Jorge Jesus postou um vídeo em comemoração ao primeiro aniversário do bicampeonato da América
Bateu saudades. O técnico Jorge Jesus, atualmente no Benfica, usou o Instagram para relembrar o título da Libertadores com o Flamengo. Na tarde desta segunda-feira, 23, o português postou um vídeo em comemoração ao primeiro aniversário do bicampeonato da América, na vitória de 2 a 1 sobre o River Plate.
Com toda sua comissão técnica em destaque, em particular as bandeiras de Portugal, Jesus escreveu: “O primeiro ano de uma das conquistas mais importantes de minha carreira”, dizia a legenda.
Entretanto, Jesus limitou o acesso aos comentários. Vivendo uma fase irregular no Benfica, o Mister tem seu trabalho questionado no clube português. Segundo a imprensa local, torcedores andam insatisfeitos com o desempenho dos Águias e sua defesa que vem sofrendo muitos gols.
Há exato um ano, o Flamengo venceu o River Plate, de virada, pelo placar de 2a 1 e conquistou a Libertadores 2019. A partida foi disputada no estádio Monumental de Lima, no Peru. O Rubro-Negro conquistava o torneio mais importante da América após 38 anos.
Os gols da virada só vieram após os 40 minutos da etapa final. Gabigol marcou aos 43 e aos 46 do 2º tempo, dando a vitória e o título ao time brasileiro. Além da Libertadores, Jorge Jesus conquistou o Brasileirão, a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana com a equipe.
Cada um viu um filme diferente. De alguma forma, porém, todos aqueles filmes eram o mesmo. O mosaico do que é ser Flamengo
Quem já pisou no Maracanã conhece a magia do momento em que milhares de corações passam a bater no mesmo ritmo. Desfazer-se na multidão, deixar de ser um e passar a ser muitos. Talvez essa seja a experiência mais transcendental — e ao mesmo tempo mais humana — que existe.
Há exatamente um ano, vivemos a versão mais radical dessa experiência. Por um segundo, quarenta milhões de corações não apenas bateram em sintonia: simplesmente pararam de bater.
Do mesmo autor: Há uma longa história por trás deste Flamengo em outro patamar
O tempo congelou. Por um segundo, a Terra ficou em silêncio. Meu livro começa neste exato momento.
Trecho do livro “Outro Patamar”, de Téo Benjamin. Compre aqui: https://amzn.to/3lZupgP
Dizem que a vida passa como um filme na nossa frente quando vivemos experiências extremas.
Quando a bola quicou, cada rubro-negro vivo viu o filme de uma vida. A experiência flamenga é essencialmente individual, mas profundamente coletiva. Cada um tem as suas histórias e referências, seus ídolos e lembranças…
Cada um viu um filme diferente. De alguma forma, porém, todos aqueles filmes eram o mesmo. O mosaico do que é ser Flamengo. Essa experiência visceral, única, complexa, difusa, louca, caótica, profunda e enorme que nos faz ser quem somos. Nos faz amar como amamos. Ver o mundo como vemos, nos relacionar como fazemos, ser feliz como somos.
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Em um texto maravilhoso chamado “Two ways of seeing a river” (“Duas formas de ver um rio“), Mark Twain narra sua experiência pilotando barcos no grande rio Mississippi.
Ele fala sobre um paradoxo sutil: quanto mais desvendava o rio, menos conseguia se encantar por ele. “Agora que eu conhecia cada detalhe do grande rio com a mesma familiaridade com a qual conhecia as letras do alfabeto, havia ganho algo muito valioso. Mas perdi algo também. Perdi algo que nunca poderia recuperar. Toda a graça, beleza e poesia havia desaparecido do majestoso rio”
Não sou ninguém para discordar de Mark Twain, mas argumentaria que a experiência futebolística — e especialmente a rubro-negra — se constrói exatamente no caminho oposto. Quanto mais a gente, vive, quanto mais a gente conhece, se conecta, troca e desvenda, mais a gente ama, se encanta, se conhece e tem vontade de mergulhar.
Cada um vive o futebol à sua maneira, mas é justamente por isso que ele nos prende e nos encanta tanto. Cada um tem a sua onda. A minha onda é entender o jogo. Estudar, desvendar, enxergar, esmiuçar… Conhecer cada detalhe.
Mas nada disso existe sem o sentimento. Quando a gente deixa de sentir o futebol, a gente se desconecta daquilo que é mais precioso nele.
“Cada um vive o futebol à sua maneira, mas é justamente por isso que ele nos prende e nos encanta tanto”. Foto: Divulgação
No fundo, o futebol é essa representação crua da experiência humana. É estar com os outros, mas também sobre conhecer a si mesmo. Olhar para dentro, respirar, e saber de onde vem aquela força que nos leva a fazer história. A construir a nossa história.
Estamos aqui, juntos, um ano depois (e, coincidentemente, também 39 anos depois) relembrando as nossas histórias. Construindo a memória coletiva de quem somos.
Naquele momento, quando nossos corações pararam, fomos um só. E nunca mais seremos os mesmos. “Quando o Flamengo vence, há mais amor nos morros, mais doçura nos lares, mais vibração nas ruas, a vida canta, os ânimos se roboram, o homem trabalha mais e melhor, os filhos ganham presentes. Há beijos nas praças e nos jardins, porque a alma está em paz, está feliz. (…)
(…) O Flamengo não pode perder, não deve perder. Sua derrota frustra, entristece, humilha e abate. A saúde pública, a higiene nacional exigem que o Flamengo vença, para bem de todos , para felicidade geral, para o bem-estar nacional.”
Há quem não entenda nada disso. Olhando de fora, com o coração batendo em outra sintonia, realmente nada faz sentido. Hoje é só mais um dia qualquer. Aquele foi só mais um chute qualquer. Peço licença para usar, mais uma vez, uma passagem de Nick Horny no genial “Febre de bola”:
“Sejam tolerantes com aqueles que reputam um momento esportivo como o melhor da vida. Não é que nos falte imaginação, nem que nossas vidas tenham sido tristes; é só que a vida real tem menos cor, é mais chata e tem potencial menor para um delírio inesperado.” Dizem por aí que a arte existe porque a vida não basta.
Eu digo sem o menor medo de errar: o Flamengo existe porque a vida não basta.
Está na memória! Quem viveu jamais esquecerá! O AeroFla que deu o impulso para o Mengão antes da grande decisão da Copa Libertadores ficou, como diz a canção, “marcado na história”, registrados pelo ótimo fotógrafo Fernando Rayol.
Naquela quarta-feira, dia 20 de novembro, o elenco rubro-negro embarcava rumo a Lima, no Peru, e via um mar flamengo tomar conta do caminho até o Aeroporto do Galeão. Era tanta gente que Seu Apolinário, motorista do clube, disse não enxergar o chão.
Essas fotos desse dia inesquecível, dessa festa que ecoou pelos quatro cantos do Brasil, do dia em que o Rio de Janeiro parou e viu o maior AeroFla da história, você certamente precisa ver, admirar e guardar com amor.
Valores de edições limitadas de Gabigol ultrapassa a quantia de mil reais
Em comemoração ao título da Libertadores do ano passado, o atacante Gabigol lançou três quadros com seu autógrafo para os torcedores do Flamengo adquirirem. Porém, o valor assustou a maioria dos rubro-negros.
A pré-venda, no site ”Soidolos.com.br/” está na quantia de R$ 1.230,00, podendo parcelar no cartão em 12 vezes de R$ 122,78.
”Costumo dizer que aquela final foi um dos dias mais felizes de toda minha vida, algo que ficará marcado na minha vida e de todos os flamenguistas. Esses quadros são para eternizar esse momento e espero que gostem. São fotos que marcaram aquele dia, toda a vibração, batalha e explosão da torcida”, disse Gabriel Barbosa.
Muito já foi dito sobre a conquista da Copa Conmebol Libertadores. E o bicampeonato rubro-negro vai continuar rendendo histórias e análises. As notas de Flamengo 2×1 River que publicamos abaixo não têm a pretensão de serem verdades absolutas sobre a atuação de nossos heróis em Lima.
