Mundo Bola Informação | Lucas Tinôco – A Conmebol decidiu punir Willian Arão com dois jogos de suspensão por expulsão no duelo contra a LDU, na penúltima rodada da fase de grupos da Libertadores. Portanto, o jogador perderá um jogo das oitavas da competição continental.
Na ocasião, Arão levantou demais o pé em dividida com Amarilla e recebeu o cartão vermelho direto, deixando o Flamengo desfalcado aos 14 minutos do primeiro tempo.
Além dos dois jogos de suspensão, Arão foi multado em 3 mil dólares (cerca de R$ 15 mil na cotação atual).
Arão cumpriu a suspensão automática na partida seguinte, diante do Vélez Sarsfield. Diante disso, o Flamengo não contará com o zagueiro titular no duelo de ida contra o Defensa Y Justicia, marcado para dia 14 de julho.
Pedro é executivo de uma grande empresa, a maior empresa do Brasil.
Pedro foi mapeado no mercado e contratado por um caminhão de dinheiro, pois trabalhava em uma grande empresa no exterior, mas não estava tão bem por lá. Aqui, na maior empresa do país, Pedro recebe em dia seu astronômico salário, recebe bônus e tem status. Pedro tem um chefe que sempre decide onde e quando o Pedro deve atuar. Até agora, deu muito certo, visto que Pedro é reconhecido por todo mercado, muito pela empresa que o proporcionou estar na vitrine.
Tudo estava dentro da normalidade, porém Pedro não estava indo tão bem em um determinado projeto. Então seu chefe, sabendo da importância que Pedro teria para projetos futuros, decide retirar Pedro daquela ação. Então vem o problema: Pedro se descontrola, pega a canel… cafeteira e joga para o lado. Pega os copos d’água e arremessa na parede. Pedro xinga a ermo, reclama, sob o olhar atônito do chefe. E pior: faz tudo isso no ambiente do projeto, com todos os investidores e o público assistindo.
Pedro não é o primeiro a fazer isso. Gabriel, Bruno Henrique e outros executivos da empresa já demonstraram insatisfações antes, talvez não com tantas pirraças como Pedro. Mas o que mudou é que o chefe foi perguntado sobre o surto do Pedro e foi muito sincero na resposta: achou desrespeitoso com os sócios acionistas, com a empresa e com os colegas executivos. Achou o fato lamentável. E errou ao expor a sua opinião e sentimento de maneira pública, visto que deveria tratar diretamente com o seu comandado, internamente. Um erro provocado, podemos dizer assim.
Talvez a atitude do executivo Pedro esteja baseada no fato de que ele foi chamado para trabalhar em outra instituição, por um mês, enquanto a grande empresa que ele tem vínculo de trabalho continua pagando o seu salário sem poder contar com ele. E não é na época de férias coletiva ou de recesso, é na época de projetos importantes para a empresa e para o executivo. Ele deve ter ficado chateado. Justifica a atitude? Para muitos sim.
Pois o maior erro, o erro que provocou toda essa confusão, o erro do executivo que, mesmo muito bem pago, com todas as regalias que só essa grande empresa pode lhe proporcionar, mesmo com o reconhecimento do mercado, foi pirracento, mimado e pouco profissional, o grande erro foi aplaudido pela maioria dos que assistiram a cena. Isso mesmo: acharam a atitude do executivo normal, compreensível. Errado está o chefe. Errado está quem paga, errado está quem comanda. Um escárnio.
Só o histórico de indisciplina do Pedro já mostra quem está certo. O arrogante é o Ceni!!!
Não exijam um futebol profissional se vocês não estão preparados para isso. Enquanto a postura não for profissional, vinda de todas as partes envolvidas no processo, não reclamem de decisões amadoras, vindas de dirigentes amadores. Mas vão falar: é diferente, é futebol.
Então não se assustem com tomadas de decisão baseadas em achismos, em sangue quente e em interesses próprios, que abrem mão do profissionalismo e abrem portas para o amadorismo. Amadorismo esse tão amigo do jeitinho, das armações ilimitadas, da bagunça ética, financeira e administrativa que assola o nosso futebol.
O futebol é apaixonante, é diferente. Mas o que cobramos precisa ter coerência. Se nós que queremos um futebol cada vez mais ético, organizado, transparente e bem administrado, não enxergamos o lado certo em um cenário tão escancarado, que comecemos agora uma autoanálise sobre o que queremos e como queremos.
