Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo e Amazon fecham parceria que incluirá presença dos jogadores

    Dois atletas do Flamengo irão ser garotos-propagandas do lançamento da segunda temporada da série The Boys

    Na manhã desta segunda-feira (14), o Flamengo emitiu uma nota oficial em seu site, informando que o clube fechou uma parceria com a Amazon Prime Vídeo, para o lançamento da segunda temporada de The Boys. Everton Ribeiro e Diego Ribas serão garotos-propaganda da campanha.

    Veja também: Saída de bola coloca Thuler como quarta opção no Flamengo

    Confira a nota oficial do clube

    A FlaTV, terceiro maior canal de transmissão online de clubes do mundo, fechou uma ação com o Amazon Prime Video para o lançamento da segunda temporada de The Boys. 

    A maior empresa de varejo do mundo enxergou o canal como uma oportunidade de negócios e desenvolveu, com a equipe do Flamengo, uma estratégia especial para  o lançamento da série no Brasil, na plataforma do Rubro-Negro.

    Os jogadores Everton Ribeiro e Diego Ribas serão os garotos-propaganda da campanha. As estrelas rubro-negras, além de participarem de um “quiz” sobre o universo dos super-heróis, também irão assistir a um episódio da primeira temporada da série.

    “A FlaTV hoje é uma opção importante para ações promocionais dos anunciantes, seja pela sua audiência, seja pelo forte engajamento de seus torcedores com o canal, seja pela sua flexibilidade comercial. Estamos abertos para desenvolvermos juntos ações específicas para cada empresa, de forma a atingirmos melhores resultados para o investimento feito”, ressaltou Gustavo Oliveira, vice-presidente de Marketing e Comunicação do Flamengo e responsável pela FlaTV.

    The Boys é uma série Amazon Original. A segunda temporada acabou de estrear no Prime Video e a terceira já está confirmada.”

    Créditos de imagem destacada: Reprodução

  • Saída de bola coloca Thuler como quarta opção no Flamengo

    Pela qualidade para sair jogando, Léo Pereira e Gustavo Henrique ficam na frente de Thuler no Flamengo

    Mesmo como o rodízio imposto pelo técnico catalão Domènec Torrent, o jovem zagueiro Matheus Thuler não está tendo muitas oportunidades na equipe titular, e de acordo com o jornalista Venê Casagrande, o motivo seria devido a sua saída de bola. Para o treinador, Léo Pereira e Gustavo Henrique estão na frente de Thuler neste aspecto, e no momento, revezam na companhia de Rodrigo Caio no setor defensivo do Flamengo.

    Veja também: Domènec explica derrota do Flamengo: “Perdemos o controle”

    Desde a chegada do novo comandante, o atleta de 21 anos substituiu Caio no segundo tempo durante o clássico contra o Botafogo, e nos instantes finais da vitória por 5 a 3 em Salvador contra o Bahia, atuou como lateral-direito. Ao todo, são 33 minutos jogados com Domènec. As atividades no Ninho do Urubu estão sendo importantes para Thuler aprimorar sua troca de passe.

    Nas redes sociais, a torcida do Flamengo teceu muitas críticas a dupla de zaga titular na derrota por 2 a 0 contra o Ceará, e pediu a entrada de Thuler ao lado de Rodrigo Caio, nas próximas partidas. Confira abaixo as publicações.

    @Pessanhajj | ”Eu não entendo pq o domenec não coloca o thuler de titular com o Rodrigo caio

    @Redblackpill83 | ”É chegada a hora de exigir Thuler titular e subir o Lázaro e Rodrigo Muniz, @marcosbrazrio

    @herbert_netto | ”Porque o Dome não testou o Thuler ainda? Posso errar mas acho ele melhor que os dois, com possibilidade de ser titular na zaga com o Rodrigo Caio

    @Rubro_Negrismo | ”Só espero que depois da partida contra o Ceará o Dome tenha aprendido que não podemos contar com o futebol do Vitinho e que tem que testar o Thuler mais vezes porquê até ágora só o Rodrigo Caio tem competência para ser titular na zaga do Flamengo”.

    @flaamor1981 | ”Volto a repetir: UM PECADO THULLER NÃO RECEBER UMA OPORTUNIDADE NO TIME TITULAR”.

