Terçou, Nação! Ficamos cada dia mais próximos da tão sonhada sexta-feira. Infelizmente, a terça-feira não traz muitos jogos de futebol para nos animar neste início de semana.
Porém, tem Mengão! Após a grande vitória sobre o Fluminense no sub-20, chegou a vez dos garotos do sub-17 mostrarem talento em jogo válido pela Copa do Brasil.
Jogo em destaque
Gama x Flamengo
(Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)
Os Garotos do Ninho, recém campeões brasileiros da categoria sub-17, enfrentam o Gama em partida válida pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O Flamengo vai até Brasília tentar um bom resultado no Estádio Defelê e encaminhar mais uma classificação.
Vale lembrar que na fase anterior, o Flamengo eliminou o Vasco do Acre com uma vitória estonteante por 12 a 0. A partida de hoje começa às 15:30 e terá transmissão da plataforma Eleven Sports.
Jogos desta terça-feira 31/08/2021 – Horário de Brasília (os canais e sites podem alterar sem aviso prévio sua programação)
15:00 Copa do Brasil Sub-17 : Athletico-PR x CRB ELEVEN SPORTS
15:00 Copa do Brasil Sub-17 : Criciúma x Fluminense ELEVEN SPORTS
15:00 Copa do Brasil Sub-17 : Jacuipense x São Paulo ELEVEN SPORTS
15:00 Copa do Brasil Sub-17 : Porto Vitória x São Raimundo-RR ELEVEN SPORTS
15:30 Copa do Brasil Sub-17 : Gama x Flamengo ELEVEN SPORTS
19:00 Copa do Brasil Sub-17 : Palmeiras x Confiança SPORTV
21:30 Copa do Brasil Sub-17 : Sport x Cruzeiro SPORTV
Costuma-se dizer que o torcedor rubro-negro que vai ao Maracanã é privilegiado, em comparação ao torcedor de fora do Rio, o tal flamenguista, termo ao qual muitos têm ojeriza. Curiosamente, a vida longe do Maracanã é a realidade de quase toda a nossa torcida, e poucos terão um dia essa oportunidade de ver nosso escrete, seja no Mário Filho ou mesmo em qualquer outro estádio. Mas creio que é nesse ponto que reside um aspecto importante da nossa grandeza.
Tomemos como exemplo a segunda maior torcida do país, reconhecidamente a do Corinthians, com grande parte dos seus torcedores localizados no estado de São Paulo. Sobram, nas demais federações, gatos pingados quando em comparação com torcedores do Flamengo.
Leia também: 1985: O embate entre Zico x Jacozinho (CSA 0x4 Flamengo)
O flamenguista, portanto, está acostumado a ser maioria em suas respectivas cidades no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, pois cerca de 80% de sua torcida de 42 milhões está nessas regiões. Essa realidade, distante da boemia e das favelas cariocas, forjou um Flamengo plural e tão diverso quanto a própria nação brasileira, incapaz de ser analisado sob um único contexto.
Das principais características flamengas, uma delas é a altivez, a autossuficiência, que cartolas e torcedores de times que no geral ostentam passagens pela segunda divisão chamam de soberba. Comparemos com a dupla Gre-Nal, cuja rivalidade futebolística se tornou parte da cultura gaúcha. A raison d’être do gremista ou colorado não é somente que seu time vença, mas ser maior do que o rival, de modo que se um dos clubes “falir”, a cultura do futebol gaúcho sofrerá um baque.
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
No Flamengo, essas situações não se aplicam a todos os torcedores: um torcedor do Pará não vive a rivalidade com o Fluminense da mesma forma que um carioca, pois não conhece nenhum tricolor. Com o Vasco a rivalidade já foi acirrada, por terem uma grande torcida nas demais regiões do país, mas creio eu que a herança euriquista está impedindo as camisas de saírem do armário. O ponto é: as mais diversas realidades flamengas impedem que o Flamengo seja visto como algo uno.
O torcedor off-Rio conhece a importância histórica dos clássicos, mas não as vive em seu cotidiano. Não é por ser um clássico que um torcedor do interior do Amazonas vai aumentar sua mobilização para o jogo. O que nos mobiliza é ver o Flamengo em seus grandes momentos, é idolatrar o preto e o encarnado.
Leia também: Projeto pretende limitar a apenas 600 o número de sócios off-Rio do Flamengo
Vejam as carreatas pós-títulos feitas no interior do país, em cidades onde não há sequer obrigação do uso de capacete pelo motociclista. Centenas de pessoas vestidas com o Manto Sagrado e seus caronas empunhando bandeiras, enquanto o Hino é tocado em algum som automotivo.
Esse cenário aconteceu em todo o país, é uma manifestação popular, e é patrimônio nosso. Minha avó, no interior do Maranhão, em meados dos anos 80, pagava a uns moleques para que decorassem a rua com bandeirolas vermelhas e pretas, como se fosse festa junina fora de época, e colocava a TV na calçada, para que mais pessoas pudessem assistir ao jogo. Isso quando poucas pessoas tinham condição de comprar uma TV e muitas cidades do interior sequer recebiam sinal das retransmissoras. Minha querida avó, portanto, acompanhou o Flamengo campeão mundial pelo rádio, companheiro habitual da época.
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Em cidades do interior onde não havia jornais e revistas, muitos torcedores só foram conhecer o rosto dos jogadores que idolatravam pelas ondas de rádio quando estes já eram multi campeões. Se torcedores de cidades próximas dos grandes centros tiveram facilidade para acompanhar todos os títulos da década de 1980 pela TV, muitos de meus parentes mais velhos tiveram que esperar até 1987.
Leia também: Flamengo 1987: A velha alegria de ser rubro-negro
Dito isso, as demais agremiações esportivas brasileiras cumprem bem o seu papel, de representarem suas respectivas comunidades. É comum que torcedores de clubes regionais estranhem pessoas que não sejam nascidas no Rio torçam para o Flamengo.
Naturalmente, veem o mundo sob a sua ótica e, ignóbeis, não compreendem que o berço do Flamengo era muito pequeno para ser sua casa. De um clube de bairro a um colosso onipresente por todo o subcontinente brasileiro. O núcleo duro do Flamengo, do CNPJ e da sede social, existe dentro da realidade do Rio de Janeiro, da FFERJ e seus meandros, e continuará assim, mas a razão da existência do Flamengo não está limitada à Cidade Maravilhosa.
É para oferecer uma visão alternativa de país, baseada no amor e na comunhão da diversidade de sotaques, credos e culturas que o Flamengo segue existindo. É para fazer o sertanejo e o ribeirinho torcerem da mesma forma e vibrarem nos mesmos lances. Não há fronteira imaginária, não há sotaque, não há raça, não há religião, não há nada, mas nada intransponível o suficiente que impeça o Flamengo de ser amado à vontade.
De tal modo que é fácil afirmar que, exceto pelo esporte bretão em si, não há fenômeno cultural maior na história do Brasil do que o Flamengo.
Gabigol surpreendeu a todos após marcar três gols contra o Santos, no último sábado (28), pelo Campeonato Brasileiro. Ao pedir música como trilha para o Fantástico, o atacante sugeriu a trap “Sei lá”. Só que a surpresa veio ao dizer que era dele, juntamente com o beatmaker carioca Papatinho.
No entanto, o artilheiro não é o único a vestir a camisa rubro-negra que tentou carreira musical. Na faixa, que contém versos como “se eu tô em campo, é certa a sua derrota”, ele vira Lil Gabi. Mas outros preferiram usar seus próprios nomes como promoção dos hits.
O Mundo Bola preparou uma lista com ex-jogadores do Flamengo que também entraram nas paradas musicais. Confira:
Zico
No ano em que a esperança tomava conta do Brasil por conta da Copa do Mundo da Espanha, Zico e Raimundo Fágner se juntaram para lançarem “Batuquê de Praia”. O anúncio gerou grande repercussão. No entanto, foi após uma apresentação também no “Fantástico” que ganhou popularidade.
Com letra de Petrúcio Maia e gravado em 1982 na Ilha de Itaparica, na Bahia, o Galinho cantou forte. Mas desta vez, não foi apenas para anunciar a alvorada:
Junior
“Voa, canarinho, voa! Mostra pra esse povo que és um rei”. Qualquer torcedor conhece esses versos. Mas poucos sabem que ela se chama “Povo Feliz”. E quem deu voz a ela, tornando-a imortal, foi o grande Júnior. Convocado para a Copa de 1982, na Espanha, o lateral-esquerdo gravou um compacto para motivar a torcida.
Assim como Gabigol, estava no auge da carreira.
Famoso por sua ligação com o samba e o carnaval, Capacete brilhou também no estúdio. A música foi composta por Memeco e Nono do Jacarezinho. O sucesso saiu em um compacto simples e vendeu mais de 600 mil cópias! Até hoje a canção é lembrada como um dos melhores hinos futebolísticos.
Ronaldinho
Ronaldinho sempre foi sinônimo de alegria e música. Mas ele materializou essa imagem quando lançou a música “Vamos beber”, em conjunto com a dupla sertaneja João Lucas e Marcelo. Os músicos, que já haviam feito sucesso com a participação de Neymar na música “Quero tchu, quero tcha”, foram os primeiros responsáveis por esse contato musical.
Entretanto, após a aposentadoria, o Bruxo mergulhou de vez no ramo da música. O mais recente lançamento aconteceu em junho de 2021. Ao lado do compositor Ederson Melão, Ronaldinho lançou “O Segredo do Feijão”. O hit conta ainda com participação do sambista Xande de Pilares.
Edílson
Edilson Capetinha, como bom baiano e igual Gabigol, sempre fez festa por onde passou. Mas em 1997 ele tentou ser o dono dela. Literalmente. Em parceria com o grupo de Axé music Raça Pura, o ex-Flamengo gostou do que viu e passou a ser seu empresário.
À época, Edilson estava no futebol japonês e contratou os músicos para tocarem em seu casamento. No entanto, a inspiração levou o ex-jogador a criar um estúdio e apostar em nomes da música ainda quando jogava. O Axé era um fenômeno e chegava ao topo das paradas musicais.
De acordo com as publicações da época, o craque baiano gastou R$ 120 mil para ser sócio da Raça Pura. A banda estourou com o sucesso de duplo sentido “O Pinto”. Entretanto, o sucesso durou pouco, cerca de quatro anos. Bem como a febre da música baiana no país.
Marcelinho Carioca
Entretanto, nenhum craque que vestiu rubro-negro mergulhou tanto na carreira musical como Marcelinho Carioca. Quando atuava pelo Corinthians, em fevereiro de 1999, Marcelinho e Amaral formaram um grupo de Pagode Gospel chamado Divina Inspiração.
À época, o principal veículo de difusão era a TV. E Marcelinho explorou ao máximo a ferramenta. Com o grupo, ele fez apresentações nos maiores programas de auditório dos anos 90. Entre eles, a Xuxa, o Ratinho, a Hebe, O Gugu e até o Jô Soares.
Uma das músicas de trabalho era “Olhos Espirituais”, que tinham versos como: “Antes eu pensava/ Que felicidade / Era ter um carro bom / Era ter muito dinheiro / Era ter muitos amigos no mundo”. De acordo com Amaral, um dos integrantes, o grupo vendeu cerca de 500 mil cópias.
Ao contrário de Gabigol, o ex-meia abraçou de vez a carreira artística. Só que no mesmo ano, Marcelinho anunciou que era apenas do futebol e largou a música. Mas em entrevista ao Uol, ele explicou o motivo:
“Montei a banda para ajudar amigos que estavam desempregados, passando fome. Mas sou um homem do futebol. Agora, vou pensar apenas em jogar e voltar à seleção. A banda vai continuar sozinha”, disse.
Contudo, a banda saiu das paradas de sucesso e foi para a Justiça. Integrantes disseram que teriam sido enganados. À revista Istoé, Mário Jardim, um dos letristas, explicou a briga:
“Larguei tudo para apostar no projeto. Fui enganado, iludido e tratado como um cachorro pelo Marcelinho. Hoje eu não tenho nada, estou frustrado e mergulhado em dívidas”, revelou o músico.
BÔNUS TRACK
Ney Franco
Ele não jogou no Flamengo como Gabigol, mas foi o band leader. Ou melhor, treinador. Além de técnico, Ney Franco é cantor e compositor. Poucos dias após ser demitido do Botafogo, no programa Bem, Amigos!, lançou sua canção “Na Beira do Caos”. Nela, expressava muito dos momentos de pressão profissional.
Entretanto, a música acabou rendendo um inesperado disco de platina para o treinador, além de um honroso 74º lugar no top 100 da Billboard Brasil.
Em duelo válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro Sub-20, o Flamengo derrotou o Fluminense por 4 a 2, de virada. Na Gávea, o Mais Querido saiu atrás mas, com um excelente segundo tempo, soube aproveitar as chances e conquistou os três pontos.
Agora, o Flamengo sobe duas posições na tabela, ocupando o 5º lugar com 24 pontos. A equipe de Fábio Matias volta a campo na competição no próximo domingo, às 15h, quando enfrenta a Chapecoense, na Arena Condá.
A partida, definitivamente, não começou boa para o Flamengo. Aos 16 segundos de jogo, a defesa do Mais Querido se atrapalhou. Alexsander roubou a bola e tocou para Luan Brito abrir o placar.
O time de Fábio Matias não sentiu. Após o gol sofrido, o Flamengo subiu as linhas de marcação e manteve a posse de bola. O Fluminense, acuado, tentava forçar o erro do Flamengo para contra-ataques.
Aos 36 minutos, brilhou a estrela de Lázaro. Uma das maiores promessas da Gávea, o menino virou um voleio lindo para empatar a partida.
O Flamengo não parou e queria a virada, mas as duas equipes foram para o intervalo com o empate.
Virada avassaladora no segundo tempo
Não foi tão rápido quanto o gol do adversário, mas o Flamengo virou logo aos sete minutos. Após boa jogada de Luan, que fez um cruzamento perigoso, o zagueiro tricolor Damasceno desviou para o próprio gol.
Apesar da vantagem conquistada, o Flamengo não parou de atacar em nenhum momento. Vale destacar, com certeza, o trabalho dos preparadores físicos dos garotos do ninho. Mesmo com uma grande carga de jogos e o corpo amadurecendo, o Flamengo consegue jogar com muita intensidade os noventa minutos.
Contudo, o Fluminense empatou aos 16. Yago cortou a zaga Rubro-Negra e guardou na gaveta. Após mais um gol sofrido de forma inesperada, o Flamengo manteve o foco em busca dos três pontos sobre o Fluminense.
E a construção definitiva da vitória veio com o canhoto e promissor Thiaguinho. Presença constante no Campeonato Carioca pelo profissional, o garoto do ninho acertou outro voleio para marcar o terceiro gol do Flamengo.
Para fechar a vitória, Lázaro fez o seu segundo gol na partida. Mais uma vez aos 36, só que de rebote, o craque do Sub-20 Rubro-Negro garantiu o triunfo no clássico contra o Fluminense.
As horas se passam, a janela se aproxima do fim e a novela envolvendo o nome do zagueiro David Luiz continua. O Flamengo é um dos clubes interessados no defensor, que de acordo com a imprensa portuguesa, não tem o Benfica mais como adversário na negociação. Por outro lado, muitos detalhes ainda afastam o atleta da Gávea.
Representantes de David entendem que é a hora de voltar ao Brasil. Sendo assinm, atuar pelo Flamengo seria uma grande oportunidade de mudar a imagem do atleta perante ao povo brasileiro. No entanto, para oficializar sua chegada ao Fla, o jogador teria que diminuir seus vencimentos mensais. As conversas seguem. Otimista, o Mais Querido já sabe até quando poderá inscrever o jogador nas competições:
– Libertadores: prazo para às semifinais: 19/09
– Brasileiro: 24/09
O prazo na Copa do Brasil terminou um dia antes do primeiro jogo das quartas.
David Luiz revelou desejo de continuar atuando em alto nível
Foto: Divulgação
Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, David revelou quais foram as razões que o levaram a deixar o Arsenal. De acordo com o defensor, seu desejo no momento é brigar por títulos. Ou seja, isto não aconteceria no clube londrino pelo novo projeto de longo prazo da equipe.
“Decidimos separar-nos. Fui para o clube por dois anos com o objetivo de ganhar alguma coisa, algo que acabou por acontecer (FA Cup e Community Shield). Agora, penso que o clube tem um projeto diferente, mais a longo prazo. A minha ideia é vencer, vencer, vencer com a maior brevidade possível“.
Por fim, David Luiz ainda acrescentou que nenhuma oferta que recebeu o convenceu
“Quero continuar como antes, num clube com ambição. As ofertas que recebi até agora não me tocaram o coração. Quero continuar a um nível alto. Talvez isso aconteça na Premier League. Estou a trabalhar todos os dias. Quero pressão, lutar por títulos. Quero aquela sensação de ter de vencer todas as semanas. É por isso que sempre joguei futebol e ainda jogo. Eu quero sentir-me vivo“, finalizou.
Ganhar dois jogos seguidos de goleada já tem sido uma tônica do Flamengo de Renato, além disso tem potencializado algumas características diferentes nos últimos jogos.
O contra-ataque tem sido cada vez mais letal, mas o que leva a esse tipo de situação é a falsa impressão que o adversário pode ganhar o jogo. E os adversários do Flamengo sempre entram ligados. Todavia, nos dois últimos jogos, quando o Flamengo começa a perder o controle do jogo os adversários abrem as guardas, achando que podem decidir a partida. É nesse momento do jogo que o contra-ataque do Flamengo tem se mostrado mais producente.
A brincadeira de que a expulsão do Isla foi uma grande modificação tática para o Flamengo golear o Grêmio faz todo sentido nesse contexto. É como lutar contra um bom boxeador bêbado. Você até respeita no início, mas depois percebe que o jogo de pernas e da guarda te dá brechas. Então, involuntariamente, você ataca sem fechar bem a guarda, achando que vai nocautear. Todavia, é aí que mora o perigo. As fragilidades na marcação defensiva do Flamengo acabaram virando um trunfo para o time contra golpear sem piedade.
É verdade que o torcedor está acostumado com um Flamengo sempre dominante, mas essa pode ter sido uma nova versão para jogos mais enroscados.
Um dos jogadores mais folclóricos da sua época, o ex-atacante Paulo Nunes afirmou que seria titular no Flamengo de 2019. De acordo com o hoje comentarista da TV Globo, bastava tirar um volante para sua entrada. Ex-rubro-negro, ele foi além. Afirmou que com Arrascaeta e Everton Ribeiro, “sairia na cara do gol toda hora”. As declarações foram ao canal Desimpedidos, neste domingo (29).
LEIA MAIS: Jorge Jesus ‘cobra’ Benfica e pode estragar negócio entre Flamengo e David Luiz
Paulo Nunes atuou pelo Flamengo entre 1990 e 1994. No entanto, disse que se jogasse em 2019, teria vaga no time de Jorge Jesus. Segundo o ex-jogador, campeão da Copa do Brasil em 90 e Brasileiro em 92, seria “fácil” com tantos bons jogadores:
“Tiro um volante. O Flamengo gosta de jogar na frente, era mais um atacante. Eu, com Arrascaeta e Everton me municiando, sairia na cara do gol toda hora, nem precisaria pensar muito”, disse o atualmente comentarista da TV Globo.
Além de brilhar em campo, Paulo Nunes era famoso pelas polêmicas. Quando atuava pelo Palmeiras, chegou a vestir máscaras de porco e provocar o Corinthians. Mas eram as “escapadas” da concentração as maiores. Na entrevista, o ex-jogador do Flamengo comentou sobre a fama:
VEJA TAMBÉM: Confira o calendário de jogos do Flamengo em setembro
“Não é que eu fugia antes do jogo, até porque os caras colocavam quatro, seis seguranças ali, mas depois do jogo. Às vezes a gente combinava durante o jogo: ‘e aí, passa lá no hotel’. Aí o treinador chegava e falava: ‘hoje vai ficar todo mundo isolado, não tá liberado’. Ah, já tinha combinado. O amigo jogador entrava com a caminhonete lá no hotel, a gente saía, entrava por debaixo do carro…”, finalizou.
Na noite do último domingo, o Ceará anunciou de forma oficial a demissão de Guto Ferreira. O treinador vinha sendo criticado por resultados adversos e não suportou a pressão após a derrota por 2 a 0 para o América-MG. Essa foi a quarta partida em que a equipe não conseguiu vencer.
Guto Ferreira era o técnico com mais tempo de trabalho no futebol brasileiro. O treinador foi contratado em março de 2020 e somou um total de 94 jogos, sendo 41 vitórias, 30 empates e 23 derrotas. Conquistou de forma invicta a Copa do Nordeste de 2020, além de levar o time até a Copa Sul-Americana desta temporada.
Informamos que Guto Ferreira não é mais o técnico do Ceará SC. Agradecemos ao treinador pela conquista invicta da Copa do Nordeste 2020, quartas da Copa do Brasil 2020 e pela classificação para a Sul-Americana 2021. Desejamos sucesso na carreira.
— Ceará Sporting Club #NuncaAbandonar (@CearaSC) August 30, 2021
Outra marca da passagem de Guto pelo Ceará, é o fato do treinador não ter perdido para o Flamengo. Foram três partidas com 2 vitórias e 1 empate. O último jogo foi no dia 22 de agosto e terminou com o placar de 1 a 1.
No Brasileirão de 2020, Guto conseguiu um grande feito ao somar 6 pontos contra o Rubro-Negro. No primeiro turno vitória por 2 a 0 no Castelão e no segundo, vitória pelo mesmo placar no Maracanã. O êxito no segundo turno por pouco não culimnou na demissão do até então técnico do Flamengo, Rogério Ceni.
Guto Ferreira deixa o Ceará na oitava colocação do Campeonato Brasileiro com 24 pontos. Na competição foram 5 vitórias, 9 empates e 4 derrotas.
Ao contrário de agosto, o mês de setembro será de poucas partidas do Flamengo. Com adiamentos por conta das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022 e partidas a menos no Brasileirão, o Rubro-Negro terá mais tempo para treinos. No entanto, fará quatro jogos em 10 dias. A CBF ainda não remarcou as partidas adiadas e o calendário pode sofrer alterações.
LEIA MAIS: Jorge Jesus ‘cobra’ Benfica e pode estragar negócio entre Flamengo e David Luiz
O Flamengo só retorna a campo no dia 12 de setembro. E logo contra um dos principais rivais dos últimos anos. O Palmeiras, um dos postulantes ao título. Mas Renato Gaúcho projeta preparar a equipe durante esse período. Após a goleada de 4 a 0 sobre o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, falou sobre o assunto:
”O pessoal tem ficado muito tempo longe da família e merecidamente dei folga para eles até quarta-feira à tarde. Eles merecem, para que possam descansar e aproveitar suas famílias. Mas quando voltarmos, vamos treinar um pouco de tudo. Parte física, tática, técnica, cruzamento, tudo. Então, vamos nos preparar”, afirmou.
Contudo, jogará em setembro também a Libertadores. Grande sonho da diretoria e da torcida, a competição chega à reta decisiva com as duas semifinais pela vaga. O Barcelona de Guayaquil será o adversário. Mas tem a vantagem de decidir em casa.
Por conta dos adiamentos, será no final do mês a grande maratona de jogos. Serão quatro partidas em 10 dias, o que deve gerar desgaste e também atletas poupados. Renato Gaúcho, até lá, já terá à disposição todo o elenco e jogadores contratados.
AGENDA DO FLAMENGO EM SETEMBRO:
12/9 – 20ª rodada do Brasileirão Palmeiras x Flamengo, no Allianz Parque
15/9 – Volta das quartas de final da Copa do Brasil Flamengo x Grêmio, no Maracanã
19/9 – 21ª rodada do Brasileirão Flamengo x Grêmio, no Maracanã
22/9 – Ida da semifinal da Libertadores Flamengo x Barcelona de Guayaquil, no Mané Garrincha
26/9 – 22ª rodada do Brasileirão América-MG x Flamengo, no Independência
29/9 – Volta da semifinal da Libertadores Barcelona de Guayaquil x Flamengo, no Monumental
Um dos jogadores mais questionados pela torcida no atual momento do Flamengo é Diego Ribas. O meia que saiu em alta após o título brasileiro de 2020, não conseguiu se adequar ao esquema de Renato Gaúcho e vem tendo atuações abaixo do esperado.
Nas últimas semanas, um movimento de torcedores pedindo a saída de Diego Ribas do time titular e até do clube cresceu. Torcedores chegaram a levantar a #ForaDiegoRibas.
O repórter Pedro Henrique Torre, que cobre o dia a dia do Flamengo, saiu em defesa do camisa 10 e criticou a postura de alguns torcedores.
– Essa perseguição de boa parte da torcida virtual do Flamengo ao Diego é das coisas mais sem sentido dos últimos tempos. Ótimo jogador, com grande história, que chegou num momento de retomada como símbolo disso, aturou pancadas, respeita o clube, se reinventou, importante… – afirmou Pedro em seu Twitter.
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
O setorista também destacou as boas atuações de Diego quando estava sendo comandado por Rogério Ceni e disse que pedir a saída do jogador do clube é “Coisa pra psiquiatra”.
– Jogou muito bem como volante com Rogério. Ótimos jogos quando o time arrancou para o título. 36 anos. Nos últimos jogos talvez tenha caído pq, a meu ver, não encaixa muito com a ideia de Renato. Mas é importante. Campanha para sair do time, do clube. Coisa pra psiquiatra – pontou Pedro Henrique.
Nas últimas duas partidas, Diego não conseguiu boas atuações e acabou sendo punido com o cartão amarelo ainda no primeiro tempo. Em ambas as ocasiões, o meia foi substituído por Thiago Maia, que parece ter recuperado sua melhor forma. Andreas Pereira, que estreou com gol, também briga pela posição do camisa 10.
Possível que alterne com Thiago Maia, Andreas. Depende da ideia do técnico. Controla jogo ou não, etc. Thiago tem entrado muito bem, fato, mas falta racional às vezes a muitos: operou joelho, quase um ano sem jogar, pegou covid recentemente. Sem precipitar. E o time está vencendo