Este é um projeto produzido por voluntários da nossa comunidade “Mundo Bola – Pensar Flamengo”. Somos torcedores que se juntam após os jogos para resenhar sobre a performance individual dos atletas do nosso time. Temos um grupo que cada vez aprende mais e é consciente e responsável.
Nenhuma nota baixa é fruto de perseguição, assim como uma nota alta por predileção pessoal. São apenas notas, pessoal! Escritas com espirituosidade nas vitórias, sofrimento nas derrotas… O que queremos mesmo é que vocês comentem educadamente e escrevam também as suas análises e notas no campo de comentários.
Fechamos com este post um ciclo que começou naquele Fla 6×1 Goiás. E agora, 30 jogos depois, estamos aqui para dar as notas para o time que conquistou a América do Sul ao derrotar em três minutos um gigante argentino. Precisamos até de dois dias para que os corações estivessem mais calmos. Como este jogo fecha uma campanha, os nossos comentaristas ficaram à vontade para darem nota levando em conta toda a Libertadores, caso assim desejassem.
O novo ciclo tem um destino: Doha, onde nosso povo pede o mundo de novo. Vencendo ou não o Liverpool, estaremos aqui com vocês aferindo as notas para o time do Flamengo.
Diego Alves: Não teve culpa no lance do gol, pois foi uma bola rápida. Não comprometeu na partida. Esse ano ele mostrou a que veio, foi muito importante em toda nossa trajetória na Libertadores, principalmente no jogo contra o Emelec quando pegou pênaltis e nos colocou de “volta” na competição. Enfim temos um goleiro e referência em campo. Valeu a pena a permanência do “Cafezinho”. Nota: 9,0.Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho
Rafinha: Hoje vou falar sobre o Marcio Rafael Ferreira de Souza, nosso Rafinha. Menino de origem humilde que desbravou o mundo e virou um bicho papão de títulos. Lá fora ganhou incontáveis prêmios e quando fechou com o Flamengo, o torcedor já sentia um ímpeto em seu coração que algo grande estava por vir. E veio. Veio como um bando de urubus vermelhos e pretos, famintos, insaciáveis por títulos e grandeza.
Márcio Rafael sentiu em cada momento o que era o Flamengo (seu choro no fim do jogo representava o coração de 40 milhões de torcedores), gritava aos seus companheiros “vamo porra” e sempre, mesmo que às vezes errando, buscando fazer as jogadas.
No primeiro tempo, quando o Rafinha recebia a bola, vinham dois jogadores do River na marcação forte impedindo que ele conseguisse tocar a bola, o que acabava fazendo perdê-la muito, prendendo ela ou recuando. Apesar disso, o Flamengo se manteve buscando ataques pelo lado direito, mas ainda engessado. Após o intervalo, Jesus mudou o lado, enquanto os jogadores do River cansaram, e a participação defensiva de Rafinha reduziu.
No geral, Rafinha não teve desempenho excelente pelo mérito da marcação forte que o River Plate impôs. Que as gerações se lembrem de Marcio Rafael, assim como de todos que fizeram de 2019 um ano vermelho e preto. Ah, aliás, Rafinha precisa comprar uma casa nova maior para caber mais taça, e ainda falta a do Mundial! Nota: 8,0.Por Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_
Rodrigo Caio: Quando os sonhos se tornam realidade e vemos o inimaginável acontecer, a magia e a felicidade transborda de nossos corpos. Nesse contexto temos o nosso querido menino de condomínio que chegou com muita desconfiança. Meio que execrado pela mídia, ele mostrou na bola que merece um lugar no nosso panteão de ídolos, pois briga até o último fio de cabelo, com toda a sua força e deixaria o sangue em campo, metafórica e literalmente.
Por fim, sei que dizem que zagueiro tem que fazer cara feia e não pode chorar. Rodrigo, você pode chorar! Choremos juntos e ainda mais com as próximas conquistas. Obrigado Rodrigo Caio, e se possível, manda o endereço do condomínio que você aprendeu a jogar bola. Temos que procurar mais alguns Rodrigos Caios por lá. Nota: 10,0. Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian
Pablo Marí: Gigante! Melhor adjetivo para a contratação do zagueirão espanhol não há. Chegou em meio aos jogos decisivos e como batismo precisou encarar nada menos que o jogo mais importante do ano até ali, a partida de volta, num Maraca abarrotado, contra o Emelec. Entrou em campo, ficou impressionado com a magnética e a recíproca foi verdadeira, pois a cada jogo o seu futebol crescia junto com o da equipe. Ao lado de Rodrigo Caio fez o torcedor rubro-negro, órfão desde a aposentadoria do Magro de Aço, voltar a sorrir ao olhar para sua zaga. Contra o River, posicionamento perfeito nas bolas áreas e ótimas coberturas nos espaços deixados pelas subidas de Filipe Luís. Partida do tamanho do adjetivo usado para a sua contratação aqui nesta minha análise. Nota: 9,0.Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_
Filipe Luís: Não esteve em uma boa tarde o nosso craque da lateral-esquerda, apesar da costumeira elegância e classe, não foi o jogador que fez a diferença como em outras vezes. Na saída de bola esteve muito marcado e não conseguiu dar fluidez ao jogo pelo seu lado, na marcação apesar de alguns vacilos, foi bem. Não conseguiu ajudar o ataque como normalmente faz de forma inteligente, seja pelo meio ou pelo lado do campo.
Apesar disso tudo, o nosso craque da lateral-esquerda foi importantíssimo no título, as atuações na quartas de final e nas semifinais foram de fundamental importância e ajudou muito para chegada a Lima, em um jogo que conquistamos o nosso maior título dos últimos 37 anos. Por enquanto (sim, ainda tem o Mundial), não posso dar outra nota ao nosso lateral que joga de terno que não seja a máxima. Nota: 10,0.Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes
Willian Arão: Vacilou no gol do River, pareceu como todo o time pressionado pela história e a esperança de toda a Nação. Tentou manter o nível dos outros jogos mas o River pressionou a marcação e dificultou muito o jogo. Nota: 6,0.Por Ricardo Bitencourt – Instagram:@drbitenco
Gerson: O menino preto e pobre de Belford Roxo venceu. O menino que nasceu em 97, cresceu vendo a pior era na história do Flamengo.
O menino rubro-negro acabou virando uma talentosa promessa do rival tricolor e ainda como menino rumou à Europa. No Velho Continente virou homem e como tal decidiu seu destino. “Eu quero jogar no meu time, o Flamengo, para realizar meu sonho e colocar meu nome na história”.
Então o homem voltou e tornou-se o Coringa do Flamengo. Na histórica final, diante do histórico River Plate de Gallardo, Gerson foi o homem do meio campo rubro-negro que funcionou no primeiro tempo. Marcado ou livre, sempre buscou a melhor jogada, sem afobação ou medo de perder a bola. Falar que não teve dificuldade diante da marcação argentina seria tapar o sol com a peneira, mas Gerson fez sua parte. Muitas vezes ficou sem opção para sair jogando, no entanto foi o único jogador do Flamengo que conseguiu segurar a bola – um pouco de calmaria no mar revolto que foi o meio-campo dessa final. Já sem a bola deixou um pouco a desejar, demonstrando uma certa desatenção e dando espaço para a criação do River pelo lado direito.
Gerson voltou homem, mas ainda tem o que evoluir como jogador. Ele sabe disso, o mundo sabe disso, e agora resta nossa torcida para que não seja vendido. Afinal de contas, ainda há sonhos para Gerson realizar com o Manto. Saiu na primeira metade do segundo tempo após uma disputar uma dividida e sofrer uma lesão muscular. Nota: 9,0.Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira
Diego Ribas: Se Gerson está em plena ascensão, Diego vive o outro lado da moeda, pois o tempo passa para todos.
