Autor: diogo.almeida1979

  • Arrascaeta dá aula de humildade ao comentar sua utilização sob comando de Jardim

    De volta ao time titular do Flamengo após a Data Fifa, Arrascaeta jogou 86 minutos na vitória do Flamengo contra o Santos neste domingo (5). Na partida, o uruguaio igualou Modesto Bría como o estrangeiro com mais jogos pelo clube (369). Tantos jogos, troféus e gols decisivos, contudo, não tiram a humildade do camisa 10.

    Jardim exige mudança drástica no Flamengo para encarar altitude na estreia da Libertadores

    Em entrevista pós-jogo na zona mista do Maracanã, Arrascaeta mostrou essa que é uma característica importante da sua personalidade. Após um 2025 fantástico jogando mais perto do gol sob tutela de Filipe Luís, ele ainda não chegou a demonstrar o mesmo nível em 2026. Agora, comandado por Leonardo Jardim e jogando um pouco mais longe da baliza, o uruguaio comentou sua utilização.

    “Cada treinador tem seu estilo e sua forma de jogar. A gente tem que se adaptar a isso, mas estamos melhorando aos poucos, nos ajudando dentro de campo para continuar crescendo como equipe. Sempre pensamos primeiro no grupo e depois no jogador. Isso é o mais importante”, falou Arrascaeta em uma aula de humildade.

    Leonardo Jardim faz promessa sobre Arrascaeta

    Enquanto falava na zona mista, mal sabia Arrascaeta que era tema de uma resposta enfática de Leonardo Jardim em outra sala, durante sua coletiva de imprensa. O treinador respondeu sobre o desempenho do camisa 10 e prometeu uma versão cada vez melhor do meia na temporada.

    “Sei que ele vai melhorar. É um jogador importante, seja iniciando ou vindo do banco. É um talento que pode ser extramente decisivo. A gente gosta, o estafe, toda a torcida gosta… Acreditamente que ainda teremos o melhor Arrascaeta esse ano”, afirmou o comandante.

    Até agora, o uruguaio fez quatro partidas sob o comando de Jardim, dando apenas uma assistência na vitória do Flamengo sobre o Remo.

    Uruguaio questiona fake news e sai em defesa de Plata

    Além de comentar sobre sua utilização, Arrascaeta também falou um pouco sobre o momento do grupo e o impacto das críticas após a dura derrota contra o Bragantino

    “Vamos passar a confiança para o torcedor através das vitórias, mas eu fico rindo às vezes porque muitas coisas que falam nem acontecem no CT, ou às vezes só falam o que querem que ouçam. Somos muito tranquilos em relação a isso, sabemos da qualidade dos jogadores, do treinador que a gente tem. É trabalhar e trazer a vitórias…”, afirmou o meia.

    O uruguaio também saiu em defesa de Plata, mas admitiu que o companheiro cometeu erros e revelou ter aconselhado o equatoriano.

    “Ele errou em algumas coisas e a gente fala com ele, mas às vezes se pega muito no pé de alguns jogadores e de outros não. É um cara que a gente respeita muito, que também foi cobrado por algumas coisas que errou e ele está consciente disso. Mas quanto antes a gente recuperar ele, vamos ganhar um excelente atleta.”

  • Ex-zagueiro do Flamengo revela como quase jogou carreira fora

    Imagem: Reprodução / Flamengo TV

    O ex-zagueiro Fernando Santos abriu o jogo em uma entrevista reveladora ao MengoCast. Criado na Gávea, o ex-atleta relembrou sua trajetória meteórica de promessa a capitão mais jovem da história do clube, mas não poupou autocrítica ao falar sobre os excessos e os dramas que quase interromperam sua carreira.

    O peso da “marra” e os erros de juventude

    Fernando foi sincero ao descrever sua mentalidade nos primeiros anos de profissional. Campeão mundial sub-17 e titular do Flamengo muito jovem, o ex-zagueiro admitiu que o deslumbramento quase o venceu.

    “Eu fiz tudo para dar errado, tá? Durante muito tempo, eu não achava que era dono do mundo, eu tinha certeza. Pensa num cara com 17 anos, campeão do mundo, sem ninguém para tomar conta dele, jogador do Flamengo… Dos 17 aos 24 anos, eu vivi como se fossem 21”, confessou.

    O ex-jogador detalhou que o consumo de álcool e as noitadas constantes eram parte de sua rotina, algo que ele hoje analisa com clareza filosófica, sem arrependimentos, mas com o reconhecimento de que o comportamento era nocivo.

    O drama familiar: “O Flamengo ajudou a enterrar minha mãe”

    A relação de Fernando com o Flamengo é umbilical. Sua mãe, Dona Gildete, foi auxiliar de serviços gerais no clube. O zagueiro relembrou o momento mais difícil de sua vida: a morte da mãe durante um jogo em que ele estava em campo, em Bangu.

    Naquele período, o Flamengo não era apenas o clube de Fernando, mas sua rede de apoio. O ex-atleta revelou que o Rubro-Negro custeou o enterro de sua mãe e que ele pensou em desistir do futebol naquele momento.

    “Eu decidi que não queria ir para o Mundial Sub-17 porque a pessoa que fez tudo para eu estar ali não estava aqui para ver. Mas meu irmão Sandro, que já estava envolvido com o crime, me deu a bronca mais absurda da vida e me mandou ir. Fui e fomos campeões”, relembrou emocionado.

    Bastidores de 2001: cheque sem fundo e empréstimo de Edilson

    Fernandão também trouxe à tona a realidade financeira caótica do Flamengo no início dos anos 2000. Mesmo em meio ao histórico tricampeonato carioca sobre o Vasco, o clube atravessava uma crise profunda após a saída da parceira ISL.

    • Salários Atrasados: o elenco chegou a ficar 10 meses sem receber.

    • Ajuda dos companheiros: Fernando revelou que o atacante Edilson “Capetinha” emprestou dinheiro a ele diversas vezes para pagar contas básicas.

    • O caso Petkovic: o herói do tri quase não jogou a final de 2001. Segundo Fernando, o cheque do sérvio voltou sem fundos, e ele só aceitou se concentrar após muita insistência de Zagallo e amigos próximos.

    “O Flamengo me ensinou a ter coragem”

    Apesar das saídas conturbadas e dos problemas extracampo, Fernando reafirmou sua gratidão eterna à instituição. Para ele, o DNA do clube foi o que moldou seu caráter e sua competitividade.

    “O Flamengo sempre me ensinou que eu podia vencer qualquer um. A gente podia ter um time inferior tecnicamente, mas no Maracanã, com 15 minutos, se você não estivesse em cima dos caras, a torcida cobrava raça. Se não existisse o Flamengo na minha vida, acho que nem vivo eu estaria”, finalizou.

  • Jardim exige mudança drástica no Flamengo para encarar altitude na estreia da Libertadores

    Com a estreia na Libertadores na quarta-feira (8), Leonardo Jardim ligou o sinal de alerta para o desafio que o Flamengo enfrentará contra o Cusco. O treinador foi enfático ao dizer que o torneio exige uma mentalidade diferente, especialmente quando o cenário envolve a altitude e equipes que utilizam o fator casa para impor um jogo físico. 

    Jorginho revela troca de provocações com Brazão e manda recado

    “Essa competição não tem facilidade. Tem jogo na altitude, tem equipes com futebol direto nos seus habitats que favorecem esse tipo de jogo. Temos que fazer uma mudança estrutural para jogadores que estão preparados para esse tipo de luta ao invés de um Maracanã. Não existe facilidade no futebol. Todos os jogos são difíceis. O que pode fazer é a gente tornar o jogo fácil.”

    O comandante rubro-negro destacou que o planejamento para encarar o Cusco FC já passa por uma gestão rigorosa do elenco. Jardim lembrou que o Flamengo sofreu fora de casa na última edição da Libertadores e que, para evitar novos tropeços, será necessário adaptar o estilo de jogo e as peças escolhidas para suportar a pressão física.

    “O que posso dizer é que são dois jogos importantes. Um é na Libertadores, ano passado tivemos alguma dificuldade fora, o Fluminense cria problemas, apesar que no Carioca ganhamos o troféu. Temos que gerir a equipe, com certeza alguns vão jogar mais agora, depois não vão jogar tanto quanto o Fluminense. O que não muda é o trabalho. Sempre fui assim, não é agora que velho, sem cabelo, que vou mudar.”

    O Flamengo se reapresenta na manhã desta segunda-feira (6) e inicia a preparação visando o jogo contra o Cusco. A comissão optou por não realizar treinamentos na altitude de 3.399 metros, e a delegação vai chegar no local na noite da véspera da partida, marcada para quarta-feira (8).

    Jardim assume pressão por títulos e reforça meta na Libertadores

    Apesar do foco imediato na altitude, Leonardo Jardim não fugiu da responsabilidade ao comandar o clube brasileiro com mais títulos na Libertadores. O treinador reconheceu que a pressão é inerente ao cargo e que a cobrança por conquistas internacionais é o que move o trabalho no Ninho do Urubu. 

    “Com certeza tem pressão. A dimensão nacional e internacional do Flamengo é muito grande e nossa responsabilidade é ganhar tudo. Temos a Copa do Brasil, Libertadores, campeonato nacional, isso são três provas que temos a responsabilidade de jogar para ganhar. O Flamengo não tem ganho sempre desde 2019, mas tem a responsabilidade de. Temos elenco para isso. Temos abordar todas essas competições com seriedade.”

    Atual campeão, o Flamengo entra na Libertadores de 2026 para defender o trono e se distanciar ainda mais no ranking de maiores campeões do Brasil. 

  • Plata recebe aviso de Leonardo Jardim após Flamengo x Santos: ‘Precisa de…’

    A assistência na vitória sobre o Santos pode ser um ponto de virada para Gonzalo Plata no Flamengo de Leonardo Jardim. Após um início de adaptação lenta e polêmicas extracampo, o treinador destacou que o atacante voltou da Seleção Equatoriana com outro ritmo e está cada vez mais integrado às dinâmicas .

    Flamengo 3×1 Santos: ficha técnica e estatísticas – Brasileirão 2026

    “A situação do Plata foi o que já disse a vocês. Em uma primeira parte ele não estava totalmente integrado, foi à seleção e fez dois bons jogos, agora está cada vez mais integrado. É um jogador que eu conto porque tem qualidade e intensidade.”

    Apesar dos elogios, Jardim deixou claro que o atacante ainda precisa de ajustes táticos para render o máximo. O comandante vê em Plata um “coringa” que pode mudar a cara das partidas com sua agressividade.

    “É um jogador extremamente interessante, mas tem que partir de um pressuposto de orientação. É um cara que pode ser importante. (…) Se [ o time] precisasse de mais um ou dois gols, a gente ia fazer. Tinha energia com o Bruno que entrou, com o Plata, o Araújo, o Paquetá”, concluiu. 

    Mesmo com toda a polêmica que viveu no Flamengo nas últimas semanas, Plata foi destaque na Data Fifa com o Equador e agora retornar ao Rubro-Negro com assistência. O atacante deu o passe e foi bastante festejado por Paquetá após o golaço do meia contra o Santos. 

    Paquetá recebe passe de Plata e acerta o ângulo de fora da área

    Plate viveu momento conturbado no Flamengo

    Fora dos relacionados contra o Corinthians, Plata foi alvo de um turbilhão de informações no Flamengo. Notícias apontaram para tona graves episódios de indisciplina do atacante equatoriano, incluindo atrasos, falta de empenho nos treinos e até o relato de mulheres levadas à concentração. Jardim, por outro lado, alegou dificuldade de adaptação ao novo esquema. 

    Apesar das declarações do presidente Bap, que negou o interesse de negociar o atacante, Plata agora luta reconquistar espaço ao retornar ao Ninho do Urubu. Ele é foi bem na partida contra o Santos e pode ganhar nova oportunidade contra o Cusco FC, na quarta-feira (8), pela Libertadores. 

  • Sem folga! Flamengo se reapresenta e treina para estreia na Libertadores; veja agenda

    O Flamengo divulgou a programação do elenco para a semana da estreia na Libertadores de 2026 e clássico contra o Fluminense pelo Brasileirão. Após a vitória sobre o Santos, neste domingo (5), Leonardo Jardim marcou a apresentação para a manhã desta segunda e já inicia a preparação do elenco para os desafios. 

    ➕ Melhores momentos: Flamengo 3×1 Santos – Brasileirão 2026

    A agenda revela que o treinamento desta segunda-feira (6) está previsto para começar às 10h30. O Mengão fará um segundo treino no Ninho do Urubu neste mesmo horário, na terça-feira, antes de embarcar para Cusco, no Peru, onde estreia no torneio continental. A viagem conta com uma parada na cidade de Arequipa antes do voo para o local da partida, que fica a 3.399 metros acima do nível do mar.

    Após disputar a partida na altitude, o Rubro-Negro retorna para o Rio de Janeiro e logo começará a preparação visando o clássico com o Fluminense. O Fla x Flu pela 11ª rodada do Brasileirão será no sábado (11), às 18h30, no Maracanã.

    Programação completa do Flamengo na semana:

    • Segunda-feira (06/04) – Treino no Ninho do Urubu, às 10h30
    • Terça-feira (07/04) – Treino no Ninho do Urubu, às 10h30
    • Terça-feira (07/04) – Voo CIG/AQP às 16h
    • Terça-feira (07/04) – Voo AQP/CUZ às 23h45
    • Quarta-feira (08/04) – Cusco FC x Flamengo no Inca Garcilaso, às 21h30
    • Quinta-feira (09/04) – Voo CUZ/AQP às 9h15
    • Quinta-feira (09/04) – Voo AQP/CIG às 13h15
    • Sexta-feira (10/04) – Treino no Ninho do Urubu, às 10h30
    • Sábado (11/04) – Treino no Ninho do Urubu, às 11h
    • Sábado (11/04) – Fluminense x Flamengo no Maracanã, às 18h30
    • Domingo (12/04) -Treino no Ninho do Urubu, às 10h

    Leonardo Jardim projeta estreia na Libertadores 

    Com a estreia na Libertadores na quarta-feira (8), Leonardo Jardim ligou o sinal de alerta para o desafio que o Flamengo enfrentará contra o Cusco. O treinador foi enfático ao dizer que o torneio exige uma mentalidade diferente, especialmente quando o cenário envolve a altitude e equipes que utilizam o fator casa para impor um jogo físico. 

    “O que posso dizer é que são dois jogos importantes. Um é na Libertadores, ano passado tivemos alguma dificuldade fora, o Fluminense cria problemas, apesar que no Carioca ganhamos o troféu. Temos que gerir a equipe, com certeza alguns vão jogar mais agora, depois não vão jogar tanto quanto o Fluminense. O que não muda é o trabalho. Sempre fui assim, não é agora que velho, sem cabelo, que vou mudar.”

    O Flamengo se reapresenta na manhã desta segunda-feira (6) e inicia a preparação visando o jogo contra o Cusco. A comissão optou por não realizar treinamentos na altitude de 3.399 metros, e a delegação vai chegar no local na noite da véspera da partida, marcada para quarta-feira (8).

  • Para reforçar o espírito da Páscoa, o Flamengo fez questão de morrer e ressuscitar na mesma partida

    Para reforçar o espírito da Páscoa, o Flamengo fez questão de morrer e ressuscitar na mesma partida

    Banner João Luis Jr

    Mesmo que você seja de outra crença ou religião e que os próprios ritos variem dentro do cristianismo, a ideia central da Páscoa é bem clara e conhecida: se trata do momento em que Jesus Cristo teria, três dias após sua crucificação, retornado ao mundo dos vivos. 

    Um dos episódios centrais da fé cristã, ele representa um momento em que a maior tristeza possível, que seria a morte de um salvador, é transformada na maior glória imaginável, que é a superação, por parte desse mesmo messias, da barreira que separa a vida da morte.

    E ainda que o Flamengo, nesta temporada de 2026, não pareça estar muito interessado em disputar títulos, conquistar vitórias ou mesmo praticar um futebol convincente, não se pode negar que, neste domingo de páscoa, a equipe comandada por Leonardo Jardim decidiu oferecer a sua própria interpretação esportiva da Páscoa, com direito a traição, tortura, morte e ressurreição.

    Notas de Flamengo 3×1 Santos – Brasileirão (05/26)

    Se formos começar listando todos os Judas que tentaram entregar a equipe rubro-negra para o exército santista, vai faltar espaço. Ayrton Lucas é pior que qualquer soldado romano, Carrascal fez um primeiro tempo digno de Barrabás, Samuel Lino até participou de algumas jogadas importantes, mas nem por isso escapou das tentativas de apedrejamento no templo.

    Então não foi uma surpresa quando, no começo do primeiro tempo, o Flamengo pareceu morrer, com o gol de Lautaro Diaz, que deixou a equipe santista à frente do placar.

    Como podia a equipe que meses atrás quase venceu o PSG no Mundial Interclubes, estar agora passando constrangimento diante do fraco time do Santos, em pleno Maracanã? Era essa a terra prometida? Eram isso que diziam os profetas? Como pode um clube com dinheiro pra tanto ouro, incenso e mirra, ficar nessa situação?

    Mas quando tudo parecia perdido, foi a hora da ressurreição. Primeiro o alarme falso no gol anulado de Léo Ortiz, que rapidamente deu lugar ao gol de empate efetivamente marcado por Pedro.

    Foi então a vez da atitude nada cristã do zagueiro adversário, que talvez imaginando estar numa micareta, agarrou o primeiro homem que passou por ele, derrubando Arrasca na área. Pênalti convertido por Jorginho. E por fim Lucas Paquetá deu números finais à partida, após bela jogada de Plata, um homem que não parece exatamente religioso, mas também é famoso por multiplicar vinho em eventos sociais.

    Então, graças à fé – e também a níveis impressionantes de incompetência da equipe santista – o Flamengo conseguiu “voltar à vida” em uma partida onde parecia não apenas decidido a morrer mas também a colocar toda a sua torcida passando por 90 minutos de puro calvário.

    Salvo raras exceções, como Varela, um dos melhores em campo, e Jorginho, sempre um maestro, o que vimos foi, mais uma vez, uma equipe confusa, irregular, que conseguia ser ao mesmo tempo lenta e afobada, incapaz de realizar o jogo direto mas também pouco eficiente para rodar a bola.

    Porque ainda é cedo para grandes juízos de valor sobre o trabalho de Leonardo Jardim, a temporada ainda nem chegou no meio para que afirmações contundentes possam ser feitas, mas a sensação é que, com o futebol que o Flamengo vem praticando, realmente vai ser preciso um milagre pra que essa equipe levante alguma taça esse ano.

    E vendo a situação em que o mundo se encontra hoje, talvez as forças superiores possam ter outras prioridades, não sei. 

    João Luis Jr é colunista do MundoBola!

    Foto: Gilvan de Souza/Flamengo


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  • Notas de Flamengo 3×1 Santos – Brasileirão (05/26)

    Rossi: Sem culpa no gol adversário, correspondeu ao que se espera dele. Nota: 6,0. | Por Edson Lira

    Varela: O maior lateral-direito em atividade no planeta. Único sóbrio no primeiro tempo, corrigiu diversas cagadas pelo seu lado, lidou com os pontas do Santos, atacou e ainda salvou o Flamengo de tomar dois gols do Santos. Nota: 9,0. | Por Edson Lira

    Léo Ortiz: No gol do Santos, ainda conseguiu buscar o atacante deles na velocidade. O problema é que só conseguiu parar de correr três depois de Lautaro Diaz, dando espaço para um chute à vontade. No resto foi comum. Nota: 5,0. | Por Edson Lira

    Léo Pereira: Contrastou com o resto do time. Enquanto todos estavam andando, Léo Pereira passou todo o primeiro tempo tentando levar o time à frente, carregando a bola para o ataque. Obviamente, não adianta um zagueiro tentando atacar e o resto do time uma bagunça completa. Não adiantou muita coisa. Nota: 6,0. | Por Edson Lira

    Ayrton Lucas: Ciente de que está na mira da torcida, fez o básico, por isso apareceu pouco no ataque. Na defesa tentou combater o Sub-20 que caiu pelo seu lado, mas foi envolvido em alguns momentos. Nota: 5,0. | Por Edson Lira 

    Everton Araújo: É um jogador útil, mas num time recheado de estrelas e jogadores ganhando milhões por mês, não pode ser o Everton Araújo a ser cobrado por fazer a equipe jogar bem. Errou? Sim, mas acertou mais dentro daquilo que esperamos dele. Nota: 6,0.
    Entrou Paquetá: Com BH, mudou a história do jogo. Outro gol na conta. Importante para dar ainda confiança e reduzir críticas mais pesadas, e foi um bonito gol, de precisão. Continua errando alguns passes simples. Nota: 7,5. | Por Edson Lira

    Jorginho: No meio, quando o time tem a posse, ele comanda toda a articulação; quando precisa ficar correndo atrás do adversário, isso dificulta seu jogo. Bateu mais um pênalti de forma correta. Nota: 7,0. | Por Ricardo Bittencourt

    Carrascal: Aparece, recebe, se enrola. Falta aquele toque final caprichado na maioria das jogadas. Hoje acertou o cruzamento no gol de Pedro. Mas se acertasse todas estaria na Europa. Nota: 6,0
    Entrou Plata: Não demonstrou estar nervoso. De fato, Plata sempre parece ter prazer em jogar bola, um jeito que denota certo descompromisso. Esse tipo de jogador muitas vezes é chamado de peladeiro, e pode fazer partidas esplendorosas e outras terríveis e comprometedoras. Cabe ao técnico trabalhar bem sua utilidade em cada partida, pois talento ele tem. Merecia marcar, mas, tal como Bruno Henrique, foi parado pela trave. Fez toda a jogada do gol de Paquetá. Nota: 7,5. | Por Ricardo Bittencourt

    Arrascaeta: Sofreu o pênalti da virada. Tentou passes pelo meio e triangulações. O seu 2025 nos deixou entusiasmados, porém, em 2026 não consegue responder dentro de campo. Será que a idade tá afetando? Será que não está se empenhando nos treinos? Precisa dar uma resposta, pois são pouquíssimos jogos bons neste ano e nenhum, que eu lembre, como grande destaque da partida. Nota: 5,0.
    Entrou De La Cruz: Mais um vez com pouca minutagem, dessa vez entrou aos 40 e jogou por 17 minutos por conta dos acréscimos de 12 minutos, mas foi muito bem. É um jogador com toque diferenciado e boa chegada. Ao lado de Paquetá e Jorginho forma um trio de meio-campistas muito técnico e propositivo. Nota: 7,0. | Por Ricardo Bittencourt

    Samuel Lino: Muitas vezes preso na esquerda quando se movimentou criou jogada.  Precisa ser mais incisivo – não só arrastar e cruzar de canhota pra área de qualquer jeito. Nota: 5,0.
    Entrou Bruno Henrique: Outro aspecto positivo do segundo tempo foi sua boa entrada! Merecia ter saído com gol, mas a trave santista esteve em seu caminho. Nota: 7,0. | Por Ricardo Bittencourt

    Pedro: Recebe muitas bolas de costas e, assim, precisa que os companheiros se aproximem e façam as jogadas com ele. Vem se esforçando, mais que o habitual. O gol foi contabilizado pra ele na disputa pelo alto com Zé Ivaldo, que parece ser o último a tocar mas o importante é que ele estava lá como centroavante. Nota: 7,0.
    Entrou Luiz Araújo: Mais uma vez mostra que é diferenciado quando o jogo possibilita a bola no espaço e não no seu pé. Hoje não esbarrou em linhas compactadas. Jogador de contra-ataque! Nota: 7,0. | Por Ricardo Bittencourt

    Leonardo Jardim: Cada treinador tem uma peculiaridade, teimosia e modo de pensar e jogar. O elenco sabe jogar bola mas jogador de futebol tem que ser condicionado e esse condicionamento é através de treino e jogo. Tem opções no banco e hoje as opções responderam. Mexeu bem apesar de um pouco tarde. Nota: 7,5. | Por Ricardo Bittencourt

    Foto: Gilvan de Souza/Flamengo


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  • Leonardo Jardim compara Pedro a craques mundiais e abre o jogo sobre Arrascaeta

    Ao comentar a marca histórica de Pedro, que igualou Gabigol na artilharia do século, Leonardo Jardim rechaçou o rótulo de que prefere apenas atacantes velozes. Após a vitória sobre o Santos, o técnico comparou o Camisa 9 a grandes nomes do futebol europeu e explicou como pretende potencializar o centroavante no “ecossistema” do Flamengo.

    ➕ Melhores momentos: Flamengo 3×1 Santos – Brasileirão 2026

    “Ele é o atacante referência da equipe. Até agora não temos outro atacante que seja tão referência quanto ele. Se o Bruno vier e precisarmos de alguma situação para ele, claro que pode jogar ali, como em uma situação de precisar de transição. Não posso perder o Pedro em junho, temos que ter gestão. As decisões estarão na parte final da temporada. Por isso que temos elenco. É um jogador que eu gosto.”

    Jardim foi enfático ao rebater as críticas e as impressões externas de que seu estilo de jogo exige apenas atacantes com características semelhantes às de Kylian Mbappé, jogador que treinou no Monaco. O técnico comparou Pedro a Berbatov e Falcão Garcia para destacar que o talento e a capacidade de finalização são as qualidades que busca em um homem de área.

    “Vocês falam: ‘O Jardim treinou o Mbappé, ele só gosta de atacantes rápidos’. Eu treinei dois dos melhores atacantes do mundo. Foi o Falcão Garcia e o Dimitri Berbatov, que não era mais rápido que o Pedro. Têm o mesmo estilo. As pessoas podem não saber quem era o Berbatov, era um jogador de primeira. Eu tenho que criar o melhor cenário para os meus jogadores.”

    Por fim, o treinador português ressaltou a importância de criar um “ecossistema” tático que favoreça o rendimento de Pedro. Leonardo Jardim reforçou que o Camisa 9 é a referência do elenco na posição, que deve ser reforçada no meio do ano.

    “O mercado está fechado, tenho que jogar com esses e criar o melhor ecossistema para eles performarem da melhor forma. Pedro é um avançado muito bom aqui no Brasil e vou utilizá-lo quando achar que devo. Agora temos a volta do Bruno Henrique que nos dá um novo repertório ofensivo e nos deixa com intensidade de jogo alto.”

    Jardim blinda Arrascaeta após oscilação e faz promessa à torcida do Flamengo

    Outro pilar técnico do Flamengo que foi pauta na coletiva foi Arrascaeta. O Camisa 10, que vem enfrentando uma fase de oscilação e rendimento abaixo do esperado, recebeu o respaldo do treinador. Jardim demonstra confiança total na recuperação, reforça o talento inquestionável do meia e o classifica como fundamental para as pretensões da equipe.

    “Eu conheço muito bem o Arrascaeta, até antes do Flamengo. Em 2019 segui um pedacinho o Flamengo e sabia a importância dele. Ano passado ele foi fantástico. Sei que ele vai melhorar. É um jogador importante, seja iniciando ou vindo do banco. É um talento, que pode ser extremamente decisivo. A gente gosta, o estafe, toda a torcida gosta… Acreditamos que ainda teremos o melhor Arrascaeta esse ano”, disse.

    Artilheiro e líder de assistência na temproada histórica de 2025, Arrascaeta três gols e uma assistência em 13 jogos nesta temporada. 

  • Jardim revela estratégia para ‘desmontar’ Santos e exalta postura do Flamengo

    O técnico Leonardo Jardim detalhou como o Flamengo construiu a vitória por 3 a 1 após um primeiro tempo sem gols. Para o comandante, o triunfo foi fruto de um plano deliberado para levar o adversário ao limite físico, forçando um desgaste que se tornou insuportável na etapa final.

    ➕ Melhores momentos: Flamengo 3×1 Santos – Brasileirão 2026

    “Falei aos jogadores no fim do jogo: ‘Só foi possível uma segunda parte determinante como essa porque, na primeira parte, a nossa atitude, a nossa dinâmica, o que fizemos correr o adversário, ele não conseguiria aguentar o tempo todo’. Falei com o treinador (Cuca), que disse: ‘Na segunda parte, não tínhamos pernas para andar atrás de vocês’.”

    Jardim destacou que a intensidade é a palavra de ordem para o elenco rubro-negro. Mesmo diante de erros e da cera do adversário, o treinador pregou que o volume de jogo precisa ser alto o suficiente para “matar” os rivais pelo cansaço.

    “Com o nosso elenco, temos que colocar logo no início uma intensidade dessa forma e provocar desgaste. Muitas vezes não vamos fazer o gol, mas provocamos um desgaste. No último jogo não fomos bem e chamamos a atenção, porque não representaram a camisa. Mas hoje tiveram uma atitude magnífica.”

    Leonardo Jardim comenta evolução do Flamengo no 2º tempo

    Questionado se a melhora no segundo tempo também foi tática, Leonardo Jardim insistiu no desgaste que o Flamengo provocou no adversário. Ele entende que a efetividade nas jogadas está relacionada com a dificuldade do rival em marcar a intensidade rubro-negra. 

    “Com certeza o jogo do Flamengo no segundo tempo foi melhor que no primeiro. Mas o Flamengo não joga sozinho. Neste jogo, o Santos, como estratégia, utilizou jogadores fortes fisicamente, a correr o tempo todo. No segundo tempo, faltou energia”, disse, antes de completar:

    “É por isso que o futebol do Flamengo melhorou. Em termos de jogo, foi mais ou menos o mesmo. Eu próprio falei com o Cuca, e ele disse ‘Não consegui aguentar a segunda parte, gastamos as fichas todas na primeira’ (risos). Mesmo a ganhar por 1 a 0, com uma vantagem que poderia dar um aspecto anímico maior ao Santos. Mas mesmo assim era difícil aguentar as nossas dinâmicas.”

    Agora, o Flamengo se reapresenta na manhã desta segunda-feira (6) para começar a preparação visando a partida contra o Cusco, pela primeira rodada da Libertadores. 

  • Fim do pulinho? Jorginho elogia goleiros e faz mistério sobre mudança no pênalti

    O estilo clássico de Jorginho na marca do pênalti pode ganhar novidades em brece. Autor de gol na vitória sobre o Santos, o meia admitiu que a facilidade inicial virou passado agora que os goleiros estão decifrando seus movimentos, o que deve forçar uma evolução no seu repertório.

    Melhores momentos: Flamengo 3×1 Santos – Brasileirão 2026

    “Claro que está começando a dificultar. É normal. Quando eu chego é tudo uma novidade para os goleiros, eles começam a estudar cada vez mais. Então, quem sabe eu também não começo a mudar um pouco também. Quem sabe não tenha novidade?”

    Para o experiente volante a estratégia agora é buscar variações técnicas para impedir que os adversários antecipem suas decisões na hora da batida.

    “Tem que começar a trabalhar com outras opções pra poder dificultar pra eles também, se eles não têm só aquele estilo onde eles vão estudar somente aquilo. Então, talvez seja uma opção pra eu poder olhar com carinho”, concluiu; veja o gol de Jorginho sobre o Santos:

    Jorginho cobra pênalti da maneira tradicional e converte no canto direito de Brazão

    Esse foi o 10º pênalti cobrado por Jorginho desde a chegada ao Flamengo e o 10º gol do volante com o Manto Sagrado. O meia mantém a tradicional batida, com o pulo antes da finalização, e conseguiu deslocar o goleiro ou bater de forma idefensável no canto em todas as cobranças até o momento.

    Jorginho aprova Leonardo Jardim, mas cobra elenco do Flamengo

    A adaptação ao trabalho de Leonardo Jardim segue em ritmo acelerado, mas Jorginho aproveitou a entrevista para dar um puxão de orelha no grupo. O meia elogiou os métodos do técnico, mas lembrou que erros contra o Red Bull Brgantino não condizem com o nível da equipe.

    “Acredito que a adaptação tá sendo boa. Tá sendo rápida, na minha opinião, também. Tirando o episódio infeliz que a gente teve três dias atrás, que não pode voltar a repetir uma equipe como a nossa. Mas a adaptação dele tá sendo boa.”

    O jogador destacou a clareza tática do treinador português e a busca por variações ofensivas que podem levar o Flamengo a um novo patamar de desempenho.