“O Flamengo mete medo”. Essa foi a manchete do mais famoso jornal argentino “Olé” repercutindo a vitória rubro-negra frente ao Avaí, do último sábado.
A matéria destacou o poder de elenco do clube da Gávea, que mesmo sem Bruno Henrique, Arrascaeta, Berrío (convocados por suas seleções) e Rodrigo Caio (suspenso), não tomou conhecimento de seu adversário, goleando por 3 a 0 e disparando na liderança da competição.
Os argentinos estão acompanhando de perto a equipe de Jorge Jesus, já que na final da Libertadores os confrontos entre Boca Juniors/River Plate x Flamengo pode acontecer.
O rubro-negro está na semifinal da maior competição do continente, e enfrentará o Grêmio. No outro lado da chave, os históricos rivais argentinos irão duelar.
O Flamengo de Jorge Jesus está próximo de bater mais uma meta ousada.
Após classificar o rubro-negro depois de 35 anos para uma semifinal de Libertadores, e ultrapassar a última melhor campanha do clube em pontos no primeiro turno do Brasileirão, a equipe do português está a apenas dois gols de ser o melhor ataque da história dos pontos corridos nas primeiras 19 rodadas.
O Fla tem 41 gols e perde apenas para o Cruzeiro de 2013, que alcançou 42 na metade do campeonato.
Fla terá chance de alcançar essa marca contra o Santos, neste sábado, às 17h no Maracanã. Inclusiva com o empate, o rubro-negro já garante o título simbólico do primeiro turno da competição.
Acusado de beneficiado com venda de mando, o Fla na verdade é usado pelos outros clubes para arrecadarem mais dinheiro e fecharem as contas
Neste último sábado (7), o Palmeiras teve 11 minutos de acréscimo: jogo até virar com gol no último minuto.
A rodada 18 do Brasileirão também teve o Santos que deixou de perder em casa para os reservas do Athletico com um pênalti absurdo inventado pelo VAR.
A pauta da imprensa? Clubes que vendem seu mando de campo.
Quando o Palmeiras jogou contra América-MG e Paraná com mandos de campos do adversário vendidos para terceiros e jogados em praças onde torcedores do Palmeiras foram maioria, não houve o escarcéu.
Neste Brasileirão 2019, o Fluminense vendeu contra o Corinthians e o Botafogo contra o Palmeiras. E o Vasco vendeu contra o Flamengo.
Mas aí a imprensa quer colar na sua cabeça que o beneficiado é o Flamengo, quando na verdade ele é usado pelos outros clubes para arrecadarem mais dinheiro e fecharem as contas.
Imagem: Reprodução
Lembrando ainda que foi no arbitral de clubes da CBF que a venda de mando foi aprovada. O Flamengo joga no Maracanã, e se o estádio estiver indisponível, joga em qualquer estádio do Brasil com sua torcida presente.
Não é o Flamengo que deve ser atacado.
Quando tocam no assunto e levantam as questões para o debate, usam nosso escudo, nosso nome e nossa história. Tudo para diminuir um possível título.
A outra pauta deles será a cota de televisão que a pedido dos próprios clubes segue o modelo inglês de distribuição igualitária.
Pela primeira vez na temporada, o Flamengo/Marinha foi derrotado jogando como mandante. A derrota ocorreu contra o Corinthians, em Cariacica, na tarde deste domingo (08). A equipe paulista venceu o duelo por 2 a 1, com gols de Erika e Victoria Albuquerque. A capixaba Ana Carla descontou para as Rubro-Negras.
Ainda no primeiro tempo, Erika recebeu belo passe de Vic e abriu o placar, sem chances para a goleira Kaká. Na segunda etapa, Rafa Barros invadiu a área, dividiu com a zagueira adversária e a bola sobrou para Ana Carla empatar a partida. Porém, aos 30 minutos, Victória aproveitou bola rebatida na área carioca e fez o gol do triunfo alvinegro.
O Flamengo entrou em campo com: Kaká; Raquelzinha, Karen, Andressa e Fernanda Palermo; Bia Menezes (Raiza), Ju e Gaby (Sâmia Pryscila); Ana Carla, Rafa Barros (Flávia) e Larissa.
O duelo que definirá a equipe que avança à grande final da competição ocorrerá no próximo domingo, às 14h, no Parque São Jorge.
Novamente o VAR parece estar a favor do time que disputa com o Flamengo o topo da tabela do Brasileirão.
