Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo x Volta Redonda com transmissão paga é a nossa revolução de coisa alguma

    Em um momento onde a maioria está sem dinheiro e está cheio de patrocinador procurando Live pra aparecer, cobrar pelo jogo é bola fora

    Luiz Filipe Carneiro – Twitter: @luizfilipecm | Blog CRF & ETC

    O Flamengo brigou por uma mudança na legislação, para ter mais liberdade na exploração dos próprios jogos.

    Na primeira oportunidade que teve, mandou muito bem. Liberou o streaming de graça, pra quem mora no Brasil, e teve um pico de mais de dois milhões de espectadores simultâneos só na transmissão do YouTube. Conseguiu patrocínio, vendeu ingressos virtuais, recebeu doação de superchat… Entrou muito dinheiro sem nenhuma obrigação aos torcedores.

    Não deixe de ler também: Bem-vindos ao capitalismo

    Claro que tinha uma demanda reprimida de meses sem ver o Flamengo. E também era uma grande novidade. Dificilmente as doações teriam o mesmo volume. Mas existem outras opções de monetização no streaming. Ainda mais quando é você quem controla a transmissão.

    • Liberar a transmissão pro time adversário com a exposição dos seus patrocinadores.
    • Pode comprar um horário em TV aberta (das mais baratas) e vender por conta própria os espaços publicitários.
    • Fazer promoções de oportunidade. Gol do Bruno Henrique? Mete um QR Code de um link vendendo a chuteira dele.
    • Com os sites de apostas você pode até citar situações específicas “O Arão tá bem! Gol dele tá pagando X. Vai lá no sitedeapostas.com.br que ainda dá tempo de apostar!”

    Mais milhares de outra opções. Ainda mais num momento onde a maioria está sem dinheiro e tá cheio de patrocinador procurando Live pra aparecer.

    A flexibilidade que você ganha tendo o controle total da transmissão é um campo gigantesco pra ser explorado. E, no momento, seria ótimo aproveitar pra fazer mais testes nesse sentido. Mostra as vantagens de transmitir o próprio jogo, aumenta a chance da MP virar lei com mais clubes apoiando, e ainda amplia o leque de opções para entrar dinheiro no clube.

    Mas preferiram fazer o mais fácil. Arranjaram um app pra transmitir os jogos e cobrar R$ 10 por partida.

    Acho que o valor até está razoável. Se a gente pensar que o Pay-Per-View custa, no mínimo, R$ 80/mês, e é uma cobrança recorrente, R$ 10 não está caro. Compra avulsa sempre é mais caro que uma assinatura. Além disso, você paga R$ 80 num PPV que, em média, passa 4 jogos do seu time num mês (os jogos do Brasileirão). Daria R$ 20 por jogo. Muita gente não vê mais de 8 jogos por mês no PPV (R$ 10/jogo). Claro que jogo do Brasileirão é mais importante que semifinal de Taça Rio, mas ainda é o produto Jogo do Flamengo.

    Veja também: MyCujoo foca modelo de negócios na entrega de metadados e na fragilização da compra de direitos de transmissão por grandes players

    Não dá pra comparar com o valor de R$ 10 que a Amazon Prime Video cobra, como vi muita gente comentando. Até porque a Netflix tem o mesmo serviço e cobra até 4 vezes mais. Se o Flamengo é o melhor time do país, dá pra dizer que é um conteúdo premium. E mesmo com os serviços de streaming por assinatura, ainda existe o aluguel digital de filmes. Um filme pode custar R$ 19,90, mais que um mês de Amazon, mas nem por isso é uma comparação simples de um pra um.

    Pelo menos conseguiram colocar de maneira que o Sócio Torcedor não paga. Mas quando uma coisa é gratuita pra todo mundo e logo depois fica paga pra maioria, ao invés da percepção ser de vantagem pro sócio, vira uma desvantagem pra todo mundo que não é.

    O futebol não é de graça. Mas você precisa de tempo para fazer mudanças. Era hora de aproveitar a animação da torcida e sair fazendo testes que pudessem avaliar as alternativas a simplesmente pagar pelo jogo, que é um formato já existente.

    Veja também: Flamengo x Rede Globo: Uma briga onde os dois lados podem perder milhões

    Pro Campeonato Carioca do ano que vem, se a MP virar lei, tem tempo de comunicar bem que vai ser pago, se essa for a escolha. Arranjar uma boa estrutura de transmissão, ou achar uma opção melhor que esse app que todo mundo que já usou tá reclamando.

    Como eu li no Twitter, se a ideia era vender os jogos através de um app, era melhor ter vendido logo por R$ 18mi pra Globo.

    Se você quer fazer uma revolução, não pode optar logo de cara pelo mais óbvio.

    Tem que subir a barra e mostrar as vantagens do modelo que está apostando.

