Assim como na semifinal da Libertadores, outro confronto contra azuis garantiu o Flamengo numa final
Havia sem dúvida um sentimento
amargo da nação com a saída quase forçada de Cuéllar na primeira metade do ano.
Felizmente com o esquema tático de Jesus se estabelecendo jogo por jogo, o
protagonismo de Gerson e a melhora significativa de Arão, o sentimento de falta
do volante colombiano praticamente evaporou, se é que chegou a existir.
O sentimento amargo se tornou uma vontade de retaliar Cuéllar e seu time, o Al-Hilal Saudi Football Club, que acabou cruzando o caminho rubro negro e reviu seu antigo técnico. Se o roteiro da final da Libertadores foi de cinema, o script para essa partida foi quase novelesca.
E como toda boa novela, mais uma
vez o Flamengo trouxe aos espectadores do planeta bola uma narrativa dramática.
Mais leve do que o filme de Lima, mas trazendo à tona reações fortes com um
roteiro muito semelhante.
Qual a semelhança? O Flamengo
jogou mal. Novamente ficou nítido o elemento emocional na esquadra em um jogo
importante. Assim como o Filipe Luís não se encontrou contra o River, em Doha o
lateral pareceu se nivelar a Rodinei em alguns momentos, em uma parceria
desastrosa com Pablo Marí, que por sua vez fez sua pior apresentação jogando
pelo Flamengo.
As jogadas em que saíram os gols
flamenguistas foram construídas com base na atuação em que nos habituamos a ver
durante o ano: um time que se conhece e que tem prazer de jogar futebol. E esse
sentimento foi completamente anulado no primeiro tempo pela ótima atuação do
Al-Hilal.
Cuéllar, nosso desafeto, jogando
o fino da bola. Carlos Eduardo, o brasileiro da equipe, se mostrou um meio
campista de categoria e de construção de jogo, bem como Salem, autor do gol
árabe, evidenciando que um meio de campo entrosado consegue fazer frente ao
Flamengo.
Mas o time de Jorge Jesus possui uma marca de causar inveja: um gol vem atrás do outro. Bastou Bruno Henrique deixar Arrascaeta na cara da meta e empatar, que o Flamengo se reencontrou. Mesmo com um Gomis discreto, o Al-Hilal não recuou por completo, mas Bruno Henrique, o jogador mais decisivo desse time, resolveu mais uma vez.
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Primeiramente com um gol de
cabeça, tal como seu primeiro gol com o manto, e em seguida com sua clássica jogada
enfiada pela esquerda procurando um cruzamento, em uma bola que entrou mansinha
em um gol contra. (E que provavelmente deixou Gabigol furioso por não conseguir
marcar).
Uma virada para carimbar em álbum
de figurinhas, com uma trama de novela, que alivia mas preocupa. Diego jogou
pouco, mas foi eficiente. Rodrigo Caio trabalhou por dois, e mesmo um Gabriel
sumido não atrapalhou, e Rafinha mostrou a garra de um jogador jovem.
Foi difícil, mas o sonho ainda
está de pé.
Estamos na final do Mundial.
SRN!
Gugu Queirós é cearense, historiador e mestrando em Comunicação. Twitter: @guguqueiros
Após 38 anos, o Flamengo está de volta à uma final de Mundial de Clubes. Coincidentemente, o rival pode ser o mesmo daquele histórico 1981. De virada, os comandados de Jorge Jesus derrotaram o Al-Hilal por 3 a 1 e agora espera o vencedor do confronto entre Liverpool x Monterrey, que acontece nesta quarta-feira (18), às 14h30 (horário de Brasília).
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Jorge Jesus analisou o confronto contra o Al-Hilal e projetou a final. Ressaltou que o Liverpool é o favorito, porém evitou escolher adversário.
“Não vou escolher adversário. Vai ser aquele que for melhor amanhã. Quando você chega no Mundial, todas as equipes são fortes. Portanto, vamos nos preparar de acordo com o que acontecer em Liverpool x Monterrey. Nunca nos debruçamos em análise sobre o Liverpool. O futebol traz muitas surpresas. O Liverpool é favorito, mas tem que ganhar amanhã e o Monterrey também é uma boa equipe. O que vier, será com mesmo respeito e sem receio. Quando chegamos pensávamos em ser campeões, agora ainda mais por estarmos na final”, disse Jorge Jesus.
