Autor: diogo.almeida1979

  • Carlos Fernández: o espanhol que quase veio para o Flamengo junto com Marí

    Jorge Jesus revelou que tentou convencer o atacante a jogar no Flamengo em 2019

    Em participação no programa “Jogo Sagrado” do Fox Sports, na última segunda-feira (9), o técnico do Flamengo, Jorge Jesus, revelou que no meio da negociação para trazer Pablo Marí em 2019, buscou outro espanhol que atuava pelo La Coruña. O centroavante Carlos Fernández era o desejo do “Mister”.

    LEIA: Jesus na Fox: trends topics, bastidores de Flamengo contra River e Liverpool e repercussão em Portugal

    SEJA SÓCIO TORCEDOR

    Se com Marí, o estafe rubro-negro conseguiu convencer que uma vinda para o Flamengo poderia valorizar o defensor, o mesmo não aconteceu com Fernández, que optou por continuar no futebol europeu e fechar com o Granada-ESP.

    Jesus ironizou a recusa de Fernández, afirmando que atualmente seu antigo companheiro de equipe joga na Premier League, enquanto o centroavante ainda busca espaço em equipes menores do futebol espanhol.

    “Eu queria dois jogadores do La Coruña, Pablo Mari e Carlos Fernández. Só o Pablo quis vir para o Flamengo, e hoje, o Carlos Fernández está no Granada, e o Marí no Arsenal” , disse Jesus.

    QUEM É

    Com 23 anos e 1,85m, Fernández atuou pelo La Coruña com os direitos econômicos presos ao Sevilla. O atacante chegou a ser titular da seleção espanhol sub-20 em 2015.

    Foi emprestado pelo Sevilla após sofrer uma grave lesão na temporada 2016/17. Até então, era o “xodó” de Sampaoli na equipe, entrando com frequência durantes os jogos.

    Após ser cedido ao La Coruña, chegou a atingir a marca de 10 gols, três assistências em 29 jogos. Fato que animou os dirigentes do Sevilla, mas o então treinador Lopetegui, não desejou a volta do atleta, cedido ao Granada.

    O Flamengo entra em campo nesta quarta (11), sem Carlos Fernández no comando de ataque, mas com Gabigol e Pedro como opções, para enfrentar o Barcelona-EQU, às 21h30 no Maracanã, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores.

    Crédito de imagem destacada: Divulgação

  • Flamengo leva virada do Fluminense, mas permanece na elite da Superliga Feminina

    Vitória de dois sets já garantiu a permanência do Mais Querido na Superliga A. Rubro-negras terminaram em 10º na competição nacional

    O Flamengo segue na Superliga A para a temporada 2020/21. A vaga foi garantida após a vitória de dois sets sobre o Fluminense nesta terça-feira (10), no ginásio Hélio Maurício, na Gávea. As tricolores venceram o jogo de virada, por 3 sets a 2 (parciais de 25/19, 25/19, 19/25, 17/25 e 6/15). As rubro-negras terminaram em 10º lugar na competição nacional.

    O jogo

    O clássico começou equilibrado: 6/5. Na largadinha de Carla, o Flamengo abriu três pontos de frente: 16/13. Com um ace de Jessica, as rubro-negras encaminhavam a vitória no primeiro set: 20/15. Em um ponto de Natália, o Mais Querido chegou ao set point: 24/17. Por fim, fechou e etapa em 25 a 19.

    O Flamengo começou bem a segunda parcial: 4/1. Em um erro de saque do Fluminense, as donas da casa disparavam no placar: 14/10. Com um ponto de bloqueio, a vantagem aumentou: 17/11. Roberta explorou o bloqueio e marcou mais um ponto para o Flamengo: 21/16, que com muita frente no placar, venceu também o segundo set, e pelo mesmo placar do primeiro: 25 a 19. A esse ponto, o Mais Querido já estava garantido na Superliga A.

    Já a terceira etapa teve início mais equilibrado: 8/8. O Fluminense estava melhor em quadra: 14/11, o que fez o treinador Alexandre Ferrante pedir tempo. As rubro-negras reagiram e empataram: 14/14, mas as tricolores novamente dispararam no marcador: 17/14. Por fim, o Fluminense venceu a parcial por 25 a 19.

    O time tricolor começou bem o set: 9/5. Carla pontuou para o Flamengo: 16/11, mas a diferença já era de cinco pontos. O Fluminense levou também a quarta etapa, desta vez por 25 a 17. A decisão foi para o tie-break, mas o Flamengo teve um desempenho muito ruim no set decisivo. Ficou atrás por grande diferença desde o começo: 9/4. O Fluminense levou a vitória de virada, fechando a parcial por 15 a 6.

    Foto destacada: Divulgação/Flamengo

  • Flamengo, Globo e Amazon: entenda o jogo que incendeia os bastidores

    Já sem transmitir os jogos do Flamengo no Carioca, a relação entre o clube e a Globo ficou ainda mais estremecida com interesse da Amazon

    Acostumado a disputar e ganhar os grandes títulos do futebol brasileiro e sul-americano nos últimos meses, o Flamengo começou o ano de 2020 disputando um campeonato de gente grande também nos bastidores, e que nos últimos dias começa a ficar claro para a torcida e o público em geral.

    Neste caso, o Flamengo é o troféu, e os adversários são simplesmente a maior empresa de TV do Brasil e atual principal parceira econômica do clube e a Amazon, uma das maiores empresas do mundo, que quer usar o clube para colocar um pé no futebol brasileiro.

    O Mundo Bola tenta explicar um pouco o xadrez do que está em jogo para o Flamengo e quais são os próximos passos dessa partida que está só começando.

    Relação com a Globo

    A relação do Flamengo com a Globo se deteriorou rapidamente neste início de 2020. O clube abriu diferentes frentes de litígio com a emissora.

    A transmissão dos direitos do Campeonato Carioca é a primeira delas: o Flamengo recusou a oferta da Globo de cerca de R$ 18 milhões por temporada pelos próximos 5 anos, e, segundo diferentes fontes, pediu entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões. Não houve qualquer avanço nas negociações até agora mesmo com o Flamengo chegando à final da Taça Guanabara, os jogos do time na competição não estão sendo transmitidos. Por enquanto, o Flamengo não está ganhando nada pela competição também, mas o clube não incluiu nada referente a isso no orçamento do ano justamente para essa eventualidade. É esperada uma nova investida da Globo para a final do Campeonato Carioca, ou, na ausência dessa, da Taça Rio, mas por enquanto não há sinal de acordo.

    O Flamengo alega que investiu no time e merece ser valorizado e que a Globo não remunera os clubes pelas assinaturas do pay per view durante o Carioca. Já a Globo diz que não pretende incentivar “valores diferenciados que acabam resultando em desigualdade preestabelecida”. Sem acordo, os jogos do Flamengo no Carioca deixaram de ser transmitidos pela primeira vez desde 2002. A aposta do Flamengo era de que a Globo sentiria os efeitos na queda de arrecadação com o PPV sem o Flamengo na competição, mas não há notícias de qual foi o efeito até agora.