  • Com novas ideias táticas, Jorge Jesus apresenta um Flamengo ainda mais forte em 2020

    Um Flamengo com ainda mais soluções e ideias. Este é o recomeço do trabalho de Jesus em 2020

    Blog Ninho do Urubu | por Bruno Guedes

    O atraso tático no Brasil era tão grande quando Jorge Jesus chegou ao país, que logo em seus primeiros jogos houve um assombro por parte dos que acompanham apenas o futebol brasileiro. Eram soluções táticas e pressões com ou sem a bola que só se viam nos jogos internacionais. Após ganhar quase tudo, o português agora apresenta outro elemento nesta temporada: a evolução. Ao contrário de muitos treinadores tupiniquins, o luso não sentou no seu trabalho e ficou acomodado, mas criou mais variações para o Flamengo de 2020.

    A partida contra o Bangu, na volta do futebol no Rio de Janeiro, mostrou uma equipe com algumas ideias novas, entretanto ainda em ritmo lento por causa de tanto tempo parado. Já contra o Boavista, na última quarta-feira, o panorama foi outro por diversos fatores. O primeiro foi a saída do Gabigol, poupado por dores musculares. A entrada do atacante Pedro apresentou uma importante mudança tática que ampliou o leque de opções para o restante da temporada.

    Veja também: Com novas ideias táticas, Jorge Jesus apresenta um Flamengo ainda mais forte em 2020

    Ao contrário de Gabriel Barbosa, o recém contratado jogador tem um perfil mais clássico do camisa 9, o centroavante. Ainda que tente sair mais da área para buscar a bola e criar opções de passes ou espaços, o atleta é mais fixo. Isso faz com que não só a defesa também acabe ficando presa à marcação, como cria uma profundidade, forçando o sistema defensivo a recuar. E foi por causa desse cenário que Jorge Jesus conseguiu uma variação tática para jogos mais físicos e que necessite pressionar o adversário contra o seu gol.

    Se Gabigol é bastante móvel, um atacante que cai pelos lados, inverte posição com os outros dois avançados confundindo bastante os sistemas defensivos, Pedro faz com que Arrascaeta e Bruno Henrique possam trabalhar atrás dele. Isso é, nos espaços que a defesa deixa por conta dos buracos que a marcação sobre o centroavante deixam. Foi por ali que a dupla, contra o Boavista, não sou atuou enquanto ele esteve em campo, como se aproximou bastante e confundiu ainda mais o rival.

    O resultado foi um Boavista completamente pressionado contra a sua área e sem nenhuma reação. Praticamente ficou os 90 minutos no seu campo defensivo, tentando marcar e evitar gols. Nesse panorama, há que se ressaltar: mesmo inferior tecnicamente, a equipe de Saquarema fez uma partida digna, tentando jogar como conseguia contra o forte time do Flamengo.

    Até por conta disso, Éverton Ribeiro acabou também atuando nesses espaços, quase formando um trio. E esta formação gerou uma solução que é bastante vista na Europa: com laterais apoiando por dentro, quase como volantes. Além de irem à linha de fundo, ajudavam nessa flutuação ofensiva. E Gérson, não à toa chamado de Coringa, novamente numa noite inspirada. Apesar de estar em todas as faixas do campo, quando centralizava era fatal. Quase sempre tocava na bola e se tornando o homem do penúltimo passe, aquele que acha os atacantes livres.

    Já no segundo tempo, Jorge Jesus apresentou mais ideias que começam a florescer. Pedro e Éverton Ribeiro saíram, entraram Michael e Vitinho. Bruno Henrique passou a fazer função de centroavante, já utilizada algumas vezes em 2019, mas agora com estes dois ao seu lado. Um ataque mais móvel, à exemplo da temporada passada, mudando sempre de lado ou posições. Só que a novidade foi um Arrascaeta mais recuado, pelo meio, porém também entrando na área. Uma espécie de camisa 10 clássico ou ponta de lança, como antigamente.

    Neste formato, laterais apoiaram mais abertos e também congestionando e criando enorme confusão defensiva no Boavista. Durante alguns ataques, o Flamengo chegou a ter oito jogadores dentro ou próximo à área. Ou seja, apenas os zagueiros e Diego Alves não estavam ali. E vale destacar, estes também construíram as jogadas, acelerando os passes e dando no máximo dois toques na bola.

    Um Flamengo com ainda mais soluções e ideias. Este é o recomeço do trabalho de Jesus em 2020. Ao contrário dos técnicos brasileiros que acham uma solução e se acomodam nela por anos – em alguns casos, décadas – o português buscou aprimorá-las. E na próxima partida outras surgirão e estas estarão desenvolvidas. De fato, como afirmou Bruno Henrique, está em outro patamar.

    Imagens: Reprodução / FlaTV

  • MyCujoo foca modelo de negócios na entrega de metadados e na fragilização da compra de direitos de transmissão por grandes players

    “Estamos lançando o MyCujoo Live Services. Estamos abrindo nossa tecnologia para o mundo e oferecendo todas as ferramentas para criar uma experiência de transmissão ao vivo para criadores e desenvolvedores de conteúdo. A facilidade de como esses serviços funcionam juntos não é encontrada em nenhum outro lugar!”

