Em programa de televisão, Vampeta declarou que o episódio de racismo não era para tanta coisa e afirmou que o futebol está com muito mimimi
Durante o programa “Mesa Redonda”, da TV Gazeta, Vampeta minimizou a injúria racial sofrida por Gerson. Indo na contramão de toda a solidariedade prestada ao atleta do Flamengo, o ex-jogador afirmou que não viu para tanta coisa o grave episodio de racismo ocorrido no Maracanã.
“Mas eu não vi para tanta coisa (sobre o Gerson). Eu jogo bola ali na Vila Maria, lá tem de tudo… Coreano, boliviano, chinês… “Ô coreano, toca a bola”, “ô boliviano, toca a bola”, “ô chinês, toca a bola”… E aí? Se todo mundo for para a televisão por essas causas”, disse Vampeta.
O comentarista Benjamin Back discordou do ex-jogador declarando que quando você tem liberdade com a pessoa é diferente.
“É diferente. Quando você tem uma liberdade com a pessoa, é lógico que você não vai ligar. É totalmente diferente. Então você falar “po negão” para um cara que é seu amigo, ele sabe que não tem nada. Mas você virar para um cara que você não conhece no meio do jogo e falar “ô seu macaco”… Tá maluco, cara?”, respondeu Benja.
Após observar a divergência dos colegas, Vampeta continuou, recordou casos na Europa, lembrou Neymar e concluiu dizendo que o futebol está com muito mimimi.
“O mundo parou naquele lance do Neymar e não deu nada. Agora teve um lance de novo com o Paris Saint-Germain contra um time turco, mas os dois já se entenderam. O futebol está muito mimimi”, concluiu o ex-jogador.
Benja respondeu novamente Vampeta dizendo que o futebol não pode ser um mundo paralelo e o que acontece dentro de campo é reflexo da sociedade.
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Gerson revelou ter sofrido racismo de meio-campista do Bahia
Na madrugada de domingo para segunda, 21, o Bahia emitiu uma nota oficial para se manifestar sobre a denúncia do meia Gerson, do Flamengo, sobre a possível ofensa de racismo do atleta Ramírez, que defende o clube baiano.
A diretoria do tricolor decidiu afastar o colombiano e revelou uma ligação do presidente Guilherme Bellintani, a fim de prestar solidariedade para o camisa 8.
O Esporte Clube Bahia vem a público se manifestar sobre a denúncia de racismo feita pelo atleta Gerson, do Flamengo, ocorrida na noite deste domingo (20).
O atleta Indio Ramírez nega veementemente a acusação e a ele está sendo dada a oportunidade de se defender de algo tão grave.
O clube entende, porém, que é indispensável, imprescindível e fundamental que a voz da vítima seja preponderante em casos desta natureza.
Assim, decidiu afastar imediatamente o jogador das atividades da equipe até a conclusão da apuração.
O presidente Guilherme Bellintani ligou para Gerson a fim de prestar solidariedade.
O jogo
O Flamengo começou o jogo mostrando intensidade, e aos cinco minutos, Bruno Henrique recebeu na esquerda, cortou para o meio e finalizou forte de fora da área: 1 a 0. Um minuto depois, Isla cruzou, Gerson escorou e Gabriel Barbosa finalizou próximo à trave de Douglas. Aos 9, Gabigol proferiu ofensas ao árbitro e recebeu cartão vermelho direto, deixando os nervoso a flor da pele.
Aos 22, Nino Paraíba entrou cara a cara com Diego Alves e obrigou o goleiro rubro-negro a fazer uma grande defesa com o pé direito. No minuto 30, Gilberto teve uma chance na pequena área para o goleiro do Mais Querido aplicar mais uma defesa. O desafogo do Flamengo foi aos 32. Bruno Henrique recebeu nas costas do zagueiro, ganhou na velocidade, tocou para trás e Isla ampliou: 2 a 0.
Aos 41, Bruno Henrique recebeu outro passe longo de Arrascaeta, limpou a marcação e obrigou Douglas a fazer uma grande defesa. No minuto 48, o arco e a flecha aconteceu novamente. Bruno Henrique recebeu um lindo passe do meio uruguaio e perdeu um gol feito.