Mundo Bola Informação | Lucas Tinôco – O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STDJ) divulgou um relatório apontando os clubes que mais violaram os protocolos contra a covid-19. Com 12 processos, o Flamengo é o terceiro time na lista.
Os líderes são São Paulo e Internacional, ambos com 15. O Flamengo vem em seguida, empatado com o Vasco. Ao todo são 234 processos disciplinares envolvendo equipes de futebol no país. Entre as maiores causas estão as trocas de camisas em campo e o uso indevido ou ausência de máscara.
As multas pelas penalidades ultrapassaram o valor de R$ 1,1 milhão. O pagamento inicial por advertência é de R$ 2,5 mil, dobrando a cada reincidência.
Segundo o portal Terra, o Flamengo é o segundo colocado em multas, totalizando R$ 82,5 mil, atrás apenas dos colorados, com R$92,5 mil.
Os valores foram doados para diversas instituições filantrópicas.
“O STJD nas últimas gestões tem cada vez mais atuado no aspecto social em conjunto com instituições de caridade espalhadas por todo o país. A quebra de protocolo foi mais uma forma de ajudar tantas entidades que estão passando por dificuldades durante a pandemia da covid-19. Que consigamos cada vez mais usar a Justiça Desportiva como mecanismo de ajuda ao próximo”, disse Felipe Bevilacqua, vice-presidente administrativo do STJD do Futebol e responsável por homologar as Transações.
“Sempre conversamos. O clube alguns meses atrás passava por um momento muito delicado, sem a condição e o poder aquisitivo para trazer novos jogadores. Passamos alguns nomes, eles estão tentando, estudando. A janela volta em agosto. Uma pena que neste período, que é quando mais precisamos, não temos. Só tenho jogadores da base para mexer no ataque e às vezes eles não estão prontos. Mas sempre converso com o Marcos e o Bruno. Não são muito, precisamos de um bom jogador, dois no máximo, para fazer do Flamengo competitivo em duas ou três competições”, revelou Rogério Ceni.
Com a venda de Gerson por 20 milhões de euros, o Flamengo conseguiu uma sustentação financeira para o restante da temporada. Contudo, a diretoria busca nomes por conta da maratona de jogos e várias competições. Uma das alternativas é a tentativa de negociar com jogadores de mercados menos midiáticos, como França e Portugal, por conta do custo menor.
Rogério Ceni não pensa em mudar Willian Arão de posição
No entanto, o técnico do Flamengo descartou a possibilidade de Willian Arão voltar ao meio-campo no lugar de Gérson. Para Rogério, hoje o jogador é zagueiro. E rebateu as críticas quando questionam seu posicionamento:
“Não acredito que o Arão seja mais um improviso como zagueiro. Ele é o jogador com mais minutagem do Flamengo no ano e como zagueiro. Mas não deixa de ser uma possibilidade trazê-lo. Agora, o Arão não é mais um improviso. Normalmente, quando você passa zerado, ele é muito elogiado. Quando sofremos gol, ele vira improvisado”, disparou Rogério Ceni.
Com poucas opções no banco de reservas por conta dos desfalques da Copa América, afirmou que busca alternativas. Mas destacou que ainda precisa saber como os convocados vão retornar:
“Trouxe todo mundo que eu tinha disponível. Tem os jogadores na seleções. Tinha o Max, tenho treinado o Thiago Maia para tentar jogar pelo direito. As alternativas são pequenas pra fazer as trocas. Mas nós não temos muitas alternativas sem Gabriel, Arrascaeta e Éverton Ribeiro pra fazer trocas. Precisamos aguardar para saber como eles vão retornar. Pedro perdeu peso por conta da Covid, por exemplo”, finalizou.
Gerson deu muitas provas. Da versatilidade, surgiu o Coringa. Das partidas com o tornozelo dolorido, surgiu um jogador inabalável. Da raça em campo, surgiu um camisa 8 digno dos grandes.
Teve “Vapo”, teve resenha, teve comemoração no meio da galera… Afinal, todo garoto que sonha jogar por seu time do coração é, antes de tudo, um torcedor.
