele acaba fazendo não dois mais três gols, embora apenas dois fossem validados.

     

    Zinho (Fox Sports)

    O Flamengo pode encarar o Vasco com time reserva. Já encarou. Esse elenco que o Flamengo tem. Se você coloca todos no segundo jogo da decisão e perde jogadores importantes para o jogo da Libertadores e perde o jogo lá e deixa a classificação para a última partida. Tem uma semana agora para descansar. Mas do jogo do Vasco para o outro o tempo é bem menor.

     

    André Kfouri (ESPN Brasil)

    Eu acho que o Vasco vai sofrer muito. Não vejo nenhuma, nenhuma, do Vasco dá a volta no Flamengo nessa decisão. (…) A gente vem falando das convicções e das escolhas do Abel, em relação ao Arrascaeta, Arão e tal… Na quinta-feira (contra o San José), aconteceu um problema de afunilamento, os jogadores de lado estavam com o chamado pé invertido. Naturalmente o movimento era do lado para dentro. A bola não girou. Estou falando do primeiro tempo. Hoje começaram de um jeito, foi feita a inversão mas tem uma coisa: o Abel não pensa no Gabriel como centroavante. Está clara essa decisão. Eu acho que ele enxerga o Bruno Henrique como uma cara que tem mais condição de disputar, de ser referência, de ser o homem da bola aérea. O que eu quero ressaltar é que são tantas as opções que ele tem, pela qualidade e quantidade dos jogadores muito acima da média que ele tem para usar nessas funções que é de supor que o Flamengo deveria estar exibindo algo mais, ainda no campeonato estadual.

     

    Lédio Carmona (Premiere/SporTV)

    Todas as mudanças do Abel deram muito certo. A decisão inicial de escalar o Arrascaeta no lugar do Diego e as trocas no segundo tempo. O que não deu errado para o Vasco, no fim das contas, foi o placar. Do jeito que foram as coisas no segundo tempo, poderia ser bem pior. O Vasco ainda vai com uma certa vida para o segundo jogo mas pelo que jogou aqui hoje é muito difícil pensar na possibilidade de reverter. Vai ter que jogar muito mais.

     

    Dé Aranha (Rádio Globo)

    Taticamente, os times até podem ser escalados parecidos. Mas vamos falar sério: pra mim o sistema defensivo do Vasco é melhor do que o do Flamengo. Agora, do meio pra frente, é sacanagem a gente fazer uma comparação técnica. E para completar o expediente, o De Arrascaeta, tão cobrado por todos, foi colocado em campo. E não foi no lugar do Diego. Mas houve uma série de mexidas no time do Flamengo. O Gabigol veio para o lugar do Everton Ribeiro. O Everton Ribeiro foi para o lugar do Diego. O Arrascaeta foi para a ponta esquerda. E de centroavante quem jogou foi o
    Bruno Henrique, que diante do San José jogando nessa função, não jogou mal mas foi quem destoou um pouco. Mas hoje não. Teve intensidade o tempo todo.

     

    Zé Elias (ESPN Brasil)

    Gostei do Flamengo. Teve essa variação tática com o Bruno mais centralizado. Eles tiveram muita movimentação. Nós vimos o Gabriel por dentro também. O Arrascaeta por dentro e o Everton por fora e o Bruno pelo lado direito. Essa movimentação toda dificultou muito para a defesa do Vasco porque não tinha a referência, por conta dessa movimentação, e aí a defesa não consegue se armar, o meio-campo, sabendo disso, tem que encontrar um posicionamento para fazer que essa bola não chegue à defesa e ataque do Vasco foi nulo. O Flamengo jogou da maneira que desejava e teve o controle total do jogo. Faltou um pouco de capricho nos últimos passes dentro da área. Tem que arriscar mais de fora da área para condicionar o adversário a sair um pouco mais para evitar e ter uma certa facilidade.

     

    Edmundo (Fox Sports)

    A camisa do Vasco é gigante. Merece todo o respeito. É chamado o time da virada. Mas para isso é preciso jogar com onze. E hoje não jogou com onze. Uns dois, três ali não tocaram na bola. Escolhas do técnico. Foram presas fáceis.

     

    Eduardo Tirone (ESPN Brasil)

    A diferença de um time e de outro já imensa, do ponto de vista técnico. Final, clássico, sempre se imagina que o time que é mais fraco possa dar uma enroscada. Como o Fluminense. Mas o Fluminense tem mais ideia de jogo. Eu acho muito difícil o Vasco conseguir vencer esse campeonato. E se acontecer, é uma tragédia para o Flamengo, depois de fazer uma vantagem dessa, conseguir perder um título desse. O Flamengo tem a obrigação de vencer.