    Diogo Almeida | Mundo Bola Informação — Este é um tweet de Pedro Presa, idealizador e fundador, ao lado do seu irmão João Presa, da MyCujoo. O CEO comemora a expansão da experiência de transmissão ao vivo – livestreaming – para criadores e desenvolvedores de conteúdo, chamada de MyCujoo Live Services.

    Não deixe de ler: Bem-vindo ao capitalismo | Blog Unapitanga – por Arthur Muhlenberg

    Tudo começou com a derrocada do tradicional Boavista, que confinou-se a jogar apenas pelo campeonato distrital do Porto, em 2009. Ninguém transmitia os jogos.

    Pedro é do ramo do futebol. Trabalhou em entidades como a Associação para as Ligas Europeias de Futebol, a Ligue 1 e La Liga. Percebeu que havia um mercado enorme por explorar. E ainda conseguiria, se tudo desse certo, acompanhar novamente o seu Bovista, o “time das camisolas esquisitas”, como é conhecido na Europa.

    Em entrevista ao SAPO Desporto, importante veículo jornalístico português, Pedro explica:

    “Entendi que não era só o Boavista, eram cerca de 95 por cento da pirâmide de todo o futebol ou mais que não pertence às ligas profissionais. O volume de jogos e jogadores inscritos nestas federações criava uma economia massiva, baseada em ‘nanocommunities’, uma rede de comunidades nano, que estão espalhadas pelo mundo, com uma paixão e uma lealdade brutal. O número de pessoas que jogam numa base semi-profissional ou amadora é muito superior à dos profissionais, e acreditamos que o nível de paixão que as pessoas destas comunidades têm para com estes clubes é muito superior ao de um fã que segue o Real Madrid no Nepal ou na China, por exemplo. Foi nessa base que criamos o Mycujoo, numa percepção também de negócio, baseada em toda a experiência que eu tinha na altura. Estamos a tentar criar a maior rede de comunidade de futebol do Mundo, baseado no futebol semi-profissional e amador”.

    Postagem de Pedro Presa promovendo o serviço do MyCujoo. Reprodução / Twitter

    Demorou cerca de cinco anos para que a ideia se materializasse, e o MyCujoo se viabilizasse. O foco, como disse Pedro, foi desde sempre o semi-profissionalismo e o amadorismo mais organizado. A dificuldade em 2014 ainda era explicar o livestreaming.

    Pausa para falarmos sobre a pandemia do coronavírus 2020: O MyCujoo transmitiu a portentosa Belarus Premier League, único campeonato de futebol profissional que não parou um único jogo por causa da covid-19. Presa retuitou postagem da sua empresa endossando anúncio da ABFF, federação nacional que organiza o Belarusão. Era meados de abril, durante a mais ferrenha quarentena global.

    O primeiro contrato importante do MyCujoo foi com a Federação Suíça de Futebol, para transmissões da terceira e quarta divisões. Seguiu-se outro com a Federação da Dinamarca para jogos da primeira divisão da Liga Feminina. Hoje em dia, a empresa trabalha com mais de 120 federações e clubes a nível global.

    Mas nem tudo são flores. O crescimento começou a ser afetado pelo investimento das plataformas como o Facebook e o Youtube, que também lançavam seus serviços de livestreaming. Como explicar às pessoas o porquê de a plataforma ser melhor que a das redes sociais?

    Veja também: Flamengo x Volta redonda no Mycujoo: momento foi péssimo | Blog Deixou Chegar – Por Bruno De Laurentis

    Com a palavra o próprio presidente da empresa: “Oferecemos proteção dos conteúdos, controle sobre os dados dos utilizadores, algo que não acontece no Youtube ou Facebook. Mas depois de muito trabalho e muita educação, conseguimos finalmente explicar às pessoas essa diferença e marcar a nossa presença no mercado”, explica Pedro Presa, além de apontar outra diferença: a qualidade dos utilizadores. Exemplifica com o trabalho feito junto a Federação Paulista de Futebol e enumera as vantagens da plataforma que transmitirá uma das semifinais do Carioca 2020.

    “A Federação Paulista de Futebol, no Brasil, trabalha com alguns conteúdos no Facebook e alguns no Mycujoo. Se tiverem, por exemplo, 100 mil pessoas a assistirem a uma competição no Facebook, o tempo de permanência dessas pessoas é de cinco segundos. No Mycujoo podem ter 20 mil pessoas a ver, mas cada um passa, em média, três minutos. Com estes números começamos a mostrar aos detentores de conteúdos o valor que tinham em transmitir conosco e não com essas plataformas. Nós oferecemos resumos dos jogos, chats durante a partida. O Facebook não é uma plataforma para ver o futebol”, sentencia.

