Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo chega à sua melhor série de vitórias no ano com Jorge Jesus

    O Flamengo está encerrando agosto em seu melhor momento no ano. Desde a última derrota (contra o Bahia), o Rubro-Negro cresceu de produção e agora está há cinco jogos invicto. 

    A equipe de Jorge Jesus impressiona com sua qualidade e o rápido entrosamento em pouco mais de dois meses de trabalho. Além de alcançar as semifinais da Libertadores e estar na liderança do Brasileirão, o Flamengo atingiu uma marca inédita neste ano. 

    Antes do empate com o Inter no Beira-Rio, o Mengão havia emplacado quatro vitórias seguidas, feito que ainda não havia acontecido em 2019. Com o resultado no último jogo do mês, o Flamengo agora está há cinco jogos consecutivos sem perder, mas com a sucessão de vitórias interrompida.

    Anteriormente, quando Abel Braga era o treinador da equipe, a melhor sequência de jogos do Flamengo com vitórias seguidas foi de apenas três

    As vitórias

    A atual série positiva começou na partida contra o Grêmio, no Maracanã, pelo Brasileirão. A vitória por 3 a 1 sobre os gaúchos tiveram os gols de Arão, De Arrascaeta e Éverton Ribeiro. 

    Em seguida, os comandados de JJ viajaram para Brasília e enfrentaram o clássico contra o Vasco da Gama, também pelo Brasileirão. Mesmo fora de casa, o Flamengo contou com o apoio da torcida rubro-negra em peso no Mané Garrincha e conseguiu a goleada de 4 a 1 sobre o rival. Nesta rodada, Bruno Henrique, Gabriel Barbosa (duas vezes) e De Arrascaeta marcaram os tentos. 

    Depois da vitória no clássico, o Rubro-Negro voltou ao Rio de Janeiro para encarar o primeiro jogo das quartas de final da Libertadores. Contra o Internacional, o time apresentou mais uma vez o bom futebol e com competência abriu sua vantagem na ida de 2 a 0 no placar. O artilheiro da partida foi Bruno Henrique, anotando os dois na etapa final. 

    Para continuar a caminhada de bons resultados, o Mengão foi até a Arena Castelão, em Fortaleza, enfrentar o Ceará na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com direito a pintura do uruguaio De Arrascaeta, o Flamengo venceu por 3 a 0 e ainda assumiu a liderança da tabela. 

    A última vez que o Flamengo havia conquistado quatro vitórias consecutivas tinha sido no Brasileirão do ano passado. Na edição de 2018, o Rubro-Negro obteve a continuidade de partidas vencendo Santos, Sport, Grêmio e Cruzeiro entre a 34ª e 37ª rodada.

  • Galvão emocionado, Penido vibrando e tristeza gaúcha: confira as narrações da classificação do Flamengo

    Depois de 35 anos, o Flamengo está de volta a uma semifinal de Libertadores. Após vencer o Inter no Maracanã por 2 a 0, a equipe de Jorge Jesus empatou com o colorado no Beira-Rio na última quarta (28) em 1 a 1 e avançou de fase.

    A emoção entre a torcida e os jogadores foi tão contagiosa que acabou refletindo na narração dos locutores que trabalhavam na partida. Pela TV Globo, Galvão Bueno ficou visivelmente emocionado com o gol de Gabigol, e na Rádio Tupi, Luiz Penido vibrou quando o artilheiro deixou tudo igual em Porto Alegre.

    As narrações gaúchas de Pedro Ernesto, Haroldo de Souza, José Aldo Pinheiro, Sérgio Boaz e Thiago Suman tiveram um tom de tristeza, pela eliminação do Internacional.

    Tudo isso, e ainda as narrações estrangeiras, você pode ouvir abaixo. Confira.

    https://www.youtube.com/watch?v=IUctHYYkg68
  • Obrigado, amigo!