No Flamengo desde 2016, muitos atrelavam a imagem e discurso do meia ao seguidos insucessos do time da Gávea nos últimos anos. Contratado para ser um regente da equipe, no Flamengo de Jesus perdeu espaço para a vitalidade e talento de Gerson, mas diante do River mostrou que não é a toa que desde sua chegada é tratado pelos próprios jogadores como o líder do elenco. A experiência de sobra fez o meia conseguir segurar a bola no setor de criação e o Mais Querido se transformou em campo. Não foi senhor absoluto da partida, pois o River ainda assustava nos contra-ataques, mas o que antes era um jogo de tentativas de ambos os lados, agora era o Flamengo atacando e o adversário tentando revidar. No momento do lançamento para Gabriel brigar com a zaga e decretar o título do Mais Querido, Diego chutou não só a bola, mas também a pretensa fama de pipoqueiro, de jogador marqueteiro e qualquer outra crítica do tipo.
Diego buscou a bola como sempre buscou desde que chegou ao Flamengo. Depois da partida, deu entrevista como sempre deu, independente de vitórias e derrotas. Independente do tempo, esquema, técnico, ambiente, Diego estava lá e na final da Libertadores 2019, Diego estava lá para jogar por nós.
Ainda bem. Nota: 10,0.Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira
Everton Ribeiro: Primeiro tempo bem apagado, o que representou bem a falta de sintonia e atenção do time do Flamengo. No segundo tempo, a entrada de Diego deu mais espaço pro pai de Baby Guto, que cresceu e começou a incomodar o River. E como já foi dito aqui: Se Ribeiro vai bem, o time joga bem. A virada veio sem influência direta de seus pés, mas com méritos de toda equipe. Nota: 8,0.Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters
Arrascaeta: Assim como todo o time, fez um primeiro tempo para esquecer. Ficou muito preso na boa marcação do River, começou o jogo pela direita, e não foi bem, no segundo tempo voltou a jogar pela esquerda e melhorou um pouco, e teve mais espaço pra poder jogar. Muitos não percebem o quanto é um jogador que pressiona para tentar roubar a bola, na jogada do primeiro gol é o exemplo de quanto é disciplinada taticamente. Assim, como em varios jogos, foi decisivo ao dar um passe para o primeiro gol, que não era tão fácil assim. Um jogador diferenciado, craque, um falso lento espetacular. Nota: 8,0.Por Sérgio Ribeiro Twitter: @sergioribeiro04
Bruno Henrique: É o meu guri.
“Quando, seu moço, nasceu meu rebento, chamado Bruno Henrique, não era o momento dele rebentar. Já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar”
Só que acontece que o meu guri foi crescendo e seu avô falou que ele ia arrebentar. Sem muita cerimônia, ele disse, estamos em outro patamar. Olha aí, olha aí, Bruno Henrique é o meu guri!!
Esse papai do céu apontou o dedo e disse que seria o cara que ia conduzir toda uma Nação pelo deserto no sonho de encontrar a terra prometida. E ele cumpriu a odisseia. Não só nos trouxe a terra prometida com a ajuda do “anjo” Gabriel e dos arcanjos Arrascaeta, Caio, Gerson, Rafinha , Diegos e Filipe Luís, como ainda nos trouxe alguns mimos a mais como Carioca e Brasileirão. Mas, tudo isso só foi possível porque Jesus está no poder. Escolhido com justiça como o craque da Libertadores, Bruno Henrique sintetiza as qualidades de vários heróis em um corpo só. A velocidade do Flash, a força do Hulk, a agilidade do Homem Aranha e a inteligência futebolística do Homem de Ferro. Bruno Henrique, você é um dos heróis da Nação. Obrigado pelo grande ano e pelas conquistas que todos nós conseguimos!!! Nota: 10,0.Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr
Gabigol: “Não é mole não, o Gabigol é do Mengão, camisa 9 é o craque, é o moleque da nação.”
Há quem diga que nosso menino não fez nada até os 43 minutos do segundo tempo. Eu prefiro dizer que ele fez o que precisava ser feito, no tempo em que precisávamos.
O moleque tem nosso DNA, mostrou estar comprometido com a importância do jogo, se conteve em momentos que certamente explodiria, foi debochado como gostamos em outros momentos e decisivo quando precisamos! Se fez cumprir a profecia de que seríamos felizes! Nota: 10,0. Por Caroline Menezes – Twitter @kaka_menezes07
Jorge Jesus: Eis que Jesus veio para libertar seu povo. Assim podemos resumir o feito do português mais brasileiro de todos nesse final de semana.
Com uma essência pessoal única e uma amostragem muito grande de conhecimento no que se propõe a fazer, o treinador foi a cara das conquistas rubro-negras. No sábado demonstrou mais uma vez como o seu vestiário é forte durante o intervalo.
Depois de um primeiro tempo muito difícil para o Flamengo, onde o adversário poderia ter saído de campo com uma vantagem até maior devido os erros individuais dos jogadores em campo, JJ deu ao time outra cara na segunda parte. A partir da primeira substituição, apesar de forçada, o técnico mudou a forma de jogo da equipe, levando à uma maior eficácia nas jogadas em campo. O resultado final fez justiça ao trabalho desempenhado durante os cinco meses no Brasil.
No domingo vimos outro lado do mister durante a comemoração no centro do Rio: cantor, zoeiro, dançarino de funk (quem diria) e irmão do peito de Rodinei. Além disso, vimos o treinador comandar no mesmo dia o título do brasileiro, onde o time entrou em campo de ônibus, bêbado e mesmo assim foi campeão.
Conquistar os dois títulos em pouco tempo, o fez entrar para a história e, pra quem ainda discorda, depois do título mundial não haverá mais dúvidas: será o maior treinador da história do Maior do Mundo.
Só nos resta aplaudir e agradecer tudo que JJ fez por nós, o nosso libertador. Tomara que permaneça no clube e faça história mais uma vez, pois até cidadão honorário da cidade do Rio de Janeiro ele já é, isso oficialmente, por que pra nós ele é cidadão brasileiro, é cidadão sul-americano e ainda será cidadão mundial. Nota: 10,0.Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque
Documentário produzido pela Conmebol tocou no coração dos torcedores do Flamengo
Há exatamente um ano, o Flamengo se sagrava bicampeão da Copa Conmebol Libertadores, ao vencer o River Plate por 2 a 1, no estádio Monumental U, em Lima no Peru. Em homenagem ao título Rubro-Negro, a Confederação Sul-Americana de Futebol produziu um documentário detalhando como foi o dia 23 de novembro de 2019.
Muitos torcedores do Flamengo já se emocionaram assistindo, até o ex-lateral do clube, Rafinha, segurou as lágrimas acompanhando o curta-metragem. O Mundo Bola aproveita a data para relembrar o vídeo abaixo.
Muito já foi dito sobre a conquista da Copa Conmebol Libertadores. E o bicampeonato rubro-negro vai continuar rendendo histórias e análises. As notas de Flamengo 2×1 River que publicamos abaixo não têm a pretensão de serem verdades absolutas sobre a atuação de nossos heróis em Lima.
Este é um projeto produzido por voluntários da nossa comunidade “Mundo Bola – Pensar Flamengo”. Somos torcedores que se juntam após os jogos para resenhar sobre a performance individual dos atletas do nosso time. Temos um grupo que cada vez aprende mais e é consciente e responsável.
Nenhuma nota baixa é fruto de perseguição, assim como uma nota alta por predileção pessoal. São apenas notas, pessoal! Escritas com espirituosidade nas vitórias, sofrimento nas derrotas… O que queremos mesmo é que vocês comentem educadamente e escrevam também as suas análises e notas no campo de comentários.
Fechamos com este post um ciclo que começou naquele Fla 6×1 Goiás. E agora, 30 jogos depois, estamos aqui para dar as notas para o time que conquistou a América do Sul ao derrotar em três minutos um gigante argentino. Precisamos até de dois dias para que os corações estivessem mais calmos. Como este jogo fecha uma campanha, os nossos comentaristas ficaram à vontade para darem nota levando em conta toda a Libertadores, caso assim desejassem.