    Com Rodrigo Caio de volta, o Flamengo enfrenta nesta quinta-feira o Independiente Del Valle pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Conmebol Libertadores. A bola irá rolar às 21h – horário de Brasília, no Equador.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação / Flamengo

  • O Flamengo não pode morrer por uma bola só

    Ainda é um time melhor que os outros, mas longe do auge técnico, tático, físico e mental, oscila nos jogos e tem alguns jogadores em má fase

    Um jogo morno, um gramado péssimo, uma derrota decepcionante e uma lição: o futebol é o esporte de uma bola. O Flamengo precisa jogar mais do que jogou, mas também precisa reencontrar a sua força mental.

    O primeiro tempo foi mais chato do que horroroso.

    O Flamengo mantinha seus dois pontas bem abertos e procurava o jogo por ali. Até os encontrava, mas a marcação dobrava, o gramado atrapalhava e a noite estava pouco inspirada…

    Quando saía alguma coisa dali, o Ceará defendia bem a área e neutralizava o perigo. O sistema defensivo como um todo foi bem, mas Luiz Otávio e Tiago, os zagueiros alvinegros, fizeram um primeiro tempo de almanaque. O Ceará se fechava, até subia a marcação de vez em quando e, quando retomava a bola, restavam as duas alternativas clássicas de escape…

    Primeiro, o contra-ataque… Mas, ao contrário dos jogos anteriores, a defesa do Fla não ficava muito exposta.

    Segundo, a bola longa… Com o gigante Cleber no ataque, o time de Guto Ferreira abusava da ligação direta em busca da segunda bola. Mas a defesa rubro-negra também era soberana nesse quesito.

    Em uma dessas bolas longas, inclusive, o Flamengo conseguiu atacar rapidamente e quase abriu o placar com Gabigol.

    O primeiro tempo foi morno, as duas defesas levaram vantagem sobre os ataques, mas o Fla tinha a dinâmica do jogo razoavelmente controlada. Não dominava, não criava muitas chances, não tinha seus principais jogadores inspirados, mas ficava com a bola e forçava por uma brecha. Mas é aí que entra a lição: o futebol é o esporte de uma bola.

    Levar o primeiro ponto no vôlei ou a primeira cesta no basquete não faz a menor diferença. O primeiro gol no futebol, no entanto, muda tudo. Condiciona o resto do jogo. Dá para escrever um fio inteiro sobre a bola parada defensiva do Flamengo, a marcação por zona, o papel dos zagueiros, os méritos da batida do Ceará etc.

    Mas o fato é: o Ceará achou o primeiro gol e mudou o jogo. Se o Flamengo tivesse feito o primeiro gol — e não seria nenhum absurdo sair do primeiro tempo com uma vitória parcial — o jogo teria sido completamente diferente, o resultado possivelmente seria diferente e a análise seria diferente. Mas o “se” não existe no futebol e, quando digo que um gol muda tudo, não quero dizer que o efeito é sempre o mesmo. Cada time reage de uma forma ao primeiro gol do jogo.

     

    E é esse ponto, mais do que a atuação do primeiro tempo ou a falha pontual no gol, que levanta preocupação. Um dos principais méritos do Flamengo de 2019 era justamente a força mental. Não foram poucas vitórias de virada naquele campeonato. Era impressionante, aliás. A questão, então, é como o time reage.

    E o Flamengo derreteu depois do primeiro gol do Ceará de uma maneira estarrecedora. Assim como derreteu no segundo tempo contra Atlético-MG e Grêmio, quando foi para o intervalo perdendo. Veja bem, nada disso é tão simples. Falar do sofá é sempre muito fácil.

    No Brasil, viradas de placar são raras. É realmente difícil sair atrás, até porque os times aqui treinam para se fechar. Mas um time que pretende ser dominante precisa lidar bem com essas situações. Afinal, um time que se arrisca pode sempre sofrer o primeiro gol, mesmo quando joga muito bem. Certas coisas fogem do controle. 

    Ontem, mais do que uma atuação ruim de fulano ou beltrano, uma falha individual ou um gol perdido, o importante alerta fica por conta da queda depois de sofrer o gol. Se isso se repetir sempre, aí sim o futebol vira verdadeiramente o esporte de uma bola só. É sempre gol de ouro. É natural que a gente esteja chateado. O time parecia estar engrenando.

    Mas a avaliação geral continua a mesma de antes: ainda é um time melhor que os outros, mas longe do auge técnico, tático, físico e mental, que ainda oscila dentro dos jogos e tem alguns jogadores em má fase. O importante agora é voltar a se acostumar a ter as rédeas do jogo.

    Ditar melhor o ritmo, deixar o adversário desconfortável, jogar com coragem e, se tomar um gol (nenhum time é infalível), agarrar as rédeas ainda com mais força. O Flamengo não pode morrer por uma bola só.

