Autor: diogo.almeida1979

  • Gabigol rebate jornalista que diz que ele “está se revelando um problema” para o Flamengo

    Gabigol comemora o gol contra o CSA, que o transformou no maior goleador do Flamengo nesta temporada. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

    O atacante Gabriel Barbosa marcou na última quarta-feira seu quinto gol no Campeonato Brasileiro e o 14º na temporada. Com isso, tornou-se o atilheiro geral da competição, ao lado de Eduardo Sasha, do Santos, e Everaldo, da Chapecoense, e também o principal goleador do Flamengo no ano, superando Bruno Henrique, que tem 13.

    Tal desempenho, porém, não parece ser o suficiente para convencer o jornalista Aydano André Motta, que afirmou no programa Acabou a Brincadeira, do Sportv, que o Flamengo “precisa de uma opção consistente para o seu ataque, porque o Gabigol não está resolvendo o problema”.

    O trecho foi reproduzido na conta do Twitter do Sportv, o que mereceu uma resposta do atacante rubro-negro.

    Gabigol marcou até agora 14 gols em 26 jogos no ano (média de 0,54 por partida). No ano passado, quando foi artilheiro do Campeonato Brasileiro, marcou 27 vezes em 52 partidas (média de 0,52). No total da sua carreira, o atacante tem 101 gols em 251 jogos (média de 0,40).

  • 2013, 2014 e 2018: Flamengo não teve bons resultados nos pós-Copas

    Depois de nove rodadas, o Campeonato Brasileiro foi paralisado para a disputa da Copa América que se inicia nesta sexta-feira (14), e nos últimos três recessos dos clubes, o Flamengo não retornou com bons resultados.

    2013

    Após a parada para a Copa das Confederações, o Rubro-Negro teve no Brasileirão uma vitória, dois empates e duas derrotas.

    Na época comandado por Mano Menezes, o Fla empatou com o Coritiba no Mané Garrincha em 2 a 2, e com o Botafogo por 1 a 1 no Maracanã. Derrotou o Vasco em Brasília por 1 a 0 e perdeu para o Inter (1 a 0) e Bahia (3 a 0), ambos fora de casa.

    Vitória: 1 | Empates: 2 | Derrotas: 2

    2014

    Ao término da Copa do Mundo no Brasil, o Flamengo voltou sofrendo três derrotas em cinco jogos. A equipe comandada por Ney Franco era o último colocado, e perdeu para o Athletico-PR (1 a 0 no Moacyrzão), Inter (4 a 0 no Beira-Rio) e Chapecoense (1 a 0 na Arena Condá).

    Após os réves, Vanderlei Luxemburgo foi contratado e o Mengo venceu o Botafogo e Sport no Maracanã por 1 a 0.

    Vitória: 2 | Empates: 0 | Derrotas: 3

    2018

    Mesmo a parada acontecendo no ano em que o Flamengo já investia pesado em seu elenco, o retorno após a Copa da Rússia não foi um dos melhores. A equipe que liderava o Brasileiro naquela altura, retornou com duas derrotas, um empate e duas vitórias.

    Comandado por Maurício Barbieri, o Mengo venceu o Botafogo (2 a 0) e Sport (4 a 1) ambos no Maracanã, mas foi derrotado pelo São Paulo (1 a 0 no Rio) e Grêmio (2 a 0 na Arena). Ainda teve um empate com o Santos na Vila, em 1 a 1. Estes resultados foram determinantes para que o São Paulo e Palmeiras se aproximassem do então líder Flamengo no segundo turno. O Palmeiras acabou sendo campeão, e o Rubro-Negro vice.

    Vitória: 2 | Empates: 1 | Derrotas: 2

    Este ano

    O Flamengo de Jorge Jesus irá voltar aos trabalhos após a Copa América, na Copa do Brasil. O clube enfrenta o Athletico-PR no jogo de ida das quartas, dia 10 de julho, na Arena da Baixada. No Brasileiro, a equipe é a terceira colocada, e enfrenta nos cinco primeiros jogos após a paralisação, as seguintes equipes: Goiás (C), Corinthians (F), Botafogo (C), Bahia (F) e Grêmio (C).