Assim como aconteceu na estreia de Daniel Alves no São Paulo, quando nem árbitro de campo e nem “árbitro de vídeo” quiseram estragar a festa no Morumbi marcando pênalti claro a favor do Vozão. Hoje na Vila Belmiro, os homens que cuidam do jogo justo atrapalharam a configuração da parte de cima da tabela em prol dos times paulistas.
De olho no Alvinegro Praiano
Envolvido com a final da Copa do Brasil, o Athletico-PR do técnico Thiago Nunes foi a Vila Belmiro encarar o vice-líder Santos com uma equipe completamente reserva. Mesmo o experiente capitão Lucho González já não é considerado titular absoluto no rubro-negro paranaense.
O Santos de Jorge Sampaoli estrou desfalcado do suspenso Victor Ferraz (também apresenta um quadro com dores no joelho), e de Derlis Gonzáles, Soteldo, Cueva e Jorge a serviço de suas seleções.
A estratégia de Sampaoli foi começar o jogo em alta intensidade e pressionando muito a zaga athleticana. Pouco antes dos 10 minutos, o placar poderia ter sido aberto quando Marinho recebeu presente do goleiro Léo na entrada da área e desferiu forte chute que parou na zaga adversária.
Aos 16′, Diego Pituca recebeu cartão amarelo e está suspenso para o confronto contra o Flamengo, no próximo sábado, no Maracanã, às 17h. O jogador é titular absoluto e um dos destaques do Santos no Brasileirão.
Depois do início forte, o alvinegro tirou o pé do meio do primeiro tempo para frente. Atuando com três zagueiros, Lucas Veríssimo, mais à direita, se destacava ganhando todos os duelos. Foi o melhor jogador do Santos. Recebeu cartão amarelo já nos acréscimos mas não estava pendurado.
Jean Motta, Uribe e o artilheiro Eduardo Sasha terminaram o primeiro tempo como destaques negativos do Santos. E o gol de Brian Romero premiou o Athletico-PR, que dominou o time de Sampaoli após a pressão inicial.
O time paranaense jogou quase o segundo todo em sua própria área. No entanto, o goleiro Léo foi realmente exigido apenas em escanteios no primeiro pau.
Uribe mostrou para os último incrédulos que realmente foi um bom negócio sua transferência para o time paulista. O colombiano desperdiçou chance incrível ao cabecear por cima do gol, dentro da pequena área.
Sampaoli começa a tumultuar
Jorge Sampaoli mostrou outra faceta estrategista quando começou a pressionar a arbitragem. Tudo bem que o time de Thiago Nunes fazia cera. Mas o argentino aproveitava para dar um show à beira de campo. O jogo tornou-se extremamente nervoso.
Paulo André, agora diretor de futebol do Athletico Paranaense, na entrevista coletiva pós-jogo acusou Sampaoli de xingar jogadores do seu time. “Os próprios jogadores do Santos disseram que isso é normal. Ele faz sempre. Não sou preconceituoso, tenho amigos argentinos. Mas isso é anti-ético”, disse o ex-zagueiro.
Aos 45 minutos do segundo tempo, Marinho dominou na esquerda e partiu em direção ao gol perseguido pelo marcador. Quando entrou na área desabou. O juiz deu falta fora da área.
Segundo a interpretação do juiz, um toque teria desequilibrado o atacante. De forma completamente misteriosa, o VAR chama o árbitro que muda de ideia e marca penalidade máxima.
“Fomos garfados”, vaticinou Paulo André, sobre a decisão.
Se houve realmente algum toque dentro da área ela ocorre após uma falta que o próprio árbitro da partida marcou. Não deu para entender o porquê do chamado do VAR e marcação do penal convertido por Sanchéz. Ou melhor, deu…
Além de doutrinar no campo e na bola, o Flamengo agora irá além e começará a doutrinar na administração dos clubes. Devido ao recente poderio bélico do esquadrão flamenguista, a eterna discussão sobre cotas de TV ganhou corpo novamente, reavivada por torcedores e dirigentes de times notoriamente caloteiros.
O debate da vez é sobre como o dinheiro recebido pela transmissão de seus jogos ajudou o Flamengo a pagar as suas dívidas. Teve gente chorando e fazendo contas pra mostrar que os valores das cotas são desiguais. O que ninguém debate é a responsabilidade dos clubes, e o que cada um faz com o dinheiro que recebe.
