Autor: diogo.almeida1979

  • Segundo imprensa mexicana, América-MEX desistiu de contratar Piris da Motta

    Segundo o site Record.com.mx e posteriormente repassado pelo Jornal Extra, o volante Piris da Motta não é mais de interesse do América do México, isso porque o clube acertou com o volante uruguaio Nicolás Acevedo por 2,5 milhões de dólares, algo em torno de 10 milhões de reais.  

    Os mexicanos fizeram uma proposta de 3 milhões de dólares (12 milhões de reais) para contar com o volante rubro-negro, mas a diretoria flamenguista recusou a oferta. Aparentemente o Flamengo acredita que vai conseguir um melhor retorno financeiro com o jogador. 

    Piris nunca foi unanimidade entre os torcedores do Flamengo, o jogador chegou na reta final de 2018 e alguns torcedores até despertaram certo carinho pelo atleta, pois tratava-se de um típico defensor paraguaio, com muita raça e disposição para ajudar os companheiros. Mas, em 2019, com mais oportunidades de entrar em campo, Piris não correspondeu, a torcida sempre reclamou da falta de técnica do jogador, principalmente quando Gustavo Cuellar ainda fazia parte do elenco e eles eram muito comparados, Piris chegou a ser o “novo Cuellar”.  

    Outro fator que fez com que Piris não caísse nas graças da Nação, foi o preço em que o Flamengo desembolsou para contratá-lo junto ao San Lorenzo. O clube arcou com 6 milhões (25 milhões de reais), para tirá-lo do clube argentino. Valor considerado muito acima para o jogador. 

    O Flamengo segue avaliando propostas pelo jogador, lembrando que Piris tem contrato até o fim de 2022.


  • Para Zico, Gabigol deslanchou após a chegada de Jesus

    Onde há Zico, aí há sabedoria. O ídolo máximo da Nação falou sobre a alguns momentos da carreira de Gabigol, num vídeo em seu canal no Youtube, Zico 10. Para o Galinho, o atacante teve um primeiro semestre ainda claudicante no Flamengo, em que fazia mas também perdia gols, mas com a chegada de Jorge Jesus o desempenho subiu e o jogador deslanchou, caindo nas graças da torcida. “As oportunidades perdidas foram antes. Depois daquele embalo com o Flamengo, depois do Jesus, aí ele foi embora”.

    Zico também falou sobre o já marcante episódio em seu primeiro encontro com o atual camisa 9, em que Gabigol “pegou um pouco da magia do maior 10 da Gávea”. “Ele tirou tudo. Porque além de passar gol, ele falou que também queria as conquistas. Levou tudo.”

    Sempre irreverente, o Galinho lembrou a comemoração de Gabriel, que virou referência para as crianças em todo o Brasil, difundindo ainda mais o Flamengo em âmbito nacional. Durante o ano o jogador do Flamengo algumas vezes foi acusado de usar o gesto para provocar os rivais. Zico repudiou essa versão e defendeu a irreverência no futebol. “É comemoração. Se for provocação, brincadeira.  Amanha ouro cara vai fazer gol e fazer outro. É legal. O Viola não fazia o porquinho, o Donizete a pantera, os caras fazem cheirinho. Não tem nada a ver isso. Isso é do futebol. Você não pode transformar um esporte bacana nessas coisas. Uma coisa é ofensa. Ofensa não. Agora, gozação faz parte do jogo”.

    Na Europa

    O vídeo não contem apenas momentos de Gabigol no Flamengo. A produtora Take4 e o apresentador Bruno Torelly, o Vegeta, separaram trechos de cada momento da carreira do artilheiro para que Zico pudesse falar opinar. Sobre a passagem do atacante pela Europa, o Galinho creditou a insucesso ao ego e despreparo de alguns técnicos do Velho Continente, que não usam jogadores contratados sem seu aval, caso da chegada do jogador a Inter de Milão.