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    Foto: Divulgação

  • Na pausa para a Copa América, Flamengo tem 3 jogadores na seleção da Bola de Prata

    Gabigol e Everton Ribeiro: os dois têm as maiores médias do Flamengo na Bola de Prata 2018. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

    Mais tradicional premiação para o desempenho individual de jogadores no Campeonato Brasileiro — entregue desde a primeira edição, em 1971 — a Bola de Prata (antigamente concedida pela Placar e atualmente pela ESPN) tem três jogadores do Flamengo em sua seleção do campeonato no intervalo para a Copa América.

    Na Bola de Prata, jornalistas que fazem parte do júri do prêmio concedem notas à atuação dos jogadores em todas as partidas. Os jogadores com as maiores médias em cada posição recebem o prêmio ao fim do campeonato. O jogador com a maior média geral recebe a Bola de Ouro.

    Atualmente, o atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, artilheiro do campeonato, é o jogador mais bem colocado do Flamengo na disputa pela Bola de Ouro. Ele tem a quarta maior média geral do campeonato, 6,21, atrás de três jogadores do Palmeiras: o zagueiro Gustavo Gómez, o lateral-direito Marcos Rocha e o meia-atacante Dudu, que lidera a disputa. O artilheiro busca a sua segunda Bola de Prata consecutiva, já que, jogando pelo Santos, recebeu o prêmio de melhor centroavante no campeonato passado.

    Além de Gabigol, também estão na seleção o zagueiro Rodrigo Caio (média de 5,97, segunda maior na posição, atrás somente de Gustavo Gómez) e o meia Éverton Ribeiro , líder da sua posição, com média de 6,12.

    O Flamengo é o segundo time com mais integrantes na seleção, atrás somente do líder Palmeiras, que tem 6 (Weverton, Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Felipe Melo, Bruno Henrique e Dudu). Completam a seleção o lateral-esquerdo Jorge, formado na base do Flamengo e atualmente no Santos, e o meia Cazares, do Atlético-MG.

    Além dos três selecionados, o Flamengo ainda tem mais três jogadores entre os cinco primeiros em sua categoria: Diego Alves é o quarto melhor entre os goleiros; Renê, que ganhou o troféu no ano passado, está em quinto entre os laterais-esquerdos; e Willian Arão, já premiado pelo Flamengo em 2016, é o vice-líder entre os segundos volantes.

    No ano passado, o Flamengo teve ao fim do campeonato dois integrantes na seleção da Bola de Prata: Renê e Lucas Paquetá.

  • CSA 0 x 2 Flamengo – As vaias a Vitinho

    Flamengo foi a Brasília, terra dos churros no estádio, e para tristeza da esquerda rubro-negra, com Bolsonaro e Moro presentes sendo homenageados pelo público e ganhando foto no perfil oficial do clube. E de lá voltou com 3 pontos. É o que todos esperávamos ainda que contando com o técnico interino, o Fera, e vários reservas em campo. Flamengo tem a sua quarta partida sem levar gol. O que mostra que um mínimo de cuidado tático em relação ao posicionamento do Arão foi crucial, dando mais proteção a entrada da área, antigo playground do adversário quando Abel era o treinador. 

    O primeiro tempo foi sofrível, ainda que com as costumeiros gols perdidos em penca, os quais nós, torcedores, já nos acostumamos. Tanto que Jesus quer um segundo atacante que jogue atrás do centroavante, certamente assustado pelo taco espirrado que presenciou nestes jogos. Flamengo muito espaçado. Parecia que a orientação do Fera era que cada jogador mantivesse uma distância mínima de 20m em relação ao outro. A tática “jogo-de-botão” de contar com as bolas espirradas. Vitinho tentava ser incisivo no ataque. Se posicionando na frente, atrás, buscando o jogo, mas faltava a aproximação de outros jogadores em mais uma atuação apagada do Bruno Henrique. Rodinei, no primeiro tempo, parecia uma caricatura de si próprio, errando lances simples. 