Começando em 2013, após uma mudança de gestão, o Flamengo pegou cada centavo extra e reverteu para o pagamento de dívidas. Começava ali a “austeridade flamenga”. Lembrem-se que o Flamengo mandou embora Vagner Love, artilheiro do time e xodó da torcida naquele momento. E mandou embora porque não tinha condições de pagar nem o salário e nem o que restava do valor da transferência. O Flamengo lutou dois anos contra o rebaixamento, passou três anos contratando jogadores de divisões inferiores e aguentou todo o tipo de chacotas, de dirigentes de clubes a jornalistas/apresentadores de TV, todo mundo fez piada com o Flamengo nesse período.
Foto: Flamengo / Divulgação
Qual dirigente de clube grande teria hoje a moral de contratar jogadores do interior paulista pra montar elenco? Quem apostaria hoje em Hernane Brocador pra ser o camisa 9 por uma ou duas temporadas na série A? Será que o dirigente que reclama das cotas aceitaria correr o risco de ser rebaixado só pra poder colocar as finanças do clube em dia?
A história recente mostra exatamente o oposto. Teve time já mega endividado contratando o caríssimo Seedorf, teve time mantendo elenco com salário astronômico depois da saída do mecenas e teve time que montou elencos grandes e caros para ter retorno esportivo, e teve, mas agora se vê ameaçado com perdas de pontos por ter processos julgados pela Fifa. Ninguém quer ficar marcado como “o dirigente que pagou as dívidas mas foi rebaixado”, todos querem ver seu nome entoado nas mais belas canções das torcidas. Eu fui campeão, eu montei o time mais vencedor que o clube já teve. Glórias e afagos ao meu ego!!!
E as dívidas geradas pelos seus atos? Vai ficar para o próximo dirigente. Que vai deixar para o próximo dirigente, que vai deixar para o próximo, e etc. Até que isso estoure na mão de alguém.
No Flamengo teve gente com culhão o suficiente pra aguentar a missão de sanear as dívidas. E é por isso que hoje o clube montou um elenco digno de seleção, e também é por isso que estamos discutindo de novo as cotas de TV. E agora com o novo modelo de distribuição de cotas a coisa vai ficar pior ainda pra quem for incompetente, uma queda para a série B vai diminuir drasticamente o valor recebido.
E antes que eu me esqueça, o modelo de distribuição das cotas implementado em 2019 foi votado em 2016. Todos tiveram 3 anos para se adaptar mas poucos fizeram algo a respeito. Reclamar que o Flamengo ganha mais é fácil, difícil mesmo é pagar as dívidas.
Com a vitória por 3×0 diante do Avaí, pela 18ª rodada do Brasileirão 2019, o Flamengo de Jorge Jesus manteve-se no topo da tabela da maior competição do país.
A rodada de fechamento do primeiro turno, diante do Santos de Jorge Sampaoli, pode literalmente ser considerada uma grande decisão. Afinal, o Mais Querido e o Peixe são os dois líderes, com 39 e 36 pontos, respectivamente. O alvinegro ainda encara o Athletico-PR, na Vila, neste domingo (08) e pode então chegar à mesma pontuação.
No próximo sábado (14), o Maracanã estará novamente lotado e a Nação vai empurrar o time do início ao fim. A vitória abre a possibilidade de bater o recorde de pontos do clube em um turno de campeonato brasileiro desde que o sistema de pontos corridos foi instituído.
No segundo turno da campanha do hexacampeonato, em 2009, o time treinado por Andrade fez 40 pontos. Foram apenas três derrotas. No primeiro turno a campanha foi irregular e até certo ponto preocupante. O time chegou a ficar em 14º lugar na tabela.
Reforçado com Adriano desde a quarta rodada, o time engrenou posteriormente quando o ídolo Andrade foi efetivado no cargo e com o encaixe de Maldonado e Álvaro no sistema defensivo. Ao longo da segunda perna da vitoriosa campanha, o Mengo venceu 12 vezes, empatou quatro e perdeu em apenas três oportunidades. Com uma arrancada típica do “deixou chegar f*”, somou 40 pontos e estabeleceu o recorde que pode ser quebrado esse ano.
Certamente, bater recordes pode motivar ainda o Flamengo de Jorge Jesus contra o Santos de Jorge Sampaoli.
Para o segundo turno
As derrotas para Internacional e Atlético-MG, quando o treinador ainda era Abel Braga, impossibilitam um outro recorde: o de menor número de derrotas em em único turno.