    Meu amor é por saber que, mesmo em dias em que nada da certo, ao chegar em casa, sei que você estará lá, vencendo ou perdendo

    Já disse isso algumas vezes, mas é sempre bom repetir:
    Flamengo, você é meu melhor amigo!
    Te ver feliz, me faz feliz.
    Te ver bem, me faz bem.
    Os últimos anos foram duros. Com sua dor, também sofri.
    Suas derrotas me machucam. Suas frustrações, também são minhas.
    As angústias, dividimos.
    Mas tudo na vida tem o lado bom e o lado ruim.
    Mesmo na pior, sempre estivemos juntos.
    Você sabia que em certos momentos só a sua companhia poderia me fazer sorrir. Loucura? Não!
    Existe algo que faz a gente se conectar.
    Você ai, gigante, enorme…
    Eu aqui, eu e muitos outros, pessoas comuns. Em comum, apenas a amizade.

    Flamengo, te ver sorrir ontem foi especial.
    Não pelo sabor da vitória.
    Ver que você está recuperado, feliz, pronto para ser o gigante de sempre.
    Fla, sua felicidade é a minha também.
    Espero, de coração, que seu caminho continue sendo de alegrias. Que São Judas Tadeu olhe por ti. Que suas cores continuem vivas e que a cada vitória você lembre dos amigos que aqui estão.
    Eu te amo. E te amo não por ontem.
    Meu amor é por saber que, mesmo em dias em que nada da certo, ao chegar em casa, sei que você estará lá, vencendo ou perdendo.
    Continue sendo esse amigo maravilhoso.

    Esses são os meus votos e os de 40 milhões de amigos que dividem o mesmo sentimento. Um amor tão grande que só a amizade pode explicar.

    “Eu sempre te amarei
    Onde estiver, estarei”

  • É impossível não se empolgar

    Mais do que voltar às semis da Libertadores, o Flamengo voltou a assustar. Nossa camisa hoje cintila como o vemos em nossos sonhos.

    “Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: – quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará à camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.”

    Nelson Rodrigues assim definiu magistralmente a mítica do nosso Manto Sagrado. Comecei esse texto com esse trecho de sua famosa crônica porque por anos a fio levamos essa definição tão a sério, que chegamos a escalar jogadores tão nitidamente inaptos a vestirem nossa nobre vestimenta que talvez tivesse sido melhor deixar só a camisa lá aberta em campo mesmo e torcer para que a mágica acontecesse.

    Foram anos e anos escalando elencos sofríveis que fizeram a maior torcida do universo e arredores passar por torturas e vexames mil que nos levaram a um nível de descrença quase irreversível sobre a nossa inata vocação de sermos imbatíveis por simplesmente sermos quem somos e vestirmos nossas cores.

    Pois bem, eis que esse tempo acabou.

    A noite de ontem no Beira-Rio foi histórica. Mas não me embeveci e enlouqueci com a importante classificação como se fosse uma conquista. A noite e o avançar para a próxima fase foram históricos por marcarem a confirmação do que vem se desenhando nos últimos anos: o Flamengo se reencontrou com sua vocação protagonista de ser temido em qualquer relvado em que se apresente.

    Escrevi aqui mesmo nesse espaço quando muita gente soberbamente desprezava a importante campanha que culminou no vice-campeonato da Copa Sulamericana 2017 — “Ai, Pedro, é a Série B das Américas!” — que nosso time, depois de tantos anos afastado dos holofotes em se tratando de competições internacionais, precisava criar casca nesse tipo de torneio. Precisava jogar sempre, chegar sempre, para se colocar novamente entre os favoritos não apenas por se chamar “Flamengo” mas por se apresentar como o que se espera do Destruidor Flamengo.

     

    A evolução alcançada jogo a jogo, ano a ano, após a reestruturação institucional implementada, através da melhoria de infraestrutura, de cada contratação impactante, da aposta em bons treinadores estrangeiros como Reinaldo Rueda e — sobretudo — Jorge Jesus, chega agora ao capítulo em que estamos.