    CSA reclamou de um pênalti no primeiro tempo que o VAR ficou mais de 5 minutos analisando. Sinceramente eu achei pênalti. Mas muitos não, pois a bola tocou antes na cabeça do Arão e depois no braço. Que estava muito levantado. Enfim. CSA agora quer anular a partida por isto. Se todos anulassem partidas por erro de arbitragem não teríamos nenhum jogo corrido ao fim do campeonato…

    Veio o segundo tempo. Por orientação ou não do Fera, o Flamengo voltou melhor. Mais concentrado. Não dando tanto raiva. O vaiado Vitinho, por motivos desconhecidos para mim, pois era o mais perigoso atacante, o que mais buscava o jogo, fez seu gol. Coroando sua atuação. CSA, sem chances na partida, ficava tentando evitar outro gol do Flamengo até que Gabigol também marcou o dele. Tornando-se o artilheiro isolado do Flamengo na temporada e também no campeonato brasileiro. O bizarro da partida era a insistência da torcida na entrada do Berrío. Me lembrou Macaé com o seu Negueba. Jean Lucas, aquele lateral direito contratado do Bangu fez sua estréia substituindo Rodinei que fez um bom segundo tempo. Jogando com camisa fora da calça ao contrário de seu xará, evitou seguidos comentários do narrador. Achei que foi bem, dentro de um nervosismo natural. Se apresentou sem medo na frente. E isto acho bom. Vejamos seu decorrer.

    Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

    Estamos em terceiro no Brasileiro, e podendo permanecer bem atrás do Palmeiras que joga hoje e pode recuperar seus pontos contra o Botafogo que a CBF Paulista palmeirense irá “julgar”…Enfim, Jesus terá que fazer milagre na parada da Copa para fazer do Flamengo um time moderno, compacto e incisivo, um milagre mais forte que recuperar alguém do mundo dos mortos. 

  • Everton Ribeiro volta a liderar número de assistências do Fla no ano

    Na vitória por 2 a 0 contra o CSA, o meia Everton Ribeiro recuperou um posto que foi seu durante um bom tempo da temporada. Após fazer o cruzamento que resultou no gol de Vitinho, o jogador voltou a ser o líder de assistências do Rubro-Negro no ano, com 10 passes para gols.

    Bruno Henrique chegou a liderar a estatística em maio com 9 assistências, mas foi ultrapassado, assim como na artilharia. O novo goleador da equipe é Gabigol, com 14 tentos na temporada, um a mais do que o camisa 27 da Gávea.

    Confira a lista completa:

    1 – Everton Ribeiro – 10 assistências
    2 – Bruno Henrique – 9 assistências
    3 – Arrascaeta – 4 assistências
    3 – Arão – 4 assistências
    3 – Diego – 4 assistências
    3 – Pará – 4 assistências
    3 – Renê – 4 assistências
    4 – Trauco – 3 assistências
    5 – Gabigol – 2 assistências
    6 – Rodinei – 1 assistência
    6 – Berrío – 1 assistência
    6 – Vitinho – 1 assistência
    6 – Bill – 1 assistência
    6 – Hugo Moura – 1 assistência
    6 – Ronaldo – 1 assistência


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    Foto: Divulgação

  • Em 2019, Vitinho leva mesmo tempo que Bruno Henrique para marcar cada gol

    Contratação mais cara do Flamengo na história no momento da sua realização — atualmente já foi superado por Arrascaeta –, Vitinho ainda não conseguiu justificar o tamanho do investimento: perdeu a posição de titular para Bruno Henrique no início desta temporada e não a recuperou, e foi vaiado pela torcida em diferentes momentos, inclusive na partida de ontem, contra o CSA.

    Os números, porém, mostram que o jogador tem potencial para entregar mais ao Flamengo se receber mais oportunidades no time com a chegada do técnico Jorge Jesus. Na reserva e tendo passado por uma lesão que o afastou de alguns jogos na temporada, Vitinho completou ontem 915 minutos em campo no ano e marcou seu sexto gol. A média, de um gol a cada 152 minutos, é exatamente a mesma do seu substituto como titular: Bruno Henrique marcou 13 vezes, mas já jogou 1.980 minutos na temporada.

    Os dois só estão atrás do artilheiro rubro-negro na temporada, Gabriel Barbosa, que marcou ontem seu 14º gol em 2.022 minutos em campo — média de um gol a cada 144 minutos.

    Vitinho em ação contra o CSA: o atacante chegou a 6 gols em 915 minutos de futebol na temporada. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

    A performance de Vitinho é muito superior à do ano passado, quando marcou cinco gols em 1822 minutos em campo — média de um gol a cada 364 minutos.