Atualmente ele pertence ao Flamengo de Zé Ricardo. No segundo turno da edição de 2016, o Flamengo perdeu apenas quando visitou Sport e Internacional. Foi o menor número de derrotas do Flamengo na história.
De Diego Alves a Jorge Jesus: Veja as análises e notas de quem atuou na grande vitória do Flamengo sobre o Avaí
Já virou rotina os jogos do Flamengo terminarem em olé! Não foi diferente conta o lanterna Avaí, que vendeu seu mando de jogo para o Mané Garrincha.
Sorte dos rubro-negros de Brasília. Eles assistiram neste sábado (07) um show do time que lidera o Brasileirão e ainda colocou mais uma joia em campo para brilhar: Reinier, 17 anos, fez valer o esforço do clube para que estivesse apto para o jogo.
Com assistência do novo xodó da torcida, Gabigol abriu o placar e se isolou ainda mais na artilharia da competição, agora com 15 gols. A estrela de Reinier, multa de mais de R$ 300 milhões, brilhou ainda mais quando Gabriel retribuiu o presente no primeiro tempo e colocou Reinier na cara do gol para fazer o terceiro.
“Entrei para a história dele. O primeiro gol foi com passe meu”, disse com humildade o jogador que mais marcou gol no Brasil, ao lado da joia, na saída de campo.
Com mais um placar clássico seguido na conta – não tomou conhecimento do Palmeiras com o 3×0 na rodada anterior – o time de Jorge Jesus acumula 39 pontos e pode fechar um turno de Brasileirão com 42 pontos, estabelecendo a melhor marca do Flamengo em toda a história dos pontos corridos.
Veja abaixo as notas e análises das atuações aplicadas pelo nosso grupo especial de colaboradores.
Com passe de Gabriel: Reinier aproveita a chance e marca pela primeira vez nos profissionais. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Diego Alves
Mais uma boa partida com o manto: fez diversas defesas difíceis. Desacreditado por muitos, mostrou o porquê de ser o dono da camisa um. Deu a volta a volta por cima com a facilidade de quem toma um café nos momentos mais difíceis. Nota: 9,0.
Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian
Rafinha
Outra partida regular do lateral-direito. Muito bem nas coberturas na defesa e nas triangulações no ataque. Por pouco não saiu de campo com mais uma bela assistência na conta em lindo passe não aproveitado por Everton Ribeiro. Como é bom ter laterais. Nota: 7,0.
Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_
Rodolpho
Apesar dos espaços generosos dados pelo sistema defensivo do Flamengo aos jogadores do Avaí, Rodolpho não comprometeu, fazendo uma razoável partida. É nítido, porém, que tecnicamente ele está abaixo do resto do elenco. Nota: 6,0.
Por Ivo Junior – Twitter: @Ivofsjr
Pablo Marí
Seguro e correto o tempo todo. Ainda fez mais um gol hoje. Nota: 7,0.
Por Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco
Filipe Luís
Partida tranquila. Sem muitas exigências defensivamente. Sempre tático, com desarmes precisos e antecipações. Ofensivamente foi bem discreto, e mesmo com algumas quebras de linhas do adversário, pouco acrescentou nesse quesito. Nota: 7,0.
Renê: Entrou no fim do jogo e pouco contribuiu. Sem nota.
Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho
Piris da Motta
Foi mal no jogo. Atrasado na cobertura de várias jogadas e sem tempo de bola no combate direto. Não ajudou na saída de bola. Jogo pra deixar uma pulga atrás da orelha de Jorge Jesus em relação a capacidade dele de substituir Cuéllar no elenco. Nota: 4,0.
Vitinho: Tentou algumas jogadas de ataque; deu um bom chute ao gol. Pareceu sem confiança pra tentar algumas jogadas. Precisamos dele melhor para fortalecer o elenco. Nota: 5,0.
Por Márcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes
Arão
Jogador que mais evoluiu até aqui com Jesus. Defensivamente um monstro. Tem, ao lado de Gerson, tomado conta do meio-campo rubro-negro. Hoje apareceu bem menos no ataque, porém vem se apresentando de forma efetiva. O atual Arão é um jogador que poucos conheciam. Nota: 6,0.
Por Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro4
Gerson
Difícil descrever a quantidade de adjetivos que ele merece. Se algum dia tivéssemos um chapéu seletor certamente ele gritaria Flamengo ao menor toque em sua cabeça. Possui a alma do rubro-negro: vibra, luta e encanta. No jogo, em termos táticos, fez o chamado box-to-box, com inversões. Tem um triângulo de videogame ali naquela canhota. Nota: 8,0.
Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian
Everton Ribeiro
Participou bastante do jogo. Muita movimentação. Buscou jogo o tempo todo, e sem a bola nos pés preencheu bem o lado que jogou. É excelente válvula de escape nas jogadas ofensivas. E ainda foi contemplado com uma assistência. Nota: 9,0.
Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho
Reinier
O que falar do garoto, estréia como titular nos profissionais com gol e assistência. Tem futebol, inteligente, alto e habilidoso. Grande futuro! Nota: 9,0.
João Lucas: Entrou já com jogo resolvido e participou pouco. Nota : 5,0.
Por Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco
Gabigol
Em fase esplendorosa, deixou mais uma vez a sua marca, sendo artilheiro absoluto do time e do Brasil na temporada. Jogador inteligente que aparece para tabelar e puxar a marcação. Além dos gols, ajuda muito o time com assistências como a do gol de Reinier. No aspecto disciplinar, tem que aprender a se controlar, está cada vez mais visado pelos jogadores adversários e até pela arbitragem. Nota: 8,5.
Por Ivo Junior – Twitter: @Ivofsjr
Jorge Jesus
Tem feito esse time jogar como a torcida queria. Como sempre, incansável à beira do campo. Não deixou o time se acomodar e fez as substituições corretas. Nota: 10,0.
A torcida prometeu um espetáculo durante a semana. E cumpriu! Transformou a Jeunesse Arena no palco perfeito para a consagração do melhor time do League of Legends brasileiro nos últimos anos.
Após três finais, o Flamengo eSports finalmente solta o primeiro grito de campeão de sua curta história. O jogo foi contra seu algoz da final do primeiro split, a tradicional equipe INTZ. Graças a essa vitória, o time comandado por Von será o representante do Brasil no Mundial de League of Legends no mês de outubro.
A série melhor-de-cinco, que terminou 3 a 2 pro Flamengo, já entra para a história do eSport brasileiro como uma das melhores já disputadas, tanto pelo nível parelho das duas gigantes do cenário, quanto pelo verdadeiro caldeirão que a Nação fez para empurrar os Urubus para a vitória.
Como foram as partidas
A torcida que lotava a arena começou a tarde apreensiva. A INTZ venceu a primeira partida de maneira dominante. Destaque para a atuação de seu caçador Shini, com seu signature pick Gragas.
O abatimento tomou conta dos rostos de jogadores e comissão técnica do Flamengo. O fantasma de dois vice-campeonatos consecutivos apareceu.
No início da segunda partida, o roteiro se repetiu com o domínio dos Intrépidos, como são chamados os jogadores da INTZ. O time se posicionava melhor e conseguia dominar o mapa.
Até que, em uma luta relâmpago, Goku puxou o time pra cima dos adversários e conseguiu três eliminações, o bônus do Barão e o espaço pra acuar a INTZ, fazer mais um Barão e empatar a série.
A terceira partidacomeçou com o Flamengo querendo ditando o ritmo. No entanto, duas decisões erradas no covil do Dragão e na rota do topo deram sete abates para o adversário e colocou os donos da casa na parede. Em caso de nova derrota na série, o time amargaria mais um vice. Dois a um na série para a INTZ e pressão para cima do Flamengo eSports.
Os Intrépidos só não contavam com a entrada do sexto jogador: a torcida do Flamengo. A torcida sentiu que o time precisava. E gritou desde os picks e bans.
A estratégia dos Urubus na quarta partida foi novamente a de ditar o ritmo do jogo com uma luta muito cedo na partida. Rendeu deu dois abates para a Irelia do Robô, e, com a vantagem adquirida, ele abateu seu adversário de rota abrindo uma frente imensa.
A partida se encaminhava a favor dos rubro-negros, mas a INTZ conseguiu armar uma execução de Barão na surdina que poderia virar a partida. Poderia… foi quando a Nação Rubro-Negra gritou a plenos pulmões pra alertar o time, que percebeu a movimentação e foi contestar o bônus.
E foi no barão que a partida terminou. De novo o Flamengo conquistou o bônus. Ema bela iniciação de Luci em seguida, abateu boa parte do time adversário e foi rumo ao Nexus inimigo, empatando a série e levando tudo pra ultima partida.