Na segunda etapa, o Bahia diminuiu logo nos primeiros minutos com Ramires. O empate veio aos 10, com Gilberto de fora da área. A virada veio com Gilberto novamente, após cruzamento de Rossi: 3 a 2. João Gomes recebeu uma bola de Everton Ribeiro aos 18, e quase empatou, finalizando a bola na trave. Aos 26, Rogério Ceni substituiu pela primeira vez: saiu Arrascaeta para a entrada de Pedro e deu certo. No minuto 37, Filipe Luís recebeu na esquerda, cruzou e Pedro de peito empatou: 3 a 3. A virada veio aos 44, Pedro recebeu, girou bonito e tocou para Vitinho marcar: 4 a 3.
Não basta o discurso, a prática é necessária e o mundo do futebol parece sentir baques somente na perspectiva econômica
Racismo é a expressão genuína de um sistema de dominação que organiza a partir do poder, da subjugação, do genocídio, do controle de corpos racializados, tudo que é conteúdo e contorno da nossa sociedade, desde as sutilezas até a racionalidade como um todo. Não é só um está aqui ou acolá, está presente, é presente, é substantivo em nossa vida.
Não é uma temática nova, ou algo que se usa para coitadismo ou coisa do tipo. É sobretudo uma história de luta contra esta dominação. E não nos enganemos. Sempre se lutou contra o poder colonizador, contra a organização de supremacia branca, contra o modo de produção escravocrata, contra o mito da democracia racial brasileira e se segue lutando, cotidianamente, pela força de movimentos sociais, coletivos organizados, pessoas pretas e aliados, numa perspectiva antirracista, que reflete e pensa a subversão deste mundo como objetivo, mas articula e propõe mudanças diárias para melhoras significativas na vida da população negra.
Do mesmo autor: 2019, lembrança boa; 2020, presente possível
E toda essa labuta, que é lógica, constitui um pensamento concreto e correto, uma característica que demonstraria a superação dos erros históricos promovidos pelas pessoas, instituições, sociedade, estado e capital, na realidade, pelo poder e dominação, acaba não sendo, ainda mais numa conjuntura que alimenta abertamente os discursos de não existência de racismo. O que também é combustível para uma sorte de relativizações, de “não foi bem isso”, “não sou racista, mas”, “racismo está na sua cabeça”, “as pessoas negras que são racistas” e variantes sem pé nem cabeça que não observam a relação de dominação, poder, controle e subjugação de corpos.
E como regra, não exceção, irá acontecer em todas as searas da sociedade, inclusive no futebol. Ah, o futebol que nos preenche e dá tantos momentos de alegria e lágrimas. Mas também é um mundo específico que reverbera a racionalidade vigente e como efeito, pode acabar com a vida de pessoas, passar pano pro racismo, levar pessoas negras ao ostracismo, invisibilizar, como o goleiro da seleção brasileira de 1950, o Barbosa; como fora com o menino L.E. de 11 anos em Caldas Novas; como já foi com nosso goleiro Hugo, como foi agora com o Gérson, nosso Coringa do Mengão e como é em todos os episódios que já aconteceram na história do futebol e eram normalizados.
Não existe cerimônia, existe tanto discurso quanto prática para que as pessoas racializadas buscarem seu lugar, ficarem na sua, desde de um cala a boca até morte. O que vemos de contrapartida para inibir com radicalidade (ir a raiz) destes casos no mundo do futebol? Bom, vemos a FIFA mantendo uma campanha publicitária de não ao racismo há anos, sem efeitos práticos e sem respostas amplas para a comunidade esportiva. Seguem acontecendo cantos e manifestações racistas, sobretudo de algumas torcidas da Europa; seguem tendo declarações de dirigentes, de técnicos que reafirmam o racismo, segue a lógica da desumanização de adversário, mas pares de profissão, pela sua condição de existência.
Não basta o discurso, a prática é necessária e o mundo do futebol parece sentir baques somente na perspectiva econômica. É imprescindível que mais jogadores façam como o Gerson, como Demba Ba e Pierre Webó. Não aceitarem calados. E ir além, serem paredistas, não admitirem a rotina, a continuidade das atividades como se fosse caso isolado ou naturalizado.