    A MyCujoo tem sede em Amterdã, escritórios em Zurique, Lisboa e Singapura, e representações em SP, RJ e Boston. Aqui há maiores explicações mais sobre a garimpagem de dados:

    “Somos uma plataforma democrática. Oferecemos a tecnologia, mas o nosso modelo de negócios é partilhar dados sobre utilizadores, conteúdos e receitas, coisa que o Facebook e o Youtube não fazem de forma bruta. Uma vez o conteúdo dentro dessas plataformas, os direitos passam a ser delas. Tudo o que fazemos junto ao conteúdo informamos sempre ao detentor do mesmo. Também nos destacamos pelo contexto, pela comunidade, como os gráficos, os ‘highlights’ durante o intervalo, a interatividade, tudo o que se passa à volta do conteúdo, que permite ter uma experiência muito mais enriquecida”, propagandeia o português.

    Veja também: Flamengo x Boavista “é um marco”, opina Cesar Grafietti, especialista em finanças do esporte

    Na transmissão de um evento esportivo, o Mycujoo não gasta nada: os detentores dos direitos de imagem entram em contato com a empresa, criam o seu canal onde transmitem os seus jogos. Basta um celular ou câmara e internet. A empresa criou um app de forma a facilitar as transmissões. 80% dos usuários acessam via mobile e o Mycujoo apenas controla a parte da tecnologia, desde o momento da captação da imagem até a transmissão, melhorando o conteúdo em estúdio.

    O modelo de negócio baseia-se em apresentar publicidade contextualizada junto com aos conteúdos, utilizadores e comunidades. A partilha de receitas é 50-50, mas há mudanças de acordo com os parceiros. Marcas podem patrocinar gols, a apresentação dos resultados, as estatísticas, o placar, entre outras propriedades.

    “Além do conteúdo em direto, oferecemos um estúdio semiautomático, que permite clicar num botão e ver as principais ações de um jogo como cartões, golos, jogadas, faltas, etc. À medida que o jogo avança, recolhemos ‘metadados’ sobre o vídeo, associado a uma entidade, como jogadores e clubes ou seleções, e tudo isto é oferecido em tempo real. Criamos cerca de 40 ‘highlights’ por jogo, o que permite criar conteúdo original com os jogos acontecendo, mas também ter uma base de dados de informação sobre o jogador e conteúdo a nível global que vai ajudar no futuro, para quem faz ‘scouting’ sobre jogadores, etc.”, explica Presa.

    “Em termos técnicos, o mínimo que podemos aceitar para receber conteúdos é 0,8 gigabites de upload. Não controlamos a qualidade de internet no país e a forma como o conteúdo é gerido. Mas mesmo que o conteúdo tenha pouca qualidade, as pessoas dessa comunidade vão querer assistir a esse conteúdo lá. Para transformar esse conteúdo num ‘widget’ global, o mesmo é curado em estúdio, ou seja, temos uma equipe que faz os melhores gols da semana, os momentos mais engraçados e isso permite-nos pegar no conteúdo, mesmo que tenha pouca qualidade, colocá-lo num contexto específico e terá uma abordagem diferente [Pequena pausa para nossa opinião: este não parece ser o caso do Fla].

    Os irmão João e Pedro Presa, fundadores da MyCujoo: plataforma vai ser a responsável pela transmissão de Flamengo x Volta Redonda, neste domingo. Crédito da imagem: Divulgação / MyCujoo

    “O crescimento exponencial da plataforma deixa o Mycujoo numa posição privilegiada no mundo do ‘livestreaming’. De uma empresa que só servia conteúdo em torno dos 90 minutos de um jogo de futebol, a ‘startup’ portuguesa alargou horizontes para permitir que as comunidades possam interagir com a plataforma, criando conteúdo, principalmente no mobile, de onde vêm 80 por cento dos acessos. Recentemente a empresa conseguiu um investimento de 3,7 milhões de euros por parte de um investidor suíço para melhoramento da plataforma. O crescimento de plataformas de transmissão de jogos e a desaceleração de crescimento das agências detentoras dos direitos de transmissão televisiva dos grandes eventos desportivos é uma boa notícia. O grupo de mídia francês Lagardère já expressou publicamente o desejo de abrir mão dos direitos de transmissão que detém. Outras empresas deverão seguir-lhe os passos. Os conteúdos ‘premium’ como o Mundial de Futebol, a Copa América, o Europeu de Futebol, os Jogos Olímpicos ou a Liga dos Campeões, terão sempre espaço para ter distribuição nos grandes ‘media partners’, mas os outros conteúdos terão dificuldades”.

    Daqui a uns anos a Premier League não vai conseguir vender os direitos de transmissão no Brasil, por exemplo, nem na Indonésia, pelo valor que vendem hoje em dia. Qual a comunidade que vão se aproximar para poder saber que consumidores vão conseguir atingir no Brasil? Nós sabemos que temos 10 milhões de jogadores no Brasil a transmitir diariamente na plataforma [???], que interagem diariamente conosco, sabemos que utilizadores gostam da Premier League na Indonésia, que tipo de clubes gostam, etc”, vaticina Pedro Presa.