Logo após, afirmou que a final do Mundial é o maior jogo da sua carreira e brincou a frase viral de Bruno Henrique.
“Como o Bruno Henrique diz: ‘já estamos num patamar diferente dos outros’. Como é uma final de Mundial, claro que é o maior jogo da minha carreira”.
O Mister também foi perguntado sobre o estilo de jogo do Flamengo, que foi dominado no primeiro tempo, mas na segunda etapa se impôs. A diferença entre os tempos também se deu no comportamento do próprio português.
“O Flamengo não tem um sistema de jogo fixo. Tem uma ideia de jogo ofensiva. Todos os jogadores sabem os seus posicionamentos para ter um ataque forte. Defensivamente a mesma coisa. A gente cria uma forma de entrar em campo e depois modificamos. No segundo tempo eu fui envolvido no jogo da equipe. A equipe jogou muito mais solta e dinâmica e eu a mesma coisa. Às vezes eu até exagero um pouco, mas vivo o jogo como eles vivem dentro do campo. Há treinadores que ficam 90 minutos sentados. Isso é não ver e viver o jogo”, analisou.
A mudança aconteceu principalmente por uma bronca em três atletas no vestiário. Porém os nomes não foram revelados.
“No intervalo falei com três jogadores ‘se vocês não subirem a qualidade individual, não vamos vencer a partida’. Eles melhoraram e nós começamos a mandar no jogo”, revelou.
A decisão do Mundial de Clubes acontece no próximo sábado, às 14h30 (horário de Brasília).
Fique sabendo dos maiores detalhes do duelo que marca a estreia do Flamengo na competição
Nesta terça-feira (17) às 14h30, no estádio Khalifa International, no Catar, o Flamengo entra em campo 38 anos depois para voltar a disputar um Mundial de Clubes.
Em 1981 o formato era diferente. O campeão da América já enfrentava o melhor time da Europa direto na final. Na época, o Flamengo duelou contra o Liverpool e sagrou-se campeão.
Desde o início dos anos 2000, o Mundial teve sua estrutura alterada. Agora, o campeão da Libertadores se classifica para a semifinal, e nesta temporada, quem irá desafiar o Flamengo por uma vaga na decisão será o campeão asiático, o Al Hilal.
O Flamengo não tem nenhum desfalque. O lateral-esquerdo Filipe Luís que preocupava na semana passada (por um problema no joelho), treinou normalmente e deve ser titular.
Com isso, a provável escalação para a partida contra o Al Hilal é:
Diego Alves; Rafinha, Pablo Marí, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Arão, Gerson, Arrascaeta e Everton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabigol.
A equipe saudita terá o desfalque importante do meio campista Mohamed Kanno, titular na equipe do técnico romeno Lucescu. Nas quartas de finais, contra o Espérance, o atleta foi expulso no segundo tempo.
A provável escalação do Al Hilal é:
Abdullah Almuaiouf; Mohammed Alburayk, Jang Hyunsoo, Ali Albulayhi e Yasser Alshahrani; Cuéllar, Abdullah Otayf e Carlos Eduardo; Salem Aldawsari (Giovinco), Andre Carrillo e Gomis.
Arbitragrem: Ismail Elfath, marroquino naturalizado norte-americano. Elfath apitou o primeiro teste do VAR no futebol em agosto de 2016, no duelo entre Red Bull II e Orlando City B.
O árbitro será auxiliado por Kyle Atkins (EUA) e Parker Corey (EUA). O VAR fica a cargo do irlandês Alan Kelly.
O Al-Hilal não é um timaço, também não é uma bagunça completa. Tem problemas individuais e coletivos, mas mantém uma boa organização
O Al-Hilal bateu o Espérance Tunis pelo placar mínimo e garantiu sua vaga nas semifinais do Mundial. Um jogo interessante e agradável, que mostrou um pouquinho do que o Flamengo vai enfrentar.