Não deixe de ler: Flamengo vai levar ao STJD caso de racismo de Gerson envolvendo Ramírez e Mano Menezes
Evidente, estamos aqui pensando sobre questões possíveis nos limites do futebol. Seria incrível um real engajamento de jogadores negros em apoio de todo gênero aos movimentos e redes que realmente tocam esta difícil luta contra a dominação. Isso não vai parar ou mudar, então que atletas e esportistas negras e negros em geral também não parem, também não se calem e “incomodem”, porque na realidade não é incômodo. É o expurgo de um grito de “basta!” contra o racismo. Quem se doer, se aguente ou tome prumo, pois vai ter muito mais.
Diante do Bahia, Arrascaeta completou seu 38º jogo com o Manto Sagrado pelo Brasileirão
Autor da assistência para o primeiro gol do Flamengo – feito por Bruno Henrique – na emocionante vitória diante do Bahia, o meia uruguaio De Arrascaeta chegou aos 38 jogos (equivalente a uma edição) pelo Rubro-Negro carioca no Campeonato Brasileiro, apresentando números impressionantes.
Disputando 23 jogos em 2019 e outros 15 na atual temporada, o uruguaio soma incríveis 17 gols e 19 assistências, além de um único cartão amarelo recebido – contra o Vasco, no estádio Mané Garrincha. Ou seja, 36 participações diretas para gol em 38 partidas disputadas.
Brasileiro 2019
23 jogos
13 gols
14 assistências
1 cartão amarelo
Brasileiro 2020
15 jogos
4 gols
5 assistências
0 cartão amarelo
TOTAL
38 jogos
17 gols
19 assistências
1 cartão amarelo
As vítimas de Arrascaeta foram: Goiás (3 vezes); Bahia, Coritiba, Internacional e Palmeiras (2 vezes cada); Avaí, CSA, Cruzeiro, Ceará, Vasco e Grêmio. Já quanto ao quesito assistências, vale lembrar que foram distribuídas entre: Gabigol e Bruno Henrique (7 para cada), Pedro (2); Everton Ribeiro, Willian Arão e Lincoln (1).
Golaço de Arrascaeta contra o Ceará, em 2019 (Divulgação)
De Arrascaeta chegou ao Brasil em 2015, quando transferiu-se para o Cruzeiro. Ficou até dezembro de 2018 no clube mineiro, mas jamais havia conquistado números tão expressivos como no Flamengo em 2019.
Jogo entre Flamengo x Bahia foi marcado por polêmicas na arbitragem e episódio de injúria racial sofrido por Gerson durante a partida
A virada do Flamengo por 4 a 2 em cima do Bahia neste domingo, 20, no Maracanã foi repleta de polêmicas dentro e fora de campo. A começar pela expulsão de Gabi aos 9 minutos do 1º tempo por um “vai tomar no c…” enquanto Ramírez, que cometeu um ato de injúria racial contra Gerson, não levou sequer um cartão amarelo do juiz paulista, Flavio Rodrigues de Souza. O departamento jurídico do Flamengo afirmou que vai apresentar ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) o episódio de racismo sofrido por Gerson durante a partida.
A escolha duvidosa da CBF para definir a arbitragem do jogo de hoje contra o Bahia já havia levantado dúvidas, por ser formada por paulistas. Não é novidade para ninguém que o Flamengo disputa diretamente o título do Campeonato Brasileiro com o São Paulo, mas escolher um árbitro paulistano para apitar a partida deve ter sido só coincidência…
Aos 9 minutos de jogo, Gabi foi expulso acusado de ter mandado o juiz paulista ir tomar no c*. No lance, o atacante pediu falta de Gregore, que não foi marcada. Na sequência, o árbitro mostrou o cartão vermelho direto para Gabi. Flávio Rodrigues de Souza afirmou ter sido xingado pelo atacante, mesmo estando de costas e a cerca de 100m do jogador. Parece que além de ter uma boa audição, o juiz nunca foi xingado em campo antes. Inconformado, Gabi levou quase cinco minutos para deixar o campo. Confira abaixo a súmula do juiz:
Se o juiz nem hesitou ao punir Gabigol, o mesmo critério não foi usado durante a situação de racismo sofrida por Gerson dentro de campo. O atleta ouviu de Ramírez um “cala a boca, negro”. Ao reagir ao ataque de racismo sofrido, Gerson também entrou em confronto com o técnico Mano Menezes, que minimizou o episódio lamentável definindo como “malandragem” do jogador e completou ainda com a frase: “tem que tomar bico do Daniel Alves mesmo que é mais malandro que tu”. O vídeo com as declarações do treinador pode ser assistido através do site do GE.