    Em entrevista após a partida de ontem, Vitinho se mostrou magoado com as vaias, que considerou injustas:

    — Em alguns momentos não dá para entender, como foi hoje, participei bastante e fui vaiado. Mas, fazer o quê? Só tenho controle do que posso fazer. Meus companheiros deram confiança e consegui fazer o gol.

    O técnico interino Marcelo Salles elogiou o atacante:

    — Não é nenhuma surpresa o que ele apresentou hoje. Um jogador que tem o nosso respeito e carinho. Sempre que entrou procurou dar o seu melhor, buscando o gol, é um atleta que dentro do nosso elenco é muito importante. Hoje a gente com sete desfalques ainda conseguir ter um atleta com a condição do Vitinho para entrar e decidir, a gente fica muito satisfeito.

  • Gabigol ultrapassa Bruno Henrique como artilheiro rubro-negro na temporada

    Gabigol comemora o gol contra o CSA, seu quinto no Campeonato Brasileiro e 14º na temporada. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

    O atacante Gabigol reencontrou o caminho para as redes nas últimas partidas e se tornou hoje o artilheiro do Flamengo na temporada, com 14 gols, passando Bruno Henrique, que já marcou 13 vezes.

    Gabigol também é um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro, junto com Eduardo Sasha — ele briga pela segunda artilharia consecutiva da competição, já que foi quem mais balançou as redes no Brasileiro de 2018 (18 vezes).

    Desde que chegou ao Flamengo, Gabigol vem alterando fases artilheiras com jejuns de várias partidas sem marcar. Antes do gol contra o CSA, ele havia passado em branco contra Corinthians e Fluminense, mas marcou duas vezes na partida contra o Fortaleza.

    Já Bruno Henrique não balança as redes desde a partida contra o Athletico-PR, a última de Abel Braga no comando do clube. Ele porém, continua sendo o líder de assistências do Flamengo na temporada, com nove passes para gol. agora empatado com Everton Ribeiro.

  • Fera encerra passagem pelo comando do Flamengo invicto e sem sofrer gols

    O auxiliar Marcelo Salles, o Fera, que encerrou hoje sua passagem como técnico interinop do Flamengo. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

    O auxiliar técnico permanente do Flamengo, Marcelo Salles, conhecido como Fera, causou desconfiança na torcida ao ser nomeado treinador interino após a demissão do técnico Abel Braga. O currículo dele desde 2009, quando foi auxiliar de Andrade na campanha do hexacampeonato brasileiro, não impressionava: somente passagens apagadas por clubes pequenos do futebol carioca.

    Contratado no início do ano por indicação do vice-presidente de Futebol, Marcos Braz, para ocupar o lugar que estava vago desde a promoção de Mauricio Barbieri a treinador, Fera, porém, não decepcionou na primeira oportunidade que teve de assumir como técnico interino.

    Nas quatro partidas de Fera como técnico, o Flamengo não sofreu nenhum gol — um feito para a equipe, entre os grandes, que tinha menos partidas sem ser vazada na temporada e tinha sofrido gol em todos os jogos do campeonato sob o comando de Abel. Fera conseguiu também classificar o Flamengo para a próxima fase da Copa do Brasil e conduzir o time ao G4 para a parada da Copa América — com Abel, a equipe estava em sexto lugar. A vitória contra o CSA foi também a primeira do Flamengo como visitante neste campeonato em cinco jogos.

    A diretoria não se pronunciou sobre o futuro de Fera com a chegada do técnico português Jorge Jesus, mas a expectativa é que ele reassuma sua função de auxiliar permanente. Os jogadores entram de férias de uma semana amanhã, e no retorno, no dia 20, já serão treinados por Jesus.

  • Fla bate a Chapecoense e encara o Athletico nas quartas de final do Brasileiro

    A equipe sub-17 enfrenta os paranaenses na próxima quarta-feira (19), na Arena da Baixada

    Da Redação

    A equipe sub-17 do Flamengo entrou em campo nesta quarta-feira (12) para mais um duelo pelo Campeonato Brasileiro da categoria. Jogando em casa, os Garotos dos Ninho encerram a participação na frase de grupos de competição com uma vitória por 3 a 0 diante da Chapecoense. Com dois gols de Weverton e um de Igor Lemos, o Mais Querido teve total controle da partida e não encontrou dificuldades para superar o time catarinense.

    O resultado fez o Rubro-negro chegar aos 18 pontos e se consolidar na segunda posição do Grupo B. Com cinco vitórias em nove jogos, o time da Gávea avança para as quartas de finais do campeonato e se prepara para enfrentar o Athletico (PR). Por ter conquistado uma melhor colocação, o Mengo decidirá o confronto em casa.

    O primeiro embate entre as equipes
    está marcado para a próxima quarta-feira (19), na Arena da Baixada. A partida
    de volta acontece no dia 26 deste mês, na Gávea.

    O jogo

    Aos 14 minutos, Marcos Felipe bateu de chapa e o
    goleiro Lucas fez a defesa sem dar rebote. Aos 20, Lázaro arriscou rasteiro de
    fora da área, e levou perigo à baliza da Chapecoense. A pressão imposta pelo
    Rubro-Negro era intensa, e Weverton até tocou para o fundo das redes aos 22
    minutos, mas a arbitragem assinalou impedimento e anulou o lance. A Chapecoense
    chegou com perigo pela primeira vez aos 39 minutos, em chute de Mauricio que
    saiu à esquerda do gol de Bruno.

    O Flamengo voltou do intervalo com maior
    objetividade. Logo no primeiro minuto, Jean Carlos, que entrou no lugar de
    Pedro Arthur, cortou a marcação e bateu forte para boa defesa de Lucas. Aos
    nove minutos, enfim o Mais Querido abriu o placar. Maycon cobrou falta na
    medida para Weverton, que se antecipou ao goleiro e raspou de cabeça para fazer
    o primeiro dos Garotos do Ninho na partida. 

    O Mais Querido ampliou aos 16 minutos, em lance que
    foi praticamente uma cópia do primeiro gol. Dessa vez, foi Murillo quem cobrou
    a falta lateral e colocou a bola com açúcar na cabeça de Weverton, que testou
    com consciência e fez seu segundo gol na tarde de forte calor na Gávea.

    Mesmo com a segunda colocação do grupo já
    garantida, o Rubro-Negro não diminuiu o ritmo e chegou ao terceiro em um golaço
    de Igor Lemos, que aos 29 minutos colocou a bola com carinho no cantinho
    direito de Lucas, que nem sequer esboçou reação.

    Flamengo: Bruno, Marcos Felipe, Vinicius, Dhouglas (Jhonata), Caio; Maycon, Murillo, Lázaro; Pedro Arthur (Jean Carlos), Carlos Daniel (Igor Lemos) e Weverton (Felipe). Treinador: Phelipe Leal.

    Veja o que falou o atacante Weverton ao final da partida:

    Crédito da imagem destacada: Marcelo Cortes/Flamengo

  • 1985: O embate entre Zico x Jacozinho (CSA 0x4 Flamengo)

    Incerteza e renovação

    O Flamengo busca se reinventar após a inacreditável eliminação no Campeonato Brasileiro, em que, numa chave com Bahia, Ceará e GE Brasil, “conseguiu” perder a vaga nas Semifinais para a modesta equipe gaúcha, mesmo contando com a ansiada volta de Zico. Junto com o revés, pesados prejuízos e (mais uma) turbulenta crise dentro das paredes da Gávea.

    Como costuma acontecer nesses casos, o primeiro pescoço degolado é o do treinador, no caso Zagalo.

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    O “Lobo”, que contava com o título brasileiro para catapultar seu retorno à Seleção Brasileira, pagou por subestimar seus adversários e montar um planejamento equivocado, julgando que três empates fora de casa bastariam para a conquista da vaga (arrumou dois empates no Nordeste, perdeu em Pelotas e viu um desmotivado Bahia ser facilmente superado em casa pelos xavantes na última rodada, resultado que se tornou decisivo para definir a chave). Ademais, o pobre futebol apresentado por uma equipe coalhada de craques como Zico, Tita, Adílio, Bebeto, Jorginho, Leandro, Andrade, Mozer e Fillol (onde, em seis jogos, apenas os 3-0 sobre o Bahia foram convincentes), aliado ao desgaste natural ocasionado por um trabalho de mais de um ano sem conquistas expressivas, selaram a sorte de Zagalo, cuja demissão é decretada após a derrota no primeiro jogo de uma excursão pelo Brasil arranjada às pressas (0-1 Blumenau).