Antes de mais nada, é importante dizer que
1- A análise de jogo não diz tudo sobre um time;
2- É difícil avaliar a qualidade contra um adversário desconhecido;
3- A escalação não deve ser a mesma amanhã;
4- O Al-Hilal do Mundial é um time que ninguém conhece, nem eles mesmos.
Como todos sabem, Gomis, o artilheiro do time, jogou apenas 25 minutos por conta de uma lesão recente. Giovinco, o outro atacante, ficou de fora e não deve estar 100% amanhã. Al-Faraj, titular do meio, nem foi para Doha. Mas as dúvidas e mudanças são mais profundas…
O campeonato saudita segue o calendário europeu: de julho a julho, enquanto a AFC Champions League (ACL – torneio continental que credenciou o time a disputar o mundial) é disputado de janeiro a novembro.
Isso quer dizer que o time joga a fase de grupos no fim de uma temporada e o mata-mata na temporada seguinte. Giovinco, por exemplo, chegou em janeiro e disputou, até agora, uma ACL completa, mas apenas duas metades de campeonatos sauditas diferentes.
Cuéllar e Carrillo chegaram em agosto, início da temporada. Pegaram então o início do campeonato saudita (que está na 11ª rodada, mas o Al-Hilal tem dois jogos a menos no momento) e a fase de mata-mata da ACL.
Por conta das limitações de estrangeiros na ACL, Cuéllar nem jogou o torneio continental e Carlos Eduardo perdeu sua vaga para Carrillo. Mas o brasileiro disputou todos os jogos do Sauditão e é, inclusive, o artilheiro do torneio com 8 gols em 9 jogos.
Como não há limite de estrangeiros no Mundial, o treinador Răzvan Lucescu tem a oportunidade de escalar um time praticamente inédito. Em tese, somando Carlos Eduardo e Cuéllar ao time campeão da Ásia, ele consegue ter o melhor que o Al Hilal tem a oferecer.
Agora sim, vamos ao jogo… O Al-Hilal veio num 4-2-3-1 com Carlos Eduardo quase como segundo atacante. Sem a bola, o time defendia em 4-4-2, deixando o brasileiro mais à frente ao lado de Khribin.
O Espérance veio num 4-1-4-1 sem muito mistério e o único plano parecia ser a bola esticada na ponta esquerda para explorar as costas do lateral direito do Al-Hilal.
A defesa saudita até lidou bem com o plano de jogo do adversário, mas sofreu algum perigo pelos lados, mesmo com a fragilidade do ataque do Espérance.
Isso se deve a problemas tanto individuais quanto coletivos. Yasser Al-Shahrani é quase ambidestro e joga nas duas laterais, mas costuma atuar pela esquerda (mesmo que seu pé mais dominante seja o direito). É titular da seleção saudita e disputou a última Copa do Mundo.
Yasser Al-Shahrani
Mesmo com essas credenciais, é um jogador bastante frágil, a meu ver, especialmente na parte defensiva. É rápido e tem boa explosão, então sempre tenta a antecipação, mas marca mal e tem um posicionamento questionável.
Para além disso, a corda às vezes estourava ali por conta de movimentos coletivos pouco coordenados. Várias vezes era possível ver o time fazendo uma meia-pressão, mas com todo mundo em linha. Dessa forma fica muito fácil entrar nas costas do meio-campo com um só passe.
Parece que os jogadores esquecem a ocupação do espaço e perdem as relações com os companheiros. Assim, o time parece só marcar a bola. Essa perda de relação entre os setores ainda faz com que o time fique espaçado muitas vezes.
Quando o ataque sobe para fazer pressão, a defesa demora para entender e reagir. Quando a defesa recua, o ataque também demora para acompanhar. Aí aparece o “efeito mola”: o time perde compactação porque a parte que “puxa” não é acompanhada imediatamente pela que “é puxada”.
Com a bola, o time tentava sair jogando por baixo, sempre dos zagueiros para os laterais e, dali, para os volantes ou meias por dentro. Mas os homens de trás não têm o menor pudor em dar chutão quando apertados.
A já famosa marcação-pressão do Flamengo pode ser um terror para os sauditas, ainda mais se a bola acabar passando muito pelo goleiro Al-Maiouf, que é bem fraco com os pés.
Quando conseguia avançar ao campo do adversário, sempre buscava a jogada pelos lados e cruzava na área assim que via uma oportunidade. Os dois laterais, inclusive, subiam ao mesmo tempo sempre. Com Gomis em campo, esse padrão tende a se intensificar.
Andre Carrillo é sempre o homem que desequilibra, que parte para cima e cria. De vez em quando ele ainda se desprende do lado direito e vai buscar jogo lá na esquerda, se aproximando dos companheiros com força e velocidade.
No segundo tempo o Al-Hilal intensificou a marcação-pressão. Ainda que um pouco desorganizado (e cheio de efeito mola), esse sufoco foi suficiente para matar a saída do time africano e os sauditas começaram a dominar completamente as ações.
Como vinha dando certo, Răzvan Lucescu dobrou a aposta, colocando Gomis no lugar de Cuellar e passando para um 4-4-2 / 4-1-3-2 bastante ofensivo e focando nessa marcação-pressão para matar o Espérance.
Ao retomar a bola, o time amassava o Espérance de maneira consciente. Girava a bola empurrando o adversário para trás. Você acha que o gol foi coincidência? Apenas um coelho tirado da cartola? O posicionamento do time, na verdade, se repete, tem padrão, é treinado e pensado…
Kanno armando da esquerda, os dois laterais espetados, Gomis ocupando a área pela direita e o resto flutuando, buscando abrir espaço no meio-campo. Gomis inclusive aponta a jogada antes do passe de Kanno.
Depois do gol, Otayf, que costuma ser titular nos jogos internacionais, entrou e o time voltou ao 4-2-3-1. Com a expulsão de Kanno, ele deve ser titular contra o Flamengo ao lado de Cuellar no meio-campo.
O Al-Hilal não é um timaço, longe disso, mas também não é uma bagunça completa. Tem problemas individuais e coletivos, mas mantém uma organização até superior a alguns times brasileiros. Além disso, tem jogadores que decidem. O Fla é favorito, mas precisa jogar o que sabe.
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Ainda estamos em 2019, mas a Libertadores 2020 já começa nesta terça-feira (17). Nesta noite, a Conmebol sorteia os grupos da próxima edição. O evento será realizado no Paraguai, a partir das 20h30 (horário de Brasília).
Para o torcedor que quiser assistir, o sorteio dos grupos da Libertadores 2020 será transmitido pelo SporTV e Fox Sports. O dois canais dividem os direitos de transmissão do torneio e iniciarão a transmissão do evento às 20h55. Além de poder assistir na TV, ambos têm transmissão online via aplicativos Globosatplay e Fox Premium.
O Flamengo será um dos oito cabeças de chave assim como Grêmio, Palmeiras, Boca Juniors, River Plate, Nacional-URU, Peñarol-URU e Olímpia-PAR. Vale lembrar que os outros brasileiros não podem entrar no grupo do Fla. A exceção fica por conta de Corinthians e Internacional, que jogam a fase preliminar.
VEJA OS POTES DO SORTEIO DE GRUPOS DA LIBERTADORES 2020
“E agora o seu povo pede o mundo de novo”. E a campanha do Flamengo rumo ao bi Mundial para realizar o sonho do torcedor começa nesta terça-feira (17). A partir das 14h30 (horário de Brasília), o rubro-negro encara o Al-Hilal, em busca de uma vaga na grande decisão do torneio, que acontece no sábado.
Para assistir ao duelo entre Flamengo x Al-Hilal AO VIVO pela internet, há duas opções: Globoplay, nas regiões metropolitanas, ou Globosatplay. Ambos os serviços precisam de assinatura, mas podem ser boas sugestões já que é horário comercial. Na TV, Rede Globo ou SporTV irão televisionar o confronto.
Quem avançar ir enfrentar o vencedor de Monterrey x Liverpool, que jogam na quarta-feira. Apesar da imprensa brasileira projetar um novo encontro entre Flamengo x Liverpool, como ocorreu em 81, Jorge Jesus manteve os pés no chão e exaltou o Al-Hilal.
“No Brasil falam-se muito em Liverpool, mas esquecem que temos um jogo antes. É uma equipe saudita e eles desvalorizam o que não seja Europa. Eu conheço o Al-Hilal e sei o valor do time. Fomos ao jogo porque queria que os jogadores também conhecessem. Foi um treino. Eu não quero falar do Liverpool, quero falar do Al-Hilal. Eles não me interessam, vou jogar contra o Al-Hilal. É uma equipe pouco conhecida, mas eu conheço. Tem um nível alto. Queremos e podemos estar na final. Primeiro o Al-Hilal, depois Liverpool”, disse Jesus em coletiva.
O Flamengo estreia no Mundial de Clubes nesta terça-feira (17). A partir das 14h30 (horário de Brasília), o rubro-negro encara o Al-Hilal valendo vaga na decisão do torneio. Em entrevista coletiva que antecede o confronto, concedida nesta segunda, o técnico Jorge Jesus projetou o duelo, afastou a pressão dos jogadores e confirmou que o time irá manter o mesmo estilo de jogo apresentado até então.
“No Brasil falam-se muito em Liverpool, mas esquecem que temos um jogo antes. É uma equipe saudita e eles desvalorizam o que não seja Europa. Eu conheço o Al-Hilal e sei o valor do time. Fomos ao jogo porque queria que os jogadores também conhecessem. Foi um treino. Eu não quero falar do Liverpool, quero falar do Al-Hilal. Eles não me interessam, vou jogar contra o Al-Hilal. É uma equipe pouco conhecida, mas eu conheço. Tem um nível alto. Queremos e podemos estar na final. Primeiro o Al-Hilal, depois Liverpool”, disse Jesus.
O treinador também foi perguntado se há pressão em disputar o Mundial de Clubes. Para o português, porém, essa é uma pressão do sucesso, algo que gostaria de ter sempre na vida.
“O Flamengo é um clube que exige o máximo. É um ano muito mais de prazer e satisfação, do que de pressão. É o que tentaremos fazer amanhã. Vamos ter prazer, proporcionar um grande espetáculo e, claro, tentar avançar à final. Essa pressão é uma pressão do sucesso. Quem não quer? Queria viver toda minha vida com essa pressão”, avaliou.
Europeu, atualmente Jorge Jesus vive o outro lado da moeda. Se para os conterrâneos do português o Mundial não tem tanta importância, para os brasileiros é um torneio de enorme cobiça. O treinador fez questão de enaltecer a competição. Segundo ele, será ainda mais valioso nos próximos anos.
“O Mundial cada vez terá mais importância, porque fica mais difícil. Antigamente era só a final, agora não é assim e, a partir de 2021, serão 24 clubes. Cada vez mais será muito mais difícil. Para os europeus, é um título importante… Do meu conhecimento prático, quem tem razão é quem qualifica o Mundial como a competição mais importante de um clube. Como disse, cada vez será mais difícil ganhar. Com o tempo, o Mundial terá um prestígio ainda maior”, analisou.
Para finalizar, Jesus afirmou que irá manter a forma de jogar que encantou a todos no Campeonato Brasileiro e Libertadores. Para ele, uma mudança seria um retrocesso.
“Não vamos mudar as ideias da equipe. Mudar seria dar um passo atrás. Queremos valorizar nosso jogo e faze-lo entrar amanhã. Às vezes não entra por ter méritos do adversário. As equipes têm estratégias para anular e o Flamengo e nós também para superar. As estratégias de jogo podem ser diferentes, mas a ideia não. A forma de atacar e defender será igual. É fundamental saber correr dentro de campo. Vamos colocar em campo as ideias que colocamos na Libertadores e Brasileirão, que são super difíceis”, afirmou o português.
A Libertadores 2020 começa nesta terça-feira (17) com o sorteio dos confrontos preliminares e dos grupos. O evento será realizado em Luque, no Paraguai, a partir das 20h30 (horário de Brasília). Atual campeão, o Flamengo será um dos cabeças de chave.
Dos 47 times, 43 já estão definidos. Desses, oito são brasileiros. Além do Flamengo, Athletico Paranaense, Santos, Palmeiras, Grêmio, São Paulo, Corinthians e Internacional também se classificaram. Os dois últimos jogarão a fase preliminar para tentar uma vaga nos grupos.
Os cabeças de chave serão: Flamengo, atual campeão, Grêmio, Palmeiras, Boca Juniors, River Plate, Nacional-URU, Peñarol-URU e Olímpia-PAR. Vale ressaltar que, no sorteio, equipes do mesmo país não podem ocupar o mesmo grupo. No entanto, essa regra não vale para os times vindos dos confrontos preliminares. Ou seja, Corinthians e Internacional, caso avancem, podem cair em grupos com outro brasileiro.
VEJA OS POTES DA LIBERTADORES 2020 E OS POSSÍVEIS ADVERSÁRIOS DO FLAMENGO:
POTE 1:
Flamengo
Boca Juniors
Grêmio
Nacional-URU
Peñarol
Palmeiras
Olímpia-PAR
River Plate
POTE 2
Independiente Del Valle-EQU
São Paulo
Colo Colo
Libertad-PAR
Bolívar
Racing
Santos
Universidad Católica ou Bolívia 2
POTE 3
América de Cali-COL
Athletico Paranaense
Junior Barranquilla-COL
Alianza Lima-PER
Caracas-VEN
Delfín-EQU
Universidad Católica-CHI, Tigre-ARG ou Bolívia 2
LDU-EQU, Estudiantes Mérica-VEN ou Bolívia 2
POTE 4
Binacional-PER
Defensa y Justicia-ARG
Central Córdoba-ARG, Estudiantes Mérida ou Bolívia 2
O português fez revelações surpreendentes em entrevista que foi ao ar no último domingo
Ídolo da torcida do Flamengo após os títulos do Brasileiro e Libertadores deste ano, Jorge Jesus concedeu uma entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, que foi ao ar no último domingo (15).
Na conversa que teve com o jornalista Eric Faria, o treinador português abordou vários temas, revelou detalhes de seu início no futebol brasileiro e também falou sobre o Mundial de Clubes, competição que o Flamengo estreia nesta terça-feira, às 14h30, contra o Al Hilal pela semifinal.
Perguntado se era possível a torcida rubro-negra sonhar com o título, Jesus afirma que sim, mas faz ponderações e teme um confronto difícil contra a equipe saudita.
“Sonhar sim, mas sabemos que das três (competições) é a mais difícil. Não esquecendo que tem uma semifinal contra o Al Hilal, equipe que eu montei. Um time que é muito forte, joga como joga o Flamengo. Os quatros jogadores da frente, o francês Gomis, o italiano Giovinco, André Carrilo que trabalhei no Benfica e um saudita que buscamos na época do Villareal, são muito parecidos com Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro. Tenho mais medo desse jogo, do que uma possível final contra o Liverpool”.
Em outro trecho da entrevista, Jesus revelou que não acredita que o Liverpool seja superior ao Flamengo.
“Para todo mundo é melhor, mas para mim não é. O que vale mais é para mim. Os outros podem achar que o Liverpool é melhor, mas se chegarmos a final vamos ver quem será, e acredito que vai ser o Flamengo”.
Para acontecer novamente uma final entre o rubro-negro e o clube inglês, 38 anos depois, a equipe comandada pelo alemão Klopp também terá que passar pela semi. O Liverpool enfrenta o Monterrey-MEX, na quarta-feira, também às 14h30.
A entrevista na íntegra de Jorge Jesus, você pode acompanhar abaixo.
As semifinais do Mundial de Clubes estão se aproximando. O Flamengo enfrenta o Al Hilal, e o Liverpool duelará contra o Monterrey. Caso os favoritos se classifiquem, a decisão de 2019 será a mesma de 1981.
Há 38 anos, o rubro-negro venceu os Reeds por 3 a 0 e conquistou seu título Mundial. Porém, a chance de uma revanche não empolga a maioria dos ingleses.
Em uma reportagem feita pelo site Betway Insider, os torcedores do Liverpool dizem que conhecem o Flamengo, mas não recordam a final de 81.
”Claro que já ouvi sobre o Flamengo, mas nunca realmente acompanhei o time. Então estaria mentindo se dissesse que sei muito sobre ele, além do fato de ser um dos melhores clubes do Brasil”, declarou um torcedor.
”Ouvi falar sobre eles, mas não sei nada além do nome, e de que são um time importante no Brasil”, revelou outro.