Autor: diogo.almeida1979

  • Goleada para Del Valle incendeia ambiente político do Flamengo e abre crise

    Marcos Braz cobrou elenco após o jogo e sofre pressão pela demissão do técnico Domènec Torrent

    Blog Ninho do Urubu | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes

    A goleada sofrida pelo Flamengo nesta quinta-feira para o Independiente del Valle não expôs apenas a má fase dos jogadores, mas também a divisão interna do Flamengo. Contratado pelo atual vice-presidente de futebol Marcos Braz, Domènec Torrent perdeu a confiança dos torcedores e apoio dentro do clube. Após a derrota acachapante no Equador, a demissão do técnico virou assunto, pressão de diferentes grupos políticos e a decisão está nas mãos do presidente Landim.

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    Ainda no Estádio Casa Blanca, dirigentes do Flamengo cobravam a saída do catalão após mais uma derrota com desempenho bem abaixo do esperado e muitas decisões erradas. Braz, responsável pela contratação do Torrent, comprou o barulho do treinador e se opôs à qualquer decisão de cabeça quente ou precipitada. E avisou: se o técnico cair, ele também vai embora. Enquanto a delegação se preparava para a viagem até Guayaquil, reuniões online e conversas aconteciam.

    De acordo com fontes ouvidas pela Coluna Ninho do Urubu, o elenco do Flamengo também foi cobrado. O principal motivo seria a exposição constante de jogadores se manifestando de forma que joga a torcida e as opiniões públicas contra não só o técnico, como também o próprio técnico Domènec. Outro assunto é sobre o não alinhamento com as práticas do técnico. Segundo O Globo, e que o Mundo Bola não conseguiu apurar até o momento, o vice teria dito que se alguém tivesse incomodado bastava comunicar à diretoria.

    Pressionado por outras correntes dentro do clube, Landim preferiu colocar panos quentes e acalmar o ambiente. Pelo menos até a próxima terça-feira, contra o Barcelona-EQU. E o motivo é simples: Vem do grupo do Marcos a principal base de apoio do presidente e natural sucessor para as eleições em 2021. E isso causa desgaste com as demais que formam a coalização de gerência do Rubro-Negro. A saída do Braz causaria divisão não apenas eleitoral, mas também de gestão.

    Entretanto, a noite foi longa na capital equatoriana e a pressão para que Dome seja demitido antes da partida continua repercutindo neste dia pós-jogo. Internamente, os bastidores pegam fogo e colocam em exposição a enorme divisão de pensamentos que há no Flamengo. Chapa formada por diferentes grupos políticos para vencer as eleições de 2018, a atual gestão do presidente Rodolfo Landim tem, pelo menos, três correntes distintas.

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    Grupos políticos e peso dos resultados de 2019 voltam à tona no ambiente do Flamengo

    Os dois homens mais fortes, fora o mandatário, são o vice-presidente de relações externas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, e o já citado vice-presidente de futebol Marcos Braz. Apesar de muito ruído na relação de ambos, o trabalho conseguia fluir por conta do excelente ano que teve com Jesus. Enquanto o primeiro não é bem visto pelos jogadores, o segundo é um dos principais motivos pelo sucesso de 2019 e controle do grupo.

    Foi BAP, após a eleição da chapa, quem indicou o nome do ex-técnico Abel Braga e foi aprovado. Com uma temporada de muitos desmandos e pouca entrega em campo, o pensamento era de que um treinador com este perfil fosse o ideal. Mas após o fracasso em campo, caíram não só os profissionais, como também sua influência após Marcos assumir as negociações do novo comandante rubro-negro.

    Braz sugeriu mudança total de filosofia e foi atrás do português Jorge Jesus, após o seu nome ser sugerido. Ao lado de Bruno Spindel, as conversas evoluíram, o mister contratado e o resto virou história. Os bons resultados criaram um clube mais leve, até que Paulo Pelaipe foi demitido em janeiro. Foi o primeiro episódio de embate direto entre os dois VPs, já que o ex-profissional era homem de confiança do vice de futebol e o principal elo de segurança entre diretoria e Jesus.

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    Com a saída do português, em julho, novamente as duas correntes internas buscaram um novo técnico. BAP tentou reassumir sua influência e fez contato com Miguel Ángel Ramírez, curiosamente do Independiente del Valle que goleou o Flamengo. Braz preferiu seguir a tendência de buscar outro na Europa. Dando preferência a alguém de Portugal, até pela facilidade do idioma, teve a recusa de Leonardo Jadim e Carlos Carvalhal, até que Domènec Torrent surgiu como sugestão. As negociações avançaram em dois dias e foram fechadas em menos de uma semana. Mais uma vez venceu a batalha política.

    Porém, após tantos acertos, Marcos apostou em alguém com filosofia e metodologias diferentes de futebol. Com pouco mais de um mês e trabalho muito questionável pela falta de tempo para treinos, a goleada virou um tsunami no ambiente do Flamengo. Principalmente por ter sido causada pelo Miguel Ángel, aposta do vice de relações externas. Isso foi jogado na mesa no pós-jogo e virou cobrança pela demissão do Dome.

    O que foi apurado é de que o clima no Equador é dos piores. Braz tenta blindar o grupo de jogadores e o técnico. Deixá-los trabalhar para a próxima partida é o principal foco neste momento. Mas enquanto isso, as internas continuam debatendo até onde essa corda pode ser esticada. Há quem garanta que em caso de revés contra Barcelona, terça, ás 19h15, será o fim da linha do catalão.

    A coluna procurou as partes, mas não teve retorno até o momento. Com o ambiente bem dividido e a quebra de braço entre os dois grupos, está nas mãos do Rodolfo Landim a decisão. Pelo apurado, não deve acontecer mudanças até terça-feira. Mas uma nova derrota será insustentável e o Flamengo poderá ter um grande revés. Não só no banco de reservas, mas também em sua gestão.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

  • Flamengo encara única equipe que ainda não marcou gols no Brasileiro Feminino

    Sem pontuar, sem marcar gols e atualmente na vice-lanterna no Brasileirão Feminino A1 2020, Vitória recebe Flamengo/Marinha no Barradão

    Mundo Bola Informação| Adriano Skrzypa – Twitter: @FlamengoNumeros e @FlaFeminino

    Precisando da vitória para se distanciar da zona de rebaixamento e lutar por uma vaga no G-8 (que resultaria em classificação para a próxima fase), o Flamengo/Marinha entra em campo neste domingo (20), para enfrentar o vice-lanterna Vitória, no Barradão. A partida terá início às 15h30, e será transmitida ao vivo pela TV Bandeirantes.

    Nos últimos três jogos como visitante, o Mengão venceu duas (Minas Icesp e Iranduba) e empatou uma (Internacional). Como mandante, o aproveitamento é inferior: uma vitória, dois empates e duas derrotas em cinco partidas. Enquanto isso, o clube baiano ainda não pontuou e nem marcou gols neste Brasileirão.

    Campanhas de Vitória e Flamengo no Brasileiro A1 2020

    Quesito comparado Vitória Flamengo/Marinha
    Jogos 9 9
    Vitórias 0 3
    Empates 0 3
    Derrotas 9 3
    Gols marcados 0 14
    Gols sofridos 37 16
    Aproveitamento 0% 44%

    Prováveis escalações de Vitória e Flamengo

    As baianas devem entrar em campo com Yanne; Josi, Rute, Carol (Michelli) e Igual; Baiana, Aninha e Valquíria; Dudinha, Roqueline e Emelli. Já o Flamengo deverá ter em seu time titular: Kaká; Raquel, Cida, Karen e Débora Sorriso; Lorraynne, Ana Carla e Jayanne; Annaysa (Carlinha), Rafa Barros e Flávia.

    Arbitragem

    O árbitro da partida será Moisés Ferreira Simão, auxiliado por Danila Borges Martins e Patricia dos Reis do Nascimento.

    Retrospecto

    flamengo vitória brasileiro feminino 2019
    No último confronto entre as equipes, empate em 2 a 2 na Gávea

    Flamengo e Vitória enfrentaram-se em três oportunidades na história do Brasileiro Feminino, e o retrospecto é favorável às cariocas: duas vitórias e um empate, além de oito gols marcados e dois sofridos.

    Vitória 0 x 3 Fla/Marinha – Brasileiro 2017
    Fla/Marinha 3 x 0 Vitória – Brasileiro 2017
    Fla/Marinha 2 x 2 Vitória – Brasileiro 2019

    *Créditos na imagem destacada: Paula Reis/Flamengo

  • Fla sofre pior derrota de um atual campeão na Libertadores, e placar que não sofria há dez anos

    Com a derrota por 5 a 0, o Flamengo foi o primeiro campeão vigente da competição a levar goleada em 60 anos do torneio

    Mundo Bola Informação | Gustavo Castelano – Twitter: @gucastelano

    Quando o árbitro Wilmar Rodan soou o apito dando fim ao confronto entre Del Valle e Flamengo, na noite desta quinta (18), pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores, o Rubro-Negro registrou um feito inédito e vexaminoso em sua história: com a derrota por 5 a 0, o Flamengo foi o primeiro campeão vigente da competição a levar goleada em 60 anos do torneio.

    Veja também: #ForaDome: torcida do Flamengo pede saída do técnico após derrota para o Del Valle pela Libertadores

    Em uma partida atípica, que somou má exibição física, técnica e tática, a equipe comandada por Domenèc Torrent sofreu com o acachapante resultado, no Estádio Municipal Ruminahui, no Equador, que a torcida não presenciava há mais de uma década. Antes desta fatídica noite, a última derrota do Flamengo pelo mesmo placar havia sido em 2009, para o Coritiba, em confronto válido pelo Brasileirão. No mesmo ano, o rubro-negro se consagraria hexacampeão nacional.

    A derrota de hoje tirou o indigesto top 3 de piores vexames do Mais Querido na competição continental. Agora a derrota para o pelo elástico placar Grêmio 5 a 1 Flamengo, ocorrida em 1984 caiu para a segunda posição, seguida pela derrota para o Defensor por 3 a 0, em 2008. Por mais que a totalidade da torcida rubro-negra queira esquecer essa data, o fato é que 18 de setembro de 2020 entra para a história do clube de forma negativa.

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    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Del Valle / Divulgação

  • “O que adiantou ter estudado com o Guardiola? P… nenhuma”, esbraveja Apolinho sobre técnico do Flamengo

    Comentarista da Rádio Tupi ficou revoltado com a atuação do Flamengo no Equador

    Ex-treinador e comentarista da Rádio Tupi, Apolinho desceu a lenha na atuação do Flamengo e criticou duramente a equipe após a derrota sofrida no Equador por 5 a 0, pelo Independiente Del Valle, na terceira rodada da fase de grupos da Copa Conmebol Libertadores.

    “Estudou com Guardiola, e aí, fod… o que adiantou ele ter estudado com o Guardiola? P… nenhuma. Tomou de 5 a 0, sem tomar nenhuma providência, sem chamar a atenção. Você não vê nenhum gesto dele. Ele fica ali olhando. Vou nem falar dos gols, vocês sabem como foi essa m… 5 a 0, e agora é lamber as feridas e ver como ficará nos próximos dias”.

    Após o confronto, o técnico Domènec Torrent concedeu uma entrevista coletiva e tentou explicar o péssimo resultado.

    Veja também: Depois de goleada, Dome responde sobre permanência no cargo: “Não sei”

    Confira os trechos

    “Eu não sei (se serei demitido) estou focado em trabalhar, os jogadores também. Se você quer falar disso, tem que falar com outras pessoas, não comigo“.

    “Não estou de acordo que foram apáticos. No primeiro tempo não tivemos problema para defensar. O jogo estava equilibrado. O segundo tempo, foi todo diferente. Procuramos pressionar acima. Quando eles tem espaço nas linhas, são muito rápidos“.

    “Todos sabem que jogar aqui não é fácil, não é uma desculpa, poderíamos ter jogado melhor. Eu não tenho queixa aos jogadores, eles querem ganhar, correram muito no campo. Mas sei quando você perde de 5 a 0 não tem desculpa. Eles jogaram muito melhor“.

    “Sei que esse é o pior resultado do Flamengo. Agora o jogo já passou, temos que tentar ganhar o próximo jogo. É um desastre, mas são três pontos, vamos tentar nos recuperar para o próximo“.

    “É uma derrota muito dolorosa, temos que pedir desculpa aos torcedores. Mas quando estávamos próximos a fazer 1 a 1, eles fizeram 2 a 1. Logo marcaram dois golaços, com espaços eles jogam muito bem“.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação

  • O novo normal se mostra cada vez mais desagradável

    A real é que ninguém jogou bem e merecem ser criticados por isso, mais um jogo assim e corremos sérios riscos de ficar pelo caminho

    Blog Resenha Rubro Negra | Jean Carlos Santos – Twitter: @JeanSantosCRF

    Após a fraca atuação de domingo diante do esforçado Ceará, não me permiti ser influenciado e continuei confiante para o duelo desta quarta. Porém, conforme a semana foi passando a ficha foi caindo e a realidade bateu à porta: nosso time transmite zero confiança e é totalmente irregular. Time jogando mal, alguns desfalques e jogo na altitude. Difícil.

    Em uma semana onde Neymar foi vítima de racismo, Cavani suspostamente fechando com o Grêmio, Thiago Neves no Atlético, protesto da torcida do Foguinho cobrando título, Benfica sendo eliminado da Champions (volta, Mister!)… aconteceu de tudo! E não aconteceu nada. O racismo continua existindo, Cavani segue sem clube, Thiago Neves foi parar no Sport, Botafogo continua sem títulos e o Benfica continua sendo time de Europa League. Ou seja, tudo normal. Faltava apenas a vitória do Flamengo num jogo de Libertadores para completar a normalidade, mas essa vai ficar em falta.

    Veja também: Depois de goleada, Dome responde sobre permanência no cargo: ‘Não sei’

    Após dois jogos e duas vitórias, esse era o jogo chave pra encaminhar a classificação e fechar o primeiro turno da fase de grupos líder isolado da Liberta. Fica pra próxima. A tensão já começou no pré-jogo com inúmeros relatos de queda ou delay na transmissão da partida feita exclusivamente pelo Facebook. O jogo já começou errado daí, futebol é na televisão! Porém, esse foi o menor dos nossos problemas hoje, talvez fosse até um sinal de que as coisas não sairiam como o planejado.

    Como sabemos, nossa torcida é especialista em cornetar qualquer escalação que vá a campo. E hoje não foi diferente, inclusive concordo com a revolta em ver Diego Ribas ao invés de Thiago Maia no início da partida. Mas como o jogo era na altitude entendi que o Dome quis prender um pouco a bola ali na meiuca pra não deixar os inimigos tão à vontade. 15 minutos de jogo e vimos que isso não deu certo. O comandante dos caras certamente passou que nosso goleiro em campo era o reserva e o que se viu desde o início do jogo foram os caras chutando de tudo que é lugar na esperança de arrumar um gol. Conseguiram cinco.

    Primeiro tempo foi tomado de bolas longas para correria dos nossos avançados como diria o Mister. Deu em nada, correria na altitude contra os nativos não sei se foi a melhor estratégia de ataque a ser adotada. Além disso, equipe totalmente espaçada em campo, erros de passe voltaram a se repetir, pouca intensidade na marcação, não conseguindo prender a bola e trocar mais que três passes… foda. Pra piorar, quando o primeiro tempo já estava se encaminhando pro fim num vantajoso 0x0, gol dos caras numa jogada em que se César se livrou da bola com um chutão pra frente, ela voltou pra nossa meta numa joga rápida dos bons atacantes do Independiente del Valle e caixa. 1×0. Justo, porém amargo.

    Veja também: Notas e análises individuais de Independiente del Valle 5×0 Flamengo

    Para o segundo tempo Bruno Henrique veio no lugar de Diego, e por alguns minutos tive esperança de ver uma boa atuação, já que Gabigol, BH, Arrasca e Everton estavam em campo e até pouco tempo isso era sinônimo de boas atuações. O quarteto já resolveu inúmeros jogos e por que não hoje também? Não rolou. Logo no início do segundo tempo mais dois gols do Del Valle. Aí era só esperar o tempo passar e o jogo terminar. Antes disso ainda levamos mais dois côcos e perdemos Gustavo Henrique lá do banco expulso por conta de uma confusão.

    Não me lembro de ver uma apresentação tão ruim do Flamengo em um passado recente. Estávamos acostumados a parar em frente à TV já sabendo que iríamos sair com a vitória. Bons tempos que parecem recusar-se a serem repetidos. Agora é esperar o próximo jogo. O que nos resta é torcer por melhores apresentações: té lá vai ser o eterno caça às bruxas de culpar Fulano, Beltrano e Ciclano pela derrota. A real é que ninguém jogou bem e merecem ser criticados por isso, mais um jogo assim e corremos sérios riscos de ficar pelo caminho.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Conmebol / Divulgação

  • #ForaDome: torcida do Flamengo pede saída do técnico após derrota para o Del Valle pela Libertadores

    Mundo Bola Informação | Juliana Cristina

    O Flamengo foi derrotado por 5 a 0 pelo Independiente del Valle nesta quinta-feira (17), pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. Já eram grandes as críticas para cima do treinador Domènec Torrent após a derrota para o Ceará pelo Campeonato Brasileiro no último domingo. Depois da goleada sofrida para o time equatoriano, a torcida rubro-negra, insatisfeita, levantou a hashtag #ForaDome, pedindo a saída do técnico catalão.

    Confira

    https://twitter.com/Erick_Crds/status/1306772661482258432

    Com Domènec pressionado, o Flamengo volta a campo na terça-feira (22) diante do Barcelona (EQU), pela quarta rodada da Libertadores. O Rubro-Negro ocupa a segunda colocação do grupo A, com 6 pontos.

  • Depois de goleada, Dome responde sobre permanência no cargo: ‘Não sei’

    Técnico do Flamengo está sendo bastante pressionado pela torcida nas redes sociais

    O Flamengo visitou o Independiente Del Valle no Equador na noite desta quinta-feira (17), e foi amplamente dominado sofrendo uma goleada por 5 a 0. Foi a pior derrota do clube rubro-negro na história da Copa Conmebol Libertadores. Após o confronto, o técnico Domènec Torrent concedeu uma entrevista coletiva e tentou explicar o péssimo resultado.

    Veja também: Exclusivo – Vasco x Flamengo será à princípio em São Januário

    Confira os trechos

    Eu não sei (se serei demitido) estou focado em trabalhar, os jogadores também. Se você quer falar disso, tem que falar com outras pessoas, não comigo“.

    Não estou de acordo que foram apáticos. No primeiro tempo não tivemos problema para defensar. O jogo estava equilibrado. O segundo tempo, foi todo diferente. Procuramos pressionar acima. Quando eles tem espaço nas linhas, são muito rápidos“.

    Todos sabem que jogar aqui não é fácil, não é uma desculpa, poderíamos ter jogado melhor. Eu não tenho queixa aos jogadores, eles querem ganhar, correram muito no campo. Mas sei quando você perde de 5 a 0 não tem desculpa. Eles jogaram muito melhor“.

    Sei que esse é o pior resultado do Flamengo. Agora o jogo já passou, temos que tentar ganhar o próximo jogo. É um desastre, mas são três pontos, vamos tentar nos recuperar para o próximo“.

    É uma derrota muito dolorosa, temos que pedir desculpa aos torcedores. Mas quando estávamos próximos a fazer 1 a 1, eles fizeram 2 a 1. Logo marcaram dois golaços, com espaços eles jogam muito bem“.

    Na saída do gramado, o lateral-direito Maurício Isla também conversou com a imprensa.

    O jogo de hoje tem dois pontos, nós não conseguimos fazer o que queríamos. Contra um rival que jogou muito bem, com contra-ataque, com posse de bola, todas suas armas. Não conseguimos fazer o que queríamos“.

    Claramente os gols foram de fora, no Equador a bola vai de outro jeito, muito mais rápido. Claramente estávamos um pouco cansados, jogar aqui é difícil. Mas volto a dizer, não fizemos o que queríamos. Estamos com vergonha pelo resultado“.

    O Flamengo volta a campo na próxima terça-feira (22), para enfrentar o Barcelona de Guayaquil, pela quarta rodada da fase de grupos da competição continental.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação

  • Notas e análises individuais de Independiente del Valle 5×0 Flamengo

    Veja as notas e análises individuais da humilhação histórica do Flamengo no Equador, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores

    Notas atribuídas por torcedores da comunidade Mundo Bola – Pensar Flamengo

    Leia as análises individuais e notas dos jogadores concedidas pelo time de colaboradores do Mundo Bola:

    Cesar: O IDV estudou o adversário. Chutou tanto de fora da área desde o início do jogo que a partir do 1º gol deu a impressão de que se o Miguel Angel Ramirez chutasse também faria o dele. César teve culpa em todos? Não! Mas em pelo menos 3 simplesmente foi no estilo “braço de jacaré”. Hoje foi o clássico goleiro “chama-gol”. Hoje virou o goleiro do “cincum?!” contra o nosso time. Nota: 0.
    Por Danton Freitas

    Isla: Não foi efetivo ofensivamente e falhou em 3 gols do Del Valle, forma física e altitude pesaram para o jogador chileno. Atuação bem abaixo do lateral. Nota: 3,0.
    Por Ighor Lopes- Twitter: @ighorlps

    Rodrigo Caio: Assim como todo o time do Flamengo, andou em campo e foi uma sombra do grande jogador que é. Há algo bem errado no vestiário do Flamengo com relação aos jogadores com o técnico. Nota: 2,0.
    Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr

    Leo Pereira: Leo Pereira só não foi o pior zagueiro do Flamengo no jogo, porém, teve mais um jogo ruim, que mais uma vez, deixa dúvidas sobre e o investimento feito. Não conseguiu efetivar nenhum desarme, 6 perdas de posse de bola e apenas um ganho no duelo aéreo. Ficará na história do time que levou a pior derrota do clube na história da competição. Nota: 2,0.
    Por João Victor – Twitter: @jonvcrf

    Filipe Luís: Tentou alguma coisa ofensivamente, mas não teve sucesso. Defensivamente foi nulo como toda a equipe. Nota: 2,0.
    Renê: Entrou faltando pouco tempo para acabar e quando o resultado já estava definido. Nota: Sem nota.
    Por Marcelo Batista – Twitter: @Antifa_crf

    Arão: Não tem o que comentar da atuação de hoje. Nota: 0.
    Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

    Gerson: Abusou da boa vontade da torcida. Andou em campo, errou passes, perdeu bolas e sequer tentou voltar cobrindo seus erros. O lance do segundo gol foi um exemplo perfeito: perdeu uma bola, tomou um come de pelada e não recompôs.
    Nota: 0.
    Thiago Maia: Entrou e não melhorou muito a situação. Nota: 0.
    Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

    Diego: Esteve em campo no primeiro tempo mas quase não foi possível perceber, completamente apagado no jogo. Nota 02,0.
    Bruno Henrique: Entrou no segundo tempo e tentou dar mais profundidade no lado esquerdo do ataque, mas a clara falta de ritmo pelo retorno pós lesão ficou evidente. Nota 2,0.
    Por: Marcelo Franco Twitter: FrancoMarcelo_

    Everton Ribeiro: Como capitão foi extremamente passivo e deixou a desejar não só em campo como fora dele. Foi mal como todo o time, mesmo tendo uma porcentagem razoável de passes certos. Pareceu que nem entrou em campo, de tão apagado que estava.
    Nota: 2,0.
    Michael: Entrou no lugar do Everton Ribeiro e assim como as outras substituições, não teve nenhum impacto no jogo, acertou 3 passes e sofreu 2 faltas, suas contribuições positivas no jogo. Produziu muito pouco mesmo com apenas 24 minutos jogados. Nota: 2,0.
    Por Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_

    Arrascaeta: Mal, ainda mais disperso do que Everton Ribeiro. Nota: 1,0.
    Pedro: Mais uma substituição inócua do treinador. Sem Nota.
    Por Diogo Almeida Twitter: @DidaZico

    Gabigol: Completamente inoperante em campo, teve duas boas chances e perdeu mais uma vez. Nota: 0.
    Por Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04

    Domènec Torrent: Vexame histórico que mostra que Domènec não está a altura do Flamengo. O técnico não preparou o espírito do time para o grande desafio que tinha pela frente. Time totalmente apático, refletindo a personalidade do técnico. O Del Vale teve todo espaço do mundo para fazer suas jogadas. As substituições não surtiram o efeito esperado. Torrent precisa mudar os rumos do time urgentemente se quiser ter vida longa no Flamengo. Nota: 0.
    Por Vitor Mathura- Twitter: @v_mathura

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Conmebol / Divulgação

  • Conheça a história dos seis rubro-negros citados no samba da Estácio

    Ídolos fazem história, marcam época, são admirados e exaltados. Os seis engrandeceram o clube, e foram homenageados em um samba memorável

    Mundo Bola Informação | Eric Torres – Twitter: @Erictorres_12

    “Cobra coral/Papagaio vintém/Vesti rubro-negro/Não tem pra ninguém”. O verso da música “Uma Vez Flamengo”, da escola de samba Estácio de Sá, afirma que o manto vermelho preto não é usado por qualquer um. A canção foi uma homenagem para o Centenário do Clube de Regatas do Flamengo, em 1995.

    O enredo conta a história da instituição desde a fundação, com o remo, até a maior glória rubro-negra, o Mundial de 1981. Além de Zico, maior ídolo da Gávea, outros seis nomes são mencionados na letra. Mas quem são eles? Porque foram citados? E antes que você pergunte, não são os seis remadores que fundaram o grupo de regatas — apesar de eles também merecerem um texto contando sobre suas origens, mas isto fica para outra hora. Levando em conta que esta música retrata 100 anos do clube e que o fato de eles serem citados os tornam relevantes, vamos esmiuçar suas carreiras e contar porque são importantes para o Flamengo.

    Leia também: Desfile Histórico da Estácio de Sá completa 20 anos

    Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”

    leonidas da silva flamengo

    Pioneiro. Este é o adjetivo mais apropriado para Leônidas da Silva. O “Diamante Negro” foi um gênio dentro de campo e, fora das quatro linhas, soube promover seu nome como nunca, tendo popularidade comparada com a do presidente da República, Getúlio Vargas. O craque encantou o mundo principalmente por suas atuações pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1938, pelo Flamengo (clube pelo qual jogou de 1936 a 1941) e pelo São Paulo.

    Leônidas talvez seja o mais famoso dessa lista. No campo, era conhecido também como “Homem-Borracha” por impulsionar uma jogada que poucos conheciam: a bicicleta. O craque admitia que não foi ele quem inventou o lance acrobático, mas que só havia popularizado o movimento que já era praticado nas ruas. A jogada era tão plástica que em 1938, na França, o craque tornou-se o primeiro jogador a fazer um gol de bicicleta em uma Copa do Mundo. Entretanto, infelizmente o lance foi anulado, pois o juiz desconhecia o movimento e o considerou ilegal. Apesar disso, o nome do craque segue até hoje ligado à bicicleta.

    Veja também: Um grito da arquibancada contra o preconceito

    Pelo Flamengo, Leônidas foi o responsável por popularizar o Rubro-Negro, que hoje tem a maior torcida do país. Por conta da fundação do clube ligada às elites da então capital federal, o craque foi encarregado por romper, simbolicamente, o muro que separava o clube de futebol da população mais pobre. Na Copa de 1938, Leônidas era o representante do Mais Querido na França e, por ser um jogador muito popular no país, impulsionou a fama do Flamengo em todo território nacional. O resultado da seleção brasileira no Mundial foi importante também, já que o time alcançou a terceira colocação e, além do mais, foi transmitido pela primeira vez pelo rádio, dando uma exposição gigantesca à Leônidas.

    Agora, longe dos gramados, Leônidas foi o primeiro atleta da história do futebol brasileiro a usar o marketing e a imprensa para se popularizar. E uma história pouco conhecida exemplifica isso. No fim da década de 1930 a Lacta criou um chocolate crocante muito badalado na época e que até hoje tem enorme sucesso. Visando alavancar suas vendas, a empresa convidou Leônidas para ser garoto-propaganda do produto, que passou a se chamar “Diamante Negro”, o mesmo nome que o craque já tinha. Sua fama ajudou a popularizar ainda mais o chocolate, que até então é o mais vendido no Brasil. O gênio também fez propaganda para relógios e cigarros, e foi o primeiro ex-jogador a tornar-se comentarista esportivo de rádio no país.

    João Batista de Sales, ou simplesmente, Fio Maravilha

    fio maravilha flamengo
    Fio-Maravilha

    Seguindo a ordem da música encontramos um jogador que era conhecido por ser um tanto quanto “desengonçado”. Cria da base do Flamengo, João Batista de Sales começou a carreira na Gávea aos 15 anos. Apesar de não ser nenhum craque, ele era muito querido pela torcida rubro-negra, principalmente depois de um gol que marcou sua vida em 1972.

    Veja também: Jorge Ben e o majestoso Fio Maravilha contra o Benfica

    Em um amistoso contra o Benfica no Maracanã, João Batista saiu do banco no segundo tempo e marcou o único tento da partida, garantindo a vitória do Flamengo e levando a torcida à loucura nas arquibancadas. Ao balançar as redes, João eternizou-se como “Fio Maravilha”. E com o gol veio o apelido, que depois tornou-se uma das canções de maior sucesso no país, composta por Jorge Benjor.

    Pelo Flamengo, “Fio Maravilha” marcou 44 gols em 167 jogos e conquistou dois Campeonatos Cariocas: 1965 e 1972.

    Domingos da Guia, o “Divino Mestre”.

    domingos da guia flamengo
    O Divino Mestre

    O terceiro personagem da canção é Domingos da Guia. Ele foi revelado pelo Bangu e sua ligação com o Alvirrubro é tão grande que seu nome é citado no hino do clube. Além de vestir camisas tradicionais do futebol brasileiro e sul-americano, Domingos foi referência para os zagueiros, sendo inclusive considerado por muitos como o melhor da história na posição. Quando foi contratado pelo Nacional de Montevidéu, os torcedores se revoltaram alegando que não precisavam de um zagueiro, pois já tinha Nasazzi, campeão sul-americano, olímpico e mundial com o Uruguai. Mas quando Domingos saiu e retornou ao Brasil, os uruguaios disseram que só aprenderam o verdadeiro significado da palavra “zagueiro” após a passagem do craque pelo país. Foi no Uruguai que ele ganhou o apelido de “Divino Mestre”.

    Domingos era conhecido por sair driblando os atacantes adversários dentro de sua área. Apesar do risco, sempre executou com perfeição e a jogada ficou marcada como “Domingada”. No quesito marcação, ele era impecável.

    Veja também: A conquista do Carioca de 27: o vilão Orlando Penaforte contra o ídolo Moderato, recém-operado de apendicite

    Pelo Flamengo, Domingos disputou 223 partidas e foi tricampeão carioca. No bicampeonato estadual em 1942 e 1943, a defesa rubro-negra foi menos vazada nas duas edições do torneio. O zagueiro é considerado por muitos como um dos quatro maiores ídolos do clube da Gávea.

    Vestindo a camisa da seleção brasileira, Domingos da Guia conquistou o título da Copa Roca de 1945 e disputou apenas a Copa do Mundo de 1938 (sendo inclusive eleito o melhor da posição no torneio), devido à II Guerra Mundial, que impossibilitou o Mundial na década de 40. Ele detém um recorde que perdura até hoje: Domingos foi titular da seleção de 1932 a 1945. Jamais nenhum outro zagueiro conseguiu superar a marca.

    Domingos da Guia encerrou sua carreira jogando pelo clube que o revelou e contra o Flamengo. O Bangu venceu por 2 a 1 e conquistou a Taça Euvaldo Lodi, em 1950. A partida marcou o último ato do “Divino Mestre”.

    Zizinho, o maior antes de Zico

    zizinho flamengo
    Inspiração de Pelé e o maior antes de Zico

    Tomás Soares da Silva tentou ingressar no futebol pelo America do Rio, mas logo de cara foi reprovado por ser franzino. O Mecão era o clube do coração dele. Mas quem diria que pouco depois, outras cores fariam o jovem meio-campista tornar-se um dos maiores da história do futebol brasileiro.

    E a história de Zizinho começa com uma “troca de bastão”. Em um treino na Gávea, Leônidas da Silva sofreu uma contusão e teve que deixar o coletivo. Foi então que o técnico Flávio Costa decidiu chamar um garoto para substituir o “Diamante Negro”. A atuação chamou a atenção de todos e no final, Zizinho ouviu a frase “corte o cabelo e volte amanhã”. Ele voltou, e foi integrado ao time principal, onde assumiu uma vaga na equipe. Começava ali uma trajetória de glórias e conquistas que duraria 11 anos.

    No time que ainda tinha Domingos da Guia, Biguá, Valido, Perácio e Pirilo, Zizinho conduziu o Flamengo ao título do Carioca de 1942. O esquadrão rubro-negro venceu 20 dos 27 jogos que fez naquele estadual. Terminou com o melhor ataque (87 gols) e a melhor defesa (29 gols). Zizinho marcou onze vezes e foi um dos destaques da equipe. No ano seguinte, ele foi convertido no primeiro meio-campista clássico do futebol brasileiro. O clube da Gávea levou o título carioca mais uma vez, com direito a goleadas expressivas, sobre o Vasco (6 a 2), Botafogo (4 a 0) e Bangu (5 a 0).

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    Em 1944, Zizinho entrou para a história do Flamengo por fazer parte do time que conquistou o primeiro tricampeonato carioca. No clube da Gávea, ele era ídolo e celebridade, sendo um dos mais admirados da época não só pelos companheiros, mas também pelos adversários. Pena que sua saída do Rubro-Negro tenha sido de forma tão desagradável. Zizinho foi vendido ao Bangu sem o seu conhecimento. A negociação foi tramada entre os presidentes dos dois clubes, sem a consciência do craque. Dario de Melo Pinto teria dito em um jantar com Guilherme da Silveira Filho que “não existia jogador inegociável”. O magnata do Bangu fez a proposta e a transação foi concluída por 800 mil cruzeiros, uma fortuna na época.

    Além da famosa passagem pelo Flamengo, Zizinho também ficou marcado por vestir a camisa da seleção brasileira. Ele conquistou o título Sul-Americano de 1949 e comandou o Brasil à final da Copa do Mundo de 1950. A derrota para o Uruguai na decisão, diante de 200 mil pessoas no Maracanã, marcou sua carreira. Ele ainda foi escolhido o melhor jogador daquele Mundial, mas jamais esquecera o revés histórico. Ainda assim, Zizinho foi inspiração para o Rei do Futebol: Pelé.

    Ao todo, o mestre Ziza marcou 145 gols em 318 jogos pelo Rubro-Negro.

    Marcos Cortez, o Pavão

    pavão flamengo
    Pavão

    Eternizado em música e zagueiro do segundo tricampeonato carioca e do esquadrão que desfilou pela Europa na década de 50, Marcos Cortez estreou pelo Flamengo na vitória por 4 a 2 sobre o São Paulo, pelo Torneio Rio-São Paulo de 1951. Seu primeiro gol saiu dois meses depois do primeiro jogo, no amistoso contra o Sundvall, da Suécia. Pavão se tornaria um dos pilares do time que ainda teria jogadores como o goleiro García, Joel, Rubens, Índio, Biguá e Dequinha.

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    O Flamengo dominou o futebol carioca em 1953, 1954 e 1955. O segundo tricampeonato estadual consagrou Pavão, que também foi importante na conquista do bicampeonato do Torneio Internacional do Rio de Janeiro, derrotando Deportivo La Coruña, da Espanha, e o Fluminense no título de 1954 e os argentinos Racing e Independiente em 1955.

    No Fla, Marcos Cortez fez 348 jogos, entre 1951 e 1958, obtendo 222 vitórias, 67 empates e sofrendo 59 derrotas. Marcou cinco gols. Além de ser citado no samba da Estácio, Pavão também foi homenageado no Samba Rubro-Negro, de Wilson Batista e Jorge de Castro. A música, sucesso entre os torcedores, dizia: “O mais querido/Tem Rubens, Dequinha e Pavão/ Eu já rezei pra São Jorge/ Pro Mengo ser campeão”. Nos anos 80, o cantor e compositor João Nogueira atualizou os versos para “O mais querido/Tem Zico, Adílio e Adão”.

    Érica Lopes, a Gazela Negra

    erica lopes flamengo
    Gazela Negra

    O maior nome do atletismo rubro-negro. É assim que o próprio site do Flamengo descreve Érica Lopes. Ela foi uma velocista que conquistou tudo nas provas de 100 e 200 metros nos anos 1960. O apelido “Gazela Negra” surgiu nos Jogos da Primavera, promovido pelo Jornal dos Sports, de Mário Filho. E o domínio na modalidade no Rio de Janeiro foi absoluto.

    Érica chegou ao Flamengo em 1960, aos 22 anos de idade, após destacar-se por clubes no Rio Grande do Sul. Logo tornou-se um verdadeiro fenômeno no Rubro-Negro. A Gazela Negra foi responsável por conquistar para a Gávea vários Campeonatos Estaduais e títulos do Troféu Brasil de atletismo. “Fui campeã carioca desde que cheguei. A primeira coisa que eu quis saber quando cheguei aqui eram os recordes femininos que tinham, porque eu queria bater todos. E bati”, disse ela em entrevista à TVFLA em 2013.

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    Na mesma entrevista à TVFLA, Érica revelou que chegou a defender o Flamengo nas pistas, no dia do enterro de sua irmã. Ela disse que mesmo com a morte de sua irmã, sonhava em ganhar o título do Troféu Brasil. Ela contou que estava triste, chorando, mas venceu todas as provas e conquistou o campeonato.

    Ídolos fazem história, marcam época, são admirados e exaltados. Os seis engrandeceram o clube, foram homenageados e trazem à tona memórias gloriosas.

    “Diamante Negro, Fio Maravilha, Domingos da Guia, Zizinho e Pavão. Gazela Negra, corre o tempo no olhar”.

    O Flamengo agradece.

    Letra

    O céu rasgou
    Na noite que reluzia
    Um show de estrelas
    Brilhou nos olhos
    De um novo dia
    A poesia
    Enfeitada de luar
    Encantou o Estácio (ó paixão)
    Paixão que arde sem parar

    É mengo tengo
    No meu quengo é só Flamengo
    Uh! Tererê
    Sou Flamengo até morrer

    Seis jovens remadores
    Fundam o grupo de regatas
    Campeão o seu destino (ô)
    É ganhar em terra e mar
    Fazendo sol
    Pode queimar, pode chover
    Vou ver Fla-Flu
    Fla-Vas vou ver
    Diamante negro, Fio Maravilha
    Domingos da Guia, Zizinho, Pavão
    Gazela negra
    Corre o tempo no olhar
    Será que você lembra
    Como eu lembro o mundial
    Que o Zico foi buscar
    Só amor
    Na alegria e na dor (ô ô)
    Parabéns dessa galera
    Cem anos de primavera

    Cobra coral
    Papagaio vintém
    Vesti rubro-negro
    Não tem pra ninguém

    Composição: Adilson Torres / Caruso / David Correa / Deo

    Veja o desfile

  • Miguel Ángel destrincha Flamengo e revela ligação rubro-negra

    Adversário do Flamengo desta quinta-feira (17), técnico do Independiente Del Valle analisou as mudanças do Mais Querido

    Flamengo e Independiente Del Valle voltam a se enfrentar nesta quinta-feira (17), pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Conmebol Libertadores. Será a terceira vez que as equipes vão medir forças na temporada, porém teremos um duelo inédito de Miguel Ángel Ramirez com Domènec Torrent. Em entrevista coletiva, o treinador do clube equatoriano comparou o Rubro-Negro de Jesus com o do catalão.

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    Individualmente são igualmente perigosos, pouco mudou. No nível coletivo, sim, mudou bastante. Estão respeitando mais o posicionamento e defensivamente também estão mais diferentes. Eles precisam de tempo para assimilar”.

    Após a saída de Mister do Mais Querido, Ramirez revelou que recebeu uma ligação do Fla: ”Vou ser franco, sim [houve conversas]”, disse o técnico do Del Valle, sem dar maiores detalhes.

    História do confronto

    Flamengo e Independiente Del Valle só se enfrentaram duas vezes na história. Brasileiros e equatorianos fizeram a final da Recopa Sul-Americana deste ano, e o Rubro-Negro sagrou-se campeão.

    Ind. Del Valle 2 x 2 Fla – Recopa 2020

    Fla 3 x 0 Ind. Del Valle – Recopa 2020

    Provável escalação do Flamengo

    Cesar; Isla, Gustavo Henrique, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Arão, Gerson e Arrascaeta; Everton Ribeiro, Bruno Henrique* e Gabigol.

    A equipe equatoriana terá os desfalques de Gabriel Torres, Cristian Pellerano e Moisés Caicedo. Alan Franco, contratado pelo Atlético-MG, também está fora.

    Provável escalação do Del Valle

    Jorge Pinos; Angelo Preciado, Richard Schunke, Pablo Alvarado, Anthony Landázuri; Braian Rivero, Christian Ortiz, Faravelli, Fernando Guerrero, Jacob Murillo; Edson Montaño.

    Arbitragem

    Árbitro: Wilmar Roldan-COL

    Transmissão

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    Créditos de imagem destacada: Divulgação