De acordo com o treinador do Fortaleza, na primeira etapa o seu time criou pouco e foi envolvido pelo Flamengo. Entretanto, disse que na volta para o segundo tempo tentou reverter o placar, que já estava 2 a 0:
“No primeiro tempo, um Flamengo que controlou a bola, teve boa posse de bola, criou situações de gol e o Fortaleza não encontrava caminhos para resolver essa situação. Tivemos só uma situação, com Pikachu. No segundo tempo, o Fortaleza foi diferente do primeiro tempo, mais intenso, buscou um gol desde o primeiro minuto e conseguiu e seguiu buscando. Logicamente, o Fortaleza deixa espaços atrás e o Flamengo tem uma equipe importante e, com espaços, é muito difícil, mas pudemos jogar de igual para igual até o último minuto. Isso é muito importante para a nossa equipe”, explicou.
Vojvoda sofreu a primeira derrota no comando do Leão. Mas para o treinador argentino, o resultado foi justo pelo que as duas equipes apresentaram:
“A derrota pode ser justa. No primeiro tempo, o Flamengo foi mais do que o Fortaleza. No segundo tempo, fico com a atitude de querer reverter a situação. Eu estou aflito pelo primeiro tempo, não soubemos jogar os primeiros 45 minutos e eu sou o responsável por isso”, admitiu.
O Fortaleza agora vai a Porto Alegre encarar o Grêmio. O jogo será no domingo (27), às 20h.
Não há como falar sobre outro assunto hoje senão o jogo de despedida de Gerson, camisa 8 do Flamengo e Coringa da Nação Rubro-Negra. E que atire a primeira pedra o torcedor do Flamengo que não sentirá falta deste craque que, mesmo em pouco tempo, se tornou mais um ídolo de nossa torcida.
Gerson chegou ao Flamengo em 2019, carimbou 7 gols, proporcionou 10 assistências e conquistou Libertadores e Brasileiro em 2019; Supercopa, Recopa, Campeonato Carioca e Brasileiro em 2020; Supercopa e Carioca em 2021.
Hoje, no confronto contra o Fortaleza pelo Campeonato Brasileiro, jogo que terminou com placar de 2×1 para o time rubro-negro, Gerson atingiu a marca de 109 jogos vestindo o Manto Sagrado.
Com certeza, o que mais nos frustra enquanto torcedores é não poder proporcionar a este atleta que, como poucos, honrou as cores do time Mais Querido do Brasil, uma digna despedida com o Maracanã lotado.
Atletas que marcaram a camisa 8 do Flamengo
Números, títulos, prêmios, talento, categoria e, principalmente, respeito ao Manto Sagrado, comprovam a importância de Gerson para a história do Flamengo, sagrando-o como mais um dos grandes craques do clube da Gávea e, ainda mais, se tornando um dos jogadores que deixou sua marca na camisa 8 do Flamengo.
Vamos, então, relembrar 5 atletas que fizeram jus ao Manto Sagrado de número 8? Segue o fio!
Zizinho
Foto: Reprodução
Como já dizia o saudoso Nelson Rodrigues, “bastava os alto-falantes do Maracanã anunciarem o nome de Zizinho para quem seria o vencedor da partida”. Ídolo de, ninguém mais e ninguém menos, que Rei Pelé, Zizinho brilhou com a camisa 8 rubro-negra atuando entre os anos de 1939 e 1950.
Mestre Ziza atuou no primeiro grande time rubro-negro ao lado de Leonidas da Silva, Pirillo, Valido, Domingos da Guia, e toda a turma! Em 318 partidas, marcou 145 gols pelo Flamengo, conquistando com o clube o primeiro Tri-Carioca nos anos de 1942, 1943 e 1944.
Gérson
Foto: Divulgação / Flamengo
Gérson, o Canhotinha de Ouro, vestiu o Manto Sagrado pela primeira vez em 1958, estreou como profissional no ano seguinte e permaneceu no Mais Querido até 1963.
Considerado, até os dias de hoje, um dos melhores meio-campistas brasileiros, Gérson representou o Mengo por 153 jogos e, por 86 vezes, balançou as redes, conquistando o Torneio Rio-São Paulo em 1961 e o Campeonato Carioca de 1963.
Adílio
Foto: Divulgação / Flamengo
Falar de camisa 8 no Flamengo já cria uma associação imediata com Adílio. O volante e meio campista que exala rubro-negrismo é o 3º jogador que mais vezes vestiu o Manto Sagrado.