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    Enquanto os membros da Diretoria vão medindo forças e tentando emplacar seus preferidos para o lugar de Zagalo, o Flamengo segue seu cansativo “bye bye Brasil”, em busca de cachês que minimizem a perda das esperadas arrecadações milionárias das Finais do Brasileiro. Assim, no dia em que o Coritiba supera o favorito Bangu (que amassara o GE Brasil nos dois jogos das Semifinais, aumentando a irritação rubro-negra) e, diante de um Maracanã com 100 mil pagantes, conquista nos pênaltis seu primeiro (e provavelmente único) Brasileiro, o Flamengo, diante de uma animada plateia que se aboleta no pequeno Estádio João Krieck, em Rio do Sul-SC, goleia o Juventus local por 5-0.

    Recomeço

    A próxima parada promete ser mais divertida. Tarde de domingo, Estádio Rei Pelé, Maceió-AL. O Flamengo irá enfrentar o CSA, numa partida que é badalada ao longo de toda a semana. O tira-teima. O grande duelo. Mais um capítulo do embate entre Zico e… Jacozinho.

    Abre parênteses

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    Jacozinho é um ponta-esquerda atarracado, arisco e espevitado como tantos que vicejam pelos campos brasileiros. Já aos 31 anos, acumula passagens discretas por equipes como Vasco-SE, Sergipe, Jequié, Leônico-BA e Galícia. No entanto, enfim consegue se destacar ao se transferir para o CSA, liderando o Azulão alagoano durante a disputa da Primeira Fase do Brasileiro. Suas boas atuações e seu perfil carismático chamam a atenção do jornalista Márcio Canuto, da TV Globo, que começa a criar reportagens em tom irônico, “sugerindo” a convocação do jogador para a Seleção Brasileira, que vive péssimo momento sob o comando de Evaristo de Macedo. A brincadeira (que mostra, entre outras piadas, Jacozinho indo treinar a bordo de um jumento, ou esperando a “convocação” bebendo água de coco deitado numa rede) dá certo, e Jacozinho se torna celebridade. A boa campanha do CSA (que se classifica para a Segunda Fase do Brasileiro) ajuda a amplificar a fama de Jacozinho, fazendo com que muitos, de fato, levem a sério os feitos do jogador.

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    Enquanto as peripécias de Jacozinho vão entretendo um público carente de bom futebol, o Flamengo enfim consegue realizar um sonho iniciado desde que seu ídolo maior, Zico, partiu em busca do eldorado italiano. Pois, no minuto seguinte ao da partida do Galinho (e, logo depois, da renúncia do Presidente que conduziu a negociação), o Flamengo erige a obsessão de repatriá-lo e, após dois anos e inúmeras idas e vindas, enfim consegue trazer Zico de volta à sua casa. E, em uma grande festa no Maracanã, o Galinho reestreia no amistoso em que o Flamengo enfrenta (e vence, por 3-1) os “Amigos do Zico”, uma seleção de grandes jogadores, como Maradona, Falcão, Júnior, Roberto Dinamite, Toninho Cerezo, Edinho, Oscar e… Jacozinho.

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    A partida é transmitida para todo o país, com exclusividade, pela TV Manchete, emissora que participara ativamente da operação montada para a volta de Zico ao Flamengo, com boletins diários e mesmo a produção de um filme exibido em horário nobre. No entanto, numa manobra de notável esperteza de Canuto, Jacozinho é “encaixado” de última hora na lista de convidados a integrarem o time dos Amigos do Zico. Assiste a todo o amistoso do banco de reservas, entra no final da partida, recebe lançamento açucarado de Maradona, dribla Cantareli e marca, para delírio do estádio, o gol de honra do Combinado. Finda a festa, irritado com a presença do intruso (especialmente por conta de ser um “produto” de uma TV concorrente), Zico torce o nariz: “Forçaram a barra aí. Acho que a organização deu mole”, o que é maldosamente interpretado como uma reação “ciumenta”.

    Alguns jornais, com efeito, não perdoam: “Jacozinho rouba a festa de Zico”.

    Fecha parênteses.

    Os jornais de Maceió abrem manchetes garrafais, promovendo o “tira-teima” entre Zico e Jacozinho. “Depois de brilhar no terreiro de Zico, agora Jacozinho vai cantar de galo em sua casa”, “Jacó roubou a festa de Zico e vai mostrar quem é que manda aqui”, entre outras provocações.

    Além da envergadura do adversário e do peculiar contexto criado para a sua promoção, a partida também ganha importância para o torcedor do CSA, uma vez que provavelmente assinalará a despedida de Jacozinho. É aguardada a presença, na capital alagoana, de um dirigente do América-RJ, que deseja contratar o jogador. Botafogo e Santa Cruz também manifestam interesse, e os Dirigentes azulinos sabem que o momento de negociar Jacozinho, no auge de sua valorização, é agora. Assim, não são poucos os que tratam esse amistoso contra o Flamengo como a “Despedida de Jacozinho”.

    Tal como o Flamengo, o CSA pereceu na Segunda Fase do Brasileiro. Mas, enquanto a eliminação caiu como um vexame na Gávea, a participação da equipe alagoana (superada por Atlético-MG, Guarani e Ponte Preta), que fechou em 13º um campeonato com 44 participantes, foi recebida com orgulho por sua torcida. Que acredita, sim, que o Azulão é capaz de se impor ao poderoso Flamengo de Zico.

    Reprodução

    Tarde ensolarada, cerca de 20 mil no Rei Pelé. Fogos acolhem a entrada em campo das equipes. Zico e Jacozinho se cumprimentam enfaticamente antes da partida, para satisfação dos inúmeros jornalistas e fotógrafos que recobrem o gramado. Dão entrevistas, prometem um grande jogo, essas coisas que todo jogador fala. Evacuado o gramado, vai começar o jogo. Mas o que tem início é um monólogo.

    16 minutos. Zico a Andrade, que aciona Jorginho, que cruza. O goleiro Zé Luís solta nos pés do centroavante Chiquinho, que empurra para o gol: Flamengo 1-0.

    21 minutos. Escanteio para o Flamengo. Élder cobra, Zé Luís sai de soco e Adalberto, na risca da grande área, acerta bela cabeçada por cobertura. Flamengo 2-0.

    23 minutos. Chiquinho arranca pela esquerda, dribla um zagueiro e bate fraco. Zé Luís bate roupa e Zico, na corrida, emenda pro gol. Flamengo 3-0.

    E assim, com metade da primeira etapa transcorrida, o Flamengo já vence por 3-0, imprimindo um ritmo fortíssimo, vertical, de marcação por pressão e velocidade, como havia sido pedido nos treinamentos por seu treinador interino, o preparador físico que, consciente de que os jogos da excursão serão uma oportunidade para mostrar serviço, faz questão que a equipe mostre competitividade, ignorando o caráter festivo dos amistosos. Seu nome: Sebastião Lazaroni. Ainda não é chegada sua hora. Mas um bom trabalho nessas partidas será seu passaporte para o início de sua carreira futura de treinador.

    Há outras novidades. Com Fillol negociado com o Atlético de Madrid e Cantareli lesionado, um jovem goleiro começa a ganhar suas primeiras chances na equipe. É Zé Carlos, que impressiona com sua envergadura. Outros nomes, como Ronaldo Torres, Paulo Henrique, Nem e Aílton, entre outros, também vão ganhando minutagem e sendo avaliados, já tendo em vista a transição de gerações que começa a ganhar contornos inevitáveis.

    Tudo sob o comando de Zico, que vai regendo a equipe, enjoando de fazer lançamentos e passes açucarados para seus companheiros, que invariavelmente “arrumam uma forma” de desperdiçar as chances criadas. O Galo vai mostrando um posicionamento um tanto mais recuado e uma índole mais organizadora. Vai assumindo o papel de regente, de “arco” da equipe. E mostrando que, em forma e com ritmo de jogo, sobrará no futebol brasileiro, tão carente de talento.

