Autor: diogo.almeida1979

  • Dilemas e desafios Rubro-Negros

    Gustavo Brasília: “Inter será o adversário mais forte do Flamengo de Jorge Jesus, contando todos os seus, até aqui, dez jogos disputados”.

    Por Gustavo Brasília. Twitter: @Gustavo1969Fla

    Salve, Mundo Bola! O Mais Querido adentra a segunda quinzena de agosto “vivíssimo” nas duas competições mais importantes do calendário: Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores da América.

    A classificação para as quartas de final da Libertadores não é novidade, mas a segunda posição no Brasileiro, encostada no líder Santos, sim.

    A surpresa, ao menos para mim, não veio por conta do empate entre o time reserva do Grêmio e o misto então vice-líder e hoje terceiro colocado Palmeiras, mas pela derrota santista, seja pelo bom futebol e desempenho da equipe comandada por Jorge Sampaoli, seja pelo retrospecto recente do Cruzeiro. Renovadas as energias cruzeirenses com a contratação de Rogério Ceni, bastaram poucos minutos de bola rolando para uma precipitação do (bom) zagueiro santista Gustavo Henrique, cuja contratação vários torcedores rubro-negros desejam, mudar a história do campeonato.

    Em razão disso, depois da contundente e vibrante goleada de sábado sobre o Vasco da Gama, o torcedor rubro-negro terminou o final de semana com ainda mais motivos para sorrir. O próximo passo é saber como amanhecer na próxima segunda-feira com vantagem para o jogo de volta da Libertadores e, quando menos, sem ver a distância para o Santos aumentar. Garfado de maneira vergonhosa ontem no Morumbi pela arbitragem, o bom time do Ceará, disputando apenas o Campeonato Brasileiro, oferecerá inúmeras dificuldades para o Mais Querido, que chegará a Fortaleza desgastado pela viagem e um extenuante confronto no Maracanã contra o Internacional pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores.

    Para piorar, a CBF, essa entidade dirigida por gente desprovida de um mínimo de escrúpulos, marcou o jogo do Flamengo para as 19h de domingo, obrigando a delegação rubro-negra a embarcar em uma insana conexão entre Fortaleza e Porto Alegre, diminuindo sensivelmente o tempo para recuperação dos atletas até o confronto de volta contra o Internacional na quarta-feira, dia 28 de agosto. A CBF é a principal fonte da deformação moral que há tempos tomou conta do futebol nacional.

    Não acredito em priorização de competições, dada a atual classificação do Campeonato Brasileiro; porém, por uma questão fisiológica, não haverá como escalar o time titular com os mesmos jogadores nos três confrontos, o que torna a rodagem do elenco no jogo de Fortaleza, além de imperiosa, um verdadeiro desafio. Apenas a título de exemplo, no sábado Rodinei tomou o terceiro cartão amarelo, o que provavelmente obrigará Jorge Jesus a promover a estreia do jovem João Lucas na lateral direita, pois escalar Rafinha nos três jogos não parece ser boa ideia.

    Que a derrota na Fonte Nova sirva de lição.

    A modesta colocação do Internacional no Campeonato Brasileiro não deve iludir ninguém, pois a virtual classificação para a final da Copa do Brasil e a própria disputa das quartas de final da Libertadores tratam de contextualizar a campanha gaúcha. Nós, torcedores do Flamengo, sabemos bem o que três competições podem custar a um elenco sem a devida rodagem. Além disso, em novembro o jovem e competente Odair Hellmann provavelmente completará dois anos à frente do Internacional, sem dúvida uma vantagem em relação ao Mais Querido, que, para corrigir o erro na escolha de um treinador de estilo oposto ao do elenco para iniciar o ano, teve que abastecer em pleno voo ou trocar a roda com o veículo em movimento, como queiram.

    Conhece a família de podcasts do Mundo Bola?

    O sólido sistema defensivo colorado conta com um miolo de zaga forte e seguro, além de um meio campo de forte marcação, mas também de boa qualidade técnica, casos especialmente de Patrick e Edenilson, este contundido e dúvida para quarta-feira. Rodrigo Lindoso, ex-Botafogo, em boa fase, tem feito a torcida não sentir saudades do bom volante Rodrigo Dourado. Já o ataque o Colorado conta com o ótimo atacante uruguaio Nico López e com o nosso conhecido Guerrero, que enfrentaremos pela segunda vez após sua polêmica saída do Flamengo, além da experiência de Rafael Sóbis, que Odair reveza com o experiente e talentoso meio-campista argentino D’Alessandro, a depender do contexto.