O novo ciclo tem um destino: Doha, onde nosso povo pede o mundo de novo. Vencendo ou não o Liverpool, estaremos aqui com vocês aferindo as notas para o time do Flamengo.
Diego Alves: Não teve culpa no lance do gol, pois foi uma bola rápida. Não comprometeu na partida. Esse ano ele mostrou a que veio, foi muito importante em toda nossa trajetória na Libertadores, principalmente no jogo contra o Emelec quando pegou pênaltis e nos colocou de “volta” na competição. Enfim temos um goleiro e referência em campo. Valeu a pena a permanência do “Cafezinho”. Nota: 9,0.Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho
Rafinha: Hoje vou falar sobre o Marcio Rafael Ferreira de Souza, nosso Rafinha. Menino de origem humilde que desbravou o mundo e virou um bicho papão de títulos. Lá fora ganhou incontáveis prêmios e quando fechou com o Flamengo, o torcedor já sentia um ímpeto em seu coração que algo grande estava por vir. E veio. Veio como um bando de urubus vermelhos e pretos, famintos, insaciáveis por títulos e grandeza.
Márcio Rafael sentiu em cada momento o que era o Flamengo (seu choro no fim do jogo representava o coração de 40 milhões de torcedores), gritava aos seus companheiros “vamo porra” e sempre, mesmo que às vezes errando, buscando fazer as jogadas.
No primeiro tempo, quando o Rafinha recebia a bola, vinham dois jogadores do River na marcação forte impedindo que ele conseguisse tocar a bola, o que acabava fazendo perdê-la muito, prendendo ela ou recuando. Apesar disso, o Flamengo se manteve buscando ataques pelo lado direito, mas ainda engessado. Após o intervalo, Jesus mudou o lado, enquanto os jogadores do River cansaram, e a participação defensiva de Rafinha reduziu.
No geral, Rafinha não teve desempenho excelente pelo mérito da marcação forte que o River Plate impôs. Que as gerações se lembrem de Marcio Rafael, assim como de todos que fizeram de 2019 um ano vermelho e preto. Ah, aliás, Rafinha precisa comprar uma casa nova maior para caber mais taça, e ainda falta a do Mundial! Nota: 8,0.Por Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_
Rodrigo Caio: Quando os sonhos se tornam realidade e vemos o inimaginável acontecer, a magia e a felicidade transborda de nossos corpos. Nesse contexto temos o nosso querido menino de condomínio que chegou com muita desconfiança. Meio que execrado pela mídia, ele mostrou na bola que merece um lugar no nosso panteão de ídolos, pois briga até o último fio de cabelo, com toda a sua força e deixaria o sangue em campo, metafórica e literalmente.
Por fim, sei que dizem que zagueiro tem que fazer cara feia e não pode chorar. Rodrigo, você pode chorar! Choremos juntos e ainda mais com as próximas conquistas. Obrigado Rodrigo Caio, e se possível, manda o endereço do condomínio que você aprendeu a jogar bola. Temos que procurar mais alguns Rodrigos Caios por lá. Nota: 10,0. Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian
Pablo Marí: Gigante! Melhor adjetivo para a contratação do zagueirão espanhol não há. Chegou em meio aos jogos decisivos e como batismo precisou encarar nada menos que o jogo mais importante do ano até ali, a partida de volta, num Maraca abarrotado, contra o Emelec. Entrou em campo, ficou impressionado com a magnética e a recíproca foi verdadeira, pois a cada jogo o seu futebol crescia junto com o da equipe. Ao lado de Rodrigo Caio fez o torcedor rubro-negro, órfão desde a aposentadoria do Magro de Aço, voltar a sorrir ao olhar para sua zaga. Contra o River, posicionamento perfeito nas bolas áreas e ótimas coberturas nos espaços deixados pelas subidas de Filipe Luís. Partida do tamanho do adjetivo usado para a sua contratação aqui nesta minha análise. Nota: 9,0.Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_
Filipe Luís: Não esteve em uma boa tarde o nosso craque da lateral-esquerda, apesar da costumeira elegância e classe, não foi o jogador que fez a diferença como em outras vezes. Na saída de bola esteve muito marcado e não conseguiu dar fluidez ao jogo pelo seu lado, na marcação apesar de alguns vacilos, foi bem. Não conseguiu ajudar o ataque como normalmente faz de forma inteligente, seja pelo meio ou pelo lado do campo.
Apesar disso tudo, o nosso craque da lateral-esquerda foi importantíssimo no título, as atuações na quartas de final e nas semifinais foram de fundamental importância e ajudou muito para chegada a Lima, em um jogo que conquistamos o nosso maior título dos últimos 37 anos. Por enquanto (sim, ainda tem o Mundial), não posso dar outra nota ao nosso lateral que joga de terno que não seja a máxima. Nota: 10,0.Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes
Willian Arão: Vacilou no gol do River, pareceu como todo o time pressionado pela história e a esperança de toda a Nação. Tentou manter o nível dos outros jogos mas o River pressionou a marcação e dificultou muito o jogo. Nota: 6,0.Por Ricardo Bitencourt – Instagram:@drbitenco
Gerson: O menino preto e pobre de Belford Roxo venceu. O menino que nasceu em 97, cresceu vendo a pior era na história do Flamengo.
O menino rubro-negro acabou virando uma talentosa promessa do rival tricolor e ainda como menino rumou à Europa. No Velho Continente virou homem e como tal decidiu seu destino. “Eu quero jogar no meu time, o Flamengo, para realizar meu sonho e colocar meu nome na história”.
Então o homem voltou e tornou-se o Coringa do Flamengo. Na histórica final, diante do histórico River Plate de Gallardo, Gerson foi o homem do meio campo rubro-negro que funcionou no primeiro tempo. Marcado ou livre, sempre buscou a melhor jogada, sem afobação ou medo de perder a bola. Falar que não teve dificuldade diante da marcação argentina seria tapar o sol com a peneira, mas Gerson fez sua parte. Muitas vezes ficou sem opção para sair jogando, no entanto foi o único jogador do Flamengo que conseguiu segurar a bola – um pouco de calmaria no mar revolto que foi o meio-campo dessa final. Já sem a bola deixou um pouco a desejar, demonstrando uma certa desatenção e dando espaço para a criação do River pelo lado direito.
Gerson voltou homem, mas ainda tem o que evoluir como jogador. Ele sabe disso, o mundo sabe disso, e agora resta nossa torcida para que não seja vendido. Afinal de contas, ainda há sonhos para Gerson realizar com o Manto. Saiu na primeira metade do segundo tempo após uma disputar uma dividida e sofrer uma lesão muscular. Nota: 9,0.Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira
Diego Ribas: Se Gerson está em plena ascensão, Diego vive o outro lado da moeda, pois o tempo passa para todos.
No Flamengo desde 2016, muitos atrelavam a imagem e discurso do meia ao seguidos insucessos do time da Gávea nos últimos anos. Contratado para ser um regente da equipe, no Flamengo de Jesus perdeu espaço para a vitalidade e talento de Gerson, mas diante do River mostrou que não é a toa que desde sua chegada é tratado pelos próprios jogadores como o líder do elenco. A experiência de sobra fez o meia conseguir segurar a bola no setor de criação e o Mais Querido se transformou em campo. Não foi senhor absoluto da partida, pois o River ainda assustava nos contra-ataques, mas o que antes era um jogo de tentativas de ambos os lados, agora era o Flamengo atacando e o adversário tentando revidar. No momento do lançamento para Gabriel brigar com a zaga e decretar o título do Mais Querido, Diego chutou não só a bola, mas também a pretensa fama de pipoqueiro, de jogador marqueteiro e qualquer outra crítica do tipo.
Diego buscou a bola como sempre buscou desde que chegou ao Flamengo. Depois da partida, deu entrevista como sempre deu, independente de vitórias e derrotas. Independente do tempo, esquema, técnico, ambiente, Diego estava lá e na final da Libertadores 2019, Diego estava lá para jogar por nós.