A situação foi assistida pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza mas nenhuma punição severa foi tomada, ao contrário do que aconteceu com o hipotético xingamento de Gabi em campo. Na súmula, o juiz informou que “o ato não foi percebido por nenhum membro da equipe de arbitragem no campo de jogo”.
Sobre o episódio de racismo sofrido por Gerson, o vice-presidente geral e da procuradoria geral do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches, informou que o departamento jurídico do clube está acompanhando o episódio de injúria racial sofrido pelo meia e que representará ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) o caso tanto em relação a Ramírez quanto a Mano Menezes. Após a partida, o Bahia anunciou o desligamento do técnico do clube.
Além de apoiar o Gerson na esfera criminal, o Flamengo representará ao STJD contra o atleta que ofendeu racialmete o Gerson, assim como o fará contra o Mano Menezes, que apoiou a ofensa racial e chamou de malandragem. Temos que banir o racismo da nossa sociedade.
O Flamengo se pronunciou publicamente em nota sobre o episódio de racismo sofrido por Gerson: “O Clube de Regatas do Flamengo repudia veementemente o episódio lamentável ocorrido na partida deste domingo com o atleta Gerson, que foi vítima de injúria racial. O racismo desumaniza, fere e mata. O racismo é inadmissível. Exigimos profunda apuração do fato. #RacismoNão”.
Diferentes clubes e diversas pessoas prestaram solidariedade ao Gerson nas redes sociais após caso de injúria racial no Maracanã
Após a vitória do Flamengo sobre o Bahia por 4 a 3 neste domingo, 20, Gerson fez um desabafo e acusou Índio Ramírez de racismo. De acordo com ele, o colombiano teria dito “cala boca, negro” ao atleta rubro-negro. O depoimento rendeu diversas mensagens de solidariedade de clubes e personalidades ao camisa 8.
O Vasco destacou que o fato está acima de qualquer rivalidade e classificou o episodio como inadmissível.
“Nos solidarizamos com o atleta Gérson em mais um relato inaceitável de racismo no nosso futebol. Esse tipo de luta está acima de qualquer rivalidade. Que seja apurado com rigor. Não podemos tolerar esse tipo de atitude!”, afirmou o clube cruzmaltino na postagem.
Já o Botafogo exigiu a investigação do fato e reforçou a importância da luta por igualdade, condenando o racismo.
“O Botafogo reforça toda luta por igualdade e apoia a apuração dos fatos envolvendo o atleta Gerson, na partida entre Flamengo e Bahia. Racismo não. Racismo nunca.”, declarou o alvinegro.
O Corinthians pediu rigor na investigação do caso, prestou todo o apoio ao atleta do Flamengo e repudiou com veemência o racismo.
“O Corinthians se solidariza com o meia Gérson, do Flamengo, repudia qualquer injuria de conotação racista, seja dentro ou fora de campo, e apoia que os fatos relatados no Maracanã sejam apurados com rigor”, afirmou o clube paulista.
Youtuber e influenciador bastante popular, Felipe Neto pediu o banimento de Índio Ramirez do esporte, se solidarizou com Gerson e chamou o técnico Mano Menezes de arrogante e ridículo.
“Mano Menezes é um sujeito ridículo. Ele não é compatível com a grandeza do Bahia, um dos clubes mais progressistas do mundo. Não se passa a mão na cabeça de racista. Ponto final. Ele tem um acúmulo de cagadas comandando o clube. Arrogante. Eu sei mto bem que o racista foi o Indio Ramirez. Tem que ser banido do esporte”, disse Felipe.