    “A maioria dos treinadores na Europa, eles sentem aquele
    poder de indicarem os jogadores. Então quando o clube faz uma contratação dessa,
    o treinador não está nem aí. Não fui eu. Acho que aconteceu isso. Ele veio com
    aquela fama de artilheiro do Brasil e aí, lógico que o treinador talvez tivesse
    outras opções e ele acabou não tendo uma boa continuidade”, explicou.

    Logo após Torelly emendou “E europeu também erra, né?” e
    Zico respondeu. “Erra de muito. Não é pouco, não. Tem mais soberba do que vocês
    podem imaginar”.

    O ex-jogador lembrou da dificuldade de adaptação num novo país e ressaltou a importância do técnico nesse momento. “Um cara que está fora do país dele, uma nova vida, novas culturas, novos costumes. Pega um cara desse, tem que analisar, ver o que o cara fez, chamar, conversar e tentar ajudar, porque você sabe que pode te dar resultado. Faltou esse conhecimento de futebol para poder fazer com que o cara renda.”

  • Vilani faz discurso contra ‘soberba’ e ‘isolamento’ do Flamengo

    O narrador do Grupo Globo Gustavo Vilani fez hoje, no Seleção Sportv um longo discurso sobre o que ele vê como soberba e busca por isolamento do Flamengo. O comentário foi feito após o apresentador do programa, André Rizek, ler nota apresentando as explicações da Globo para o fracasso nas negociações para renovação do contrato de televisionamento do Carioca com o clube. Na nota, a Globo promete manter normalmente a cobertura jornalística do Flamengo mesmo sem o contrato, mas a fala de Vilani é um indício de que a decisão do Flamengo não foi bem recebida dentro da emissora.

    Leia a íntegra da fala de Vilani:

    “Eu só queria falar sobre direitos, é claro que eu sou parte interessada, tenho o maior interesse mesmo em ver o acerto, transmitir jogos do Flamengo, me diverti muito na temporada passada. Sou suspeito porque eu trabalho na casa, então qualquer coisa que eu falar pode ser mal interpretada, Então até acima disso sugiro o texto do Erich Beting, que é um jornalista especialista em negócios do futebol, eu vou trazer uma aspa só e fazer um comentário pessoal em cima disso.

    “Mercado breca o delírio dos dirigentes”, escreve o Erich. Eu vou ler uma frase. “Flamengo alegar outro nível para exigir mais da TV é não olhar para o nível do torneio que ele vai disputar”.

    E aí fica aqui uma crítica: é claro que é legítimo o Flamengo brigar por tudo que ele acha que lhe convém, que ele tem direito, que ele merece. Isso é uma negociação. São várias partes. Os dirigentes do Flamengo estão lá para defender os interesses do clube. Agora, quando o Landim, presidente do clube, vem a público no microfone e diz que o Flamengo é maior do que Fluminense, Vasco e Botafogo juntos, eu tomei um susto. Isso só pode ser soberba. A primeira coisa que me veio à cabeça. Por quê? Independente dos números, das pesquisas, do argumento que ele leva para negociar o que é melhor pra ele, o Flamengo só existe, só é grande também por causa dos rivais. Isso é um campeonato.

    Quando você começa a se isolar, eu já vi casos e casos, O São Paulo está pagando até hoje pela soberba. Quando o São Paulo veio a público, pelos dirigentes, para dizer que ele era o soberano, o São Paulo entrou numa espiral negativa, porque é assim, é do ser humano, a gente se acomoda. Então me chamou atenção você pisar na cabeça dos rivais porque você está bem….O futebol é cíclico. O Fluminense já esteve bem. O Vasco já esteve bem. O Botafogo já esteve bem. E a gente espera até que eles se recuperem para que fique mais competitivo, no mais alto nível. Então é uma postura de isolamento, de ilha. E tem vários outros: movimento político dentro do clube para afastar do quadro associativo o ex-presidente, o Bandeira. Aí a gente pode discutir a importância, se foi muita, se foi pouca dele, mas ele fez parte do processo de recuperação do clube. E vários outros, e vários outros. Eu acho perigoso sob o ponto de vista de quem tanto admira o clube pelo que em feito, seja nas finanças, tecnicamente, contratando, montando time, dando espetáculo, ganhando título. Essa postura de tirar o time aos 45 do segundo tempo da Copa São Paulo é mais uma, de algo que já estava combinado. A regra tinha uma lista de jogadores para apresentar.