Com 617 jogos e 128 gols no currículo, Adílio atuou no time profissional do Flamengo entre os anos de 1975 e 1987, retornando em 1990 para o jogo de despedida de Zico.
Ao longo desses anos, Adílio fez parte da chamada Era de Ouro do Flamengo, conquistando 5 edições do Campeonato Carioca, 3 títulos do Campeonato Brasileiro, 1 Libertadores e 1 Mundial.
Uidemar
Foto: Reprodução
Uidemar atuou no Flamengo entre os anos de 1989 e 1993, ajudando o time na conquista de títulos importantíssimos como a Copa do Brasil em 1990, o Campeonato Brasileiro de 1992 e, também, o Carioca de 1991.
O Camisa 8 vestiu o Manto por 164 jogos, marcando 8 gols.
Willians
Foto: Divulgação / Flamengo
Muitas vezes esquecido e subestimado pela torcida rubro-negra, Willians estreou pelo Flamengo em 2009, sendo uma das peças-chave na conquista do Hexa do Brasileirão no mesmo ano, atuando no Flamengo até 2012.
Tendo conquistado, também, o Campeonato Carioca em 2009 e 2011, o volante que iniciou sua carreira no Flamengo vestindo a camisa 16 e, tempo depois, passou a vestir a 8, Willians marcou 5 gols em 177 jogos.
Obrigada por tudo, Coringa!
Foto: Divulgação / Flamengo
O quanto sentiremos a falta da criatividade e talento de Gerson em campo, não está escrito. Fica a nós, torcedores, o dever de expressar toda a gratidão ao rei do Vapo Vapo.
Não esqueceremos sua promessa de retornar ao Flamengo e, mais uma vez, proporcionar uma imensa alegria à maior torcida do Mundo.
Obrigada por honrar o Manto Sagrado, Gerson. A Nação Rubro-Negra aguarda ansiosa pelo seu retorno.
O Flamengo venceu o Fortaleza por 2 a 1 no Maracanã e se recuperou após a derrota para o RB Bragantino na rodada passada. Apesar dos dois gols terem sido marcados por Bruno Henrique, os holofotes da noite já tinham dono antes mesmo da partida começar: Gerson. O Coringa realizou sua última partida com o Manto Sagrado. A partir de agora, é jogador do Olympique de Marseille.
Nas redes sociais, Gerson escreveu um breve texto de agradecimento à torcida, acompanhado de um vídeo que relembra diversos momentos da passagem do meia pelo Rubro-Negro. Ao final do vídeo, a camisa 8 do Flamengo aparece na tela e é dividida com os nomes de Gerson e Adílio.
A frase “The Last Vapo” é uma referência à série “The Last Dance”, que conta a história da temporada 1997-98 do Chicago Bulls, com foco especial em Michael Jordan, lenda do basquete.
Não somos preparados para dizer “até logo”. Nos preparamos para viver intensamente nossos sonhos, desejos e objetivos.
Uma coisa tenho certeza: eu vivi intensamente o meu sonho de “ser um rubro-negro dentro de campo”.
Antes de ir às redes sociais, na saída de campo, o agora ex-camisa 8 do Flamengo deu uma entrevista ao repórter Erick Faria. Emocionado, Gerson ressaltou que é difícil se despedir, porém se mostrou grato pela homenagem que recebeu no telão do Maracanã.
Gerson: “A gente nunca pensa em se despedir”
– A gente nunca pensa em se despedir. Uma das coisas mais difíceis que tem no mundo é se despedir de pessoas e de coisas que tu ama. Imagina você se despedir de um clube, que quando criança você sempre torceu, chorou na derrota e sorriu na vitória. Imagina o que passa na cabeça da pessoa. Eu sempre tive um sonho de jogar no Maracanã, e chega aqui tem um telão me agradecendo, meu time do coração me agradecendo – declarou.
O Coringa também deixou claro a tristeza por deixar o clube, entretanto, disse que foi uma negociação vantajosa para todos os envolvidos.
Gerson: “Consegui ajudar o Flamengo”
– Estamos vivendo um momento difícil. Desde o primeiro dia que cheguei o clube estava muito bem estruturado. Acabou que com essa pandemia todo mundo deu uma balançada. E na verdade foi bom para mim, minha carreira e para o clube. Mas eu saio triste por estar saído do time do meu coração, mas sei que com minha venda consegui ajudar o Flamengo de alguma forma – finalizou o meia.
Gerson deixa o Flamengo após defender o clube 109 vezes e marcar 7 gols. Vestindo o Manto Sagrado, o jogador conquistou 10 títulos, sendo duas Taças Guanabara, dois Campeonatos Carioca, duas Supercopas do Brasil, uma Recopa Sul-Americana, dois Campeonatos Brasileiro e uma Libertadores.
Após a vitória do Flamengo por 2 a 1 sobre o Fortaleza, nesta quarta-feira no Maracanã, Rogério Ceni defendeu a insistência no meia-atacante Michael. Na partida válida pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, o jogador foi criticado por mais um desempenho abaixo do esperado. Mas o técnico disse buscar melhor maneira de aproveitá-lo na equipe. Ao comentar a reclamação de Pedro depois de ser substituído, o treinador criticou.
De acordo com Rogério Ceni, Michael custou muito dinheiro ao Flamengo e isso prova que a diretoria viu qualidades no jogador. Entretanto, admitiu que o jogador precisa melhorar as decisões em campo:
“É um jogador que colabora muito na recomposição. O Flamengo investiu muito dinheiro nele quando trouxe e deve ter visto coisas boas no Michael. Estamos tentando colocá-lo e dar confiança. Eu sempre espero comprometimento do jogador. Acho que ele foi comprometido durante o jogo. Ele não tomou algumas boas decisões no terço final do campo. Não conheço outro jeito de melhorá-lo do que dar oportunidade de jogar”, afirmou Rogério.
Ceni rebateu que a forma física influenciou a queda no segundo tempo. Mas o técnico citou o fato de estarem em uma sequência de jogos:
“Todos elogiaram o preparo físico do Flamengo há dois ou três jogos. Michael, Bruno Henrique e Vitinho, por exemplo, subiram de rendimento no segundo tempo. Incomoda tomar o gol no início do segundo tempo. O comportamento da equipe fica um pouco alterado. Quando você corre de forma errada, você sente o desgaste. Temos o mesmo time no quarto ou quinto jogo. São intervalos de três ou quatro dias e fazem com que os atletas sintam o cansaço. No túnel, eu pedi atenção para o início do segundo tempo”, explicou Rogério Ceni.
Rogério Ceni critica postura do atacante Pedro ao ser substituído
“Fico triste. Acho desrespeitoso. Não só comigo. Não é muito da característica dele. É um bom garoto. Seleção, convocação, mexeu com ele. A cena é lamentável. Não acho uma atitude correta, acho feio. Entendo que a cabeça dele está embaralhada. Achei que era o momento de tirar. Não deixa de ser grande jogador e menino nota 10”, disparou o técnico do Flamengo.
Com poucas opções no banco de reservas por conta dos desfalques, afirmou que busca alternativas. Mas destacou que ainda precisa saber como os convocados vão retornar da Copa América:
“Trouxe todo mundo que eu tinha disponível. Tem os jogadores na seleções. Tinha o Max, tenho treinado o Thiago Maia para tentar jogar pelo direito. As alternativas são pequenas pra fazer as trocas. Mas nós não temos muitas alternativas sem Gabriel, Arrascaeta e Éverton Ribeiro pra fazer trocas. Precisamos aguardar para saber como eles vão retornar. Pedro perdeu peso por conta da Covid, por exemplo”, reclamou Rogério Ceni.
Ceni diz não ser possível substituir um jogador do nível de Gerson e fala sobre Thiago Maia
“Muito importante. Não para fazer a função do Gerson. Como o Gerson, ninguém se posiciona no campo. É um jogador diferenciado. Eu queria ter colocado o Thiago Maia hoje, ele vem treinando bem, mas em um jogo tão disputado, físico, achei melhor preservar para uma próxima oportunidade”, disse.
No entanto, o treinador reafirmou a sua aposta em Thiago Maia. Durante a coletiva do último jogo, Ceni já havia dito sobre a volta do volante em breve:
“Conto muito com o Thiago. É um jogador que tenho para essa função que o Gerson nos deixa hoje. As pessoas precisam ter calma, porque a lesão do Thiago não foi simples”, finalizou Rogério Ceni.
Foi bom até quando durou. Na despedida de Gerson, o Flamengo venceu o Fortaleza por 2 a 1 no Maracanã e conquistou sua terceira vitória no Campeonato Brasileiro. No momento, o Rubro-Negro é o sétimo colocado e tem 9 pontos conquistados com dois jogos a menos que seus adversários.
Logo após o apito final, Gerson conversou com o repórter Eric Faria e não escondeu as lágrimas ao falar sobre sua saída rumo ao Olympique, da França.
”A gente nunca pensa em se despedir. Uma das coisas mais difíceis que tem no mundo é se despedir de pessoas e de coisas que tu ama. Imagina você se despedi de um clube, que quando criança você sempre torceu, chorou na derrota e sorriu na vitória. Imagina o que passa na cabeça da pessoa. Eu sempre tive um sonho de jogar no Maracanã, e chega aqui tem um telão me agradecendo, meu time do coração me agradecendo”, disse o ex-camisa 8.
Em seguida, o novo atleta do Olympique foi perguntado pelo jornalista se caso fosse torcedor, o que falaria para Gerson nessa saída do Flamengo.
”Agora voltei a ser torcedor, nunca escondi de ninguém. Primeiro, falaria para que ele seja feliz e que um dia ele possa voltar. Mas falando por mim, espero que eu possa voltar e todos me recebam de braços abertos”, pontuou.
Por fim, o jogador deixou claro a tristeza de deixar o Fla no atual momento da temporada, mas ressaltou o momento de pandemia vivido pelos clubes.
”Estamos vivendo um momento difícil. Desde o primeiro dia que cheguei o clube estava muito bem estruturado. Acabou que com essa pandemia todo mundo deu uma balançada. E na verdade foi bom para mim, minha carreira e para o clube. Mas eu saio triste por estar saído do time do meu coração, mas sei que com minha venda consegui ajudar o Flamengo de alguma forma”, concluiu o meia.
Flamengo: Diego Alves; Matheuzinho, Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Diego, Gerson e Vitinho; Michael, Bruno Henrique e Pedro
Fortaleza: Felipe Alves; Tinga, Marcelo Benevenuto e Titi; Yago Pikachu, Lucas Crispim, Felipe, Ederson e Matheus Vargas; David e Wellington Paulista
Primeiro tempo
02: Felipe Alves sai jogando errado, Vitinho recupera e tenta cobrir o goleiro. A bola passou próxima ao travessão. Quase gol do Flamengo.
10: Vitinho cobra um bonito escanteio pra trás, Matheuzinho bate de primeira e obriga o goleiro a fazer uma boa defesa.
20: GOL DO FLAMENGO! Bruno Henrique ganha do zagueiro dentro da área, vira pra perna direita e abre o placar: 1 a 0 Flamengo.
26: Michael recebe pela ponta canhota, corta para o meio mas finaliza sem direção.
29: Em um contra-ataque rápido, Bruno Henrique toca para Michael que entra sozinho na área e perde uma grande chance. Boa defesa de Felipe Alves.
30: Vitinho cobra escanteio e Rodrigo Caio cabecea com perigo.
43: GOL DO FLAMENGO! Pedro toca para Bruno Henrique finalizar na entrada da área, a bola desvia na zaga e morre no fundo das redes: 2 a 0 Flamengo.
Segundo tempo
00: GOL DO FORTALEZA! Cruzamento por baixo, David recebe nas costas do Matheuzinho, chuta de primeira e diminui o placar aos 20 segundos: 2 a 1.
02: Vitinho arrisca de fora, a bola desvia na zaga e passa próximo do trave adversária
08: Bruno Henrique arrisca um cruzamento, a bola encobre o goleiro e explode no travessão.
18: Em um rápido contra-ataque, Bruno Henrique toca para Vitinho finalizar firme para uma boa defesa do goleiro.
20: SUBSTITUIÇÕES: Ceni chama Rodrigo Muniz e João Gomes para as saídas de Pedro e Vitinho.
23: Michael toca para João Gomes, o volante acha Gerson na área e o camisa 8 perde um gol feito. No rebote, Matheuzinho enche o pé e Marcelo Benevenuto salva em cima da linha.
36: SUBSTITUIÇÃO: Renê entrou no lugar de Renê.
46: SUBSTITUIÇÃO: Rogério Ceni substituiu Hugo Moura por Diego Ribas.