Veja as manifestações de solidariedade a Gerson:
O Botafogo reforça toda luta por igualdade e apoia a apuração dos fatos envolvendo o atleta Gerson, na partida entre Flamengo e Bahia.
O Corinthians se solidariza com o meia Gérson, do Flamengo, repudia qualquer injúria de conotação racista, seja dentro ou fora de campo, e apoia que os fatos relatados no Maracanã sejam apurados com rigor.
O jogador Gerson do Flamengo acaba de denunciar, durante uma coletiva imprensa, que sofreu racismo por parte do jogador e do técnico do time adversário durante a partida do #FLAxBAHnoPREMIERE . Inaceitável!
O Clube do Povo se solidariza com o atleta Gerson, do Flamengo, que denunciou ter sido vítima de racismo neste domingo, e saúda a corajosa postura do jogador, que não se calou diante de mais um episódio lamentável. #ChegaDePreconceito ✊?
O São Paulo Futebol Clube manifesta apoio ao meia Gerson, do Flamengo. Toda e qualquer conduta racista dentro do futebol deve ser exposta e combatida. Nenhuma voz deve se calar.
Não basta não ser racista. É preciso ser antirracista.#RacismoNão
O Sport Club do Recife se solidariza com o atleta @GersonSantos08, do Flamengo, que denunciou mais um episódio racista no futebol brasileiro. Uma luta que não pode ser calada! #NãoAoRacismo ✊?
Recentemente, um caso de racismo na Champions League e outro contra um menino de 11 anos. Hoje, mais um no Campeonato Brasileiro. Não dá mais. Nossa solidariedade ao Gerson, atleta do @Flamengo e a todos aqueles que sofrem diariamente o peso das atitudes racistas.#RisqueORacismo
Árbitro Flávio Rodrigues de Souza relatou os ocorridos com os atletas do Flamengo na súmula da partida
A tão aguardada súmula da partida entre Flamengo e Bahia foi publicada algumas horas depois do movimentado duelo realizado na noite deste domingo, 20, no Maracanã. A expulsão de Gabigol e o infeliz caso de racismo sofrido pelo meia Gerson foram relatados pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza.
Sobre a expulsão do atacante, o juiz relatou: “Outro motivo (detalhar no campo expulsões) – Expulso por dirigir-se a mim de maneira ofensiva e ostensiva após a disputa de uma jogada, dizendo as seguintes palavras: ”vai tomar no seu cu”. após a expulsão o jogador retardou a sua saída do campo de jogo, contestando a decisão da arbitragem”.
No campo Observações eventuais, Flávio citou os ocorridos com Gabigol e Gérson: “Fui informado pelo delegado da partida, sr. marcelo vianna, que após a expulsão do jogador da equipe clube de regatas do flamengo, sr gabriel barbosa almeida de n°9 que o mesmo proferiu no tunel de acesso aos vestiários, as seguintes palavras: “eu não falei nada disso, mas agora vou falar, vai tomar no cu, vai tomar no cu”.
Aos 7 minutos do segundo tempo houve um conflito entre os jogadores sr. gerson santos da silva, de numero 8 da equipe do flamengo e do atleta da equipe do bahia de numero 15 sr. juan pablo ramirez velasquez, onde o jogador do flamengo alega ter sido chamado de “negro” por seu adversário mencionado. informo que este suposto ato não foi percebido por nenhum membro da equipe de arbitragem no campo de jogo”, complementa.
Mano Menezes, que chegou ao Bahia no meio do Campeonato Brasileiro, foi demitido após derrota para o Flamengo
16 rodadas depois de assumir o comando do Bahia, Mano Menezes foi demitido do cargo. O treinador não resistiu a derrota por 4 a 3 para o Flamengo e sai do comando do clube. No Campeonato Brasileiro, foram cinco vitórias, um empate e 11 derrotas. Mano deixa o tricolor baiano na 16ª posição da competição, com 28 pontos. Além disso, havia sido eliminado da Copa Sul-Americana, para o Defensa y Justicia, da Argentina, no último meio de semana.