    Trinta e cinco anos depois da geração Zico — nossa geração bíblica — estamos novamente entre os últimos quatro clubes que disputam a mais importante competição do nosso continente. E num ano que não são quatro quaisquer: estamos falando de Boca Júniors e River Plate, os gigantes argentinos, e do Grêmio, o brasileiro de maior sucesso nesse tipo de torneio nos últimos anos. 

    Não ganhamos nada ainda. Na verdade, falta muito. Mas, mais do que o resultado impactante conquistado ontem — que confirmou a quebra da maldição que nos possuiu nas últimas décadas —, o que nos chama atenção é o espírito dessa equipe. São os olhares compenetrados de cada jogador, ineditamente competentes do goleiro ao centroavante como não me lembro de ter visto o Flamengo ter em muuuuuuuuito tempo. É a organização tática implementada pelo treinador português, onde cada um parece saber exatamente o que fazer, além de apresentar variações necessárias a desatar os nós que surgem dependendo da postura adversária. É a mentalidade controlada, que varia entre a frieza calculista e a fundamental erupção emocional nos momentos certos. É o talento individual que surge em favor do coletivo.

    Mais do que voltar às semis da Libertadores, o Flamengo voltou a assustar. O vermelho e preto de nossa camisa hoje cintila como o vemos em nossos sonhos e nossos sonhos vêm jogo a jogo se mostrando cada vez mais realistas.

    Chegou a hora, irmãs e irmãos rubro-negros. Nossa fé não se mostra mais infundada e cegamente passional. 

    O Flamengo acordou. Portanto ajoelhem-se adversários. Estamos aqui para atropelar.

  • Internacional 1 x 1 Flamengo – Estamos na semifinal da Liberta

    O Flamengo controlou a partida e depois de um milhão de anos está de volta à semifinal da Libertadores

    O Flamengo foi um time muito maduro durante todo o jogo. Já podemos dizer que é realmente bem treinado pelo Mister Jorge Jesus.

    No primeiro tempo dominou amplamente a partida

    Teve duas ótimas oportunidades de gol perdidas por Gabigol que poderiam dar uma tranquilidade desde o início.

    A zaga sólida de Pablo Mari e Rodrigo Caio garantia as bolas lá atrás, enquanto Cuéllar fazia uma ótima partida como primeiro volante, inclusive nas saídas de bola.

    Gerson, escalado para substituir Arão, não foi brilhante como quando joga mais avançado. De qualquer maneira, o Internacional precisando vencer e lotando seu estádio, não viu bola no primeiro tempo.

    O Flamengo reclamou de um pênalti em que a bola teria batido na mão do adversário na grande área. Também achei pela televisão. O VAR não. Então segue o jogo.

    Sabemos todos que o futebol sempre pune o time que sai perdendo gols feitos.

    Então veio o segundo tempo

    E o Flamengo pareceu ter entrado menos focado.

    O Inter adiantou suas linhas e Odair Helmann foi juntando atacantes ao time. Primeiro Wellington Silva, depois Nico Lopez.

    E em uma bola parada, invariavelmente batida com precisão “manual” pelo D’Alessandro, fez o seu gol. Um jogador em impedimento pareceu ter atrapalhado Cuéllar. E por isto a arbitragem, com o auxílio do VAR, ficou analisando o lance por mais de 5 minutos. Haja paciência.

    O Inter se animou. Foi todo para cima. Tirou até um zagueiro. Mas a zaga do Flamengo estava bem segura. A rigor, o Inter só teve uma única chance real o jogo todo – a do gol. E só. 

    Nesta toada de tentar o empate, abriu espaço para Arrascaeta meter uma bola para a correria do Bruno Henrique, com Gabigol ao seu lado. Dois atacantes contra um defensor e o goleiro do Inter. Até covardia.