    Uma segunda frente foi aberta nos tribunais. O Flamengo entrou com um processo contra a Globo acusando a empresa de “enriquecer indevidamente às custas do clube” com o descumprimento de cláusulas do contrato para a transmissão do Campeonato Brasileiro, em vigor até 2024. O Flamengo tem quatro reivindicações no processo:

    1- que para o cálculo de quanto o clube tem a receber pela transmissão dos seus jogos nas TVs aberta e fechada sejam considerados apenas os jogos exibidos pelo Grupo Globo, e não aqueles exibidos pelo Esporte Interativo;

    2- que a Justiça determine um fluxo de pagamentos mensal da parte fixa do contrato, ao contrário do pagamento de uma parcela única ao fim do campeonato;

    3- que a Globo volte a a arcar com as despesas de viagens da delegação do Flamengo, como fazia entre 2012 e 2018 e;

    4- que o pagamento da porcentagem ao qual o Flamengo tem direito sobre o pay per view seja calculado a partir da receita líquida da Globo com a venda dos pacotes, e não o lucro operacional da emissora com o serviço.

    A Globo se manifestou através de nota oficial dizendo que aposta em uma “solução consensual” e garantindo que vem “cumprindo regularmente o contrato” com o Flamengo. Segundo cálculo do UOL, caso o Flamengo obtenha sucesso na ação, pode ter ganhos de até R$ 30 milhões.

    Diante desse duplo litígio, o Flamengo divulgou uma nota acusando a emissora de “ter como pano de fundo interesses comerciais não atendidos e que se sobrepõem ao trabalho de informar corretamente aos telespectadores” após o apresentador Faustão criticar no seu programa a atuação dos dirigentes do clube no trato com as famílias de vítimas da tragédia do Ninho do Urubu, que completou um ano em fevereiro. A Globo rebateu acusando o Flamengo de fazer uma ilação “ofensiva” e “sem cabimento”.

    faustão flamengo globo nota oficial

    Enquanto isso, em outras frentes, a relação de Flamengo e Globo segue como “business as usual“. As até aqui duas únicas transmissões de jogos do clube pela emissora em 2020 foram os recordes de audiência do futebol no Rio em 2020. No caso da estreia na Libertadores, foi a primeira partida da competição com mais audiência no século. A boa fase do Flamengo faz com que jogadores do clube sejam citados do humorístico “Fora de Hora” ao reality “BBB” – no programa do último domingo, a Globo exibiu no programa a dança do atacante Gabigol em homenagem ao participante Babu no clássico contra o Botafogo, um jogo que a emissora não transmitiu,

    Em 2019, a TV foi a maior fatia da receita do Flamengo – R$ 337 milhões de R$ 939 milhões totais, ou 36% do total. Embora tenha crescido em números absolutos, a porcentagem diminuiu, já que no ano anterior a TV representou 44% do bolo total. Nem todo esse dinheiro, é bom ressaltar, vem da Globo — o Flamengo incluiu na rubrica os valores de premiações da Libertadores e do Mundial, que também são garantidos por outras emissoras, como Fox e Facebook, e patrocinadores. Para 2020, o Flamengo estimou receber R$ 283 milhões em verbas de TV, mesmo sem o Carioca.

    Onde entra a Amazon?

    A empresa do multibilionário Jeff Bezos, considerado atualmente o homem mais rico do mundo, tem um serviço de streaming, o Amazon Prime Video, que decidiu começar a investir em esportes. Desde 2017, a empresa transmite os jogos de quinta-feira à noite da NFL. Ela também produz várias séries sobre time de futebol, inclusive uma sobre a seleção brasileira. A apresentação inicial com o Flamengo se deu no fim do ano passado com o fechamento de uma parceria para um documentário sobre os bastidores da participação do Flamengo no Mundial de Clubes, embora não haja notícia se com o vice-campeonato o produto realmente irá ao ar.

    Jeff Bezos Amazon Flamengo Globo
    Jeff Bezos mira sua fortuna para o Flamengo. Foto: Divulgação

    Agora, notícias dão conta de que a Amazon fez uma proposta na casa de R$ 38 milhões para ser a patrocinadora master do Flamengo em 2020. O Conselho Deliberativo ainda não foi convocado para aprovar o contrato, mas ele já é dado como certo. E faria parte de uma estratégia maior da Amazon para a entrada no mercado do futebol brasileiro.

    Segundo o especialista em marketing esportivo Bruno Maia, os avanços da Amazon são os grandes responsáveis pela tensão entre o Flamengo e a Globo. A gigante multinacional investiu nos últimos meses em profissionais da Globo para a montagem de seu braço esportivo no Brasil.

    Teoricamente, uma parceria do Flamengo com a Amazon não significaria necessariamente um rompimento com a Globo, porém. Em 2016, quando assinou o contrato para o Brasileiro entre 2016 e 2020, a então diretoria fez questão de não incluir a venda dos direitos de streaming, como destaca este trecho de uma reportagem da “Época” de abril de 2016: “O contrato também resguarda o clube sobre direitos de streaming. O marketing flamenguista estudou esportes americanos e previu que o futebol brasileiro poderá vender a transmissão de partidas para veículos como Google, Facebook ou Twitter. “Sabemos que as crianças de hoje estão adaptadas ao on demand [sob demanda, como o Netflix]. É uma diferença grande no comportamento do consumidor que impacta no que discutimos agora”, explica José Rodrigo Sabino, vice de marketing do Flamengo, por telefone a ÉPOCA. Não há previsão de valores, nem cláusulas definidas. Só a previsão de que o clube poderá vender esses direitos desde que compartilhe a receita com a Globo e não canibalize TVs aberta, fechada e pay per view.”

    A questão legislativa

    Aí entra um entrave nos planos de Flamengo e Amazon, porém, que é a questão legislativa. A Lei Pelé prevê que os direitos para exibição de um jogo pertencem aos dois clubes participantes. Isso impede o Flamengo de negociar direitos dos seus jogos no Carioca, ou exibi-los por conta própria, por exemplo, já que a Ferj, representando todos os demais clubes, fechou acordo de exclusividade com a Globo.

    Para “se mudar” de mala e cuia da Globo para a Amazon, o Flamengo precisa de e aposta numa mudança na legislação, pela qual os direitos dos jogos passem a ser exclusivos do mandante. Em um relatório enviado a sócios na semana passada, na parte da pasta de Relações Externas, foi listado entre as realizações o “início do processo de revisão da Lei Pelé, com substancial apoio no Congresso e no Senado“. Após a disputa da Supercopa, em Brasília, dirigentes do clube foram recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro para discutir mudanças na legislação, e a questão dos direitos de transmissão estaria entre elas. Na ocasião, Bolsonaro disse:

    — Trouxeram sugestões de mudanças na legislação pra ajudar o futebol no Brasil. Não vou comentar porque vai gerar pauta e eu não quero pauta na imprensa sobre esse assunto. O ministro respectivo que mais interessa a começar a tratar do assunto estava presente e vai começar a tratar do assunto. Eu perguntei se havia unanimidade entre os clubes de futebol. A princípio, há um entendimento que tem que reformular algumas leis de futebol, só isso. Foi dado o respectivo encaminhamento de como começar a ajudar a reformular o futebol no Brasil, essa que é a ideia. 