    Pode não ser um elenco “longo” como os de Flamengo e Palmeiras, porém é mais do que suficiente para montar um time titular que joga de igual para igual contra os melhores o continente na atualidade. O Internacional, senhoras e senhores, será o adversário mais forte do Flamengo de Jorge Jesus, contando todos os seus, até aqui, dez jogos disputados.

    Vale lembrar que, na Libertadores, ao contrário da Copa do Brasil, o gol marcado fora de casa é critério de desempate. Portanto, vencer no Maracanã sem tomar gol é muito importante.

    Os jogos contra Grêmio e Vasco da Gama me animaram porque mostraram que Jorge Jesus, além de testar variações no desenho tático da equipe, também está preocupado em dosar o ritmo, o que não o impediu o time de vencer ambos os jogos com autoridade. Porém, não é exatamente simples detectar quando isso acontece, pois não é só o posicionamento da primeira linha ou mesmo a intensidade da “marcação alta” que define a estratégia. Sábado, por exemplo, o posicionamento tático do Vasco da Gama, que entrou em campo para se defender com onze jogadores em duas linhas postadas até a sua intermediária defensiva, definiu a faixa de campo ocupada pelo Flamengo e, obviamente, dificultou muito nossas ações ofensivas.

    A impressão que tive é que Everton Ribeiro, como, aliás, repetidamente frisa Jorge Jesus, ainda não está completamente recuperado da contusão, daí não vir sendo escalado para iniciar as partidas. O principal efeito desse quadro é Cuéllar e Willian Arão atuarem juntos e muitas vezes alternarem-se nas subidas para apoiar o ataque, pela faixa central, enquanto Gérson, em tese mais apto para a função de meia central, ocupa a faixa direita, onde, diga-se de passagem, vem se saindo muito bem. Porém, e apesar do belíssimo passe de Gustavo Cuéllar para o segundo gol, sinto que a armação pelo meio sofre em qualidade, pelas características mais defensivas dos nossos dois “volantes”, e provavelmente por isso muitas vezes Filipe Luís tenha ocupado aquele espaço, talvez ensaiando até uma mudança definitiva de posição no futuro. Não tenham dúvidas de que categoria não lhe falta para tanto.

    Aliás, sobre o nosso novo lateral esquerdo, em que pese alguns sustos na marcação “1×1” no primeiro tempo, esbanjou talento e qualidade no apoio, como pude constatar in loco. A subida de qualidade técnica do sistema defensivo com sua entrada, assim como as de Pablo Marí e Rafinha, é indiscutível. Contudo, o curto tempo de trabalho é a principal dificuldade do esfuziante Flamengo de Jorge Jesus, que lida com os diferentes estágios de preparação dos reforços que chegaram durante a segunda janela de transferências internacionais. Nosso treinador português, sem dúvida muito acima da média nacional, parece ter se preocupado primeiramente em fixar pontos mais marcantes de sua filosofia de jogo, deixando para trás os tempos do “arame-liso”, e, num segundo momento, modular o ritmo da equipe.

    Apesar dos sustos pela defesa (sábado ocorreram inclusive no jogo aéreo adversário), e descontada a ansiedade natural que antecede os jogos mais importantes, sinto-me muito mais tranquilo do que em anos anteriores, pelo altíssimo padrão de qualidade individual dos atletas e do próprio trabalho tático do treinador. 

    Quarta-feira será dia de manter o excepcional aproveitamento do time no Maracanã e colocar um pé na semifinal, para, na sequência, a partir de domingo, melhorar o desempenho como visitante.

    ***

    A palavra está com vocês.

    Bom dia e SRN a tod@s.

    Gustavo Brasília escreve toda segunda-feira no Buteco do Flamengo

  • Novo nível de variação tática no Flamengo

    O futebol de Jesus é direto, é intenso, mas também é muito fluido. Quanto mais fluidez o Fla atingir nessas trocas, mais imprevisível será.

    Imposição e goleada. O Flamengo venceu o Vasco porque tem um elenco muito melhor e hoje é um time muito melhor. A gente vem falando muito das variações táticas de JJ, mas ontem essas variações atingiram um novo nível, mostrando que o Fla pode muito mais. O fio do Clássico.

