Presidente da Conmebol rechaça finais fora da América do Sul por agora, mas não exclui possibilidade

O presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Domínguez, admitiu que a realização da final da Copa Libertadores da América fora da América do Sul não deve ser um episódio único

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Em suas declarações, Domínguez fez questão de garantir que as finais continuarão sendo sediadas predominantemente na América do Sul.

Ainda citou a final da Libertadores de 2018, realizada em Madri, na Espanha, como uma prova do potencial global dos torneios. Na ocasião, o jogo decisivo entre River Plate e Boca Juniors foi transferido para a Europa, gerando uma “participação incrível”, segundo Domínguez.

Apesar do forte interesse manifestado por países de outros continentes, o presidente da Conmebol esclareceu que “ainda não se iniciou, digamos, uma discussão séria” sobre o tema. O interesse demonstrado, contudo, reforça a atração e o valor das principais competições de clubes sul-americanos no cenário esportivo mundial.

“Veja bem, esta não será a última final no continente. O continente sempre sediará as finais da Libertadores e da Sul-Americana. Mas é verdade que existe demanda internacional, porque muitos países querem sediar esta final. E, de fato, já demonstramos isso quando fomos à Europa, quando a final foi realizada na Espanha; a participação foi incrível. Há países que demonstraram interesse, mas ainda não se iniciou uma discussão séria. Existe interesse, o que demonstra, mais uma vez, as ofertas e propostas que evidenciam esse interesse”, afirmou Domínguez.

O dirigente destacou que a realização de finais fora da América do Sul visa ampliar o alcance global do torneio e consolidar a Libertadores como uma marca internacional. No entanto, a possibilidade divide opiniões: enquanto parte dos torcedores enxerga a ideia como oportunidade de crescimento e visibilidade mundial, outros temem a perda da identidade e tradição do futebol sul-americano.

A fala de Domínguez sinaliza que, embora a Conmebol mantenha o compromisso de realizar finais no continente, o futuro da competição pode incluir novas experiências em palcos internacionais um movimento que reflete o interesse crescente de países estrangeiros em fazer parte do espetáculo do futebol latino.

 

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