    ***

    O Flamengo enfrenta o Volta Redonda neste domingo (5), em partida válida pela semifinal da Taça Rio. A transmissão do jogo será feita pela FlaTV, emissora oficial do clube, através da plataforma MyCujoo. Para o público geral, será cobrado R$ 10 (no Brasil) e US$ 8 (no exterior); sócio-torcedor não paga. A venda começa no sábado (4), às 10h, no site da plataforma, e o pagamento será por meio de cartão de débito ou crédito.

    A transmissão sem imagens, que já vinha sendo feita pela FlaTV antes da publicação da Medida Provisória 984, também acontecerá contra o Volta Redonda. Neste formato, a transmissão será gratuita. O pré-jogo começa às 14h e a partida está marcada para as 16h. Caso o Flamengo seja campeão da Taça Rio, será também campeão carioca.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação / Mycujoo

  • Bem-vindos ao capitalismo

    O Flamengo tem mesmo obrigação de fazer os testes agora. É chato, fico puto, não quero pagar. Mas não tiro a razão do clube nessa

    Arthur Muhlenberg – Twitter: @Urublog | Blog Unapitanga – Mundo Bola Blogs

    Fui surpreendido pela noticia que o Flamengo vai cobrar 10 real pra gente ver a semi. Não esperava por isso. Não esperava porque como quase todo mundo acredito na existência dessa figura mitológica que é o almoço grátis. Não adianta, isso nunca existiu, nem na URRS.

    Transmitir o jogo também não é grátis, quem faz precisa ser pago. Se o Flamengo não tem renda de bilheteria, não tem cota de TV e nem anunciantes pra bancar o evento, de algum lugar tem que sair esse dinheiro. É uma decisão antipática, porque geral fica bolado por pagar por algo que acreditamos ser um direito adquirido no nascimento, ver os jogos do Flamengo em casa sem pagar. Mas na TV os patrocinadores mascaram o custo da brincadeira e a emissora assume o ônus de cobrar.

    Veja também: Flamengo x Volta redonda no Mycujoo: momento foi péssimo

    Sem a Globo como intermediária esse ônus agora é do Flamengo e ele tem mesmo que arrumar alguma fonte de pagadora, que no fim das contas vai ser sempre o bolso do torcedor. Bem chato isso, mas não vejo outro jeito. Além do mais, o Flamengo tem que aprender a como se comportar nesse negócio de gerar e distribuir seu conteúdo. Nunca fez isso antes, ninguém nasce sabendo. Me parece ser um teste necessário e se não testar agora, nesse finalzinho de Carioca, vai testar quando?

    Com Brasileiro, Copa do Brasil e Liberta já vendidos só pode ser no Carioca. E como ninguém sabe se vai ter Carioca 2021 o Flamengo tem mesmo obrigação de fazer os testes agora. É chato, fico puto, não quero pagar. Mas não tiro a razão do clube nessa. Bem vindos ao capitalismo.

  • Flamengo x Volta Redonda no Mycujoo: momento foi péssimo

    Bruno de Laurentis

    A torcida lutou pela liberdade do Fla com sentimento de pertencimento. O engajamento contra o Boavista foi incrível; seria importante manter

    Há alguns anos escrevi que o grande diferencial do nosso programa de sócio-torcedor seria ter um pacote de transmissão embutido. Um sócio-torcedor digital!

    Nossa torcida carece de ambiente rubro-negro para acompanhar seus jogos, sem Luis Carlos Junior, Cléber Machado ou Luis Roberto no microfone. Uma opção personalité. O off-Rio hoje não tem muita vantagem ao se tornar sócio-torcedor do clube.

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    Já a Rede Globo optou por transmitir poucos jogos do Flamengo na TV aberta e fechada ano passado, obrigando o rubro-negro a assinar o Pay per View (foram 369 mil ou 18,8% do total).

    Esse número de assinantes do PPV que puderam assistir TODOS os jogos do Fla corresponde a 0,9% de toda a nossa torcida. Isso estava longe de ser democrático. O acesso à TV fechada e a pacotes pay per view é altamente elitizado ainda.

    Veja mais: VP de Finanças do Flamengo anuncia transmissão paga para quem não é sócio-torcedor

    Transmitir pela internet é muito mais livre. Diante desse cenário, o off-Rio, que não tem chance de ver o Fla jogando em casa com regularidade, que dependendo de sua praça não recebe o Flamengo com a mínima frequência, acaba optando por assinar o PPV, que também remunera o Flamengo, apesar do bolo maior ficar com a emissora.

    Bem, se o Sócio-Torcedor do Flamengo contemplar o ST Digital, em que os jogos do clube são transmitidos pela FlaTV, imagine o boom de assinantes do programa?