    É tudo legítimo, os dirigentes estão lá para defender o Flamengo, Mas cada vez mais eu olho o Flamengo com lupa. A postura de isolamento, de distanciamento, de se fazer uma ilha dentro de um contexto que ele depende dos outros. Inclusive dos seus grandes rivais, que o fazem forte. Isso sempre foi assim, desde que a bola é redonda. Você depende do Vasco forte, do Fluminense forte, de todos os outros pra disputar um campeonato. Até não gostaria de ter me estendido tanto, porque repito, sou suspeito, trabalho aqui na casa, tenho interesse em narrar jogos do Flamengo, porque ele é um grande do futebol, é uma grande atração,. Mas essa declaração do Landim, dizendo que o Flamengo hoje é maior do que os três somados. Isso cabe no boteco. Na boca do presidente do clube, eu achei de uma soberba, de uma arrogância digna de registro.

  • Com as promessas da base, Flamengo estreia no Carioca; veja provável escalação

    Pouco menos de um mês após a temporada mágica de 2019, o Flamengo está prestes a estrear em 2020. Neste sábado (18), o Rubro-negro enfrenta o Macaé, pela primeira rodada da Taça Guanabara, às 16h (horário de Brasília), no Maracanã.

    Com os titulares ainda de férias, o Flamengo vai disputar as primeiras rodadas com um time alternativo. Comandado pelo técnico Maurício Souza, do sub-20, a equipe deve ir a campo com: Gabriel Batista; João Lucas (Matheuzinho), Matheus Dantas, Rafael Santos e Ramon; Vinicius Souza, Hugo Moura, Yuri César e Luiz Henrique; Lucas Silva e Vítor Gabriel.

    Durante a preparação, essa foi a escalação mais utilizada por Maurício. Inclusive foi a que disputou o primeiro tempo do jogo-treino contra o Boavista, vencido por 1 a 0 com gol de Lucas Silva. Desse grupo, alguns inclusive integraram o elenco principal em 2019 e foram utilizados pelo técnico Jorge Jesus.

    Ainda sem acordo com a Globo, a partida do Flamengo não será transmitida em nenhum canal de TV ou internet, como informado pelo Mundo Rubro-Negro no início da semana. Sendo assim, os torcedores que não forem ao Maracanã poderão acompanhar a estreia na temporada apenas pelo rádio.

    Siga o autor: @matheusleal1

  • Globo explica rejeição a pedido ‘muito acima’ do Fla por Carioca

    A TV Globo divulgou uma nota sobre o fracasso nas negociações para renovação do contrato de televisionamento do Carioca com o Flamengo, que fará que os jogos do clube na competição deixem de ser transmitidos pela primeira vez em 18 anos. A nota foi lida pelo apresentador Alex Escobar na edição desta sexta-feira do Globo Esporte. No texto, a Globo diz que o que o Flamengo fez um pedido “muito acima do acerto já feito com os outros clubes e a Federação do Rio de Janeiro”.

    A Globo diz que não irá “abrir mão dois princípios que têm norteado nossas aquisições de direitos do futebol brasileiro”.

    Adotamos cada vez mais modelos com critérios que visam maior equilíbrio e valorizam a meritocracia esportiva e comercial na alocação dos valores, em vez de valores diferenciados que acabam resultando em desigualdade preestabelecida. É um sinal de respeito pelas equipes e pelos torcedores que defendem todas as cores e bandeiras nas arquibancadas do Rio de Janeiro. Sem distinção. É a forma de a Globo contribuir para um futebol brasileiro mais equilibrado, mais consistente, que seja bom para todos e não apenas para alguns.“, diz a Globo.