     

    Eugênio Leal (Fox Sports)

    O Flamengo dominou amplamente. Diante de um rival mais fraco tecnicamente. Mas eu achei que o Abel mexeu demais no time. Tanto que no primeiro tempo o Flamengo, embora tenha dominado, não conseguiu traduzir isso em gol. Muita gente pensa no Arrascaeta jogando por dentro, no lugar do Diego. Ele construiu sua carreira jogando pelos lados do campo. Inicialmente pela direita, no Defensor-URU. E no Cruzeiro muito mais pela esquerda. Claro que eventualmente ele pode jogar por dentro. Me parece que ele se sente mais à vontade pelo lado do campo. Então para o Arrascaeta entrar no time, ele não pode ter o Bruno Henrique, que ocupa aquela faixa esquerda. Então ele (Abel) tira o Bruno Henrique dali, bota de centroavante, ora trocando com o Gabriel, que começou pela direita e trocava como o Bruno Henrique o tempo inteiro. E tirou da direita o Everton Ribeiro para o lugar do  Diego. Mexeu em muitas peças. Talvez o time tenha demorada a se entender com isso daí. Mas indiscutivelmente foi melhor do que o Vasco, mais intenso, marcou melhor a saída de bola, dificultou demais a vida do Vasco para trocar passes. E chegava toda hora. Primeiro tempo muito afobado, errando passes decisivos. No segundo tempo as coisas aconteceram com mais tranquilidade.

     

    Sálvio Spinola (ESPN Brasil)

    A polêmica está no gol anulado. O árbitro foi lá olhar (para o VAR). Werley tenta tirar a bola e o assistente valida o gol. O árbitro vai olhar no monitor. É um lance de interpretação. É um lance de uma complexidade, no que diz respeito à mudança da regra. O que diz a regra como exceção? Vamos tirar o Werley e colocar o goleiro… Quando o Renê chuta é indiscutível que o Bruno está em posição de impedimento. Mas a bola vai em direção ao Werley. O Werley não salva o gol. A bola iria para fora. Se é o goleiro ou qualquer zagueiro que está dentro do gol e espalma ou defende o gol, salvando o gol e a bola vai para o Bruno Henrique, é impedimento. O que é importante aqui? O Werley agride a bola, vai de encontro a ela. Deixa de ser um desvio acidental e é um passe. Antigamente teria que ter uma intenção, que seria um recuo para o goleiro. Mas isso mudou. O bandeira Tiago Correa, de alto nível inclusive, bem posicionado, vê que o Bruno Henrique está impedido e mesmo assim corre para o meio. Ele tem certeza que o gol é legal.

     


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  • Vasco 0 x 2 Flamengo e o incrível e inédito feito de Bruno Henrique

    Bruno Henrique marcou dois gols, teve outro mal anulado e se tornou artilheiro do Carioca pelo Flamengo. Mas isso ainda não foi tudo.

     

    Com os dois gols diante do Vasco no primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca 2019, Bruno Henrique se tornou o artilheiro do campeonato e ainda alcançou um feito inédito na história do futebol carioca: o camisa 27 marcou dois gols em uma mesma partida contra todos os grandes do Rio em um mesmo ano.

    Depois de uma negociação demorada com o Santos, que contou com diversas reviravoltas e até um anúncio de desistência de Marcos Braz, vice-presidente de Futebol do Flamengo, Bruno Henrique estreou contra o Botafogo de uma forma arrebatadora: entrou no segundo tempo e precisou de apenas 25 minutos para virar a partida.

     

     

    Dois meses depois a vítima foi o Fluminense. Bruno Henrique estava mais do que inspirado. Marcou os dois primeiros gols da partida e deu assistência para o terceiro, de Gabriel. Fernando Diniz poupou a maioria dos seus titulares mas mesmo assim o Fluminense foi valente e por pouco não empata o jogo, que terminou com o placar de 3 x 2.

    De qualquer forma, a atuação de Bruno Henrique chamou mais uma vez a atenção de toda a torcida e calou os críticos que acharam que o investimento de R$ 23 milhões no atleta tinha sido alto.

     

     

    O melhor ainda estava por vir. Faltava o Vasco. E BH tinha guardado mais um “doblete”, expressão espanhola que indica quando um jogador marca dois gols em uma mesma partida de futebol, para a posteridade.

    O primeiro tempo no Engenhão foi de pleno domínio do Flamengo, porém, o ataque rubro-negro, formado dessa vez por Arrascaeta, Everton Ribeiro, Gabigol e Bruno Henrique, não conseguia concluir muito bem. Foram diversas jogadas que envolveram o time cruzmaltino que não terminaram bem. Faltava o arremate final.

    O segundo tempo começou como terminou o primeiro, com um Flamengo mostrando a mesma virtude e vontade, entretanto, as jogadas já começavam e terminavam com arremates perigosos. O gol estava amadurecendo. O Vasco era bombardeado também com jogadas aéreas, onde os jogadores rubro-negros mais defensivos, como Arão e Rodrigo Caio, conseguiram cabeceios perigosos.

    E foi justamente na base da pressão pelo alto que o personagem da noite começou a fazer a sua história. Após escanteio cobrado por Everton Ribeiro, Bruno Henrique desvia no primeiro pau mas a zaga adversária tira. A bola encontra Arrascaeta que, do bico da grande área, levanta novamente para a pequena área, onde encontrou Danilo Barcellos. O lateral-esquerdo corta mal e a preciosa sobra para o camisa 27 do Mengo mandar pra rede.

    Aos 25 minutos, foi a vez do VAR entrar em ação para prejudicar o Flamengo. Após cruzamento de Pará, Renê pega a sobra de Fernando Miguel e Bruno Henrique conclui para gol impedido. Acontece que a bola bate antes no zagueiro Werley, iniciando nova jogada. Não foi assim que o árbitro da partida, Rodrigo Nunes de Sá, mesmo após rever a jogada na televisão à beira do gramado, interpretou o lance.

    Bruno Henrique comentou o lance após o jogo, ao passar pela zona mista do Estádio Nilton Santos: “Estou feliz mais uma vez. Fiz três para valer dois, né? Estou abençoado nesse estádio”.

    Finalmente o time chega ao lance que coloca o nome de Bruno junto a tantos outros na imensa galeria de glórias e estatísticas impressionantes do Flamengo. Arrascaeta, também em grande noite, toma a bola do lateral-direito Cáceres e cruza rasteiro da linha de fundo para a pequena área. Fernando Miguel corta para frente e novamente Bruno Henrique, como um legítimo centroavante, coloca para o fundo gol. Oitavo gol do jogador, que se torna artilheiro isolado da competição, o sexto diante dos chamados grandes do Rio, onde cada um foi presenteado com dois.

    Como o jogador está suspenso para a segunda partida da decisão, assim se encerra, com chave de ouro, a participação do atacante no Estadual 2019: o primeiro jogador da história do Flamengo a marcar dois gols em jogos contra os três rivais no mesmo ano. E ainda estamos apenas no mês de abril…

     

     

    Com apoio de Rodrigo Rötzsch.

    Imagem destacada: Alexandre Vital / Flamengo


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  • Flamengo atropela o Corinthians pelas quartas de final do NBB e abre vantagem na série

    Flamengo e Corinthians duelaram, hoje, no Ginásio Wlamir Marques, em São Paulo. O Rubro-Negro comandado por Nesbitt virou a partida sobre o Timão e venceu por 92 a 73 a primeira partida da série. 
     
    O Orgulho da Nação perdeu o primeiro quarto por 22 a 20, mas os comandados de Gustavo de Conti reagiram e confirmaram o favoritismo sobre a equipe paulista. Já no segundo quarto o Fla virou o placar e administrou a vantagem.  
     
    Mas foi do terceiro quarto em diante que o Flamengo obteve tranquilidade e foi ampliando a diferença no placar. Faltou pouco para o Rubro-Negro abrir 20 pontos sobre o adversário.  
     
    – Abrimos uma diferença grande no final, mas isso não mostra a realidade do jogo. Foi complicado, com muitas trocas de liderança. Soubemos ter tranquilidade. A parte física pesou bastante. Nós sobramos no último período neste aspecto. E quem entrou, foi muito bem – ponderou o técnico Gustavo De Conti. 
     
    Outro destaque do Mais Querido foi o ala-pivô Olivinha, que se tornou o primeiro jogador a alcançar 3 mil rebotes na história do NBB.

    Flamengo e Corinthians duelam agora no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, na próxima quarta-feira, às 20h. 

     

     


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  • Com gol de Raiza, Flamengo/Marinha mantém 100% e liderança no Brasileiro Feminino

    Mais um triunfo! Jogando em casa, no Estádio da Gávea, o Flamengo/Marinha venceu, neste sábado (13), a equipe do Audax pelo placar de 1 a 0, com gol da atacante Raiza. Foi a quarta vitória em quatro jogos da equipe no Campeonato Brasileiro Feminino A1 2019.

    Superior durante toda a partida, o Flamengo abriu o placar somente aos 15 minutos do segundo tempo. A camisa 16 Raiza recebeu passe de Flávia e chutou de canhota, entre as pernas da goleira do Audax. Foi o sexto gol da atleta na temporada, mantendo a liderança na artilharia da competição.

    Com o resultado, o Flamengo/Marinha chega aos doze pontos em doze disputados e assume novamente a liderança do Campeonato, junto com a equipe do Santos. Vale destacar que a equipe Rubro-Negra é a única que ainda não sofreu gols na competição. 

    O técnico Ricardo Abrantes escalou o Flamengo/Marinha da seguinte maneira: Kaká; Rayanne, Andressa, Day (Karen) e Fernanda Palermo; Ju, Sâmia Pryscila e Gaby; Raiza (Pâmela), Flávia e Larissa.

    Créditos na imagem destacada: Marcelo Cortes/Flamengo


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