    Resta a Jacozinho aceitar seu papel de coadjuvante. É bem verdade que o irrequieto ponteiro emplaca uma ou outra jogada mais plástica, que serve apenas para divertir os presentes e aporrinhar o lateral Jorginho. Apagado, apenas chama a atenção quando, na descida para o intervalo, cercado por microfones, abre um sorriso e, resvalando para a desfaçatez, desfere sua frase de efeito:

    “Vamos virar!”

    Evidentemente, o CSA não vira a partida. Aliás, não chega nem perto disso. É bem verdade que o Flamengo tira um pouco o pé, e com isso os alagoanos melhoram de produção, passando a circular um pouco mais nos arredores da meta de Zé Carlos. Mas, tirando um saçarico de Jacozinho que rabisca a defesa flamenga e se perde pelo caminho e uma cobrança de falta perigosa que exige uma boa defesa de Zé Carlos, os da casa pouco produzem. E é o Flamengo quem, novamente, consegue as melhores oportunidades, a maioria criada por minuciosos lançamentos de Zico. Num deles, Ronaldo Torres se projeta e entra sozinho na área, mas é derrubado pelo estabanado goleiro Zé Luís. Pênalti, que Zico cobra mal, fraco, nas mãos do goleiro alagoano, uma das poucas cobranças que desperdiça em toda a sua carreira.

    Mas ainda há tempo para o grande lance da partida. E ele não é protagonizado por Zico, nem por Jacozinho. Nem tampouco pelos outros jogadores de Seleção que ainda estão em campo. A jogada começa com Zico, que cobra uma falta rasteira, com força. A bola espirra em um zagueiro e, na sobra, Chiquinho, o improvável Chiquinho, o espevitado, o “grosso”, o caneludo Chiquinho dá um lençol espetacular num contrário e acerta belíssima cabeçada, que encobre matreiramente o goleiro, indo às redes de forma sutil, suave, numa jogada sensacional. Flamengo 4-0, o segundo de Chiquinho, que é ovacionado por um resignado Estádio.

    Reprodução

    É o bastante. Nada mais de interessante acontece, e o amistoso termina com o escore de 4-0 estampado no placar do Rei Pelé e nas páginas dos jornais alagoanos. Nenhuma menção a “duelo”, ou “embate”, ou “tira-teima” é recordada, até por conta de sua constrangedora inexistência. Afinal de contas, o Flamengo e Zico vieram a Maceió e protagonizaram algo como um coletivo de luxo, contra um adversário de nível semelhante ao que eliminara o rubro-negro do Brasileiro, para desespero das vozes que seguem sibilando nos corredores da Gávea. Mas a vida seguirá. Jacozinho e o CSA ficam para trás. Dali a dois dias, o Flamengo monta seu acampamento em Aracaju.

    Afinal de contas, o espetáculo não pode parar.

    * O Flamengo, depois de golear o CSA, ainda realiza três amistosos pelo Nordeste. Vence todos, jogando um futebol elogiado. O desempenho, os resultados e o minucioso relatório preparado no retorno ao Rio impressionam a Diretoria, que passa a prestar mais atenção em Sebastião Lazaroni.

    * Após quase fechar com Ênio Andrade e chegar a anunciar Edu Antunes, voltando atrás após protestos e pichações promovidas por algumas torcidas organizadas, o Flamengo contrata o experiente Joubert (Campeão pelo rubro-negro em 1974) para o comando técnico da equipe, o que é considerado um retrocesso. Joubert não resiste à péssima campanha na Taça Guanabara e é demitido. E, enfim, chega a hora de Lazaroni.

    * O América desconfia de leilão e desiste da contratação de Jacozinho, que assina com o Santa Cruz. Na equipe pernambucana, não consegue repetir o brilho das atuações no CSA, e logo retorna ao clube alagoano. Depois, perambula por mais algumas equipes nordestinas e encerra a carreira, de forma quase anônima.

    * Zico marca mais dois gols nos amistosos restantes, seguindo como o grande nome da equipe. Na estreia pela Taça Guanabara, anota duas vezes nos 5-0 sobre o Bonsucesso. Na rodada seguinte, surge Márcio Nunes. E o resto é história.

    Esta coluna entrará em recesso junino. Retorno previsto em 17 de julho.