Ainda bem. Nota: 10,0.Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira
Everton Ribeiro: Primeiro tempo bem apagado, o que representou bem a falta de sintonia e atenção do time do Flamengo. No segundo tempo, a entrada de Diego deu mais espaço pro pai de Baby Guto, que cresceu e começou a incomodar o River. E como já foi dito aqui: Se Ribeiro vai bem, o time joga bem. A virada veio sem influência direta de seus pés, mas com méritos de toda equipe. Nota: 8,0.Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters
Arrascaeta: Assim como todo o time, fez um primeiro tempo para esquecer. Ficou muito preso na boa marcação do River, começou o jogo pela direita, e não foi bem, no segundo tempo voltou a jogar pela esquerda e melhorou um pouco, e teve mais espaço pra poder jogar. Muitos não percebem o quanto é um jogador que pressiona para tentar roubar a bola, na jogada do primeiro gol é o exemplo de quanto é disciplinada taticamente. Assim, como em varios jogos, foi decisivo ao dar um passe para o primeiro gol, que não era tão fácil assim. Um jogador diferenciado, craque, um falso lento espetacular. Nota: 8,0.Por Sérgio Ribeiro Twitter: @sergioribeiro04
Bruno Henrique: É o meu guri.
“Quando, seu moço, nasceu meu rebento, chamado Bruno Henrique, não era o momento dele rebentar. Já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar”
Só que acontece que o meu guri foi crescendo e seu avô falou que ele ia arrebentar. Sem muita cerimônia, ele disse, estamos em outro patamar. Olha aí, olha aí, Bruno Henrique é o meu guri!!
Esse papai do céu apontou o dedo e disse que seria o cara que ia conduzir toda uma Nação pelo deserto no sonho de encontrar a terra prometida. E ele cumpriu a odisseia. Não só nos trouxe a terra prometida com a ajuda do “anjo” Gabriel e dos arcanjos Arrascaeta, Caio, Gerson, Rafinha , Diegos e Filipe Luís, como ainda nos trouxe alguns mimos a mais como Carioca e Brasileirão. Mas, tudo isso só foi possível porque Jesus está no poder. Escolhido com justiça como o craque da Libertadores, Bruno Henrique sintetiza as qualidades de vários heróis em um corpo só. A velocidade do Flash, a força do Hulk, a agilidade do Homem Aranha e a inteligência futebolística do Homem de Ferro. Bruno Henrique, você é um dos heróis da Nação. Obrigado pelo grande ano e pelas conquistas que todos nós conseguimos!!! Nota: 10,0.Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr
Gabigol: “Não é mole não, o Gabigol é do Mengão, camisa 9 é o craque, é o moleque da nação.”
Há quem diga que nosso menino não fez nada até os 43 minutos do segundo tempo. Eu prefiro dizer que ele fez o que precisava ser feito, no tempo em que precisávamos.
O moleque tem nosso DNA, mostrou estar comprometido com a importância do jogo, se conteve em momentos que certamente explodiria, foi debochado como gostamos em outros momentos e decisivo quando precisamos! Se fez cumprir a profecia de que seríamos felizes! Nota: 10,0. Por Caroline Menezes – Twitter @kaka_menezes07
Jorge Jesus: Eis que Jesus veio para libertar seu povo. Assim podemos resumir o feito do português mais brasileiro de todos nesse final de semana.
Com uma essência pessoal única e uma amostragem muito grande de conhecimento no que se propõe a fazer, o treinador foi a cara das conquistas rubro-negras. No sábado demonstrou mais uma vez como o seu vestiário é forte durante o intervalo.
Depois de um primeiro tempo muito difícil para o Flamengo, onde o adversário poderia ter saído de campo com uma vantagem até maior devido os erros individuais dos jogadores em campo, JJ deu ao time outra cara na segunda parte. A partir da primeira substituição, apesar de forçada, o técnico mudou a forma de jogo da equipe, levando à uma maior eficácia nas jogadas em campo. O resultado final fez justiça ao trabalho desempenhado durante os cinco meses no Brasil.
No domingo vimos outro lado do mister durante a comemoração no centro do Rio: cantor, zoeiro, dançarino de funk (quem diria) e irmão do peito de Rodinei. Além disso, vimos o treinador comandar no mesmo dia o título do brasileiro, onde o time entrou em campo de ônibus, bêbado e mesmo assim foi campeão.
Conquistar os dois títulos em pouco tempo, o fez entrar para a história e, pra quem ainda discorda, depois do título mundial não haverá mais dúvidas: será o maior treinador da história do Maior do Mundo.
Só nos resta aplaudir e agradecer tudo que JJ fez por nós, o nosso libertador. Tomara que permaneça no clube e faça história mais uma vez, pois até cidadão honorário da cidade do Rio de Janeiro ele já é, isso oficialmente, por que pra nós ele é cidadão brasileiro, é cidadão sul-americano e ainda será cidadão mundial. Nota: 10,0.Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque
Agora, em 2020, o Flamengo está indo em busca do Tri da Libertadores. A equipe enfrenta o Racing nesta terça pelo jogo de ida das oitavas de finais da competição, e por te sido o último campeão da Libertadores, tem o respeito do país vizinho.
Em caso de classificação para as quartas de finais da Libertadores, o Mais Querido enfrentará o Internacional ou Boca Juniors.
Na outra chave da Libertadores, River Plate, Palmeiras e Independiente Del Valle se apresentam como grande favoritos.
A grande decisão desta nova edição da Libertadores será no Maracanã, em janeiro de 2021.
Zagueiro no título da Libertadores de 2019, Pablo Marí revelou que a torcida o deixou em choque
Hoje no Arsenal, o ex-zagueiro do Flamengo, Pablo Mari, revelou uma história curiosa sobre a final da Libertadores de 2019. Em entrevista ao DAZN, o espanhol disse que ficou intrigado com a reação da torcida após o segundo gol do Gabigol, em Lima. Segundo ele, praticamente nenhum rubro-negro cantou e se questionou: “O que aconteceu?”.
De acordo com Marí, os torcedores ficaram em silêncio na hora do gol da virada. Para ele, foi um choque: “Quando marcamos o primeiro gol, nós escutamos todo mundo se animar, comemorando o gol de empate. Mas quando passou o segundo gol, praticamente ninguém cantou. Então fiquei um pouco em choque. Nossa! Estamos ganhando, faltam dois minutos para acabar e você não via ninguém gritando nem animado. Eu disse: o que aconteceu?”, revelou.
Sem entender a reação, o zagueiro, que foi um dos mais importantes jogadores na campanha do título, disse que perguntou a um amigo que estava no estádio o motivo da torcida não ter gritado no segundo gol. A revelação foi mais surpreendente ainda:
“Termina a partida, e eu tinha um amigo que estava na arquibancada vendo a partida, e quando termina, eu ligo pra ele: Oi, aconteceu algo no segundo gol, porque as pessoas não estavam animadas? Ele disse: Pablo, não podiam se animar, estavam todos chorando. E eu disse: Não pode ser. Ele disse: Todos estavam chorando, porque ninguém podia esperar que nós havíamos acabado de ganhar a Libertadores”, completou Marí.
O Flamengo venceu o River Plate por 2 a 1, em Lima, no dia 23 de novembro de 2019. Na mesma data do primeiro título da Copa Libertadores, em 1981, o Rubro-Negro conquistou seu segundo troféu do torneio continental.
O Mundo Bola relembra como foi o dia 23 de novembro de 2019: desde as primeiras horas, até o anoitecer! Flamengo Bicampeão da Libertadores
Chegou o dia. Há um ano atrás, o Flamengo conquistava sua segunda Libertadores da América, frente ao River Plate da Argentina, em Lima. Para comemorar este grande título, o Mundo Bola traz abaixo como foi aquele 23 de novembro de 2019, desde as primeiras horas, até o anoitecer. Divirta-se!
Foto: Reprodução/ ”Hoje tem final da Libertadores”
FIM DE JOGOOOOOOOOOOOOOOO EM LIMA! COM 2 GOLS DE GABIGOL, O FLAMENGO VENCE O RIVER PLATE POR 2 A 1 E CONQUISTA O BICAMPEONATO DA LIBERTADORES! NAÇÃO, NÓS #VENCEMOSJUNTOS! ISSO AQUI É FLAMENGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO pic.twitter.com/4KmNOsQxv7
Muito já foi dito sobre a conquista da Copa Conmebol Libertadores. E o bicampeonato rubro-negro vai continuar rendendo histórias e análises. As notas de Flamengo 2×1 River que publicamos abaixo não têm a pretensão de serem verdades absolutas sobre a atuação de nossos heróis em Lima.
Este é um projeto produzido por voluntários da nossa comunidade “Mundo Bola – Pensar Flamengo”. Somos torcedores que se juntam após os jogos para resenhar sobre a performance individual dos atletas do nosso time. Temos um grupo que cada vez aprende mais e é consciente e responsável.
Nenhuma nota baixa é fruto de perseguição, assim como uma nota alta por predileção pessoal. São apenas notas, pessoal! Escritas com espirituosidade nas vitórias, sofrimento nas derrotas… O que queremos mesmo é que vocês comentem educadamente e escrevam também as suas análises e notas no campo de comentários.
Fechamos com este post um ciclo que começou naquele Fla 6×1 Goiás. E agora, 30 jogos depois, estamos aqui para dar as notas para o time que conquistou a América do Sul ao derrotar em três minutos um gigante argentino. Precisamos até de dois dias para que os corações estivessem mais calmos. Como este jogo fecha uma campanha, os nossos comentaristas ficaram à vontade para darem nota levando em conta toda a Libertadores, caso assim desejassem.
O novo ciclo tem um destino: Doha, onde nosso povo pede o mundo de novo. Vencendo ou não o Liverpool, estaremos aqui com vocês aferindo as notas para o time do Flamengo.
Diego Alves: Não teve culpa no lance do gol, pois foi uma bola rápida. Não comprometeu na partida. Esse ano ele mostrou a que veio, foi muito importante em toda nossa trajetória na Libertadores, principalmente no jogo contra o Emelec quando pegou pênaltis e nos colocou de “volta” na competição. Enfim temos um goleiro e referência em campo. Valeu a pena a permanência do “Cafezinho”. Nota: 9,0.Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho
Rafinha: Hoje vou falar sobre o Marcio Rafael Ferreira de Souza, nosso Rafinha. Menino de origem humilde que desbravou o mundo e virou um bicho papão de títulos. Lá fora ganhou incontáveis prêmios e quando fechou com o Flamengo, o torcedor já sentia um ímpeto em seu coração que algo grande estava por vir. E veio. Veio como um bando de urubus vermelhos e pretos, famintos, insaciáveis por títulos e grandeza.
Márcio Rafael sentiu em cada momento o que era o Flamengo (seu choro no fim do jogo representava o coração de 40 milhões de torcedores), gritava aos seus companheiros “vamo porra” e sempre, mesmo que às vezes errando, buscando fazer as jogadas.
No primeiro tempo, quando o Rafinha recebia a bola, vinham dois jogadores do River na marcação forte impedindo que ele conseguisse tocar a bola, o que acabava fazendo perdê-la muito, prendendo ela ou recuando. Apesar disso, o Flamengo se manteve buscando ataques pelo lado direito, mas ainda engessado. Após o intervalo, Jesus mudou o lado, enquanto os jogadores do River cansaram, e a participação defensiva de Rafinha reduziu.
No geral, Rafinha não teve desempenho excelente pelo mérito da marcação forte que o River Plate impôs. Que as gerações se lembrem de Marcio Rafael, assim como de todos que fizeram de 2019 um ano vermelho e preto. Ah, aliás, Rafinha precisa comprar uma casa nova maior para caber mais taça, e ainda falta a do Mundial! Nota: 8,0.Por Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_
Rodrigo Caio: Quando os sonhos se tornam realidade e vemos o inimaginável acontecer, a magia e a felicidade transborda de nossos corpos. Nesse contexto temos o nosso querido menino de condomínio que chegou com muita desconfiança. Meio que execrado pela mídia, ele mostrou na bola que merece um lugar no nosso panteão de ídolos, pois briga até o último fio de cabelo, com toda a sua força e deixaria o sangue em campo, metafórica e literalmente.
Por fim, sei que dizem que zagueiro tem que fazer cara feia e não pode chorar. Rodrigo, você pode chorar! Choremos juntos e ainda mais com as próximas conquistas. Obrigado Rodrigo Caio, e se possível, manda o endereço do condomínio que você aprendeu a jogar bola. Temos que procurar mais alguns Rodrigos Caios por lá. Nota: 10,0. Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian
Pablo Marí: Gigante! Melhor adjetivo para a contratação do zagueirão espanhol não há. Chegou em meio aos jogos decisivos e como batismo precisou encarar nada menos que o jogo mais importante do ano até ali, a partida de volta, num Maraca abarrotado, contra o Emelec. Entrou em campo, ficou impressionado com a magnética e a recíproca foi verdadeira, pois a cada jogo o seu futebol crescia junto com o da equipe. Ao lado de Rodrigo Caio fez o torcedor rubro-negro, órfão desde a aposentadoria do Magro de Aço, voltar a sorrir ao olhar para sua zaga. Contra o River, posicionamento perfeito nas bolas áreas e ótimas coberturas nos espaços deixados pelas subidas de Filipe Luís. Partida do tamanho do adjetivo usado para a sua contratação aqui nesta minha análise. Nota: 9,0.Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_
Filipe Luís: Não esteve em uma boa tarde o nosso craque da lateral-esquerda, apesar da costumeira elegância e classe, não foi o jogador que fez a diferença como em outras vezes. Na saída de bola esteve muito marcado e não conseguiu dar fluidez ao jogo pelo seu lado, na marcação apesar de alguns vacilos, foi bem. Não conseguiu ajudar o ataque como normalmente faz de forma inteligente, seja pelo meio ou pelo lado do campo.
Apesar disso tudo, o nosso craque da lateral-esquerda foi importantíssimo no título, as atuações na quartas de final e nas semifinais foram de fundamental importância e ajudou muito para chegada a Lima, em um jogo que conquistamos o nosso maior título dos últimos 37 anos. Por enquanto (sim, ainda tem o Mundial), não posso dar outra nota ao nosso lateral que joga de terno que não seja a máxima. Nota: 10,0.Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes
Willian Arão: Vacilou no gol do River, pareceu como todo o time pressionado pela história e a esperança de toda a Nação. Tentou manter o nível dos outros jogos mas o River pressionou a marcação e dificultou muito o jogo. Nota: 6,0.Por Ricardo Bitencourt – Instagram:@drbitenco
Gerson: O menino preto e pobre de Belford Roxo venceu. O menino que nasceu em 97, cresceu vendo a pior era na história do Flamengo.
O menino rubro-negro acabou virando uma talentosa promessa do rival tricolor e ainda como menino rumou à Europa. No Velho Continente virou homem e como tal decidiu seu destino. “Eu quero jogar no meu time, o Flamengo, para realizar meu sonho e colocar meu nome na história”.
Então o homem voltou e tornou-se o Coringa do Flamengo. Na histórica final, diante do histórico River Plate de Gallardo, Gerson foi o homem do meio campo rubro-negro que funcionou no primeiro tempo. Marcado ou livre, sempre buscou a melhor jogada, sem afobação ou medo de perder a bola. Falar que não teve dificuldade diante da marcação argentina seria tapar o sol com a peneira, mas Gerson fez sua parte. Muitas vezes ficou sem opção para sair jogando, no entanto foi o único jogador do Flamengo que conseguiu segurar a bola – um pouco de calmaria no mar revolto que foi o meio-campo dessa final. Já sem a bola deixou um pouco a desejar, demonstrando uma certa desatenção e dando espaço para a criação do River pelo lado direito.