    O Flamengo afirma acreditar que merece receber mais do que os outros três clubes grandes não só por ter a maior torcida e dar o maior retorno à Globo, mas também pelo investimento feito no time desde o ano passado que melhorou a qualidade do produto que o Flamengo está oferecendo à Globo,

    As posições absolutamente desencontradas fizeram com que as negociações estejam interrompidas e não haja nenhuma perspectiva de que os jogos do Flamengo na competição sejam transmitidos em nenhuma plataforma — a lei impede até o Flamengo de veicular seus próprios jogos, já que precisaria de anuência dos adversários e todos eles têm contrato de exclusividade com a Globo. O Flamengo estreia no Campeonato Carioca amanhã, contra o Macaé.

    Leia a íntegra da nota divulgada pela emissora:

    Fizemos ao Flamengo uma proposta para o Campeonato Carioca, mas infelizmente não chegamos a um acordo, pois o valor pedido pela diretoria do time rubro-negro está muito acima do acerto já feito com os outros clubes e a Federação do Rio de Janeiro. Por isso, até este momento, os jogos do Flamengo não serão transmitidos em nenhuma plataforma. Temos grande interesse nesses direitos e continuamos sempre abertos ao diálogo, esperando chegar a um acordo satisfatório para todos: clubes, federação, marcas, plataformas e, principalmente, para os torcedores. Nosso objetivo é fazer uma transmissão do tamanho da paixão do carioca pelo futebol, sem abrir mão dos princípios que têm norteado nossas aquisições de direitos no futebol brasileiro. Adotamos cada vez mais modelos com critérios que visam maior equilíbrio e valorizam a meritocracia esportiva e comercial na alocação dos valores, em vez de valores diferenciados que acabam resultando em desigualdade preestabelecida. É um sinal de respeito pelas equipes e pelos torcedores que defendem todas as cores e bandeiras nas arquibancadas do Rio de Janeiro. Sem distinção. É a forma de a Globo contribuir para um futebol brasileiro mais equilibrado, mais consistente, que seja bom para todos e não apenas para alguns. Acreditamos que demos passos importantes nessa direção. Como acontece desde o início da temporada, o Flamengo – único clube até aqui ainda sem acordo com a Globo – continuará tendo espaço na cobertura constante dos programas esportivos da Globo, do SporTV e do GloboEsporte.com, além da exibição ao vivo de partidas do clube pela Copa Libertadores da América, Supercopa, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.”

  • Eterna ‘moça do Flamengo’, Marilene Dabus morre aos 80

    O Flamengo perdeu nesta sexta-feira uma de suas mais ilustres torcedoras. A paixão pelo clube fez que Marilene Dabus ficasse conhecida como ‘moça do Flamengo’. A jornalista, que integrou a Frente Ampla pelo Flamengo e foi vice-presidente de Comunicações na gestão Marcio Braga, morreu hoje, aos 80 anos, vítima de um câncer.

    Em novembro, Marilene, que hoje em dia dá nome à sala de imprensa na Gávea, concedeu uma longa entrevista à FlaTV contando passagens de sua história com o Flamengo. O Mundo Bola destaca aqui alguns trechos:

    A moça do Flamengo

    Um dia toca o telefone e era da Tupi, me convidando para responder sobre futebol no programa do Blota Júnior. E eu disse: sobre futebol não, mas sobre o Flamengo eu falo. Uma ousadia, porque não havia um livro sobre o Flamengo a não ser um do Mario Filho que é muito folclórico. E aí de cara eu já estourei, porque a torcida do Flamengo toda começou a ir pro auditório com bandeiras e gritaria, e ganhei tudo. Era toda terça-feira. E a mídia deu uma cobertura muito grande. Imagina, menina da Zona Sul, com o esporte bretão… Mulher não ia a futebol. Eu ligava pra algum lugar, a telefonista dizia assim: “a senhora não é aquela moça do Flamengo”? Passava na rua e a menininha dizia assim: “olha lá, a moça do Flamengo”. Eu passei a ser a moça do Flamengo.

    Pioneirismo no jornalismo esportivo

    E me liga Danuza [Leão] que era minha amiga, mulher do Samuel Wainer [dono do jornal “Última Hora”] e me diz “Samuel quer falar com você, pode?” Samuel me disse: “Vai cobrir o Flamengo”. Cobrir o Flamengo é o que todo jornalista quer. E eu já comecei cobrindo o Flamengo. E quando eu cheguei lá, surpresa total. Minissaia, salto alto, bonitinha. Os jogadores se entreolhando, os coleguinhas enraivecidos achando que eu ia tirar lugar deles e os diretores de olho grande. Só que eles não sabiam que eu era filha de pai rico e não precisava sentar em poltrona. Demorou muito, mas eu abri esse mercado.

    Papel na escolha de Marcio Braga

    Eu estava trabalhando no Jornal dos Sports, quando me telefona o João Carlos Magaldi [executivo da TV Globo], que o Walter Clark [diretor-geral da TV Globo] queria falar comigo. Aí eu fui lá na TV Globo, era uma reunião que estava o João Araújo [executivo da Som Livre e pai de Cazuza], Newton Rique [dono do Banco do Nordeste], Luiz Carlos Barreto [produtor de cinema], Carlos Eduardo Dolabella [ator]. Aí ele me disse, “Marilene, a gente quer entrar no Flamengo, não é só ajudar, efetivamente colocar alguém para ser presidente do Flamengo. Você pode entrar nessa com a gente?” Larguei o jornal e comecei a me dedicar a esse projeto. Eu disse: “Peraí, o Marcio eu falo com ele, é meu amigo de infância. A mamãe é amiga da mãe dele.” Aí peguei um carro, fui à cidade, fui ao cartório e ele disse; “Fazendo o que na cidade a essa hora, Marilene?” E aí eu disse: “Vim te convidar pra ser presidente do Flamengo”. Aí expliquei do grupo e tal. Ele foi e disse; “Não posso dar uma resposta agora, eu tô encantado, mas eu tô indo pra Brasília hoje, preciso falar coma Noelza [esposa dele à época], então você me dá um tempo até segunda-feira”. O Zózimo [Barroso do Amaral, colunista social], rubro-negro doente, todo dia me telefonava para saber notícias. Eu digo: “Zózimo, tem uma coisa que eu vou te contar, segredo absoluto. É off, off, off, off”. Eu digo: “O Marcio Braga deve ser o próximo presidente do Flamengo”. Abro o jornal no domingo, tem uma página desse tamanho com uma foto da Noelza sentada com um vestido, linda: “A futura primeira-dama do Flamengo”. O Zózimo disse; “Eu perco o amigo, mas não perco o furo, Marilene”. Aí houve uma confusão enorme porque o Walter Clark não sabia, as pessoas ficaram sabendo pelo jornal, quase que se desfez o negócio. Aí eu saí do Jornal dos Sports e fui pro Flamengo com o Marcio pra trabalhar na equipe do Marcio. Aí começa outra etapa da minha vida. Quando entrei no Flamengo com o Marcio, virei dona de casa, porque eu fazia tudo. Comprar roupa de cama pros jogadores, ver a geladeira se faltava comida, ensinar os porteiros como falava com o sócio.

    Dormindo com a taça de campeão brasileiro de 1983

    Nós fomos todos para o Hippopotamus [boate da época]. Todo mundo. E levamos a taça. E a taça ficou em cima de uma mesa, e todo mundo enchendo a cara e dançando. Quando eu estou indo embora, já 5 da manhã, torta, o maitre me chama e diz: “Dona Marilene, o que a gente faz com isso aqui?” Era a taça. Tinham esquecido a taça. Aí eu disse, me dá, bota no meu carro, que eu levo a taça. Quando eu acordo meio-dia, meia-dia e meio, tá uma loucura na Gávea; a taça foi roubada. Aí eu avisei: calma, a taça está comigo, tá aqui em casa. Nessa época, o Antonio Augusto [Dunshee de Abranches] era presidente, eu era vice de Comunicação. Às seis horas tem uma reunião com ele e eu levo a taça. Foi nesse dia que o Antonio Augusto, com toda a diretoria presente, comunicou que tinha vendido o ZIco. Até então ninguém sabia. Aí aquele silêncio, eu perguntei: E o que eu digo pra imprensa? Ele: “Você diz qualquer coisa”. No dia seguinte, quem foi o único diretor que foi à Gávea? Eu, Os outros sumiram. A torcida na minha janela, batendo, querendo bater em mim, gritando palavrão. Aí tive que sair com dois, três seguranças me escoltando no meu carro pra eu voltar pra casa.”

    Batismo do Ninho do Urubu

    O terreno foi comprado na gestão do [George] Helal. A gente não tinha dinheiro pra fazer nada lá. Um dia a gente foi lá para capinar. Aí quando eu fui escrever “os jogadores treinaram no Centro de Treinamento Presidente George Helal”, eu digo isso não tá bom. isso não é o Flamengo, a torcida do Flamengo não vai se identificar com isso. A gente tinha que ter um apelido mais engraçado, mais leve. Aí eu disse: “Ninho do Urubu”. Aí alguém disse: “Urubu não faz ninho”. Eu disse: “Mas lá vai fazer”. Aí começamos a usar Ninho do Urubu.

    Sala de imprensa do Flamengo

    É o máximo. Pra mim que sou rubro-negra, que fui impedida de entrar no clube para ver o clube, que batalhei, trabalhei tanto, muitos meses sem receber nada quando o Marcio estava naquela dificuldade. È um reconhecimento ao meu trabalho. Agora eu queria era no estádio, quando tivesse o estádio do Flamengo, botar a sala de imprensa no estádio do Flamengo, meu. Mas até lá eu já morri.

    Como quer ser lembrada

    A moça do Flamengo. Porque foi assim que eu fui chamada quando eu comecei a responder pelo Flamengo na televisão. De que outra forma eu poderia ser lembrada? Ou por tudo que eu fiz, ou pelo meu amor do Flamengo. Mas a moça do Flamengo acho que simplifica tudo isso. Porque me integra ao Flamengo. A moça do Flamengo. O Flamengo está dentro de mim.

  • Braz detalha e explica cláusula que permite Rafinha voltar à Europa

    Em meio às chegadas e expectativas de anúncios, uma cláusula no contrato do lateral Rafinha preocupou os torcedores do Flamengo durante a semana. De acordo com o vínculo, o experiente jogador poderia deixar o Rubro-negro e retornar à Europa de graça.

    Durante a festa de abertura do Campeonato Carioca, nessa quinta-feira (16), o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, admitiu e explicou o motivo da cláusula em entrevista ao Fox Sports.

    “O Rafinha tem contrato em vigência. Existe uma cláusula que confirma que ele poderia sair para o exterior agora. É importante eu explicar para vocês: o Rafinha é um atleta de 14 anos de Europa, com oito de Bayern de Munique, e nada do que mais plausível você oferecer uma segurança para o atleta, caso ele não se sentisse seguro ou não se adaptasse. Afinal, são mais de dez anos morando na Europa. Mas é pouco provável ele fazer isso disso. Temos uma ótima relação. Vou esperar ele voltar para tratar desse assunto”, afirmou Braz.

    Durante a semana, o empresário do atleta foi ao Ninho do Urubu e conversou com os dirigentes para tratar uma renovação e ampliação do vínculo que vai até a metade de 2021.

    Siga o autor: @matheusleal1

  • Chegou! Pedro desembarca no Rio para assinar com o Flamengo

    Novo centroavante foi um pedido de Jorge Jesus, que terá o “bom problema” para resolver no ataque do Flamengo

    Na manhã chuvosa desta sexta-feira (17) no Rio de Janeiro, o atacante Pedro desembarcou no aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, para assinar contrato de uma temporada com o Flamengo. O atleta foi cedido por empréstimo, com passe fixado, pela Fiorentina da Itália.

    Leia: Após visita ao CT, torcida do Flamengo critica Léo Moura: “Não é ídolo”

    Recebido por alguns torcedores, inclusive o ilustre “Chapolin” que o entregou uma placa, Pedro chegou com seus familiares e representantes. O próximo passo é realizar os exames médicos e assinar o contrato. Seguranças do Flamengo também estavam presentes no local.

    NEGOCIAÇÃO EM 2019

    O desejo do Flamengo contar com Pedro se iniciou na temporada passada. Na época, o rubro-negro ofereceu ao Fluminense, antigo clube do atleta, uma proposta na casa dos 12 milhões de euros. Pela rivalidade local, o clube das Laranjeiras não aceitou a oferta.

    Acabou que dias depois, a Fiorentina fez uma proposta menor por Pedro, e acabou levando o atacante por 11 milhões de euros. Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt afirmou que só negociaria com o Flamengo pelo valor da multa rescisória.

    PASSADO RUBRO-NEGRO

    Em meio a nova negociação deste ano, vazaram algumas fotos de Pedro vestindo a camisa do Flamengo. O jogador jogou futsal pelo rubro-negro na infância, e chegou a ser campeão junto com Bruno Guimarães, atualmente no Athletico-PR.

    Pedro se junta a Gustavo Henrique, Pedro Rocha, Michael e Thaigo Maia, como reforços do Flamengo para o restante da temporada.

    Revelado pelo Fluminense, Pedro subiu aos profissionais em 2016 e teve como grande temporada o ano de 2018, quando foi artilheiro do time, virou ídolo da torcida e chegou a ser convocado para a seleção brasileira. Ao todo, o atacante disputou 93 partidas pelo Tricolor e anotou 31 gols. Em seu auge no Flu, estava sendo negociado com o Real Madrid, mas uma grave lesão o tirou dos gramados durante um longo período. Na Fiorentina foram apenas quatro jogos, e nenhum gol marcado.

  • Após visita ao CT, torcida do Flamengo critica Léo Moura: “Não é ídolo”

    Em enquete feita pelo Mundo Bola, torcida do Flamengo votou em massa que o lateral não era mais ídolo do clube

    Durante o treino da última quarta-feira (15), o lateral-direito Léo Moura esteve no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, para visitar amigos e antigos funcionários do Flamengo. O atleta está livre no mercado após ser desligado do Grêmio, e treina sem compromisso no Boavista visando manter a boa forma.

    Após a aparição de Léo Moura nas dependências do rubro-negro, muitos torcedores utilizaram as redes sociais para criticar a atitude do jogador, que deu algumas declarações polêmicas quando atuava pelo Grêmio.

    Leia: Confira os números recentes de Arda Turan, oferecido ao Flamengo

    Com isso, o Mundo Bola promoveu uma enquete em seu Twitter em que perguntava se na opinião de cada torcedor, Léo Moura era considerado ídolo, ou não. O resultado foi esmagador. 76% votou na opção “Não”, e apenas 24% ainda considera o atleta de 41 anos, uma figura importante dentro da história do clube. A enquete teve quase 4 mil votos.

    No dia 4 de março de 2015, Léo Moura se despediu do Flamengo com uma linda festa no Maracanã. Mais de 30 mil pessoas estiveram no estádio, acompanhando o amistoso contra o Nacional-URU.

    Antes do início da partida, Léo desabou em lágrimas quando Zico entrou em campo para entregar-lhe uma placa comemorativa. Sempre foi o ídolo de infância do lateral.

    No gramado, o Fla venceu a equipe uruguaia por 2 a 0, com gols de Eduardo da Silva e Matheus Sávio. No primeiro, Léo Moura deu a assistência.

    Na saída para o intervalo, o Maracanã homenageou o antigo capitão com o grito de “Léo Moura eterno” e ao término do jogo, o jogador deu uma volta olímpica no campo. Na época, Leonardo Moura estava indo atuar nos Estados Unidos, após defender o Flamengo por 10 temporadas seguidas (chegou em 2005 e saiu em 2015). Durante todo este tempo, conquistou duas Copas do Brasil, um Brasileirão e cinco Cariocas.

  • Landim fala pela primeira vez sobre saída de Pelaipe

    O presidente Rodolfo Landim falou hoje pela primeira vez sobre a saída do gerente de futebol, Paulo Pelaipe. Ele negou qualquer racha na diretoria, disse que a decisão da não renovação do contrato de Pelaipe foi sua, e não do vice-presidente de Relações Externas, Luiz Eduardo Baptista, e a comparou à saída do zagueiro Rhodolfo. ” Podiam me perguntar por que o Rhodolfo foi demitido. O Rhodolfo não foi demitido, ele tinha contrato para jogar no Flamengo até o dia 31, acabou o contrato, ele não foi renovado e é da vida.” Landim não quis comentar se a decisão teve relação com a discussão sobre as premiações pelas conquistas da Libertadores e do Brasileiro e sua divulgação pela imprensa no dia da final do Mundial contra o Liverpool, dizendo que esse é um assunto interno do clube. Veja a íntegra do que o presidente falou em entrevista à ESPN:

    “O Pelaipe é um excelente profissional, inclusive a gente agradece esse ano que o Pelaipe trabalhou conosco. O primeiro ponto que a gente tem que dizer é o seguinte: o Pelaipe tinha um contrato de um ano. As pessoas dizem; por que o Pelaipe foi demitido? O Pelaipe não foi demitido. O Pelaipe trabalhou no Flamengo enquanto o contrato dele estava vigente. Estava vigente até o dia 31, dia 31 ele foi embora. Podiam me perguntar por que o Rhodolfo foi demitido. O Rhodolfo não foi demitido, ele tinha contrato para jogar no Flamengo até o dia 31, acabou o contrato, ele não foi renovado e é da vida. Toda decisão que você toma parece também que é uma decisão independente de análise de custo-benefício que você faz. Você tem todo um plantel que você analisa os seus jogadores e você às vezes abre mão de alguns jogadores do seu plantel, e a gente faz a mesma coisa com a comissão técnica do Flamengo. A gente faz análise de custo-benefício em todo o plantel do Flamengo. O que foi plantado foi que haveria uma discussão entre o Bap e o Marcos Braz. Independente do que possa ter acontecido ou do passado de discussões internas que eu acho que são muito positivas dentro do grupo, e que eu até estimulo de certa forma, que as pessoas tenham voz e possam expor as suas posições sempre. Independente disso, a decisão específica de não recondução do Pelaipe foi minha, não foi de mais ninguém. Ao avaliar o orçamento que a gente tinha do futebol e as opções que a gente tinha para poder compor a comissão técnica. Não houve absolutamente nada. Eu estava tirando alguns dias de férias acompanhando, achando estranho até que aquilo tudo tivesse acontecido, exatamente porque eu sei como a coisa foi decidida porque foi decidida por mim. Com relação especificamente a isso [episódio das premiações] eu vou me permitir não responder e vou dizer o seguinte: isso é um assunto interno do Flamengo, eu acho que é um problema nosso interno. Eu posso dizer o seguinte, a decisão do Pelaipe não teve absolutamente nada a ver com racha. Pelo contrário, nós nunca tivemos um grupo tão unido e tão alinhado como a gente tem agora. Algumas pessoas no início quando a gente estava começando a nossa gestão foram se agregando, foram se conhecendo e hoje a gente tem um grupo extremamente unido. Espanta até às vezes as pessoas acharem que existe algum tipo de problema. Nenhum, eu posso dizer. nenhum. Apenas o que a gente tem é um ambiente onde as pessoas têm a oportunidade de poder se expressar e colocar suas posições, e eu acho isso ótimo, porque é ouvindo a posição de todo mundo que a gente vai acabar decidindo o melhor.”