A decisão
O suporte coreano, muito criticado por sua atuação na final do primeiro Split justamente por ter sentido a pressão de jogar em um palco com a presença da torcida, deu a tônica do que seria o fim da série.
Após fazer a jogada vencedora no jogo anterior, Luci gritou muito e chamou a torcida pra dentro do Rift, fato que seria determinante para o quinto jogo.
O Flamengo começou conquistando o first blood e foi jogando utilizando a paciência em cima da INTZ. O rival parecia ter se abatido graças ao lance no Barão, e não conseguia encontrar respostas em jogo pra pressão absurda que a torcida colocou.
O Flamengo conquistou de pouco em pouco o mapa. Até que, em mais uma iniciação relâmpago, conseguiu três abates, abrindo espaço pra execução de mais um Barão. Com o bônus em mãos, foi mais fácil empurrar o adversário.
De maneira avassaladora o Flamengo foi destruindo torre após torre para chegar ao Nexus. O Flamengo agora é o campeão do 2º Split do CBLOL, o título brasileiro da modalidade.
Comemoração
Após a partida, brTT estava muito emocionado. Mais uma vez lembrou de seu avô, principal incentivador na carreira do LoL e rubro-negro. “É complicado até falar o quanto é importante essa vitória para mim. Representa muito. Primeiro pelo meu avô. Sempre assistíamos aos jogos do Flamengo juntos. Ele era muito flamenguista”, disse o ídolo do LoL brasileiro.
Flamengo eSports, campeão brasileiro, comemora o titulo fazendo referencia ao artilheiro Gabigol
O atirador ainda mostrou irreverência ao citar a brincadeira do cheirinho que tomou as redes sociais também nas derrotas do Flamengo eSports: “Com certeza acabou a palhaçada do cheirinho”.
Também falou do possível fim da equipe em caso de derrota, entretanto, preferiu destacar sua trajetória pessoal: “Mais do que acabar o projeto do Flamengo, eu estava preocupado com o brTT, com minha reação à final. Tenho 28 anos e sou um dos mais velhos do cenário. Felizmente, me reencontrei no caminho”.
Já Robô, outro destaque da série, apontou a visita ao Maracanã e a torcida do Flamengo como um dos fatores para a conquista do título: “Com certeza deu muito ânimo ter visto o Flamengo no Maracanã. Quando chegamos, a Urubarons estava fazendo uma festa sensacional. Foram o nosso sexto jogador, nos apoiando nas derrotas e empurrando nas vitórias”.
O Flamengo eSports agora aguarda a definição das vagas restantes para o Mundial da modalidade, que começa no dia 02 de outubro.
Flamengo e Avaí já se enfrentaram fora do Rio de Janeiro e Santa Catarina. Em 2015, em partida válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Rubro-Negro bateu os catarinenses por 3 a 0 na Arena das Dunas, em Natal. Os gols foram marcados por Kayke (2) e Alan Patrick.
Ao contrário desta ocasião, o Flamengo era o mandante daquela partida. O motivo para o rubro-negro mandar o jogo em Natal se deu pelo fato de facilitar a logística, uma vez que a partida anterior havia sido em Pernambuco frente ao Sport. O Flamengo também visava a renda, já que havia atuado apenas uma vez no estádio, contra o America-RN pela Copa do Brasil de 2014 e tinha sido o recorde de público na ocasião, com pouco mais de 30 mil torcedores.
Ficha técnica
Local: Arena das Dunas, em Natal (RN) Renda e público: R$ 1.639.485,00 / 22.825 presentes Cartões amarelos: Samir (Flamengo); Adriano, Antônio Carlos e Eduardo Neto (Avaí) Gols: Alan Patrick, aos 30min do primeiro tempo; Kayke, aos 9min do segundo tempo e aos 30min do segundo tempo Escalação do Flamengo: Paulo Victor; Ayrton, Wallace, Samir e Armero (Paulinho); Márcio Araújo (Jonas), Canteros, Alan Patrick e Everton; Emerson Sheik (Marcelo Cirino) e Kayke Técnico: Oswaldo de Oliveira
Em caso de vitória o Flamengo vai a 39 pontos, e se o Santos tropeçar frente ao Athletico, o Mais Querido terminará em primeiro na virada do turno. A estatística ajuda o Fla: apenas quatro times que terminaram o primeiro turno em primeiro não conquistaram o título posteriormente. Grêmio (2008), Inter (2009), Atlético-MG (2012) e São Paulo (2018).