Rogério Ceni desembarca no Rio de Janeiro às 8 da manhã desta terça (10) e comande o treino marcado para às 10h.
Rogério Ceni já comunicou ao elenco do Fortaleza que não é mais técnico da equipe. A informação foi passada na noite desta segunda-feira (9), quando a delegação tricolor desembarcou em Salvador, onde encara o Bahia na quarta, às 18h15. A expectativa é de que o Ceni chegue ao Rio de Janeiro às 8 da manhã desta terça (10) e comande o treino marcado para às 10h.
Rogério comunicou às pessoas próximas de que o Flamengo e o Fortaleza chegaram a um entendimento e ele não era mais treinador do Leão. Durante o jantar, no hotel, Ceni também informou aos atletas de que não estaria mais com eles no próximo jogo. O ex-goleiro passa a noite em Salvador, mas embarca pela manhã para o Rio de Janeiro.
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O novo treinador do Flamengo, ao chegar à cidade, deve assinar contrato, ser anunciado e já treinar a equipe às 10h. Se não houver qualquer imprevisto e a documentação regularizada junto à CBF, Ceni deve estar no banco de reservas contra o clube onde foi ídolo, o São Paulo, às 21h30 da quarta-feira (11), no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
O Flamengo ainda não oficializou a contratação pois aguarda a assinatura das partes para que haja a formalização. Em enquete realizada pelo Mundo Bola no Twitter, a nação elegeu o Rogério Ceni com 41% dos votos como o nome favorito para liderar o time do Flamengo. A votação incluiu ainda os nomes de João de Deus e Ramírez.
*Crédito da imagem destacada: Fortaleza / Fortaleza1918.com.br
Ida de Ceni para o Flamengo irritou torcedores do São Paulo nas redes sociais. Treinador já sabe quando será anunciado
As últimas 24 horas foram bastante movimentadas dentro do Flamengo. Derrota no campo por 4 a 0 para o Atlético-MG, protesto no Aeroporto do Galeão no desembarque dos atletas, demissão do técnico Domènec Torrent, e agora a provável contratação de seu substituto. Trata-se de Rogério Ceni.
Ao longo desta segunda-feira (09), o vice de futebol Marcos Braz e o diretor executivo Bruno Spindel, tiveram a missão de negociar com o técnico que comandava o Fortaleza. Em uma operação de quatro horas, Rogério deu o ”sim” e já tem passagem marcada para o Rio de Janeiro. A expectativa é que Ceni desembarque em solo carioca na manhã desta terça-feira (10), junto com seu auxiliar francês Charles Hembert e o preparador físico, Danilo Augusto.
De acordo com o GE, o Rubro-Negro só irá anunciar após a assinatura de contrato, que terá validade até dezembro de 2021. Nas redes sociais, torcedores do São Paulo estão revoltados com a chegada de Ceni ao Flamengo. Muitos estão frustrados, já que havia uma expectativa muito grande que o profissional fosse técnico do Tricolor na próxima temporada. Confira os tweets.
Treinado por Ceni, a equipe cearense é a melhor defesa do torneio: são apenas 14 gols sofridos. Em comparação, o Fla de Dome é o segundo pior sistema defensivo, sendo vazado 29 vezes na competição. Veja os números.
E essa não é a primeira vez que Rogério é cotado para ser contratado pelo Mais Querido. Assim que Jorge Jesus deixou o Mengo, o nome do profissional foi cogitado por BAP, membro do conselho do futebol e vice de relações externas do Flamengo. Porém, a decisão de Marcos Braz pesou para que Domènec fosse contratado. Já em julho era comum em programas esportivos, o debate que Rogério poderia ser um bom nome para substituir o ”Mister”.
”Eu traria Rogério Ceni, se fosse do Flamengo. Não acredito que o Flamengo vai atrás de um treinador pagando entre 3 e 4 milhões de euros por temporada. O estilo do Rogério Ceni tem uma visão interessante, futebol intenso”, apontou na época o apresentador Benjamin Back, do Fox Sports.
Em dezembro do ano passado, Ceni estava na mira do Athletico Paranaense para substituir Tiago Nunes, que tinha acertado com o Corinthians. No entanto, o treinador renovou seu contrato com o Fortaleza até dezembro desta temporada. Em sua campanha com o clube cearense, levou a equipe à Copa Sul-Americana ao terminar o Campeonato Brasileiro na nona colocação.
Após a demissão do catalão, Flamengo precisa ir imediatamente ao mercado para buscar um novo treinador em um momento crucial da temporada
A demissão de um treinador sempre é um momento complicado. Livre de opiniões pessoais, me baseio sempre na análise e no factual aqui no blog. De início, sempre achei interessante a chegada de um treinador catalão com a mentalidade de Pep Guardiola, e também estava ansioso para ver como seria uma implementação do jogo de posição no Brasil. Pensei, analisei e, por fim, escrevo sobre a demissão de Domènec após pouco mais de três meses no cargo.
A matéria que me trouxe ao Mundo Bola foi falando sobre possíveis opções de técnico para o Flamengo. Lá analisei os trabalhos de Renato Gaúcho, Marcelo Gallardo, Miguel Ángel Ramírez, Gabriel Heinze, Leonardo Jardim e Marco Silva. O nome de Domènec ainda não era cogitado, e analisei o seu time no New York City FC quando já estava no Mundo Bola. Um Flamengo multicampeão em 2019 buscava um substituto para o seu maestro, e achou que o currículo de Domènec Torrent, auxiliar de Pep Guardiola por onze anos, seria algo suficiente para implementar um “futebol ofensivo”, assim como Jorge Jesus havia feito.
Veja mais: Números do Flamengo sob o comando de Domènec Torrent
O conceito de futebol ofensivo é bastante amplo, e pode ser visto de diferentes formas. Simplificando, a diferença seria de mobilidade total com JJ x jogo de posição com Dome. O catalão não teve uma pré-temporada, estreando já na primeira rodada do Brasileirão oito dias após assumir o cargo de treinador, perdendo por 1-0 para o Atlético Mineiro no Maracanã. Em seguida, o Flamengo enfrentou um surto de Covid-19 no elenco, pegou uma maratona de jogos e sofreu algumas goleadas. Ainda assim, Domènec deixa o rubro-negro na 3ª colocação do campeonato.
Contexto é fundamental
O Flamengo quer vencer, e não irá se contentar com outro resultado. No julgamento da diretoria, Domènec aparentemente precisava entregar resultados como Jorge Jesus. Após 26 jogos no comando, o catalão deixou o time nas oitavas da Libertadores, nas quartas da Copa do Brasil e na 3ª colocação do Brasileirão, com apenas um ponto de diferença para o líder. Algumas decisões dentro de campo afetaram a confiança da torcida e da direção, ainda mais após as goleadas de 4-1 para o São Paulo e 4-0 para o Atlético Mineiro.
Mudanças radicais são ainda mais perigosas, e o contexto existente no Flamengo após a saída de Jorge Jesus pareceu ser ignorado. Um estilo de jogo como o de Domènec não será implementado de um dia para o outro, e três meses é muito pouco tempo, ainda mais com todos os problemas enfrentados durante o período. O time enfrentou problemas, e muitos saíram por conta do técnico, que chegou a receber muitas críticas justas. Ainda assim, a melhora de jogadores como Vitinho e Lincoln se devem muito ao trabalho de Dome.
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Quando contratado, Dome recebeu um amparo muito grande da diretoria. Para um treinador sem um grande trabalho no currículo (Torrent só treinou o NYCFC), a confiança pareceu excessiva da diretoria. A contratação parecia ser muito baseada apenas em seu histórico como auxiliar de Pep Guardiola, acreditando que ele iria repetir o trabalho de seu companheiro, mas o seu trabalho curto em Nova York era a menor parte da análise. Além do mais, o quesito “futebol ofensivo” era um motivo importante para a assinatura do contrato, esquecendo da sua total diferença com Jorge Jesus.
Agora, precisando imediatamente de um treinador, o Flamengo parece esquecer do perigo de entrar em campo com um interino ou um treinador em início de trabalho em partidas decisivas na Copa do Brasil contra o São Paulo e na Libertadores contra o Racing, ainda lembrando da importância de todos os jogos no Campeonato Brasileiro. Por enquanto, Mauricio Souza é quem comanda o rubro-negro, mas não há tempo para perder.
Afinal, quem deve ser o novo treinador do Flamengo?
Para a começar a analisar alguns treinadores, é necessário excluir outros da disputa pela vaga. Miguel Ángel Ramírez já recusou o Palmeiras, dizendo que ainda irá terminar a Libertadores pelo Independiente del Valle, e Marcelo Gallardo, Sebastián Beccacece e Renato Gaúcho também tem trabalhos em andamento na competição mais importante do continente sul-americano.
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Rogério Ceni
Foto: Divulgação
Rogério Ceni dispensa apresentações, seja como goleiro ou como treinador. Hoje, Ceni é o alvo número um do Flamengo para o cargo vago de técnico. Seu trabalho no Fortaleza é digno de muitos elogios, e a sua contratação com toda certeza seria algo para colocar o rubro-negro de volta ao topo em todas as competições.
O Flamengo não é o primeiro a buscar Ceni, visto que o Cruzeiro o contratou em 2019, mas demitiu o treinador de 47 anos após desavenças com os jogadores. Por fim, o clube mineiro foi rebaixado, Rogério voltou ao Fortaleza, levando o clube nordestino à Copa Sul-Americana pela primeira vez em sua história.
Foto: Rafael Bizarelo/Mezzala
Enquanto o Flamengo de Dome sofria no setor defensivo, perdendo apenas para o lanterna Goiás no quesito defesa com 29 gols sofridos pelo rubro-negro, Ceni e sua equipe se encontra hoje com apenas 14 gols sofridos. Uma melhora significante no desempenho do zagueiro Paulão é algo que fez o time tricolor aumentar consideravelmente de nível. Anteriormente, o atual camisa 25 do Fortaleza havia tido passagens não muito boas por Vasco e Internacional. Além disso, a importância dos laterais Carlinhos e Gabriel Dias é enorme também para o setor ofensivo, com os dois jogando em zonas altas do campo.
Leia mais: Rogério Ceni é o nome preferido pelos rubro-negros para assumir o Flamengo
No trabalho de Ceni, não existe algo especial que se destaca e mostra que o treinador é um gênio. O Fortaleza é um time muito bem treinado, organizado e capaz de lidar com um baixo orçamento. Em campo, é visto um setor ofensivo que não está rendendo muitos gols. Em 18 jogos, foram apenas 17 gols para o time, que se encontra com o segundo pior ataque do Brasileirão. Romarinho e Osvaldo são capazes de fornecer a velocidade necessária nas pontas, enquanto Wellington Paulista deveria ser o artilheiro da equipe.
O meio de campo é bem funcional para efetuar desarmes e interceptações, com Felipe e Juninho sendo muito úteis em tal quesito. Com o jogo pelos lados sendo explorado, é visto que David não joga como um meia de criação, e acaba avançando para jogar um pouco atrás do centroavante como um segundo homem de ataque.
Gabriel Heinze
Foto: Divulgação/Vélez Sarsfield
Um dos nomes mais cogitados sempre que uma equipe brasileira fica sem treinador é o de Gabriel Heinze. Ex-treinador do Vélez Sarsfield, o argentino fez um trabalho muito bom na equipe, levantando muitos questionamentos em sua saída. Heinze foi procurado pelo Palmeiras, mas rejeitou a proposta do clube paulista.
Assim como Dome, Heinze é um adepto do jogo de posição. A sua contratação poderia ser muito boa para dar continuidade ao trabalho do catalão, que apresentava bons momentos. Implementar um novo estilo de jogo pode atrapalhar completamente o resto da temporada do Flamengo, e o treinador argentino é uma alternativa interessante para o time.
Foto: Rafael Bizarelo
O time do Vélez era de grande qualidade, e Heinze encontraria o melhor elenco do futebol sul-americano caso contratado. O uso de seu meio campo com Gaston Gimenez fazendo a saída de bola e formando uma linha de três com os zagueiros era bem visto, assim como a total produção criativa no meio de campo com Nico Dominguez e Lucas Robertone, tendo o jovem Thiago Almada como uma opção pelo setor central e pelas pontas.
Para fazer parte do jogo de posição, o mais importante é estar bem localizado. Estando na posição correta, é tudo mais fácil, e isso não quer dizer que o jogo é estático. O Flamengo de Domènec não jogava como um time de totó ou pebolim, muito pelo contrário. Jogadores como Gerson mostram a versatilidade empregada aos jogadores em tal estilo de jogo, com o camisa 8 do Flamengo sendo alocado para diversas posições, de volante até a ponta esquerda.
O fato é que Heinze segue como uma grande opção para o Flamengo, talvez até a melhor tendo em vista o contexto vivido pelo clube hoje. Uma mudança no estilo de jogo nesse ponto da temporada pode ser um motivo de fracasso.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / CRF
Nas duas conquistas de Libertadores, em quatro Brasileiros e em duas Copas do Brasil, o técnico do Flamengo foi trocado durante a competição
O Flamengo oficializou, na tarde desta segunda-feira (09), a demissão de mais um técnico em sua história. O catalão Domènec Torrent não resistiu a mais uma derrota por goleada, sofrida para o Atlético-MG, rival direto na luta pelo título brasileiro de 2020. Na rodada anterior, já havia perdido dessa forma para outro concorrente, o São Paulo, no Maracanã.
Esta situação não é novidade na história do Flamengo. É o clube que mais fez trocas no comando técnico da equipe no século XXI. Será a 45ª mudança nesse período. Porém, um extenso histórico nesse quesito pode animar o torcedor.
Na maioria dos títulos mais importantes, o Flamengo mudou seu técnico no decorrer da competição. Foi assim nas duas Copas Libertadores conquistadas, em 1981 e 2019, em quatro Campeonatos Brasileiros, nas edições de 1983, 1987, 2009 e 2019, e também em duas Copas do Brasil, nas campanhas de 2006 e 2013.
1981: Dos gramados para a área técnica
A primeira dessa série de mudanças aconteceu logo no começo da trajetória na Libertadores de 1981. Dino Sani, ex-jogador, campeão do Mundo em 1958 pela seleção brasileira, foi o treinador da equipe nos dois primeiros jogos da competição, contra Atlético-MG e Cerro Porteño-PAR.
Dino ficou a frente do Flamengo durante apenas 24 jogos e foi substituído por Paulo César Carpegiani, também ex-jogador, inclusive do próprio Flamengo, onde foi tricampeão estadual em 1978/79/79 e campeão brasileiro em 1980.
Uma séria contusão no joelho forçou Carpegiani a encerrar a carreira como jogador e, pouco tempo depois, assumir o comando do time, levando ao título de 1981 da Libertadores e também do Mundial de clubes.
1983: Um ídolo botafoguense assume o time
O Campeonato Brasileiro de 1983 começou com o Flamengo ainda tendo Carpegiani no comando da equipe. Muito criticado pelo desempenho aquém do esperado, resolveu entregar o cargo à diretoria. Num primeiro momento, o nome buscado foi Carlinhos, comandante das categorias de base.
Com a pressão ainda maior que se criou com a iminente eliminação do time na Libertadores daquele ano, Carlinhos não suportou e comandou a equipe em apenas 5 jogos. A solução da diretoria foi buscar sua esperança em um novo nome.
Carlos Alberto Torres, ídolo do Botafogo, que havia encerrado sua carreira como jogador no ano anterior, acabou sendo escolhido para estrear como técnico, dirigindo o Flamengo. O time passou a atuar de forma mais consistente e conseguiu derrotar o Santos na decisão do campeonato, mesmo não sendo apontado como favorito.
1987: Da interinidade à consagração
Após um péssimo começo de campanha no Carioca, o então técnico da equipe desde 1985, Sebastião Lazaroni, resolveu trocar o Flamengo pelo rival Vasco. Carlinhos, mais uma vez, assumiu de forma interina, por 6 partidas, até que Antônio Lopes, ex-Fluminense, foi contratado. O time melhorou seu desempenho, mas foi derrotado na final do Carioca justamente para o Vasco.
Com isso, a crise estava de volta à Gávea. Após a derrota na estreia do Brasileirão, Lopes foi demitido, e novamente Carlinhos foi requisitado na equipe principal. A campanha do Flamengo foi instável, até que na reta final o time subiu de produção, encaixou uma boa sequência de vitórias e conseguiu conquistar mais um título brasileiro ao bater o Internacional na grande decisão.
2006: Uma grande e surpreendente aposta
O técnico no começo da campanha da Copa do Brasil em 2006 era o polêmico Waldemar Lemos, que já havia chegado com alta rejeição da torcida e pouca convicção da diretoria. Mesmo com um desempenho irregular, o time conseguiu chegar até a final da competição nacional de mata-mata.
Até que, de forma surpreendente, Waldemar foi demitido, e seu substituto foi Ney Franco. O jovem técnico havia sido campeão mineiro com o Ipatinga em 2005 e levado o clube mineiro até a semifinal da Copa do Brasil em 2006, onde perdeu justamente para o Flamengo. Os dirigentes resolveram apostar neste grande choque e ele foi suficiente para a equipe bater o Vasco na final da competição.
2009 e 2013: Interinos no comando
Nas duas temporadas em questão, o roteiro foi parecido. O Flamengo começou a temporada com técnicos mais conhecidos, embora não fossem tidos como ‘’medalhões’’. O desempenho da equipe era muito irregular e a perspectiva de títulos parecia distante. Em 2009, Cuca deu lugar ao interino e ídolo da torcida, o ex-jogador Andrade.
Já em 2013, Mano Menezes entregou o cargo após afirmar que os jogadores não entendiam suas ideias, sendo substituído pelo também interino e ex-jogador do clube, Jayme de Almeida.
Com apoio dos atletas mais experientes e a consequente união do grupo e torcida estabelecida em torno dos novos comandantes, o Flamengo surpreendeu e chegou aos títulos do Brasileirão em 2009 e da Copa do Brasil em 2013.
2019: A troca que mudou a história
Por fim, a última troca desta lista é muito recente e fundamental. O Flamengo começou sua campanha em 2019 com o técnico Abel Braga no comando. Apesar da classificação para as oitavas de final da Libertadores e da campanha na parte superior da tabela no Campeonato Brasileiro, o desempenho do time era muito criticado. A equipe só passou de fase na última rodada da fase de grupos, dependendo de ao menos um empate contra o Peñarol, no Uruguai. O Flamengo correu riscos até o final da partida, mas conseguiu segurar o 0x0 e se classificar.
Após muita pressão da torcida e imprensa, Abel resolveu entregar o cargo. A diretoria, então, foi até a Europa e contratou o português Jorge Jesus, técnico experiente e de ótima trajetória no Benfica. Com a adição de contratações de jogadores importantes, o time passou a jogar um futebol encantador. O resultado todos conhecem: Bicampeonato da Libertadores e Heptacampeonato brasileiro.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo
Quem entrava em campo sabia que tinha seu papel. E ele não se resumia em ser salvador da pátria, mas sim ajudar o time a manter algo já feito.
A confiança não existia apenas pelas vitórias. Ver o trabalho e a conversa da semana darem resultado em campo, até em casos de derrotas, ajuda o elenco a entender que ao seu lado existe um líder que sabe o que faz e fala.
O Flamengo 2020, comandando até então por Domènec, não tinha nada disso.
Arão voltou a ser um jogador comum. Perdido em campo, sem saber se marca ou arma. Muitas vezes enfiado entre os zagueiros, não para iniciar a jogada, mas sim para ser mais um a protagonizar lambanças não frente da área do time.
Quem entrava, quase sempre Michael, Vitinho e Lincoln, sabem que estão com a cruz de milagreiro nas costas. A pressão se torna enorme e as coisas não fluem. Afinal, até nas vitórias, o time estava sofrendo.
A falta de tempo para treinar existe e vai seguir. Impossível negar. Mas o cenário está apresentado para os 20 clubes que disputam a série A. O Flamengo não é o único a viver uma pandemia.
A muleta até então apresentada, essa, da falta de tempo, também pode ser usada para confrontar o trabalho. Se não existia tempo, qual o motivo de tantas mudanças? Se não havia tempo para treinar a linha defensiva, o que levava a mudar tanto os atletas que a compõe?
Gustavo Henrique e Léo Pereira estão longe de serem Pablo Mari. Mas o retrospecto de ambos em seus antigos times os credenciam a serem mais do que são. Como explicar tantos erros?
Outro fator assustava. De um time que entrava em campo sabendo tudo do adversário, o Flamengo de Domènec parecia se surpreender a cada apito do juiz.
Precisamos viver do futebol para saber que o Keno é veloz e vai jogar no um contra um? O atacante atleticano está em destaque tem 3 ou 4 anos. Foi campeão jogando assim. Todos conhecem. Como ser surpreendido?
Outra questão que pauta a partida do domingo é a presença de Gabriel. Que fique claro, não tenho informação se ele estava 100%. Mas veja bem, quando você leva para o banco um jogador do tamanho de Gabigol, com a vaca indo para o brejo, ele precisa ser a primeira opção para reverter o cenário. Se ele não puder ser essa opção, não o leve. Colocar o camisa 9 sentado e usar ele por 10 minutos é mais um erro de leitura, digno de amador.
O cenário é de tristeza e desmotivação. De um 2019 mágico e um começo de 2020 promissor, o torcedor Rubro Negro passou a se questionar se o que viveu foi um sonho ou realidade.
A saída do treinador se dá por um motivo simples. O Flamengo que se desenhou não pode virar saco de pancadas de rivais direto. A goleada de ontem, junto com a sofrida para o São Paulo, precisa ser contabilizada e gerar algum efeito. O efeito gerado foi a queda do comandante.
Após demissão de Domenec Torrent, torcida do Flamengo se passa por adeptos do Benfica e cria hashtag #ForaJJ
A goleada que o Mais Querido sofreu para o Atlético-MG por 4 a 0 nesse domingo gerou sequelas no clube. A maior delas, a demissão de Domenec Torrent. Aproveitando o embalo, a torcida do Flamengo criou a hashtag #ForaJJ no Twitter. Como é de se imaginar, a tag está repleta de rubro-negros se passando por benfiquistas.
A intenção não poderia ser diferente; uma suposta pressão para cima do treinador do Benfica, visando um retorno dele à Gávea. O momento do Mister em terras portuguesas não é nada bom. Já eliminado nas fases preliminares na Champions League, os Encarnados também não vivem um momento positivo no Campeonato Português.
Ontem (09), o Benfica, jogando no Estádio da Luz, perdeu do Braga, por 3 a 2. Isso uma rodada depois de sofrer dura derrota para o Boavista, fora de casa, por 3 a 0. Depois do revés de ontem, Jorge Jesus demonstrou insatisfação com a falta de tempo para treinar. Assim, a distância para o líder Sporting aumentou ainda mais
Além disso, o Mister admitiu que estar preocupado e que não está acostumado a perder. “O Benfica tem duas derrotas. É muito? É! Não estou habituado a perder tanto. Ano passado fiz 90 jogos e perdi apenas quatro”, lembrou o técnico, fazendo alusão à sua temporada no Flamengo. Além das derrotas na liga nacional, o Benfica de Jorge Jesus perdeu para o PAOK, na Champions, o que culminou na eliminação dos portugueses.
Confira, abaixo, como está sendo a tentativa da Nação no Twitter para fazer com que o Mister fique livre no mercado e possa voltar ao Rubro-Negro carioca.
Domenec deixa Flamengo depois de derrota vexatória para Atlético-MG; catalão teve pior média de gols sofridos desde Ney Franco
Nessa segunda-feira (09), Domenec Torrent não resistiu à pressão da torcida e foi desligado do Flamengo. As goleadas sofridas para São Paulo e Atlético-MG escancararam um problema que vinha sendo deixado de lado; a fragilidade defensiva da equipe carioca. Em toda a sua passagem, o Rubro-Negro não sofreu gol em apenas cinco jogos.
A sequência invicta que perdurou por 12 jogos chegou ao fim no revés de 4 a 1 perante o Tricolor do Morumbi. Durante esse período, a invencibilidade do Fla de Dome fazia com que setores da imprensa e torcida não se atentassem à recorrência de vezes que o Mais Querido era vazado.
Em 26 jogos, foram 38 gols sofridos. Em cinco oportunidades, o Rubro-Negro carioca sofreu três ou mais gols. E em apenas uma delas conseguiu sair vitorioso (5 a 3 contra Bahia, fora de casa). Nas outras, derrotas acachapantes para Atlético-GO, Independiente del Valle, São Paulo e Atlético-MG (3 a 0, 5 a 0, 4 a 1 e 4 a 0), respectivamente.
Derrota em Goiânia para o Atlético-GO foi o primeiro de alguns vexames enfrentados pelo Flamengo na era Domenec.
Era Dome chega ao fim com média de 1,46 gols sofridos por jogo
Números como esses fizeram da passagem de Domenec pela Gávea a mais vazada dos últimos anos. A média de 1,46 gols sofridos por partida é a pior desde Ney Franco, em 2014 (1,86). No entanto, vale ressaltar que o técnico campeão da Copa do Brasil pelo Flamengo em 2006 comandou o time por apenas sete jogos.
Nomes como Cristóvão Borges, Oswaldo de Oliveira e Zé Ricardo, que não deixaram saudades na torcida, tiveram médias melhores que o treinador recém demitido. A insistência do catalão no zagueiro Gustavo Henrique foi outro fator que fez a Nação perder a paciência com seu técnico. Por diversas vezes, o camisa 3 acabou cometendo falhas que influenciaram diretamente no resultado das partidas.
Os erros defensivos, inclusive, foram uma tônica na era Dome. Saídas de bola equivocadas, como a de Arão contra o Athletico-PR, e falhas de posicionamento da zaga foram aspectos que ajudaram o Mais Querido a ter a segunda defesa mais vazada do Brasileirão.
Outro ponto importante a se destacar é a qualidade do elenco que Dome teve em mãos. Os técnicos com maiores médias de gols sofridos no ranking passaram pelo clube em 2014/2015. Época em que o Flamengo fazia contenção de gastos. Por conta disso, o elenco era mais limitado, sem nomes de peso.
Já Domenec, apesar de chegar no Flamengo após saída de um pilar da zaga (Pablo Marí), e ter de lidar com a transferência de Rafinha para o futebol grego, ainda assim desfrutava de bons nomes. Desde 2019, quando começou a era Landim, Abel Braga e Jorge Jesus foram os técnicos. O primeiro teve média de 0,90 gols sofridos, enquanto o segundo teve média de 0,88.
Confira, abaixo, a lista com as médias de gols sofridos de cada técnico do Flamengo, desde 2014. A ordem é feita da maior média para a menor.
Ney Franco – 1,86 (7J, 13GS)
Domenec Torrent – 1,46(26J, 38GS)
Cristóvão Borges – 1,28 (18J, 23GS)
Oswaldo de Oliveira – 1,17 (18J, 21GS)
Jayme de Almeida – 1,14 (7J, 8GS)
Zé Ricardo – 0,94 (89J, 84GS)
Abel Braga – 0,90 (30J, 27GS)
Vanderlei Luxemburgo – 0,88 (59J, 52GS)
Jorge Jesus – 0,88 (58J, 51GS)
Reinaldo Rueda – 0,84 (31J, 26GS)
Muricy Ramalho – 0,77 (26J, 20GS)
Maurício Souza – 0,75 (4J, 3GS)
Maurício Barbieri – 0,74 (38J, 28GS)
Paulo César Carpegiani – 0,65 (17J, 11GS)
Dorival Júnior – 0,58 (12J, 7GS)
Marcelo Salles – 0,00 (4J, 0GS)
Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Marcelo Theobald
Após nova goleada sofrida no último domingo, técnico catalão deixa o clube; confira os números de Domènec Torrent pelo Flamengo
Chegou ao fim a passagem de Domènec Torrent pelo Flamengo: o treinador não resistiu aos recentes resultados (principalmente no Campeonato Brasileiro) e não ocupa mais o cargo de técnico da equipe carioca. O catalão deixa o Flamengo na 3ª colocação do Campeonato Brasileiro, nas oitavas da Libertadores e nas quartas da Copa do Brasil.
O Clube de Regatas do Flamengo informa que Domènec Torrent e sua comissão técnica não comandam mais o time principal do clube.
A atividade da equipe principal da próxima terça-feira (10) será comandada por Maurício Souza. #CRF
Números de Domènec Torrent no comando do Flamengo:
26 jogos – 15 vitórias – 5 empates – 6 derrotas – 46 gols marcados e 38 sofridos – 5 jogos sem sofrer gols – 5 jogos sem marcar gols – 64,10% de aproveitamento
Observação: em três jogos (contra Palmeiras, Del Valle e Athletico), Jordi Guerrero e Jordi Gris comandaram a equipe em seu lugar, no período em que Domènec contraiu Covid-19. O Flamengo empatou uma e venceu duas.
QUESITO
BRASILEIRÃO
COPA DO BRASIL
LIBERTADORES
TOTAL
Jogos
20
2
4
26
Vitórias
10
2
3
15
Empates
5
0
0
5
Derrotas
5
0
1
6
Gols marcados
33
4
9
46
Gols sofridos
29
2
7
38
Jogos sem sofrer gol
3
1
1
5
Jogos sem marcar gol
4
0
1
5
Aproveitamento
58,33%
100%
75%
64,10%
Detalhes – gols marcados e gols sofridos
Com média de 1,76 gols marcados e 1,46 sofridos por partida, o Flamengo de Domènec contabilizou apenas cinco clean sheets (Coritiba, Santos, Sport, Independiente del Valle e Athletico) em 26 jogos. No período, a equipe passou em branco em cinco oportunidades (Atlético-MG 2x, Atlético-GO, Ceará e Independiente del Valle).
Gols marcados e sofridos
Brasileiro
Copa do Brasil
Libertadores
Total
1º tempo
12 GM e 15 GS
3 GM e 1 GS
6 GM e 1 GS
21 GM e 17 GS
2º tempo
21 GM e 14 GS
1 GM e 1 GS
3 GM e 6 GS
25 GM e 21 GS
Mais números de Domènec pelo Flamengo: vitória por 2 a 1 (5x) foi o placar mais frequente; emplacou 12 jogos sem perder (2 sem ganhar); suas vitórias mais expressivas ocorreram diante de Corinthians e Independiente del Valle (maior sofrida também), e utilizou 38 atletas.
Votação realizada pelo Mundo Bola no Twitter aponta Rogério Ceni como favorito com 41% dos votos
Com a demissão de Domènec Torrent oficializada pelo Flamengo nesta segunda-feira (9), o nome de Rogério Ceni é cada vez mais especulado entre os bastidores e torcedores rubro-negros. Em enquete realizada pelo Mundo Bola no Twitter, a nação elegeu o Rogério Ceni com 41% dos votos como o nome favorito para liderar o time do Flamengo. A votação incluiu ainda os nomes de João de Deus e Ramírez.
Rogério Ceni ficou na frente de João de Deus (31%) e Ramírez (15%). A enquete deu ainda a opção para os rubro-negros sugerirem outros possíveis nomes para assumir o comando do time (13%). Entre os nomes, foram sugeridos técnicos como Jorge Jesus, Leonardo Jardim e Jorge Sampaoli.
Desde a goleada por 4 a 0 do Atlético-MG em cima do Flamengo no último domingo (8), as especulações sobre a demissão de Domènec Torrent eram dadas como certas nos bastidores do clube. Segundo informações veiculadas pela imprensa, o nome de Rogério Ceni começou a ser cogitado pela diretoria logo após o Mais Querido sofrer a segunda goleada consecutiva.
Pelo visto, o nome do atual técnico do Fortaleza agrada não só a diretoria, mas principalmente os torcedores rubro-negros. Nas redes sociais, a nação está repercutindo com entusiasmo a possibilidade de contratação de Rogério Ceni e escolheu, inclusive, o nome dele para assumir o cargo como novo treinador do Flamengo em enquete realizada pelo Mundo Bola no Twitter, com 41% dos votos.
Em caso de demissão do Domènec, quem deveria ser o treinador do Flamengo?
— Mundo Bola – Notícias do Flamengo (@Mundo Bola_CRF) November 9, 2020
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*Crédito da imagem destacada: Fortaleza / Fortaleza1918.com.br
Segundo pessoas com quem o Mundo Bola conversou, Rogério Ceni recebeu contato do Flamengo e está inclinado a aceitar ser o novo técnico
O Flamengo entrou em contato com o técnico do Fortaleza, Rogério Ceni, para ser o novo treinador do Flamengo. Segundo fontes ouvidas pelo Mundo Bola, o ex-goleiro já manifestou que vai aceitar a proposta caso ela seja oficializada. Ceni vê a chance de assumir a equipe como oportunidade única.
De acordo com a apuração do Mundo Bola, Ceni recebeu uma ligação do Flamengo por volta das 15h desta segunda-feira (9). Desde a noite deste domingo (8), quando a notícia de que Doménec Torrent poderia sair passou a pautar os veículos de informação, Rogério se mostrou muito esperançoso por um possível contato. Porém, só após a demissão de Dome é que a direção rubro-negra procurou o treinador.
Ao ouvir a proposta para ser o novo técnico do Flamengo, Rogério pediu que a direção conversasse com a do Fortaleza. Segundo Ceni, ele não pretende deixar o clube cearense com a imagem ruim. A ideia é que o Leão trate diretamente o seu desligamento. Há uma multa rescisória de cerca de R$ 300 mil, referente ao contrato que iria até dezembro de 2020, mas, por conta da pandemia, foi estendido até fevereiro de 2021.
Apurações do Mundo Bola dão conta de que o Tricolor não pretende dificultar a sua saída, porque há um bom relacionamento com o Rubro-Negro. Porém, jogadores podem entrar em pauta. Vale lembrar que o meia atacante Yuri César, do Flamengo, está emprestado ao Fortaleza. O jovem de 20 anos é um dos destaques da equipe nordestina.
Além de Rogério Ceni, Eduardo Coudet, de saída do Internacional, também agrada a diretoria rubro-negra. Porém, este nome é considerado mais difícil por ter propostas da Europa. Ceni é tratado como primeira opção.
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O Flamengo demitiu o técnico Domènec Torrent na tarde desta segunda (9), após a goleada do Atlético-MG por 4 a 0. Desde a noite do último domingo a saída do catalão era cogitada internamente pelo clube. A assessoria de imprensa comunicou que a atividade da equipe principal da próxima terça-feira (10) será comandada por Maurício Souza.
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