É a segunda vez que Mano Menezes perde o emprego após sofrer dura derrota para o Mais Querido. A primeira vez foi no ano passado. O Flamengo, que já era campeão brasileiro, aplicou vitória imponente para cima do Palmeiras, clube pelo qual Mano trabalhava. Os 3 a 1 que o time de Jorge Jesus impôs a equipe paulista fez com que a diretoria alviverde optasse pela rescisão de seu contrato.
Conivência de Mano com possível injúria
Além do fraco desempenho dentro das quatro linhas, outro fator que pode ter influenciado na decisão dos dirigentes do Bahia foi o comportamento de Mano perante a denúncia do meio-campo Gerson. No segundo tempo, o camisa 8 do Flamengo disse ter sido chamado de “negro”, em conotação racista, por Índio Ramirez, colombiano, jogador do clube nordestino.
Ao revelar o ocorrido para o técnico adversário, Mano tratou com desdém e disse que Gerson “merecia tomar bico de Daniel Alves”. A frase proferida faz alusão aos confrontos entre Flamengo e São Paulo pelo Brasileirão e Copa do Brasil, em que ambos os jogadores travaram disputa ferrenha em campo.
Mano Menezes, que já foi treinador do Flamengo, em 2013, deixou a Gávea sem guardar boas recordações na torcida. O técnico optou por sair do clube após derrota em casa para o Athletico-PR, de virada, pelo placar de 4 a 2. Nas suas palavras, o elenco não conseguia entender as suas ideias de jogo.
Abaixo, você pode conferir o diálogo entre Mano Menezes e Gerson, durante a confusão iniciada após suposta ofensa racial cometida pelo meia do Bahia.
#TrocadePasses exibe áudio da discussão entre Mano Menezes e Gerson.
Meia relatou atitude racista de Ramírez, do Bahia, na vitória rubro-negra neste domingo pic.twitter.com/6YLkeFziLb
Com um a menos por mais de 90 minutos, Flamengo abre 2×0, toma virada em 10 minutos e vira de forma fantástica
Notas atribuídas por torcedores da comunidade Mundo Bola – Pensar Flamengo
Com um a menos por mais de 90 minutos, Flamengo abre 2×0, toma virada em 10 minutos e vira de forma fantástica
Leia as análises individuais e notas dos jogadores concedidas pelo time de colaboradores do Mundo Bola:
Diego Alves: Uma partida de altos e baixos do nosso goleiro. Poderia ter feito melhor no terceiro gol do Bahia, mas foi importantíssimo no primeiro tempo e fez um milagre que salvou nosso jogo no fim. Nota: 8,0. Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters
Isla: Seguro na defesa e participativo no ataque. Foi merecidamente premiado com um gol hoje. Nota: 7.0. ➡ Vitinho: Entrou e fez o gol da revirada, mantendo o Flamengo vivíssimo na luta pelo Brasileirão. Nota: 10,0. Marcelo Batista – Twitter @Antifa_crf
Rodrigo Caio: Mantém seu nível! Os gols foram méritos da equipe adversária. Jogo de superação e cansativo. Nota: 6,0. Ricardo Bitencourt – Instagram:@drbitenco
Natan: Hoje não fez um bom jogo, principalmente no segundo tempo quando praticamente todas as bolas entravam entre ele o Filipe Luís. Porém, é novo e tem grande potencial pra assumir a titularidade. Fogo nos racistas. Nota: 5,0. Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04
Filipe Luís: Mesmo com o time mutilado, não sofreu tanto defensivamente no primeiro tempo. Na segunda parte teve mais dificuldades quando o Bahia esteve melhor, mas acabou decidindo na frente ao colocar uma bola açucarada na cabeça do Pedro. Nota: 7,0. Rafael Albuquerque – Twitter: @R_Albuquerque01
João Gomes: O jovem volante fez uma boa partida no primeiro tempo. Teve roubadas de bola importantes e foi muito bem na marcação. No segundo tempo cansou e caiu de produção, e ainda foi jogado na lateral-direita pelo Ceni antes de ser substituído. Nota: 6,0. ➡ Matheuzinho: Entrou e não teve muito tempo para jogar mas ainda conseguiu ser importante na saída de bola. Nota: 5,5. Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes
Gerson: Gerson: Antes de qualquer coisa: Fogo nos racistas! Gerson foi sério e corajoso pra botar a cara pra reclamar. Em campo, dominou o jogo no primeiro tempo inteiro e no final do segundo. Foi impecável quase o tempo todo. Pra terminar, repito: Fogo Nos Racistas Nota: 10 Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters
Arrascaeta: Quem corre é a bola e ele é o exemplo vivo disso! Apesar de jogarmos com um a menos, conseguiu fechar os espaços e ainda encontrar passes e oportunidades para o time. Nãoo gostou de sair mas não criou caso! Nota: 7,5. Pedro: Joga demais! Posicionamento, visão de jogo, sorte e, claro, faro de gol. Nota: 9,0. Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco
Everton Ribeiro: Irreconhecível, simplesmente errou tudo que tentou. Vem devendo há algumas rodadas. Nota: 2.0. ➡ Diego: Entrou no fim e só participou uma vez do jogo: segurando a bola pra gastar tempo. Sem Nota. Marcelo Batista – Twitter: @Antifa_crf
Bruno Henrique: Nem cavalo aguenta! Fisicamente parece muito melhor, e com isso a chance de fazer partidas extraordinárias como a de hoje é enorme. Fez um primeiro tempo primoroso, acertou praticamente tudo. Depois da expulsão do Gabigol (injusta por sinal) teve um espaço imenso pra jogar e deitou e rolou. Apesar de ter perdido um gol incrível no final do primeiro tempo, gastou a bola. No segundo tempo, caiu fisicamente junto com o time, mas conseguimos resistir e insistir na virada até o fim do jogo. O Bip Bip ninguém pega. Fogo nos racistas. Nota: 9,0. Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04
Gabi: Começou o jogo se movimentando bem, mas acabou deixando o time na mão ao ser expulso ainda cedo. Nota: 3,0. Rafael Albuquerque – Twitter: @R_Albuquerque01
Rogério Ceni: O time começou muito bem e parecia que ia fazer uma ótima partida, relembrando os bons jogos do ano passado. Mesmo com a expulsão, fez um primeiro tempo muito bom. No segundo, de forma inexplicável, o time abriu mão de sair jogando e “deu a bola” para o time adversário, levando uma virada em 16 minutos. Depois da virada algumas substituições foram difíceis de entender. Tirar o Arrascaeta que criava e deixar o Everton Ribeiro em mais uma atuação lamentável, foi um grande erro. Depois ainda mexeu no Isla e deixou o time com o volante cansado na lateral, consertando logo depois. Criticar a entrada do Vitinho depois do gol da vitória seria incoerente, acabou que deu certo. Espero que o próximo jogo seja mais normal para medirmos a evolução do time. Nota: 7,5. Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes
Com Dome e Ceni, Flamengo arrancou pontos preciosos no Brasileirão com gols nos minutos finais
A vitória do Flamengo sobre o Bahia, na noite desse domingo, 20, teve contornos dramáticos. Jogando com um homem a menos desde os 10 minutos do primeiro tempo, após expulsão controversa de Gabigol, o contexto da partida mudou. No início da segunda etapa, o Bahia conseguia uma virada que parecia improvável. 3 a 2 no placar a favor dos visitantes. Mas os gols nos minutos finais salvaram o dia.
Os jogadores que Rogério Ceni colocou em campo foram os responsáveis por garantir os três pontos a favor dos cariocas. Para marcar o terceiro, Pedro, de peito, completou cruzamento de Filipe Luís e balançou as redes adversárias. Logo depois, aos 45 minutos, foi a vez de Vitinho se redimir e marcar o gol derradeiro do duelo.
Seis jogos com gols nos minutos finais
Foi a sexta vez no Campeonato Brasileiro em que o Flamengo, a partir de um gol marcado após os 40 minutos do segundo tempo, conseguiu chegar a um resultado favorável. E, ao todo, eles representaram um acréscimo de nove pontos a campanha rubro-negra. Em algumas situações, evitou-se a derrota e um empate com gosto de vitória veio a duras penas. Em outras, o gol no apagar das luzes garantiu o triunfo.