    Bruno Henrique fez que ia chutar e deu a bola açucarada para Gabigol. Desta vez, finalmente, o artilheiro não perdeu. Fez seu 26º gol na temporada.

    E no pouco tempo que restava, o Inter teria que fazer mais 3 gols. Não dava mais. O Flamengo controlou a partida e depois de um milhão de anos está de volta à semifinal da Libertadores. Agora enfrentará o time do Grêmio. Pedreira. Mas só Jesus tira o pecado das pessoas.

  • Desfrutem um Flamengo que dá prazer

    Estamos apenas na semifinal. Falta muito, muito, muito para o título. Mas hoje eu tenho prazer de ver o Flamengo jogar.

    Quais eram seus maiores sonhos quando você tinha 8 anos de idade?

    Quais são seus maiores sonhos hoje?

    Restou algum daquele tempo? Algo que você não realizou e que sobreviveu ao susto da vida adulta?

    Uma criança sonha dentro de mim

    Comecei a gostar de futebol tarde. Só me encantei mesmo no Carioca de 96, com quase 8 anos de idade. Até então não dava bola.

    Ali, me apaixonei. Demorou para me tornar torcedor de estádio, mas o Flamengo já ocupava um espaço gigantesco na minha vida.

    Eu ouvia as histórias dos mais velhos.

    Um Flamengo dominante, imbatível. Um time que tinha o maior craque do mundo, que conquistou o Brasil mais que todos os outros e subiu no topo do mundo ainda antes de eu nascer.

    Eu sonhava. Não só eu.

    A minha geração inteira.

    Meu sonho era ver o Flamengo campeão brasileiro e da Libertadores

    Em 2009, depois da penúltima rodada contra o Corinthians, pulei de roupa a piscina. Fiquei quieto lá, olhando pro céu, lembrando dos meus 8 anos de idade.

    Quando Angelim virou o jogo contra o Grêmio, sentei na arquibancada do Maracanã e fechei os olhos. Estava em paz.

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    Um desconhecido se abaixou, pegou a minha mão: “Levanta, cara! Eles precisam da gente!”

    Vencemos aquele título juntos. Todos nós! É o título da minha geração!

    Não me entenda mal. Vivi profundamente um tri contra o Vasco e outro contra o Botafogo.

    Vi no Maracanã a Copa do Brasil em 2006 e em 2013. Ganhei Copa dos Campeões, Mercosul… Minha geração de rubro-negros viu uma quantidade razoável de títulos lindos.

    Mas nunca vimos um Flamengo realmente dominante

    Teve o plano ISL, o melhor ataque do mundo, o Hexa aos trancos e barrancos…

    Vivemos uma gangorra de emoções.

    Ser Flamengo é isso. É estar constantemente entre a realidade e a ficção, o céu e o inferno.

    Falam da riqueza atual do Flamengo como se fôssemos representantes de uma elite sempre favorecida num jogo desigual.

    Meu irmão, a gente comeu o pão que o diabo amassou. Se hoje o Fla paga suas contas e ainda distribui dinheiro pros outros times do país, é porque a gente lutou muito.

    Quais eram seus maiores sonhos quando você tinha 8 anos de idade?

    Todos os sonhos que eu tinha aos 8 anos se foram

    Nunca pude ter uma girafa ou ser astronauta. Jogador de futebol, nem pensar.

    O que me conecta àquele menino que fui é o Flamengo. A única coisa que eu sonhava aos 8 e ainda sonho aos 31 é a Libertadores.

    Estamos apenas na semifinal. Falta muito, muito, muito para o título.

    Mas hoje eu tenho prazer de ver o Flamengo jogar.

    Isso já vale mais que tudo

    Digo e repito para a minha geração: desfrutem, galera. Esse momento é nosso.

    Não a liderança momentânea do Brasileiro ou a classificação na Libertadores. Não sabemos o que vai acontecer.

    Desfrutem um Flamengo que dá prazer.