    Quero falar aqui sobre três tipos de variação: de ESTRUTURA, de CONJUNTURA e de SITUAÇÃO. As três afetam a forma como o time joga em diferentes escalas e vêm sendo cada vez mais comuns por aqui.

    Primeiro, a variação de ESTRUTURA. Contra o Grêmio vimos o time mudando do 4-4-2 para o 4-3-3 e dominando.

    Contra o Vasco, o contrário: início no 4-3-3 e mudança para o 4-4-2. Aqui, o comportamento de TODOS os jogadores muda e a ocupação de espaços passa a ser diferente.

    Em segundo plano, a variação de CONJUNTURA. Os jogadores começam a ter liberdade para decidir entre eles uma inversão de posição ou uma movimentação um pouco diferente. Tudo dentro das possibilidades combinadas previamente, mas levando em consideração o que pede o jogo.

    Leia do mesmo autor

    A variação de SITUAÇÃO ocorre quando alguém sai da sua posição para disputar uma bola ou criar uma jogada e outro acaba indo fazer a cobertura. É pura compensação. O posicionamento se mantém invertido até o fim da jogada, principalmente se o Fla não tiver a bola. Depois volta.

    Contra o Vasco, o time entrou num formato que não tínhamos visto até aqui: 4-3-3 com BH pela direita, Arrasca pela esquerda e Gabriel como centroavante.

    A ideia era forçar muito o jogo pelo lado direito explorando a velocidade e o drible de BH por ali.

    Mas o 4-3-3 de Jorge Jesus é diferente do que estamos acostumados. Ele gosta de acumular muitos jogadores perto da bola, então o ponta do lado oposto não fica aberto lá longe. Ele fecha pelo meio.

    Como o Fla insistia muito pela direita, Arrascaeta virava quase um meia.

    Depois de mais ou menos 28 minutos, a primeira mudança estrutural: o time passou ao 4-4-2 com Gerson pela direita, mas diferente do imaginado quando saiu a escalação, BH foi para a esquerda e Arrascaeta foi jogar por dentro, perto de Gabigol.

    Contra o Grêmio, JJ já tinha usado BH aberto e Arrasca no comando do ataque mas, sem Gabriel, o uruguaio era o único atacante central, o famoso Falso 9 (https://twitter.com/teofb/status/1160721680672722946?s=20…).

    Agora, com outro atacante, o 4-4-2 ficava com uma carinha de 4-2-3-1.

    O primeiro gol é um ótimo exemplo dessa movimentação. Acabou saindo uma tabela pelo meio da defesa, mas repare como a movimentação de Arrascaeta abre um espaço que Gabriel imediatamente explora. O passe poderia ter sido ali.

    Dentro desse esquema, pudemos ver uma variação importante de conjuntura. BH e Arrascaeta tinham liberdade para trocar de posição, decidindo a cada lance, dependendo do que sentissem ser necessário. Essa variação mudava completamente as características do time.

    No meio de tudo isso, diversas variações por situações. Um bom exemplo é o lance em que Arão pressiona dentro da área e Gerson faz embaixadinhas antes de dar um passe de costas para Gabriel quase marcar.

    Repare como no início da jogada o drible de Filipe Luís pega Gerson entrando em facão na área. Gabigol não alcança o cruzamento e o time do Vasco começa a sair. BH reage rápido e acompanha o volante, indo ocupar a posição que seria de Gerson.

    (https://globoesporte.globo.com/rj/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/17-08-2019/vasco-flamengo.ghtml…)

    São essas variações que tornam o time cada vez mais interessante.

    O futebol de Jesus é direto, é intenso, mas também é muito fluido. Quanto mais fluidez o Fla atingir nessas trocas, mais imprevisível será. Um time que pode confundir os adversários e gerar perigo de muitas formas.

    Dá pra ver, inclusive, um leque de variações sendo montado nas jogadas ofensivas. O time gosta de sair jogando curto, mas quando necessário também pode sair na bola longa. Um passe de 40 metros de Pablo Marí para Gerson dividiu o time do Vasco e gerou o terceiro gol.

    Também dá pra ver essas variações pelo fato de os três primeiros gols terem nascido com BH partindo da esquerda, mas de formas completamente diferentes: uma tabela por dentro fatiando a defesa, uma infiltração em profundidade com tabela e um facão no segundo pau.

    O time que busca tanta variação também oscila. Erra e acaba sofrendo riscos.

    O chute de Pikachu, por exemplo, vem de um claro erro de posicionamento. O Flamengo tinha cinco marcando três na área e ninguém fechando o espaço entre o zagueiro e o lateral. Cuéllar deveria estar ali.