  • Processo seletivo

    Será que Domenec não caiu na mesma tentação dos candidatos para conseguir o emprego dos sonhos? A oportunidade da vida?

    Blog Flamengo em Foco | Cyro Carvalho – Twitter: @carvalhocyro

    Será que um “jeitinho” no currículo poderia derrubar um técnico?

    “O senhor se acha qualificado para a vaga?”

    “Como está seu nível de inglês?”

    “Quais suas pretensões aqui na empresa?”

    Para aqueles já que participaram de algum processo seletivo, em qualquer área de trabalho, essas perguntas podem soar comuns. O que também vemos com frequência são aqueles candidatos que acabam por omitir ou aumentar um pouco suas experiências na conquista da vaga.

    De forma quase inédita, o Flamengo seguiu essa prática do mercado na busca do substituto de Jorge Jesus, sendo elogiado por vários jornalistas e torcedores. Dentro da lista de candidatos, surgia o nome de Domènec Torrent, que possuía como grande trunfo a experiência de ser auxiliar do melhor técnico do mundo, trabalhando no mais alto nível praticado na Europa por mais de uma década. Mas, será que o catalão não deu algumas dessas “voltas” para assumir o atual campeão da América?

    Veja também: Os segredos do Del Valle: forte no ataque, time sofre na bola aérea. Entenda o rival do Flamengo

    Apesar de sua vasta experiência como auxiliar, ele nunca esteve à frente de um grupo de jogadores tão estrelados. Como técnico, não existem títulos expressivos em seu currículo. Sua última experiência foi na MLS, a liga americana, que, convenhamos, não possui tanto peso. Entre prós e contras, talvez fosse necessário aumentar a lista de bons argumentos para que seu nome fosse o escolhido. As características necessárias apresentadas pela direção do Flamengo eram claras: queriam um time agressivo, que tivesse pressão alta e agressiva para recuperação da posse de bola e, principalmente, implementasse seu estilo de jogo de forma lenta e gradual, mantendo a base construída por Jesus.

    Em sua primeira entrevista coletiva, as declarações de Dome foram nesse sentido: “Preciso respeitar o trabalho do Jesus e dos jogadores em um projeto ganhador. AOS POUCOS, vamos implantar o estilo que é similar no ponto de ser ofensivo”. Em outro momento, foi ainda mais enfático: “Não vamos ser como um elefante entrando em um quarto pequeno. O trabalho de Jorge Jesus foi fantástico e temos que aproveitá-lo”.

    Veja também: O Fla de Dome no divã de um bar

    Quando a pergunta foi sobre a maratona de jogos, o catalão também não demonstrou tanta preocupação: “Somos 100% capazes. No Bayern, Barcelona, City, também jogávamos três jogos por semana. Estamos acostumados. Essas primeiras semanas serão as mais importantes. Não há um problema”.

    Porém, nos primeiros jogos, já conseguimos perceber alterações profundas no estilo e na estrutura de jogo da equipe. Talvez, apenas o primeiro tempo, contra o Atlético MG, vimos as digitais claras do time de 2019. Mas, as mudanças não seriam graduais? Até porque, não se coloca um elefante dentro de um quarto pequeno, certo?

    Na sequência, quando os resultados não foram surgindo, qual foi a justificativa escolhida? A falta de tempo para treino! Mas, na apresentação, isso não era normal? Na Europa não funcionava do mesmo jeito?

    Será que essas mesmas respostas não foram dadas à Braz a Spindel nos encontros realizados na Espanha?

    Hoje, já estamos vendo frutos do trabalho com resultados mais positivos. Porém, questiono se não foram as próprias declarações do treinador que causaram a repercussão e, consequentemente, uma pressão muito maior sobre a comissão técnica. Estamos falando de Flamengo, obviamente, ninguém aceitaria dois ou três jogos consecutivos sem vitória. Mas, a pressão feita pela imprensa, e por grande parte da torcida, foi muito maior do que o normal para um início de trabalho.

    Com apenas dois jogos, já tinha gente pedindo a cabeça do treinador, que ainda nem sabe falar “joelho” em português. Ao ver o Flamengo em campo, boa parte da torcida se sentiu traída após perceber que todo o discurso dado não se concretizou. Existia a real possibilidade da tão sonhada hegemonia ter ficado mais distante. E, por isso, as cornetas tocaram como se fosse o anúncio do apocalipse.

    Será que Domenec não caiu na mesma tentação dos candidatos para conseguir o emprego dos sonhos? A oportunidade da vida? Sair da sombra de Pep? Não estou afirmando que ele não seja capaz de transformar o Flamengo num time ainda melhor que a equipe de Jorge Jesus. Minha dúvida é se ele não omitiu algumas de suas convicções para entrar no clube, ignorando as premissas que a diretoria traçou como perfil, e, ao assumir o time resolver as coisas à sua maneira.

    Por muito pouco, uma possível “jogadinha” no processo seletivo não o levou de volta ao RH. Mas, dessa vez, o motivo seria a carta de demissão.

  • Falta aquele carrinho

    Não é questão técnica. Talvez seja uma incompatibilidade de nervos. Vitinho não está na mesma rotação da torcida. Não deu liga

    Antes de qualquer coisa quero deixar claro que sou torcedor por amor. Não tenho nenhuma ligação com o Flamengo, apenas uma paixão maluca. Não ganho para falar do clube e não tenho nenhuma pretenção de receber algo um dia. Dito isso, ou o Vitinho muda a postura ou vai ser difícil ter um futuro no Mais Querido.

    O camisa 11 tem talento. Dribla muito bem e bate com as duas pernas. É novo, tem e terá um belo caminho pela frente. Mas no Flamengo está no limite. Ou muda, ou o ciclo precisa ser encerrado ao final da temporada. 

    Veja você. Não é questão técnica. Talvez seja uma incompatibilidade de nervos. O rapaz não está na mesma rotação da torcida. Não deu liga. 

    Do mesmo autor: Só não pode vazar água

    Michael pode ser usado como primeiro exemplo neste texto. O rapaz tem algumas deficiências técnicas, oriundas da falta de base. Mas é possível ver em seus olhos a vontade. Corre, se esforça, se entrega. Existe uma luta.

    Talvez falte alguém para explicar isso a Vitinho. Um amigo, empresário ou até colega de clube:

    — Vitinho, sabe aquela bola que lancei e foi forte demais. Eu sabia que ia pra fora. Você também sabia e por isso não foi nela. Mas na próxima, feche os olhos e vá. Vai fazer bem pra você e pra torcida. 

    Isso não é ser sacana. É entender o cenário. Saber onde está e fazer a leitura do momento. Quando não dá no talento, tem que ir na força. 

    Temos no elenco um jogador que faz essa leitura com maestria. Diego Ribas é gênio nisso. Sabe se fazer presente, entende a hora do carrinho, a hora de pedir a torcida e o momento certo de ser mais força do que técnica. 

    Veja também: Noite de pouca inspiração

    Que fique claro que essa é uma cobrança profissional. Não tem e nunca terá nada pessoal. Vitinho precisa dar mais.

    ***

    Arquibancada – A torcida reclama e tem razão. Ela é e deve ser soberana. Silenciar a voz da multidão é um erro. Torcedores profissionais estão neste caminho, que não é bom para ninguém. 

    O Rubro-Negro tem direito de não estar feliz com o treinador e cornetar jogador. Parem de cobrar do povo um olhar de especialista. O Geraldino não quer entender a pirâmide invertida. Ele só quer que o time jogue bem e vença.

    Isso feito, ele elogia. Isso negado, ele reclama.

    Racismo – Mais um caso no mundo. Agora foi com Neymar. Amanhã será com outro ou outra. Ou a sociedade se une de vez para acabar com isso ou vamos perder de lavada no jogo do respeito e da civilidade. 

  • Noite de pouca inspiração

    A liderança importante é aquela conquistada na 38º rodada, até lá, ainda tem muita bola pra rolar e muitos jogos para vencer

    Blog Resenha Rubro Negra | Jean Carlos Santos – Twitter: @JeanSantosCRF

    Há 44 dias, quando Domènec Torrent foi anunciado como o novo comandante do nosso querido Mengão, fui instigado a dar uma pequena investigada no passado do catalão mais carioca do momento. Depois de ler alguns textos, fui parar no bom documentário sobre a temporada 2017/2018 do Manchester City.

    Entre abraços e conversas ao pé do ouvido com Guardiola, uma cena chama atenção: a preparação de bolas paradas para o jogo contra o Manchester United, rival histórico do City, fica por conta de Domènec. Algumas explicações, algumas pausas no vídeo e assim vai passando a cena do catalão dando os adequados bizus para a rapaziada do City.

    Veja também: Os segredos do Del Valle: forte no ataque, time sofre na bola aérea. Entenda o rival do Flamengo

    De Manchester direto para Fortaleza, o que vimos foi o time comandado por Domènec sofrer dois gols em cima de uma das suas especialidades. O futebol tem dessas ironias. Sofremos dois gols em cinco minutos após jogadas de escanteio, o que prova que para pleno entendimento de suas ideias de jogo é necessário mais do que algumas semanas de trabalho. O resto do jogo foi composto por inúmeras trocas de passes sem resultado eficaz e um aqui outro acolá contra-ataque dos caras para nos deixar devidamente tensos. Antes disso, ainda no primeiro tempo, o (quase) sempre fatal Gabigol desperdiçou duas grandes chances que provaram fazer falta no decorrer dos 90 minutos.

    No tão comentado rodízio de Dome, entramos com Vitinho e Michael de titulares, Gustavo Henrique no lugar de Rodrigo Caio que, merecidamente, ganhou um descanso para os próximos jogos. Pequeno Victor segue jogando com a mesma vitalidade e energia de um jovem anêmico, foi o que mais teve a atenção chamada por Dome durante o jogo. Certamente “Viti” é a palavra mais falada por Dome em dias de jogos que ele está em campo. Além disso, o grande Michael ainda precisa provar a que veio. Os dois seguem devendo.

    Porém, os destaques negativos não ficam apenas por conta deles, o time num geral não foi bem, totalmente diferente do bom jogo que fizemos na quarta. Leo Pereira hoje, mais do que qualquer outro dia, fez sentirmos falta de Pablo Marí. O espanhol com seus sempre precisos passes longos nos proporcionava uma excelente saída de bola, facilitando assim a transição entre defesa e ataque. Hoje com o time do Ceará marcando em cima, Leo Pereira provou que ainda tem o que aprender para se tornar um zagueiro titular absoluto no atual campeão brasileiro e da América. Miteiro e Thiago Maia também passaram longe de fazer uma partida como vinham fazendo. Hoje definitivamente não foi um dia ideal para o time do Flamengo.

    Em um exercício otimista de tentar ver o copo meio cheio vou acreditar (me enganar) que o time poupou energia para o importante jogo de quinta. Obviamente nunca é bom perder e isso também não faz parte de nossa realidade flamenguista, porém ainda temos muito campeonato pela frente e nossos rivais hão de tropeçar em seus respectivos jogos, assim espero. A liderança importante é aquela conquistada na 38º rodada. Até lá, ainda tem muita bola pra rolar e muitos jogos para vencer.

  • Os segredos do Del Valle: forte no ataque, time sofre na bola aérea. Entenda o rival do Flamengo

    Atacante Gabriel Torres é um perigo imenso dentro da área, porém consegue atuar também em velocidade fora dela

    Blog Ninho do Urubu | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes

    Rival do Flamengo na próxima quinta-feira pela Taça Libertadores da América, o Independiente Del Valle voltou com força após a parada por conta da pandemia – que segue assolando o Equador. Líder da Liga ProSerie A, a elite do futebol local, com 28 pontos em 13 jogos, a equipe treinada pelo espanhol Miguel Ángel Ramírez mantém suas ideias ofensivas, tem um goleador nato, porém com problemas na defesa. Ao contrário do Rubro-Negro, ainda está invicto desde a retomada do futebol no país sul-americano.

    O Del Valle está em um momento melhor que o Flamengo e com o moral em alta por conta de boas atuações. Vem de nove partidas, sendo seis vitórias e três empates desde que o futebol foi retomado sem torcida. Neste domingo venceu o Delfin por 4 a 2, também poupando parte da sua equipe titular, a exemplo do que fez Torrent contra o Ceará.

    Bem treinada pelo elogiado Ramirez, quem o Flamengo chegou a sondar após a saída do português Jorge Jesus, marcou então 24 gols, mas sofreu 13 neste intervalo. Liderando o campeonato equatoriano, tem oito vitórias, quatro empates e uma derrota, total de 32 gols marcados e 20 sofridos. Seu esquema tático mais utilizado é o 4-2-3-1. E este 1 é quem tem feito a diferença…

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    Grande parte dessa liderança vem da força do seu goleador, o panamenho Gabriel Torres. Aos 31 anos, o atacante marcou em todas as partidas que atuou neste reinício de jogos. São 12 gols em 12 partidas no torneio. Forte e com a camisa 7, atua entre os zagueiros ou vindo entre as linhas, nas costas do volante. Apesar de ter 1,80m, é veloz e também consegue jogar na velocidade dos contra-ataques. Na vitória sobre o Délfin, Torres saiu do banco de reservas para marcar mais uma vez.

    Vale lembrar que foi o atacante quem marcou duas vezes na vitória sobre o então invicto Corinthians, dentro da Neo Química Arena, na eliminação do Corinthians da Sul-Americana 2019. Para isso, conta também com a ajuda do meia argentino Lorenzo Favarelli. Aos 27 anos, atua com a camisa 8, joga por trás do atacante e além de boa qualidade no passe, também chega bastante ao ataque. Com seis gols no campeonato, o jogador é uma das peças mais importante nesse meio-campo equatoriano.

    Organização tática e muita agressividade pelos lados

    O Independiente Del Valle, como citado anteriormente, joga a partir de um 4-2-3-1, mas são apenas números. Durante a partida a equipe se modifica conforme os momentos dos jogos, principalmente quando está com a bola. Usa bastante os lados, explorando as costas dos laterais adversários e os volantes ou meias municiando os pontas. Torres, como sempre, é quem disputa bastante no jogo aéreo ou rebatidas de cruzamentos.

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    O meio-campo tenta controlar o jogo, principalmente pelos volantes. Muitos passes longos procuram o atacante panamenho, até por conta de atuar em bloco e com defesa alta. Essa compactação é um dos grandes trunfos para jogadas em velocidade, principalmente de contra-ataque, quando recupera a posse. Algo que Domènec terá que ter bastante atenção.

    Porém é aí também que mora o grande problema da equipe de Miguél Ángel. Sem a bola, por vezes, faz um 4-1-4-1 com suas linhas bem adiantadas, a exemplo do Flamengo. O que é propício para bolas nas costas dos zagueiros. A sua defesa sofre muito é com a bola parada e jogadas aéreas. Sofreu dois gols assim contra o Emelec, num empate em 2 a 2. Faz marcação mista – por zona e individual juntas. Os atletas não são tão velozes na recomposição e os laterais quebram bastante a linha defensiva. Algo que Éverton Ribeiro e Arrascaeta podem explorar.

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    O time equatoriano ainda segue sendo bastante forte e com um grande centroavante. Invicto, será um adversário difícil para o Flamengo. A equipe do Domènec vem oscilando entre ótimas partidas e outras péssimas, como contra o Ceará. Diante do Del Valle não poderá perder a concentração e atenção. Seu estilo europeu é muito mais agressivo e desconfortável que as equipes que encarou até agora no Brasileirão.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Schneider / Getty Images

  • Ceará 2×0 Flamengo: um jogo sem campo e meio-campo

    O jogo contra o Independiente Del Valle é difícil, mas certamente não veremos um Flamengo igual ao que se apresentou em Fortaleza

    Blog Resenha Rubro-Negra | Gui Claure – Twitter: @guiclaure_

    Parecia que o Flamengo estava jogando em casa, não que o time tenha dominado o jogo e sim pelo péssimo gramado do Castelão, que assim como o do Maracanã, dificulta demais as ideias de jogo da equipe. O gramado ruim faz com que a bola não role, mas quique, e com isso os jogadores sempre têm que dar um toque a mais para dominar, o jogo perde dinâmica e fica lento.

    Além disso, os atacantes perdem a confiança para finalizar ao gol. Talvez por conta desse fato Thiago Maia tenha feito seu pior jogo pelo Flamengo até agora; ele que é um jogador muito dinâmico, de passes rápidos, não conseguiu fazer o Flamengo andar. O meio-campo sofreu muito e Everton Ribeiro jogou na posição que se sente mais desconfortável, que é pelo meio. No 4-2-3-1, Domènec apostou em Vitinho e Michael, mais agudos e com bom um contra um. Claro que o gramado prejudicou a eficácia de muitas tentativas dos dois atacantes, no entanto, esse é um aspecto menor dentro das atuações da dupla. A verdade é que Vitinho vem mal e sem confiança. E Michael se mostra menos perigoso no Fla do que foi no Goiás.

    Veja também: Domènec explica derrota do Flamengo: “Perdemos o controle”

    Um outro ponto importante do jogo foi a zaga do Flamengo. Pela primeira vez no Brasileirão Rodrigo Caio foi poupado. A defesa formada por Gustavo Henrique e Leo Pereira ia fazendo um jogo razoável até o momento do primeiro gol do Ceará. Após o tento cearense, a impressão que se teve foi de que a dupla tornou-se extremamente insegura, com medo de errar, e pra jogar com a linha alta é preciso estar confiante e em sincronia. À medida que o segundo tempo avançava o time se descompactava cada vez mais. O ataque subia para marcar, a defesa não acompanhava e o meio-campo que já estava em um dia muito ruim passou a inexistir. A partida virou afinal uma pelada.

    Acompanhando a equipe toda que estava em um nível abaixo do normal, Gabigol perdeu duas grande chances ainda no primeiro tempo. Sem dúvida que se convertidas ao menos uma delas, o jogo ganharia outra cara e o Fla poderia ter um destino melhor na tabela de classificação após a décima rodada. Inclusive, se existiu alguma coisa boa nos jogos desse domingo foi que o time o líder Internacional incrivelmente perdeu para o lanterna do campeonato com um jogador a mais desde os quatro minutos do primeiro tempo, e não abriu uma vantagem maior.

    Para o jogo da Libertadores nesta próxima quinta-feira, o time terá a volta de Rodrigo Caio, Filipe Luís e Arrascaeta. Apesar do Mais Querido ter um elenco qualificado, esses jogadores são de um nível técnico bem superior aos seus suplentes. O jogo contra o Independiente del Valle é difícil, mas certamente não veremos um Flamengo igual ao que se apresentou nesse domingo em Fortaleza.

  • Domènec explica derrota do Flamengo: “Perdemos o controle”

    Técnico do Flamengo cedeu entrevista pós-derrota para o Ceará e também falou sobre a partida contra o Independiente Del Valle

    Na noite deste domingo (13), o Flamengo visitou o Ceará e perdeu por 2 a 0 no Castelão. O rubro-negro perdeu a chance de igualar o mesmo número de pontos que o Internacional, que foi derrotado pelo Goiás em Goiânia.

    Na saída do gramado, o meia Diego Ribas lamentou os gols tomados de bola aérea.

    “Se a gente aproveitasse as oportunidades, a bola parada ali. Tivemos uma desatenção que não pode acontecer, porque muda o jogo”.

    Na sala de imprensa, o técnico Domènec Torrent deu seus pitacos sobre o duelo.

    “Acho que o primeiro tempo jogamos bastante bem, mas criamos poucas oportunidades. Mas no segundo tempo, em cinco minutos nos escapamos o jogo. Treinamos muito durante a semana a bola parada, mas nos marcaram dois gols”.

    “Depois a gente quis jogar com mais atacantes, e quando você joga com mais atacantes normalmente ou você faz um gol rapidamente ou perde o controle e perdemos o controle. Jogamos desesperadamente eles aproveitaram os espaços”.

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    Sobre o próximo jogo contra o Del Valle, o catalão disse conhecer o adversário.

    “Eu vi o jogo deste ano contra o Del Valle, principalmente por causa da altitude. Vamos trabalhar a partir de amanhã, depois viajamos e treinaremos no Equador. Vamos treinar para defender melhor, porque hoje sofremos com a bola parada”.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação

  • Notas e análises individuais de Ceará 2×0 Flamengo

    Veja as notas e análises individuais da derrota do Flamengo diante do Ceará, pela décima rodada do Brasileirão

    Notas atribuídas por torcedores da comunidade Mundo Bola – Pensar Flamengo

    Leia as análises individuais e notas dos jogadores concedidas pelo time de colaboradores do Mundo Bola:

    Cesar: Não precisou fazer nenhuma defesa difícil nos dois tempos, exceto nos lances que resultaram nos gols. Em gol parecia que ainda estava doente, por mais que os gols sofridos não tenham sido inteiramente por culpa dele, esse goleiro não consegue pegar uma bola sem parecer que está espantando mosquito. Nota: 4,0.
    Por Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_

    Isla: Logo no início do jogo deu sinais do que seria a partida quando fez muito mal um recuo de cabeça para o Cesar. Não acertou quase nada no apoio ao ataque hoje e na defesa foi facilmente vencido pelo ataque adversário. Nota: 3,0.
    Matheuzinho: entrou já no fim, mas se mostrou mais ativo e partindo pra cima do adversário, na defesa também se virou bem, não comprometeu. Nota: 6,5.
    Por Caroline Menezes – Twitter – @kaka_menezes07

    Leo Pereira: Melhorou na leitura da linha e nos cortes, mas foi responsável pelos dois gols do Ceará. Nota: 2,0.
    Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

    Gustavo Henrique: Uma atuação tenebrosa. Inseguro na saída de bola, driblado várias vezes com facilidade, e o pior, ele com aquela altura toda, perde muita disputa no jogo aéreo. Não sei se até agora conseguimos repor a saída do Marí não. Precisava melhorar e muito, se continuar assim, que o Thuler tenha chance. Nota: 1,0.
    Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

    Renê: Assim como a maioria do time esteve muito abaixo na partida de hoje. Não comprometeu defensivamente mas mostrou muita dificuldade na saída de bola, e para piorar, pouco apoiou o lado esquerdo do ataque. Nota: 4,0.
    Por Marcelo Franco – Twitter @FrancoMarcelo_