    Desfrutem como se tivéssemos 8 anos de idade.

    SRN

  • Flamengo 1×1 Internacional: Pequena crônica de um jogo histórico

    O Flamengo parece mesmo estar em uma escalada inevitável, inexorável e imponente rumo ao topo da América do Sul. Que venha o Grêmio!

    A torcida do Flamengo esperou 35 anos para comemorar este momento: o Mais Querido do Brasil está de volta a uma fase semifinal da Libertadores da América. Depois de um primeiro tempo sem gols e com domínio do Fla, o segundo tempo foi mais tenso, com o Colorado saindo na frente aos 16′, gol de Rodrigo Lindoso.

    A temperatura, a pressão e o receio do torcedor foram a pino. Alguns traumas do passado começaram a assombrar. Porém, este Flamengo é diferente de tudo que a gente já viu nos últimos tempos. Segurou o ímpeto do Internacional e esperou a bola do jogo. E ela veio aos 39′. Final de jogo no Beira-Rio, o Flamengo de Jorge Jesus, de Deus e do Povo nos concedeu uma alegria sumida há três décadas e meia. É um dia histórico.

    Primeiro tempo

    Como isso aqui é Flamengo, não poderia ser sem sofrimento. Depois de um primeiro tempo de almanaque, onde o escrete comandado pelo português Jorge Jesus finalizou mais que o dono da casa. Duas dessas finalizações foram chances incríveis perdidas por Gabriel Barbosa, uma logo no primeiro minuto e a outra aos 43′, em ambas o artilheiro ficou frente a frente com Marcelo Lomba. Com o placar inalterado e 45 minutos a menos rumo à próxima etapa da Conmebol Libertadores 2019.

    Números da etapa inicial

    Internacional x Flamengo
    Posse de bola: 52 x 48%
    Finalizações: 6 x 9
    Chances reais de gol: 1 x 5
    Bolas levantadas: 11 x 9
    Faltas cometidas: 8 x 6
    Passes errados: 11 x 17
    Desarmes: 13 x 21
    Roubadas de bola: 5 x 8
    Mais finalizações: Rafael Sobis e Gabigol (3)
    Mais roubadas de bola: Rafinha, Filipe Luís e Cuéllar (2)
    Mais desarmes: Rodrigo Caio (6)
    Mais faltas recebidas: D’Alessandro, Diego Alves e Bruno Henrique (2)
    Mais faltas cometidas: Rafael Sobis (3)
    Defesas difíceis: Marcelo Lomba (3)

    Fonte: GloboEsporte.com

    Segundo Tempo

    A estratégia rubro-negra para a etapa final foi diminuir a velocidade do jogo. Parecia também um tanto desgastado físico e mentalmente. Acabou perdendo imposição e o adversário cresceu. Foi pra cima. O Flamengo não vencia mais os duelos.

    Apesar disso, o Inter não conseguia criar ou elaborar jogadas que causassem temor para a zaga e o sistema defensivo cada vez mais ajustado de Jesus. Uma falta na lateral direita, aos 16′, mudaria o panorama modorrento. A falta bem batida por D’Alessandro encontrou Lindoso. O repeteco do lance não parecia dar esperança que o VAR o anularia. O gol foi legal, Lindoso não estava impedido e não houve falta na jogada.

    Ficou difícil não apenas temer pela classificação. Um filme de vexames passou pela memória de todo mulambo que assistia o jogo no mundo, da FlaUSA, passando pela FlaLisboa, Flacaju, Fla Amapá, Fla Bahia, FlaBH e até o rubro-negro acordado na madrugada da Polônia.

    Não aconteceu. Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Marí, Filipe Luís (Renê), Cuéllar (Piris da Motta), Gerson, Everton Ribeiro (Berrío), Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol nos levaram mais longe dessa vez.