Gerson voltou homem, mas ainda tem o que evoluir como jogador. Ele sabe disso, o mundo sabe disso, e agora resta nossa torcida para que não seja vendido. Afinal de contas, ainda há sonhos para Gerson realizar com o Manto. Saiu na primeira metade do segundo tempo após uma disputar uma dividida e sofrer uma lesão muscular. Nota: 9,0.Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira
Diego Ribas: Se Gerson está em plena ascensão, Diego vive o outro lado da moeda, pois o tempo passa para todos.
No Flamengo desde 2016, muitos atrelavam a imagem e discurso do meia ao seguidos insucessos do time da Gávea nos últimos anos. Contratado para ser um regente da equipe, no Flamengo de Jesus perdeu espaço para a vitalidade e talento de Gerson, mas diante do River mostrou que não é a toa que desde sua chegada é tratado pelos próprios jogadores como o líder do elenco. A experiência de sobra fez o meia conseguir segurar a bola no setor de criação e o Mais Querido se transformou em campo. Não foi senhor absoluto da partida, pois o River ainda assustava nos contra-ataques, mas o que antes era um jogo de tentativas de ambos os lados, agora era o Flamengo atacando e o adversário tentando revidar. No momento do lançamento para Gabriel brigar com a zaga e decretar o título do Mais Querido, Diego chutou não só a bola, mas também a pretensa fama de pipoqueiro, de jogador marqueteiro e qualquer outra crítica do tipo.
Diego buscou a bola como sempre buscou desde que chegou ao Flamengo. Depois da partida, deu entrevista como sempre deu, independente de vitórias e derrotas. Independente do tempo, esquema, técnico, ambiente, Diego estava lá e na final da Libertadores 2019, Diego estava lá para jogar por nós.
Ainda bem. Nota: 10,0.Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira
Everton Ribeiro: Primeiro tempo bem apagado, o que representou bem a falta de sintonia e atenção do time do Flamengo. No segundo tempo, a entrada de Diego deu mais espaço pro pai de Baby Guto, que cresceu e começou a incomodar o River. E como já foi dito aqui: Se Ribeiro vai bem, o time joga bem. A virada veio sem influência direta de seus pés, mas com méritos de toda equipe. Nota: 8,0.Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters
Arrascaeta: Assim como todo o time, fez um primeiro tempo para esquecer. Ficou muito preso na boa marcação do River, começou o jogo pela direita, e não foi bem, no segundo tempo voltou a jogar pela esquerda e melhorou um pouco, e teve mais espaço pra poder jogar. Muitos não percebem o quanto é um jogador que pressiona para tentar roubar a bola, na jogada do primeiro gol é o exemplo de quanto é disciplinada taticamente. Assim, como em varios jogos, foi decisivo ao dar um passe para o primeiro gol, que não era tão fácil assim. Um jogador diferenciado, craque, um falso lento espetacular. Nota: 8,0.Por Sérgio Ribeiro Twitter: @sergioribeiro04
Bruno Henrique: É o meu guri.
“Quando, seu moço, nasceu meu rebento, chamado Bruno Henrique, não era o momento dele rebentar. Já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar”
Só que acontece que o meu guri foi crescendo e seu avô falou que ele ia arrebentar. Sem muita cerimônia, ele disse, estamos em outro patamar. Olha aí, olha aí, Bruno Henrique é o meu guri!!
Esse papai do céu apontou o dedo e disse que seria o cara que ia conduzir toda uma Nação pelo deserto no sonho de encontrar a terra prometida. E ele cumpriu a odisseia. Não só nos trouxe a terra prometida com a ajuda do “anjo” Gabriel e dos arcanjos Arrascaeta, Caio, Gerson, Rafinha , Diegos e Filipe Luís, como ainda nos trouxe alguns mimos a mais como Carioca e Brasileirão. Mas, tudo isso só foi possível porque Jesus está no poder. Escolhido com justiça como o craque da Libertadores, Bruno Henrique sintetiza as qualidades de vários heróis em um corpo só. A velocidade do Flash, a força do Hulk, a agilidade do Homem Aranha e a inteligência futebolística do Homem de Ferro. Bruno Henrique, você é um dos heróis da Nação. Obrigado pelo grande ano e pelas conquistas que todos nós conseguimos!!! Nota: 10,0.Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr
Gabigol: “Não é mole não, o Gabigol é do Mengão, camisa 9 é o craque, é o moleque da nação.”
Há quem diga que nosso menino não fez nada até os 43 minutos do segundo tempo. Eu prefiro dizer que ele fez o que precisava ser feito, no tempo em que precisávamos.
O moleque tem nosso DNA, mostrou estar comprometido com a importância do jogo, se conteve em momentos que certamente explodiria, foi debochado como gostamos em outros momentos e decisivo quando precisamos! Se fez cumprir a profecia de que seríamos felizes! Nota: 10,0. Por Caroline Menezes – Twitter @kaka_menezes07
Jorge Jesus: Eis que Jesus veio para libertar seu povo. Assim podemos resumir o feito do português mais brasileiro de todos nesse final de semana.
Com uma essência pessoal única e uma amostragem muito grande de conhecimento no que se propõe a fazer, o treinador foi a cara das conquistas rubro-negras. No sábado demonstrou mais uma vez como o seu vestiário é forte durante o intervalo.
Depois de um primeiro tempo muito difícil para o Flamengo, onde o adversário poderia ter saído de campo com uma vantagem até maior devido os erros individuais dos jogadores em campo, JJ deu ao time outra cara na segunda parte. A partir da primeira substituição, apesar de forçada, o técnico mudou a forma de jogo da equipe, levando à uma maior eficácia nas jogadas em campo. O resultado final fez justiça ao trabalho desempenhado durante os cinco meses no Brasil.
No domingo vimos outro lado do mister durante a comemoração no centro do Rio: cantor, zoeiro, dançarino de funk (quem diria) e irmão do peito de Rodinei. Além disso, vimos o treinador comandar no mesmo dia o título do brasileiro, onde o time entrou em campo de ônibus, bêbado e mesmo assim foi campeão.
Conquistar os dois títulos em pouco tempo, o fez entrar para a história e, pra quem ainda discorda, depois do título mundial não haverá mais dúvidas: será o maior treinador da história do Maior do Mundo.
Só nos resta aplaudir e agradecer tudo que JJ fez por nós, o nosso libertador. Tomara que permaneça no clube e faça história mais uma vez, pois até cidadão honorário da cidade do Rio de Janeiro ele já é, isso oficialmente, por que pra nós ele é cidadão brasileiro, é cidadão sul-americano e ainda será cidadão mundial. Nota: 10,0.Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque
Agora, em 2020, o Flamengo está indo em busca do Tri da Libertadores. A equipe enfrenta o Racing nesta terça pelo jogo de ida das oitavas de finais da competição, e por te sido o último campeão da Libertadores, tem o respeito do país vizinho.
Em caso de classificação para as quartas de finais da Libertadores, o Mais Querido enfrentará o Internacional ou Boca Juniors.
Na outra chave da Libertadores, River Plate, Palmeiras e Independiente Del Valle se apresentam como grande favoritos.
A grande decisão desta nova edição da Libertadores será no Maracanã, em janeiro de 2021.
Dentre os quatro primeiros colocados, Flamengo foi o único que venceu nesta rodada. Time de Ceni divide o topo da tabela com o Atlético-MG
A rodada foi excelente para o Flamengo, que além de vencer o Coritiba por 3 x1 no Maracanã, na noite de sábado, observou seus principais adversários na disputa pelo título tropeçarem no domingo, esquentando ainda mais a briga pela conquista do Campeonato Brasileiro
Os jogos
Na tarde deste domingo, o Atlético- MG empatou com o Ceará no Castelão, pela 22° rodada do Campeonato Brasileiro, e assumiu novamente a liderança do torneio. O time de Belo Horizonte chegou aos mesmos 39 pontos do Flamengo, superando o Rubro Negro pelos números de vitórias. A equipe carioca possui 11 triunfos e o time mineiro 12.
Em um primeiro tempo morno, o Atlético- MG saiu na frente com Eduardo Sasha, que fez um belo gol de bicicleta, aos 29 minutos. Com um segundo tempo movimentado, o Ceará, em dez minutos, virou a partida com gols de Vinicius Lima e Felipe Vizeu, mas o alvinegro de Sampaoli empatou com Keno, de pênalti, aos 32 minutos.
A equipe cearense ficou boa parte do jogo com um jogador a mais, já que o árbitro Raphael Claus expulsou, com o auxílio do VAR, Dylan Barrero depois de uma cotovelada do atleticano em Léo Chú. Mesmo com a vantagem no número de jogadores e se comportando bem taticamente boa parte da partida, o Ceará não conseguiu vencer.
Já o São Paulo também ficou no empate com o Vasco no Morumbi e é o terceiro colocado, com 37 pontos, dois a menos que o Flamengo, tendo o clube comandado por Diniz 3 jogos atrasados do primeiro turno. O cruzmaltino abriu o placar, com o argentino Germán Cano, mas o time paulista empatou, com Luciano, ainda no primeiro tempo.
O placar da partida deste domingo interrompeu a sequência de seis vitórias consecutivas do São Paulo, que entrou em campo para o duelo contra o Vasco utilizando camisas em homenagem ao Dia da Consciência Negra.
No Beira Rio, o Internacional recebeu o Fluminense e foi derrotado pelo time carioca. O Colorado saiu na frente com gol de Maurício aos 15 minutos do primeiro tempo.
Porém, na etapa final, o Tricolor virou o jogo, com Lucca e Caio Paulista, e já é quinto colocado da competição. Já a equipe de Abel Braga, que esteve ausente da partida de hoje por ter testado positivo para a COVID 19, ocupa a quarta colocação.
Próximos passos do Flamengo
Com os resultados desta rodada, o Flamengo se fortalece para os próximos jogos e se prepara para os confrontos do Campeonato Brasileiro. Porém, antes de voltar a pensar na maior competição nacional do país, o Rubro Negro tem dois duelos decisivos com o Racing pela Libertadores.
Com o jogo do próximo sábado contra o Grêmio adiado por conta da Libertadores, o Flamengo volta a jogar pelo Campeonato Brasileiro no dia 5 de dezembro, quando irá enfrentar o Botafogo.
Vitória do Flamengo sobre o Coritiba foi importante para o time “tirar” pontos contra os rivais. Foto: Alexandre Vidal & Marcelo Cortes / Flamengo
Racing x Flamengo jogam pelas oitavas de final da Libertadores. Rival do Rubro-Negra vive profunda crise.
Racing x Flamengo jogam nesta terça-feira pelas oitavas de final da Libertadores, às 21h30, no Estádio El Cilindro, em Avellaneda, com transmissão pelo canais Fox Sports e SBT. Atual campeão, o Rubro-Negro vai à Argentina encarar um rival em profunda crise. Sem vencer há um mês, La Academia tem muitos problemas e com o técnico Beccacece ameaçado de demissão.
O confronto é inédito na Libertadores, mas Flamengo e Racing já se encontraram nas semifinais da Supercopa 1992, quando os argentinos levaram a melhor – 3 a 3 na ida, no Pacaembu, e 1 a 0 na volta, na Argentina.
Mantendo o sonho de chegar à segunda decisão consecutiva e ao terceiro título da América, o Flamengo chega a Buenos Aires mais tranquilo após a vitória sobre o Coritiba por 3 a 1. Ainda assim, tentando reencontrar o bom futebol de 2019, a equipe terá voltas importantes para o duelo com cara de decisão.
O técnico Rogério Ceni terá à disposição Filipe Luís e o atacante Gabigol, ambos relacionados para a partida. Entretanto, ainda conta com desfalques importantes, como Pedro e Rodrigo Caio, lesionados. Thiago Maia, com grave lesão no joelho, não joga mais em 2020.
Já o Racing vive um profunda crise. Sem vencer há um mês, vai para o jogo após quatro derrotas seguidas. O último triunfo foi quando superou o Estudiantes de Merida por 2 a 1 no El Cilindro, em 21 de outubro, no encerramento da fase de grupos da Libertadores. Nesse sentido, joga uma decisão.
O técnico Sebastián Beccacece, ameaçado de demissão em caso de derrota, ainda terá muitos desfalques por conta de lesão. Contudo, Darío Cvitanich, um dos seus principais atacantes, saiu lesionado contra o Tucumán e é incerto. Lorenzo Melgarejo e Augusto Solari, com problemas musculares, são desfalques para o jogo de ida.
Ainda assim, durante o começo de novembro, Beccacece ainda teve a perda de dois outros titulares: Maurício Martínez e Marcelo Díaz passaram por cirurgias de joelho e também não disputam a partida.
Ficha Técnica de Racing x Flamengo:
Oitavas de final da Libertadores
Estádio e Horário
Estádio El Cilindro, em Avellaneda – 21h30
Provável escalação do Flamengo
Diego Alves; Isla, Thuler, Léo Pereira e Filipe Luís (Renê); Willian Arão, Gerson, Éverton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabigol (Vitinho).
Esta foi a quinta vitória da equipe no NBB. Além do Flamengo, Bauru e Paulistano são os únicos times invictos na competição
A partida foi disputada na sede de Mogi das Cruzes, onde o Flamengo enfrentou o Pato Basquete e venceu por 105 a 70, na noite deste domingo, 22.
Agora, o Mais Querido terá mais de uma semana para treinos, pois o próximo confronto é contra o Pinheiros, no dia 3 de dezembro. A partida está marcada para às 17h30, no ginásio do Morumbi.
Jogo
1º quarto
O Flamengo começou com Franco Balbi, Chuzito, Jhonatan, Olivinha e Rafael Mineiro. Chuzito fez os primeiros pontos depois de um rebote ofensivo e, na sequência, Olivinha acertou também do perímetro e abriu vantagem. Diferente da partida passada, contra o Campo Mourão, o Flamengo iniciou arrasador com a bola de três e forçou cedo um tempo pedido por Dedé, técnico do Pato. No entanto, Olivinha e Chuzito seguiram com o alto aproveitamento e além disso, Rafael Mineiro apareceu para pontuar. Balbi, com cinco assistências, foi mais um destaque. Ao fim, o Flamengo terminou com 34 pontos e oito bolas de três, sendo o melhor primeiro período do time no NBB – 34 a 22.
2º quarto
O Pato voltou melhor no início e quem pediu o tempo técnico dessa vez foi Gustavo de Conti, do Flamengo. Com Yago e Hettsheimeir mais presentes e os ajustes na defesa, o jogo ficou mais equilibrado. O Rubro-Negro conseguiu encontrar os espaços novamente e acertou mais quatro arremessos de três para virar o placar da parcial. Contudo, o Pato Basquete aproveitou da mesma forma os erros de defesa do Flamengo, pegou 15 rebotes e terminou com um empate no período (21 a 21). Olivinha, com 18 pontos, foi para intervalo sendo o cestinha e destaque da partida – 55 a 43.
3º quarto
Rafael Mineiro abriu os trabalhos no período com uma de três da zona morta. Na ausência de Marquinhos, Olivinha liderou a equipe mais uma vez e chamou a responsabilidade. Assim como o camisa 16, Franco Balbi também comandou na armação e converteu uma arremesso de três. Rafael Mineiro foi outro jogador efetivo na rotação e com alto aproveitamento acabou sendo assim o maior pontuador no quarto. Yago, com mais duas bolas de três em duas tentativas, contribuiu para o Flamengo ir com larga vantagem para o o último período – 82 a 62.
4º quarto
Apesar de estar muito na frente do placar, o Flamengo continuou com volume de jogo no período final. O time administrou bem o tempo e chegou na contagem centenária com uma bola de três, de Yago. Olivinha, que já havia tido um duplo-duplo na partida passada, fez mais dois pontos no quarto e terminou então como o cestinha do jogo, com 23 pontos – 105 a 70.