    Afinal, o PPV da Globo vende jogos à la carte por mais de 100 reais e mensalidades de 79,90 a 109,90, fora a assinatura da TV por assinatura. Já o ST rubro-negro tem planos de R$ 34,90 a R$ 294,90, e certamente o de 35 pilas democratizaria o acesso aos jogos do Flamengo.

    Veja também: Flamengo x Boavista “é um marco”, opina Cesar Grafietti, especialista em finanças do esporte

    Nem todo brasileiro tem acesso a cartão de crédito. Bem, o programa pode contar com cartões pré-pagos físicos e digitais e boletos. Pode inclusive vender à la carte, como nessa partida do fim de semana. Certamente isso seria mais democrático que apenas o PPV com os jogos.

    Aí entra a MP 894: o Flamengo só teria 19 dos 38 jogos do Brasileiro para passar no seu ST Digital da FlaTV. Como resolver? O clube pode negociar parte dos direitos de quando for visitante, pode liberar seus direitos de mandante pro clube contra quem jogar em troca do mesmo direito (é mais jogo para o Bragantino ter dois jogos do Flamengo que apenas um pra passar), há inúmeras maneiras de trabalhar isso. O patamar acima do “outro patamar” passa direto por isso: ter o controle da exibição de seus jogos dentro de seu próprio canal.

    Isso não impede o clube de negociá-los com o PFC/PPV, por exemplo. Assim ganha mais dinheiro e o torcedor ganha em opções: democratização. Fora que tendo controle da transmissão, o clube pode aumentar suas cotas de patrocínio vendendo exposição e abrindo para novas cotas publicitárias apenas para esse modal.

    Dito isso, o momento foi péssimo. Eu, De Laurentis, não teria escolhido cobrar agora.

    Do mesmo autor: A hegemonia que incomoda

    Faltam apenas 2 jogos. A torcida lutou pela liberdade do Fla com um sentimento de pertencimento. O engajamento no jogo contra o Boavista foi incrível. Muitos jornalistas associaram-nos à milícias, tamanho esforço coletivo de embate com quem defendia outros interesses que não os do clube. E sim, o rubro-negro quer defender interesse do Flamengo. Temos 1987 motivos pra pensar no bem do clube.

    Manter os torcedores engajados nessa causa seria importante.

    Quanto ao app, desconhecia até quarta passada. MyCujoo… espero que suporte a demanda como o Youtube o fez. Por não ser uma final, não deve ter sequer o mesmo número de espectadores da final da Recopa Sul-Americana no DAZN. Até porquê o DAZN permitia um período gratuito de testes e muitos rubro-negros (como eu) inscreveram-se em cima por isso.

    A diretoria é quem sabe. Mas achei bola fora.

    Bruno De Laurentis – Twitter: @b_delaurentis

    [Publicado originalmente no Mundo Rubro Negro em

     

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  • Gabigol e João Carlos: dois caminhos para a artilharia

    Empatados com oito gols na atual edição do Campeonato Carioca, Gabigol e João Carlos serão alguns dos principais destaques do duelo entre Flamengo e Volta Redonda, neste domingo (05), às 16h, no Maracanã. O duelo é válido pela semifinal da Taça Rio, e o Mengão tem a vantagem do empate para avançar à final.

    Sabia que o Flamengo está a dois jogos de conquistar seu 36º Campeonato Carioca? Entenda aqui.

    Os atacantes são os atuais artilheiros do Carioca 2020. João Carlos inclusive marcou um dos gols do Volta Redonda na derrota para o Flamengo, pela Taça Guanabara, quando os Rubro-Negros ainda jogavam com o elenco sub-20. Gabigol, por sua vez, precisou de apenas sete jogos para marcar oito gols (passou em branco apenas contra o Bangu).

    Em 2019, atacantes empataram no número de gols

    Na temporada passada, os camisas 9 de Flamengo e Volta Redonda lutaram pelo posto de artilheiro do estadual até o fim: ambos marcaram sete gols. No entanto, com os dois gols marcados na final, contra o Vasco, o Rubro-Negro e ‘Rei dos Clássicos’ Bruno Henrique sagrou-se o maior marcador, com oito.

    Gabigol no Carioca 2020

    Fora dos quatro primeiros jogos do Flamengo na competição, o artilheiro da equipe em 2019 – e atual artilheiro em 2020 – emplacou uma sequência impressionante de oito gols em seis jogos disputados (marcando em todas as partidas), com direito a um hat-trick, sobre a Cabofriense. Na primeira partida após a parada devido ao COVID-19, o camisa 9 passou em branco contra o Bangu, mas contribuiu com duas assistências.

    Gabriel não marcou nenhum gol dentro da pequena área (fez sete na grande área e um de fora dela). Seu desempenho nas sete partidas que disputou na competição é impressionante. Participou diretamente de 13 gols:

    • Resende: GOL
    • Madureira: GOL
    • Fluminense: GOL e ASSISTÊNCIA
    • Boavista: GOL
    • Cabofriense: 3 GOLS e ASSISTÊNCIA
    • Botafogo: GOL e ASSISTÊNCIA
    • Bangu: 2 ASSISTÊNCIAS
    Comparativo entre Gabigol e João Carlos no Carioca 2020. Créditos: Adriano Skrzypa

    João Carlos no Carioca 2020

    O atleta de 33 anos, que já passou por outros clubes cariocas (como Duque de Caxias, Macaé e Madureira), estreou pelo Volta Redonda em 2019. Como dito anteriormente, João anotou sete gols no Campeonato Carioca 2019 e marcou oito gols em onze jogos disputados na atual edição, chegando a marcar em quatro partidas seguidas.

    Na última rodada da Taça Rio, fez um dos gols que resultou na classificação da equipe para as semifinais. Dos oito tentos marcados pelo centroavante, quatro foram em cobranças de pênalti e três de cabeça. Fez três na pequena área e os outros cinco (quatro penalidades convertidas) na grande área. O desempenho do camisa 9 na competição é o seguinte:

    • Botafogo: em branco
    • Cabofriense: 2 GOLS
    • Flamengo: GOL
    • Bangu: GOL
    • Portuguesa: GOL
    • Boavista: em branco
    • Macaé: GOL
    • Vasco: em branco
    • Madureira: GOL
    • Fluminense: em branco
    • Resende: GOL

    Será o primeiro jogo do Gabigol contra o Volta Redonda

    O atacante chegou ao Flamengo no início de 2019, mas nunca enfrentou o Volta Redonda. No empate sem gols na Taça Rio 2019, o Rubro-Negro disputou a partida com time alternativo. Na Taça Guanabara deste ano, o Mengão venceu com um time formado apenas com atletas juniores. Será que vai ter gol do Gabigol? Tomara que sim!

    Créditos imagem destacada: Alexandre Vidal/Flamengo e Ascom Voltaço

  • VP de Finanças do Flamengo anuncia transmissão paga para quem não é sócio-torcedor

    Para o público geral, será cobrado R$ 10 (no Brasil) e US$ 8 (no exterior); sócio-torcedor não paga

    Juliana Cristina | Mundo Bola Informação

    O Flamengo enfrenta o Volta Redonda neste domingo (5), em partida válida pela semifinal da Taça Rio. A transmissão do jogo será feita pela FlaTV, emissora oficial do clube, através da plataforma MyCujoo. Para o público geral, será cobrado R$ 10 (no Brasil) e US$ 8 (no exterior); sócio-torcedor não paga. A venda começa no sábado (4), às 10h, no site da plataforma, e o pagamento será por meio de cartão de débito ou crédito.

    Não deixe de ler: Pedro Barretto: Medida Provisória 984 será importante para o futebol brasileiro

    Na última rodada da Taça Rio, contra o Boavista, a transmissão feita pela FlaTV bateu recorde de audiência mundial no Youtube no segmento de transmissão esportiva, com mais de 2,2 milhões de espectadores. A transmissão foi gratuita para todo o Brasil. Como a transmissão seria bloqueada pela plataforma no exterior, os torcedores do Flamengo no exterior só puderam acompanhar a vitória do Mengo sobre o Boavista pelo MyCujoo desembolsando os mesmo US$ 8.

    A informação foi revelada primeiramente pelo vice-presidente de Finanças do Flamengo, Rodrigo Tostes, nesta sexta-feira (7), em entrevista para a FlaTV: “Estamos indo para outro diferencial, que nenhum outro clube do Brasil ou do mundo quiçá pode chegar. Então a gente vai fazer a venda do jogo por apenas 10 reais, para que todo mundo possa ver em casa. O ingresso no Maracanã seria em torno de R$ 30, então a gente vai cobrar R$ 10. Peço a colaboração de todos, vamos encher o streaming do Flamengo.” Ainda na sexta, o Flamengo confirmou a informação em seu site.

    A transmissão sem imagens, que já vinha sendo feita pela FlaTV antes da publicação da Medida Provisória 984, também acontecerá contra o Volta Redonda. Neste formato, a transmissão será gratuita. O pré-jogo começa às 14h e a partida está marcada para as 16h. Caso o Flamengo seja campeão da Taça Rio, será também campeão carioca.

    Leia a nota do Flamengo na íntegra:

    Neste domingo (5), o Flamengo irá transmitir sua partida contra o Volta Redonda, semifinal da Taça Rio.

    A transmissão com vídeo e áudio será na plataforma MyCujoo, ao preço popular de R$10, no Brasil, e US$8, fora do Brasil. A venda começa neste sábado (4), às 10h, no site do MyCujoo, e o pagamento poderá ser feito com cartões de débito e crédito.

    Especialmente para nossos sócios-torcedores, a exibição com imagens no MyCujoo será gratuita. O procedimento para o acesso será informado neste sábado (4), com todos os detalhes em um passo a passo, através de e-mail.

    A transmissão com áudio e sem imagens, como vinha sendo feita tradicionalmente, será gratuita, na FlaTV, nos perfis oficiais do clube no YouTubeFacebook e Twitter

    O pré-jogo começa às 14h e a bola rola às 16h, no estádio do Maracanã. A narração será do Emerson Santos, com comentários de Alexandre Tavares e do ídolo campeão mundial Raul Plassmann, novamente nosso convidado especial.

    Veja a entrevista do VP de Finanças Rodrigo Tostes (fala sobre Flamengo x Volta Redonda a partir do minuto 43):

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução / FlaTV

  • Definido: Flamengo enfrentará o Volta Redonda na semifinal da Taça Rio

    Ao término da última rodada da Taça Rio, o Flamengo conheceu seu adversário na semifinal do segundo turno: será o Volta Redonda.

    O clube da ‘Cidade do Aço’ venceu o Resende por 2 a 1, no Maracanã, e garantiu a classificação para enfrentar o rubro-negro. A partida será neste domingo (5), sem horário determinado pela Ferj.

    O adversário do Flamengo poderia ter sido o Vasco da Gama ou o Madureira.

    CENÁRIOS QUE CLASSIFICARIAM O VASCO

    – Vencer seu jogo e torcer por uma derrota do Volta Redonda

    – Vencer por três gols de diferença e torcer por um empate na partida do Volta Redonda

    CENÁRIOS QUE CLASSIFICARIAM O MADUREIRA

    – Vencer seu jogo e torcer por uma derrota ou empate do Volta Redonda

    Será a segunda partida no ano entre Flamengo e Volta Redonda. Na Taça Guanabara, as equipes se enfrentaram, e o Mais Querido com o time recheado de garotos, venceu por 3 a 2.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Flamengo pode perder atacante Pedro para o futebol turco

    Com quatro gols e duas assistências na temporada, o atacante Pedro do Flamengo, entrou na mira do Besikitas, da Turquia. A informação é do jornal especializado em contratação, CalcioMercato.

    Cedido ao rubro-negro por empréstimo até dezembro, Pedro tem seus direitos federativos e econômicos ligados à Fiorentina, da Itália, que pede cerca de 11 milhões de euros para negociar o artilheiro em definitivo. A intenção do clube turco é oferecer 8 milhões.

    Além de ter a prioridade na compra, o Flamengo observa os movimentos, e estuda de forma inicial, estender o empréstimo do jogador até fevereiro de 2021, data que se encerrará as competições no futebol brasileiro.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Flamengo x Boavista “é um marco”, opina Cesar Grafietti, especialista em finanças do esporte

    Mundo Bola Informação | Victor Gammaro – Em entrevista ao canal De Olho no Jogo, o economista comentou a exibição da partida transmitida pelo canal oficial do Flamengo no Youtube: “O jogo é um marco, ele atraiu muita gente. Bateu mais de 2,1 milhões de visualizações simultâneas”. Vale lembrar que a transmissão foi a maior já registrada na história de eventos esportivos na internet.

    Veja também: Flamengo x Volta redonda no Mycujoo: momento foi péssimo

    Grafietti, entretanto, fez uma ressalva importante: “O jogo foi de graça, não tinha outro futebol transmitido para o Brasil todo, Conheço gente de São Paulo que assistiu ao jogo pois era de graça e queria ver o Flamengo jogar. Há uma guerra entre clube e Globo, gerou um interesse”, pontua.

    Além disso, o especialista citou que a fórmula pode dar muito certo para o Flamengo, mas que outros times talvez não consigam tanto sucesso. “Não sei se vale pro Palmeiras, pro São Paulo, não sei se vão conseguir atrair tantos torcedores para as suas redes”, explica no vídeo.

    Para assistir ao trecho em que Grafietti comenta sobre o assunto, clique abaixo:

    Defendida pelo Flamengo, MP é “ação desesperada”

    Em bate-papo recente com a equipe do Mundo Bola, Cesar Grafietti comentou a MP 984, que definiu novas regras para direitos de transmissão no futebol brasileiro. Enquanto estiver válida, a legislação diz que os clubes mandantes têm direito de transmitir suas partidas da maneira que acharem oportuno.

    De acordo com o consultor, o assunto deveria ser amplamente conversado antes da edição da MP. “Houve total falta de debate sobre o tema. Trata-lo através de uma MP soa apenas uma ação desesperada atrás dos direitos do Campeonato Carioca. A renovação de contratos relevantes valerá apenas a partir de 2025. Não faz sentido levar isso à discussão desta forma”, criticou.

    Um dos argumentos de Grafietti contra a MP é que a indústria do futebol brasileiro pode ficar ainda mais fragilizada. “A tendência é de que clubes de maior apelo terão suas 19 partidas vendidas, enquanto os demais terão demanda por algumas poucas. Mesmo a ideia de negociar em conjunto tem uma pegadinha, pois basta imaginar a diferença de capacidade de negociação dos quatro grandes de São Paulo em relação aos clubes do Nordeste. A diferença tende a ser ainda maior do que é hoje”, pontua.