    Quando Bruno Henrique avançou com apenas Edenilson representando a defesa do Internacional. Todo rubro-negro vivo, adoentado ou morto, gritou para que o camisa 27 tocasse para o 9. Ele não perderia dessa vez. Gabriel Barbosa, Gabigol. Artilheiro do Flamengo na temporada. Empatou ao 39′. O jogo foi ate os 53′.

    Nem precisava. Calada a torcida colorada no Beira-Rio. Em êxtase, gritando olé, os cerca de 2.500 rubro-negros no estádio do rival a ostentarem o orgulho de fazer parte da Nação em sua escalada inevitável, inexorável e imponente rumo ao topo da América do Sul. Que venha o Grêmio de Renato Gaúcho.

  • Atuações e notas de Internacional 1×1 Flamengo

    De Diego Alves a Jorge Jesus: Veja as análises e notas de quem atuou na classificação às semifinais da Libertadores

    Veja abaixo as notas e análises das atuações do time rubro-negro no empate de 1×1 com o Internacional, no Beira-Rio, feitas pelos nosso grupo especial de colaboradores.

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    Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

    Diego Alves

    Mostrou a importância de ter um goleiro experiente em campo fazendo o tempo passar em cada oportunidade. Sem culpa no gol do Inter. Nota: 7,0.

    Por Edson Lira – Twitter: @edsonjslira

    Rafinha

    Partida corretíssima , consciência tática, posicionamento, experiência e acima de tudo rubro negro. Nota: 7,5.

    Por Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco

    Rodrigo Caio

    Muito seguro, mais uma vez anulou o Guerrero e antecipou bem todas as jogadas, muito bem postado na zaga, e passou muita segurança durante todo o jogo. Só foi um pouco ansioso em alguns lances de saída de bola quando estava 1×0 ainda. Nota: 7,0.

    Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho

    Pablo Marí

    Preciso nos desarmes e cortes lá atrás. Com a bola no pé teve bons passes para começar a construção do time. Nota: 8,5.

    Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

    Filipe Luís

    Foi uma partida regular do Lateral esquerdo do Flamengo. Perdeu algumas disputas como para o guerreiro no primeiro tempo ainda no mesmo teve uma boa oportunidade na qual chutou forte para defesa do goleiro Marcelo Lomba. Tomou um cartão amarelo aos 8 minutos do segundo tempo. Sendo substituído aos 49 do Segundo tempo para a entrada do Renê. Nota: 5.5.

    Renê – Entrou aos 49 do segundo tempo. Sem nota.

    Por Antônio Rêgo – Twitter: @antoniorn_07

    Cuéllar

    Começou o jogo deixando Gabriel cara a cara com o goleiro. Depois fez seu papel sem muito destaque, falhando apenas no lance do gol do Inter, quando deixou Patrick tomar a sua frente impedindo que o colombiano chegasse na bola. Algumas vezes ainda erra cobertura, mas no geral foi bem. Saiu para a entrada de Piris. Nota 6,0.

    Piris da Mota – entrou para morder todo mundo que passasse por perto. Mordeu todo mundo. Correto. Nota: 6,0.

    Por Edson Lira – Twitter: @edsonjslira

    Gerson

    Pela primeira vez, jogou na posição em que foi contratado e curiosamente, não foi o mesmo jogador que vinha sendo na temporada. Poderia ter rendido mais. Nota: 6,0.

    Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr

    Everton Ribeiro

    Comandou o time no primeiro tempo junto com Gerson, segurou bem a bola, deu velocidade e ritmo ao meio campo. Um jogador de muita qualidade e está vivendo um grande ano. Jogou do meio pra direita. Primeiro tempo foi primoroso. Nota: 7,0.

    Berrío – Entrou no final, sem nota.

    Por Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04

    Arrascaeta

    Partida discreta, não foi tão decisivo no ataque, teve uma atuação ajudando mais na defesa fechando a lateral, mas o craque é o craque, roubou a bola e deixou o time no 2 x 1 no contra-ataque e resolveu a classificação. Craque, diferenciado. Nota: 6,0.

    Por Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco

    Bruno Henrique

    Não vinha bem na partida, esteve sumido boa parte do tempo, mas numa das poucas oportunidades que surgiu fez o que se espera de um jogador decisivo e deu bela assistência, no tempo correto, para o gol de empate. – Nota: 7,0.

    Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr

    Gabriel Barbosa

    Como explicar? Minha mãe do céu, fez com que os torcedores estivessem à beira de um ataque cardíaco. Brigou, lutou e, finalmente, trouxe a felicidade com o gol após belíssimo passe de BH. Nota: 8,0.

    Por Willian Sian – Twitter: @willian_sian

    Jorge Jesus

    Conseguiu armar o Flamengo para segurar o time do Inter sem muitos sustos. Acertou nas substituições. Ainda teve a presença de espírito de levar os jogadores para agradecer os torcedores ao fim do confronto. Nota: 8,0.

    Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

  • Gabigol marcou em todos os seus adversários pós-Copa America

    Gabigol foi fundamental para a classificação do Flamengo às semifinais da Libertadores 2019, ao marcar o gol de empate no Beira Rio. Mesmo com algumas chances perdidas, o camisa 9 do Mengão segue a sina e marcou em todos os adversários que enfrentou no período pós-Copa América.

    Desde a chegada de Jorge Jesus, Gabriel Barbosa disputou 16 jogos e fez 18 gols. Só passou em branco na derrota para o Emelec (0-2) e no jogo de ida contra o Internacional (2-0), ambos pela Libertadores. Mesmo assim, Gabigol fez gols nos 11 adversários que enfrentou:

    • ATHLETICO-PR – Copa do Brasil : dois gols (1-1 e 1-1)
    • GOIÁS – Brasileirão: dois gols (6-1)
    • CORINTHIANS – Brasileirão: um gol (1-1)
    • BOTAFOGO – Brasileirão: um gol (3-2)
    • EMELEC – Libertadores: dois gols (2-0)
    • VASCO – Brasileirão: dois gols (4-1)
    • CEARÁ – Brasileirão: um gol (3-0)
    • INTERNACIONAL – Libertadores: um gol (1-1) / Brasileirão: 1 gol (3-1)
    • PALMEIRAS – Brasileirão: dois gols (3-0)
    • AVAÍ – Brasileirão: um gol (3-0)
    • SANTOS – Brasileirão: um gol (1-0)
    • CRUZEIRO – Brasileirão: um gol (2-1)

    Vale lembrar que Gabriel não enfrentou Bahia e Grêmio, quando esteve em período de recuperação após o jogo contra o Emelec.

  • Com enredos semelhantes, Flamengo elimina Internacional duas vezes em cinco dias

    O mês de agosto reservou quatro confrontos entre Flamengo e Internacional. Dois deles válidos pela Libertadores, e os outros dois pelo Brasileirão Feminino. Nos dois campeonatos, os confrontos foram válidos pelas quartas de final. E o agregado foi o mesmo: 3 a 1 para o clube carioca.

    Brasileiro Feminino

    No jogo de ida, realizado em Porto Alegre, as equipes empataram em 1 a 1, com gols de Sorriso (coloradas) e Ju (Rubro-Negras). Na partida da volta, o Flamengo/Marinha contou com o apoio da Nação Rubro-Negra e derrotou as gaúchas por 2 a 0, gols de Larissa e Ju. No agregado, 3 a 1 e vaga nas semifinais, onde a equipe enfrentará o Corinthians.

    Libertadores

    Já na competição masculina, o Flamengo fez a primeira partida no Maracanã, e fez seu dever de casa: 2 a 0, com dois gols de Bruno Henrique. A partida decisiva, no Beira Rio, acabou empatada em 1 a 1. O gol do Mengão foi anotado por Gabigol. No agregado, novo 3 a 1 e vaga nas semifinais, onde a equipe enfrentará o Grêmio.