    Pra terminar, vamos falar mais uma vez da bola parada. O Flamengo continua sofrendo. O Vasco levou perigo em 3 escanteios e essa é uma mini-história muito interessante e relevante para o jogo.

    O Vasco bate “de pé aberto”. Ou seja, um destro bate o escanteio na direita e um canhoto na esquerda. Assim, a bola vai abrindo e evita a saída do goleiro.

    O Flamengo marca por zona e dá espaço para os adversários entrarem correndo antes de saltar, ganhando mais impulsão.

    Pra terminar, vamos falar mais uma vez da bola parada. O Flamengo continua sofrendo. O Vasco levou perigo em 3 escanteios e essa é uma mini-história muito interessante e relevante para o jogo.

    O Vasco bate “de pé aberto”. Ou seja, um destro bate o escanteio na direita e um canhoto na esquerda. Assim, a bola vai abrindo e evita a saída do goleiro.

    O Flamengo marca por zona e dá espaço para os adversários entrarem correndo antes de saltar, ganhando mais impulsão.

    No primeiro escanteio, Arrascaeta está na sobra e Castán corre sozinho. Sobe mais que Thuler (que dá um passo à frente e erra o tempo de bola) e faz o gol.

    No segundo, Arrascaeta passa a fazer uma função de bloqueio, mas Henriquez escapa e quase faz o gol junto com Castán.

    No terceiro, o uruguaio é mais contundente no bloqueio e Vuaden marca pênalti. Eu não marcaria de jeito nenhum e já dei a minha opinião sobre o uso do VAR nesses casos, mas a gente precisa entender que nada no futebol é por acaso. Esse não foi um lance isolado.

    O Flamengo mereceu a vitória! Diego Alves, muito contestado, saiu como herói!

    O time segue evoluindo pouco a pouco, construindo opções e variações, escolhendo ser uma metamorfose ambulante.

    Há futuro no Flamengo de Jorge Jesus.

  • Campeões brasileiros são convocados para amistosos da Seleção

    Os Garotos do Ninho participarão dos jogos contra a Inglaterra, Austrália e Coreia do Sul, no período de data FIFA

    Campeão, artilheiro e melhor jogador do Campeonato Brasileiro Sub-17, o atacante Lázaro foi convocado neste domingo (18) para disputar três amistosos pela Seleção Brasileira da categoria. Os jogos serão contra a Inglaterra, Austrália e Coreia do Sul, no período de data FIFA. O quadrangular entre as equipes será realizado na Inglaterra nos dias 6, 8 e 10 do próximo mês.

    Além do camisa 10, ainda farão parte do grupo de 22 jogadores escolhidos pelo técnico Guilherme Dalla Déa, os também recém-campeões brasileiros, Caio (lateral esquerdo) e Daniel Cabral (meio-campista). Outro rubro-negro que estará no grupo é o meia Reinier, que nos últimos dois amistosos, contra o Chile, marcou três gols. 

    No dia 6 de setembro, a Seleção Sub-17 encara a Coreia do Sul às 15h (horário local) no St George’s Park, o centro de treinamento da seleção inglesa, em Stafforshire. No dia 8, a equipe de Guilherme Dalla Déa enfrenta os donos da casa às 17h (horário local), no estádio do Hednesford Town F.C. A equipe encerra a participação no dia 10 contra a Austrália , às 15h (horário local), novamente no St George’s Park.

    Os atletas que poderão entrar em campo por suas equipes profissionais na rodada do Campeonato Brasileiro do dia 1º de setembro, data da viagem para Inglaterra, terão logística adequada para que possam ser relacionados por seus clubes nessas partidas.

    Confira a lista de atletas convocados para a etapa:

    Crédito da imagem destacada: Marcelo Cortes / Flamengo

  • Vasco 1×4 Flamengo: as atuações e notas do time rubro-negro

    De Diego Alves a Jorge Jesus: Veja as análises e notas de quem atuou na ótima vitória diante do Vasco pelo Brasileirão

    A segunda vitória como visitante no Campeonato Brasileiro 2019 foi novamente no Mané Garrincha lotado de rubro-negros. Após vencer o CSA também em Brasília, o Flamengo bateu o mandante Vasco da Gama por 1×4 na noite deste sábado (17) e agora tem 30 pontos na competição.

    O jogo foi eletrizante desde o primeiro minuto. O Flamengo dominou o início da partida, porém, Vanderlei Luxemburgo armou um ferrolho com um trio de volantes formado por Raul, Richard e Lucas Mineiro encaixou a marcação e aos poucos foi dominando a partida, pelo menos até o meado da etapa inicial.

    O Flamengo já dominava a partida e tinha 66% de posse de bola quando, aos 41′, Arrascaeta e Bruno Henrique, que começou a partida caindo pela direita, tramaram boa jogada pela meia esquerda de ataque que culminou com um golaço do camisa 27 e nova assistência do craque uruguaio.

    O que aconteceu no segundo tempo dificilmente será esquecido. Um jogo alucinante. Logo aos 5′ o Mister Clássico voltou a aparecer. Bruno Henrique tabelou com Cuéllar, recebeu na área e mesmo atrapalhado pela zaga vascaína consegue finalizar mascado para o fundo do gol.

    A partir do segundo jogo o time rubro-negro se fez completamente senhor das ações. Aos 12′, entretanto, numa jogada despretensiosa de ataque vascaíno, o árbitro Leandro Vuaden, com auxílio do vídeo, marcou um toque de Thuler na área. Foi quando Diego Alves começou a aparecer. Pikachu cobrou e o goleiro defendeu. No escanteio decorrente da defesa de Diego Alves, Leandro Castán subiu sozinho e venceu a meta do Flamengo. Um tremendo balde de água fria. 1×2 no placar.

    No entanto, os comandados de Jorge Jesus não sentiram o gol. Jogando com muita intensidade, continuou a ser melhor na partida. Diferente do primeiro tempo, o Vasco já não marcava tão bem e o jovem Talles Magno caiu muito de produção. O sistema ofensivo do Flamengo tocava rápido e o talento começou a aparecer. O terceiro tento não tardou. Gerson cruzou para Bruno Henrique cabecear bonito para grande defesa de Fernando Miguel. O rebote escolhe logo Gabigol que pega bonito de primeira num sem-pulo.

    O gol do artilheiro do campeonato (1o gols) não mudou o panorama do jogo. Só que aos 34′, novamente a intervencionista ação do VAR brasileiro entrou em cena. Dessa vez, Arrascaeta teria derrubado o zagueiro Leandro Cástan na área do Flamengo. Bruno César pegou a bola e Diego Alves de novo fez grande defesa. Arão, ligado, evitou que o meia vascaíno pegasse o rebote. Depois do escanteio, no contra-ataque, Bruno Henrique foi puxado na área por Henríquez. Vuaden aponta o terceiro pênalti do jogo. Arrascaeta cobrou e com tranquilidade deu números finais ao clássico. Grande vitória do Mengão.

    Atualização – 22h36: Leandro Vuaden anotou o segundo gol do Flamengo para Gabriel Barbosa. Com isso, o atacante tem 11 gols no campeonato.

    Veja abaixo as notas e análises das atuações do time rubro-negro feitas pelos nosso grupo especial de colaboradores.

    Ajude o Mundo Bola a manter este trabalho! Torne-se apoiador e faça parte da nossa comunidade! Acesse Catarse.me/Mundo Bola ou PicPay.me/Mundo Bola_crf.

    Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

    Diego Alves – Hoje fez jus sua fama de pegador de pênaltis, hoje foram 2. Fez mais duas grandes defesas e foi muito bem na saída de bola. Hoje, fez uma atuação digna de goleiro de grande nível. Nota: 9.

    Por Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04

    Rodinei – Mais uma vez, as laterais do Flamengo foram os pontos frágeis deste belo time. Rodinei não achou o posicionamento certo no primeiro tempo, levando nítida desvantagem com a jovem promessa do Vasco. No apoio, apesar de não ter sido brilhante, sempre vai bem, graças ao seu vigor físico. No segundo tempo, esteve melhor posicionado e não comprometeu. Nota: 5.

    Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr

    Matheus Thuler – Um primeiro tempo seguro, não dando muitas chances para o adversário e ganhando a maioria das disputas. Porém no segundo tempo fez um pênalti (mesmo que involuntariamente) no momento que tínhamos o controle do jogo, após ser salvo por Diego Alves, falhou novamente no escanteio ao marcar a bola e não o zagueiro adversário que subiu atrás dele e fez o gol. Nota: 3.

    Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho

    Pablo Marí – Desde que chegou se mostra uma ótima contratação, hoje seus dois primeiros erros mais visíveis porém nada de mais grave aconteceu na situação, o gol foi uma desatenção de euforia. Nota: 8.

    Por Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco

    Filipe Luís – Assim como boa parte do time esteve mal no primeiro tempo. No segundo acompanhou a subida de produção da equipe e esteve mais seguro na defesa, equilibrando dessa forma a sua atuação. Nota: 6.

    Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo

    Cuéllar – Assim como todo o time foi mal no primeiro tempo, errou muitos passes. No segundo tempo melhorou muito, no desarme e na saída de bola, deu um passe espetacular para o gol do Bruno Henrique. Nota: 7.

    Por Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04

    Arão – bela partida do volante, foi bem na marcação, e na saída de bola, a mudança do jogo tático do Arão após a chegada de Jorge Jesus é impressionante. Ainda conseguiu chegar ao ataque e triangular pelo lado direto com Gerson e Rodinei. Bela atuação do volante. Nota: 8.

    Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

    Gerson – Partida regular no primeiro tempo. No segundo tempo fez o que quis no lado esquerdo, muito técnico, boa qualidade no passe, terão pesadelos com essa canhotinha maravilhosa, belíssimo lançamento no 2 gol. Nota: 8.

    Everton Ribeiro – Entrou no segundo tempo e pouco acrescentou. . Nota: 6,5.

    Por Willian Sian – Twitter: @willian_sian

    Arrascaeta – Jogo importante controlando as ações ofensivas e levando o time a frente. É impressionante a facilidade que tem pra jogar bola. Não teve culpa no pênalti marcado pelo árbitro. Além disso, bateu bem seu pênalti. Nota: 8.

    Piris da Motta – Entrou no fim para segurar o jogo e ainda teve tempo pra dar uma pegada firme no fim. Nota: 6.

    Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

    Bruno Henrique – Participou de praticamente todas as ações ofensivas da equipe ao longo do jogo. Mais uma vez decisivo foi premiado com 2 gols. Atuação de destaque para coroar a sua primeira convocação na última sexta-feira. Nota: 9.

    Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo

    Gabriel – jogador decisivo e goleador. Mesmo voltando de contusão, teve atuação determinante para esta goleada do Flamengo. Tem uma inteligência acima da média para se posicionar em campo e abrir opções para seus companheiros. Vem fazendo mais um grande campeonato. Nota: 8.

    Berrío – Entrou com a partida já decidida e não teve tempo para muita coisa. Nota: 5.

    Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr

    Jorge Jesus – Essas semanas de treinos foram ótimas para conhecer e ter mais o elenco com ele; elétrico, enérgico e conhecedor de futebol. Temos técnico enfim. Nota: 8.

    Por Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco

  • Bruno Henrique e Gabigol marcaram nos três maiores rivais cariocas

    A dupla Gabriel Barbosa e Bruno Henrique se destacou em mais uma vitória do Flamengo. Dessa vez a vítima foi o Vasco, que sofreu uma sonora goleada por 4 a 1 do Rubro-Negro: o camisa 9 fez dois e Bruno Henrique um (além de outro do uruguaio De Arrascaeta).

    Foi o 11º clássico disputado nesta temporada. O Flamengo atingiu a marca de sete vitórias, três empates e uma derrota, além de 10 gols sofridos e 20 gols marcados. Destes vinte gols pró, 13 foram marcados por Gabigol (5) e Bruno Henrique (8), dois dos reforços do clube para esta temporada.

    Assim, os dois atletas já contabilizam gols nos três principais rivais cariocas em 2019: Botafogo, Vasco e Fluminense.

    Gols da dupla em clássicos em 2019

    • 2×1 Botafogo – BRUNO HENRIQUE (2x)
    • 3×2 Fluminense – BRUNO HENRIQUE (2x) e GABIGOL
    • 1×1 Fluminense – GABIGOL
    • 2×0 Vasco – BRUNO HENRIQUE (2x)
    • 3×2 Botafogo – GABIGOL e BRUNO HENRIQUE
    • 4×1 Vasco – BRUNO HENRIQUE e GABIGOL (2x) – o árbitro validou dois gols do camisa 9 na súmula do jogo.

  • Com golaço de Ju nos acréscimos, Flamengo/Marinha empata em Porto Alegre

    Teoricamente, o duelo mais equilibrado nas quartas de final do Brasileirão Feminino A1 2019. Neste sábado, Internacional e Flamengo/Marinha se enfrentaram no Rio Grande do Sul, e empataram em 1 a 1, no campo da SESC Campestre.

    A equipe Rubro-Negra, mesmo jogando como visitante, criou as melhores chances da partida. Mas a zagueira Sorriso abriu o placar para as coloradas logo aos 16 minutos de jogo. Mesmo finalizando mais, o Flamengo não conseguia o gol de empate, até que, Day antecipou um passe adversário, deixou para Ju, que com um golaço, empatou para o Mengão aos 47 da etapa final.

    O golaço de Ju, aos 47 minutos do segundo tempo

    O Flamengo/Marinha entrou em campo com: Kaká, Raquelzinha, Andressa (Karen), Day e Fernanda Palermo (Flávia); Ju, Bia Menezes e Gaby (Sâmia Pryscila); Larissa, Ana Carla e Rafa Barros.

    Agora, o Flamengo decide em casa, a vaga para as semifinais. A partida decisiva ocorrerá no próximo sábado (24), às 14h, no estádio da Gávea. A entrada é gratuita.

    Créditos imagem destacada: Mariana Capra/Internacional

  • Gabriel tem mais gols de que todos os atacantes do Vasco no ano, juntos

    Na noite deste sábado (17) no estádio Mané Garrincha, em Brasília, Flamengo e Vasco fazem o quinto duelo no ano, pela 15ª rodada do Brasileirão, e um número curioso chama a atenção antes deste ”Clássico dos Milhões”. Gabigol tem mais gols de que todos os atacantes do Vasco na temporada.

    O atacante rubro-negro que é artilheiro do Brasileirão com 9 gols, balançou as redes dos adversários 22 vezes no ano. Se somar os números de gols em 2019 de Marrony, Tiago Reis, Rossi, Ribamar e Máxi Lopez (que já deixou o Cruz-Maltino) o resultado seria de 18.

    Apesar da soberania, Gabriel Barbosa ainda não fez gol contra o Vasco com a camisa do Flamengo, e a partida em Brasília será mais uma oportunidade para o goleador, que volta de lesão.

    Resultados em 2019

    Na temporada, o clube da Gávea venceu o de São Januário duas vezes, e empatou outras duas (com o time reserva). Confira.

    Flamengo 1 x 1 Vasco – Taça Rio | Gols: Arrascaeta (Flamengo) e Máxi (Vasco)

    Foto: Divulgação

    Flamengo 1 x 1 Vasco – Final da Taça Rio | Gols: Arrascaeta (Flamengo) e Tiago Reis (Vasco). Nos pênaltis, o rubro-negro foi campeão.

    Foto: Divulgação

    Flamengo 2 x 0 Vasco – Primeiro jogo da final do Carioca | Gols: Bruno Henrique (duas vezes)

    bruno-henrique-flamengo-final-vasco-gol
    Foto: Divulgação

    Flamengo 2 x 0 Vasco – Segundo jogo da final do Carioca | Gols: Arão e Vitinho

    Foto: Divulgação
  • Flamengo conquista seu primeiro Brasileirão nas categorias de base

    Tetra-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, tri-campeão da Taça BH e campeão da Copa do Brasil sub-17, faltava um Brasileirão organizado pela CBF para o Flamengo conquistar todos os títulos nacionais possíveis nas categorias de base. Não falta mais. Na tarde deste sábado (17), o rubro-negro venceu o Corinthians em Cariacica por 2 a 1, e sagrou-se pela primeira vez, campeão Brasileiro sub-17.

    Esta foi a primeira edição do Campeonato Brasileiro sub-17, que foi organizada pela CBF. Em 2012, a Federação Gaúcha realizou o torneio com o aval da Confederação Brasileira de Futebol, e o vencedor foi o Internacional.

    A CBF organiza o Brasileirão sub-20 desde 2015. Os campeões foram Fluminense (2015), Botafogo (2016), Cruzeiro (2017) e Palmeiras (2018). Antes disso, a Federação Gaúcha também fornecia a competição, que teve o Cruzeiro vencendo três vezes, Internacional e Grêmio duas e América-MG e Corinthians uma.

    Também existe o Brasileiro sub-23. A edição de estreia foi realizada em 2010 pela Federação Paulista, e o Internacional foi o vencedor. Em 2017, a CBF pela primeira vez organizou a competição, que teve o Inter novamente como campeão. No ano passado, o São Paulo levou a melhor.

    O jogo

    O Flamengo venceu o Corinthians por 2 a 1 com gols de Lázaro e Ryan Luka. Cauê descontou para os visitantes. O placar foi o suficiente para dar o título aos rubro-negros, já que a partida de ida, no Pacaembu, os ”Garotos do Ninho” venceram por 4 a 3. O camisa 10, Lázaro, foi o grande artilheiro da competição com 14 gols marcados.

    A conquista entra para a história da base do Flamengo, já que em fevereiro deste ano, ocorreu o incêndio que vitimou 10 atletas entre 14 e 16 anos, no Ninho do Urubu. Alguns que faleceram, poderiam estar em campo na partida deste sábado, que deu o título ao clube da Gávea.

  • Podcast Futuro Rubro-Negro | Flamengo e Corinthians decidem o Brasileiro Sub-17 em Cariacica e a campanha invicta no Brasileiro Sub-20

    Falamos sobre o título do sub-18 no torneio organizado pelo Manchester United, a preparação para a final do Brasileiro Sub-17 e muito mais!

    Mundo Bola Podcasts – Siga: @Mundo Bolapodcasts

    Baseeeee!! Mais um podcast Futuro Rubro-Negro está no ar! Matheus Berriel, Bernardo Medeiros e Bruno Vicente estão novamente juntos para contar tudo que acontece nas categorias de base do Flamengo.

    O destaque deste terceiro episódio de Futuro Rubro-Negro é a grande final do Brasileiro Sub-17 contra o Corinthians. Depois de uma virada espetacular no Pacaembu, os Garotos do Ninho recebem os paulistas em uma decisão histórica no Kleber Andrade lotado neste sábado, dia 17/08. Também falamos da vitória contra o Sport e a surpreendente campanha invicta no Brasileiro Sub-20.

    Ouça aqui no post ou através do Spotify, iTunes, Deezer, Anchor ou seu aplicativo para podcast preferido; basta digitar “Futuro Rubro-Negro” no campo de busca. E nosso feed é o https://anchor.fm/s/d1b9a60/podcast/rss.

    Não esqueça de deixar sua crítica, elogio ou sugestão no campo de comentários deste post. No Twitter, siga e troque ideia com os nossos podcasters: Matheus Berriel (@MatheusBerriel_), Bernardo Medeiros (@FlamengoBase) e Bruno Vicente (@BrunoVicente1). Acompanhe os outros podcasts do Mundo Bola!

    Não deixe de ouvir também

    Futuro Rubro-Negro #2: Podcast Futuro Rubro-Negro | Domínio internacional e decisão no Nacional 

    Gravação e edição: Erbertt Rabelo.

    Não deixe de ouvir também

  • Flamengo encara o Vasco visando melhorar seu retrospecto como visitante no Brasileirão

    Flamengo e Vasco se enfrentam no Mané Garrincha, em Brasília, às 19h deste sábado (17). O Rubro-Negro vai a campo com um ótimo retrospecto recente sobre o arquirrival: não perde há 12 jogos. Ou se preferir, três anos. Maior invencibilidade do Flamengo no clássico em toda história. São oito empates e quatro vitórias rubro-negras.  

    Porém, mesmo vivendo boa fase sobre o Cruz-maltino, principalmente se destacarmos os dois últimos embates, onde o Flamengo passou o carro nas finais do Campeonato Carioca, o Mais Querido precisará, mais do que nunca, vencer o Vasco. Isto porque o time só venceu uma vez fora de casa no Campeonato Brasileiro, e foi no mesmo Mané Garrincha. Em junho, o Fla bateu o CSA por 2 a 0, o clube alagoano vendeu o mando visando a arrecadação em outra praça.

    À época, o próprio presidente do CSA, Rafael Tenório, alegou que “o campeonato do CSA é contra os times que vão brigar para não cair”, o mandatário citou o próprio Vasco como exemplo: “eu não penso em fazer a venda de um jogo CSA x Vasco, por exemplo. Não vou, porque eu posso trazê-lo para cá e porque é meu concorrente direto para livrar da zona de rebaixamento.” 

    Flamengo não vence fora de casa há dois meses. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

    Podemos dizer, então, que a única vitória fora de casa do Fla, no Brasileirão, foi com imensa maioria de torcedores rubro-negros.  

    Dos 27 pontos conquistados no Campeonato Brasileiro, apenas seis foram como visitante, além dos três supracitados contra o CSA, o Flamengo empatou em outras três oportunidades contra São Paulo (1 a 1), Fluminense (0 a 0) e Corinthians (1 a 1), respectivamente.