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    Bolsonaro assiste no Mané Garrincha final da Supercopa entre Fla x Athletico-PR. Foto: Divulgação/Twitter

    É claro que uma mudança de legislação funcionaria nas duas frentes: o Flamengo passaria a ser detentor exclusivo dos direitos das partidas das quais é mandante, mas perderia a possibilidade de interferir no destino da transmissão das partidas na qual é visitante. Os efeitos disso ainda são imprevisíveis neste momento. O certo é que o jogo está apenas começando.

  • Torcedor conta de forma incrível como é torcer para o atual Flamengo em site do Corinthians

    Um torcedor do Flamengo contou, a um site corintiano, como foi torcer para o rubro-negro durante reestruturação financeira.

    Que a história recente do Flamengo, desde a reestruturação até o vitorioso ano de 2019 merece ser contada, disso não há dúvidas. Contudo, o que aconteceu com o rubro-negro Marcus Castro foi um tanto diferente.

    Advogado da união e professor de Direito Administrativo, Marcus recebeu o contato de um site destinado a informar sobre um rival do Flamengo. O “Corinthians 247” quis saber dele: como foi torcer para o Flamengo nos últimos anos e quanto isso pode ensinar o Corinthians?

    – Bom, com as redes sociais ficamos todos mais próximos no sentido da facilidade de contato. Mas ao mesmo tempo mais separados, porque acabamos seguindo aqueles que torcem pro mesmo time ou pensam como a gente. Achei bastante digna a ideia deles de convidar um torcedor do Flamengo para escrever em um site dedicado ao Corinthians. Me senti honrado!, afirmou.

    O clube paulista vive um período conturbado economicamente, com dívidas altas e, consequentemente, poucas possibilidades para investimentos. Mesmo após anos gloriosos, más gestões quebraram os cofres corintianos.

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    Marcus, então, relatou como uma criança nascida nos anos 70, que viveu a era Zico e Júnior, passou por longos jejuns e perseverou durante 7 anos de reestruturação para ver o seu time do coração voltar aos grandes títulos e tomar para si o posto de maior clube do país, seja econômica e estruturalmente, seja dentro das quatro linhas.

    – É preciso entender que o Flamengo 2019 caiu como uma avalanche na cabeça dos outros clubes. Os mais atentos sabiam que o clube estava em processo de melhora. Mas muitos ainda associavam o clube a uma entidade caloteira e perdedora. Aí vem o Flamengo e faz o que faz, de maneira sustentável e com continuidade… isso gera uma perplexidade e uma necessidade de entender o que está acontecendo. Acho que há um aumento de interesse no clube (e suas práticas). E um aumento de teorias infundadas sobre tudo. É aí que a informação entra!, disse Marcus sobre a importância de contar a respeito da reestruturação financeira do Mais Querido.

    Leia o texto de Marcus Castro publicado no Corinthians 247:

    Antes de tudo, gostaria de agradecer ao Corinthians 247 pelo gentil convite que me foi feito, e sobre o qual vocês vão saber mais logo logo. Mas antes, vou me apresentar: meu nome é Marcus Castro, sou professor de Direito Administrativo e… flamenguista. Com muito orgulho.

    Mas o que eu estou fazendo aqui então? Explico: fui convidado para contar um pouco de como foi vivenciar, na pele de um torcedor, todo o processo de reestruturação pelo qual passou o Flamengo nos últimos anos, que culminou no que estamos vendo o clube viver desde o ano passado. Não é um tema simples, tem muitas variáveis, mas creio que é algo muito aplicável à situação do Corinthians atual. Como? É o que vou tentar mostrar.

    CRESCENDO EM MEIO A TROFÉUS

    Antes, porém, quero falar um pouco de mim. Eu sou de 1974. Era criança pequena, quando o Flamengo viveu quatro temporadas seguidas de glória, entre 1980 e 1983. Com minha cabeça infantil, achava que aquela era a ordem natural das coisas – o Flamengo quase sempre vencendo. Fui entrando na adolescência e, apesar do brilho daqueles anos não ter se repetido, vivenciei muito de perto (já frequentando estádios) os títulos nacionais de 1987, 1990 (Copa do Brasil) e 1992. Três taças nacionais em seis temporadas… nada mal né. Algo compatível com aquela visão de clube que eu tinha. E muito próxima da “década de ouro” que vocês, corinthianos, viveram depois de voltarem da Série B.

    Mas, voltando. O fato é que, durante pouco mais de uma década, vi meu time empilhar todos os títulos que eram disputados à época. Seis títulos nacionais, uma Libertadores, um Mundial. Vivi ali o auge da carreira de muitos nomes que eram referência, inclusive mundial, e que jogavam aqui: de Zico a Júnior, passando por Renato, Bebeto, Leandro, etc. Na minha cabeça de torcedor, aquela situação era o normal. Um título grande a cada dois anos.

    Eu me lembro da saída do Maracanã, em 1992, após a conquista do Brasileiro. E se alguém viesse do futuro e me contasse como seriam os meus próximos 25 anos, futebolisticamente falando, eu não acreditaria.

    OS ANOS DE CRISE

    Afinal, nos 25 anos seguintes, entre 1993 e 2018, o que aconteceu com aquela força da natureza, que ganhava muito e com frequência? Levou um Brasileiro, o de 2009. Ganhou duas Copas do Brasil. Uma Copa dos Campeões, que foi muito legal à época, mas que nem existe mais. Uma Mercosul dentro do Palestra, ok. E brigamos, em uns cinco anos, de maneira angustiante e desesperada contra o rebaixamento. Que nunca veio, mas foi quase.

    Vejam, 25 anos representam uma vida inteira de torcedor. Os torcedores do Flamengo com 40 anos ou menos tem basicamente essas memórias do time, apenas: títulos esporádicos, algumas vitórias grandes, e muito sofrimento. Um evidente apequenamento do clube, que ia migrando para uma parte média da tabela com cada vez mais naturalidade e frequência.
    Mas o que causou esse apequenamento? Um conjunto de fatores que juntos, levam ao desastre. Crises financeiras quase que constantes. Atraso de salário. Atraso absoluto na estrutura. Constantes erros de planejamento que, de vez em quando, eram reduzidos por uma ou outra fase boa ou menos ruim. Empilhamos um monte de campeonatos estaduais, sim, que até alegraram, mas ajudaram a encobrir uma constatação óbvia: o clube estava ficando para trás.

    Enquanto isso, outros times começaram a vencer os campeonatos que eu me habituei a ver nas mãos do meu time. Primeiro, o São Paulo de Telê. Depois, o Palmeiras da Parmalat. E, claro, as múltiplas gerações corinthianas. E com isso, o Flamengo perdia seu protagonismo. Começou a ficar atrás em históricos de confrontos diretos. Começou a passar por jejuns que não passava. Começou a perder finais que não perdia. É um processo, percebem? Uma coisa leva à outra, como em um ciclo vicioso.
    E esse ciclo vai se apresentando aos poucos, às vezes de um jeito tão sutil que o torcedor não percebe. Querem um exemplo? A temporada de 1993 do Flamengo. Foi regular, até. Mata-mata da Libertadores e do Brasileiro, final da Supercopa. Não passou vergonha. Mas hoje, vejo com clareza: a gente já começava a decair. Um clube não se destrói da noite para o dia; um caso como o do Cruzeiro, que implode em seis meses, é raríssimo! Normalmente, trata-se de um processo, que vai corroendo o clube, por anos a fio, aos olhos do torcedor.

    No começo, você perde uma final para o Grêmio do Felipão em casa. Depois, perde outra para o Santos do Luxa em casa. Aí, numa jornada infeliz, acaba tomando uma goleada prum Paraná da vida. Aos poucos, as coisas começam a acontecer com mais e mais frequência. Coloque mais alguns anos na conta, e você está perdendo final para o Santo André no Maracanã lotado. Em seguida, você começa a depositar esperanças em Dimba para te livrar do rebaixamento. Aquele jogo em Porto Alegre? Ih, você já vê como derrota certa. É um processo, que demora muito tempo, mas você vai ficando para trás, vai aceitando as coisas.

    Claro que há momentos de brilho aqui e ali, mas vocês entenderam.

    O que esteve por trás disso tudo? Endividamento. Contratações desesperadas (Romário? Ronaldinho Gaúcho? Alex? Denilson? Gamarra?). Dinheiro que entrava fácil e saía mais fácil ainda. E, especialmente, um passivo que só aumentava. A ponto de tornar a gestão do negócio futebol simplesmente inviável.

    A MUDANÇA DE RUMO

    Até que surge, no fim de 2012, uma nova proposta. Isso teria que mudar. Não dava mais pra se combater o câncer com aspirina! Era preciso resolver a origem do problema, que é um endividamento monstruoso. E, mais importante ainda, era preciso explicar ao torcedor comum o que isso acarretava. E, claro, era preciso ter esperança de que isso iria funcionar.
    Sou sócio do Flamengo, apesar de jamais ter morado no Rio. E com as redes sociais da época (Orkut e Twitter) fui um entusiasta dessa ideia. Participei da campanha, votei e, pronto, a eleição foi vencida por esse grupo. Em janeiro de 2013, começaria uma nova maneira de gerir o clube.

    Corinthianos, não sei de todos os detalhes do seu clube. Mas vejo no noticiário que há problemas, sobretudo financeiros, que não existiam. Vejo, frequentemente, uma questão sobre a Arena, que me parece de difícil solução. No entanto, opinando como quem vê de fora, acredito que vocês vivem uma mistura do que nós, flamenguistas, vivemos em 1992 e 2013. O Corinthians acabou de proporcionar a vocês duas décadas de tantas vitórias quanto era possível. Com o tamanho do clube, com os investimentos feitos, com as contratações que deram certo, temos uma fórmula mais ou menos matemática. Clubes do tamanho do Corinthians vencem bastante em tais circunstâncias.

    No entanto, a conta chega. E agora há problemas financeiros. Isso quer dizer que o Corinthians não mais disputará nada? Óbvio que não. Mas é preciso encarar a realidade: mantida a situação atual, a tendência é que o financeiro distancie o Corinthians de conquistas mais frequentes. É claro, sempre é possível apostar que as coisas vão continuar como estão (como o Flamengo fez após 1992), afinal o tamanho do clube acaba proporcionando vitórias importantes. Só que elas vão ficando, com o tempo, mais raras. É o processo, lembram? Não percebemos na hora, mas ele está lá, acontecendo. 

    Mas dá pra tomar uma atitude, e mudar. Um outro caminho é possível, como o Flamengo fez em 2013. Já é algo tentado por alguns outros clubes (cito aqui Grêmio, Athletico e Bahia, mas não só), cada um à sua maneira, mas que poderão ganhar em breve uma vantagem competitiva importante.

    A REESTRUTURAÇÃO

    E como foi esse caminho para o Flamengo? Bem, vamos começar do começo, explicando algo que poucos torcedores entendem: o peso de uma dívida para o dia a dia do seu clube.

    O Flamengo, no começo desse processo, devia R$ 750 milhões. Isso significa, sendo bastante amigável, que todo ano o Flamengo gastava algo entre R$ 120 a 150 milhões só para pagar juros. Isso dá R$ 10 milhões, pagos todo mês aos bancos, só pra não aumentar a dívida, ou seja, nada era pago de verdade. E em 2013!

    Não é pouca grana. Com R$ 10 milhões por mês você monta hoje um time para brigar por vaga na Libertadores. Vai ficar ali, entre quinto e 10º colocado no Brasileiro. Pois o Flamengo pegava esse dinheiro e usava para pagar juros. Como a nossa arrecadação era algo entre R$ 250 e 300 milhões anuais, dá pra ter uma ideia do rombo: o clube tinha que cumprir as expectativas de um Flamengo, mas tinha para investir mesmo um orçamento do Bahia.

    Então o óbvio para se fazer é: cortar gastos, pagar dívidas, aumentar arrecadação. É isso o que qualquer gestor faria. Mas é sempre difícil fazer isso no futebol, onde existem tantas lendas econômicas como a de que “jogador X se pagou só com venda de camisa”, ou “se investir a torcida vem e paga”. Tudo isso é falso. Com os valores atuais do futebol, então, não chegam nem perto. Boa gestão importa!

    Logo no início desse trabalho, houve um momento de enorme simbolismo: o Flamengo tinha em seu elenco, em 2013, o Vagner Love. Jogador muito identificado, a época, com a torcida. Estávamos devendo parte do pagamento ao CSKA Moscou, da Rússia (o pagamento era feito em parcelas). O que foi preciso fazer? O Flamengo devolveu o atleta aos russos. Perdeu as parcelas que havia pago, mas se livrou de uma dívida de US$ 7,5 milhões. Boa parte da torcida teve uma síncope, desesperada. “Como assim? Perdemos nosso artilheiro!”. Sim, perdemos. Mas nosso campeonato, por enquanto, será o campeonato do balanço.
    O treinador, na época, era o Dorival, que vinha desde a temporada anterior. Um bom treinador, para o que se propunha à época. Só que o contrato dele era muito caro. O que a nova gestão fez? Com tristeza, teve que rescindir o contrato dele. Um clube naquela situação econômica não podia se dar ao luxo de pagar o que pagava.

    E assim foram saindo vários salários altos, e apostas foram contratadas. Algumas até deram muito certo naquele momento, mas era um elenco modesto. Ficamos na parte baixa da tabela, sofrendo derrotas duras. Felizmente, o imponderável entrou em campo na Copa do Brasil, e acabamos campeões. 

    Esse foi o filme daquela temporada, e das seguintes. A prioridade era o orçamento. Fomos abandonados pelo Mano Menezes, por exemplo. Fazíamos contratações sempre modestas. Mas, fora de campo, as coisas iam melhorando. O Flamengo entrou no Profut, um programa do Governo Federal para parcelar e pagar dívidas de clubes de futebol. Centenas de milhões de reais foram retirados das preocupações imediatas, bastando pagar a parcela mensal em dia. E isso foi algo que o Flamengo fez questão de garantir, sempre.

    Depois desse título temporão da Copa do Brasil 2013, passamos por momentos muito ruins. Sempre meio da tabela. Campanhas absolutamente esquecíveis. Derrotas dolorosas, como cair numa semifinal de Copa do Brasil para o Atlético-MG, mesmo tendo 3 gols de vantagem. Mas são os ônus de escalar sempre times regulares ou fracos: eles vão fazer perder. Podem até ganhar um jogo ou outro, mas não são vencedores.

    Como eu me sentia como torcedor durante esse processo? Olha, mal. É triste ver derrotas e mais derrotas. Mas eu, particularmente, tentava ser o sereno da turma, lembrando: “Calma, gente. É um processo. Esse ano já foi melhor que o ano passado. Ano que vem será melhor. Vamos ter fé”. 

    E, realmente, as notícias iam melhorando, devagar. Novos contratos aumentavam a arrecadação, e o dinheiro novo que entrava não vinha mais para fazer aquela contratação maluca, do ex-craque de 33 anos encostado na Europa. Ele era usado para quitar uma dívida trabalhista. Para pagar uma ação judicial.

    Os imediatistas se irritavam muito. Começaram a chamar o clube de “campeão de balanço”. De “time de certidões”. Diziam o que importava era só a auditoria de empresas internacionais, prêmios de transparência, gestão. E a gente sofrendo com eliminações para o, vá lá, Fortaleza.

    E já adianto: se isso aconteceu aqui, em que ficamos 25 anos ganhando pouca coisa, acontecerá aí muito mais. Afinal, a torcida corinthiana está acostumada com conquistas recentes. E é muito difícil que o torcedor aceite uma venda de um jovem por X milhões de euros, para que esse dinheirão seja usado para pagar banco. Talvez você até releve a contragosto na hora, mas quando tu leva uma goleada, dói. E fica difícil aceitar.

    Eu tinha para mim que o Flamengo precisaria de uns 10 anos para ficar competitivo. Limpo, sem dívidas, competitivo. Mas o processo começou a dar frutos já no segundo triênio. Aquela montanha de dinheiro que era usado para pagar juros, para garantir penhoras, com o tempo passou a ficar livre. No primeiro ano, veio o Guerrero. No segundo, o Diego Ribas. As peças começaram a se encaixar, o time saiu da metade baixa da tabela e começou a ficar no G4, G5 do Brasileiro. O processo começava a mostrar que funcionava.

    Mas (e isso é difícil pro torcedor aceitar, pois ainda estávamos diante de um processo) ainda havia um buraco. Menor, mas era um buraco. Um exemplo: Everton Ribeiro queria sair dos Emirados Árabes e Diego Alves estava com o contrato acabando no Valencia (ESP). Dois nomes já de peso. Um dirigente tradicional iria acabar pagando multas para ter logo os atletas em campo. Afinal, naquela temporada específica (2017, ou ano 5 da reconstrução) as inscrições da Copa do Brasil se encerravam no meio do ano.

    Mas o Flamengo, mesmo tendo acertado com os atletas e clubes, optou por esperar meses para recebê-los no elenco. Poupou alguns milhões de multa, e os jogadores chegaram após o término das inscrições para a Copa do Brasil, competição em que chegamos à final contra o Cruzeiro. Nessa decisão, tivemos que jogar com um goleiro de nível muito abaixo, pois um dos arqueiros estava machucado, outro tinha caído em desgraça, e outros eram muito jovens. Quis o futebol que o Cruzeiro desse um chute a gol nos 180 minutos do confronto, marcando o gol, com falha grosseira do jovem arqueiro. 1×1 no Rio, 0x0 em BH: perdemos o título nos pênaltis. Economizamos milhões, mas perdemos uma copa por não ter um goleiro de nível razoável para a final. 

    Ou seja: a gente paga um preço dentro de campo, pela disciplina administrativa fora dele. Mas hoje o Flamengo está onde está. E o Cruzeiro, já se sabe, viveu um 2017 e 2018 muito acima do que podia pagar. E está onde está.

    Derrotas à parte, era inegável que a evolução chegava. O time frequentava a parte de cima da tabela, mas perdeu finais e jogos decisivos. Aí a acusação dos imediatistas passou a ser outra: “time de bananas”, “pipoqueiro”. Nessa época houve ENORME rejeição ao processo que, mesmo com os resultados chegando, já frustravam a torcida.

    Eu, que acabava tendo algumas informações cá e lá, sempre ouvia: olha, estamos evoluindo, mas a coisa ficará boa a partir do ano tal. Era o ciclo virtuoso, no lugar do vicioso. Receitas decolando, a âncora do passado cada vez mais leve, a estrutura sendo feita.

    O ANO DA REDENÇÃO

    E, estrategicamente, o salto ficou para 2019. Era esperado algo tão estrondoso como o Flamengo de Jorge Jesus? Não. Há coisas que não se esperam. Mas sempre se soube que, em algum momento, a força financeira iria se refletir dentro de campo. Ano passado, vieram para o clube nada menos que oito titulares; o único por empréstimo foi Gabriel Barbosa, posteriormente comprado em definitivo. Quando você pega um time que ficava entre os 4 primeiros e adiciona oito titulares, há uma enorme probabilidade de sucesso.

    E hoje? Bem, uma metade da laranja está evidente: as receitas. Pularam de R$ 300 milhões no começo de tudo para R$ 931 milhões em 2019. Um salto extraordinário que, ao contrário do que se pensa, não é calcado na TV (que representa algo como 27% do orçamento, a menor proporção do G12 brasileiro).

    A outra metade, e essa sempre me interessou, são as dívidas. Aquela dívida de R$ 750 milhões (cerca de R$ 900 milhões em valores atuais) inviabilizava qualquer coisa. São muitos juros, encargos, penhoras, que só atrapalhavam, e em todos os sentidos. Credores não esperam sentados pelo pagamento. Resolver a dívida tributária com o parcelamento do Profut foi fundamental, pois tirou 60% do peso. As demais foram sempre prioridade: quando entrava receita nova, essa era dedicada a pagar dívidas. Confesso: vocês vão vibrar mais com um boleto pago que com um gol. 

    Hoje o Flamengo tem uma dívida por volta de R$ 400 a 450 milhões, a grande maioria no Profut e, portanto, parcelada. E sabem por que isso é fundamental? Porque não há risco de penhora, não há títulos protestados, não há salários atrasados ou cobradores. Isso gera um excelente ambiente de negócios, e acaba colocando o clube numa outra prateleira na hora de negociar com os grandes players do futebol internacional. Você ganha credibilidade e respeito, e isso faz diferença. É até inusitado para um europeu ver um clube brasileiro chegar lá e fazer compras de 10, 15 milhões de euros. Sem atrasar um dia. Mas hoje, estamos fazendo isso.

    Se na época de caloteiros tínhamos que pagar mais caro para trazer jogador mediano (jogador sempre cobra mais caro de clubes que atrasam salários), hoje estamos conseguindo vencer disputas por atletas oferecendo salários menores, porque aqui eles sabem que vão receber em dia e vão brigar por tudo. É dinheiro chamando dinheiro. E assim o ciclo virtuoso se fecha.

    E O CORINTHIANS?

    Na minha opinião, se o Corinthians suportar o começo do processo, irá viver um círculo virtuoso que pode sim ser como o nosso. Acreditem: o peso vai ficando menor a cada ano, até o momento em que as coisas começam a acontecer. Mas é preciso estratégia, é preciso frieza, é preciso direção. Não se pode chutar o balde após perder por 3×0 em casa. É algo que demora um tempo para amadurecer, e exige paciência do torcedor.

    O que poderia acontecer com o Corinthians, se ele optasse pela “solução Flamengo” em 2020, digamos? É difícil, pois não estou ciente dos números do endividamento do Corinthians, ou da receita. Mas eu seria otimista, mesmo assim. 

    E penso assim porque o Corinthians 2020 certamente parte de uma situação muito melhor que a do Flamengo em 2013. Tem um monte de títulos relativamente recentes, e formou uma geração inteira de torcedores jovens e vitoriosos (como eu fui), que vai ter onde se agarrar para “suportar” os anos difíceis. E é bom que o dirigente saiba que tem essa margem para pedir paciência. Ainda que o imediatista não aceite: esse vai exigir pagar as dívidas e ser campeão brasileiro ao mesmo tempo. Mas isso não vai acontecer, pois o processo cobra seu preço dentro de campo. O executivo, o gestor entende isso. O cartola amador não entende, ou não quer entender.

    Além do mais, o Corinthians 2020 pode até ter um débito comparável ao do Flamengo 2013, talvez. Mas seguramente parte de receitas já bem maiores que as do Flamengo 2013, que estava em estado lamentável. E isso faria diferença, também. Aquele Flamengo, amigos, era absolutamente amador. Tirava o pouco dinheiro do futebol para custear esportes olímpicos. Era um clube que imaginava pagar Ronaldinho Gaúcho com recursos que nem de longe tinha. Era um clube em que pessoas brincavam com milhões de reais, e sequer se preocupavam em dar ao elenco um Centro de Treinamento adequado, ou pagar salários. O Corinthians, mesmo com seus descalabros recentes, não chegou tão fundo, eu sei disso.

    Em síntese: creio que o Corinthians 2020 parte de um pressuposto bem melhor que o existente no Flamengo em 2013. Aqui no Brasil, só o Corinthians é capaz de arrecadar valores como os que o Flamengo arrecadou em 2019, é um fato. Portanto, podemos imaginar que a liberação do potencial econômico seja mais ou menos igual. Se o Flamengo passou três anos em total penúria, seguido de três anos de crescimento gradual para se chegar a 2019, não acho impossível que o tempo de purgatório do Corinthians seja menor. 

    Mas isso dependerá, claro, da seriedade e comprometimento com o processo, o bendito processo, de cortar despesas na própria carne, custe o que custar, para ganhar mais a frente. Dói em alguns momentos, mas já adianto que vale muito a pena. Vamos acompanhar.

    Saudações e boa sorte.

  • Jesus na Fox: trends topics, bastidores de Flamengo contra River e Liverpool e repercussão em Portugal

    Treinador deu detalhes das grandes finais que o Flamengo disputou na última temporada

    Na noite da última segunda-feira (9), o canal Fox Sports convidou o técnico do Flamengo, Jorge Jesus, para ser entrevistado no programa “Jogo Sagrado”, apresentado por Benjamin Back, com as participações de Zinho, Oswaldo Pascoal, Ricardo Rocha, Mauro Naves e Carlos Alberto.

    LEIA: O que os jogadores do Flamengo falaram após a vitória contra o Botafogo

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    Pré, durante e pós programa, a hastag “#JogoSagrado” ficou em primeiro lugar nos trends topics no Twitter do Brasil, com muitos torcedores comentando as declarações do Mister e tentando enviar algumas perguntas ao treinador do rubro-negro.

    Durante a conversa, Jorge Jesus se emocionou ao falar sobre seu pai, contou detalhes sobre sua chegada ao Flamengo, saídas do Benfica e Sporting, vida no Al-Hilal, mas revelou também alguns bastidores da final da Libertadores e do Mundial de Clubes. Em Lima, o Fla venceu o River e em Doha, perdeu na prorrogação para o Liverpool.

    Sobre a vitória na final contra o River Plate, Jesus afirmou que a parte física do Flamengo iria prevalecer na reta final, e confiava no empate, mesmo tendo ficado surpreso com a virada logo depois.

    “Eu acreditei, como acredito sempre. Um gol a gente faz sempre. Sempre acreditei que faríamos um gol. Não sabia que iria vir outro logo depois. Foi uma coisa que fica na história junto com 1981”.

    “Não foi chutão (o lance do Diego na final da Libertadores). Ele lançou para o Gabigol, que conseguiu criar vantagem sobre o Pinola. Se o Diego não tivesse aquela percepção do jogo, talvez não tivéssemos ganho a Libertadores.”

    O “Mister” explicou o motivo da derrota contra o Liverpool, e revelou um “pacto” feito com os atletas:

    “Nós não vencemos essa final com o Liverpool porque houve quatro jogadores que não estiveram no nível que eles geralmente jogam (Everton Ribeiro, Gabigol, Gerson e Arrascaeta). Se eles tivessem jogado no nível normal deles, nós tínhamos vencido o Liverpool”.

    “Depois de perdermos a final, nos reunimos e conversamos que queríamos voltar lá. É meu sonho. Chegar lá com o mesmo grupo que chegamos em 2019, estaremos mais fortes”.

    A entrevista de JJ chegou na imprensa portuguesa. O repórter do “Canal 11”, Helder Santos, publicou um comentário em sua rede social.

    Crédito de imagem destacada: Reprodução/Fox

  • Jesus nega acerto com Benfica e afirma: “Minha vontade é continuar no Flamengo”

    Treinador rubro-negro participou do programa “Jogo Sagrado”, do Fox Sports, e falou sobre sua experiência no Flamengo

    O treinador do Flamengo, Jorge Jesus, participou do programa “Jogo Sagrado”, do canal Fox Sports, desta segunda-feira (9) e falou sobre seu primeiro contato com o Flamengo, sua trajetória até agora, elenco do Mais Querido, críticas e seleções.

    O técnico rubro-negro confirmou o interesse do Vasco e do Atlético-MG: “Não era isso que eu queria, tinha outras expectativas esportivas. Sem ofender ninguém, achava que teria que ser uma equipe que brigasse por título. Apareceu o Flamengo, aí foi fácil” Jesus completou: “Chegamos a um acordo facilmente, eu também queria. Me garantiu toda segurança de trabalho e estrutura”. “Eu via os jogos e achava que o Flamengo tinha jogadores para se montar uma boa equipe”, finalizou.

    Jesus rasgou elogios ao Flamengo, especialmente ao elenco: “Quando eu cheguei já estavam todos preparados para minha forma de comunicar. Acho que isso foi o pontapé certo para que as coisas começassem bem. Eu sabia que o Flamengo era um dos maiores times do mundo. Se tu não ganhas títulos, nenhum time é valorizado. Ganhar títulos internacionais e não só nacionais.”

    Sobre sua possível saída, Jesus afirmou que “o clube nunca vai perder, se tem alguém que perderia seria eu”. Mas revelou que o possível acerto com o Benfica é falso. “É mentira. Não tem ponta de verdade. Todos os anos o meu nome é associado a esses clubes quando o time tá mal. Vou regressar a Portugal, mas não sei quando.”

    Confira outras aspas de Jorge Jesus

    “Vou acabar em Portugal a minha carreira.”

    Futebol brasileiro: “A Europa é o espelho do mundo do futebol, ninguém tem dúvidas disso. Eu conheço os campeonatos da Europa, os mais importantes. Sobre o futebol brasileiro, ele está mais forte. Palmeiras, Grêmio, Internacional. No futebol inglês, o marketing é muito bom. E quando o marketing é bom, às vezes o produto pode ser ruim. Tem qualidade três ou quatro equipes. O futebol brasileiro continua a ter muito talento.”

    “O futebol brasileiro devia ser transmitido como a Europa está a fazer. Para a Índia, para a China, para o Japão. O Brasil tinha que entrar neste mercado.”

    “Pode (a família fazer voltar para a Europa). Eu nunca pensava em sair de Portugal.”

    Jogadores do Flamengo: “Eu os acho muito profissionais. Eu sei que este grupo do Flamengo é fantástico. Os jogadores são fantásticos a ponto de terem influência na minha renovação de contrato. Minha vontade é continuar.” Jesus completou: “Está nas mãos da diretoria do Flamengo”.

    “O que mais me preocupei foi trabalhar e ganhar. Não fiquei muito preocupado no que respondi ou no que vou responder. Eu fiz o meu trabalho. Talvez o Valentim (foi mais o que incomodou). Quando falei do patamar, e foi contra o Fluminense, o que eu quis dizer é que estamos disputando todas as taças. O nosso patamar é diferente do Fluminense e de todas as equipes do Brasil. Não estava falando que o Flamengo era melhor que o Fluminense.”

    Gabigol e Bruno Henrique: São jogadores muito rápidos, que podem resolver sozinho. Poderiam ser uma boa dupla, e eu não me enganei. É difícil achar melhores. Suarez e Messi, talvez. Dybala e Ronaldo, talvez. É difícil pensar os terceiros.”

    “Encontrei nesta equipe um grupo muito responsável.”

    “A primeira linha defensiva são os dois avançados.”

    Pablo Mari “Foi difícil convencê-lo. Eu o vi jogar na Espanha um playoff. Eu gosto de central canhoto e vi um jogador com 1 metro e 90 e tal, que jogava colado com um zagueiro que foi meu jogador no Sporting. Tive a oportunidade de ligar pra ele. Tentei convencê-lo porque iria para um grande clube, que não teria uma oportunidade tão boa para jogar na Libertadores.”

    “Qual é o treinador do mundo que não aceitaria ser treinador da Seleção Brasileira? Qual é o treinador do mundo que não aceitaria treinar o Flamengo? Muito poucos.”

    Berrío na lateral-direita: “Foi uma solução que eu tive que improvisar. Eu vinha já há algumas semanas a trabalhar o Berrío nessa posição. Tive que colocar o Berrío em jogo. Foi uma situação de curso.”

    Final do Mundial: “Arrascaeta, Everton, Gabi e Gerson não estavam no nível normal deles. Se eles tivessem, nós teríamos ganhado do Liverpool”.

    “Nunca teve nada parecido”, Jesus sobre “Olé, olé, olé, Mister, Mister”.

    “As equipes argentinas e brasileiras continuam a ser as melhores”.

    Jesus se manifesta contra o gramado sintético: “A bola quica com mais facilidade. Não tem razão de ser. Se eu mandasse na FIFA, eu proibiria campo sintético. Tem que ser natural”.

    Jorge Jesus volta à beira do campo contra o Barcelona-EQU nesta quarta-feira (11), às 21h30, no Maracanã, pela segunda rodada da Libertadores.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

  • Sem dó! Flamengo goleia o Botafogo; o que os jogadores falaram após a vitória

    O Mundo Bola abre aspas para os jogadores do Flamengo falarem após a vitória contra o Botafogo

    Na noite do último sábado (7), o Flamengo goleou o Botafogo por 3 a 0 no Maracanã, e se isolou na liderança de seu grupo na Taça Rio. Os gols foram marcados por Everton Ribeiro, Gabigol e Michael.

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    O JOGO

    Jorge Jesus mandou a campo a seguinte equipe: Diego Alves; João Lucas (Berrío), Gustavo Henrique, Léo Pereira, Renê; Willian Arão, Diego (Thiago Maia), Everton Ribeiro; Michael, Bruno Henrique (Vitinho) e Gabigol.

    O primeiro tempo foi mais equilibrado. Com muita imposição física, o alvinegro chegou a assustar o Flamengo com uma bola na trave e um gol irregular, que foi anulado pelo VAR, do atacante Pedro Raul. Os primeiros 45 minutos foram encerrados com o 0 a 0 no placar.

    Mas na etapa complementar, o Flamengo atropelou. Everton Ribeiro abriu o placar de primeira, após rebote de Gatito. Em uma jogada pelo lado esquerdo, Gabigol recebeu de Renê, finalizou e a bola desviou em um zagueiro do Botafogo antes de entrar. Após um pênalti sofrido por Everton Ribeiro, o camisa 9 teve a chance de fazer o terceiro, porém a cobrança foi no travessão. No rebote, Diego marcou, mas o árbitro deu invasão de área e pediu para que Gabriel cobrasse novamente. Em nova batida, a bola também foi no travessão, mas desta vez sem rebote. Mas, ainda deu tempo para Michael ampliar, 3 a 0.

    ENTREVISTAS NA ZONA MISTA

    Gabigol sobre os pênaltis perdidos:

    “Já tinha tentado dar a cavada algumas vezes e na base sempre fiz. Tento tirar a mínima chance do goleiro pegar. Geralmente nos meus pênaltis, os goleiros não saem na foto e hoje foi igual, só que a bola não entrou”.

    Arão comentou sobre o largo placar:

    “Apesar de ganharmos por 3 a 0, fazemos com que os jogos se tornem fáceis, com nossa qualidade, estratégia e objetivo que traçamos para o jogo. Temos que desfrutar deste momento e seguir evoluindo”.

    Diego enalteceu a vitória no clássico:

    “Somos a equipe a ser batida, e isso dificulta um pouco nosso trabalho, mas temos correspondido de uma forma espetacular. Merecem sim ser enaltecidas nossas vitórias e placares”.

    Everton Ribeiro destacou a qualidade do time titular e reserva do Flamengo:

    “O mister costuma treinar as duas equipes da mesma maneira, para todos saberem os conceitos que ele quer. Então quem entra, já sabe o que tem que fazer. Isso ajuda a todos nós”.

    Jorge Jesus comentou as vitórias nos clássicos:

    “Os derbys, aqui no Rio, estamos vencendo. Nesse momento estamos sendo melhores mas a qualquer momento também podemos perder um clássico de nosso rivais. Acho que esse ano todos eles estão mais fortes que o ano passado e nós também”.

    Crédito de imagem destacada: Reprodução/Flamengo

  • Jesus aponta organização do Botafogo e ressalta segundo tempo “de grande nível” do Flamengo

    Treinador analisou o clássico e comentou convocação de jogadores do Rubro-Negro para a Seleção Brasileira

    O Flamengo venceu o Botafogo por 3 a 0 neste sábado (7) pela segunda rodada da Taça Rio. Os gols foram marcados por Everton Ribeiro, Gabigol e Michael. O Rubro-Negro ainda teve a oportunidade de mais um gol no pênalti que Gabigol cobrou, mas a bola foi no travessão. Com os três pontos, o Mais Querido é líder do grupo A, com 6 pontos. Após o jogo, o treinador Jorge Jesus deu uma coletiva em que apontou a melhora do time no segundo tempo e elogiou o sistema defensivo do Alvinegro na primeira etapa. O português também comentou sobre a convocação de Bruno Henrique, Everton Ribeiro e Gabigol para a Seleção Brasileira.

    “Foi um bom jogo. O Flamengo fez um segundo tempo de grande nível. O Botafogo foi muito bem organizado no primeiro tempo, não nos deixou muito espaço e isso faz parte do jogo. Se olharem para o jogo e quiserem definir por um parte, isso não existe. São duas partes e mais de 90 minutos. Ninguém joga sozinho e, ao valorizar o jogo, temos que olhar para os adversários e perceber a qualidade que os adversários têm contra o Flamengo do ponto de vista de organização.”

    Jesus completou: “O Botafogo, nos primeiros 45 minutos, soube muito bem tirar os espaços da nossa equipe, jogar entre linhas. Vocês tiram uma opinião da primeira parte. Não é porque o Flamengo não fez gol que não jogou bem. O Flamengo não foi tão criativo na primeira parte porque o Botafogo foi super organizado defensivamente. Na segunda parte, é normal. A equipe do Flamengo, quanto mais passa o jogo, face a intensidade da primeira parte, os adversários não conseguem ter tanto raciocínio posicional. O Flamengo não foi tão criativo no primeiro tempo porque o adversário não deixou-a.”

    Jogadores convocados para a Seleção

    “É uma pergunta difícil de responder. Se eu responder o que conheço dos meus jogadores, vou prejudicar a mim e ao Flamengo. Se responder do ponto de visto do selecionador, fico satisfeito pelo Gabi, pelo Bruno e pelo Éverton. Mas também tu estás a pagar o sucesso. Quanto mais forte for sua equipe e quanto mais desenvolver seus jogadores, mais eles podem ser chamados para seleção. Como o campeonato não para no Brasil, teremos problemas para frente. De qualquer maneira, temos que dar os parabéns”, disse Jesus.

    O Flamengo volta a campo na próxima quarta-feira (11), às 21h30, contra o Barcelona-EQU, no Maracanã, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. Pela Taça Rio, o próximo compromisso é contra a Portuguesa no domingo (15).

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

  • Ser ídolo

    As cenas protagonizadas por Gabigol e seu fãs em Barranquilla mostram o quanto o jogador entende o que é ser um ídolo no continente

    Quando o Ronaldo jogou a Libertadores e parava aeroporto em todo lugar, não era o Ronaldo de 2009.
    Era o Ronaldo da Europa.
    Quando o Ronaldinho era idolatrado por onde passava. Não era o Ronaldinho de 35 anos.
    Era o que ele fez na carreira e na Europa.

    Neymar gera essa comoção.
    Mas faz isso jogando no PSG e sendo o camisa 10 da seleção.
    Fez isso jogando no Santos, mas já tinha a Seleção como referência.
    Gabigol tem 23 anos.
    Não tem sucesso na Europa.
    Nem sempre é convocado pra Seleção.

    Diante do Junior, não fez gol e nem fez uma partida brilhante.
    Mas terminou o jogo sendo aplaudido por boa parte dos adversários que estavam no estádio.
    Feita a ressalva de uma partida abaixo da média. Não lembro de nada parecido.

    Como citado, outros atletas foram aplaudidos pelos adversários após partidas brilhantes. Ontem não teve isso.
    Gabriel hoje é uma atração em campo e fora dele.
    De todas as cenas de ontem. Desde o menino na arquibancada chorando ou os torcedores imitando o símbolo da comemoração. O que mais chama a atenção foi a invasão de campo.

    Ao entrar correndo e pedir a camisa, o torcedor não queria apenas isso. Ele queria um abraço.
    Com contrato até 2024, é possível dizer que sua conta bancária será menos recheada. Não ganhará aqui o dinheiro que a Europa poderia render.

    Mas uma coisa ele não conseguiria lá. Gabriel Barbosa é o maior nome do futebol brasileiro na atualidade.
    Após algumas horas de pesquisa, só encontrei um caso que possa ter o mesmo grau de comparação.
    Riquelme foi mais jogador que o Gabriel, ganhou mais que ele, tem relativo sucesso na Europa, mas é gigante na América do Sul.
    Também era marrento e símbolo de vitória para os deles e de derrota para o outro lado.
    Mesmo assim não consigo me recordar de nada igual feito para o Argentino.
    Vida longa ao nosso camisa 9.

  • Lorraynne é mais uma atleta contratada pelo Flamengo/Marinha

    Tem mais cara nova no Flamengo/Marinha! Após grande reformulação no seu elenco do Futebol Feminino nesta temporada, o Flamengo anunciou mais uma contratação: a da meio-campista Lorraynne Macedo, de 22 anos e que disputou o Campeonato Brasileiro A1 em 2019 pelo São Francisco do Conde, da Bahia.

    Em entrevista ao site oficial do clube, Lorraynne mostrou-se otimista: “Estou muito feliz com a oportunidade de estar no Flamengo. É uma honra vestir o Manto Sagrado e fazer parte desse time. Também estou animada com a temporada e pronta para trabalhar. Espero que seja um ano produtivo tanto na parte individual, como na coletiva”.

    Lorraynne Macedo Silva possui passagens pelas seguintes equipes: em São Paulo, jogou no Centro Olímpico e no Audax; em Santa Catarina, vestiu as camisas de Napoli e Chapecoense; em Goiás, jogou pelo Clube Jaó e Aliança FC; já no Nordeste, defendeu Sport, Bahia e São Francisco do Conde.

    lorrayne flamengo contratação

    A goiana é o oitavo reforço já confirmado pela equipe para 2020. Além dela, Carlinha, Edna Baiana, Michele Carioca e Kelly (vindas do Futebol paulista), Dantas, Annaysa e Jayanne Queiroz. Todas, com exceção de Jayanne, já estrearam pelo Flamengo/Marinha.

    No Campeonato Brasileiro deste ano, a equipe conquistou seis pontos em quatro jogos disputados, vencendo duas partidas e sendo derrotados em outras duas. O próximo jogo do Flamengo/Marinha será diante do Internacional, em Porto Alegre.