    Arão: Cumpriu bem o papel de proteger os zagueiros e até arriscou umas idas ao ataque, porém falhou no segundo gol, o cara passou nas costas dele e ele não acompanhou. Mesmo depois da desorganização do time seguiu bem na proteção da zaga. Nota 5,0. Por Marcelo Batista – Twitter: @Antifa_crf

    Thiago Maia: Discreto em campo, mas longe das últimas atuações. Correu muito, lutou, no fim foi abaixo do normal. Nota: 4,0.
    Diego: Entrou para dar mais criatividade ao time e servir de armador. Dome também pensou no jogador para alongar os passes e acionar mais o pontas, principalmente vitinho. Mesmo atuando melhor do que a média do time, o experiente camisa dez não conseguiu mudar a narrativa da partida. Nota: 6,0.
    Por Welson Alves – Twitter: @welson_fla

    Everton Ribeiro: Não conseguiu articular uma jogada sequer. Quanto mais perto da área adversária pior foi seu desempenho. Nos últimos 20 minutos tinha dois palmos de língua para fora e perdeu bolas perigosas no meio-campo que poderiam ter gerado um gol no contra-ataque adversário. Nota: 4,0.
    Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

    Michael: Participou pouco do jogo e errou lances bobos. Não foi capaz de infiltrar na defesa do Ceará. Está cada dia dando mais indícios que é jogador de segundo tempo. Que usa sua velocidade quando o time adversário está cansado. Nota: 3,0.
    Pedro: Entrou, nada fez e pouco pegou na bola. Jogou mal como a maioria do time. Nota 2,0.
    Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho

    Vitinho: No primeiro tempo, o jogo se apresentou para que Vitinho aproveitasse a avenida que Samuel Xavier deixava. Mas Vitinho, em uma jornada bisonha, errou tudo o que tentou. No segundo tempo, com Pedro e Gabigol entrando na área, até tentou alguns cruzamentos, sem nenhum sucesso. Fica mais uma partida marcada por uma péssima atuação quando teve a oportunidade de sair como titular. O “sonho de menino” não vai passar disso? Apenas um sonho? Nunca vai virar realidade? Nota: 1,0.
    Lincoln: Manteve o padrão da atuação do Vitinho, ou seja, nada que merece ser destacado. Sem Nota.
    Danton Freitas

    Gabigol: Gabriel Barbosa foi bem participativo no primeiro tempo, saindo para buscar interação ativamente pelo lado esquerdo, porém, as duas chances claras de gol perdidas poderia ter feito a diferença no resultado do jogo. No segundo tempo, mesmo com seu posicionamento mais deslocado da área por conta da entrada de Pedro, não foi efetivo e nem participativo, longe do Gabigol que conhecemos. Nota: 6,5.
    Por João Victor – Twitter: @jonvcrf

    Domènec Torrent: O time treinado por ele é um arremedo do time de Jorge Jesus. Quem espera um Flamengo dominante, jogando sempre com intensidade, muita movimentação e linhas compactas tirando o espaço do adversário, pode esquecer. Este time não será mais visto e faz parte do passado. Hoje, não há reclamação da escalação inicial que foi bem definida. Porém, Dome insiste no jogo posicional, parecendo mais com um futebol estático, onde os jogadores se prendem as suas posição definidas e parecem não ter permissão de rodar o campo, com exceção do Everton Ribeiro. O primeiro gol do Ceará mostra o erro nesta escolha definida pelo treinador, onde os jogadores marcam por zona e não cada um pegando um jogador do time adversário. Essa marcação não funciona a contento para o time do Flamengo que sempre foi firme na bola área adversária e perigoso na sua bola aérea. Isso, deixou de existir. Flamengo se tornou vulnerável em escanteios e bolas alçadas em sua área, tomando uma quantidade de gols muito alta para qualquer defesa razoável. Outro ponto que o nosso técnico não consegue resolver é que nossas linhas jogam muito longe uma da outra. Deixou de existir a compactação das linhas e o time jogando próximo em um espaço pequeno do campo. Vemos nitidamente um espaçamento entre a defesa e o meio campo, lembrando o tempo do time do Flamengo treinado pelo Abel em que os jogadores pareciam um bando em campo. Para finalizar, Dome precisa se incomodar com a derrota e incutir isso novamente na cabeça dos seus jogadores que no final da partida de hoje parecem que cumpriram apenas um compromisso burocrático. Como foi apelidado nosso time de 2016/2017, modo banana não pode ser aceito nunca mais. Nota: 3,5.
    Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr