João Fernando garantiu empate sem gols na primeira etapa do jogo entre Flamengo e Palmeiras após defender duas penalidades máximas
Nos primeiros 45 minutos do duelo entre Flamengo e Palmeiras na Gávea, válido pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro Sub-20, o grande destaque foi sem dúvidas João Fernando. O goleiro do Mengão brilhou e pegou os dois pênaltis anotados a favor do Palmeiras, e garantiu que as redes rubro-negras não fossem balançadas na primeira etapa.
Intervalo na Gávea: Flamengo e Palmeiras empatam em 0 a 0 e o destaque absoluto do jogo é o goleiro João Fernando, do time da casa. Pegou duas penalidades batidas por Vanderlan e Caio Cunha, respectivamente. Gabriel Barros e Lázaro bem controlados pela defesa verde até aqui? pic.twitter.com/AOr8ch9GYZ
Aos 28 minutos, o árbitro sinalizou a marcação após suposta falta do zagueiro Otavio. João defendeu a penalidade máxima cobrada por Vanderlan, zagueiro alviverde. Dez minutos depois, nova falta do camisa 4 na área. O Palmeiras trocou o batedor, mas não mudou a história: Caio Cunha cobrou e o goleiro do Flamengo defendeu seu segundo pênalti da tarde.
O Flamengo entrou em campo com: João Fernando, Richard, Diego, Otávio e Pablo; Matheus Alves, Daniel Cabral e Yuri; Lázaro, Gabriel Barros e Ryan Luka. Márcio Torres é o técnico na partida de hoje, já que Maurício Souza foi expulso na goleada contra o Santos.
Ao todo, árbitro de confronto contra o Athletico atuou em três partidas do Flamengo; todas terminaram com vitória do Mais Querido
Nessa quarta-feira (04), o Flamengo encara o Athletico-PR pela partida de volta das oitavas-de-final da Copa do Brasil. Por ter vencido o primeiro jogo pelo placar de 1 a 0, o clube carioca precisa apenas de um empate para seguir adiante no torneio. E se você é daqueles supersticiosos, que se agarram em qualquer detalhe para ter boas expectativas, um fato relacionado ao árbitro do cotejo pode te animar.
Em campo para comandar a equipe de arbitragem estará Rodrigo D’Alonso Ferreira, paulista que apita pela Federação Catarinense de Futebol. Exercendo a função desde 2014, somente no ano passado ele debutou em um jogo do Rubro-Negro da Gávea. Na ocasião, em duelo válido pela sétima rodada do Brasileirão, Flamengo e Fortaleza se enfrentaram no estádio do Engenhão. O placar final foi de 2 a 0 a favor dos mandantes.
Rodrigo D’Alonso apitará um jogo entre Flamengo x Athletico-PR pela segunda vez no ano.
Árbitro irá apitar seu segundo jogo entre Flamengo x Athletico na temporada
Assim como na sua estreia em jogos do Fla, os outros dois em que Rodrigo atuou terminaram com triunfos flamenguistas. Na terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 2020, o Flamengo visitou o Coritiba, no estádio Couto Pereira. A partida, que foi vencida pelo time de Domenec Torrent por 1 a 0, representou a primeira vitória do clube na competição.
Já na 13ª rodada, foi a vez do juiz catarinense ter uma prévia do que ele irá encarar na noite dessa quarta-feira. Afinal, ele esteve no gramado do Maracanã para mediar o jogo entre Flamengo x Athletico-PR. Apesar dos três pontos terem sido conquistados pelo atual campeão brasileiro, um lance polêmico marcou a partida.
Aos 22 minutos da primeira etapa, após infiltração de Carlos Eduardo na área do Flamengo, Gabriel Noga deu o bote. Rodrigo D’Alonso, sem pestanejar, assinalou penalidade máxima a favor dos paranaenses. Porém, com o auxílio do VAR, o paulista voltou atrás na sua decisão e decidiu conceder apenas uma cobrança de falta ao Furacão.
No segundo tempo, foi a vez do Mais Querido ter um pênalti marcado para si. Depois de tentativa de cruzamento, a bola pegou no braço aberto de Léo Gomes dentro da área. Bruno Henrique foi para a batida e, naquele instante, aumentou a vantagem flamenguista para 2 a 0.
Além da invencibilidade do Flamengo em jogos arbitrados por Rodrigo, o clube carioca também recebeu menos cartões que seus adversários nessas ocasiões. Foram sete cartões amarelos para atletas do Flamengo, contra nove mostrados para os oponentes. Dois desses cartões, inclusive, se transformaram em um vermelho. Tal lance ocorreu no jogo do Couto Pereira, citado acima, em que Renê Júnior foi o jogador a ser expulso.
Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Agência Palmeiras/Divulgação
Como toda decisão o jogo foi nervoso. As quase 170 mil pessoas que estiveram no Maracanã quase viram Zico abrir o placar logo aos seis minutos
BIOGRAFIA RUBRO-NEGRA – CAPÍTULO 10 :: Por Gustavo Roman –
Um sorteio apontou a ordem das partidas. Flamengo e América jogariam primeiro. Com o Vasco enfrentando o perdedor na segunda rodada e o vencedor na última. Doval, sentindo uma lesão na coxa, dificilmente teria condições de estar em campo. Para surpresa de todos o argentino se recuperou e garantiu sua escalação.
Resguardado pelo que havia acontecido na partida anterior o América se fechou na defesa. Assim, o Fla teve amplo domínio das ações no primeiro tempo. Tanto é que o goleiro Rogério fez pelo menos três defesas importantes em finalizações de Doval, Zico e Paulinho.
De tanto insistir o Rubro-Negro acabou chegando lá. Aos 20 minutos do segundo tempo, Paulinho cobrou escanteio da direita. Jayme aproveitou o cochilo da zaga e estufou as redes. Aos 31, veio um gol de gênio do jovem Júnior. Quase do meio de campo ele percebeu o goleiro Rogério adiantado. Não teve dúvidas. Rematou dali mesmo e encobriu o goleiro.
Aos 39, Manoel tabelou com Luisinho e descontou. O América ainda tentou na base do desespero chegar ao empate. Porém, o Flamengo resistiu e se colocou em ótima situação para se sagrar campeão carioca.
A situação ficou ainda melhor. Na quarta-feira o Vasco empatou com o América em 2 a 2. Dessa forma bastava ao Flamengo empatar o jogo de domingo para dar a volta olímpica.
Como toda decisão o jogo foi nervoso. As quase 170 mil pessoas que estiveram no Maracanã quase viram Zico abrir o placar logo aos seis minutos. Ele driblou Miguel e Andrada e tocou. Alfinete salvou em cima da linha.
O Vasco melhorou. Roberto, de falta, obrigou Renato a fazer grande defesa. Aos 30, Luís Carlos subiu sozinho e quase marcou o gol vascaíno. Logo depois, Roberto ajeitou para Galdino mandar uma bomba. Renato de novo salvou o Fla. No último lance perigoso da etapa inicial Jaime perdeu a bola para Roberto. Dinamite tocou para Luís Carlos bateu e Renato defendeu.
O Flamengo voltou melhor para o segundo tempo. Pelo menos em termos de organização defensiva. Tanto é que não permitiu ao Vasco nenhuma oportunidade nos primeiros 20 minutos. A melhor delas foi desperdiçada por Jair Pereira, que recebeu de Bill e sozinho finalizou para fora. Renato ainda fez boa intervenção em tiro de Bill. E Andrada salvou chute de Rodrigues Neto. Na sobra, Ivanir mandou pela linha de fundo.
No fim, no ritmo dos gritos da arquibancada o Flamengo segurou o 0 a 0 e sagrou-se campeão carioca de 1974. Nas entrevistas, os jogadores dedicavam a conquista ao técnico Joubert. O ano terminava de forma promissora. Um time jovem e vencedor. A expectativa para 1975 era grande.
Flamengo terá apenas o duelo com o Santos na Rede Globo, além do Clássico com o Botafogo no Premiere.
A CBF divulgou na noite desta terça (3) a tabela detalhada das rodadas 23 a 25 do Campeonato Brasileiro 2020. Além das datas, horários e as transmissões pela TV das partidas, a entidade adiou a partida Grêmio x Flamengo para uma data ainda sem definição. O Rubro-Negro terá apenas o duelo com o Santos na Rede Globo, além do Clássico com o Botafogo no Premiere.
As três rodadas detalhadas trouxe também todos os jogos que serão exibidos pela TV Globo, de SporTV, Turner (TNT) e Premiere, os canais detentores dos direitos de transmissão do Brasileirão. O clássico com o Botafogo, no dia 5 de dezembro, às 17h, válido pela 24ª rodada, terá transmissão exclusiva do Premiere.
Já o confronto marcado para o dia 13 de dezembro, Flamengo x Santos, às 16h na 25ª rodada, será o único com transmissão em TV aberta pela Rede Globo. De acordo com a tabela divulgada, a emissora vai exibir ao todo seis partidas dos clubes da Série A neste período. Por outro lado, a Turner escolheu quatro jogos para exibição no canal TNT.
A partida entre Grêmio x Flamengo, que aconteceria na 23ª rodada, na Arena do Grêmio, foi adiada e ainda não tem data definida.
Jornal aponta que novo preparador físico do Flamengo exagerou no trabalho de transição com Rodrigo Caio
Sem jogar pelo Flamengo desde o dia 22 de setembro, quando o Rubro-Negro venceu o Barcelona de Guayaquil pela Copa Conmebol Libertadores, o zagueiro Rodrigo Caio acumulou neste período duas lesões. Após ser convocado por Tite para o início das Eliminatórias da Copa do Mundo contra Bolívia e Peru, o defensor retornou ao clube com uma série de problemas.
Logo na sua representação, Caio apresentou um edema ósseo e se afastou dos gramados. Quando estava na reta final de sua recuperação, surge uma nova dor de cabeça. Uma lesão na panturrilha foi constatada e Rodrigo precisará de, no mínimo, duas semanas de tratamento. O motivo deste problema na panturrilha não caiu bem no Flamengo.
De acordo com o jornal O Globo, o novo preparador físico, Rafael Winick, foi apontado como o responsável por exagerar nos trabalhos de transição com o zagueiro. Caio foi novamente convocado para a Seleção Brasileira, porém por sua lesão, foi cortado. Todo o staff médico e de preparação física do Flamengo vem sendo bastante questionados pela torcida, já que além do defensor, Gabigol, Arrascaeta, Diego e Pedro Rocha desfalcam o elenco de Domènec Torrent com frequência.
Gabigol
Desde o início da semana, Gabigol seguiu o processo gradual de recuperação e, em fase de transição (do departamento médico para o gramado), fez parte da atividade – aquecimento – junto ao grupo. Ainda há uma ligeira expectativa para que volte a jogar contra o Atlético-MG, no próximo domingo.
Arrascaeta
Mesmo com uma carga leve e acompanhado de perto por fisioterapeutas, o uruguaio está treinando com o grupo.
Diego
Assim como Rodrigo Caio, o camisa 10 ainda está um passo atrás em sua lesão muscular, e faz tratamento na parte interna do CT.
Pedro Rocha é quem mais alimenta esperança de voltar a ser relacionado. O atleta deve ser convocado por Domènec para enfrentar o Athletico-PR pela partida de volta das oitavas de finais da Copa do Brasil, desta quarta-feira (04). A bola rola às 21h30 – horário de Brasília, no Maracanã.
Janela de transferências para registro de contratações vindas de fora fecha em cinco dias, e Flamengo ainda não se mexeu
O futebol brasileiro vive uma contagem regressiva nesta semana. Faltam apenas cinco dias para o fechamento da janela de transferências no país para registro de contratações internacionais. Até o momento, o Flamengo não contratou nenhum jogador, e a tendência é que continue com o mesmo elenco até o término da temporada.
Em entrevista recente, o próprio técnico Domènec Torrent revelou que trazer reforços por trazer, promoveria os garotos da base aos profissionais: ”Agora estamos focados no elenco que temos. O que tiver que falar eu falarei com o Bruno e o Braz sobre isso. Temos jogadores muito importantes na base. Não vamos contratar um jogador se não for muito melhor dos que temos agora”.
Nas redes sociais, torcedores do Flamengo reclamam pedindo contratações para o setor de meio campo e defesa. Na visão de muitos rubro-negros, a equipe não tem nenhum reserva para a posição de Arrascaeta e Everton Ribeiro, e quando ambos não podem jogar, falta criatividade ao time no campo. Após a chegada de Isla e alguns bons jogos de Matheuzinho e João Lucas, a lateral-direita deixou de ser uma dor de cabeça para a torcida, mas a irregularidade e frequentes lesões dos jovens fez novamente vários movimentos na web surgirem pela chegada de mais um lateral.
No miolo de zaga, as reclamações chegaram a diminuir após Natan e Noga serem integrados ao elenco profissional, porém com a insegurança de Léo Pereira e Gustavo Henrique, membros da torcida chegaram a cogitar até trazer o Dedé, zagueiro do Cruzeiro que está tratando sua lesão com o departamento médico do Mais Querido.
Com o mesmo elenco desde o início da temporada, o Fla volta a campo nesta quarta (4) para enfrentar o Athletico-PR pela partida de volta das oitavas de finais da Copa do Brasil. Por ter vencido na ida por 1 a 0 na Arena da Baixada, um empate no Maracanã serve para o Mengo avançar de fase.
Antes o time a ser batido, Flamengo viveu revoluções ao longo do campeonato que tiraram seu favoritismo e o tornaram apenas mais um candidato ao título
O primeiro turno do Campeonato Brasileiro chegou ao fim para o Flamengo bem diferente do que se imaginava antes do seu início. Se durante o trajeto foram semanas de problemas, surto de Covid e até muitas dúvidas sobre o trabalho, a única certeza agora é que o atual campeão não é mais imbatível. O time que parecia novamente repetir marcas histórias ficou para trás, trazendo a incerteza sobre até onde pode chegar. E uma juventude que pode ser o caminho para o sucesso.
Um recomeço inesperado e muitas desconfianças
Fotos: Flamengo / NYC (Divulgação)
Era final de julho, duas semanas antes do início do Brasileirão. Pouco mais de um mês após renovar seu contrato por mais um ano, o então técnico Jorge Jesus anunciou que estava de saída. Na verdade, retornando. Para Portugal, o seu Benfica. A notícia, além do mais frustrante momento para a torcida rubro-negra no ano, foi o divisor de águas na temporada 2020 do Flamengo. Era o fim ou a chance para os rivais?
Sem o seu grande guru, o clube foi novamente à Europa buscar um novo. Depois das recusas de outros portugueses como Leonardo Jardim e Carlos Carvalhal, apostou continuar em “outro patamar”, mas agora com grife vencedora: Domènec Torrent, ex-auxiliar do campeoníssimo Pep Guardiola. Um choque tático. Se o ex-treinador gostava de mudanças de posicionamento e jogo mais pelos lados, o novo do jogo posicional, com faixas do campo sendo exploradas de acordo com as movimentações adversárias.
O primeiro grande teste, por coincidência do destino, foi o Atlético-MG de Jorge Sampaoli, grande rival do Rubro-Negro na temporada passada. Após a derrota por 1 a 0 em pleno Maracanã, percebia-se ali que muita coisa estava em transição. E não era apenas o estádio vazio, longe da sua tradicional e fundamental torcida apaixonada. Os resultados provaram isso, conquistando apenas 15 dos 27 pontos em casa.
Ainda tentando assimilar a saída de Jesus, os torcedores tiveram outro choque: o xodó e irreverente lateral direito Rafinha, que mais encarnava o “flamenguismo”, também estava indo embora. A ficha começava a cair, tudo estava mudando. Até o time. Derrotado de forma acachapante para o Atlético-GO por 3 a 0, novamente as dúvidas e os questionamentos sobre o novo treinador desabavam em formas de críticas. Nem mesmo a chegada de Maurício Isla, jogador que manteria o nível do setor, foi capaz de amenizar o clima de incertezas.
Enquanto oscilava no campeonato, alternando vitórias magras por 1 a 0 sobre Santos e Coritiba e empates com sabores amargos contra Grêmio e Botafogo, ambos por 1 a 1, Domènec ficava de costas para a parede entre suas ideias bem diferentes do antecessor e manter o que deu certo. “Tá mal, Arão” voltou a ser ouvido. O trio de ataque mortal ficou normal. Ou melhor, nem trio mais era. Apenas um dueto e onde o Bruno Henrique parou de fazer gols. “Hoje tem gol do Gabigol”, mas apenas em penais nos finais das partidas.
Ainda sem o apoio esperado, então veio o rodízio. E mais críticas. Principalmente na imprensa, acostumada a afagar amigos treinadores. O time que antes atropelava adversários, agora parecia mais “comum” que de costume. Internacional e Atlético-MG agradeceram e saltaram à frente de todos. À essa altura, o Rubro-Negro estava em oitavo lugar. Jornalistas e torcedores cravavam: O Flamengo está fora da disputa.
“Outro patamar” ficou no passado, crias do Ninho a direção pro futuro
Isso até pegar o Bahia e impor seu jogo. Seria o 5 a 2 um acaso ou o Flamengo estava de volta aos trilhos para renovação do título? As vitórias sobre Fortaleza e Fluminense, ambas por 2 a 1, pareciam provar que sim. E não só elas, mas também novos importantes nomes protagonistas, como Thiago Maia e Pedro, com gols. Muitos gols.
“O Pedro fede a gol”, diziam as redes sociais. O atacante colocou até mesmo Gabigol no banco para a rotação de plantel. Mais críticas da imprensa. E um registro furioso do atacante olhando para Dome. Viralizou. Só que agora com vitórias. E Arrascaeta em nova função, deixando de ser apenas goleador para ser o clássico camisa 10 que tanto pedem no futebol brasileiro.
Porém, a pandemia que atrasou o calendário em quatro meses e um dos motivos para a saída de Jorge Jesus, segundo ele próprio, foi o adversário impossível de vencer. Foram 23 casos no clube, entre elenco e dirigentes. Nem mesmo a comissão técnica saiu ilesa. Derrota fora do campo e dentro dele. Para o Ceará e depois a goleada que quase custou o cargo a Domènec, pela Libertadores, para o Independiente del Valle por 5 a 0.
O duelo tão esperado contra o Palmeiras, rival que nos últimos anos dividiu a hegemonia nacional, poderia não acontecer. Saíram os jogadores, entraram os advogados. O festival de liminar agiu rápido e garantiu a partida. Contra a vontade da direção rubro-negra. Até a CBF se posicionou contra o clube. Mas como jogar com apenas quatro titulares? Era o começo da maratona de oito jogos em 20 dias. Seriam vários W.O.?
Não. Seria a segunda virada rubro-negra na temporada. Chegava a vez dos meninos que durante anos eram preparados para o profissional. Por total necessidade, nomes como Hugo Souza (ou Neneca), Natan, Ramón, Otávio e outros saíram do anonimato para um empate em 1 a 1 com cara de vitória, dentro do Allianz Parque, contra o completo time de Vanderlei Luxemburgo. A juventude, com o fôlego que lhe é peculiar, oxigenou não apenas o Flamengo, mas todos os demais jogos.
Com até menos de 50 horas de descanso, a jovem equipe foi a base do novo momento no Campeonato Brasileiro. Oito jogos de invencibilidade e cinco vitórias, inclusive dentro da casa do maior rival, Vasco da Gama, e uma goleada histórica sobre o Corinthians, em plena Neo Quimica Arena. Galo e Colorado tropeçavam. Era a vez deles experimentando maus momentos no Brasileirão. E não paravam de surgir novos talentos do Ninho do Urubu: Natan, Noga, Matheuzinho…
Hugo Souza, que até meados de setembro era quase desconhecido e apenas o quarto goleiro, virou titular e principal referência defensiva de uma equipe com muitos problemas no setor. Se Diego Alves permanecia fora por uma crônica lesão no ombro e a arrastada negociação para renovar o contrato, o jovem de 21 anos e 1,96m se tornava um gigante. Bem como o Flamengo, agora novamente no G4 e assustando com sua força de um elenco que parecia inesgotável.
Enquanto alguns ganhavam os holofotes das boas partidas, outros continuavam sob a sombra da desconfiança. Michael, Léo Pereira e Gustavo Henrique, contratações mais caras para 2020, não agradavam torcida e imprensa. Bem como Vitinho, que apesar de oscilar, como o Flamengo, continuava sendo mais incerteza que titular. Pedro Rocha, emprestado como reforço, nem relacionado era mais após semanas lesionado.
Até que veio a última rodada do primeiro turno. E a possibilidade da liderança nas mãos em caso de vitória, após Internacional e Atlético-MG perderem pontos importantes. Mas quando tudo parecia estar novamente se encaixando, o baque de mais uma derrota: 4 a 1 para o São Paulo, que até então apresentava mais dúvidas que futebol em 2020. Outra goleada. A terceira de Domènec. A defesa em xeque, seu trabalho de novo questionado e fúria da torcida.
Entretanto, o que virá após o fim da primeira metade do Brasileirão? O Flamengo viveu diversos campeonatos desde agosto. Um novo time, um novo esquema, um novo rótulo e agora um novo turno para se provar. Com tantas incertezas, a única afirmativa é que o campeão não é mais tão imbatível.
NÚMEROS E ESTATÍSTICAS DO FLAMENGO NO PRIMEIRO TURNO
Campanha: Vice-líder com 35 pontos (19 jogos, 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas)
Gols pró: 33 (melhor ataque)
Gols contra: 25
Campanha como mandante: 10ª colocado com 15 pontos (9 jogos, 4 vitórias, 3 empates e duas derrotas)
Campanha como visitante: Líder com 20 pontos (10 jogos, 6 vitórias, 2 empates e duas derrotas)
Artilheiro: Pedro – 10 gols
Assistência: Bruno Henrique e Isla – 4 passes para gol
Ainda há quem diga que “a Copa Intercontinental de Clubes não é Mundial”. O formato foi extinto após a edição de 2004 é até hoje fomenta muita discussão e polêmica. Neste artigo apresento os argumentos que vão mostrar sem deixar dúvida que a extinta Copa Intercontinental pode e deve ser considerada um título mundial.
Alguns fazem questão de exigir reconhecimento oficial da FIFA. Pois bem, isso já foi feito em 2017. Vale deixar claro que apenas o Intercontinental estava na pauta, ao contrário de torneios amistosos como a Copa Rio, sequer cogitados.
Nem entro no mérito do nível da Copa Rio, que só durou dois anos. O fato é que se tratava de um encontro amistoso, sem critério técnico definido para os participantes, que muitas vezes rejeitavam o convite para disputar outros torneios similares (e muitas vezes mais fortes).
“Ah, mas não vi uma matéria no site da FIFA sobre esse reconhecimento!”
“Ah, mas o tweet da FIFA disse que a participação do Flamengo no Mundial 2019 foi a primeira”. Mera questão de retórica. A FIFA reconheceu os campeões do Intercontinental como campeões mundiais, mas seguirá chamando o torneio de Copa Intercontinental.
FIFA afirma em tweet que Flamengo vai disputar seu primeiro Mundial de Clubes em 2019
Pra ser chamado de #ClubWC, só o torneio deles (o de 2000 + o disputado desde 2005 até hoje). Até por isso, os pentelhos que exigem a lista de campeões no site da FIFA nunca terão isso. Faz sentido, afinal eram torneios diferentes mesmo.
Outros dizem que os brasileiros que venceram em Tóquio assim o fizeram pois os europeus “não ligavam” ou “não valorizavam” o Intercontinental. Sim e não. Nem sempre. Há vários exemplos (atuais inclusive).
Esse é o Milan, em 1999, apresentando Shevchenko, que mais tarde marcaria 180 gols pelo rossonero. Atrás dele, em destaque, os três Mundiais do clube (o 4º viria em 2007). Quem já visitou o San Siro, sabe que a fachada do estádio exalta os títulos de Inter e Milan.
Shevichenko apresentado no Milan com as taças dos Mundiais ao fundo. Foto: Milan
Recentemente, o zagueiro Léo Duarte foi apresentado no Milan e lá estavam os quatro mundiais dos rubro-negros italianos, à esquerda da taça gigante da Champions. Fosse um torneio amistoso, certamente estaria no enorme almoxarifado milanês.
Leo Duarte posa no museu do Milan: italianos possuem quatro Mundiais. Foto: Divulgação / Milan
Este é o Estádio do Dragão, casa do Porto bicampeão europeu e mundial (87/04). Mas resolveram reservar a principal área de seu museu para retratar as finais contra Peñarol e Once Caldas.
Em 74, o Atlético de Madri venceu o Mundial contra o Independiente. O Bayern, campeão europeu, se recusou a disputar, com medo da violência ocorrida em duelos anteriores, principalmente em 69 (ainda eram jogos de ida e volta). É considerada a maior conquista colchonera.
Atlético de Madrid: campeão pela desistência do Bayern
Ryan Giggs em ação no Manchester United: bicampeão mundial. Foto: Divulgação/MU
O @f_delaurentiis destacou o museu do Real Madrid, que também tem um espaço reservado pros troféus do Intercontinental.
Os troféus da Copa Intercontinental/Mundial de Clubes têm grande destaque no museu do @realmadrid. Essa foi vencida em 2002, sobre o Olimpia-PAR (poderia ter sido o São Caetano!) pic.twitter.com/eFtyzLzTJH
O Liverpool perdeu as duas Intercontinental que disputaram (Flamengo em 81 e Independiente em 84), mais a final de 05 pro São Paulo, mas rapidamente atualizou sua parede em Anfield depois da final desse ano.
Liverpool também ostenta sua conquista mundial. Foto: Divulgação
Tem outras coisas óbvias, como o fato dos europeus nunca terem mandado reservas pro Japão. Destaco também a comemoração efusiva do Barcelona em 2009 (já no formato atual), quando conquistaram o mundo pela primeira vez ao parirem uma bigorna contra o Estudiantes, e por aí vai.
“Era Copa Toyota!” Não precisa de muito esforço pra se ligar que esse era o nome do troféu adicional que a patrocinadora do torneio oferecia ao campeão. Bem como a Bridgestone oferece um prato para o campeão da Libertadores e ninguém chama a Copa de “Taça Pneu”.
Há também a corrente do “Intercontinental não tinha times de todos os continentes, logo não era Mundial”. Bom, a Copa do Mundo de seleções também nem sempre contou com representantes de todos os continentes. Somente três Mundiais tiveram seleções de todas as confederações: 74/82/06.
Pra vocês terem ideia, a primeira Copa do Mundo, em 1930, teve 13 seleções, sendo 7 da América do Sul, 4 europeias e duas da América do Norte. África? Ásia? Oceania? E ninguém nunca teve a pachorra de questionar o título celeste.
E finalmente, o que acredito ser o principal motivo de alguns torcedores brasileiros insistirem em desvalorizar o Intercontinental: NÃO CONSEGUIRAM GANHAR UM. ??♂️
Parabéns aos campeões mundiais pela Copa Intercontinental: Santos, Flamengo, Grêmio e São Paulo. ???
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação
Segundo Guardiola, ambos trocam mensagens sobre o trabalho mas o assunto é sobre a falta de tempo para trabalhar
Pep Guardiola revelou nesta terça-feira (3) que mantém contato com o treinador do Flamengo, Doménec Torrent. Segundo afirmou em entrevista ao Esporte Interativo, ambos trocam mensagens sobre o trabalho mas o assunto é sobre a falta de tempo para trabalhar e apenas recuperação de jogadores. A declaração foi feita após a vitória do do Manchester City sobre o Olympiacos, do ex-lateral rubro-negro Rafinha, por 3 a 0.
De acordo com Guardiola, ele tem acompanhado alguns resultados e conversado com Dome. Entretanto, o técnico do Rubro-Negro tem demonstrado bastante desconforto com a falta de tempo para treinar e apenas recuperar jogadores: “Acompanho só os resultados, mas não vi nenhuma partida. Mantemos contato, envio mensagem para ele e nos falamos de vez em quando. Sei que tem conseguido alguns bons resultados, outro dia perdeu em casa, mas temos falado que não há tempo para trabalhar. Não há tempo para melhorar a equipe.”, disse ao Esporte Interativo.
Prosseguindo sobre o que ambos têm conversado, Pep afirmou ainda que confia no trabalho do Domènec e que os problemas do ex-auxiliar são os mesmos que o seu: “Nosso trabalho é sobreviver. A gente seleciona os jogadores e nada mais. Treinador hoje em dia não é treinador, é gerente. Temos pouco tempo para fazer as coisas. É jogo, recuperação, jogo, recuperação. Muito difícil, mas o Dome tem muita qualidade, equipe fez alguns bons resultados.”, declarou.
O Manchester City venceu o Olympiacos por 3 a 0, pela terceira rodada da fase de grupos da UEFA Champions League, nesta terça-feira. O Flamengo de Domènec encara o Athletico-PR nesta quarta-feira (4) pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil.
CBF adia partida do Flamengo Partida contra o Grêmio, válida pela 23ª rodada. Confronto ainda não tem data definida para acontecer
A CBF anunciou que a partida entre Flamengo e Grêmio foi adiada. A partida é válida pela 23ª rodada do Brasileirão e o confronto estava marcado para o dia 28/11, na Arena do Grêmio. Ainda não foi definida uma nova data para o jogo.
A decisão dará ao Flamengo uma rara semana de treinos entre as duas partidas das oitavas de final da Libertadores, contra o Racing (ARG). Desde que chegou ao clube, o técnico Domènec Torrent só conseguiu ter uma semana inteira para treinar uma vez. Mesmo com a maratona de jogos e muitos desfalques, o Rubro-Negro segue como forte candidato aos títulos do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Libertadores.
Nesta quarta-feira, o Flamengo recebe o Athletico-PR no Maracanã no jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. O Mais Querido precisa apenas de um empate para avançar na competição, já que venceu o time paranaense no jogo de ida por 1 a 0.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação/Flamengo