A primeira ocasião em que o atual vice-líder da competição demonstrou ser uma equipe que luta até o juiz apitar pela última vez foi na quarta rodada. O Grêmio vencia por 1 a 0, até que, para interceptar um chute de Vitinho, Kannemann colocou a mão na bola, dentro da área. Pênalti marcado e convertido por Gabigol, aos 44 minutos da etapa final. 1 a 1 que evitou mais uma derrota dentro do Maracanã.
Na rodada seguinte, contexto praticamente idêntico. Antes, aos 48′, Pedro Raul emendou um belo voleio e colocou o Botafogo na dianteira do marcador. Quando tudo parecia perdido, Bruno Henrique pegou sobra de bate-rebate dentro da área e fuzilou. Leandro Pedro Vuaden, com o auxílio do VAR, marcou penalidade máxima, por Marcelo Benevenuto ter bloqueado o chute com o braço. Aos 56′, Gabigol bateu e garantiu um pontinho para sua equipe.
O gol de pênalti que deu um ponto ao Flamengo em clássico.
Persistência que garante vitórias
Na oitava rodada, o Flamengo encarou o Fortaleza, no Maracanã. Éverton Ribeiro, logo no início, abriu o placar. Minutos depois, os visitantes empataram. Os comandados de, a época, Domènec Torrent, encontraram um grande obstáculo para chegar à vitória: após serem feitas todas as substituições, Pedro Rocha sentiu e precisou deixar o jogo. O Mais Querido ficava com um a menos para o resto da partida.
Mas, assim como foi contra o Bahia no returno, isso não foi páreo para o Mais Querido. De novo ele, Gabriel Barbosa, marcou nos últimos minutos para garantir a vitória. O tento veio aos 42 minutos, num chute colocado no canto direito da meta rival. E outra vitória por 2 a 1 foi obtida, também no Maracanã, também nos minutos finais. Dessa vez, de maneira ainda mais emocionante.
O clube carioca saiu atrás e empatou com Pedro. Os visitantes, que fizeram cera durante todo o segundo tempo, iam conquistando um pontinho precioso na sua luta contra a degola. Apesar dos seis minutos de acréscimo, o jogo se encaminhava para o empate. Até que, aos 51, no último lance da partida, Pedro aproveitou chute torto de Arão para dominar dentro da área e deslocar perfeitamente o goleiro Tadeu. Êxtase em meio a Nação Rubro-Negra.
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Com frieza e categoria, Pedro marcou aos 51 minutos do segundo tempo e deu três pontos ao Flamengo.
Em duelo de estrangeiros, Éverton Ribeiro salva
Na 18ª rodada, Internacional e Flamengo se enfrentaram no Beira-Rio, em confronto de líder contra vice-líder. A partida, que, na visão da crônica esportiva, foi o melhor jogo do campeonato até aquele momento, teve primeiro tempo agitado. Com 11 minutos, o placar já mostrava um gol para cada lado. E, após vacilo de Gustavo Henrique, Thiago Galhardo recolocou o Colorado na vantagem.
Em um segundo tempo de supremacia rubro-negra, Pedro, Gerson e Éverton Ribeiro chamaram a responsabilidade. Os dois últimos, com participação direta no gol de empate, que veio aos 52 minutos. O “coringa” partiu da esquerda para o meio e cruzou com o pé direito, que não é o seu melhor. E, mesmo com 1,75m de altura, o camisa 7 do Flamengo, de cabeça, empatou. Um resultado do tamanho do que foi o jogo.
De cabeça, Éverton Ribeiro marcou gol de empate diante do Inter, no Beira-Rio.
E, assim, o Flamengo, com gols que causam uma explosão de alívio e felicidade em seus torcedores, conquistou pontos valiosos, que ainda o mantém na briga pelo título. Lembrando que, os cariocas ainda dependem apenas de si para conquistarem o Brasileirão pela oitava vez. A diferença para o São Paulo, que é de cinco pontos, pode ser revertida em caso de vitórias em todos os jogos remanescentes, já que o Rubro-Negro tem uma partida a menos e um confronto direto com os paulistas.
Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação